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Século Diário

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Incêndio criminoso destrói terras de quilombola que denunciou Aracruz

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  Na madrugada desse domingo (9), um incêndio consumiu parte dos 16 hectares da propriedade rural de Manoel Pedro Serafim. O quilombola afirma convicto que o incêndio foi intencional. “Os criminosos lançaram garrafas incendiárias (tipo coquetel molotov) na vegetação”. Ele afirma que o atentado é em represália às críticas que vem fazendo à Aracruz Celulose (Fibria).    Serafim foi personagem de uma reportagem especial publicada nesse domingo (9) em Século Diário, na qual ele denuncia o uso indiscriminado de veneno pela Aracruz que, segundo o quilombola, se intensificou nos últimos anos.    Serafim relata que as comunidades que vivem cercadas pelas florestas de eucaliptos estão adoecendo e mesmo morrendo em decorrência do uso abusivo de veneno. “Eles incendiaram minhas terras para me intimidar, mas isso não vai me intimidar. Vou seguir lutando para impedir que o veneno continue matando as pessoas”, avisou.     O quilombola, que mora em São Mateus, a 15 minutos de sua propriedade, disse que foi avisado que suas terras estavam em chamas na madrugada do domingo (9). Serafim acionou imediatamente o Corpo de Bombeiros. “Logo depois dos bombeiros, apareceu uma brigada de incêndio da Aracruz. Não entendi como eles souberam do fogo tão rapidamente. Eles chegaram do nada”, disse com ar de espanto.    Na manhã do domingo, Serafim passou a contabilizar os estragos causados pelo incêndio. Ele disse que perdeu mais de 100 pés de coco. Boa parte da madeira que estocava para fazer carvão também foi queimada. “Até a reserva de Mata Atlântica foi atingida pelas chamas”, lamentou.   Apesar dos prejuízos, Serafim disse que decidiu não registrar ocorrência. “Polícia? A polícia daqui só faz prender negro. Não vou perder meu tempo com polícia. Vou continuar na luta contra a Aracruz”.      Serafim voltou a afirmar que a empresa está por trás do atentado. Ele ainda citou a reportagem de Século Diário. Disse que as pessoas perceberam a presença da equipe de reportagem, que esteve no local três ou quatro vezes em janeiro deste ano. No sábado (8), conta Serafim, a comunidade já sabia da reportagem, publicada no domingo (9). 

10/03/2014 / 0 Comments
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Indígenas aprovam a implantação de escola de ensino médio e técnico em aldeias do Estado

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O governo do Estado divulgou, na última semana, que será criada uma unidade escolar de ensino médio na aldeia de Caieiras Velhas, em Aracruz, norte do Estado. A Escola Estadual Indígena de Ensino Médio Caieiras Velhas será a primeira escola do Espírito Santo a ofertar o ensino médio em uma aldeia e terá a capacidade de atender até 500 alunos em três turnos, nas modalidades de ensino médio regular e Educação de Jovens e Adultos (EJA).   Como afirma Paulo Tupinikim, Coordenador Micro Regional da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), o número de vagas que será aberto com a construção da nova escola é suficiente para atender aos adolescentes das aldeias Areal, Olho D’água, Piraqueaçu, Boa Esperança, Irajá, Três Palmeiras, Pau Brasil e Caieiras. Paulo explica que a previsão do início da construção da nova unidade é para o segundo semestre deste ano. Concomitantemente, as aulas já começarão a ser ministradas em um prédio de uma escola de ensino fundamental, localizado na mesma aldeia e cedido pela Prefeitura do município para que as aulas sejam iniciadas.   O currículo da escola, que por ser indígena e rural possui métodos pedagógicos diferentes das escolas urbanas, será amplamente discutido com a comunidade composta pelas diversas aldeias atendidas pela unidade. Manter os adolescentes indígenas nas aldeias, tendo uma educação que respeita e reafirma sua cultura, é fundamental, como retrata Paulo. Segundo ele, os índios que, atualmente, precisam sair das aldeias para dar continuidade aos seus estudos são, muitas vezes, vítimas de preconceito e racismo. Educadores indígenas serão selecionados para compor a equipe pedagógica a partir de um edital específico, que contemplará uma proposta pedagógica que se assemelhe à realidade das comunidades indígenas do Estado. Segundo o governo, os professores participarão de formações a fim de oferecer subsídios à adequação dos currículos, definição das metodologias e dos processos de avaliação que atendam à Educação Escolar Indígena. Além disso, como detalha Paulo, há um processo de discussão junto à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) para que os professores que serão formados e até mesmo os graduandos do futuro curso de Educação Indígena atuem na escola de ensino médio das aldeias. Esse trabalho, que será desenvolvido como um projeto de extensão, já foi aprovado por todos os departamentos relacionados à educação indígena na Ufes. O funcionamento ou não do curso de Educação Indígena da Ufes aguarda parecer do Ministério da Educação (MEC), a partir da publicação do edital de adesão das universidades brasileiras ao Programa de Apoio à Formação Superior de Professores que Atuam em Escolas Indígenas de Ensino Básico (Prolind), que acontecerá no próximo mês de abril.   O curso de licenciatura em Educação Indígena será focado na formação dos próprios índios que já atuam ou querem atuar nas escolas das aldeias de Aracruz e a previsão é de que, em um prazo de cinco anos, o mesmo seja implantado nas aldeias, na Base Oceanográfica da Ufes e no campus de Goiabeiras. Esse curso é uma reivindicação antiga dos indígenas, que já tramitava internamente na universidade desde junho do ano passado. O curso nasceu a partir do terceiro projeto desenvolvido pelos próprios indígenas e apresentado à Ufes. Os anteriores foram recusados.   A escola de Caieiras Velhas está dentro da proposta do fortalecimento da Educação no Campo, que compõe o Mapa Estratégico da Secretaria de Estado da Educação (Sedu).

10/03/2014 / 0 Comments
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Governador joga conta da violência na entrada indiscriminada de armas no País

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Durante o discurso inicial da prestação de contas no Plenário da Assembleia Legislativa, na tarde desta segunda-feira (10), o governador Renato Casagrande, ao abordar o tema segurança pública, repetiu o discurso do secretário de Estado de Segurança André Garcia para justificar o índice de homicídios no Estado, que vem registrando elevação desde janeiro desde ano. No carnaval, em especial, a violência foi alarmante: 31 pessoas foram assassinadas nos quatro dias de folia.   Casagrande disse que a proliferação de armas de fogo e a intolerância da população também influenciam no alto número de mortes violentas no Estado. Ele lembrou que as armas de fogo não são produzidas no Estado, e que elas vêm de fora – salientando a necessidade de fiscalizações para a apreensão de armamento. O governador também apontou que grande parte dos homicídios no Estado acontecem por intolerância e que são crimes de proximidade.    O governador acrescentou que a população precisa ser mais tolerante e consciente, e finalizou os apontamentos sobre segurança dizendo que o Estado vai doar mil câmeras de videomonitoramento para auxiliar no combate à criminalidade e que a Polícia Militar vai contar com mais 1,1 mil homens até 2015.    O discurso de dizer que deve haver – por parte do Exército e da Polícia Federal – uma fiscalização mais acirrada do tráfico de armas de fogo parece ter sido institucionalizada pelo governo do Estado. No entanto, o mesmo governo também tem certa responsabilidade – senão muita – nos altos índices de mortes violentas na última década. A impunidade é um dos principais pilares que sustentam os índices astronômicos de homicídios, que colocam o Estado no topo do ranking nacional de mortes – segundo mais violento do País.   Esta impunidade é motivada pela falta de estrutura da polícia. Muitas crimes não são investigados. A maioria das prisões dos crimes de homicídio ocorre quando há flagrante. E é aí que o Estado entra – ou deveria entrar – aparelhando o aparato de investigação e possibilitando que se possa angariar materialidade para processar homicidas.    No entanto, o que se vê no Estado é a Polícia Civil desaparelhada e com falta de material humano e recursos tecnológicos que dariam mais chances para a investigação ser bem-sucedida. Nesta segunda-feira (10), foram nomeados 283 policiais civis no Estado, que podem auxiliar na elucidação de crimes. Porém, a realidade atual do Estado é de abandono na investigação, principalmente no interior, e de sucateamento da Polícia Técnico-Científica.    Para se ter uma ideia da relação entre impunidade e aumento de homicídios bastar tomar como exemplo o cumprimento da  da chamada Meta 2, que faz parte da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), que mostra que o Estado, um dos mais violentos do País, também se destaca nas estatísticas sobre a impunidade em crimes contra a vida. De acordo com os resultados divulgados pelo Ministério Público Estadual (MPES), ao final de 2013 o órgão ministerial havia cumprido somente 52,1% da meta, que previa a conclusão dos todos os inquéritos policiais que apuram homicídios, incluindo as tentativas, instaurados até o final de 2007.   De acordo com dados do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que acompanha o cumprimento da meta, o MP capixaba ficou somente na 22ª colocação entre os órgãos ministeriais dos estados. Dos 16.148 inquéritos enquadrados no trabalho, restam ainda 7.732 para serem analisados ao longo de 2014.   Dos 8.416 inquéritos movimentados, a maior parcela (85%) acabou sendo arquivada. Já os casos que resultaram na denúncia dos acusados pelos homicídios – tentados ou consumados – apenas 11% se transformaram em denúncia na Justiça. Outros 4% dos casos acabaram sendo desclassificados, ou seja, não fazem mais parte da meta. Muito embora, o MP capixaba tenha ficado em terceiro lugar em produtividade.   Isso quer dizer que não havia elementos ou materialidade para denunciar os suspeitos de homicídios. Em alguns casos, quando começaram os trabalhos da Meta 2, nos inquéritos policiais não havia nada além do que o boletim de ocorrência. 

10/03/2014 / 0 Comments
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MPES vai recorrer de decisão que absolveu Paulo Hartung

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O Ministério Público Estadual (MPES) vai recorrer da decisão de 1º grau que julgou improcedente uma ação de improbidade contra o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e mais sete pessoas por supostas fraudes nas obras do Posto Fiscal São José do Carmo, em Mimoso do Sul. A informação é do promotor de Justiça Dilton Depes Tallon Neto, autor da denúncia. Ele afirmou que está aguardando a remessa dos autos do processo ao órgão ministerial. Apesar de discordar dos termos da decisão, o promotor preferiu não adiantar o conteúdo do futuro recurso. “Só vou me manifestar no processo”, explicou ao ser questionado sobre as razões levantadas pelo órgão ministerial. Dilton Depes explicou que o prazo para a apresentação do recurso é de 30 dias, já que o Ministério Público tem o dobro do prazo normal em ações deste tipo. O recurso de apelação será julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Independentemente da manifestação da promotoria, a decisão da juíza da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Telmelita Guimarães Alves, já deveria passar pelo reexame do tribunal. No entanto, a apelação pode mudar a conotação do julgamento, já que a sentença não será a última palavra antes da subida do caso. Em função da sentença, a magistrada determinou o arquivamento do processos, antes mesmo da fase de instrução e coleta de novas provas sobre as obras do posto fantasma. Na decisão do último dia 26, a juíza se antecipou a análise de mérito para absolver o ex-governador e os ex-integrantes de sua administração pelo episódio. Telmelita Alves considerou que não houve o desperdício de dinheiro público nas obras do posto fiscal. A juíza também afastou a existência de irregularidades na suplementação de verbas mesmo após a extinção do posto. Na denúncia original, ajuizada em março do ano passado, o promotor Dilton Depes acusou o ex-governador Paulo Hartung e seus auxiliares de “torrarem cerca de R$ 25 milhões”. Ele se referiu às obras como “desperdício do dinheiro público” com o projeto, que não saiu da fase da terraplanagem e não tem hoje qualquer previsão de utilização pela atual administração. Além de Hartung, foram denunciados os ex-secretários da Fazenda, José Teófilo de Oliveira (atual sócio do ex-governador no escritório de consultoria Éconos) e Bruno Pessanha Negris (ex-presidente e atual membro da diretoria do Banestes); o ex-secretário de Transportes e Obras Públicas, Neivaldo Bragato; o ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES), Eduardo Antônio Mannato Gimenes; além de três ex-membros do Conselho de Administração do DER-ES à época.

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PT capixaba define candidatura ao Senado neste sábado

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Neste sábado (15), o PT capixaba reúne os delegados do partido, eleitos no PED 2013 (Processo de Eleições Diretas), para a primeira decisão oficial do partido visando à disputa deste ano. O grupo se reúne no auditório Manoel Vereza, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), das 8 às 13 horas para definir quem será o candidato ao Senado pelo partido.   Em 15 de fevereiro passado, em uma reunião ampliada do diretório estadual, também na Ufes, o presidente regional do partido, João Coser e a senadora Ana Rita assinaram o livro de pré-candidatura, que fica à disposição de algum eventual candidato até o dia do encontro.    Os interessados em disputar vagas proporcionais no PT devem assinar o livro de candidatura até o próximo dia 20. Caberá aos delegados decidirem quem vai ser o candidato majoritário do partido. Neste sentido, a expectativa é de que o debate sobre a conjuntura política da eleição deste ano seja denso durante o encontro.    Recentemente, o vice-presidente do PT estadual, José Carlos Nunes, afirmou à imprensa que o partido admitia discutir a composição de vice na chapa do governador Renato Casagrande. A declaração causou repercussão dentro do partido, já que para muitas lideranças petistas essa composição vai de encontro à orientação da nacional de que o partido deve ter candidatura majoritária.    Além de atender ao interesse da cúpula petista de ampliar a base de Dilma no Senado, a candidatura garante o espaço da presidente na campanha no Estado, já que o partido tende a permanecer no palanque do socialista Renato Casagrande, que promete uma postura neutra em relação à disputa nacional, para não entrar em rota de colisão nem com Dilma nem com o candidato do PSB a presidente da República, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.    Mesmo com a polêmica criada por Nunes, a tendência interna é de que Coser tenha a candidatura abonada, já que detém a maioria no partido. Como o PED é proporcional, os outros grupos que disputaram a presidência regional do PT no ano passado – Ana Rita, da corrente Articulação de Esquerda e Perly Cipriano, da Construindo um Novo Brasil – também têm representação entre os delegados, o que torna Coser franco favorito.

10/03/2014 / 0 Comments
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Congresso analisa MP que muda regime de contratações de obras para construção de presídios

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A Comissão Mista do Congresso Nacional, que analisa Medida Provisória (MP) que institui o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) para obras de unidades prisionais e socioeducativo, pode votar nesta quarta-feira (12) a proposta que estende o regime.    O RDC foi instituído para substituir a Lei de Licitações (8.666/93), sendo aplicado às licitações e contratos necessários à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016; da Copa das Confederações; da Copa do Mundo, neste ano; de obras de infraestrutura e de contratação de serviços para os aeroportos das capitais dos estados da federação distantes até 350 km das cidades sedes dos mundiais; das ações integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); das obras e serviços de engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS); e às licitações e contratos necessários à realização de obras e serviços de engenharia no âmbito dos sistemas públicos de ensino.   O parecer da relatora da matéria, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-RS) deve ser apresentado nesta terça-feira (11) para votação na quarta-feira. Caso não haja consenso sobre o texto, ou algum parlamentar apresente pedido de vista na apreciação, a votação pode ser adiada. O prazo máximo dado pelo presidente da comissão, deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) é o dia 19 de março. Foram apresentadas 30 emendas, a maioria estabelecendo a medida para outros setores.   De acordo com a medida provisória, o valor estimado da contratação será calculado com base nos valores praticados pelo mercado, nos valores pagos pela administração pública em serviços e obras similares ou na avaliação do custo global da obra, aferida mediante orçamento sintético ou metodologia expedita ou paramétrica.   A expectativa, a partir da medida, é que a contratação das obras e construções de presídios ocorram de maneira mais rápida e menos burocrática.     Pelo RDC, é permitido que todas as etapas de uma obra sejam feitas por uma única empresa, diferente da Lei de Licitações, em que os projetos básico e executivo devem ser feitos por empresas diferentes.   

10/03/2014 / 0 Comments
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Turma recursal mantém condenação e advogado terá de indenizar ex-clientes

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A 3ª Turma Recursal dos Juizado Especial da Capital manteve a condenação do advogado capixaba Wesley Margotto Costa, que terá de indenizar em R$ 20 mil um casal de ex-clientes por danos morais. No último dia 26 de fevereiro, o colegiado rejeitou os embargos de declaração contra o acórdão. Em seu voto, a relatora do recurso, a juíza Telmelita Guimarães Alves, negou a existência de erro de fato na decisão, que apontou a existência da “perda de uma chance” pelo fato do causídico não ter recorrido de uma sentença desfavorável aos ex-clientes. “A [parte] embargante pretende, na verdade, reformar o pronunciamento [da sentença], o que não é possível em sede de embargos de declaração, pois estes visam tão somente a suprir omissões, obscuridades ou contradições que possam viciar a decisão, não sendo cabível para rever as questões abordadas nesta. Assim, estando a embargante insatisfeita com a decisão, deverá interpor o recurso cabível e adequado perante a instância superior”, afirmou a juíza. No recurso, a defesa alegava que o advogado teria deixado de recorrer com base em sua autonomia técnico-funcional, o que seria garantido pelo Estatuto da Advocacia. Wesley Margotto também sustentava que a decisão pela indenização aos ex-clientes seria omissa devido ao fato dela não indicar o valor econômico da suposta chance perdida. Ele afirma que a baixa probabilidade de sucesso do recurso recomendava o seu não-ajuizamento, sob pena dos ex-clientes terem mais custos devido à sucumbência “quase certa”, condenação imposta às partes que têm recursos negados no âmbito dos juizados especiais. No mesmo caso, a juíza Telmelita Alves sequer admitiu o recebimento de uma petição pública de repúdio à decisão anterior do colegiado. Ao todo, 102 advogados de todo o País se solidarizaram com a situação do colega, que pretende formalizar uma reclamação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), além do pedido de providências junto ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pela suposta violação da prerrogativa profissional no episódio. Entenda o caso O processo contra o advogado foi motivo por dois ex-clientes (Luana Sarcinelli de Souza e Luis Antonio de Souza), que perderam uma ação indenizatória movida contra um vizinho no ano de 2007. Eles alegavam que teriam sido ofendido pelo vizinho, que teria feito manobras perigosas com um automóvel – denominadas de “cavalos de pau” – e gestos em frente da residência dos dois – pai e filha. Na sentença de mérito, prolatada em junho de 2009, o juiz Rogério Rodrigues de Almeida julgou improcedente o pedido, sob alegação de que a discussão “não passou de um bate-boca, uma troca de ofensas pessoais” em consequência de uma rixa anterior entre as partes. Na ocasião, o magistrado registrou que as provas trazidas pelos autores daquela primeira ação “não se prestam para provar os fatos descritos na inicial”, apenas corroboraram com o clima de animosidade entre os vizinhos. “Situações como a descrita nos autos são consideradas como impossíveis de gerar abalos à dignidade e à honra”, cravou o juiz. Essa interpretação teria sido responsável pela opção do advogado Wesley Margotto em não recorrer daquele julgado. Entretanto, o advogado acabou sendo processado pelos dois ex-clientes, que alegavam supostos danos causados pelo ex-defensor. Além da eventual perda do prazo, os antigos clientes acusavam o advogado de não ter os comunicado de atos durante o transcorrer do processo. Wesley Margotto se defendeu sob alegação de que os clientes tinham conhecimento da sentença e não poderiam alegar desconhecimento no acesso à Justiça – acompanhamento do processo via internet – sobre os riscos com o recurso, porém, o juiz Carlos Magno Moulin Lima deu razão a casal e se manifestou pela segunda vez sobre o caso. Em março deste ano, a 3ª Turma Recursal da Capital havia anulado a primeira sentença do magistrado em função dele não ter considerado todos os pedidos feitos pela defesa de Wesley Margotto durante a tramitação do processo. Na ocasião, ele havia condenado o advogado ao pagamento de R$ 20 mil aos ex-clientes por danos morais. Na sentença “refeita”, o juiz manteve a íntegra da decisão anterior, confirmada pelo colegiado recursal em novembro do ano passado.

10/03/2014 / 0 Comments
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Para manter unanimidade, Casagrande pode ceder a vice ao PMDB

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Os estudos sobre uma suposta crise fiscal no governo de Renato Casagrande (PSB), divulgados neste domingo (9) no jornal A Gazeta, foram interpretados pelos meios políticos uma investida do grupo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) para travar um debate econômico em um possível palanque alternativo.    Mas para algumas lideranças o movimento é apenas uma maneira de enfraquecer o governador em um processo de pressão para acomodação no palanque palaciano, visando o debate eleitoral de 2018. Neste sentido, as movimentações seriam para garantir, além da manutenção da aliança na disputa deste ano entre PT, PMDB e PSB, a sucessão ao PMDB, quando Renato Casagrande terminar o segundo mandato, caso vença a disputa de outubro próximo.   O governador teria oferecido a vaga ao Senado para o ex-governador, mas Hartung estaria interessado em uma outra composição. Isso garantira a vaga do Senado ao presidente do PT, João Coser. Além de manter o espaço do partido no grupo, Coser é aliado de Hartung, por isso, sua colocação em qualquer espaço preencheria o espaço não do partido, mas do ex-governador.    A negociação agora seria para emplacar outro emissário de Hartung no palanque palaciano. O grupo estaria de olho na vaga de vice. A colocação abriria espaço para que o PMDB governe o Estado no período de desincompatibilização de Casagrande – caso o socialista vença a reeleição e dispute o Senado em 2018. A movimentação contemplaria o deputado federal Lelo Coimbra.   Lelo Coimbra, além de já ter ocupado o cargo de vice no governo Paulo Hartung, é um dos principais aliados do ex-governador. Por isso, sua acomodação na vice garante o DNA de Hartung na chapa. Isso também resolve o problema eleitoral do deputado federal. Com uma chapa pesada para a disputa e sem o apoio da máquina, para os meios políticos, Lelo teria dificuldades em se reeleger para a Câmara dos Deputados.    Mas sua entrada na chapa como vice não garantiria ao deputado a disputa ao governo em 2018. Dentro do processo de acomodação é preciso uma contrapartida ao governador Renato Casagrande, que em 2018 seria naturalmente candidato ao Senado.    Neste sentido, a ideia seria puxar o senador Ricardo Ferraço para a disputa ao governo, o que abriria o caminho para Casagrande ser eleito senador com o apoio do grupo. Além disso, se Ricardo for eleito, garante o direito à reeleição para o PMDB, o que não aconteceria se Lelo fosse o candidato, já que uma vez assumido o governo, mesmo na interinidade, seis meses antes da eleição, só teria direito a um mandato. 

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Sejus contrata empresa para fornecer alimentação aos presos do CDP de Marataízes

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A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) contratou, através de processo de licitação na modalidade menor preço, a empresa Sabor Original para fornecimento de alimentação aos presos do Centro de Detenção Provisória de Marataízes (CDPM), no sul do Estado. O valor mensal estimado do contrato é de R$ 142.461,60, com etapa diária de R$ 11,27, podendo variar em R$ 4,05. A vigência do contrato é de três anos.      O fornecimento de alimentação para os detentos da unidade era feito pela empresa MS Quintino, que é ré em ação movida pelo Ministério Público Estadual (MPES) sobre suspeitas de irregularidades no fornecimento das “quentinhas”. Os contratos da MS Quintino e da Viesa Alimentação – outra empresa que responde ao processo – estão sendo paulatinamente substituídos por novas.    O ex-secretário de Estado de Justiça, Ângelo Roncalli está respondendo a ação de improbidade administrativa por fraudes no fornecimento de alimentação para o sistema prisional. Os bens de Roncalli chegaram a ser indisponibilizados pelo juízo da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Vitória, mas, em julgamento realizado em 26 de fevereiro, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) acolheu recurso da defesa do ex-secretário contra a decretação da indisponibilidade dos bens. No entanto, Roncalli vai continuar respondendo à ação.    As ações que envolvem o ex-secretário e as empresas versam sobre superfaturamento na contratação e o fornecimento de comida estragada para os presos.    A Viesa Alimentação também é alvo de ação civil pública movida pela Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-ES). Em 12 de dezembro de 2013, a juíza Heloísa Cariello, da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual determinou que o Estado substituísse a empresa em todos os contratos que estavam em vigor, contratando emergencialmente outras empresas.    Em janeiro deste ano, a Sejus formalizou a contratação emergencial das empresas Alimentares Refeições Ltda e Sabor Original para o fornecimento de refeições em duas unidades prisionais que eram atendidas pela Viesa Alimentação.   Em inspeção na Viesa, a Vigilância Sanitária concluiu que a empresa não tinha condições sanitárias que garantiriam a qualidade e segurança dos alimentos preparados, mas não optou pela interdição sob o argumento de que seria inviável a contratação de outro serviço para atender imediatamente a prestação de serviço, sendo que a interdição seria um risco de caos no sistema prisional, podendo causar danos irreparáveis.

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Senado retoma discussão sobre convalidação de incentivos fiscais

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O Senado Federal deve retomar nas próximas semanas a discussão sobre a convalidação dos incentivos fiscais concedidos pelos Estados. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, o presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), pretende designar esta quarta-feira (12) o relator do projeto de lei que regulamenta a concessão de novos benefícios. No entanto, a proposta garante ainda a “regularização” dos atuais incentivos – até mesmo aqueles que estão sendo alvo de questionamentos na Justiça. O texto de autoria do senador Gim Argello (PTB-DF) é apoiado por governadores e pela Associação Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável (Adial Brasil), entidade criada pelas indústrias beneficiadas por incentivos. No ano passado, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) – garoto-propaganda da proposta – se reuniu com o colega capixaba Renato Casagrande para pedir apoio à regulamentação dos benefícios fiscais, que hoje carecem de uma lei complementar específica. O tucano visitou outros dez governadores, levando a tiracolo representantes da associação, que idealizou o projeto. Pelo texto, o limite de desconto (incentivo) que os estados podem oferecer sobre o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) depende da participação no Produto Interno Bruto (PIB) do país. A margem de pode variar de 35% até 85% de benefício, sendo que os estados com menor participação do PIB poderão conceder mais descontos. Além disso, o projeto vai permitir a convalidação dos incentivos fiscais em vigor nos estados, Distrito Federal e até nos municípios, além como a mudança no critério para autorização e proibição de benefícios pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que passaria a ser por maioria absoluta e não mais por decisão unânime. Essas brechas atende aos interesses da entidade e da maior parte dos governos estaduais, cujos incentivos são alvos de questionamentos na Justiça por falta de lei específica ou aprovação do Confaz. O Espírito Santo é um dos estados que enfrentam ações na Justiça, tanto na esfera local quanto no Supremo Tribunal Federal (STF). Na principal corte do País, o Estado é alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 4935) contra os incentivos dos chamados Contratos de Competitividade (Compete-ES) ao setor atacadista. Essa mesma ferramenta também é questionada em ações populares no Tribunal de Justiça do Estado (TJES) em relação a outros setores. Segundo o Valor, o autor da proposta previu que o texto deve ser aprovado pela CDR do Senado em até 60 dias. No entanto, membros da base aliada do governo ponderam que o calendário legislativo apertado este ano pode adiar a votação. Contudo, o posicionamento de alguns senadores sobre o assunto já é conhecido. Um dos casos é do senador capixaba Ricardo Ferraço (PMDB), membro da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e que defende a convalidação dos atuais incentivos e mudanças nos critérios do Confaz.

10/03/2014 / 0 Comments
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