A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) acolheu o recurso do ex-prefeito de Guaçuí (região Caparaó), Luciano Manoel Machado (PCdoB), para absolvê-lo da acusação de uso irregular de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS). O ex-prefeito havia sido condenado pelo juízo de 1º grau à perda dos direitos políticos e o ressarcimento do eventual dano ao erário, porém, os desembargadores entenderam que não houve a conotação de fraudes na aplicação indevida dos recursos. Para o relator da apelação (0001923-27.2008.8.08.0020), desembargador Fábio Clem de Oliveira, o ex-prefeito não teria agido com intenção de desviar dinheiro público ou causar prejuízo aos cofres públicos ao utilizar verbas destinadas à saúde para o pagamento de servidores de outras áreas. Na denúncia inicial, o Ministério Público Estadual (MPES) utilizou com base o resultado de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou o desvio de finalidade de quase R$ 300 mil. “A análise do caso denota a ocorrência de utilização indevida, pelo ex-prefeito demandado, de verbas públicas destinadas à saúde para fins de pagamento de servidores públicos municipais em cargos não vinculados à referida área, todavia, sem conotação de fraude em benefício próprio ou de terceiros, ou mesmo de corrupção, e sem a prova do prejuízo efetivo para o município demandante”, narra um dos trechos do acórdão publicado nesta quinta-feira (27). Durante o julgamento realizado no último dia 18, o relator destacou a existência de precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual os ministros entendem que “todo ato ímprobo é um ato ilícito, irregular, mas nem todo ilícito ou irregularidade constitui-se em ato de improbidade”. Neste caso, o ex-prefeito de Guaçuí teria cometido apenas uma irregularidade administrativa, mas sem a possibilidade de resultar nas sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei Federal nº 8.429/1992). Na primeira instância, a denúncia contra Luciano Machado foi julgada procedente pelo juiz da 1ª Vara de Guaçuí, Gustavo Henrique Procópio Silva. Na sentença de setembro de 2011, o ex-prefeito dói condenado ao ressarcimento do suposto prejuízo apontado pelo TCU (fixado em R$ 292,56 mil) e ao pagamento de multa, no valor da última remuneração como prefeito. A sentença estabelecia também a perda da função pública, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos e proibição de contratar com o poder público no mesmo período. Naquela ocasião, a defesa do ex- prefeito alegou que o pagamento de funcionários pertencentes a outros setores com verbas destinadas à saúde se deu em razão de remoções ocorridas entre os setores da administração. Luciano Machado afirmou que as trocas eram autorizadas pelos secretários municipais sem o conhecimento do prefeito. Ele também garantiu que as irregularidades foram saneadas com o pagamento de multa de R$ 8 mil junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) No entanto, o juiz de piso considerou que o desvio de finalidade das verbas federais do SUS foi um “desvio ético e grave ilícito, condenável nas esferas criminal, cível e administrativa”. O Ministério Público ainda pode recorrer da absolvição do ex-prefeito de Guaçuí nas instâncias superiores.
Senadores querem entender os motivos dos altos índices de mortes de mulheres e jovens negros no Estado
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado aprovou, em sessão nesta quarta-feira (26), o requerimento de realização de duas diligências no Estado, uma para verificar os motivos de haver altos índices de assassinatos de mulheres, e outra para o extermínio da juventude negra. Quanto ao extermínio da juventude negra, a diligência deve subsidiar um estudo sobre as causas destas mortes. A senadora Ana Rita (PT-ES) explicou que o objetivo é promover o diálogo entre o poder público e setores sociais e também com a própria juventude para encontrar a melhor forma de colaboração para o enfrentamento a este tipo de violência. A senadora foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou a violência contra a mulher. O trabalho gerou uma série de recomendações sobre medidas a serem adotadas em todas as esferas de poder para diminuir os índices de homicídios. Algumas destas medidas já foram implementadas, mas as respostas têm sido insuficientes diante da quantidade de mortes violentas de mulheres no Estado. O Mapa da Violência 2013 – Homicídios e Juventude no Brasil, elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfiz, e lançado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), mostra que o Estado é o segundo mais violento do País para jovens negros – com idades entre 15 e 24 anos. O estudo aponta que a taxa de jovens negros mortos no Estado em 2011 foi de 144,6 por grupo de 100 mil habitantes, taxa somente menor que a de Alagoas, que ficou em 201,2. As taxas de mortes de jovens negros são de países que estão em guerra civil. Em 2011, ano usado como base de pesquisa, a taxa no Estado ficou em 144,6 mortes violentas de jovens negros por grupo de 100 mil, enquanto a taxa entre jovens brancos ficou em 37,3. Nos dois casos, o Espírito Santo é o segundo do País, no caso de homicídios de jovens brancos fica apenas atrás do Paraná, e de jovens negros é o segundo. Em relação às mulheres, o Espírito Santo é líder nacional de mortes de mulheres jovens, segundo o Mapa da Violência, com taxa de 21,4 mortes por 100 mil. Entre todas as faixas etárias, o Estado também é líder em mortes de mulheres, com taxa 9,2 homicídios por grupo de 100 mil.
Renato Casagrande tenta manter afastamento eleitoral no primeiro semestre
No início de dezembro do ano passado, o governador Renato Casagrande afirmou à imprensa que só iria se posicionar sobre o processo eleitoral deste ano no final de maio ou início de junho, quando começam as convenções. Mesmo diante das mudanças no cenário eleitoral, com a iminência do surgimento de um palanque alternativo erguido pelo ex-governador Paulo Hartung (PMDB), o governador insiste em manter o afastamento do processo eleitoral no primeiro semestre. Para os meios políticos, essa protelação pode prejudicar a composição de seu palanque. Isso porque o PMDB já iniciou uma série de debates pelo Estado para discutir o processo eleitoral, inclusive sobre a possibilidade de lançar o palanque próprio com o ex-governador. O partido também vem discutindo uma plataforma eleitoral, com o discurso de comparação entre o governo de Hartung e o modelo de gestão capitaneado pelo socialista. Em âmbito nacional, o grupo do ex-presidente Lula mantém a ideia de que o palanque de neutralidade na disputa presidencial, que é oferecido por Casagrande, não atende à necessidade da candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff. O ex-presidente tem sido firme com interlocutores na meta de isolar o presidenciável socialista Eduardo Campos nos Estados, sobretudo governados pelo PSB, como é o caso do Espírito Santo. Embora tenha negado as conversas com lideranças fora de sua base, como o PSDB e o PR, interlocutores do Palácio Anchieta sustentam que diante da iminência de um racha no núcleo de partidos que construíram o palanque de unanimidade em 2010, o governador estaria sim buscando novas forças para sustentar sua candidatura à reeleição. Mesmo não se posicionando sobre o processo eleitoral, nos últimos dias, o governador tem mandado uma série de recados abstratos para os aliados que insinuam deixar a base. Mas sem uma rápida posição definitiva, seus aliados temem que o governador seja surpreendido antes do fim do semestre.
Sérgio Vidigal ainda busca melhor acomodação proporcional para o PDT
Desde que o mercado político passou a discutir a possibilidade da criação de um palanque com PMDB, PT e PDT, cada uma das lideranças dos partidos tomou uma posição diferente. O ex-prefeito de Vitória João Coser (PT) se apressou em negar o encontro e tentar se aproximar do governador Renato Casagrande. O ex-governador Paulo Hartung intensificou as movimentações do PMDB, enviando emissários para as articulações com a classe política. Já o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT) mergulhou. O movimento do pedetista é de reflexão sobre o melhor caminho para o partido. Há uma incompatibilidade entre seus objetivos e os rumos das articulações eleitorais, que ele precisaria dissipar. Segundo interlocutores, as propostas que vem chegando até Vidigal não produzem um crescimento do partido no Estado, estão todas focadas na figura do ex-prefeito. Vidigal trabalha com dois objetivos claros: a manutenção da bancada na Assembleia Legislativa e a conquista de uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ambas as tarefas serão difíceis para o partido. Em 2010, o PDT elegeu três deputados estaduais: Marcelo Coelho, Luiz Durão e Josias Da Vitória. Depois de uma recontagem de votos determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em relação à validação dos votos do ex-deputado Gilson Gomes, o partido ganhou mais uma cadeira, com a deputada Aparecida Denadai. Em 2012, houve uma substituição, com a eleição de Coelho para a Prefeitura de Aracruz, e o deputado Euclério Sampaio assumiu a suplência. Hoje com quatro deputados, todos concorrendo à reeleição, e a expectativa de mudança em mais da metade do plenário atual, o partido busca uma acomodação que comporte uma chapa desse tamanho. Na disputa federal a situação é ainda mais complicada. Na eleição passada, o PDT conquistou três cadeiras na bancada federal: Sueli Vidigal, Jorge Silva e Carlos Manato. Os dois últimos migraram para as novas siglas criadas no ano passado, respectivamente Pros e SDD. Sueli Vidigal não é candidata à reeleição. O nome do partido para conquistar a vaga é o próprio Vidigal. Se ele aceitar a composição majoritária com PT e PMDB, abrirá espaço para a disputa de deputado federal pelo partido, mas para os meios políticos, o PDT não teria quadros com a mesma densidade para substituí-lo. Por isso, Vidigal estaria recuado das movimentações dos últimos dias, para refletir qual o melhor caminho para o partido dentro do quadro que começa a se definir para a eleição de outubro.
Amigos se reúnem para fazer um Tributo a Pedro Maia
“Ele será sempre lembrado pela inteligência e o bom humor”, declara o deputado estadual Hércules Silveira (PMDB). Junto com outros amigos do jornalista falecido em fevereiro, Hércules organiza uma homenagem a Pedro Maia. O encontro será neste domingo (30), às 11 horas, no Bar do Brega, na Barra do Jucu, em Vila Velha. Conhecido como boêmio, Pedro Maia será homenageado com muita música, leitura de suas crônicas e declamação de poemas. “Vamos reunir a família e todos aqueles que conviviam com ele para recordamos histórias vividas por Pedro e a Barra do Jucu foi o local escolhido porque a vila era personagem constante de suas cronicas e também o lugar que ele escolheu como refúgio”, diz o deputado. Entre os convidados estão músicos e figuras conhecidas da Barra do Jucu como Paulo de Paula, Luiz Trevisan, Lobão e a banda Siri de Tamanco. “Ele sempre foi muito irreverente por isso escolhemos fazer essa reunião em um bar, mas na mesa vai estar sempre faltando o lugar dele”. O deputado foi um grande amigo de Pedro Maia e acompanhou o jornalista durante o tempo em que ele ficou internado. Pedro Maia faleceu no dia 5 de fevereiro, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Hércules diz que o jornalista deixou uma lacuna no jornalismo do cotidiano e lembra principalmente da época em que Pedro assinava a coluna Cidade Aberta, no jornal A tribuna, na qual escrevia crônicas. “Ele descrevia coisas simples do cotidiano com muita maestria e tinha uma produção muito intensa, deixou textos que ainda não foram publicados e que faremos a leitura este domingo”, diz. Pedro Maia iniciou sua carreira no extinto jornal O Diário, em 1958. Integrando a editoria de Polícia do jornal A Tribuna, fez a cobertura histórica do Esquadrão da Morte e do caso Araceli. Depois de 30 anos na cobertura de casos icônicos do jornalismo policial capixaba, permaneceu por outros 30 escrevendo a coluna diária Cidade Aberta. Da coluna surgiu o livro de título homônimo, com uma reunião de histórias. Serviço A homenagem ao jornalista Pedro Maia será neste domingo (30), às 11 horas, no Bar do Brega. Rua Ana Penha Barcelos, 60. Centro – Barra do Jucu.
Filmesem cartaz
Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 27 a 2 de abril ESTREIAS 3D RIO 2 (Idem, EUA, 2014, 100 minutos, livre) Animação. Direção de Carlos Saldanha. Com Anne Hathaway, Jesse Eisenberg, Jamie Foxx. Continuação da animação RIO. Cinemark – shopping Vitória: Sala 2. 14h40. 17h10. 19h40. Sábado e domingo também 12h10. Sala 3. 14h10. 16h30. 19h10. Sábado e domingo 11h40. Sala 5. 13h.15h30. 18h. 20h30. Sexta-feira e sábado também 23h. Sábado e domingo 10h40. Sala 6. 13h40. 16h10. 18h40. 21h10. Sábado e domingo 11h10 Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 14h10. 16h30. 18h50. 21h10. DUBLADO. Sábado também 12h. 14h10. 16h30. 18h50. 21h10 DUBLADO. Sala 3. 14h40. 17h. 19h10. DUBLADO. Sala 4. 13h40. 16h. 18h20. 20h40 DUBLADO. Sala 7. 13h10. 15h30. 17h50. 20h DUBLADO Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 3. 14h15. 16h30. 18h45. 21h Sala 5. 15h. 17h20. 19h35. 21h50 Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 17h30. 19h30. Sala 3. 15h30. 17h15. 19h15. Entre Nós (Idem, Brasil, 2014, 100 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Paulo Morelli. Com Caio Blat, Carolina Dieckmann, Maria Ribeiro. Sete jovens amigos escritores viajam para uma casa de campo para celebrar a publicação do primeiro livro do grupo. Lá, eles escrevem cartas para serem abertas dez anos depois. A viagem acaba em uma tragédia após a morte de um dos amigos. Mesmo assim, eles se reúnem dez anos depois para lerem as cartas. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 21h40. Sala 8. 15h35. 20h05 Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 2. 14h20. 16h35. 18h50. 21h Até o fim (All Is Lost, EUA, 2014, 105 minutos, 14 anos) Drama. Direção de J. C. Chandor. Com Robert Redford. Um navegador experiente está viajando pelo Oceano Pacífico, quando uma colisão com um contâiner leva à destruição parcial do veleiro. Ele consegue remendar o casco, mas terá a difícil tarefa de resistir às tormentas e aos tubarões para sobreviver. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h15 Inside LLewin Davis: balada de um homem comum (Inside Llewyn Davis, EUA, 2014, 105 minutos, 16 anos) Musical. Direção de Ethan Coen e Joel Coen. Com Oscar Isaac, Carey Mulligan, Justin Timberlake. Llewyn Davis é um cantor e compositor que sonha em viver da sua música. Com o violão nas costas, ele migra de um lugar para o outro na Nova York dos anos 60, sempre vivendo de favor na casa de amigos e outros artistas. Davis se depara com a oportunidade de viajar na companhia de um consagrado e desagradável artista, Roland, mas nem tudo vai acabar bem nesta nova jornada. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h15 Vidas ao vento (Kaze Tachinu, Japão, 2014, 120 minutos, 12 anos) Animação. Direção de Hayao Miyazaki. Com Hideaki Anno, Miori Takimoto, Hidetoshi Nishijima. Jiro Horikoshi vive em uma cidade do interior do Japão. Um dia, ele tem o sonho de voar em um avião com formato de pássaro. A partir desse sonho, ele decide que construir um avião e colocá-lo no ar é a meta da sua vida. Durante a busca pelo seu sonho ele conhece Naoko, uma jovem encantadora por quem se apaixona. No entanto, Naoko fica profundamente doente, sem saber se sobreviverá. Cine Jardins – shopping Jardins: Sala 2. 21h10 CONTINUAÇÃO 300: A Ascensão do Império 3D (300: Rise of an Empire, EUA, 2014, 102 minutos, 12 anos) Épico. Direção de Noam Murro. Com Sullivan Stapleton, Eva Green, Rodrigo Santoro. Após a morte do pai, Xerxes dá início a uma jornada de vingança e ruma em direção à Grécia, com seu exército sendo liderado por Artemisia. Cinemark – shopping Vitória: Sala 1. 13h50. 18h50. DUBLADO. 16h20. 21h20 Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 16h. 21h10 Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 4. 17h. 19h20. 21h40. Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 21h15 Alemão (Idem, Brasil, 2014, 110 minutos, 16 anos) Drama. Direção de José Eduardo Belmonte. Com Caio Blat, Milhem Cortaz, Otávio Müller. Cinco policiais trabalham infiltrados no Complexo do Alemão e são desmascarados pelos traficantes, eles agora estão presos e aguardam que sejam executados ou resgatados pelas forças policiais. Cinemark – shopping Vitória: Sala 7. 14h. 16h35. 19h. 21h30 Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 13h45. 16h15. 18h45. 21h20 Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 1. 14h35. 16h55. 19h15. 21h35. O grande herói (Lone Survivor, EUA, 2014, 120 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Peter Berg. Com Mark Wahlberg, Taylor Kitsch, Emile Hirsch. Baseada em fatos reais, a história acompanha o oficial da marinha norte-americana Marcus Luttrell, enviado ao Afeganistão em busca de um homem de confiança de Osama Bin Laden. Quando ele se depara com um homem idoso e três crianças, recebe ordens para matar os quatro, mas Marcus não tem coragem de fazê-lo. Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 21h30 Namoro ou Liberdade? (That Awkward Moment, EUA, 2014, 90 minutos, 14 Anos) Comédia. Direção de Tom Gormican. Com Zac Efron, Miles Teller, Michael B. Jordan. Três grandes amigos sempre levaram uma vida de farra e diversão, sem relacionamentos sérios. Mas aos poucos cada um conhece uma garota diferente, e contra as expectativas deles, os casos de uma noite transformam-se em namoros. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 17h50. 22h30 Kinoplex – shopping Praia da Costa: Sala 6. 13h50. 18h35 Need for speed 3D (Idem, EUA, 2014, 130 minutos, 12 anos) Ação. Direção de Scott Waugh. Com Aaron Paul, Dominic Cooper, Imogen Poots. Um piloto de corridas ilegais, dono de uma garagem de modificação de carros de luxo, é enquadrado e preso quando seu melhor amigo morre em um racha. Ao sair da cadeia, ele busca vingança. Kinoplex – shopping Praia da Costa:Sala 3. 21h30 Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 4. 14h Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 19h. 21h30 Robocop (RoboCop, EUA, 2014, 117 minutos, 14 anos) Ação. Direção de José Padilha. Com Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton. O policial Alex Murphy sofre um atentado, que o coloca
Os meandros da impunidade
O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu o direito a um acusado de homicídio qualificado, preso há quatro anos sem previsão de julgamento, de aguardar em liberdade a decisão do Tribunal do Júri de Vila Velha. A morosidade do andamento processual é a responsável pela concessão do habeas corpus ao acusado. A decisão de libertá-lo foi a solução encontrada pelo Supremo para corrigir a distorção temporal. O caso chamou a atenção dos ministros, que ficaram preocupados com a situação de outros presos, que também podem estar com a “cadeia vencida”, abarrotando o já superlotado sistema prisional, que abriga mais de 14 mil presos no Espírito Santo. Os ministros do STF decidiram enviar ofício para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o órgão verifique a situação no sistema prisional capixaba. O relator do pedido de habeas corpus no Supremo apresentou um histórico dos atos processuais do caso, que revela uma sucessão de adiamentos, sem que se possa atribuir qualquer responsabilidade à defesa, neste caso, a Defensoria Pública do Estado. Ou seja, o julgamento do acusado não ocorreu em função de manobras protelatórias da defesa, mas devido à morosidade da Justiça. Não será surpresa se o levantamento encomendado ao CNJ identificar outros casos semelhantes, talvez mais escabrosos, de presos em provisória por mais tempo ainda que os quatro anos desse acusado, e o que é mais grave, com delitos mais leves. Distorções como essa deveriam ter sido corrigidas com a Lei 12.714, que dispõe sobre o sistema de acompanhamento de execução das penas, da prisão cautelar e da medida de segurança. Com relação à prisão cautelar, a lei, que passou a vigorar em setembro de 2013, determina que todos os dados relativos aos presos sejam rigorosamente atualizados e estejam acessíveis (digitalmente) à Defensoria, Ministério Público, justamente para que esses órgãos possam fiscalizar o andamento processual e evite que os presos acabem “cumprindo a pena” (ou até mesmo superando os anos de condenação) na provisória. A decisão do Supremo, ao conceder o habeas corpus que permitiu ao acusado aguardar o julgamento em liberdade, apenas corrigiu uma distorção. O relator foi claro: “A decisão que determina a segregação cautelar durante o curso da ação penal é tomada no pressuposto implícito de que o processo tenha curso normal e prazo razoável de duração, o que, aliás, é direito fundamental dos litigantes, segundo a Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Não sendo assim, a prisão acaba representando, na prática, uma punição antecipada, sem o devido processo e sem condenação”. O argumento é correto, mas, na prática, acaba sendo mais um incentivo à impunidade. O segundo Estado mais violento do País, não por acaso, é também um dos que menos punem, não só por causa da lentidão e burocracia da Justiça, mas por falhas em toda a cadeia envolvida na apuração do crime. Basta olhar para o estoque de inquéritos de homicídios inconclusos que se acumulam nas prateleiras da força tarefa do Ministério Público, que tenta cumprir, sem sucesso, a Meta 2 do CNJ. Na ciranda da impunidade, a polícia reclama que não tem efetivo nem estrutura técnica para investigar os crimes. Os promotores, com frequencia, admitem que acusam sem consistência, pois os inquéritos que são concluídos, invariavelmente, apresentam falhas. O juiz, por sua vez, sem materialidade para condenar o acusado, muitas vezes, é obrigado a conceder a liberdade ao réu, mesma sabendo que, em tese, ele é culpado. Voltando à concessão do habeas corpus, imaginem o sentimento dos familiares da vítima desse homicídio. A prisão do acusado, já foi uma exceção. De alguma maneira, a polícia fez seu papel ao prendê-lo; em seguida, encaminhou o inquérito à Justiça. A partir daí, o processo travou. No final das contas, quem deveria ser punido acabou sendo beneficiado pela própria incompetência da Justiça.
Guarda baixa
O comportamento do governador Renato Casagrande diante das articulações de seu antecessor, Paulo Hartung (PMDB), surpreende o mercado político, negativamente. Com a esperança de que o ex-governador volte para os braços dele, fechando o sistema da unanimidade, Casagrande dá total liberdade a Hartung para se movimentar do jeito que bem entende para as eleições deste ano. O ex-governador já puxou o PSDB e o DEM para o seu lado e busca o PP e PV, o que complica ainda mais a vida do governador na disputa à reeleição. O cenário mostra que Casagrande não tem sido capaz de gerar resistência a uma candidatura ao governo de Hartung nas áreas onde existe potencial para isso, como a bancada de deputados estaduais do PMDB e dentro do próprio PT, partido que conhece com profundidade. O governador parece desconsiderar que está lidando com um adversário pra lá de experiente e sagaz. Vai ser nocauteado antes do tempo, desnecessariamente. Cabo eleitoral Dos sete deputados do PMDB, apenas Paulo Roberto é a favor da candidatura de Hartung ao governo. E não poderia ser diferente, pois o deputado de São Mateus é hartunguete de carteirinha desde sempre e até garantiu novamente sua cadeira na Assembleia com a ajuda pra lá de especial do “mestre”. Cabo eleitoral II Paulo Roberto, aliás, já tem muito tempo que entrou em campo para descascar o governo Casagrande e estender o tapete vermelho a Hartung. O ex-governador nem se declarou candidato ainda e o deputado está em plena campanha na Casa. Na sessão desta quarta-feira (26), repetiu o enredo. Sinais Já o líder do Governo, Elcio Alvares (DEM), não foi sequer um segundo ao microfone defender a gestão socialista. O DEM já está entregue aos planos eleitorais de Hartung. Vai entender… Casagrande não estimula nem mesmo as ações produzidas em encontros de lideranças políticas expressivas do Estado, como o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), que há muito tempo declarou apoio a ele, e o senador Ricardo Ferraço (PMDB), jogado para escanteio mais uma vez por Hartung. ‘Chamada’ Também na sessão desta quarta, os deputados estaduais esvaziaram o plenário e Gilsinho Lopes (PR) logo reclamou, dizendo, sem citar nomes, que até os parlamentares da base do governo não estavam presentes. Eis que surgiu o presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM): é do deputado Glauber Coelho, do PSB, que o deputado está falando, não é isso? Dívida impagável Está difícil de o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), se fingir de morto. Tem muita gente na cola, com argumentos de sobra para complicar a vida do demista. Rodney quer sair da viagem a Nova Iorque, mas a viagem a Nova Iorque não sai dele. Eleição O PSB realiza neste sábado (29), de 9 às 13 horas, encontro no Clube Girassol, em Pinheiros, extremo norte do Estado, para discutir o pleito deste ano. Casagrande passará por lá. Crise Em Linhares, críticas feitas pelo vereador Estefano Silote contra a gestão do prefeito Nozinho Correa gerou repercussão nas redes sociais. Estefano se diz decepcionado com a condução da política no município e “que o sonho que sonhou junto com o prefeito está virando pesadelo”. Os dois são do PDT. Crise II Além de criticar as promessas feitas e até hoje não cumpridas, como melhorias na saúde, educação e segurança, Estefano acusa o prefeito de perseguição às “pessoas que cobram melhor desempenho da atual administração”. O vereador seria um deles. 140 toques “Votei sim ao Marco Civil, após mudança da redação onde governo queria ‘monopolizar’ para decreto neutralidade da rede”. (Deputado federal César Colnago – PSDB – no Twitter). PENSAMENTO: “É preciso conhecer o mal para poder combatê-lo”. Cardeal Jules Mazarin
A vez das nozes
Se quer esticar o mais possível seu tempo de vida, coma nozes, castanhas, amêndoas, avelãs. Pesquisas recentes revelam que quem inclui essas sementes nobres na dieta tem 29% menos chances de morrer de doenças cardíacas, 24% menos chances de morrer de doenças respiratórias, e 11% menos chances de morrer de câncer. Quer mais? Uma boa porção de qualquer tipo de castanhas ajuda a perder peso. O estudo publicado no New England Journal of Medicine não é o primeiro. Pesquisas anteriores já haviam mostrado resultados similares para quem consome qualquer tipo de castanha várias vezes por semana. A dieta do Mediterrâneo, uma das mais seguidas no mundo, de há muito recomenda o consumo dessas sementes para diminuir o risco de ataques cardíacos nos idosos. O novo estudo ampliou as vantagens – elas são boas para tudo e para todos. Desde 2003, o departamento americano que controla alimentos e drogas – Food and Drug Administration – autoriza os alimentos que contêm castanhas a incluir nas embalagens: “Evidências científicas indicam mas não comprovam que ingerir 42.5 gramas por dia de alguns tipos de castanha como parte de uma dieta pobre em gorduras saturadas e colesterol, pode reduzir o risco de doenças cardíacas”. Agora as evidências científicas comprovam, sim. E não há discriminação, castanhas, avelãs, nozes, amêndoas, pistachos, todas são boas. Além de conterem gorduras saudáveis para o coração, fibras e proteínas, elas ainda ajudam a perder peso, porque mantêm o estômago cheio entre as refeições por mais tempo, evitando excessos mais tarde. A textura crocante das castanhas exige mastigação mais lenta, ajudando a liberar nutrientes que mantêm o organismo satisfeito. No entanto, é preciso estar atento às quantidades, por serem muito calóricas. Para ingerir a porção ideal, conte 20 a 24 castanhas, ou 16 a 18 castanhas de caju, ou sete nozes, ou 40 a 45 pistaches. O único defeito dessas pequenas maravilhas da natureza é o preço. Mas se o orçamento anda apertado, 28 amendoins têm as mesmas vantagens e custam bem mais barato. Embora o amendoim na verdade seja um legume e não uma noz, tem as mesmas qualidades. Disse que todas as castanhas são boas, mas como naquela fazenda do Orwell, algumas conseguem ser ainda melhores que as outras. As nozes são as mais poderosas para o coração, porque contêm níveis mais altos de ácidos graxos Omega 3 do que as outras. Amêndoas e nozes são também as melhores fontes de Vitamina E, porque contêm folate, que é importante para o bom funcionamento da memória cognitiva. Se você não tem vocação para esquilo e não vê graça nenhuma em mastigar sementes, o melhor jeito de ingeri-las é adicioná-las a seus pratos favoritos. Com as mesmas vantagens, use e abuse delas nas saladas, no iogurte, no mingau de aveia (ótimo para o coração), para enriquecer os pratos mais simples do dia a dia ou para surpreender os convidados nos pratos mais sofisticados.
Reagiu tarde
O governador Renato Casagrande continua mantendo sua posição de só falar em eleição em maio. Mas diante dos últimos movimentos de bastidores que estariam sendo articulados entre o ex-presidente Lula e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), resolveu se posicionar e de forma dura. Abandonou o abstrato e nominou os bois. Para os meios políticos, porém, a reação vem tarde e pode estar equivocada. Ao dizer que quer manter a união com o PMDB, cobra do partido uma lealdade que não vai adiantar muito a esta altura do campeonato. Casagrande quer trazer para junto de si uma liderança que articula nos bastidores contra seu palanque? O governador passou quatro anos blindando a imagem de seu antecessor. Pagou várias contas que não foi ele quem criou e sofreu desgastes por evitar entrar em atrito com Hartung. Agora entende que nada disso fez sentido, já que o que está em jogo é o controle do poder no Estado, algo que Hartung não abre mão. Se até mesmo o senador Ricardo Ferraço (PMDB), que parecia um aliado mais próximo foi atropelado pelo processo, imagina quem atropelou a tal fila sucessória que Hartung havia criado em 2010? Casagrande nunca poderia contar com a lealdade do seu antecessor. Apostou em uma articulação que mantivesse a unanimidade, sem ter um “plano B” para o caso de não conseguir manter o PMDB em seu palanque. Agora Hartung tenta esvaziar o palanque do governador, buscando o apoio dos antigos aliados, ao mesmo tempo em que uma movimentação de bastidores busca desgastar a imagem administrativa. Na planície, Hartung viu Casagrande tomar o controle da classe política. Não achou o governador que Hartung ficaria na dele, quietinho, enquanto seu prestígio político se esvaía, achou? Fragmentos: 1 – Vários pontos de Vitória ficarão às escuras no próximo sábado (29), das 20h30 às 21h30, por causa da Hora do Planeta. A Capital vai apagar as luzes de prédio e monumentos públicos. 2 – Também no sábado (29), o PT Estadual realiza o seu segundo Encontro Regional. O evento terá início às 8 horas na Faculdade Vale do Cricaré, em São Mateus, e é esperada a participação de lideranças e sociedade civil de 17 municípios do norte do Estado. 3 – A deputada federal Rose de Freitas quer ser candidata ao Senado pelo PMDB. A dúvida é: com Paulo Hartung ou contra Paulo Hartung?