Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

310314_protesto_servidores_sindipublicos.jpg

Seger reabre diálogo com servidores para tentar pôr fim à greve geral do funcionalismo

Sem categoria

Após a reunião ocorrida na tarde desta segunda-feira (31) entre representantes do Sindicato dos Servidores Públicos do Estados (Sindipúblicos) e de associações classistas, e representantes da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), os servidores do Estado, que deflagraram greve geral nesta segunda, decidiram manter o movimento por tempo indeterminado.    No encontro, os representantes da Seger não apresentaram qualquer proposta que atenda às reivindicações da categoria, apenas justificaram a negativa para a concessão dos benefícios. Os membros do governo se comprometeram a apresentar, nos próximos dias, um estudo que visa demonstrar como estão as finanças, se há possibilidade de atender a alguns dos pleitos, ou se não há como conceder benefícios no momento.    Os servidores públicos de 51 autarquias e órgãos do Executivo estadual iniciaram uma greve geral nesta segunda com uma pauta intensa de reivindicações históricas ao governo do Estado. Pela manhã, os servidores se concentraram em frente aos prédios administrativos do governo, como o edifício Fábio Ruschi, na Avenida Princesa Isabel, no Centro de Vitória.    No início da tarde desta segunda-feira, os servidores iniciaram um protesto. Eles ocupavam as duas pistas da Avenida Princesa Isabel e o hall de entrada do prédio que abriga a Secretaria de Gestão Recursos Humanos (Seger). Em seguida, uma comissão formada por representantes dos trabalhadores, membros do Sindipúblicos e das associações classistas foi recebida na Seger.    A categoria reivindica a concessão do auxílio-alimentação para os servidores que recebem por subsídio, atualmente muitos sequer recebem o benefício, outros apenas R$ 132, enquanto no Judiciário o valor passa dos R$1,6 mil; reajuste do auxílio-alimentação, sem reajuste desde 1997; política pública de gestão de pessoas que contemple as demandas dos servidores; reposição das perdas salariais e fixação da data base em mês específico; e regulamentação do adicional de insalubridade e do auxílio-creche.   Dentre os serviços que tiveram alteração no funcionamento estão os do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES) – ciretrans, biometria, exames, emissão de Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (IPAJM) – perícia e atendimento; Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) – licença ambiental, transporte de alimentos, laboratórios;  Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), atendimento ao agricultor, pesquisa e extensão; Instituto de Obras Públicas (Iopes) – fiscalização das obras; Instituto Eatadual de Meio ambiente (Iema) – licenças e outorgas; TV Educativa – programação local suspensa; e da Secretaria de Estado da Educação (Sedu) – secretaria escolar. 

31/03/2014 / 0 Comments
read more
Coco.jpg

Cia de Dança Andora leva folclore brasileiro para Portugal

Sem categoria

  Colorida, animada e multicultural a Cia de Dança Andora Ufes continua crescendo e levando a cultura brasileira e capixaba para outros lugares do mundo. O grupo embarca pela segunda vez para Portugal, onde vai se apresentar no Festival Internacional de Folclore do Concelho de Almeirim, evento que acontece entre os dias 18 e 25 de abril.    “Almerin é uma cidade que respira folclore e mantém viva suas tradições e costumes. O povo também gosta de conhecer a cultura popular de outros países e o Festival é uma forma de celebrar o folclore. Para nós é uma honra sermos convidados a fazer parte dessa festa”, diz Bruno Henrique de Paula, membro da companhia.    Em três edições o festival de danças folclóricas já contou com a presença de representantes de diversas regiões do planeta, sendo um momento privilegiado para a preservação e intercâmbio cultural por meio das danças, línguas e costumes. Como da primeira vez, a Cia Andora é o único grupo de dança de brasileiros a participar do Festival. Apesar da importância e talento dos dançarinos, eles não receberam nenhum apoio para custear a viagem.   Bruno conta que entrou em contato com diversas instituições privadas e públicas e também inscreveu o grupo em editais, mas não obteve resposta positiva em nenhuma das tentativas. A hospedagem e a alimentação serão por conta do festival, mas as passagens e o transporte interno saem por conta do grupo. “Estamos nos sacrificando para arcar com as despesas, algumas passagens ainda nem foram compradas, mas mesmo assim estamos felizes em representar o Espírito Santo no Festival”, diz Bruno.      O grupo preparou um espetáculo muito especial para o festival, intitulado Brasil e os Rituais da Liberdade. O público capixaba poderá prestigiar o espetáculo antes dos portugueses.  A apresentação será no Teatro Universitário da Ufes, nesta terça-feira (1), às 19 horas. A coreografia resgata danças do nordeste, maracatu, baião e xaxado. Depois passa pela história do samba, dos terreiros baianos, para os salões e a malandragem carioca, tendo sua apoteose na avenida com suas escolas de samba.   “Vamos contar a histórias de libertação de ritmos e danças que eram proibidos ou mal vistos no Brasil, como o samba e a capoeira. Um dos personagens que vamos representar é o João Bananeira, que representa os negros escravos que se fantasiavam com palha de bananeira e máscaras para não serem reconhecidos na Festa da Penha, a qual eram proibidos de participar”, conta Bruno.     A Andora trabalha principalmente com danças populares brasileiras, sempre resgatando a produção cultural humana e não deixando que ela se perca no tempo. Os enredos dos espetáculos destacam três regiões do país: o Norte, representado pelo Carimbó e o Lundu; o Nordeste, que valoriza os ritmos do baião, do samba de roda e do coco; e por fim o Sudeste, que se destaca pela influencia europeia, no sapateado, e também pelo congo, o pastoril do barreiro e o Ticumbi.   Recentemente, a companhia foi aceita para integrar-se aos quadros de grupos folclóricos e para-folclóricos vinculados ao Concelho Internacional de Organizações de folclore e artes populares (CIOFF). A Cia de Dança Andora é formada por cerca de 30 componentes, entre dançarinos, músicos e comissão técnica, estudantes ou professores. A cia se originou de um projeto de extensão da Ufes, mas hoje é aberto à comunidade e possui integrantes de outras universidades e escolas do país.   Serviço   A Cia de Dança Andora apresenta o espetáculo Brasil e os Rituais da Liberdade, nesta terça-feira (1), às 19 horas, no Teatro da Ufes. Entrada Franca. 

31/03/2014 / 0 Comments
read more

A Revolução dos Bichos

Sem categoria

George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, nasceu em Motihari, Índia, em 1903. Concluiu seus estudos na Inglaterra, em 1922, alistando-se, depois disso, na Indian Imperial Police e, em 1928, retornou à Europa. Orwell morreu em Londres em 1950. Duas de suas grandes obras literárias são: 1984, publicado em 1949, e A Revolução dos Bichos, de 1945.   Já tematizei aqui, numa resenha desta coluna, sobre o livro de Orwell, 1984. Desta vez, o tema será a obra A Revolução dos Bichos, que tem a mesma orientação original de 1984. Mais uma vez, uma imagem da sociedade que, em 1984, se referia a um futuro distópico, e agora, em A Revolução dos Bichos, fala de um tema seu contemporâneo, dos anos 40, que se refere, em forma de parábola, à Revolução Russa de 1917, com sua consequente formação da União Soviética, e suas implicações políticas, sociais e ideológicas, numa crítica ácida ao regime de poder instaurado pelo camarada Stálin, na então União Soviética.   Portanto, A Revolução dos Bichos representa uma parábola crítica dos meios de degeneração do igualitarismo soviético. Embora Orwell fosse militante socialista, ele não poupou as contradições e absurdos do poder stalinista, fruto do sonho socialista, mas que realizou um comunismo de comitê, deixando a ditadura do proletariado, em troca de uma burocracia corrupta e centralizada num partido único, o que acabou por ser uma ditadura de partido, e não da classe proletária.   A Revolução dos Bichos, embora tivesse sido um livro concluído em 1944, por Orwell, teve de esperar o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, para ser publicado. Nenhum editor inglês quis publicar a obra, na ocasião de sua conclusão, em 1944, por conta de poder significar uma interpretação política da obra, sendo esta, um ataque direto, em forma alegórica, mas de teor evidente, à política do então aliado da Inglaterra, o camarada Stálin. E, de fato, na obra, a fazenda onde se desenrolam os fatos, poderia realmente ser identificada com a União Soviética.   Construído sobre o cômico e o grotesco, numa forma satírica, o romance A Revolução dos Bichos é, como dito, uma impiedosa análise das atrocidades que podem acontecer num regime político, que se configura como puro e cínico exercício de poder, independente de sua orientação ideológica. Nas melhores intenções pode morar o ovo da serpente, e este, no caso da União Soviética e do romance A Revolução dos Bichos, tinham em Stálin a sua figura de proa e personalidade central da contradição performática de uma ideologia que, por sua vez, começa como luta libertária, e se torna, logo depois, um regime totalitário de poder.   O romance A Revolução dos Bichos se passa numa fazenda, a Granja do Solar. Tal lugar era propriedade de um homem de nome Jones. Dentre os bichos da fazenda, se destacam os porcos, e temos, aqui, a parábola em relação a três camaradas da Revolução Russa: o velho porco Major pode ser associado facilmente à figura de Lênin, enquanto, por sua vez, o porco Bola-de-Neve pode ser Trotsky, e o porco Napoleão, Stálin. A fazenda, por sua vez, é a União Soviética em versão alegórica.   Major discursa para os bichos da fazenda, coloca suas ideias, de como os bichos são explorados pelo Homem, e de como nenhum animal é livre na Inglaterra. Os bichos, portanto, para serem livres, teriam que se libertar do Homem. O produto do trabalho dos bichos, por sua vez, deveria ser dos próprios bichos. Os bichos deveriam fazer uma rebelião. “Todos os homens são inimigos, todos os animais são amigos.” “O que quer que ande sobre duas pernas é inimigo, o que quer que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.” Este era o discurso proferido pelo velho porco Major que, três noites depois desse dia, e deixando a canção “Bichos da Inglaterra” de herança para a futura rebelião, falece.    Na fazenda, entre os bichos, a tarefa de instruir e organizar os outros recaiu, naturalmente, sobre os porcos, reconhecidamente os mais inteligentes dos bichos. Donde se destacavam, após a morte de Major, dois porcos: Bola-de-Neve e Napoleão. E junto, muito falaz, estava o futuro porta-voz das virtudes do governo de Napoleão, o porco Garganta. Estes três porcos, então, organizam os ensinamentos de Major num sistema de pensamento a que dão o nome da Animalismo.    A rebelião acontece, finalmente. Os bichos se revoltam e expulsam os homens da fazenda, e junto deles, na fuga, o proprietário do lugar, Jones. A esta altura, se vê uma perfeita alusão à Revolução Russa que, aqui, era nada mais que A Revolução dos Bichos. A Granja do Solar é rebatizada de Granja dos Bichos. São feitos os Sete Mandamentos, que todos os bichos, a partir de então, deveriam seguir. Bola-de-Neve pega uma velha toalha verde de mesa e pinta, no centro, em branco, um chifre e um casco. Nas reuniões dos bichos, por sua vez, Bola-de-Neve e Napoleão nunca estavam de acordo entre si, havia uma evidente competição. A Reunião era encerrada sempre com o hino “Bichos da Inglaterra”. E, depois de pensar, Bola-de-Neve resume, então, os Sete Mandamentos, em uma única máxima, que era: “Quatro pernas bom, duas pernas ruim.” Era o princípio essencial do Animalismo.   No romance A Revolução dos Bichos, portanto, ocorrem batalhas entre os homens e os bichos. Alguns homens, dentre eles se incluindo Jones, ex-dono da granja, tentavam invadir e recuperar a fazenda tomada pelos bichos. Os homens derrubam o moinho de vento que era erguido e reerguido constantemente pelos bichos, em trabalho cada vez mais redobrado.  E Napoleão, por sua vez, consegue expulsar Bola-de Neve da fazenda, ao soltar cachorros atrás do mesmo, e toma o poder.    Orwell empreende verdadeiros paralelos entre as ideias de Stálin e Trotsky, e a dos porcos Napoleão e Bola-de-Neve, respectivamente. Leia-se, aqui, um dos paralelos subentendidos: Napoleão queria a defesa da granja, achava que os bichos deveriam conseguir armas de fogo e aprender a manejá-las, enquanto Bola-de-Neve preferia provocar uma rebelião dos bichos em outras

30/03/2014 / 0 Comments
read more

Aniversariantes anônimos

Sem categoria

Se por acaso você faz anos nesse final de semana, final de março, por certo o Parabéns pra você será cantado por amigos, amores, familiares, ou nem que seja apenas por você mesmo ou mesma. E você estará em boa companhia – a musiquinha é tradicionalmente cantada em quase todos os idiomas, em quase todos os aniversários. De acordo com o Guinness, o ”Happy Birthday to you” é a música de língua inglesa mais reconhecida, seguida do “Ele é um bom companheiro”, também muito tocada nos aniversários.   Todos conhecem a música, mas pouca gente sabe quem foram suas autoras – as irmãs Patty e Mildred Hill.  Mildred era pianista e compositora, e Patty era professora de jardim de infância, onde desenvolvia novos métodos de aprendizagem. A música inicialmente era “Bom dia para todos”, cantada nas aulas porque era fácil para as crianças aprenderem.  Os alunos gostavam tanto que a incluíam nos aniversários, e a letra acabou sendo mudada para feliz aniversário. As irmãs a incluíram em um livro de músicas que publicaram em 1893.   A Summy Company percebeu o rico filão e a registrou em 1935, dando como autores Preston Ware Orem e a Senhorita R.R. Forman. Em 1988,  a Warner-Chappell Music comprou a Summy por  U$ 25 milhões, com o valor da música estimado em U$ 5 milhões. Graças a esse registro, a música pertence à Warner, e só cairá no domínio público em 2030. Portanto, é ilegal cantá-la em público sem pagar direitos autorais. Na Europa esse prazo expira em 2016.   Apenas em  2008, a Warner recebeu U$ 5.000,00 por dia, ou U$ 2 milhões por ano, de direitos autorais. Ela cobra pelo uso da canção em filmes, televisão, rádio, em qualquer local público e em eventos  com muitos participantes que não sejam familiares ou amigos de quem a  interpreta. Só não cobra de nós, aniversariantes anônimos, porque não tem como controlar. Bem que gostaria e muito mais ganharia, ou a música já teria desaparecido do mapa.   Como a Warner cobra 10.000,00 pelo uso da música em filmes, os produtores  raramente a tocam completa, ou tocam a segunda colocada, “Ele é um bom companheiro”, que não paga direitos autorais. Na verdade não devia cobrar nada, pois foi graças aos filmes que ela se espalhou pelo mundo e se tornou tão obrigatória nas festas de aniversário como o bolo e as velas. Com os filmes aprendemos também a fazer um pedido antes do apagar das velinhas. Já teve algum desses desejos  realizado?   A mais famosa interpretação do Parabéns pra você é a de Marilyn Monroe no aniversário do Presidente Kennedy, em 1962, diante de 15.000 convidados, numa festa para angariar fundos para o partido. Jacqueline não compareceu, provavelmente pelos boatos de que os dois eram amantes. A apresentação ficou famosa por muitos motivos: o vestido revelador, sem nada por baixo; o tom de voz sensual e provocante; o atraso da cantora em se apresentar; e porque Marilyn morreu três meses depois. Um ano depois…

30/03/2014 / 0 Comments
read more
070114_RicardoFerraco_GustavoLouzada_01.jpg

Com a unanimidade ameaçada, clima entre lideranças é tenso

Sem categoria

A reunião do PMDB da última sexta-feira (28) e o episódio da frieza no encontro entre o senador Ricardo Ferraço e o ex-governador Paulo Hartung revela o clima de tensão que se estabeleceu dentro do partido a partir da possibilidade de uma manobra que mais uma vez tira o senador do jogo sucessório do Estado. Em 2010, Ricardo também foi sacado da disputa ao Palácio Anchieta na última hora para dar lugar ao então candidato do PSB, Renato Casagrande. Os movimentos do peemedebista indicam um descontentamento, embora as lideranças se esforcem em manter uma aparência de tranquilidade no processo. Mas há influências internas e externas que mostram que a possibilidade cada vez mais real de haver um racha na unanimidade está deixando o clima entre as lideranças do Estado bem pesado. Ricardo tem dito a interlocutores que não estará em um palanque de apoio à reeleição de Dilma Rousseff, como se desenha um palanque puxado por Hartung para a campanha da presidente, a tendência é de que o senador se afaste cada vez mais de seu grupo. Recentemente, a aproximação entre o senador e o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), que já declarou apoio ao presidenciável socialista, Eduardo Campos, é um forte indício desta tendência.  No Senado, o peemedebista tem assumido uma postura independente que atende ao interesse do PMDB em pressionar o governo federal por mais espaço do partido nos ministérios e nas discussões de palanques importantes para o partido no País. O governador Renato Casagrande é outro que vem demonstrando forte irritação com os movimentos de bastidores contra seu palanque de reeleição. Irritação que pode atrair também a aproximação de Ricardo Ferraço para seu grupo. Isso porque, uma vez reeleito, Casagrande estará fora da disputa em 2018, abrindo o caminho para Ricardo Ferraço. Num cenário com Hartung governador, o senador teria que esquecer do seu plano de virar governador pelos próximos oitos anos. Ele sabe que Hartung entraria para fazer dois mandatos novamente. Audifax Barcelos (PSB), prefeito da Serra – que vinha sendo apontado nos meios políticos como um possível sucessor de Casagrande, por ser do mesmo partido e ter apresentado um desempenho eleitoral que o qualificava como postulante ao cargo –, não atravessa um momento na Serra. Havia uma expectativa muito grande pata o primeiro ano de mandato que não se confirmou. Resultado, o prefeito do PSB enfrenta uma queda de prestígio político. Isso deixa a vaga à sucessão em 2018 em aberto, além de atrair as lideranças interessadas no cargo, como é o caso do senador Ricardo Ferraço, que ainda tem a própria vaga de senador para negociar em 2018 com Renato Casagrande.

30/03/2014 / 0 Comments
read more
30032014_luciano_machado_arqSD.jpg

Ex-prefeito de Guaçuí é condenado em nova ação de improbidade

Sem categoria

Depois de ser absolvido de uma ação de improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça, o ex-prefeito de Guaçuí (região Caparaó), Luciano Manoel Machado (PCdoB), foi condenado em um novo processo. No último dia 11, o juiz da 1ª Vara do município, Evandro Coelho Lima, julgou procedente uma denúncia de improbidade ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPES). Além do ressarcimento do prejuízo ao erário, o ex-prefeito teve suspenso os direitos políticos pelo prazo de cinco anos. Na sentença, o magistrado vislumbrou a ocorrência de irregularidades na contratação de transporte escolar e na aquisição de medicamentos, assim como o aditamento irregular de contrato de assessoria jurídica. Ele destacou que os fatos denunciados pelo órgão ministerial foram confirmados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Denota-se dos autos, que após diligências efetivadas pelo Tribunal de Contas, chegou-se à conclusão acerca de algumas irregularidades existentes na atuação do ex-prefeito”, indicou. A defesa de Luciano Machado alegava a existência de situação de emergência para a contratação sem licitação dos serviços de transporte escolar e aquisição de medicamentos. O ex-prefeito declarou ainda que corrigiu todas as pendências encontradas nas licitações, porém, a tese foi rechaçada pelo juiz Evandro Lima. Para o magistrado, ex-prefeito agiu “em desconformidade com alguns dos princípios norteadores da administração pública e que instruem o processo licitatório, quais sejam, legalidade, impessoalidade, moralidade, igualdade, publicidade, probidade administrativa”. O ex-prefeito foi condenado ao ressarcimento do prejuízo ao erário, que será calculado na fase de execução da sentença, além do pagamento de multa civil no valor equivalente ao dano. Luciano Machado também teve os direitos políticos suspensos por cinco anos, sob alegação de que “o réu causou graves danos ao erário com tais práticas”. Os efeitos da decisão são válidos a partir do trânsito em julgado do caso. A decisão prolatada nos autos do processo (0002579-18.2007.8.08.0020) ainda cabe recurso por parte do ex-prefeito.

30/03/2014 / 0 Comments
read more
300314_vigilia_forum_mulheres_facebook.jpg

Fórum de Mulheres realiza vigília na Praça Costa Pereira nesta segunda-feira

Sem categoria

O Fórum Estadual de Mulheres promove, na tarde desta segunda-feira (31), uma vigília na Praça Costa Pereira, em Vitória, como um fechamento para o mês de março, em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher. No encontro estão programadas atividades de conscientização sobre os altos índices de homicídios de mulheres no Estado.    A pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) “Tolerância social à violência contra as mulheres”, divulgada na última quinta-feira (27), também vai ser tema da vigília pelo fim da violência contra as mulheres.    A coordenadora do Fórum, Karina Moura, ressalta que a atividade já estava programada, mas a pesquisa – que traz dados estarrecedores a respeito da condescendência da sociedade com a violência contra a mulher – foi incluída na vigília.    De acordo com dados da pesquisa, 58% dos entrevistados concordaram, total ou parcialmente, que “se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros”. E 63% concordaram, total ou parcialmente, que “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”.     A pesquisa também aponta uma série de contradições nas respostas dos entrevistados. Dos 3.810 entrevistados, 78% concordaram totalmente com a prisão para maridos que batem em suas esposas; e 89% tenderam a discordar da afirmação “um homem pode xingar e gritar com sua própria mulher”.   Em contrapartida, 89% dos entrevistados tenderam a concordar que “a roupa suja deve ser lavada em casa”; e 82% que “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.   O Espírito Santo é líder nacional de mortes de mulheres jovens, segundo o Mapa da Violência, com taxa de 21,4 mortes por 100 mil. Entre todas as faixas etárias, o Estado também é líder em mortes de mulheres, com taxa 9,2 homicídios por grupo de 100 mil.    

30/03/2014 / 0 Comments
read more
21032014_casagrande_hartung_nerter_samora.jpg

Casagrande e Hartung mais próximos de um iminente enfrentamento

Sem categoria

Nerter Samora e Renata Oliveira   As movimentações da semana passada irritaram muita gente nos meios políticos, principalmente o governador Renato Casagrande (PSB). Primeiro ele mandou recados cifrados, mas agora já sente os reflexos da clara possibilidade de ter Paulo Hartung (PMDB) como adversário em outubro.      Nerter – Na semana passada, todo mundo quis fazer de conta que não tinha acontecido nenhuma movimentação nacional para erguer um palanque alternativo para o ex-governador Paulo Hartung. Diante da impossibilidade de conter os reflexos no mercado políticos, inevitáveis após tudo aquilo, as principais lideranças do Estado estão começando aos poucos a tomar posição sobre a clara possibilidade de uma mudança radical no jogo político para a eleição deste ano. O PMDB parece reservar Hartung, mas ao colocar o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon para coordenar os seminários do partido sobre eleição, deixa transparecer a movimentação com o DNA do ex-governador.    Renata – Houve reflexos também no PT. O ex-prefeito de Vitória, João Coser, tratou de desconversar sobre o assunto, fez questão de aparecer do lado do governador para mostrar que está tudo bem. Mas o que se comenta nos bastidores é que ele está sob pressão das lideranças internas do partido. Se bem que a defesa da deputada Iriny Lopes e a assinatura da senadora Ana Rita no livro de candidaturas à Assembleia, deixam transparecer que as coisas estão acertadas dentro do PT. O entendimento do partido deve caminhar com a candidatura própria do PMDB, que parece cada vez mais pacificada, até porque ela parte da nacional do PT   Nerter – E por falar em nacional há que se considerar fortemente a interferência do processo eleitoral presidencial na conjuntura do Estado. Embora a queda de Dilma não seja exatamente um complicador, porque envolve questões muito subjetivas, pode pressionar o cenário ainda mais. Lula sempre foi incisivo em relação à disputa no Espírito Santo. Ele não acredita no palanque neutro de Casagrande e não quer Hartung na base de Dilma no Senado, não confia em nenhum dos dois. E nem poderia depois dos papeis desempenhados por ambos em eleições passadas. Se o PT aumentar a pressão, certamente o PSB não ficará atrás. O acirramento da disputa presidencial vai forçar um posicionamento das lideranças locais.    Renata – Até o PSDB entra nesta história. A parceria entre o tucano Aécio Neves e o socialista Eduardo Campos está em jogo, tanto que o programa do ninho tucano no Estado foi barrado porque na ânsia de atacar o desafeto Renato Casagrande, o candidato ao governo tucano Guerino Balestrassi pegou pesado. Essa postura tem reflexos na aliança nacional dos dois partidos, que estão afinados no propósito de levar a eleição para o segundo turno. São muitas arestas a serem aparadas para evitar que o cenário daqui influencie e nos arranjos nacionais. Mas uma coisa é certa, nestas eleições, a nacional influencia aqui e fortemente.    Nerter – O que chama a atenção é a forma como governador Renato Casagrande está lidando com o novo cenário. Primeiro, cobrou lealdade do PMDB, dizendo que ajudou no fortalecimento do governo de Paulo Hartung. Depois vem falar da legitimidade do PMDB em disputar o cargo que quiser. Ele parece estar perdido nessa confusão toda. Tudo é fruto da falta de um plano alternativo à unanimidade. Casagrande até o final do ano passado controlava todas as movimentações da classe política, ainda controla a maioria, mas vê que o desgaste que Hartung acumulou nos quatro anos de planície estão sendo compensados pela articulação nacional.    Renata – O governador começou mandando mensagens cifradas, falando em lealdade, traição, fofoca, mas parece ainda acreditar que é possível reunir em seu palanque os aliados de 2010. Não é. O PMDB já fala em comparação de governos, o deputado Paulo Roberto tem a clara missão de bater todos os dias no governo para tentar desgastar a gestão de Casagrande. As peças já estão colocadas de forma estratégica no tabuleiro eleitoral. São dois movimentos, um para desestabilizar Casagrande e outro para fortalecer Hartung.   Nerter – Por enquanto, as forças políticas observam os movimentos dos dois. Ninguém desembarcou, ainda, do palanque de Casagrande, que parece um lugar seguro. Ninguém quer trocar o certo pelo duvidoso, até porque Hartung é mestre em fazer movimentos para um lado e, na hora H, seguir uma direção totalmente diferente. Mas isso não pode demorar muito. Para manter essas forças em seu palanque, o governador precisa tomar uma posição forte. Falar abertamente sobre o processo eleitoral. Se esperar até o fim do semestre, como diz, pode ser atropelado pelo processo.    Renata – Outros elementos assessórios, porém muito importantes nesta discussão também precisam se apresentar para o debate. O senador Ricardo Ferraço (PMDB) flerta com os interlocutores do Palácio Anchieta. Denuncia o golpe. Mais uma vez, Ricardo foi deixado de lado nas movimentações. Embora tenha se tornado um senador importante para o PMDB nacional, foi atropelado novamente pelo processo. Hartung eleito tentará a reeleição e Ricardo, que tem o claro objetivo de disputar o governo, não teria como entrar na fila para 2018. Com Casagrande, tem uma chance.    Nerter – Outra figura importante nesta discussão é o ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal e o PDT, que é um partido interessante para qualquer coligação, forte, com uma bancada grande e voto. Mas Vidigal tem uma visão partidária e o cenário aponta para um jogo de grupos. Ele também sofre a pressão da nacional, que havia determinado a conversa com o palanque de Casagrande e tem um claro objetivo de aumentar a bancada na Câmara. Então a saída de Vidigal da proporcional não é tão simples. Ele precisa encontrar um substituto para a disputa de deputado federal e o PDT, embora seja um partido grande no Estado, não tem estrelas da mesma grandeza que Vidigal. Isso sem falar que essa movimentação envolve também a disputa polarizada com o prefeito Audifax Barcelos (PSB), na Serra.    Renata – Temos que considerar também as demais forças políticas que estão no palanque de Casagrande. O governador

30/03/2014 / 0 Comments
read more
22082013_samraco_p4p_divulgacao.jpg

Samarco Mineração anuncia inauguração de sua quarta usina em Ubu

Sem categoria

A Samarco Mineração anunciou que irá inaugurar no próximo dia 6 sua quarta usina de pelotização na Ponta de Ubu, em Anchieta, com investimentos da ordem de R$ 6,4 milhões. A operação da quarta usina ainda no começo do ano de 2014 cumpre com o cronograma da empresa, que apesar do passivo de suas atividades e da reincidência em crimes ambientais no balneário sulista, obteve licença do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) sem qualquer dificuldade. Durante o processo de licenciamento da empresa, entidades ambientalistas denunciaram o atropelo de determinações normativas; parcialidade nas audiências públicas para discutir o empreendimento, e o não cumprimento de etapas para obtenção da Licença Prévia (LP), como a elaboração, em conjunto com a sociedade, do Termo de Referência que deveria servir de base para o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). No processo de obtenção de sua Licença de Instalação (LI), foram estipuladas 73 condicionantes à Samarco, entre elas a implementação de uma nova Estação de Tratamento de Efluentes Industriais e a elaboração de um estudo sobre material particulado, que inclui a caracterização desde partículas mais finas como a PM 10 e a PM 2,5, que vão direto para o pulmão, até as mais grossas, o conhecido pó preto. Em um Termo de Compromisso de Compensação Ambiental assinado com o Iema, a Samarco também se comprometeu a destinar R$ 8 milhões para Unidades de Conservação da região. O processo, porém, é marcado pela lentidão – até agora somente uma unidade foi criada. A usina aumentará a produção da Samarco em 37% (de 22,5 milhões de toneladas de pelotas de minério/ano para 30,5 milhões), o que indica que aumentarão os índices de poluição do ar na região, que há anos já ultrapassaram o recomendado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) – dados já defasados. O aumento do registros de doenças respiratórias e até de câncer nas comunidades do entorno da poluidora é constante. Além disso, a Samarco capta à exaustão a água da bacia do Rio Benevente para ser usada em seu processo produtivo. A lagoa de Mãe-Bá, por ser usada como usina de tratamento pela empresa, já foi contaminada com metais pesados por mais de uma vez, gerando duas multas, de R$ 1 milhão e R$ 3 milhões. Treze mil postos de trabalho foram anunciados pela Samarco apenas para as obras da quarta usina, mas os trabalhadores não são absorvidos pela empresa na fase de operação, o que propicia o aumento dos bolsões de miséria da região, que já possui sérios problemas sociais, como inchaço populacional, aumento da criminalidade e ausência de serviços básicos à população. O Projeto Quarta Pelotização (P4P), apesar de todos os malefícios ambientais e sociais causados à região de Ubu, em Anchieta, é amplamente apoiado pelo governador Renato Casagrande, que junto a seu vice Givaldo Vieira (PT) e boa parte dos deputados estaduais prestigiaram o lançamento da pedra fundamental do empreendimento, com pompa e circunstância, com direito inclusive a plantio de mudas nativas. Cena que irá se repetir na solenidade de início da operação da empresa, no próximo dia 6. As ações da Samarco são divididas entre a Vale e a BHP Billiton, cada uma com participação de 50%.

30/03/2014 / 0 Comments
read more

De volta àunanimidade

Sem categoria

  Diferentemente do que prevê o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), de que as eleições no Estado vão se ligar à disputa presidencial, estou mais inclinado a achar que ela será mesmo de cunho regional, com base nos mais recentes fatos. A começar pela constatação da pouca possibilidade de o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) ganhar uma convenção para escolha do candidato ao governo no seu próprio partido. O governador Renato Casagrande tomou conta do PMDB. Junta-se a essa hipótese a liberação do ex-prefeito de Vitória João Coser, pelo  comando nacional do PT, para adotar a candidatura que mais convir ao partido no Estado.  Caminho aberto para dar Casagrande ao governo, Paulo Hartung para o Senado e Coser na vice.    Alívio  O tiroteio de Hartung em cima do governador contribuiu para se chegar a essa solução Casagrande-Hartung-Coser. Alívio para PH, já que não fazia sentido ele enfrentar Casagrande numa parada para o governo.    Ainda mais… Quando está em jogo o seu futuro. Se perdesse, Hartung morreria politicamente. Além disso, Casagrande sempre quis a companhia do antecessor como candidato ao Senado.    Bom tamanho O Senado está na medida dele, que fez das tripas coração para passar os últimos quatro anos sem mandato. Pipocou denúncia para cima dele.  Quem duvidar de que Hartung não ganharia uma convenção é só dar uma olhada na atual correlação de força dentro do PMDB.    Bom tamanho II Os prefeitos do partido estão com Renato, a bancada de deputados estaduais, à exceção de Paulo Roberto, e ainda parte substancial das lideranças interioranas.    Não dá Fora os ex-prefeitos Guerino Zanon e Roberto Valadão, de Linhares e Cachoeiro de Itapemirim, a maioria é desfavorável ao ex-governador. A deputada Rose de Freitas andou contribuindo em desfavor, posicionando-se como pré-candidata ao Senado pelo partido.      Presente Conhecido como uma espécie de pêndulo nas disputas internas do PMDB, o atual conselheiro do Tribunal de Contas, Sérgio Borges, ex-deputado estadual, é figura histórica do partido, pode não  estar de corpo presente no processo,  mas o seu pessoal, ou melhor, seu ex-pessoal, está todo alinhado em favor de Casagrande.    E Lelo? Pois é, nesses números desfavoráveis a PH no partido, tem muito do fraco desempenho do deputado federal Lelo Coimbra à frente do partido. Confundiu o silêncio das lideranças com concordância para os seus atos.  Enquanto PH foi governo, ele fez o que quis no partido.  A conta agora chegou e é impagável.     E Ricardo? O senador está mais para continuar fazendo um mandato com destaque no Senado, jogando para o futuro. A não ser que haja uma reviravolta e o cavalo passe arreado. Mas não há, por ora, qualquer animal à vista na sua proximidade.    E Coser?  Por não apresentar reais condições de ganhar o Senado, a área nacional do partido concordou em entregar-lhe a escolha da disputa. É de se prever que ele vai preferir a vice, que não tem nenhum risco. O Senado só no caso de PH rejeitá-lo, que não é mais o caso. Como vice, terá pelo menos, os oito meses finais do segundo mandato de Casagrande, quando ele sair para disputar o Senado       E Magno? Para dar conta dessa situação em formação, só se o senador Magno Malta, do PR, descesse das nuvens com essa pretensão em candidatar-se à Presidência da República e caísse na real: candidato ao governo do Estado.    No mais Com a devida descrição e alguma reserva, o governador Renato Casagrande e o ex-governador Paulo Hartung já andam se falando.    PENSAMENTO: “A democracia não olha para trás, ela olha para frente”. Thomas Mann

29/03/2014 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 3.916 3.917 3.918 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.