Prefeito de São Mateus chegou a ser preso em 2021, após PF desmantelar uma organização criminosa A defesa do prefeito de São Mateus (norte do Estado), Daniel da Açaí (sem partido), prepara recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para contestar uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) que leva a tramitação do processo referente à “Operação Minucius”, pela segunda vez, ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). A defesa entende que o processo deve ser julgado pela Justiça Eleitoral. O processo, que tramitava no TRF-2, retornou para o Tribunal Regional Eleitoral do Estado em 2022, por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Superior Tribunal Federal (STF), e, na última quarta-feira (10), o TRE-ES decidiu, por cinco votos a dois, pelo retorno ao TRF-2. O caso envolve, além do prefeito de São Mateus, 12 servidores e empresários da cidade investigados na operação. O prefeito chegou a ser preso na “Operação Minucius”, deflagrada pela Polícia Federal em 28 de agosto de 2021, que desmantelou uma organização criminosa especializada em fraudes na área de licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, que atuava no norte capixaba. Foram cumpridos, na época, sete mandados de prisão temporária e 25 de busca e apreensão, em residências e empresas nos municípios de São Mateus (19), Linhares (6) e Vila Velha (1). As autoridades identificaram que a organização criminosa utilizava a prefeitura em esquemas de corrupção e fraude em licitações e convênios para converter recursos públicos em vantagem indevida. Durante as investigações, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou uma empresa pertencente a Daniel da Açaí, a Construshow, beneficiada em três licitações fraudulentas. Sem estrutura de funcionários para executar os contratos simultaneamente, a empresa lucrou mais de R$ 43 milhões com a construção de escola, conclusão de 13 unidades habitacionais e construção de mais 101 unidades. A decisão ministerial foi tomada com base em novas acusações protocoladas pelo Ministério Público Federal (MPF). No aditamento à denúncia, o MPF reportou mais crimes de corrupção (passiva e ativa), fraude em licitação e falsidade ideológica, além da associação criminosa.
Expresso: deputados capixabas e o caso Marielle
Votação da bancada sobre Chiquinho Brazão é destaque no novo programa que reúne notícias da semana na TV Século A primeira edição do Expresso, programa que traz um resumo das notícias da semana a partir do olhar crítico do Século Diário, tem como tema principal os deputados federais do Espírito Santo que votaram pela soltura de Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), preso preventivamente como acusado de ser o mandante da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O programa traz ainda o Giro de Notícias, com os acontecimentos de destaque dos últimos dias na política institucional e nas mobilizações da sociedade civil capixaba. E também tem o bloco De Rolê, com dicas de cultura para os próximos dias na Grande Vitória e no interior do Estado. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Pastor criminaliza campanha pelo primeiro voto e ataca PT e PCdoB
Ações dos jovens são realizadas em locais públicos e nas portas das escolas desde as eleições de 2022 “Isso deveria ser considerado crime”, afirma o pastor Dinho Souza, dono da igreja evangélica “Povo da Cruz”, na Serra, em vídeos divulgados nas redes sociais, nos quais ataca os movimentos sociais Kizomba e Enegrecer, que, com o apoio do PT e PCdoB, promovem campanha visando estimular a juventude a obter o Título Eleitoral. No mesmo tom alarmista do conservadorismo, o pastor fala em aliciamento dos filhos e condena a militância política. As ações dos jovens são realizadas em locais públicos e nas portas das escolas desde as eleições de 2022, dentro de critérios de campanhas semelhantes aos da Justiça Eleitoral. Arquivo Pessoal Gravado em ambiente decorado com fotografias do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível e ameaçado de prisão, e outros políticos da extrema direita, o vídeo tenta criminalizar o movimento. “Fui surpreendido com um vídeo de um suposto pastor da Serra, criminalizando nossa ação de incentivo ao maior instrumento democrático do mundo, o voto, fiquei reflexivo e espantando, afinal o direito de votar foi algo construído e consolidado a duras penas”, afirma Ivo Lopes, um dos líderes do movimento. Nas eleições de 2022, ele participou da chapa coletiva “Raça & Classe” na disputa para deputado federal, junto a Manu Kisse e Açucena, atingindo 6 mil votos. Neste ano, ele é pré-candidato a vereador na Serra. Ivo destaca que “nós somos agentes políticos, cidadãos com deveres e direitos, e iremos sim disputar a política brasileira. Foi-se o tempo que o Parlamento era apenas exclusivo para sua corja, o nosso projeto é do diálogo, da escuta e da construção coletiva com todos, todas e todes de diferentes idades, afinal, a cidade é de todos nós: crianças, jovens, adultos e idosos”. Arquivo Pessoal As ações foram iniciadas neste mês, por meio de integrantes dos movimentos de juventude Kizomba e Enegrecer, ligados ao Partido dos Trabalhadores, junto ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). A “Caravana do Primeiro Voto” se propõe a ir às escolas de ensino médio na Serra e dialogar sobre a importância da juventude tirar o título e exercer o direito constitucional de votar a partir dos 16 anos. “Não tem nada de ilegal, fazemos isso todos os anos eleitorais, e quem se coloca contra é para jogar a juventude para baixo”, ressalta Ivo, e destaca a citação, pelo pastor, dos nomes do senador Fabiano Contarato e da vereadora da Serra Elcimara Loureiro, ambos do PT, que não fazem parte do movimento, realizado fora do contexto de campanha eleitoral. “Eles querem que nossos filhos tirem Título de Eleitor e depois façam militância para partidos de esquerda”, esbraveja o pastor, acrescentando: “Eles colocam a mãozinha da resistência que, na verdade, é a mãozinha do socialismo”, diz, e aponta para “movimentos ideológicos”, no mesmo tom da ala extremista do bolsonarismo, que atua no eixo político-religioso. Eleitorado jovem registra aumento de 36,5% no Espírito Santo – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/eleitorado-jovem-registra-aumento-de-36-5-no-espirito-santo-este-ano
‘Proibição de saidinha é Cavalo de Troia em lei de monitoração de detentos’
Criminalista diz que veto de Lula não elimina texto “catastrófico” e Estado não tem condições de aplicá-lo Leonardo Sá O presidente Lula sancionou, nessa quinta-feira (11), o polêmico projeto de lei que trata da restrição às saídas temporárias de detentos e endurecimento das regras para progressão de pena. Para alguns, Lula vetou o principal da norma, ao contrariar o Congresso Nacional e manter as “saidinhas” para presos em regime semiaberto visitarem suas famílias. Entretanto, para o advogado criminalista do Estado Antonio Fernando Moreira, o veto não elimina um texto “catastrófico” em sua totalidade. “Essa parte da saidinha, para mim, era apenas um ‘Cavalo de Troia’ dentro do projeto de lei, um presente de grego. Agora, a lei passa a prever monitoração eletrônica em qualquer hipótese, basta a pessoa estar cumprindo pena. Isso é inviável. No Espírito Santo, já não tem tornozeleira para quem deveria ter, as pessoas ficam presas por falta de tornozeleira. No Estado, o regime aberto tem cerca de 50 mil pessoas”, relata Fernando. Apesar do veto, Lula manteve a parte da lei que proíbe a saída de condenados por crimes hediondos, como homicídio, estupro e tráfico de drogas. Além disso, os detentos do regime semiaberto terão que usar tornozeleira em suas saídas. Advogados criminalistas e militantes do movimento de Direitos Humanos têm apontado que a nova lei prejudicará o processo de ressocialização e aumentará o já superlotado sistema prisional. Outro ponto criticado é a necessidade de exames criminológicos para todos os casos de progressão de pena. “Isso estava na Lei 7.210/84, de Execução Penal, mas foi extinto em 2003. Agora, até ladrão de desodorante terá que passar por exame criminológico. O Estado não tem condições de avaliar todos os detentos. Vai ser um caos”, comenta Fernando, prevendo que a tendência é que a população carcerária no Brasil aumente de 800 mil pessoas para 1 milhão ainda este ano com a nova lei. Ao falar em “Cavalo de Troia”, Fernando se refere ao fato de a discussão sobre o projeto de lei ter se resumido à questão das saídas temporárias, quando, na verdade, todo o escopo do texto deveria ter sido analisado com critério. “Tinha que ter havido um debate. O nome da norma é ‘Lei Sargento PM Dias’, um policial assassinado por um detento que estava em saída temporária – ou seja, põe o nome da vítima na lei para não ter debate, e se você fala mal da lei, está indo contra a vítima. O próprio governo liberou a bancada no Congresso para votar como quisesse, não teve nenhum debate sobre população carcerária”. O veto do presidente Lula também será analisado no Congresso Nacional, onde o projeto de lei foi aprovado por esmagadora maioria. Relevância da saidinha Além de permitir que detentos do regime semiaberto visitem familiares – o que poderá cair, caso o veto de Lula seja derrubado -, a nova lei mantém a saidinha concedida aos detentos em regime semiaberto se for para cursar supletivo profissionalizante, ensino médio ou superior, pelo prazo necessário para o cumprimento das atividades escolares. Antônio Fernando Moreira informa que a saidinha está prevista na legislação desde 1984, mas era um direito sonegado aos detentos, que passou a incomodar quando de fato passou a ser concretizado. Um dos fatores que possibilitaram sua aplicação, explica, foi uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu que as cinco saidinhas anuais pudessem ser permitidas em decisão única, e não ter que ir cinco vezes para o Ministério Público, o que fazia com que as varas de execução não dessem conta de analisar todos pedidos. No Espírito Santo, informa, a decisão única é feita para o período de dois anos. A saidinha, para ele, possibilita “uma volta paulatina do preso à sociedade”. “Evita que isso ocorra de forma abrupta, o que ajuda na restauração dos seus laços familiares e sociais. Do contrário, saindo de ‘uma vez’ após anos preso, certamente será mais difícil se reinserir no mercado de trabalho, tanto que no Espírito Santo só permitem que os detentos do semiaberto usufruam de trabalho externo após terem retornado da primeira ‘saidinha’, pois isso é um indicativo de que não terá porque não retornar do trabalho externo e que tem responsabilidade no cumprimento da pena”, explica Antônio Fernando. O advogado afirma que mais de 90% dos detentos que usufruem do direito à saidinha retornam para os presídios. No Espírito Santo, destaca, apenas cerca de 2% não voltam. Além disso, o fato de a saidinha ser voltada para detentos do semiaberto é algo desconhecido para muitos, como afirma o militante do Movimento Nacional de Direitos Humanos no Espírito Santo (MNDH/ES), Gilmar Ferreira. “Não é para todo e qualquer preso, como muitos acreditam, é para os do semiaberto. O juiz vai analisar cada caso, não é ao Deus dará, tem regras rígidas, é feita uma análise do histórico criminal da pessoa”, diz. Gilmar lamenta o fato de o Governo Lula não ter se posicionado a respeito do projeto, que avalia ter motivações de “oportunismo político” e “fins eleitoreiros”. “Quando o presidente não sinaliza para a sua bancada uma posição contrária à proposta, comete um equívoco, adotando um posicionamento populista, punitivista, que não tem a ver com a postura de um governo com compromisso com os direitos humanos, com um governo que tem atribuições organizacionais nessa área, como um ministério, que se relaciona bem com organismos internacionais”, pontua. Restrição à saidinha de detentos é considerada prejudicial à ressocialização – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/seguranca/restricao-a-saidinha-de-detentos-e-considerada-prejudicial-a-ressocializacao
Comunidade aguarda respostas sobre dano ambiental em Anchieta
Associação enviou denúncia à Presidência da República, e Ibama instaurou investigação contra a Cesan João Simas/ACBB A comunidade do bairro Benevente, em Anchieta, no sul do Estado, aguarda respostas do poder público sobre a denúncia de danos ambientais causados por atividades da Companhia Espirito-Santense de Saneamento (Cesan) na região do Porto do Mandoca. Há mais de um mês, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encaminhou ofícios ao Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), à Promotoria de Justiça Cível de Anchieta e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, pedindo explicações sobre o caso. A provocação do Ibama se deu após a Associação de Moradores do Bairro Benevente (ACBB) enviar denúncia sobre a situação ao presidente Lula. O gabinete da Presidência da República, então, remeteu o ofício à Superintendência do Ibama no Espírito Santo. “Acionamos a instância federal, porque a gente não tinha respostas dos órgãos aqui do Estado”, explica o presidente da ACBB, João Simas. Os ofícios foram encaminhados aos órgãos públicos no último dia 6 de março. Há mais de uma década, a comunidade enfrenta os danos causados pela construção de um emissário para lançamento de esgoto tratado no rio Benevente e no manguezal do Mandoca. A Cesan iniciou a instalação de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em 2007. Além do mau cheiro e da poluição, pescadores, marisqueiros e caranguejeiros da região viram reduzir drasticamente a quantidade de peixes e caranguejos, inviabilizando suas fontes de sustento. Na região, existe um local protegido ambientalmente, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Papagaio. Há, também, um sítio arqueológico em estudo para possível tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em análise técnica do cumprimento das condicionantes dos licenciamentos da ETE, de julho do ano passado, o Iema apontou que foram constatados “pontos problemáticos” durante uma vistoria técnica. Esses pontos incluem a “formação de espuma no Rio Benevente e parte de sua estrutura [do emissário] visível, contribuindo para um impacto visual negativo. Por conta disso, a Cesan recebeu multa e auto de infração. Em outubro do ano passado, foi realizada uma reunião com representantes da Cesan e dezenas de pescadores, marisqueiros e catadores do município. A solicitação feita à concessionária pública foi pela retirada do emissário e a restauração ambiental do local, além de pagamento de indenização aos trabalhadores que foram severamente prejudicados nos primeiros anos após a obra e que continuam impactados. Em resposta à ACBB, em janeiro deste ano, a Cesan argumentou que “tanto a Estação de Tratamento de Esgoto quanto o emissário de esgoto tiveram seus projetos autorizados pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), por meio da emissão da Licença Ambiental de Regularização nº 008/2022, e que esta autorização contou com estudos hidrológicos, conforme apresentado na Letra J deste ofício”. A empresa também negou a realização de estudo de recuperação de mangue e sobre impacto ambiental da ETE e do emissário, alegando que a localidade “está passando por processo de mudança de características rurais para urbana, com aumento de construções de moradias e implantações de empreendimentos no seu entorno, estando em estágio elevado de urbanização, com alteração da cobertura vegetal, principalmente por meio de parcelamentos do solo”. “A Cesan nos trouxe um grande prejuízo, colocando um emissário de esgoto dentro do nosso rio, que matou todos os caranguejos adultos do nosso manguezal. Isso foi em 2011. O caranguejo cresce um centímetro por ano, na troca de casco. Os caranguejeiros ficaram seis anos sem obter renda para suas famílias, mas até hoje não tem a mesma disponibilidade de antes. O nosso rio, que tinha muita tainha, também desapareceu dessa época para cá. Causou danos aos pescadores, aos marisqueiros, aos caranguejos e vários danos à fauna”, relatou, no ano passado, Jadir Purcino, presidente da Associação de Catadores de Caranguejo de Anchieta (Acata). Galpão sobre sítio arqueológico Além da questão do esgoto, outra situação mobiliza a atenção na região. A empresa Tecfort construiu um galpão de 367 metros quadrados em cima do sítio arqueológico Bota Fora/Una 1. Tendo como dono Ramon Albani de Souza, filho do vice-prefeito de Anchieta, Carlos Waldir de Souza (MDB), a Tecfort, junto à SP Engenharia – essa, de propriedade de Thesley de Souza Porto, sobrinho do vice-prefeito –, tem ganhado diversas licitações públicas na cidade, segundo denúncia da vereadora Márcia Cypriano Assad (Podemos). As informações foram publicadas em reportagens do Século Diário e também pelo The Intercept Brasil no ano passado. O sítio arqueológico fica no bairro Nova Jerusalém, sendo datado de mais de 600 anos atrás. Segundo laudo do Iphan, trata-se de “sítio pré-colonial a céu aberto, relacionado aos Tupi-Guarani, onde é possível observar a presença de artefatos míticos lascados, líticos polidos, malacológicos, cerâmica com decoração policromada ou plástica e restos humanos”. Apesar dos impactos sofridos, o sítio possui “pacotes arqueológicos ainda preservados”. Sem resposta Questionada, a Secretaria de Meio Ambiente de Anchieta afirmou que responderia ao ofício do Ibama até esta sexta-feira (12), mas não informou qual seria o seu posicionamento. Século Diário também tentou contato com o Iema e o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. Filho e sobrinho de vice-prefeito são novamente envolvidos em denúncias The Intercept aborda casos também publicados em Século Diário sobre contratos e sítio arqueológico https://www.seculodiario.com.br/politica/filho-e-sobrinho-do-vice-prefeito-de-anchieta-sao-novamente-envolvido-em-denuncias Pescadores, marisqueiros e catadores de Anchieta aguardam respostas da Cesan – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/pescadores-marisqueiros-e-catadores-de-anchieta-aguardam-respostas-da-cesan
Debate na Assembleia Legislativa relembra 60 anos do golpe militar
Debate reunirá vítimas da ditadura, como Perly Cipriano, e representantes dos direitos humanos O golpe militar de 1964, que completa 60 anos neste ano, representou uma interrupção na democracia brasileira e uma série de violações dos direitos humanos em todo o país. Para manter viva a memória desse período e reforçar o compromisso com a verdade e a reparação, a deputada Camila Valadão (Psol) realizará um seminário sobre a data na Assembleia Legislativa. Com o tema “Democracia, Memória e Verdade no Brasil – 60 anos do Golpe Militar”, o seminário acontece na próxima terça-feira (16), às 9h, e terá a presença de pessoas engajadas da luta pelos direitos humanos, que viveram durante a ditadura militar, e vão debater como esse período da história reflete atualmente. O ex-subsecretário de Estado de Direitos Humanos do Espírito Santo e militante dos direitos humanos, Perly Cipriano, que foi preso e torturado, será um dos participantes, para contar tudo que viveu no período. Assim como a ex-aluna da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Angela Milanez, que também foi vítima da repressão. A participação de Eugênia Raizer, professora aposentada da Ufes e membro da Comissão Estadual de Memória e Verdade Orlando Bomfim, também está confirmada. O debate terá ainda a presença do militante político e preso na ditadura Francisco Celso Calmon, coordenador do livro coletivo 60 anos do golpe, gerações em luta, lançado neste mês e tema de debates em várias capitais do País. O livro tem como autores 60 brasileiros de várias cidades brasileiras, sendo sete do Espírito Santo, que viveram e foram vítimas do período. Além das discussões, haverá um ponto de venda do livro, com sessão de autógrafos dos autores do Estado. “É preciso lembrar para que não se repita! Por isso, esse debate é tão importante. São seis décadas de um capítulo aterrorizante da nossa história, que resultou em incontáveis violações de direitos humanos, como suspensão de direitos, tortura, censura, desaparecimentos e assassinatos. Só é possível fazer justiça com verdade e reparação”, reitera Camila Valadão. Livro coletivo analisa ditadura de 64 e traça perspectivas para o Brasil – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/livro-coletivo-analisa-ditadura-de-64e-traca-perspectivas-para-o-brasil Os fornos da morte viram marco contra a ditadura, 60 anos depois – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/os-fornos-da-morte-se-transformam-emmarco-contra-a-ditadura-60-anos-depois
Influencer capixaba anuncia pré-candidatura em Vitória
Programa Política ES entrevista Vitor Magnoni, criador da página O Parcial, que pretende tentar vaga na Câmara pelo PSB O comunicador e empresário Vitor Magnoni, conhecido por ser criador da página de humor O Parcial, anunciou em suas redes que será pré-candidato a vereador em Vitória. Ele concedeu sua primeira entrevista após o anúncio ao programa Política ES, do Século Diário. Com 32 anos de idade, Vitor explica a transição da página de conteúdos humorísticos para temas mais político; os motivos de ser pré-candidato; como foi a escolha de partido; seu potencial eleitorado; e os temas que pretende priorizar em sua campanha em busca de uma vaga no legislativo municipal da Capital capixaba. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Secretários de Cachoeiro deixam cargos para disputar eleições
Roselane de Araújo, Carlinhos Miranda e Ramon Silveira são pré-candidatos a vereador Redes Sociais Três secretários de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, foram exonerados de seus cargos nesta semana: Roselane de Araújo e Carlinhos Miranda (ambos do PSB) e Ramon Silveira (PSDB). Os três aparecem como pré-candidatos a vereadores nas eleições de outubro deste ano. O prazo de desincompatibilização de cargos públicos venceu no último sábado (6) – para quem participará da disputa proporcional, o prazo é de seis meses antes da votação. Roselane de Araújo ficou poucos meses como secretária de Desenvolvimento Social. Em janeiro, substituiu Márcia Bezerra (PRD), exonerada após divergências com os planos eleitorais do prefeito Victor Coelho (PSB). Ela também se candidatou a vereadora na eleição de 2020 e conseguiu ficar como suplente. Carlinhos Miranda, por sua vez, é o único dos três que já ocupou uma cadeira na Câmara de Vereadores, entre 2017 e 2020, quando ainda estava no Partido Democrático Trabalhista (PDT). Após não conseguir se reeleger, passou a assumir cargos na administração municipal. Até os últimos dias, ele era secretário de Agricultura. Já Ramon Silveira era titular da secretaria de Esporte, Lazer e Qualidade de Vida. Em 2020, disputou uma vaga como vereador, sem sucesso, pelo Podemos. Em fevereiro, ele faltou a um evento em que a sigla lançou a pré-candidatura a prefeito do deputado estadual Allan Ferreira, que rompeu com Victor Coelho em janeiro. Neste ano, Silveira escolheu o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para uma nova tentativa. Mudanças nas bancadas Com o fechamento da janela partidária na última sexta-feira (5), as bancadas partidárias na Câmara de Cachoeiro passaram por modificações. O governista Partido Socialista Brasileiro (PSB) ficou com apenas um vereador, Alexandre de Itaoca. Paulinho Careca e Paulo Grola migraram para o Podemos, e somaram-se ao presidente da Câmara, Brás Zagotto. Se ganhou dois vereadores, o Podemos perdeu outros dois: Delandi Macedo (foi para o PSDB) e Rodrigo Sandi (migrou para o PDT). As duas siglas ficaram o maior número de parlamentares na composição atual. O PSDB, com Delandi, Vandinho da Padaria, Léo Cabeça (vindo do PDT) e Ely Escarpini (migrou do PV). O PDT, com Arildo Boleba, Sando Irmão (migrou do PSD), Diogo Lube (oriundo do PP) e Rodrigo Sandi. Os outros partidos com representação na Câmara são: Republicanos, com Chupeta e Ary Corrêa (que deixou o recém-criado PRD); o Partido Liberal (PL), com Léo Camargo e Mestre Gelinho (saído do PSDB); e o Novo, que tem um diretório municipal criado desde o final do ano passado, e agora conta com Júnior Correa, que deixou o PL após brigas internas. Todos os vereadores atuais deverão tentar a reeleição. As duas exceções são os bolsonaristas Júnior Correa, que era o pré-candidato candidato a prefeito favorito na disputa, mas que anunciou que pretende largar a vida política para se tornar padre; e Léo Camargo, que herdou de Correa a pré-candidatura majoritária do PL. Disputa majoritária Na disputa majoritária, existe um pré-candidato consolidado e diversos outros nomes no mercado eleitoral. O ex-prefeito Carlos Casteglione (PT) foi anunciado em março como o representante da Federação Brasil da Esperança, formada por Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV). A federação formada por Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e Rede Sustentabilidade também declarou apoio a Casteglione. O ex-prefeito e deputado estadual Theodorico Ferraço (PP) também se colocou como pré-candidato a prefeito após a desistência de Júnior Correa, junto a sua esposa, a ex-deputada federal e ex-prefeita de Itapemirim Norma Ayub (PP). No bloco ferracista tem aparecido também o Novo, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e o setor empresarial. Outros três pré-candidatos continuam no impasse sobre o acordo que fizeram: os deputados estaduais Allan Ferreira (Podemos) e Bruno Resende (União) e o secretário de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho de Vitória, Diego Libardi (Republicanos). Ferreira e Resende têm bom diálogo com os ferracistas. Libardi foi lançado por Ferraço nas eleições municipais de 2020, mas os dois romperam No bloco governista, a pré-candidata apontada é da secretária municipal das pastas de Obras e Manutenção e Serviços, Lorena Vasques (PSB). Outra pré-candidata a prefeita, com menos força, é a ex-secretária de Desenvolvimento social, Márcia Bezerra (PRD), que dialoga com o “grupo dos três”. E Léo Camargo (PL), por sua vez, representará o bolsonarismo em Cachoeiro. Partido Novo ganha força em Cachoeiro com empresários e Júnior Corrêa – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/partido-novo-ganha-forca-em-cachoeiro-com-empresarios-e-junior-correa ‘Eu e Norma somos pré-candidatos em Cachoeiro’, afirma Theodorico Ferraço Deputado estadual e ex-prefeito em quatro mandatos articula candidatura do Progressistas à prefeitura https://www.seculodiario.com.br/politica/eu-e-norma-ayub-somos-pre-candidatos-em-cachoeiro-afirma-theodorico-ferraco-1 Rede e Psol confirmam apoio a Carlos Casteglione em Cachoeiro Pré-candidato do PT a prefeito avança em articulações para unificação da esquerda nas eleições municipais https://www.seculodiario.com.br/politica/rede-e-psol-confirmam-apoio-a-carlos-casteglione-em-cachoeiro Victor Coelho aposta em obras e empréstimo no fim do mandato Prefeito de Cachoeiro tenta viabilizar secretária Lorena Vasques como sucessora na gestão municipal https://www.seculodiario.com.br/politica/victor-coelho-aposta-em-macrodrenagem-e-emprestimo-no-fim-do-mandato
Parte da bancada capixaba sofre derrota em votação do caso Marielle
Gilvan, Da Vitória, Evair e Messias Donato votaram pela libertação do deputado preso por mandar matar vereadora do RJ Leonardo Sá/Ag.Câmara Gilvan da Federal (PL), Da Vitória (PP), Evair de Melo (PP) e Messias Donato (Republicanos) são os deputados da bancada capixaba na Câmara Federal que votaram pela libertação do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), preso sob a acusação de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018. A manutenção da prisão, por 277 votos a 122, representa uma derrota de grupos de direita e da extrema direita e também do crime organizado, apontados com ligações com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os parlamentares capixabas, como os outros favoráveis à libertação, rejeitaram as teses da Procuradoria-Geral da República (PGR) levadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Com Brazão estão presos, desde março passado, seu irmão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil fluminense. A prisão foi efetuada pela Polícia Federal, em um dos mais rumorosos casos, de repercussão internacional, resultado de investigações a cargo do STF e da Polícia Federal, alvos de ataques de grupos bolsonarista e do próprio ex-presidente da República, que responde a vários processos que poderão levá-lo à prisão. Antes da votação em plenário, nessa quarta-feira (10), o deputado Gilvan da Federal discutiu na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) com o também deputado Glauber Braga (Psol-RJ), chegando a levantar-se da cadeira e ameaçar a agredi-lo, sendo contido por outros parlamentares. Mesmo com o microfone desligado pela mesa, Gilvan continuou a proferir palavrões e ameaçar Glauber, que prometeu entrar nesta quinta-feira (11) com uma representação na Comissão de Ética da Câmara. Chiquinho Brazão está preso no Presídio Federal de Campo Grande (MS), e sua defesa alega a inexistência do flagrante, que justifica, segundo o artigo 53 da Constituição Federal, a prisão de parlamentar no exercício de mandato. Essa tese contesta a decisão do ministro Alexandre de Moraes, ao acolher o pedido da PGR e determinar a prisão do deputado e dos demais acusados de mandar matar a vereadora e seu motorista. O ex-presidente Jair Bolsonaro manifestou-se contra a prisão preventiva dos irmãos Brazão e do delegado Rivaldo, dias antes da sessão na Câmara, gerando repercussão via redes sociais, com ataques ao STF, PGR e Polícia Federal, na guerra movida pela extrema direita às instituições brasileiras, que incluiu, mais recentemente, o bilionário sul-africano Elon Musk, dono da plataforma X, SpaceX, Tesla e Neuralink. A politização das investigações sobre o assassinato da morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes envolve membros da família Bolsonaro desde o início, em 2018, e pessoas ligadas às milícias que dominam grande parte do Rio de Janeiro. Marielle e seu motorista foram assassinados durante o período da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, comandada pelo general de Exército Braga Neto, que viria a ocupar a Casa Civil e o Ministério da Defesa de Bolsonaro, sendo também candidato a vice-presidente da República antes de o ex-presidente se tornar inelegível, nas eleições de 2022.
Ex-prefeito faz confissão de pobreza em recurso para se livrar da Justiça
Amadeu Boroto, que possui mais de 20 lojas, está inelegível após condenação por improbidade administrativa O ex-prefeito de São Mateus (norte do Estado) Amadeu Boroto, que tentará retornar ao cargo nas eleições de outubro concorrendo pelo MDB, protocolou recurso na 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), para se livrar da condenação por improbidade administrativa que o tornou inelegível. Amadeu exerceu dois mandatos de prefeito, de 2008 a 2016, e foi denunciado por irregularidades nas contas. Apesar de ser um empresário bem sucedido, com mais de 20 lojas de calçados no Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia, na ação rescisória, com data de março deste ano, Boroto requer o benefício da Justiça gratuita e afirma não possuir “condições financeiras suficientes para arcar com as despesas processuais sem prejuízo do próprio sustento e de sua família, conforme declaração de pobreza em anexo”. Em 2019, ele impetrou recurso, ainda não definido, abrindo a possibilidade de concorrer sub judice. O ex-prefeito está condenado a devolver R$ 823,1 mil aos cofres públicos, decorrente de uma ação por improbidade administrativa, quando prefeito. Boroto foi condenado em uma ação que aponta contratos com uma empresa para a construção de calçadas em imóveis particulares de bairros da cidade. Afastado da política por conta desse processo, foi chamado para assumir, em fevereiro passado, a comissão provisória de São Mateus pelo presidente estadual do MDB, o vice-governador Ricardo Ferraço, visando lança-lo pré-candidato a prefeito. Essa decisão mexeu no cenário político do município, afetando principalmente a articulação do ex-deputado Eustáquio de Freitas, atual presidente do Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado (DER-ES), aliado do governador Renato Casagrande (PSB). De acordo com a defesa de Boroto, “a declaração de pobreza apresentada goza da presunção juris tantum, o que significa que, constatada a ausência de elementos que confirmem a hipossuficiência econômica alegada, fica autorizado ao magistrado indeferir o benefício da gratuidade”. Explica que, “atualmente, a renda mensal auferida pelo autor [Amadeu Boroto] totaliza o montante de R$ 7.786,01, proveniente da Previdência Social (INSS), conforme evidenciado pelo extrato em anexo”. E acrescenta que Boroto atua como sócio em duas empresas, no entanto, não há retirada de pró-labore ou lucro sobre os rendimentos da pessoa jurídica. “Dado que um dos requisitos da inicial consiste no recolhimento de 5% sobre o valor da causa, que, neste caso, ultrapassa R$ 40 mil, torna-se inviável para o autor arcar com as despesas processuais sem comprometer o seu próprio sustento e o de sua família”. Sucessão em São Mateus já aponta Amadeu Boroto como pré-candidato – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/sucessao-em-sao-mateus-esquentacom-a-entrada-de-amadeu-boroto