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Nova revista de contos quer revelar escritores brasileiros

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A revista Flaubert reedita a ambição da revista Ficção, publicada durante a década de 70, com editores do porte do escritor Hélio Pólvora. A exemplo da Ficção, a nova revista possui editorias espalhadas por parte do território nacional (Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Maranhão, Rio de Janeiro), e pretende expandir-se – para aumentar sua cobertura. A ideia é descobrir o continente da nova ficção brasileira apresentado parcialmente por diversas antologias presentes no mercado.    Encarnada na figuras dos escritores Alessandro Garcia (RS), Anderson Fonseca (CE), Daniel Osiecki (PR), Bruno Azevedo (MA), Delfin (SP), JD Lucas (RJ), André Tartarini (RJ), Mara Coradello (ES), entre outros, a publicação quer ampliar o terreno em exploração da narrativa curta no país.   A revista foi lançada nessa semana nos monitores dos leitores do país. O criador da revista e o editor geral Mariel Reis, também escritor. Ele comenta a necessidade do empreendimento para a oxigenação da literatura brasileira contemporânea: “É preciso saber a nova literatura do Piauí, de Alagoas, de Mato Grosso, entre outros estados da federação. As grandes editoras, por exemplo, não têm filiais nos estados comentados; ou olheiros para auxiliá-las em suas descobertas”. A pretensão da revista Flaubert é ter a dinamização das forças criativas do país em um só espaço.   O escritor Delfin, editor da sucursal São Paulo, esclarece: “As narrativas são livres. E não precisam ser inéditas. A única exigência da revista é de que não estejam comprometidas editorialmente”. Alessandro Garcia, escritor e editor do Rio Grande do Sul, frisa: “As narrativas têm um limite de páginas, pedimos aos escritores para comportá-las em no mínimo uma lauda e no máximo dez” .   André Tartarini, escritor e editor do Rio de Janeiro, pontua sobre a ação da revista: “Os editores regionais estarão abertos para receber colaborações, mas eles terão independência para decidir sobre o que será feito”. Daniel Osiecki, escritor e editor do Paraná, pondera: “ Os trabalhos serão muito bem-vindos, mas a escolha de três autores de cada estado para cada edição será uma tarefa árdua” .   A revista Flaubert é uma homenagem às inúmeras revistas eletrônicas, segundo o editorial, como as extintas Paralelos, Patife e Maria Joaquina. E outras, como a revista Machado. Sobre o nome da revista, esclarece o criador e editor geral Mariel Reis, que é uma homenagem a Gustavo Flaubert, principalmente ao conto “Um Coração Simples”, que é uma obra-prima. “A leitura da narrativa me marcou muito, a conheci por meio da coleção coordenada por Fernando Sabino, com a tradução de Luís Lima.”   A revista está disponível neste link    Para conhecer mais e enviar textos procure os editores na fanpage Flaubert

16/03/2014 / 0 Comments
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Universidades federais e hospitais universitários param nesta segunda-feira

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Os trabalhadores técnico-administrativos em educação das universidades federais do Brasil começam uma greve nacional por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira (17). Neste dia, a partir das 10 horas, será realizada uma assembleia geral da categoria, na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Ufes (Sintufes), no campus de Goiabeiras, em Vitória.     A assembleia vai deliberar, dentre outros pontos, a manutenção dos serviços considerados essenciais; a criação e destinação do fundo de greve, para toda a categoria (sindicalizados e não sindicalizados); e as negociações da pauta de reivindicações dos servidores.    O Comando de Greve do Sintufes definirá locais de concentração dos trabalhadores em cada um dos campi, bem como coordenará as ações e manifestações durante os dias de greve. A greve que terá início uma vez que o governo federal não acenou com propostas nas últimas reuniões com a entidade que representa a categoria.    De acordo com a entidade, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) fez reuniões com o governo, e nada foi apresentado. Não houve nada de concreto para atender às reivindicações nem por parte do Ministério da Educação e nem por parte do Ministério do Planejamento, só promessas de reuniões futuras. Por isso, a deflagração da greve se tornou inevitável.   No Estado, os trabalhadores dos campi da Ufes de Goiabeiras e Maruípe, em Vitória, os de Alegre, no sul do Estado (Centro de Ciências Agrárias, no Sul do Estado) e os de São Mateus, no norte (Centro Universitário do Norte do ES) vão participar do movimento paredista.   Os trabalhadores técnico-administrativos do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), o Hospital das Clínicas – campus de Maruípe – também vão aderir à paralisação.   Durante o movimento grevista, no Hucam, os setores de marcação de consultas e consultas ambulatoriais de clínica geral, pediatria geral, ginecologia entre outros procedimentos não serão realizadas normalmente. A categoria deve manter nesses locais um efetivo mínimo de 30% dos trabalhadores. Apenas serviços de internação e cirurgia, além das consultas de programas especiais (diabetes, oftalmologia, câncer, aids, tuberculose, hanseníase entre outros) não serão afetados pela paralisação.   Já nos campi (Goiabeiras, Maruípe, São Mateus e Alegre) os trabalhadores devem manter o efetivo de 30% nos colegiados e secretarias de cursos, pró-reitorias e demais setores. Com isso, o funcionamento de serviços de matrícula, bibliotecas, restaurantes universitários será afetado pela paralisação.   A greve foi deliberada pela plenária nacional da Fasubra, no dia 09 de fevereiro, e vai atingir quase 50 universidades federais em todo o País.   Os trabalhadores reivindicam melhorias na carreira, reposicionamento dos aposentados, jornada ininterrupta de trabalho, cumprimento integral do acordo de greve de 2012, revogação do contrato dos hospitais universitários com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), entre outros pontos.  

16/03/2014 / 0 Comments
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Francisco Lacerda esboçou apoio a Jango, mas cedeu aos militares

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Só no dia 29 de março de 1964, portanto, dois dias antes do golpe militar, é que assunto começa a ser tratado pra valer no Espírito Santo. O governador Francisco Lacerda de Aguiar – o Chiquinho – recebe dois oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais com o recado do governador Magalhães Pinto de que uma revolução estava a caminho para derrubar o presidente João Goulart.   Desconfiado com o inesperado assunto, e ainda por cima sem entender direito o real sentido do iminente golpe, que era tratado à época pelos emissários como revolução, o governador solicitou, na hora, a presença do seu chefe de Polícia no Palácio Anchieta, coronel Macedo Andrade. O governador queria explicações detalhadas sobre o que estava acontecendo no País. O coronel não titubeou, depois de ouvir os seus colegas mineiros de farda, cravou: “É um golpe militar, governador”.   Presença externa   Havia, ainda, da parte dos coronéis emissários do governador mineiro, a expectativa de adesão do governador capixaba ao movimento golpista, pressionado, naquele instante, por um comunicado bombástico. Devido à posição estratégica do Espírito Santo, no centro do País, e às suas instalações portuárias ptribunrivilegiadas, era bem provável que uma esquadra norte-americana aportasse na costa capixaba para dar cobertura ao movimento dos militares.   No dia segucainte ao encontro do governador Chiquinho com os coronéis do governador mineiro Magalhães Pinto, os sindicalistas capixabas, já sabendo da conversa dos dois governadores e também com informações que partiam das entidades sindicais do Rio de Janeiro, partiram para organizar a resistência ao golpe militar no Espírito Santo.   A CGT (Comando Geral dos Trabalhadores), órgão máximo do sindicalismo no Estado, tomou a liderança do movimento, ao lado da Frente de Mobilização Popular e da UEE (União Estadual dos Estudantes). Estabeleceram uma vigília e adotaram o Sindicato dos Arrumadores como sede do movimento de resistência.   Igreja no golpe    Pelo País, civis golpistas, como o governador do Rio de Janeiro, Carlos Lacerda, pressionavam os militares para a imediata derrubada do presidente João Goulart, o Jango, e criavam condições de simpatia ao golpe, principalmente com ajuda da ala conservadora da Igreja Católica, que, através das Marchas da Família com Deus pela Liberdade, foram às ruas em todos os estados com a missão de legitimar o movimento golpista dos militares. Em Vitória, a marcha ocorreu uma semana antes da tomada do poder.   Em que pese a contribuição da Igreja em favor do golpe no Estado, o destaque maior era o jornalista Djalma Juarez Magalhães, que dirigia, na época, o jornal “A Tribuna”. Ele pregava abertamente a derrubada do presidente Jango Goulart, denunciava o movimento sindical local e atacava os comunistas do Estado. Na Assembleia Legislativa, dois deputados faziam coro com Djalma: Élcio Pinheiro Cordeiro e Isac Lopes Rubim. Duelavam diariamente com o deputado Mário Gurgel, defensor da manutenção de Jango no poder.   Um bem orquestrado argumento de que Jango tramava a implantação de uma república sindicalista, atentando portanto contra a democracia e a legalidade, impregnava a população e desgastava o presidente, com a ajuda da imprensa golpista, como O Globo e o Estado de S. Paulo, que sustentavam a tese. Aqui no Estado, o jornalista Djalma Juarez Magalhães em A Tribuna engrossava a frente para derrubada de Jango. Neste quadro agitado e conturbado, a Folha Capixaba, porta-voz dos comunistas no Estado, e o jornal A Gazeta eram os jornais que defendiam o mandato do presidente Goulart.   Passeata pela legalidade   No dia 31 de março eclode o movimento militar em Minas Gerais, com o general Mourão Filho seguindo com as tropas para o Rio de Janeiro para proteger o governador Carlos Lacerda. Nesse dia, em Vitória, seguidas reuniões foram realizadas no Sindicato dos Arrumadores, para onde se deslocou o comando da CGT. Foi ali decidido que seria feita uma marcha ao Palácio Anchieta para buscar a adesão do governador à manutenção do presidente João Goulart no governo.   Mas, justamente naquele dia, o governador manteve-se distante do Palácio Anchieta, recolhendo-se à residência de verão da Praia da Costa, onde contumava hospedar, até com certa frequência, o presidente João Goulart.   No dia 1 de abril, a passeata seguiu, ainda pela manhã, para o Palácio Anchieta para pressionar o governador Chiquinho a enfrentar o golpe. A manifestação foi organizada pela CGT no Estado, UEE, Frente de Mobilização Popular, Frente de União dos Lavradores, Movimento Pela Encampação da Companhia Central Brasileira de Energia Elétrica e a JUC (Juventude Universitária Católica).   Era, contudo, uma passeata sem faixas, contando apenas com um modesto quadro negro onde estava escrito “abaixo a ditadura”. O estudante franzino que carregava com dificuldade o estandarte do protesto era Perly Cipriano, hoje subsecretário estadual de Direitos Humanos.   Os manifestantes ficaram de plantão na porta do Anchieta aguardando o governador. Mal ele chegou, foi cercado pelos líderes dos manifestantes, prometendo responder ao pedido de adesão ao movimento de resistência ao golpe com um manifesto a favor de Jango. Subiu as escadas do Palácio aplaudido.   Um público, que não ia além de mil pessoas, ficou em vigília na porta do Palácio aguardando a manifestação do governador. Neste intervalo, notando que havia apenas um único deputado entre eles, um manifestante gritou: “Deputado Mário Gurgel, onde estão os deputados da Frente Nacionalista?” Gurgel respondeu: “Deputado Mário Gurgel! Presente!”   Manifesto pífio   Contudo, ao chegar ao seu gabinete o governador encontrou o jornalista Djalma Juarez Magalhães, que o colocou imediatamente no telefone com o general Golbery de Couto e Silva, um dos articuladores do golpe, pedindo moderação e aconselhando o governador a não defender a permanência de João Goulart. Alertou-o de que a vitória do movimento militar estava por horas.   Nesse momento, em que os dois estavam ao telefone, já eram isoladas no País as resistências ao golpe. No Rio de Janeiro, o almirante Aragão, à frente do Corpo de Fuzileiros Navais, esboçava uma pálida reação. Em São Paulo, o comandante do Segundo Exército, general Amaury Kruel, de notórias ligações com o presidente João Goulart, estava em vias

16/03/2014 / 0 Comments
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Amunes e lojistas capixabas defendem veto à criação de novos municípios

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  Nesta terça-feira (18), o Congresso Nacional volta a se reunir para analisar o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei 98/2002, que trata da criação de novos municípios. Para a classe empresarial capixaba, a derrubada do veto não é uma ideia interessante. Tanto que a Federação das Câmaras Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL) espalhou outdoors para chamar a atenção da classe política e da população capixaba para o tema.    Com o alerta de que o crescimento da máquina pública implica em aumento de impostos, a federação se coloca a favor do veto ao projeto. Esta posição vai de encontro a ideia de alguns membros da bancada. No mês passado, a deputada Rose de Freitas (PMDB) interrompeu a licença médica para fazer um duro pronunciamento contra a manutenção do veto.    A deputada acredita que ao ser emancipado o novo município tem mais acesso a recursos, que antes não chegariam à localidade. Já o governador Renato Casagrande, durante a prestação de contas do exercício de 2013, pediu cautela no assunto.    Com a maioria dos municípios fechando o ano passado em crise e o alerta do Tribunal de Contas com o comprometimento dos recursos para 2014, a Associação dos Municípios do Estado (Amunes) também vê com preocupação a derrubada do veto.   Ao vetar o projeto, a presidente Dilma Rousseff salientou que o projeto contraria o interesse público, uma vez que os novos municípios poderão gerar despesas sem a criação de novas receitas, o que impactaria negativamente a sustentabilidade fiscal e a estabilidade macroeconômica.   Já o autor do projeto, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), lembrou que o projeto foi aprovado por 312 deputados e 53 senadores, o que sugeriria uma propensão à derrubada do veto.   No Estado, antes mesmo da aprovação do projeto no final do ano passado, o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), anunciou que desarquivaria os pedidos de emancipação que tiveram sua tramitação paralisada, com a proibição do processo na década passada.    Na Assembleia, circulam 13 pedidos de emancipação que podem originar 11 novos municípios, já que em alguns casos há fusão de duas localidades para formar um novo município, como Bebedouro e Desengano, em Linhares; e Nestor Gomes e Guriri, em São Mateus.    Além deles, também reivindicam emancipação política Campo Grande, em Cariacica; Santa Cruz, em Aracruz; Pedra Azul, em Domingos Martins; Itaoca, em Cachoeiro de Itapemirim; Braço do Rio, em Conceição da Barra; Piaçu, em Muniz Freire; Pequiá, em Iúna; Paulista, em Barra de São Francisco; Ibituba, em Baixo Guandu. 

16/03/2014 / 0 Comments
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Casagrande mostrou firmeza ao enfrentar o primeiro ataque eleitoral na Assembleia

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Nerter Samora e Renata Oliveira   A semana foi movimentada pela repercussão do tal estudo sobre os gargalos fiscais do governo Renato Casagrande. Papo de repórter analisa a posição do governador e as consequências para no contexto eleitoral.      Nerter – Um estudo (reportagem de A Gazeta, 09/03/2014) mostrando o aumento de gastos do governo do Estado em tom alarmista, logo depois da bronca judicial do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) sobre o “Posto Fantasma” ser rejeitada na Justiça e na véspera da prestação de contas do governador Renato Casagrande, que sofreu um ataque duro do deputado Paulo Roberto (PMDB), cobrando explicações com base nos dados do tal estudo de dois “teleguiados” de Hartung: Ana Paulo Vescovi e Haroldo Rocha. É muito coincidência, não é?    Renata – Coincidência… tá bom, vamos dizer que é coincidência. Desde o início do ano estou ouvindo que depois do Carnaval a coisa ia apertar e tal, mas não imaginei que fosse um ataque assim tão claro ao governador Renato Casagrande. Aliás, não sei por que essa coisa de tentar dizer a todo custo que isso não tem viés político, que não tem relação com o grupo do senador Ricardo Ferraço (PMDB) e Paulo Hartung. Gente, pode dizer, não tem problema! É um grupo político que quer erguer um palanque alternativo. Nada mais natural que, em tendo especialistas em números (e como os números servem a interpretações diversas, não é?), o grupo se arme de argumentos para o ataque eleitoral. Tá tudo dentro da normalidade…   Nerter – Mas o grupo não age assim. Eles não querem se passar por políticos e ponto. O grupo do ex-governador quer pregar a excelência, a transparência. Mas neste caso, não dá. Evidentemente o grupo defende uma política de estado minimalista. Todo mundo sabe que Hartung tinha horror a gerar gastos permanentes. Não colocou ninguém pra dentro do governo. É uma forma de governar, que deve ser respeitada. Renato Casagrande tem outra forma. Ele se elegeu com uma plataforma de serviços, queria dar respostas. O diferencial de sua gestão deveria ser o atendimento às demandas sociais.    Renata – E na verdade, cobramos isso de Casagrande desde o início de sua gestão. Está fazendo agora. Acho que demorou muito a fazer. Um governo que se diz socialista, tem que ter uma visão socialista, embora eu, particularmente, acredito cada vez menos em governo iluminado por bandeira partidária. Hartung era e é desenvolvimentista, adorava um investidor estrangeiro, enxugou o que pôde e o que não pôde da máquina e fez um governo alicerçado em uma promessa de desenvolvimento voltado para a iniciativa privada. Aí os economistas ligados a ele criticam do ponto de vista de sua gestão o governo que o sucedeu. Como eu disse, não vejo problema nisso. É o debate, é o jogo político, só não consigo entender por que tudo tem de ser disfarçado. E pior, disfarçar o indisfarçável. Que coisa chata.    Nerter – Mas Casagrande driblou bem o que poderia pegar como um problema de seu governo. Este foi efetivamente o primeiro embate eleitoral que ele sofreu na construção de seu palanque de reeleição. Por mais que haja essa tentativa inócua de dizer que o episódio não tem viés político. Conta outra. Casagrande defendeu justamente essa imagem de governo que gasta porque tem de gastar. Na verdade, a coisa já estava bem saturada. Todo mundo sabe que funcionalismo público é uma coisa complicada, mas não houve contratação em áreas essenciais no governo passado, como na segurança, educação e saúde. O número de contratados em designação temporária nas duas últimas administrações é muito grande ainda, mas já é um começo. Casagrande aumentou o gasto porque fez investimentos e contratou. Também teve de socorrer os prefeitos por causa da perda de recursos federais. É preciso entender que o cenário hoje é completamente diferente do de oito anos de Hartung.    Renata – Eleitoralmente falando, deu para sentir que o grupo de Hartung não está para brincadeira. O ex-governador não parece disposto a abrir mão tão facilmente de seu assento na mesa de decisões sobre o jogo político do Espírito Santo. Mais do que um cargo, Hartung quer a garantia de que seu DNA continuará impresso nas paredes do Palácio Anchieta. Mas o leitor deve estar pensando: por que esse ataque, se Casagrande já deixou bem claro que quer Hartung em seu palanque?    Nerter – De fato Hartung tem lugar garantido no palanque de Casagrande como candidato ao Senado. Mas quem disse que Hartung quer o Senado? Ou quem disse que Hartung quer só o Senado? Ele ainda não disse, e nem vai dizer abertamente, o que quer das eleições 2014. As pessoas estão colocando ele nos lugares e ele continua sua rotina de palestras, encontros, telefonemas e mantendo aquele ar que pode disputar tudo ou nada.    Renata – Hartung não quer só 2014. Quer 2018 também. Quer emplacar o vice de Casagrande para garantir a retomada do Palácio na sucessão do socialista. Isso não significa necessariamente que ele precise disputar qualquer cargo. Livre de qualquer processo judicial, o ex-governador não precisa de mandato, pode perfeitamente se movimentar nos bastidores e comandar seus aliados na frente dos holofotes. Mas para isso precisa retomar o poder de grande liderança do Estado. Precisa diminuir o capital político de Renato Casagrande e mostrar que seu sucessor é mais fraco que ele.    Nerter – E isso já está dando problema não é? Em 2010, Casagrande foi eleito com o apoio de 16 partidos, hoje tem 22 em sua base. O governador quer manter o núcleo duro com PT, PSB e PMDB e nunca escondeu isso. O problema é que ele está sentado à mesa de negociação apenas com esses dois partidos. Os demais estão na arquibancada assistindo. Se discute vice e vaga de senador entre esses dois aliados apenas. Mas todo mundo quer um pedaço. Neste início de debate eleitoral, os grandes partidos e os grandes aliados de Casagrande também querem lugar na mesa. E aí não tem

16/03/2014 / 0 Comments
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Audiência pública apresentará EIA/Rima de obras no Rio Jacaraípe

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O Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima) da obra de Recuperação Hidráulica do Rio Jacaraípe serão apresentados em audiência pública nesta quinta-feira (20), às 19h, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dom Helder Câmara, localizada na Rua Teresina, S/N, Parque Jacaraípe. A medida é passo obrigatório para o licenciamento ambiental das obras de macrodrenagem do manancial.   Segundo José Fernando Pereira, da Comissão de Acompanhamento do Projeto de Desassoreamento e de Urbanização do Rio Jacaraípe, nesta reunião serão apresentados o Eia/Rima completo e o plano para a realocação das famílias que precisarão sair do local para as obras. O Rima, como confirma a convocação publicada no Diário Oficial do último dia 27, já está disponível na sede da Secretaria de Meio Ambiente da Serra (Semma), localizada no centro do município.   As obras começaram no mês passado, quando foi realizada uma limpeza superficial do rio, com retiradas de três caçambas de lixo e entulhos como galhos secos, pneus e geladeiras. Em seguida, será feita a dragagem dos quatro quilômetros do rio. A outra etapa do projeto é o desassoreamento e ampliação da calha, além da contenção das margens para evitar a erosão.   Hoje, a largura do Rio Jacaraípe varia entre dois e quatro metros, dependendo do trecho. Após as obras, a largura máxima será de 33 metros. A profundidade, que varia entre 70 centímetros e um 1,5 metro, passará a ser de 2,12 metros.   A macrodrenagem do Rio Jacaraípe terá verba de R$ 10 milhões, resultado de um convênio com o Ministério das Cidades, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) II. O projeto consiste em ações de limpeza, dragagem, desassoreamento, ampliação da calha e contenção de margens para evitar a erosão, além da recuperação ambiental das áreas degradadas e urbanização para disciplinar a ocupação do entorno. Também serão feitos investimentos em paisagismo, iluminação pública e recuperação e implantação de ruas.   As obras estavam paradas desde abril de 2012, quando uma medida do Executivo barrou a participação da Tracomal no processo, alegando que a empresa estava em fase de recuperação judicial, portanto, não poderia participar da licitação. A Tracomal, no entanto, moveu uma ação contra a Prefeitura no Tribunal de Contas do Estado (TCE), o que parou o processo, até uma liminar de maio de 2013 determinar que o edital deveria ser revogado ou republicado. Assim, foi aberto um novo edital, em julho, tendo como vencedora a empresa Ônix Engenharia.   A bacia do Rio Jacaraípe sofre com o assoreamento e estreitamento de seu leito desde a ocupação irregular da região, na década de 1970. Outro problema é a falta de oxigenação da água da Lagoa Juara, que tem o Rio Jacaraípe como escoadouro natural e, devido ao alto nível no qual se encontra, não recebe a água do mar. Esse processo é fundamental para que a biodiversidade seja mantida. Até pouco antes da ocupação do local, era possível observar anualmente a piracema (período no qual os peixes sobem à nascente para desovar) ao longo do rio.    

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Delegados do PT confirmam Coser candidato ao Senado

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Em um auditório lotado (foto), o longo encontro de delegados do PT confirmou a candidatura do presidente do partido, João Coser, para o Senado na eleição deste ano. O encontro aconteceu na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e reuniu quase 300 delegados do partido neste sábado (15). Coser concorria com a senadora Ana Rita. Na abertura do evento  houve um minuto de silêncio em homenagem aos militantes do partido falecidos há pouco tempo no Estado: Lienir, Gerlindo, Ivete e Nayane. O clima no auditório era de expectativa por muito debate sobre o papel do PT nas eleições deste ano e a prioridade na reeleição da presidente Dilma Rousseff. Pela manhã, os petistas discutiram a conjuntura política estadual. A mesa de abertura do encontro estadual foi composta, além de Coser, pelo vice-governador Givaldo Vieira; pela deputada federal Iriny Lopes;  pelo deputado estadual Genivaldo Lievore e pelo diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Lacerda. No início da tarde, os participantes do encontro começaram a discutira a candidatura ao Senado, quando Ana Rita e o ex-prefeito João Coser expuseram os motivos pelos quais queriam o direito de representar o partido na disputa majoritária. A escolha de Coser neste sábado não significa necessariamente que a questão está fechada em torno da disputa. As acomodações do partido com os aliados é que vão definir o papel do  PT na disputa deste ano e a definição só deve sair mesmo em junho próximo, quando acontecerão as convenções partidárias. Aliás, para os meios políticos, Coser será candidato ao Senado se as articulações com o governador Renato Casagrande e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) apontarem esta como a melhor opção. A eleição deste sábado serviu para tirar Ana Rita do caminho da recomposição da unanimidade. Já que ela, com o aval do partido, disputaria independentemente das articulações no palanque palaciano. A escolha de Coser já era esperada. No último Processo de Eleições Diretas (PED), o ex-prefeito foi eleito presidente do partido contra Ana Rita e o subsecretário de Estado de Direitos Humanos, Perly Cipriano. A chapa dele também obteve a maioria dos votos. Mesmo se tratando de uma eleição proporcional, Coser tem a maioria dos delegados. E mesmo as representações das correntes de Ana Rita (Articulação de Esquerda) e de Perly Cipriano (Construindo um Novo Brasil) não superam a hegemonia do ex-prefeito no partido.

15/03/2014 / 0 Comments
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Vitória recebe 3ª edição do Festival Nacional Grito Rock neste domingo

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O Grito Rock volta a ecoar por Vitória. O festival nacional que já trouxe nomes como Emicida, Macaco Bong e Do Amor antes era uma produção do grupo Fora do Eixo Espírito Santo, mas agora o evento chega a Vitória pelas mãos do coletivo Expurgação, que pretende fazer do festival um evento anual como acontece em outros estados.   Francisco Neto, ou Chicow, membro do Expurgação, conta que o Fora do Eixo Espírito Santo acabou se dissolvendo em outros coletivos como o Expurgação, Assédio Coletivo, Coletivo Canellada e o grupo Lab Muy. “Nós mantivemos contato com o Grito Rock por causa do Fepaschoal, que entrou em turnê e se apresentou pelo festival em outros lugares e pela nossa participação no congresso nacional que ocorreu no final do ano passado em Brasília”, explica.   No Grito Rock 2014, que acontece domingo (16), a partir das 16h, no Centro de Vitória, as bandas convidadas são o Sporro Grosso, The Muddy Brothers, VÃO VÃO VÃO e Fepaschoal encerrando os trabalhos. Apesar do nome, o Grito não é exclusivamente ligado ao rock, porque o gênero pode se manifestar de diversos estilos, inclusive pode significar uma atitude.    “As diferenças são justamente pra manifestar o que nosso Estado é mais rico, a diversidade cultural. E como realizamos o Ensaio Aberto no mesmo espaço, a gente procura diversificar um pouco, nós somos bastante ecléticos e gostamos de misturar as coisas”, defende Chicow. As bandas, apesar de se expressarem de maneiras diferentes, dialogam entre si.    O Sporro Grosso é uma banda lendária na cena hardcore e punk do Estado e já está há muitos anos tocando. O grupo está agora em fase de gravação de seu primeiro disco independente intitulado Virgem Vagina, com 10 músicas inéditas e uma coleção de antigas gravações comemorando 14 anos de banda.     The Muddy Brothers, apesar do estilo ligado ao blues e ao rocknroll dos anos 70, também tem uma trajetória que se iniciou com shows no antigo bar Entre Amigos em Vila Velha. Recentemente, a banda venceu um concurso e se apresentou no Festival Planeta Terra 2013 e lançou o EP HandMade. Já a VÃO VÃO VÃO, chega com a proposta de fazer dançar. Formada no ano de 2013, com remanescentes da lendária banda Methânia, a trupe ataca com versos e rimas que têm o rap como fio condutor acrescentando outros gêneros, que vão do funk ao rock.    O Fepaschoal se apresenta com seu trabalho autoral e, principalmente, com as canções do seu primeiro disco  CMDO Guatemala (lê-se “Comando Guatemala”), lançado em janeiro de 2011. O artista é membro fundador do Expurgação, “o Fepaschoal é o santo é da casa, uma faceta desse buraco negro que é o Expurgação”, explica Chicow.     Por enquanto, não houve o contato com bandas de outros estados e países, mas caso o evento se torne anual, a intenção é fazer Vitória entrar na rota das bandas e artistas que circulam pela rede. “Vitória está um pouco longe das outras capitais, então é importante que a gente possa fazer parte desse circuito, fortalecendo os artistas locais e estabelecendo pontes com o interior do Estado, principalmente em cidades como Muqui, que ficam próximas do Rio de Janeiro”, diz Chicow.    Corredor Criativo   Paralelo ao evento, vai acontecer o Beco Cultural das Pulgas. Produzido pelo Instituto Quorum, o beco é um mercado aberto de usados para troca e venda, além de integração com artistas, estilistas e expositores das mais diversas áreas. E na sede do Folgazões, às 20h30, será realizado o espetáculo O Outro, estreando a temporada da companhia de teatro.   Além disso, será realizada uma projeção dos quadros do artista Norton Dantas Medeiros, que veio a falecer recentemente e deixou um legado artístico fantástico. “O Norton foi professor de desenho de quase todos os membros do coletivo, por isso vamos fazer essa homenagem. Utilizaremos os prédios vizinhos como suporte para as projeções”, explica Chicow.    As ações fazem parte do Arranjo Produtivo Local (APL), que aprovou o projeto Corredor Criativo Nestor Gomes, do qual o Coletivo Expurgação faz parte junto com o Instituto Goia, Instituto Quorum, Livraria da Cultura Capixaba, Ser Vivo, Folgazões. Os empreendimentos envolvidos irão receber consultorias financeiras, administrativa e de gestão, por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.    “Não existe verba direta prevista, e tampouco patrocínio de algum órgão público. Essa é uma realização exclusiva dos empreendimentos envolvidos, feita na raça”, diz Chicow, que garante: no que depender do coletivo, este será realizado para englobar cada vez mais atividades e colocar as pessoas na rua para ocupá-la com arte e vivências.   Serviço   O Festival Grito Rock acontece neste domingo, a partir das 16h, na Rua Nestor Gomes, Centro de Vitória. Já as atividades do Corredor Cultural iniciam-se a partir das 10h, também na Rua Nestor Gomes. Entrada Livre. 

15/03/2014 / 0 Comments
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Servidores públicos estaduais paralisam atividades por 24 horas nesta quarta-feira

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Está marcado para esta quarta-feira (19) o Dia de Luta em Defesa do Serviço Público de Qualidade, que vai ser pontuado por uma paralisação de 24 horas dos servidores públicos estaduais. Para as entidades que convocam os servidores para o movimento, a paralisação é uma resposta à política de descaso de sucessivos governos, mantida pelo atual, à pauta unificada encaminhada pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos) e pelas demais entidades representativas. A paralisação pode resultar em uma greve geral do funcionalismo público estadual.    Os servidores vão protestar, na terça-feira, contra os 17 anos de congelamento do auxílio-alimentação, que é de R$ 132 para servidores que trabalham 30 horas semanais; e R$ 176 para os de 40 horas.  No Ministério Público Estadual (MPES) e demais poderes, o valor do auxílio gira em torno de R$ 800 para remuneração por subsídio ou vencimento.    Além disso, o protesto se opõe à política de gestão de pessoas. Os servidores consideram que os planos de carreira não contemplam as expectativas da categoria. Também é motivo de queixa o reajuste linear com três meses de atraso e aplicação de índice abaixo da inflação; descaso com servidores que desenvolvem atividades penosas, que não tiveram regulamentado o adicional por insalubridade; e a falta de auxílio-creche.     Os servidores públicos estaduais lutam pela definição de data-base com reposição integral da inflação; reajuste do auxílio-alimentação pelo Índice Geral de Preços de Preços do Mercado (IGP-M); revisão e implantação dos planos de carreira; e regulamentação do auxílio-creche e do adicional de insalubridade. 

15/03/2014 / 0 Comments
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Prefeitura de Aracruz apresenta seu Plano de Resíduos Sólidos

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A Prefeitura de Aracruz, norte do Estado, apresentará à comunidade, na próxima terça-feira (18), a versão preliminar do seu Plano Municipal de Resíduos Sólidos (PMRS). A apresentação acontecerá a partir das 18h, na Câmara Municipal, no centro de Aracruz.     O levantamento de informações com as comunidades aconteceu em julho do ano passado, quando foram realizadas reuniões nas localidades de Jacupemba, Barra do Riacho, Coqueiral e Aracruz Sede. A consulta pública do projeto esteve disponível no site da Prefeitura entre os dias 17 e 28 de fevereiro. O plano envolve limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e é instrumento fundamental para a gestão do passivo, além de configurar pré-requisito para o recebimento de verbas destinadas a essas subdivisões pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).   A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) foi aprovada após uma discussão de quase 20 anos no Congresso Nacional. No entanto, ainda encontra obstáculos para sua implementação, sobretudo por atribuir responsabilidades ao poder público e ao empresariado.   Em agosto deste ano, completarão dois anos do vencimento do prazo estabelecido pela PNRS para que estados e municípios se adequem à legislação. No ano passado, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) estabeleceu a todos os municípios capixabas que têm interesse em ter acesso aos recursos garantidos por lei para a gestão do lixo, a assinatura de Termos de Compromisso Ambiental (TCAs).   A Prefeitura de Aracruz assinou apenas o TCA de Resíduos Sólidos. Como é possível verificar no Sistema de Acompanhamento dos TCAs, que pode ser acessado por meio dos sites do MPES, da Associação dos Municípios do Estado do Espírito Santo (Amunes), do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) ou do Ministério Público do Trabalho no Estado do Espírito Santo (MPT-ES), os TCAs estabelecem metas e prazos para cumprimento de ações pelas prefeituras. No caso de Aracruz, há nove atividades com o prazo vencido, sendo que outras 11 aguardam validação por parte do MPES. Outras cinco atividades ainda estão dentro do prazo a ser cumprido.   Também é possível conferir no sistema que algumas das atividades com prazo atrasado já estão em fase de finalização como, por exemplo, a estruturação de rede de pontos de recolhimento de óleo vegetal e móveis usados e o estabelecimento de um sistema de cálculo dos custos da prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos. Entretanto, ainda há atividades já com prazo vencido, mas pouco executadas. Por exemplo, apenas 25% da implementação de sistemas de compostagem de resíduos sólidos orgânicos foram executados, apesar do prazo já vencido.   Os TCAs de Coleta Seletiva e de Resíduos Sólidos foram elaborados em parceria com a Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) e são instrumentos de adequação das prefeituras à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que entrou em vigor em agosto de 2010. A prioridade da destinação da verba é para os municípios que optarem por soluções consorciadas intermunicipais para a gestão dos resíduos sólidos, incluída a elaboração e implementação de plano intermunicipal, e implantarem a coleta seletiva com a participação de cooperativas ou outras formas de associação de catadores formadas por pessoas físicas de baixa renda.   O Artigo 18 da PNRS prevê que o acesso a recursos da União destinados a empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos se dará apenas por meio da elaboração de um plano municipal de gestão integrada. Estados e municípios, como a própria legislação prevê, tinham dois anos após a publicação da lei, de agosto de 2010, para implementá-la. O prazo já passou, alguns TCAs foram assinados, e mesmo assim vários municípios estão com a situação irregular.   A elaboração do Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos de Aracruz é feita pela Secretaria de Transportes e Serviços Urbanos (Setrans) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).   De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), mais de 90% dos resíduos sólidos urbanos do Brasil hoje já são coletados. Mas em alguns municípios, a prática ainda é queimar ou enterrar o lixo. No Estado, das 3 toneladas produzidas diariamente pelos capixabas, em média 2,7 toneladas de lixo são recolhidos por dia. Os aterros sanitários são o destino de quase 64% dos resíduos urbanos.

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