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TCU aponta falhas na manutenção de trecho da BR-482, na sul do Estado

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O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou falhas no contrato de restauração e manutenção do trecho da BR-482 entre os municípios de Cachoeiro de Itapemirim e Dores do Rio Preto, no sul do Estado. A equipe de fiscalização constatou que o tipo de contrato de manutenção foi inadequado e insuficiente para a conservação da rodovia em boas condições. O trecho é uma importante rota para o escoamento da produção de rochas ornamentais na região. De acordo com informações do TCU, o relator do caso, ministro Walton Alencar Rodrigues, apontou que os serviços de correção da pista não cumpriram com o objetivo da obra. O relatório de autoria do órgão indicou que a solução escolhida (restauração das pistas) atendeu somente a 6,49% do trecho da BR-482, com extensão de pouco mais de 60 quilômetros: “A escolha da 1º etapa do Crema [Contrato de Restauração e Manutenção] foi insuficiente, visto que o restante dos trechos necessitava de soluções estruturais, próprias da 2ª etapa”. Dados do relatório alertam que a manutenção da rodovia pelo Crema 1ª etapa pode causar possível deterioração precoce das condições da rodovia, com desperdício dos serviços realizados. O volume de recursos fiscalizados alcançou o montante de R$14,7 milhões. O trecho da BR-482 em território capixaba interliga as rodovias BR-101 e BR-116, principalmente os municípios de Cachoeiro, maior núcleo urbano da região, e Alegre, polo de duas universidades federais, à divisa com o estado de Minas Gerais. Segundo o tribunal, o programa foi implementado pelo Ministério dos Transportes em 2008 com objetivo de manter, conservar e restaurar rodovias federais, num total de 3,2 mil km contemplados, a custo previsto de R$ 2,2 bilhões. A 1º etapa do Crema realiza intervenções funcionais, como serviços de manutenção de pistas e acostamentos e conservação de faixa de domínio. Já a 2ª etapa prevê intervenções não só funcionais, mas também estruturais, envolvendo obras necessárias para restauração e recuperação de rodovias federais.

13/03/2014 / 0 Comments
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Mudanças na equipe de Casagrande devem seguir modelo do Planalto

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No próximo dia 5 de abril, quatro secretários deixam a equipe do governador Renato Casagrande em função do prazo de desincompatibilização para os candidatos que pretendem disputar a eleição de outubro. Embora tenha 22 partidos na base, Casagrande deve adotar a mesma dinâmica do governo federal em sua mexida ministerial, com a ascensão do pessoal da própria equipe.   Por exemplo, Aloízio Mercadante, que assumiu a Casa Civil após deixar o Ministério da Educação, foi substituído pelo secretário executivo da Educação, José Henrique Paim Fernandes.   Esta estratégia pode evitar atrito entre os partidos que compõem a base. A acomodação política do PPS, novo e mais forte aliado do Palácio Anchieta, aconteceu fora desse contexto, com a entrada de Davi Diniz de Carvalho na Pasta do Planejamento.    Além do cuidado eleitoral para não desarmonizar a base, a ascensão de subsecretários e cargos de confiança nas secretarias, evita que os projetos em andamento no Estado não sejam paralisados, com indicações de pessoas de fora do governo.    Já inteirados do trabalho desenvolvido, esses aliados podem dar sequência ao projeto sem prejuízo político ou administrativo para o governo. Nas mudanças, o secretário de Esportes, Vandinho Leite (PSB) retorna à Assembleia Legislativa de onde se licenciou para ocupar o cargo no governo.    O PT tem duas secretarias: a de Assistência Social, comandada pelo ex-prefeito de Cariacica Helder Salomão, que vai disputar a Câmara dos Deputados, assim como Vandinho. A outra vaga é o Turismo,com Alexandre Passos, que disputará uma vaga na Assembleia. Quem também disputa uma cadeira no Legislativo estadual é o secretário de Ciência e Tecnologia, Jadir Pela (PSB).    As secretarias mais cobiçadas pela classe política, porém, não terão mudanças em abril. O secretário de Agricultura Ênio Bergoli (PV) vai emprestar seu prestígio ao presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper), Evair de Melo, que disputa a vaga de deputado federal. Já a secretaria de Transportes, deve continuar no comando de Fábio Damasceno. Apesar de o PMDB ter entregue a vaga ao governador ainda no ano passado. Damasceno rompeu com o partido e permaneceu na equipe de Casagrande. 

13/03/2014 / 0 Comments
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Pesquisa do IBGE aponta deficiências no atendimento à mulher vítima de violência no Espírito Santo

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (13) os resultados da segunda edição da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais (Estadic). O objetivo da pesquisa é suprir a lacuna de estudos que focalizam as esferas estaduais, principalmente no que diz respeito às administrações, e oferecer elementos para análises sobre como são governados os estados.    O estudo mostra que o Estado ainda pode melhorar no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica. Na Estadic, quatro áreas de atuação do órgão gestor da política de gênero: capacitação; articulação com outros órgãos estaduais; articulação com os municípios; e execução de políticas públicas.   Embora a articulação com os municípios seja uma atividade na maioria dos estados, no Espírito Santo, além de seis outras unidades da federação (Acre, Amazonas, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal), não atuam na área.    O atendimento às vítimas de violência doméstica também carece de ampliação no Estado, que tem três casas-abrigo. No entanto, nenhuma delas oferece atendimento nos casos da Lei Maria da Penha (11.340/06). Com exceção do Espírito Santo e Piauí, todos os outros oferecem este tipo de atendimento.    É importante ressaltar que, em casos de abrigamento, a mulher deve ter o acompanhamento de um serviço especializado da rede de atendimento e a articulação com a segurança pública. No entanto, os dados da Estadic 2013 revelaram que apesar de o Espírito Santo ter três unidades de casas-abrigo, não há serviço especializado de atendimento exclusivo às mulheres em situação de violência mantido exclusivamente pelo Estado.    A criação de serviços especializados para atendimento de mulheres em situação de violência está prevista na Lei Maria da Penha. Em 2013, verificou-se que, das 27 unidades da federação, apenas os estados de Rondônia, Sergipe, Espírito Santo e Santa Catarina não têm serviço especializado de atendimento exclusivo às mulheres em situação de violência mantido pelo estado.   Também não há no Estado, segundo a Estadic, centros especializados de atendimento à mulher em situação de violência. No País, são 172 centros. Na maioria das vezes, são vinculados à área de saúde, oferecendo serviços de orientação e prevenção de doenças; no entanto, para atender as mulheres em situação de violência, essas estruturas oferecem ainda outros serviços de apoio psicológico, atendimento social e encaminhamento para programas sociais.       Servidores Públicos   O estudo também mostra que o Estado tem maior percentual de servidores sem vínculo permanente na administração direta. Além disso, o Espírito Santo também é o que, dentro todos os estados do País, tem o menor percentual de servidores estatutários – que é aquele que adquire estabilidade após três anos de efetivo exercício.    Segundo a pesquisa, são 51,5% de servidores estatutários no Estado, o menor percentual do País. Já aqueles sem vínculo permanente representam 38,7% do quadro de servidores do Estado.        

13/03/2014 / 0 Comments
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Moradores reiteram que Jurong não está honrando acordo de empregos

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Os moradores da região da Barra do Riacho, diretamente atingidos pelos impactos da instalação do Estaleiro Jurong de Aracruz (EJA), farão uma reunião no próximo sábado (15) para se posicionarem a respeito da falta de compromisso da empresa com os trabalhadores locais. A hipótese de que os moradores retomem os protestos e, novamente, impeçam a entrada dos trabalhadores na obra do estaleiro não está descartada. Foi o que afirmou Joice Lopes Miranda, presidente do Projeto de Recuperação da Barra do Riacho (PRQ) e da Comissão de Acompanhamento de Trabalho e Emprego e Meio Ambiente (Catema). A reunião acontecerá na quadra de esportes de Barra do Riacho, às 18h, e os moradores de todos os bairros impactados pela obra e futuro funcionamento do estaleiro estão sendo convidados. Após protestos realizados na manhã da última terça-feira (11), quando trabalhadores e moradores da região fecharam a pista da rodovia ES 010, no trecho entre Barra do Sahy e Barra do Riacho, na altura do quilômetro 60, impedindo o acesso às obras do estaleiro, a Jurong enviou aos manifestantes um comunicado por escrito no qual propunha uma reunião na tarde dessa quarta-feira (12). Nessa reunião, segundo Joice, os representantes da Jurong declararam que a empresa não aceita que o governo do Estado, por meio do programa Emprego Certo, cujo processo seletivo aconteceria nesta sexta-feira (14), interfira nas contratações. Disseram eles que o acordo da empresa é com a comunidade e que a Jurong os comunica e lhes dá oportunidades. Os moradores e trabalhadores locais contestam a versão da empresa.  Logo depois impasse, a edição do programa Emprego Certo foi cancelada pelo governo. Segundo Joice, no próximo dia 18 os moradores se reunirão com representantes do Instituto Estadual de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos (Iema). Eles vão pedir que o órgão tome providências diante do descumprimento de uma das condicionantes ambientais impostas para a instalação do estaleiro na região. No processo de licenciamento, ficou estabelecido que a empresa deveria contratar um mínimo de 80% de mão de obra local para o desenvolvimento e funcionamento do projeto. A população local não abre mão disso. A principal reivindicação é para que a empresa faça o devido aproveitamento da mão de obra diretamente impactada pelo estaleiro, que será a maior prejudicada com todos os problemas sociais e ambientais acarretados pela instalação do empreendimento. A Jurong, aliás, prefere realizar a contratação da mão de obra de outros municípios, como denuncia Joice. Segundo ela, os hotéis da região estão lotados de trabalhadores contratados pela empresa, que migram de outras regiões do Estado para os povoados vizinhos. Desde 2010, a região recebe trabalhadores de diversas partes do País, atraídos pelas promessas de emprego oferecidas pela Jurong e pela Petrobras na região. Os que não foram contratados pela Petrobras ficaram no município, como uma população flutuante, aguardando os serviços da Jurong. Enquanto isso, os trabalhadores locais não são absorvidos, o que gera um grande problema social. Mesmo os contratados, são utilizados somente na fase de obras. Essa informação é confirmada por Herval Nogueira Junior, presidente da Associação dos Amigos da Barra do Riacho, que explica que quando os trabalhadores de outros municípios se instalam no vilarejo, além do aumento do contingente populacional, uma série de outros problemas estruturais e sociais são gerados. Mecanismos de infraestrutura para a saúde pública, por exemplo, começam a falhar, e a violência urbana aumenta, como já acontece. A reivindicação pelo aproveitamento da mão de obra local nos processos seletivos para contratação na Jurong é uma reivindicação, também, do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil do Estado (Sintraconst-ES). Em 2012, a Associação Capixaba de Proteção ao Meio Ambiente (Acapema) denunciou que a Jurong suspendeu, de forma intempestiva, o processo seletivo para selecionar pessoas da comunidade interessadas em se capacitar para trabalhar na empresa. As comunidades questionam todo o processo de seleção para os cursos de capacitação e também a forma amadora como o processo vem sendo conduzido. À época, disseram que a preferência no processo foi dada a moradores dos municípios de João Neiva, Fundão, Ibiraçu e Praia Grande, que não sentirão os impactos do empreendimento como a comunidade da Barra do Riacho e Barra do Sahy, em Aracruz, onde o empreendimento é construído.  Essa informação foi novamente confirmada por Herval.   Segundo as condicionantes impostas para o licenciamento do estaleiro, a CTA Serviços em Meio Ambiente, responsável pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Jurong, se comprometia em realizar a qualificação de mão de obra local. Entretanto, o cadastro de trabalhadores da Barra do Riacho não foi feito.

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Justiça recebe ação de improbidade sobre contratação de servidores na Esesp

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O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Gustavo Marçal da Silva e Silva, recebeu uma ação de improbidade por supostas irregularidades na contratação de 12 ex-servidores da Escola de Serviço Público do Espírito Santo (Esesp). Na decisão publicada nesta quinta-feira (13), o magistrado aponta a existência de indícios de acumulação indevida de cargo público, que eram servidores da União. Apesar do recebimento da ação, a Justiça só vai apurar o eventual ressarcimento do dano aos cofres públicos, uma vez que parte da denúncia atingiu o prazo de prescrição. O processo (0005626-80.2010.8.08.0024) foi ajuizado pelo Ministério Público Estadual (MPES) em março de 2010, enquanto os fatos denunciados se referem às nomeações ocorridas entre 2000 e 2001. Na ação, o órgão ministerial narrou supostas irregularidades na nomeação dos servidores, que ocuparam cargos em comissão na Esesp até o início de 2003. A promotoria sustenta que os mesmos servidores também prestaram serviços à época ao Ministério da Saúde, o que indicaria uma eventual acumulação de cargos. “É preciso, portanto, analisar tais fatos com mais atenção, o que somente é possível com a instrução probatória, a fim de verificar se realmente houve a prática de ato de improbidade e, neste caso, prejuízo à administração pública, a ensejar ressarcimento. Com isso, os elementos probatórios trazidos aos autos pelo parquet são suficientes para admitir os termos da presente ação, a fim de que, em fase processual ulterior e oportuna, se possa aferir, com exatidão, a conduta perpetrada pelos requeridos”, narra a decisão assinada no último dia 20 de novembro. Constam na ação, os ex-servidores Ângela Tannure de Almeida, Wellinton Pimentel Coutinho, Luiza Carlos Sthel, Maria Verônica Peixoto Rabelo, Adélia de Jesus Oliveira, Nadia Maria Pezzin, Dayse Oliveira Moura, Jucelino Faroni, Suely Marta Kretli da Silva, Viviane Maitan do Nascimento, Gustavo Vidigal Stefenoni, além de Claudio Grácio de Oliveira Ramos, único dos réus que poderá responder pelas sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa.

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Movimentos de Ricardo Ferraço aumentam pressão sobre palanque palaciano

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O senador Ricardo Ferraço (PMDB) vem negando que a divulgação do estudo assinado por dois assessores – Ana Paula Vescovi e Haroldo Rocha – sobre o aumento dos gastos do governo do Estado tenha viés político-eleitoral. Mas como o peemedebista já colocou o nome à disposição do partido para disputar a eleição ao governo, não tem conseguido convencer a classe política de que não sabia do estudo.    Para os observadores, os movimentos de Ricardo Ferraço têm sim um viés eleitoral, mas não necessariamente para reforçar seu palanque alternativo ao governo do Estado. A movimentação seria por uma melhor acomodação do grupo no palanque palaciano, que não passa pela garantia de Casagrande da vaga ao Senado para o ex-governador Paulo Hartung e sim pela sucessão de Casagrande em 2018.   Outro movimento de Ricardo Ferraço que também sugere a pressão ao palanque palaciano são as conversas do senador com o presidenciável tucano, Aécio Neves (PSDB-MG) e com o presidente do ninho tucano capixaba, deputado federal César Colnago.    A identidade tucana do ex-governador Paulo Hartung é que causa repercussão. Seria mais uma forma de pressionar o governador Renato Casagrande, sugerindo a possibilidade de uma aliança PMDB-PSDB contra a unanimidade. Alheios a essas movimentações, os candidatos tucanos, ao governo, Guerino Balestrassi; e ao Senado, Sérgio Aurich, continuam trabalhando suas pré-candidaturas.   Já governador Renato Casagrande dribla a pressão do PMDB com oferta de manutenção da aliança. O governador afirmou nessa quarta-feira (12) às lideranças presentes ao encontro dos gestores municipais, na Findes, sua intenção e manter a aliança com PT e PMDB para a disputa deste ano. 

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Governo modifica data de licitação para concessão do Sistema Transcol

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O governo do Estado anunciou nessa quarta-feira (12) mudanças na data de abertura da licitação para outorga do serviço público de transporte coletivo na região Metropolitana da Grande Vitória (Sistema Transcol). De acordo com o aviso publicado no Diário Oficial do Estado, a sessão de recebimento das propostas foi adiada para o dia 29 de abril, cinco dias após o prazo inicial. A mudança se deve a alterações no texto do edital, segundo o presidente em exercício da comissão licitante, José Carlos Pereira Moreira, que assina a publicação. Pelo novo cronograma, as empresas de transporte interessadas têm até 09h30 do dia da abertura dos envelopes para a entrega de toda documentação de habilitação e da proposta econômica. A sessão pública para divulgação dos resultados acontece a partir das 10 horas, na sede da Secretaria estadual de Transportes e Obras Públicas (Setop), que será responsável pela licitação. Mesmo com a mudança, a previsão do governo é de que as empresas vencedoras da licitação iniciem a operação do sistema até o mês de outubro, caso a disputa não sofra qualquer tipo de atraso. O edital dividiu a operação em dois lotes: o primeiro abrange a região litorânea (Vila Velha, Vitória e uma parte da Serra), enquanto o outro compreende a parte continental (Cariacica, Viana, Vitória e a região oeste da Serra). No lote 1, o governo prevê uma frota de 812 ônibus para atender 166 linhas e sublinhas. Já o lote 2, terá 173 linhas e sublinhas, com uma frota de 844 veículos. A expectativa de receitas no período de concessão é de R$ 6,76 bilhões no primeiro lote e de R$ 6,88 bilhões no segundo ao longo dos 25 anos de concessão. O edital prevê que o governo pode prorrogar as concessões por mais 15 anos, porém, o contrato afasta a possibilidade de renovação automática. Segundo o diretor-presidente da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV), Léo Carlos Cruz, o edital da licitação veda a possibilidade de uma mesma empresa ou consórcio operar os dois lotes. “No caso de vitória de uma mesma empresa, ela terá que optar por qual lote deseja operar”. Além da operação do sistema Transcol, as empresas vencedoras também vão fazer a gestão do transporte coletivo nos municípios de Cariacica, Serra e Viana – cujas prefeituras já firmaram convênios com a Ceturb-GV para a operação dessas linhas.

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Câmara de Vitória aprova o Dia Municipal Sem Carro

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Cidade com a preocupante taxa de menos de dois habitantes por veículo (1,88), Vitória pode ganhar um Dia Municipal Sem Carro. O projeto de lei foi aprovado na Câmara na terça-feira (11). A data municipal será celebrada em 22 de setembro, mesmo dia em que se comemora o Dia Mundial Sem Carro. O autor da proposta é o vereador Davi Esmael (PSB).   Segundo dados da prefeitura – amparados no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – a proporção habitante/carro tem diminuído sensivelmente desde 2000, fato que justifica a preocupação. Vitória tinha 3,48 habitantes/carro; em 2006, eram 2,61 habitantes/carro; em 2010, 2,02 habitantes/carro.    A ideia do projeto é obviamente chamar atenção para o crescimento exponencial do transporte individual em Vitória e buscar meios alternativos de locomoção. O projeto prevê ainda a realização de atividades recreativas, campanhas e programas ao longo do ano – especialmente em 22 de setembro – para sensibilizar a população.   O aumento da quantidade de veículos na capital capixaba é flagrante. Em 2013, Vitória registrava uma frota de 185.427 mil veículos e uma população de 348.268 habitantes; em 2000, eram 83.956 mil e 292.304, respectivamente.    Só há duas opções para quem quiser dispensar o carro: ônibus ou bicicletas. O transporte público é caro e insuficiente, como se sabe. Os ciclistas, por sua vez, enfrentam a conduta hostil dos carros, disparando em alta velocidade pelas ruas, e uma rede cicloviária mal articulada e de infra-estrutura insatisfatória.   O projeto agora segue para sanção do Executivo, que tem 15 dias para se manifestar.

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Magistrados vão ter que prestar contas de bens e imóveis adquiridos em leilões

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O corregedor-geral de Justiça capixaba, desembargador Carlos Roberto Mignone, determinou, nesta quinta-feira (13), a obrigatoriedade da prestação de contas sobre imóveis e bens adquiridos em hastas públicas por juízes e desembargadores. De acordo com o Ofício Circular nº 14/2014, os magistrados terão que comunicar à Corregedoria a aquisição de bens neste tipo de leilão. A regra vale também para os cônjuges de togados, que têm as mesmas restrições impostas aos membros da magistratura. Segundo o ato publicado no Diário da Justiça, a comunicação de compra de quaisquer bens e/ou direitos deve ser encaminhada ao órgão de fiscalização até dez dias após o leilão. No texto, o corregedor-geral explica que a prestação de contas é uma exigência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabeleceu regras para a participação de magistrados em hastas públicas. Os togados e cônjuges não podem atuar em leilões realizados pelo Poder Judiciário no âmbito do tribunal em que atua. Em novembro do ano passado, o plenário do CNJ tornou mais rígida a norma que proibia a participação de magistrados em hastas públicas. Antes, a limitação se resumia à comarca em que ele atua. No entanto, a regra foi endurecida após o julgamento de uma reclamação movida pela esposa de um juiz trabalhista de Itabareba, no interior da Bahia. Ela havia sido proibida de participar do leilão pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5), que promovia o leilão. Durante o julgamento do caso, o voto do relator, conselheiro Rubens Curado, foi acolhido pela maioria do plenário. Na ocasião, o conselheiro consolidou o entendimento “de que a participação do cônjuge ou companheiro do magistrado em hasta pública equivale à participação do próprio magistrado”. Nos autos do processo (0001363-95.2013.2.00.0000), a esposa do juiz afirmou que é empresário e alegou ter “direito líquido e certo de arrematar bens nas hastas públicas do TRT5”, porém, Curado entendeu que a legislação é categórica ao vedar a participação dos magistrados. O conselheiro explicou que a regra tem como objetivo garantir a lisura dos leilões, “impedindo-se a participação de quem, mesmo que indiretamente, possa interferir ou desequilibrar a necessária isonomia entre os participantes da hasta pública”.

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Vale e Arcelor são responsáveis pela instalação do porto em Ponta da Fruta

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O principal destaque da audiência pública realizada nessa quarta-feira (12) na Assembleia Legislativa sobre o superporto pleiteado para o município de Vila Velha foi, sem dúvidas, um documento intitulado “Considerações sobre as manifestações da sociedade civil”, anexado ao estudo da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) em que a Vale, a ArcelorMittal, a Gerdau e a Usiminas declaram que se tal empreendimento fosse instalado em Praia Mole, na Serra, haveria um desalinhamento com planejamento elaborado pela ONG Espírito Santo Em Ação, que representa os interesses do empresariado no Estado. Em outras palavras, causaria “severas interferências nos planos de expansão das empresas já instaladas no local”, justamente a Vale e a Arcelor. O projeto do porto foi, então, transferido para a Ponta da Fruta, onde causará inúmeros prejuízos a moradores e pescadores tradicionais, intensa degradação ambiental e usurpação do espaço da praia.    A revelação foi feita pela representante do Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV), Irene Léia Bossois, que teve acesso tanto ao estudo da Codesa como ao documento em anexo. Não pelas versões oficiais da companhia, mas sim “por meio dos nossos contatos”, como ela mesma relatou. O estudo da Codesa não ignora que a região da Ponta da Fruta, atualmente a mais cotada para a instalação do porto de águas profundas, tem condições de mobilidade urbana e de logística portuária totalmente desfavoráveis à instalação do empreendimento. Também detalha que a construção do superporto no balneário de Vila Velha sairá muito mais cara do que em Praia Mole. Entretanto, a escolha da região é apontada no estudo como um “refinamento técnico” dos resultados obtidos.    “Tubarão não foi construído com recursos da Vale nem da Arcelor. Tubarão é público. E outro porto público deveria ser instalado somente naquela área, que já está degradada”, esclareceu Irene Léia. Após, pediu aos deputados e vereadores que convocassem a população da região que será impactada pelo porto a participarem de um referendo sobre a instalação do empreendimento.   Anteriormente, Irene, que é mestre em Planejamento Urbano e Regional, apresentou o Plano Diretor Municipal (PDM) de Vila Velha e seus artigos referentes ao uso e ocupação do solo, que não condizem com a instalação de um porto de águas profundas naquela área. Pelo PDM (Lei 4575/2007), a instalação do porto não é compatível com nenhuma das zonas de uso da Região Administrativa V, que engloba os bairros da Grande Terra Vermelha e Guaranhuns, a área mais impactada com a instalação do empreendimento. O superporto é planejado para uma área ambientalmente diversa e com ocupação restrita, composta por Zonas de Especial Interesse Ambiental (ZEIAs), Zonas de Ocupação Restrita (ZORs), Zonas de Ocupação Controlada (ZOCs) e Zonas de Proteção do Ambiente Cultural (ZPAC). Nenhuma delas compatível com o impacto do superporto que, como registrou Irene, será de, no mínimo, grau IV, quando o PDM sequer autoriza para a região impactos de grau III.   “A Prefeitura deve muito a essa região um plano de incentivo ao turismo. Essa região está abandonada, o que leva os moradores a acreditarem que o superporto será a redenção do local”, destacou, frisando que o poder público poderia ter diversos outros benefícios se aproveitasse o potencial ecológico da região para gerar riquezas. “Aceitar o porto é abrir mão da importância histórica do local e impactar diretamente as famílias da região, que buscam tranquilidade em seus lares. É um impacto grande demais para que a população de Vila Velha não acompanhe de perto esse projeto”.   Os danos ambientais não deixaram de ser, mais uma vez, explicados pela ONG Voz da Natureza e pelo Instituto Jacarenema de Pesquisa Ambiental (Injapa), representados respectivamente pelo oceanógrafo Hudson Pinheiro e Petrus Lopes. Petrus, aliás, classificou o porto como “uma ideia fora de hora e de local”, lembrando que sua instalação acontecerá em um ponto crucial entre as bacias do Rio Jacarandá e do Rio do Congo, que contribuem com a cheia do Rio Jucu. “O que será de Vila Velha na próxima chuva forte, se essa área estiver terraplanada?”, questionou, dando a dimensão real do problema. Petrus também cobrou da Prefeitura de Vila Velha a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) Lagoa Grande, bem como a constituição de seu conselho, que serão essenciais para levar o debate da construção do superporto à população local e, também, para que haja ainda mais enfrentamento da sociedade civil a esse projeto. Como ele mesmo ponderou, a própria população precisa se unir. “Essa discussão já passou dos limites. Está claro que o porto não deve ir para Vila Velha e que só está indo por conta da força de grandes empresas”, finalizou.   O porto é uma reivindicação antiga dos trabalhadores portuários, representados na audiência por Luiz Fernando Barbosa Santos, engenheiro civil e advogado da Comissão de Excelência da Orla Portuária. Entretanto, como relatou, os trabalhadores são contra a instalação do terminal portuário em Ponta da Fruta. Ele retratou que o Estado está, sim, com sua infraestrutura portuária defasada quando comparado às instalações portuárias voltadas para contêineres – o foco do superporto – dos estados vizinhos, Rio de Janeiro e Bahia, que já recebem os maiores navios do mundo. Mas que esse cenário se deve a um longo atraso na tomada de decisões.   Desde 1975, relatou, a necessidade do aumento da capacidade do porto de Praia Mole já era prevista em estudos e, inclusive, um projeto em que a Prefeitura de Vitória, o governo do Estado e o governo federal se envolviam para a ampliação desse porto foi apresentado na Bélgica, devido à sua capacidade de provocar baixos impactos. “Para quê impactar áreas verdes se já há áreas impactadas?”, questionou, acrescentando que já há um protocolo de intenções que sinaliza a instalação de um superporto de contêineres no Estado na área em questão. Esse protocolo, segundo Luiz, foi firmado em 2009 entre as três instâncias do poder público e já determina como e onde esse porto deve ser construído.   A Voz da Natureza realizou uma apresentação sobre a realidade biológica da região, semelhante à que já

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