Nessa terça-feira (1), os petistas que integram o governo do PSB e vão deixar o cargo por causa do período de desincompatibilização, se reuniram com o governador Renato Casagrande para se despedir e agradecer a oportunidade. O presidente do PT capixaba, o ex-prefeito de Vitória João Coser, também participou do encontro. Deixam seus cargos no governo para disputar a eleição os secretários de Assistência Social, Helder Salomão, de Turismo, Alexandre Passos; além dos subsecretários de Direitos Humanos, Perly Cipriano, e de Trabalho, Tarciso Vargas. Helder vai disputar uma das 10 cadeiras do Estado na Câmara dos Deputados. Os demais buscarão a disputa à Assembleia Legislativa. O vice-governador Givaldo Vieira, que também é do PT, é candidato a deputado federal, mas por causa do cargo de expectativa não precisa se desincompatibilizar. O governador Renato Casagrande disse no encontro que vai ser candidato à reeleição e está preparado para a disputa, independentemente do adversário que encontrará na eleição. Já o grupo manifestou novamente o desejo do PT capixaba em manter o apoio ao socialista. Eles disseram que estão trabalhando internamente no partido para a manutenção da aliança com os socialistas. Os petistas, porém, lembraram que no partido a eleição passa hoje pela prioridade na reeleição da presidente Dilma Rousseff, o que pode deixar o partido no Estado sujeito às decisões da nacional. O PT tirou uma resolução no último dia 15 colocando o presidente do partido como o nome do PT para a acomodação no jogo eleitoral. A princípio, o partido defende a candidatura ao Senado, mas Coser pode acabar sendo acomodado na vaga de vice para dar lugar à candidatura do ex-governador Paulo Hartung ao Senado, no palanque de Casagrande. Mas se a nacional definir pelo isolamento do palanque do presidenciável do PSB, Eduardo Campos, no Espírito Santo, a promessa de neutralidade do governador socialista Renato Casagrande não atenderá ao interesse da nacional, forçando os petistas do Estado a se alinharem em um palanque alternativo, que tenha como única candidata a presidente Dilma.
A Grande Noite revela a falta de esperança que assola a Europa
O filme francês A Grande Noite faz uma sátira à decadência econômica da Europa utilizando dois personagens bem inusitados. Os diretores Gustave de Kervern e Benoît Delépine, que também assinam o roteiro. Eles recorrem à comédia nonsense para contar uma história trágica de dois meios-irmãos em busca de seus pais biológicos. Os irmãos são Not (Benoît Poelvoorde) e Jean-Pierre (Albert Dupontel). O primeiro é um punk solitário que vaga pela cidade com seu cachorro de estimação, Not vive apenas com o necessário e algumas bebidas também. Já Jean-Pierre é um recém-desempregado que foi despedido de uma loja de colchões à beira da falência. Depois de perder o emprego e o casamento, Jean-Pierre, que costumava defender o capitalismo, começa a se bandear para o lado anárquico do irmão. O filme mostra uma crise que não é apenas financeira, mas ideológica e psicológica também. Em meio a esses acontecimentos, a mãe (Brigitte Fontaine) e o padrasto (Areski Belkacem) dos dois homens resolvem que não querem mais eles morando no mesmo teto, então revelam a identidade do verdadeiro pai dos meios-irmãos. Not e Jean-Pierre iniciam uma jornada para encontrar seus pais. A Grande Noite é o típico filme de comédia francesa que se aproveita de situações absurdas para fazer rir e ao mesmo tempo refletir. O filme ganhou o prêmio especial do júri na mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes de 2012. Serviço A Grande Noite (Le Grand soir, França, 2014, 90 minutos 16 anos) Cine Jardins – shopping Jardins: sala 2. 21h20
Investigadores recorrem a sistema de ‘rodízio’ e param delegacias
Os investigadores de Policia Civil realizam, nesta quarta-feira (2) mais um protesto setorial, desta vez na Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), em Vitória. Os protestos, que são marcados pela paralisação da delegacia em que acontece o ato, começaram no dia 21 de março, pelo Plantão Especializado da Mulher (PEM) e pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Na última quarta-feira (26), a paralisação aconteceu na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e deve ir durar até às 18 horas, no período do expediente. Os investigadores pleiteiam uma reunião com o governo para discutir a pauta de reivindicações, além de aumento de efetivo e melhoria nas condições de trabalho. Durante as paralisações, os investigadores propõem uma reflexão à sociedade. Para a categoria, índices de violência permanecem altos por conta, também, da falta de efetivo policial para a apuração de crimes. Na Delegacia da Mulher não há efetivo suficiente para atender à demanda de casos que chegam, já que lá existem de 40 a 50 policiais, que trabalham em regime de plantão, para fazer diligências, além de cumprir expediente para atender aos casos. Além do baixo efetivo, os investigadores denunciam as condições precárias dos alojamentos e jornada de trabalho excessiva. A categoria vai continuar cobrando e quer dialogar e achar uma solução para os problemas da categoria na base da parceria.
TJES adia publicação de resultado de provas escritas de concurso para cartórios
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Sérgio Bizzotto, determinou, nesta quarta-feira (2), a reabertura do prazo para a interposição de recursos contra o resultado das provas escritas e práticas (primeira e segunda fases) do concurso público para ingresso na atividade de cartórios. No entanto, a medida se restringe a dois candidatos que recorreram ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para ter acesso ao espelho de correção das provas. Eles podem recorrer das notas atribuídas pela banca da seleção até a próxima sexta-feira (4), o que deve adiar a divulgação do resultado definitivo. O texto do Edital nº 13, publicado no Diário da Justiça, não estabelece o prazo para a revelação da lista de candidatos para as próximas fases do concurso. Anteriormente, o tribunal havia previsto a divulgação até o dia 20 do mês passado. No entanto, o novo adiamento se soma à série de incidentes registrados desde o início do certame, lançado em junho de 2013. A próxima etapa do concurso (quarta) é a realização de exame psicotécnico, entrevista pessoal e análise da vida pregressa dos candidatos. As duas últimas etapas serão: uma prova oral, de caráter eliminatório e classificatório; e a prova de títulos, também de caráter classificatório. Ao todo, o concurso público prevê a distribuição de até 171 vagas, sendo 114 de provimento e 57 de remoção. Foram inscritas 4.513 pessoas para participar do certame, mas somente 2.786 candidatos tiveram o registro concluído – o que representava uma proporção superior a 24 candidatos por vaga. Hoje, essa média caiu para uma vaga para cada dois candidatos na disputa.
Juíza manda fazer perícia em documentos sobre fraudes em processos de falência
A Justiça estadual determinou, nessa terça-feira (1), a realização de perícia grafotécnica em documentos relacionados às denúncias contra o ex-presidente do Banestes Paulo Roberto Mendonça França, por supostas irregularidades em ações de falência empresarial. A decisão é da juíza da 3ª Vara Criminal de Vitória, Maria Cristina de Souza Ferreira, que negou ainda um pedido da defesa do ex-sindico de massas falidas pelo reconhecimento da prescrição do caso – medida que acarretaria no arquivamento da ação penal (0013903-17.2012.8.08.0024). No documento, a magistrada obrigou a realização dos exames em recibos de despesas que compõem a ação de falência da empresa HSU Comercial (Eletrônicas Yung), que já tramita há quase 16 anos. Para Maria Cristina Ferreira, os trabalhos vão elucidar a prática ou não dos crimes atribuídos ao ex-síndico, como a realização de gastos pessoais e irregularidade na gestão dos bens da massa falida – crimes previstos na Lei de Falências (Decreto Lei nº 7661/45). “A perícia técnica no caso em tela possui considerável relevância”, considerou. Na mesma decisão, a juíza rechaçou a alegação da defesa de Paulo França, que pleiteava o arquivamento do feito em decorrência da prescrição, isto é, quando o Estado perde a possibilidade de punir um crime. No texto, ela pontua que “o acolhimento do pedido da defesa poderia acarretar o reconhecimento de uma prescrição de atos futuros”, medida que não seria permitida pela legislação. Nos autos do processo, a defesa alegava que teria se passado mais de dois anos (prazo para o reconhecimento da prescrição, de acordo com o decreto lei) entre o suposto crime e o recebimento da denúncia, em setembro de 2012. Entretanto, a juíza acolheu o teor do parecer do Ministério Público Estadual (MPES) no qual indicava que não se poderia considerar a prescrição em razão da suposta conduta criminosa ter ocorrido posteriormente à data de encerramento da falência. A polêmica relacionada ao ex-sindico de massas falidas no Estado teve início em setembro de 2012, quando o então juiz titular da Vara de Falências, Ademar João Bermond, destituiu Paulo França de vários processos de falências. O magistrado indicou a possibilidade de fraudes que poderiam ultrapassar R$ 4 milhões, com base em relatório de uma auditoria independente realizada nas contas das empresas falidas. Entre os casos apareciam os processos da indústria têxtil Braspérola, da administradora de consórcios Adec, além da Eletrônicas Yung. Em resposta à destituição, o ex-presidente do Banestes negou as acusações e afirmou que todas as prestações de contas, ao longo de doze anos, foram aprovadas pelo juízo e Ministério Público, sem qualquer impugnação por parte dos credores e falidos. Apesar disso, a decisão pelo afastamento da gestão das massas falidas acabou sendo confirmada no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Além das questões ligadas a suspeitas de fraudes na condução das massas falidas, o ex-presidente do Banestes também é alvo de uma ação de improbidade administrativa pela utilização de verbas públicas no pagamento da multa imposta a três ex-diretores por falta de transparência na negociação para venda do banco, em 2007. Na época, o advogado fazia parte do Conselho de Administração do banco, que concedeu uma declaração de indenidade (ausência de culpa) aos ex-dirigentes, que não tiveram de arcar com a multa de R$ 600 mil arbitrada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Paulo França chegou a presidir o banco no ano de 2009, quando a venda do banco estatal voltou à pauta do mercado, desta vez, nas frustradas negociações com o Banco do Brasil.
Atraso nas obras de estaleiro é de responsabilidade exclusiva da Jurong
O atraso nas obras do Estaleiro Jurong de Aracruz (EJA) é resultado da falta de organização da própria empresa com suas obrigações legais. A consideração é de Vicente Buteri, presidente da Associação de Pescadores da Barra do Riacho e Barra do Sahy, e de Paulo César Borba, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil do Estado (Sintraconst-ES). Em uma ofensiva iniciada na mídia corporativa, destinada a criminalizar o movimento dos trabalhadores que lutam por melhores condições de trabalho, a Jurong anunciou que as ações do Sintraconst inviabilizam o término da construção, iniciada em Cingapura, do primeiro navio-sonda de nome “Arpoador”, em Aracruz, norte do Estado. O navio é encomenda das empresas Sete Brasil e Petrobras. Entre as obrigações legais que deveriam mas não foram cumpridas pela empresa e que, para eles, contribuíram para o atraso nas obras, estão a indenização dos pescadores da região, que perderam toda a sua área de pesca com a chegada do empreendimento, e a melhoria das condições de trabalho no canteiro de obras do estaleiro. Buteri afirma que os atrasos na negociação da Jurong com os pescadores são atribuição exclusiva da empresa, que já tinha firmado com a comunidade pesqueira o compromisso de vender a rocha calcária que seria extraída da área do empreendimento e cuja verba seria direcionada aos pescadores. Diante da recusa posterior da empresa em realizar a atividade, o processo se estendeu. Por fim, a rocha foi usada apenas como plano de fundo para o estabelecimento do valor da indenização. A rocha foi avaliada por uma comissão do Ministério Público Estadual (MPES) e do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), que estabeleceu o valor da indenização, segundo o que afirmam, equivalente ao valor que seria adquirido com a venda da rocha. Segundo Buteri, o calcário não será mais retirado da área do estaleiro porque tal atividade traria à Jurong custos superiores aos R$ 1,5 milhão estabelecido como indenização para os pescadores. A operação, inclusive, requer uma licença apenas para a extração do calcário. Além disso, segundo o pescador, a rocha calcária valeria, pelo menos, o dobro do valor atribuído e que será pago pela Jurong. Buteri afirma que o atraso na finalização das obras do estaleiro se deve ao não cumprimento das condicionantes, uma obrigação legal da empresa que não deveria, sequer, ter sido reivindicada pelos pescadores. Entretanto, diante das diversas recusas da Jurong em atender às obrigações legais referentes à comunidade pesqueira, se fez necessária a intervenção judicial dos pescadores em busca dos próprios direitos a eles atribuídos no processo de licenciamento do estaleiro. A indenização dos pescadores é um dos pré-requisitos para que a empresa obtenha sua Licença de Instalação (LI) que, aliás, deveria ter sido requerida antes mesmo do início das obras do empreendimento, em janeiro de 2012. Nesta quarta-feira (2), a Jurong recebeu do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), a Licença de Operação (LO) para sua oficina de cascos. Em novembro do ano passado, requereu ao órgão, ao mesmo tempo, a LI e a LO para dragagem do calado. O presidente do Sintraconst, Paulo César Borba, partilha da mesma opinião dos pescadores. Ele afirma que a obra, por seu andamento, de maneira alguma estaria pronta neste mês de abril. As diversas greves realizadas pelos trabalhadores da construção civil nas dependências do estaleiro, inclusive com atividades que interromperam o acesso de veículos ao canteiro de obras, aconteceram devido às más condições de trabalho no local, o que inclui a falta de espaços para refeições e vivências e quantidade insuficiente de banheiros. Há uma semana a greve foi suspensa para diálogo com a empresa embora, como afirmou Borba, a Jurong se recuse constantemente a negociar as questões trabalhistas com o sindicato. O Sintraconst está convocando todos que foram demitidos pela Jurong durante o período da greve, que aconteceu no começo deste ano, para tomar as devidas providências, já que a empresa não pode realizar demissões enquanto os trabalhadores estiverem em paralisação. O sindicato convocou uma assembleia geral com os trabalhadores da obra do estaleiro na manhã desta quarta-feira (2), quando serão decididos os próximos passos da luta trabalhista no estaleiro. Desde 2010, a região recebe trabalhadores de diversas partes do País, atraídos pelas promessas de emprego oferecidas pela Jurong e pela Petrobras. Estes, porém, são absorvidos somente o período de obras e passam a engrossar os bolsões de miséria registrados nas regiões onde estão localizados os grandes empreendimentos do Estado. No norte, já há registros de aumento da criminalidade e superlotação do sistema de saúde e de educação.
Escracho merecido
O movimento social intitulado Levante Popular da Juventude, criado em 2012, vem fazendo o chamado “escracho” em frente às residências ou locais de trabalho de pessoas acusadas de praticar crimes durante a ditadura militar. Em menção aos 50 anos do golpe militar (31/03/1964), o Levante, que tem núcleos espalhados por quase todos os estados brasileiros, promoveu o “escracho” em várias cidades. Em Brasília, por exemplo, o “escracho” foi na casa do coronel Brilhante Ustra. Cerca de 150 manifestantes colaram cartazes de pessoas mortas e torturadas na ditadura em frente à casa do coronel responsável pelo DOI-Codi durante o regime militar. No Espírito Santo, o Levante foi até a garagem da Viação Itapemirim para “escrachar” o deputado federal Camilo Cola (PMDB). O empresário é acusado de ser um dos financiadores das ações criminosas da ditadura. No livro “Memórias de uma Guerra Suja”, dos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, publicado em 2012, o ex-delegado da Polícia Civil do Espírito Santo Cláudio Guerra acusa Cola de ser o mandante da morte de José Roberto Jeveaux, dono do jornal o Povão, sediado em Vitória. Cola estaria sendo chantageado por Jeveaux e acabou perdendo a paciência com o jornalista. Segundo Guerra, além do mando do crime que tirou a vida de Jeveaux, Camilo Cola apoiava outras ações clandestinas do regime militar. O “escracho” do Levante é uma forma criativa e pacífica, mas não menos eficaz, de protestar contra os personagens que operaram nos anos de chumbo e seguem impunes. Enquanto não há Justiça, como defende o Levante, “há escracho”. O dedicado a Camilo Cola foi mais que merecido. Além das ações de apoio ao regime militar, o deputado, atualmente, é um dos empresários que fazem parte da lista suja do trabalho escravo. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagrou, em 2013, empregados das fazendas de Cola em situação análoga à escrava. Sem dúvida, merece o “escracho”.
Sem efeito
O novo “esperneio” do deputado estadual Paulo Roberto (PMDB) na Assembleia Legislativa, na noite dessa segunda-feira (31), mudou um pouco a rota da missão que tenta desgastar o governador Renato Casagrande. Ao invés de criticar a gestão socialista, levou a história para o campo partidário, acusando Casagrande de fazer “intervenção branca” no PMDB. Interessante é que Paulo Roberto não é liderança do partido, nem tem representatividade. Não por acaso, os demais parlamentares da bancada, ao todo seis, nem têm perdido tempo em rebater ou contestar o deputado de São Mateus. Até mesmo porque, não é novidade nenhuma que Paulo Roberto tem feito as vezes do grupo de Hartung, que tenta contornar uma “rebelião” no PMDB. Depois de tanto tempo de controle em favor dos interesses do ex-governador e à revelia dos demais, o partido tem um problemão a administrar. A não ser Paulo Roberto, os outros seis parlamentares da bancada querem caminhar com Casagrande na eleição deste ano e rejeitam a candidatura de Hartung. As bases também estão divididas. Para ser do jeito que o ex-governador e seus seguidores, somente com intervenção do PMDB nacional. No voto a voto interno, se Hartung resolver encarar uma candidatura ao governo, correrá risco de ficar a ver navios. Que “mal” faz uma democracia… ‘Coincidência’ Frase do deputado estadual Marcelo Santos (PMDB) no Facebook, nesta terça-feira (1): “tem gente que, por vaidade ou despeito, acha que pode chamar a atenção da mídia atacando outras pessoas para alcançar a ‘fama”. 'Marionete' Interessante mesmo vai ser o comportamento de Paulo Roberto, no caso de Hartung fechar o sistema da unanimidade, saindo candidato ao Senado na chapa de Casagrande. Vai passar a falar bem do governador, de um dia para o outro? Mais um O secretário de Estado de Esportes, Vandinho Leite, presta contas de seu mandato no Palácio Anchieta, nesta quarta-feira (2). Ele se despede da pasta para disputar a Câmara dos Deputados pelo PSB. Até lá, reassume sua cadeira na Assembleia Legislativa, no lugar de Nilton Baiano (PP). Retorno O ex-deputado federal José Carlinhos da Fonseca Júnior voltou a circular pelo Espírito Santo. Mãos abanando O Psol no Estado passou meses numa briga ferrenha pelo controle do partido e acabou sem quadro nenhum. Sumiu do mapa. Antes tarde… No dia que marca os 50 anos de resistência ao golpe de 64, nesta terça-feira (1º), o deputado estadual Cláudio Vereza (PT) divulga, em seu Twitter, vídeo que mostra a remoção da placa com homenagem ao ditador Castelo Branco na Ufes, para dar lugar a outra, desta vez em memória aos que resistiram ao regime militar. Demorou, hein! Cadê? O novo site do Diário Oficial do Estado desapareceu com boa parte do acervo dos atos do governo, sobretudo referente à gestão Paulo Hartung. Na versão antiga, o histórico se iniciava em 16 de janeiro de 2003, ou seja, já não era completo. Agora, começa em 1º de junho de 2006, três anos depois. Aí não… Esperança Positivas as reformulações anunciadas para os 463 taxis de Vitória, que passarão a oferecer atendimento digital tanto para acionar o serviço quanto para pagamento. Pois se tem algo que não funciona satisfatoriamente no Estado, é o tal do táxi. Toda mudança é bem-vinda. Mas… Como nem tudo são flores, o Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (Comuttran) está reunido na tarde desta terça-feira (1º), para discutir o reajuste de tarifa no transporte de táxi. Já é salgada. 140 toques “Da série quem bate esquece: no ES teve governador biônico dizendo que aqui não teve ditadura. Já quem apanhou não esquecerá, nunca mais!”. (Ex-prefeito de Vila Velha Max Filho – PSDB – no Twitter). PENSAMENTO: “Na vida pública, não basta saber fazer. Igualmente importante é fazer saber”. Walter Lippman
Acabou o amor
A Câmara de Vitória é a que terá o maior número de candidatos às eleições proporcionais deste ano. A maioria dos legisladores estará na disputa. Para evitar problemas durante o processo e na convivência com os que permanecem no legislativo, o prefeito Luciano Rezende (PPS) se reuniu com os vereadores no final do ano passado para deixar a situação bem clara. Mas as movimentações acontecem por todo o Estado. Com os prefeitos em situação crítica, por falta de recursos federais, a população cobra, e com o período eleitoral chegando, mesmo que prefeitos e vereadores não estejam diretamente envolvidos no pleito, o cenário tende a se acirrar. Prefeitos apoiam lideranças para a eleição deste ano. Vereadores são os agentes políticos mais próximos da população e também fazem suas apostas. O fortalecimento na eleição pode trazer reflexos para o pleito de 2016, quando, aí sim, todos estarão no mercado em busca de uma acomodação. No interior, com Câmaras pequenas e prefeituras com corda no pescoço, a tendência de acirramento é grande. Em Linhares, norte do Estado, até boletim de ocorrência por ameaça já foi lavrado. Em Conceição da Barra, o prefeito tinha maioria, mas agora há um movimento de cobrança. Isso pode refletir uma tendência de desgaste do prefeito Jorge Donati (PSDB), que está em segundo mandato, quando geralmente há uma queda de popularidade. Além disso, no município, há a história de que o tucano pode ser candidato a deputado estadual, o que mexeria com o quadro de disputa no município. São movimentações ainda sem uma consistência, que com a possibilidade de haver mais de um palanque majoritário no Estado, vão acirrando os ânimos em todos os níveis. Com a interiorização do debate político no Estado, a tendência é de que cada vez mais as lideranças dos 78 municípios sejam afetadas e tentem influir nas discussões eleitorais. Fragmentos: 1 – O vereador Marcelão Freitas (PT) protocolou projeto de lei para a mudança de nome de vias e escolas da Capital de agentes da ditadura para o de militantes capixabas que a combateram. 2 – No projeto, o vereador propõe que as vias Presidente Castelo Branco e Costa e Silva, localizadas em Bairro República, mudem para Ruas José Maurílio Patrício e Marcos José de Lima, respectivamente. 3 – O projeto prevê ainda a mudança do nome de três escolas municipais, a EMEF Arthur da Costa e Silva, localizada também no Bairro República, para Arildo Valadão. No bairro Ilha do Príncipe, a escola Castelo Branco se chamará João Gualberto Calatrone. Já a EMEF, situada nas dependências da Ufes, será denominada Orlando Bonfim Júnior.
E a Reforma?
Durante o ano de 2013, o Congresso Nacional discutiu vários pontos que seriam a delineação da Reforma Política. O ano terminou, o período eleitoral se aproxima e nenhuma mudança substancial foi aprovada. O motivo disso é que deixando na mão dos políticos, não vai sair nada que beneficie a população mesmo, já que isso acarretaria cortar na carne. E isso eles não vão fazer. O interessante é que desde 2003, quando o governo do PT começou, não se viu uma articulação forte do movimento sindical, no sentido de cobrar uma reforma que insira a população no processo político. E o motivo também é conhecido. Isso implicaria que os dirigentes sindicais saíssem de sua zona de conforto. Para defender uma reforma política, o sindicato teria que também passar por um processo de reforma. Mas o que se vê cada vez mais são mudanças internas que aumentam o benefício dos dirigentes. Assim como no Congresso, remendos nos regimentos são feitos para perpetuar o poder de quem está à frente das instituições representativas. Da mesma forma que isso afasta a população da política, aumentando sua resistência ao sistema político do Brasil, as mudanças nos sindicatos afastam cada vez mais as categorias das entidades. Muda-se estatuto, burla-se eleição, irregularidades são cometidas e a oposição é reprimida. Assim como no campo da política institucional, no movimento sindical a interferência do Capital é cada vez maior e é em função dele que gira toda a atividade do movimento. As discussões com o patrão ganharam uma nova configuração. O trabalhador, assim como o eleitor fica em segundo plano. As promessas de campanha são esquecidas em troca de uma articulação de grupo. Com a proximidade do processo eleitoral é o momento do cidadão tomar consciência de que os problemas de representatividade não estão apenas no Parlamento e no Executivo. As instâncias de representação como um todo devem ser rediscutidas. No campo da disputa políticas é preciso um justo sistema eleitoral e uma fiscalização maior do trabalho dos políticos. No campo sindical é preciso o apoderamento do trabalhador de sua instância representativa, tirando do comando quem está se perpetuando e discutindo novas formas de trabalho ou que o próprio Congresso crie regras para a sucessão dentro das instituições. Do jeito que está é que não pode continuar. A coluna defende dois mandatos para dirigentes sindicais e só.