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Século Diário

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STJ extingue pena contra juiz Leopoldo por esquema de venda de sentença

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) extinguiu a punibilidade do juiz aposentado, Antônio Leopoldo Teixeira, condenado pelo crime de corrupção passiva em função da venda de sentença para detentos. Na decisão do último dia 11, o ministro Marco Aurélio Bellizze reconheceu a prescrição do caso, tendo em vista a demora de quase oito anos entre o recebimento da ação penal e a publicação do acórdão que condenou o ex-juiz, publicado somente em maio do ano passado. As informações são da revista eletrônica Consultor Jurídico. Para o relator do processo (AgREsp 465.388) ficou comprovado o decurso de mais de quatro anos entre o recebimento da denúncia e a sentença — tempo que evidencia a prescrição. Com isso, o ministro extinguiu a punibilidade do processo – isto é, quando o Estado perde a possibilidade de punir o autor de um crime –, além do desaparecimento de todos os efeitos penais e extrapenais da condenação e impediu qualquer tipo de exame futuro sobre o mérito das acusações. O juiz aposentado foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão por corrupção passiva pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Na ocasião, a 2ª Câmara Criminal do tribunal considerou que o réu participava de um esquema de venda de sentenças e benefícios a detentos com a ajuda de um parente. A Câmara reformou a decisão da 9ª Vara Criminal da comarca de Vitória, que havia absolvido o juiz. De acordo com a denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPES), um interno da Casa de Detenção de Vila Velha teria “comprado” a liberdade por R$ 20 mil. Após delatar o esquema ilegal, segundo o órgão ministerial, outro preso teria sido perseguido pelos colegas de cela. Os fatos teriam ocorrido entre fevereiro de 1996 e maio de 2002, período em que o juiz atuava na Vara de Execução Penal e 5ª Vara Criminal do Juízo de Vitória. O juiz aposentado Antônio Leopoldo responde a outro processo pelo suposto mando do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, morto em março de 2003. O Ministério Público acusa o ex-magistrado de ter sido o mandante do crime devido à descoberta do suposto esquema de venda de sentença pelo juiz executado. Além do ex-magistrado, outros supostos mandantes do homicídio são o coronel da reserva da Polícia Militar, Walter Gomes Ferreira e o ex-policial civil Cláudio Luiz Andrade Baptista, o Calú. Todos os acusados recorrem às instâncias superiores contra a realização do julgamento sob alegação da existência de inúmeras falhas na fase de investigação do crime.

24/03/2014 / 0 Comments
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Julgamento de ações de improbidade contra prefeitos será na 1ª instância, define STF

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A manutenção do foro privilegiado em ações de improbidade contra deputados estaduais e prefeitos capixabas sofreu um novo revés. Apesar da discussão em torno do assunto pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES), o Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a se posicionar sobre a questão. Nesta segunda-feira (24), a ministra Cármen Lúcia julgou procedentes duas reclamações (RCLs 13998 e 13999), ajuizadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra decisões do TJ local, que anularam atos processuais do juízo de 1º grau e decretaram a subida dos autos de dois processos contra o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB). De acordo com informações do STF, a ministra acolheu a argumentação do MP-RJ de que, ao atrair para si a competência para julgar ação de improbidade contra o prefeito, o tribunal fluminense teria desrespeitado a autoridade das decisões proferidas pelo Supremo em duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs 2797 e 2860). Nesses casos, a corte invalidou normas que pretendiam equiparar a ação por improbidade administrativa, de natureza civil, à ação penal, estendendo a esses casos o foro por prerrogativa de função. No início deste mês, a ministra Cármen Lúcia já havia deferido medidas liminares para suspender os efeitos das decisões do TJ-RJ e o processamento das ações civis por improbidade. “A inviabilidade jurídica dessa pretensão tem sido realçada em inúmeros precedentes do STF”, assinalou a relatora, citando diversas decisões no mesmo sentido. As duas reclamações assinalam que as decisões sobre o assunto produzem efeitos erga omnes [para todos], vinculando os demais órgãos do Poder Judiciário e a administração pública direta e indireta. Com isso, o julgamento da legalidade da Emenda Constitucional nº 85/2012, que mudou o foro do julgamento de ações de improbidade que possam resultar na perda do mandato de deputados e prefeitos, pode sofrer uma guinada no TJES. Atualmente, o caso está sendo discutido pelo Tribunal Pleno em incidente lançado pela defesa da deputada estadual e ex-prefeito de Viana, Solange Lube (PMDB), que responde a várias denúncias de improbidade. O julgamento ainda não foi finalizado. Além desse julgamento, a validade das mudanças na legislação será apreciada pelo próprio STF. Tramita desde outubro de 2012 uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin 4870) movida pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) – a pedido do procurador-geral de Justiça capixaba, Eder Pontes da Silva. A entidade solicitou até a suspensão imediata dos efeitos da emenda até o julgamento final, mas o pedido de liminar ainda não foi analisado pelo relator do caso, ministro Dias Toffoli. A entidade  pede a declaração da inconstitucionalidade da Emenda 85 baseado em três argumentos principais, como a competência privativa da União para legislar sobre o tema; a natureza reconhecidamente cível das ações de improbidade administrativa,e a existência de restrições na concessão de prerrogativa de foro nas Constituições Estaduais. Por outro lado, a Assembleia Legislativa capixaba argumenta inicialmente que a entidade ligada ao MP não teria legitimidade para questionar a norma, bem como não teria ocorrido qualquer irregularidade na votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 007/2012).

24/03/2014 / 0 Comments
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Foletto apresenta relatório sobre MP da chuva nesta terça

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O deputado federal Paulo Foletto (PSB) apresenta nesta terça-feira (25) o relatório da Medida Provisória (MP) 631/2013, que flexibiliza o repasse de recursos federais para estados e municípios atingidos por desastres naturais. A medida foi baixada no final do ano passado, quando o Estado foi atingido por fortes chuvas, que deixaram 54 municípios em situação de emergência ou de calamidade pública.   A votação estava prevista para a semana passada, mas o relator pediu a ampliação do prazo para a apresentação do texto. A medida tem validade até 3 de abril, mas pode ser prorrogada por mais 60 dias.   A medida foi anunciada no dia 26 de dezembro de 2013 em decorrência das fortes chuvas. A medida editada pela presidente Dilma Rousseff dispensa a apresentação de projeto para a recuperação de locais em risco ou atingidos por catástrofes, facilitando assim a liberação dos recursos.    A MP determina que a União possa repassar o dinheiro por meio de depósito em conta corrente específica para esse fim ou transferir verbas do Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil (Funcap) a fundos constituídos pelos estados, Distrito Federal e municípios.   Os recursos em decorrência da chuva ainda não chegaram ao Estado. Em janeiro, o governador Renato Casagrande, acompanhado da bancada federal apresentou o Plano de Reconstrução do Estado. Para a execução do Plano, criado como respostas emergenciais à destruição causada pela chuva, serão necessários R$ 540 milhões.   O Ministério das Cidades se comprometeu a disponibilizar R$ 152 milhões, sendo R$ 72 milhões destinados para realocação de 1.500 famílias e R$ 80 milhões serão para obras de reconstrução, especialmente de infraestrutura urbana viária e pontes.

24/03/2014 / 0 Comments
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Audiência no Senado discute a regulamentação do direito de greve no serviço público

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A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado realizou, na manhã desta segunda-feira (24), uma audiência pública sobre o projeto que vai regulamentar o direito de greve no serviço público. Apesar de prevista na Constituição, desde 1988, essa garantia nunca foi regulamentada.   As centrais sindicais e representantes de trabalhadores contestam pontos polêmicos do projeto que regulamenta a greve, como o quantitativo mínimo de servidores que deverão atuar durante a paralisação; a definição dos serviços essenciais; e a antecedência do aviso para a deflagração da greve.   Durante a audiência, representantes das centrais lamentaram que se façam greves atualmente só pelo direito à negociação salarial. Além disso, lembraram que os trabalhadores da iniciativa privada são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que dá direito de organização, negociação e de fazerem acordos coletivos e greves. Eles defendem os direitos iguais para todos.    Os presentes na audiência também manifestaram preocupação com projetos em tramitação no Congresso Nacional. Algumas matérias preveem que, durante a greve, pelo menos 60% dos servidores continuem no trabalho para o atendimento à sociedade  em atividades consideradas essenciais como emergências de hospitais, abastecimento de água e energia, e coleta de lixo.   Em novembro de 2013 teve início no Congresso uma intensa negociação entre representantes de centrais sindicais e parlamentares para que houvesse mudanças no projeto que tramita no Senado. Em 26 de novembro, sindicalistas se reuniram com o senador Romero Jucá (PMDB-RR) para discutir pontos da proposta do parlamentar que trata do direito de greve.    Os sindicalistas pediram a retirada de pelo menos cinco pontos da proposta: a exigência do efetivo de 50%, 60% e 80% durante a paralisação; a definição de 22 categorias como serviços essenciais; o prazo de 15 dias de antecedência para a deflagração da greve; e a substituição de grevistas após decisão judicial que, em sua avaliação, na prática invalidam o direito dos servidores públicos.       

24/03/2014 / 0 Comments
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Mesmo subestimado, valor das renúncias fiscais se iguala aos investimentos do Estado

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O custo da renúncia fiscal no Espírito Santo é praticamente o mesmo valor da soma dos investimentos estatais. É o que mostra um estudo feito para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgado nesta segunda-feira (24) no jornal Valor Econômico. O governo capixaba é o décimo entre 17 estados que foram analisados com maior influência das renúncias sobre o valor dos investimentos. Na média nacional, o custo dos incentivos é praticamente o dobro do valor investido no ano de 2012. Os autores do estudo alertam para a precariedade das informações disponibilizadas pelos estados, uma vez que são baseadas em dados da Lei de Diretrizes Orçamentários (LDO). No caso do Espírito Santo, o jornal Século Diário vem denunciado que o valor das renúncias é subestimado, já que preveem apenas os incentivos dos chamados Contratos de Competitividade (Compete-ES). Até o ano de 2012, esses dados sequer eram divulgados. Apesar disso, os benefícios do Programa de Incentivo ao Investimento no Estado (Invest-ES) acabam não entrando nesta conta. Somente nos oito anos de governo Paulo Hartung (PMDB), entre 2003 e 2010, foram concedidos cerca de R$ 20 bilhões em incentivos no programa. O Invest-ES prevê o diferimento e a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O modelo é próximo ao previsto pelo Compete-ES, porém, o prazo de fruição dos benefícios do programa vai até 24 anos, valores que acabaram ficando oculto nas contas governamentais. Mesmo sem considerar os valores do Invest-ES, a proporção da renúncia fiscal e os investimentos pode ser considerada elevada. Segundo o estudo, o governo capixaba abriu mão de arrecadar R$ 814 milhões no ano de 2012. No mesmo período, o Estado investiu R$ 864 milhões, o que significa uma proporção de 94,2% da renúncia sobre o investimento. Na comparação, o Espírito Santo fica muito atrás somente de estados que usam e abusam do expediente, como Goiás (2.279,4%), Santa Catarina (530,9%) e Amazonas (399,9%). Um dos autores do estudo, o economista José Roberto Afonso, declarou ao Valor que mesmo com todos os incentivos concedidos pelo Estado, o estudo aponta um cenário de baixo investimento privado, assim como um “elevado déficit em investimentos em infraestrutura”. Coincidentemente, esse último argumento foi levantado pelo governador capixaba Renato Casagrande em defesa aos incentivos em ação movida pelo Estado de São Paulo contra o Compete-ES, perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Na manifestação, o socialista defendeu a manutenção dos incentivos fiscais ao setor atacadista. Apesar de reconhecer a contradição entre a legislação vigente e a concessão dos incentivos pelo Estado sem aprovação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Casagrande pede que os incentivos em vigor sejam mantidos, caso a ação do governo paulista seja julgada procedente. “Para compensar problemas que impediam (e continuam a impedir) o crescimento socioeconômico do Estado do Espírito Santo (início tardio da colonização do território capixaba, que servia de barreira para impedir invasões em Minas Gerais; economia marcada pela exploração agropecuária; infraestrutura precária, por conta dos diminutos investimentos do Governo Federal; dentro outros) e diante da cognominada ‘guerra fiscal’ entre entes federados é que foi fixada a política de incentivos fiscais do Estado, tendo especial destaque a concessão do incentivo fiscal para o setor atacadista”, justificou o socialista. Para se ter uma ideia da importância do setor atacadista na estatística atual dos incentivos, a LDO estima que o governo capixaba deve abrir mão de R$ 2,77 bilhões em tributos entre 2014 e  2016. Deste total, as empresas atacadistas vão deixar de recolher R$ 2,057 bilhões aos cofres públicos. Somente este ano, as empresas do segmento devem deixar de arrecadar R$ 650,64 milhões.

24/03/2014 / 0 Comments
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Ana Rita coloca nome à disposição do PT para disputar vaga no Legislativo estadual

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A senadora Ana Rita (PT) anunciou no início da tarde desta segunda-feira (24), em entrevista coletiva na sede do PT capixaba, no Centro de Vitória, sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa. A senadora afirmou que após muitos debates decidiu assinar o livro de pré-candidatura do partido a deputada estadual.    “Quero ter a oportunidade de cuidar mais de perto, estar mais próxima e lutar pelo povo do meu Estado, o Espírito Santo, com a mesma coragem, a mesma determinação e o mesmo entusiasmo com que venho trabalhado até então. A emoção é grande…”, disse a senadora em sua página no Facebook.   A decisão de Ana Rita já era esperada depois do Encontro de Delegados do Partido no último dia 15, quando a senadora disputou com o presidente do partido, o ex-prefeito de Vitória, João Coser, o espaço de disputa ao Senado. Com a vitória de Coser, a expectativa era de que a senadora apresentasse a candidatura a deputada estadual.    A própria Ana Rita já havia definido que se não conseguisse disputar a reeleição, disputaria a estadual, para não disputar com a deputada federal, Iriny Lopes a vaga na Câmara dos Deputados, pela corrente delas a Articulação de Esquerda.    Com a entrada de Ana Rita na disputa estadual, a tendência é de que o deputado Claudio Vereza, que é da mesma corrente, não dispute a reeleição para o sétimo mandato. Para os meios políticos, a entrada da senadora no lugar do deputado serve para oxigenar o espaço da corrente.    Além de ligada à Igreja Católica, assim como Vereza, Ana Rita também é de Vila Velha. A disputa dela garante a mesma linha que a corrente defende no cenário político do Estado.    Mesmo com a definição pela disputa estadual, o grupo da senadora insiste na discussão da escolha do último dia 15. A senadora e seus apoiadores apresentaram à nacional do partido um recurso contra uma emenda que foi anexada à Resolução do Encontro, que permitia a Coser disputar qualquer um dos cargos em discussão na chapa majoritária.    O grupo quer que a escolha se restrinja à disputa ao Senado, atendendo a exigência do PT nacional. O partido não tem data para dar uma resposta ao recurso do grupo da senadora. 

24/03/2014 / 0 Comments
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Após final de semana sem protestos, índios voltam a ocupar ferrovia da Vale

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Os índios das aldeias de Comboios e Córrego do Ouro, em Aracruz, norte do Estado, voltaram a ocupar a ferrovia da Vale que corta as aldeias na manhã desta segunda-feira (24), após um final de semana sem protestos. A trégua foi resultado de uma aparente intenção de abertura de diálogo pela Vale, manifestada na noite de sexta-feira (21). No entanto, a empresa recuou, pedindo um prazo de cinco dias para a retomada dos protestos, o que não foi acatado pelas lideranças indígenas. A ocupação foi retomada novamente sem previsão de término. Segundo o coordenador da Comissão dos Caciques Tupinikim e Guarani, José Sezenando, a decisão é uma resposta à Vale por protelar a situação e ainda ameaçar usar força policial para retirar os índios dos trilhos da ferrovia.  A mudança de planos da Vale foi comunicada ao procurador da República responsável pelo caso, Almir Sanches. Ele avisou aos índios nesse domingo (23) que os advogados da empresa haviam entrado em contato e cancelado a reunião marcada para esta segunda, que atendia à proposta da própria mineradora.  No sábado (22) a empresa havia enviado à instância regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) um documento no qual se demonstrava aberta ao diálogo e solicitava que os índios desocupassem a ferrovia para que a manutenção da mesma pudesse ser feita, já que alguns dormentes haviam sido desmontados. No mesmo documento, propunha uma reunião para às 16 horas desta segunda-feira, para negociação do pagamento da compensação pelo uso de terras indígenas. Os caciques propuseram que esta fosse antecipada para às 9 horas, o que foi aceita pelo mineradora. Diante disso, os índios cessaram a mobilização.   A ocupação conta com o apoio dos índios de todas as demais aldeias das terras demarcadas de Aracruz. O coordenador da Comissão dos Caciques Tupinikim e Guarani reforça que o protesto é pacífico e que a comunidade indígena se mantém aberta ao diálogo franco com a empresa, mas também lembra que os índios sabem defender seus direitos e não abrem mão das suas propostas. A mobilização indígena para que a Vale pague a indenização referente ao uso das terras de demarcação com sua estrada de ferro foi iniciada na última terça-feira (18), após a Vale cancelar, por um telefonema feito de São Paulo, sua participação em uma reunião que aconteceria no mesmo dia com os índios, o Ministério Público Federal (MPF) e as instâncias estadual e federal da Funai, que deslocou funcionários de Minas Gerais para participar do encontro. Nessa reunião, seria firmado um acordo no qual a Vale destinaria R$ 19 milhões ao Plantar, projeto de agricultura desenvolvido pelos índios, como forma de compensação por explorar há mais de 30 anos as terras indígenas para o transporte de seu minério, sem devolver à população tradicional qualquer tipo de compensação. Mas a poluidora não apresentou um projeto e sugeriu uma contraproposta de R$ 400 mil, por meio de uma mensagem de texto de celular (SMS). Os índios afirmam que esse valor é insuficiente a todo o trabalho que deverá ser feito nas aldeias para manutenção e recuperação dos plantios tradicionais indígenas, devido à exploração por outra poluidora, a Aracruz Celulose (Fibria). Sezenando reforça que as terras por onde passam os trilhos são dos índios por direito, inclusive definido em demarcações, e que diante do descaso da Vale, exigem que a estrada de ferro seja retirada de dentro das aldeias.   

24/03/2014 / 0 Comments
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Ordem dos Advogados divulga agenda legislativa da classe no ano de 2014

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nesta segunda-feira (24) a lista das principais propostas que a entidade vai acompanhar no Congresso Nacional neste ano. Entre os principais destaques da Agenda Legislativa 2014 estão a proposta de mudanças no quinto constitucional e o fim da exigência de exame da Ordem. A OAB capixaba é contra a aprovação dessas matérias, assim como da chamada PEC dos Recursos, de autoria do senador capixaba Ricardo Ferraço (PMDB), que restringe o universo de recursos judiciais às instâncias superiores. De acordo com informações da OAB, a entidade deu posse a três novas comissões, que serão responsáveis pelo diálogo com os deputados e senadores. Para o presidente do Conselho Federal da Ordem, Marcus Vinicius Furtado Coelho, a relação entre a classe e o Congresso revela a saúde democrática do País. “A OAB, sendo a voz constitucional do cidadão, seguirá com postura firme e equilibrada, sempre pautada pelo efetivo respeito aos valores insculpidos na Carta Magna e ao necessário e republicano diálogo entre os mais diversos atores sociais”, O presidente da Comissão Especial de Acompanhamento Legislativo, Eduardo Pugliesi, afirmou que “a agenda é o norte da OAB nas demandas da advocacia no Legislativo”. Ele estima que mais de 700 propostas sejam de interesse à classe. “Pinçamos aquelas que são prioritárias e trabalharemos com mais ênfase em suas aprovações, mas também daremos a devida atenção a todas as outras”, afirmou, em entrevista reproduzida no site da Ordem. O documento lista 16 eixos de propostas, alguns com mais de um projeto em tramitação, como é o caso das questões envolvendo a obrigatoriedade do Exame da Ordem. A entidade se posiciona contra o Projeto de Lei 6.470/06, que modifica o Estatuto da Ordem concedendo aos bacharéis em direito a possibilidade de optar pelo Exame de Ordem ou estágio de dois anos. A OAB nacional também é contra propostas que acabam com a exigência do exame para inscrição na Ordem, assim como a proposta que permite aos candidatos reprovados no Exame de prestassem novo Exame somente a partir da etapa em que tenham sido eliminados. No entanto, a Ordem também defende a aprovação de algumas propostas, como a criminalização da conduta de violar os direitos ou prerrogativas dos advogados, a inclusão dos serviços advocatícios no Simples Nacional, a garantia de honorários dignos à classe, assim como a ampliação da competência do Conselho Federal para processar e julgar infrações disciplinares. A entidade defende ainda a ampliação das discussões em torno das reformas do Código de Processo Civil (CPC), Código de Processo Penal (CPP) e do Código Penal Brasileiro (CPB), além da instituição do Código Comercial. A OAB é contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 15/2011, conhecidas como PEC dos Recursos, de autoria do senador Ricardo Ferraço, que transforma os recursos extraordinários e especial em ações rescisórias. A medida restringe a possibilidade de recursos judiciais às instâncias superiores, bem como garante a execução de sentenças ainda no 2º grau. Clique aqui para acessar a íntegra do documento da Ordem.

24/03/2014 / 0 Comments
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Estado lança rede para facilitar denúncias de violações de direitos humanos

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (Seadh), em parceria com a Universidade Federal do Estado (Ufes), lançou, nesta segunda-feira (24) a Rede Capixaba de Direitos Humanos (RCDH), que é um site que reúne informações, canais de denúncia de violações, além de vasto material que informa sobre legislação e tratados de direitos humanos.    O site, que pode ser acessado no endereço http://www.rcdh.ufes.br/, tem um canal de denúncias que contempla uma extensa lista de violações, que vão desde abuso de autoridade, passando por violência contra pessoas com deficiência; violência doméstica; racismo e injúria racial; até neonazismo, tortura e tráfico de pessoas.    De acordo com o subsecretário de Estado de Direitos Humanos, Perly Cipriano, as denúncias feitas pela rede, ou por telefone, são automaticamente encaminhadas para os órgãos competentes, como Ministério Público Estadual (MPES), Tribunal de Justiça do Estado (TJES), Defensoria Pública, ou para os conselhos específicos. O denunciante também pode acompanhar a denúncia após o registro, além de cobrar providências.    Perly acrescenta que a criação da rede era um sonho antigo e que este é um novo instrumento na luta contra a violação de direitos humanos. O subsecretário afirma, também, que este é um instrumento inédito no País e que espera que outros estados também formulem suas próprias redes.    Mais do que servir de canal de denúncias, o site também é instrumento de informação, uma vez que explica como se dá cada tipo de violação, e disponibiliza uma série de documentos e tratados sobre direitos humanos. Perly diz que a rede também vai funcionar como um banco de dados para estatísticas de violações. 

24/03/2014 / 0 Comments
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STF nega pedido de promotor capixaba para restringir atuação de procuradores

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou, na última semana, o mandado de segurança (MS 28408) impetrado pelo promotor de Justiça, Marcelo Barbosa de Castro Zenkner, contra uma decisão do Conselho Nacional de Ministério Público (CNMP) que o impediu de formular requerimentos para restringir a participação de procuradores de Justiça em ações na 2ª instância. Em 2009, o órgão de controle condenou o expediente adotado pelo promotor que pedia que o tribunal deixasse de intimar os procuradores com competência na corte em processos movidos por ele. Durante o julgamento realizado na última terça-feira (18), a relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, rechaçou a tese da defesa de Marcelo Zenkner. Para ela, a atitude do promotor contraria a resolução do Colégio dos Procuradores do Ministério Público capixaba (MPES). A ministra destacou que as próprias Constituições Federal e do Espírito Santo, assim como as leis orgânicas do MP nacional e estadual estabelecem limites à atuação dos promotores públicos. Em seu voto, seguido pela maioria do colegiado, Cármen Lúcia também rejeitou a alegação do promotor de que o órgão de controle “não teria competência, como órgão administrativo, de interferir em sua autonomia e independência”. A ministra reforçou que é papel do CNMP zelar pela autonomia funcional do Ministério Público, que estava sendo ameaçada pela atitude restritiva do promotor de justiça quanto à atuação de seus colegas em segundo grau. Durante o exame do caso, o ministro Teori Zavascki ressaltou o fato de a decisão do órgão de controle ter o objetivo de fazer cumprir uma decisão do Colégio de Procuradores. O mesmo entendimento foi seguido pelo ministro Gilmar Mendes. O único voto divergente veio do ministro Ricardo Lewandowski. Ele alegou que o promotor não poderia ter cerceado o seu direito de formular pedidos em juízo. Lewandowski destacou que “trata-se apenas de um direito funcional de membro do MP, sendo que o pleito pode ser deferido ou não pelo juízo”. O caso teve origem em representação movida por um procurador de Justiça capixaba no CNMP, informando que o promotor Marcelo Zenkner vinha oficiando ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES) para que procuradores integrantes das câmaras cíveis da corte não fossem intimados de processos que eram movidas por ele na 1ª instância. O argumento do promotor era o de que, uma vez tendo o MP atuado como parte, não poderia o órgão agir como custos legis (fiscal da lei), pronunciando-se duas vezes no mesmo processo. Ele sustentava que tal fato poderia ensejar pedidos de declaração de nulidade do processo. Em outubro de 2009, o plenário do CNMP julgou procedente a reclamação contra o promotor Marcelo Zenkner. Na ocasião, o órgão de controle entendeu que, “além de atentar contra as prerrogativas dos Procuradores de Justiça, podendo impedi-los de exercitar seu mister [função], contraria as determinações contidas na Resolução n. 009/2008 do Colégio de Procuradores da instituição”. Na ocasião, o Conselho também determinou a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) com objetivo de apurar eventual falta funcional do promotor.

24/03/2014 / 0 Comments
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