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TJES mantém absolvição de ex-prefeito por compra de cadeira massageadora

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A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve a absolvição do ex-prefeito de Venda Nova do Imigrante (região serrana), Braz Delpupo, em uma ação de improbidade pela compra de uma cadeira massageadora, no ano de 2006. Em julgamento realizado no último dia 25, o colegiado avaliou que a aquisição não importa, de forma isolada, em um ato ímprobo. O ex-prefeito justificou que a compra da cadeira foi a solução para atenuar as dores advindas de um problema de coluna. No acórdão do processo nº 0001520-39.2006.8.08.0049, publicado nesta quinta-feira (6), o relator do caso, desembargador Álvaro Bourguignon, rechaçou os argumentos do Ministério Público Estadual (MPES), autor da denúncia original, que foi julgada improcedente pelo juízo de 1º grau. Para o magistrado, não foi comprovada a existência de dolo (culpa) no momento da compra do assento especial, cujo valor na época era de R$ 3,6 mil. “A aplicabilidade da Lei de Improbidade Administrativa deve ser analisada pelo julgador de forma atenciosa, prudente, com bom senso, considerando a severidade da lei, capaz de suspender os direitos políticos, determinar a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. Para os fins da lei, nem todo o ato irregular ou ilegal configura ato de improbidade”, ponderou. Na denúncia original, o Ministério Público alegava que o então prefeito teria feito a aquisição sem “qualquer justificativa plausível”. A promotoria sustentou a tese de que a utilização da cadeira não estava associada a qualquer tipo de tratamento de enfermidade, assim como não havia qualquer comprovação científica sobre os resultados obtidos na melhoria da saúde do ex-prefeito após o uso do novo assento. Na sentença de 1º grau, de julho do ano passado, o juiz da comarca de Venda Nova, Valeriano Cezário Bolzan, afastou qualquer irregularidade na aquisição. Durante a instrução do processo, uma perícia técnica constatou que a poltrona não trazia benefícios à saúde, porém, o juiz entendeu que o “material promocional do produto pode ter levado o ex-prefeito ao erro quanto à finalidade da cadeira”.

06/03/2014 / 0 Comments
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Chuvas: famílias atingidas em Vitória podem sacar FGTS

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Aproximadamente 200 famílias de Vitória que tiveram suas residências atingidas pelas chuvas de dezembro de 2013 têm direito à liberação do dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Uma equipe da Defesa Civil Municipal, em parceria com a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), visitou os munícipes na última semana e uma reunião para informar os procedimentos de habilitação para o saque foi realizada quinta-feira (27).   O munícipe deve buscar uma declaração junto à Defesa Civil ou à Sehab para que possa, em conjunto com os demais documentos exigidos, dar entrada na habilitação para saque.    Apenas os moradores das residências atingidas pelas chuvas e mapeadas pela Defesa Civil têm direito a sacar o FGTS. É preciso ainda que a pessoa tenha saldo no Fundo para que o saque seja habilitado. Como o número de beneficiários em Vitória é pequeno, a Caixa Econômica Federal vai entrar em contato, entre os dias 6 e 14 de março, com os munícipes cadastrados e que já solicitaram a Declaração Municipal a fim de informar a agência para atendimento.   É preciso comparecer à agência indicada até o dia 14 de março portando documentos pessoais (original e uma cópia simples), Carteira de Trabalho, declaração fornecida pela Prefeitura e cartão do cidadão (caso a pessoa já tenha).   Serviço A Defesa Civil Municipal fica na Rua Leone Souza Guedes, 25, Ilha de Monte Belo (ao lado da Faesa da Avenida Vitória). Telefones: 3382-6167 e 3382-6168. A Sehab fica na Rua Vitório Nunes da Motta, 220, 7º andar (Serviço de Informações sobre Moradia), Enseada do Suá (antigo prédio da Telemar). Telefone: 3324-9077.

06/03/2014 / 0 Comments
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Filmesem cartaz

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Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 6 a 13 de março   ESTREIAS   Tinkerbell – Fadas e Piratas (The Pirate Fairy, EUA, 2014, 76 minutos, livre). Animação. Direção de Peggy Holmes. Com Mae Whitman, Tom Hiddleston, Christina Hendricks. Nova aventura da fada Tinker Bell.   Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 13h20. 15h10. 17h DUBLADO. Terça e quarta-feira também 15h10. 17h DUBLADO Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 13h10. 15h15. 17h20 DUBLADO Cine System – Cine Ritz Guarapari: Sala 6. 14h05. 15h55. 17h45. DUBLADO   Walt nos bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks, EUA, 2014, 130 minutos, livre) Drama. Direção de John Lee Hancock. Com Tom Hanks, Emma Thompson, Paul Giamatti. Bastidores do filme Mary Poppins.   Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 13h30. 16h10. 18h40. 21h20. DUBLADO. Terça e quarta-feira também 16h10. 18h40. 21h20 DUBLADO Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 19h25. 22h20   CONTINUAÇÃO   300: A Ascensão do Império 3D (300: Rise of an Empire, EUA, 2014, 102 minutos, 12 anos) Épico. Direção de Noam Murro. Com Sullivan Stapleton, Eva Green, Rodrigo Santoro. Após a morte do pai, Xerxes dá início a uma jornada de vingança e ruma em direção à Grécia, com seu exército sendo liderado por Artemisia.   Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 14h10. 16h30. DUBLADO. 18h50. 21h10. (LEG). Terça e quarta-feira também 16h30. DUBLADO. Sala 4. 19h10. 21h25. (LEG). Sala 7. 13h50. 16h10. 18h30. 20h50 DUBLADO. Terça e quarta-feira também 16h10. 18h30. 20h50. DUBLADO Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 18h45. 21h15. Sexta-feira e sábado também 23h45. Sala 5. 15h45. 18h15. 20h45. Sexta-feira e sábado também 23h15. Sala 6. 13h45. 19h15 DUBLADO. 16h15. 22h. Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 17h, 19h15. DUBLADO. 21h30 (LEG) Cine System – Shopping Boulevard: Sala 3. 14h15. 16h30. 18h45 DUBLADO. 21h (LEG). Sala 6. 19h35. 21h45. DUBLADO    A Menina que Roubava Livros (The Book Thief, EUA/Alemanha, 2014, 71 minutos, 10 anos) Drama. Direção de Brian Percival. Com Geoffrey Rush, Emily Watson, Sophie Nélisse. Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus vizinhos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade.   Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 18h50 (LEG)   As Aventuras de Peabody e Sherman 3D (Mr. Peabody & Sherman, EUA, 2014, 92 minutos, livre) Animação. Direção de Rob Minkoff. Com Ty Burrell, Max Charles, Ariel Winter. Mr. Peabody é o cão mais inteligente do mundo. Ele acaba de construir uma máquina do tempo, mas ela é roubada. Imediatamente, o cão e seu ser humano de estimação, Sherman, devem correr para retomar sua invenção.   Cine Kinoplex – shopping Praia da Costa: Sala 4. 13h. 15h. 17h10. DUBLADO. Terça e quarta-feira também 15h. 17h10. DUBLADO Cinemark – shopping Vitória: Sala 1. 14h10. 16h25. Sábado e domingo também 12h10. Sala 3. 13h. 15h20. 17h40 Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 17h 19h15 DUBLADO. 21h30 (LEG) Cine System – Shopping Boulevard: Sala 4. 14h. 16h. 18h. 20h DUBLADO   Clube de compras Dallas (Dallas Buyers Club, EUA, 2014, 117 minutos, 16 anos) Biografia. Direção de Jean-Marc Vallée. Com Matthew McConaughey, Jennifer Garner, Jared Leto. Em 1986, o eletricista texano Ron Woodroof  é diagnosticado com AIDS e logo começa uma batalha contra a indústria farmacêutica.   Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 14h. Sala 8. 22h10   Justin Bieber: Believe (Idem, EUA, 2014, 92 minutos, livre) Documentário. Direção de Jon M. Chu. Com Justin Bieber, Will.I.Am, Usher Raymond. Este documentário acompanha a ascensão de Justin Bieber no cenário pop, utilizando imagens de seus shows e cenas dos bastidores, com o próprio cantor e pessoas próximas dele comentando a trajetória de Bieber.   Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 11h40 (apenas sábado e domingo)   Pompeia 3D (Pompeii, EUA/Alemanha, 2014, 104 minutos, 12 anos) Aventura. Direção de Paul W.S. Anderson. Com Kit Harington, Carrie-Anne Moss, Emily Browning. Escravo precisa salvar a mulher e o melhor amigo durante a erupção do monte Vesúvio.   Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4. 21h10 (LEG) Cinemark – shopping Vitória: Sala 3. 19h50. 22h15 Cine System – Shopping Boulevard: Sala 4. 22h DUBLADO   Robocop (RoboCop, EUA, 2014, 117 minutos, 14 anos) Ação. Direção de José Padilha. Com Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton. O policial Alex Murphy sofre um atentado, que o coloca entre a vida e a morte. Para salvá-lo o transformam em um ciborgue.   Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 13h50. 16h20. 18h45. 21h10 DUBLADO. Terça e quarta-feira também 16h20. 18h45. 21h10. DUBLADO. Sala 3. 14h. 16h25. 21h30. (LEG). Terça e quarta-feira também 16h25. 21h30 (LEG) Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 13h25. 18h55 DUBLADO. 16h10. 21h40 (LEG). Sala 7. 17h0. 19h45. 22h30 Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 17h, 19h, 21h15 Cine System – Shopping Boulevard: Sala 2. 14h20. 16h50. 19h20. 21h50 (LEG). Sala 5. 14h25. 16h55. 19h25. 21h55 DUBLADO   Sem Escalas (Non-Stop, EUA, 2014, 106 minutos, 14 anos) Suspense. Direção de Jaume Collet-Serra. Com Liam Neeson, Julianne Moore, Scoot McNairy. Durante um voo de Nova York a Londres, o agente Neil Marks recebe uma série de mensagens SMS enigmáticas, dizendo que um passageiro será morto a cada 20 minutos caso US$ 150 milhões não sejam transferidos para uma conta bancária. Inicialmente Beil não dá atenção à ameaça, mas quando o primeiro passageiro aparece morto ele inicia uma investigação em pleno avião sobre quem possa ser o assassino.   Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 13h40. 16h. 18h40. 21h. (LEG). Terça e quarta-feira 16h. 18h40. 21h. (LEG) Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 14h30. 17h15. 19h40 Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 19h. 21h15 Cine System – Shopping Boulevard: Sala 1. 21h35 (LEG). 14h35. 16h55. 19h15 DUBLADO   Tudo Por Um Furo (Anchorman 2: The Legend Continues, EUA, 2014, 113 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Adam McKay. Com Will

06/03/2014 / 0 Comments
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Inscrições abertas para o Cine Rua Sete 2014 até dia 30 de março

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O Cine Rua Sete é um projeto anual com base na rua Sete de Setembro, no Centro histórico de Vitória. A 3 ª edição do Cine Rua Sete será realizada nos dias 14 a 17 de Maio, 2014.   As inscrições para o Cine Rua Se7e 2014 estão abertas e vão até 30 de março. São aceitas produções nacionais e internacionais sem restrições de formato, gênero, duração ou data de realização. Para participar, os produtores devem acessar o site oficial da mostra − www.cineruasete.com.br −, preencher a ficha de inscrição e enviar os links dos vídeos. A previsão é de que os selecionados sejam divulgados em meados de abril.   O tema deste ano é Amigos Imaginários e levanta a discussão sobre as mudanças que as relações modernas sofrem por influência do avanço tecnológico. A ideia é discutir os efeitos e as consequências dessas novas práticas de convívio social, que alimentam ideais imaginários, mas escondem a realidade pulsante em cada esquina.     Uma equipe de curadoria irá selecionar os filmes da mostra, de acordo com o tema proposto anualmente. O resultado será divulgado em Abril. Para a promoção de toda a seleção e de cada filme selecionado, é permitido o uso de fotografias ou clipe de filme digital ( menos de 1 ' de duração) no site do festival.   O compromisso legal sobre os direitos autorais da obra, assim como, a veracidade das informações preenchidas na ficha de inscrição, ficam a cargo do responsável pela inscrição do filme. A participação dos filmes implica a aceitação incondicional do regulamento.

06/03/2014 / 0 Comments
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Carnaval capixaba é marcado pela violência

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A alegria dos blocos foi ofuscada pela violência, que tomou conta das ruas de norte a sul do Espírito Santo durante o carnaval. De sábado (1) até terça-feira (4), ao menos 22 pessoas foram assassinadas no Estado, uma a mais que no carnaval 2013. Os números confirmam que a violência continua em franca ascensão, contrariando o discurso do secretário de Segurança Pública, André Garcia, que insiste na tese de regressão do número de homicídios.    Além dos homicídios, foram inúmeras as ocorrências de tiroteios em meio à folia. Sem falar dos roubos, quase impossíveis de mensurar, já que muita gente não faz ocorrência.    O caso mais assustador ocorreu em Iriri, litoral sul do Estado. Além das três mortes, outras nove pessoas foram baleados, o que poderia dar números mais dramáticos à tragédia.    Os foliões que curtiam o carnaval no balneário ficaram assustados com a violência. Alguns turistas anteciparam o retorno, enquanto outros que arriscaram ficar preferiram se recolher dentro de suas casas e nas pousadas. Os comerciantes também se queixaram da violência. Disseram que muitas famílias comentaram que este era o derradeiro carnaval que passavam no balneário sulino.    Tiroteio e morte na Serra   Na noite de segunda-feira (2), também houve pânico no balneário de Jacaraípe, na Serra. Após um tiroteio no calçadão, próximo à Praça Encontro das Águas, três pessoas foram baleadas. Cerca de duas horas depois, por volta das 23 horas, um novo tiroteio deixaria mais dois adolescentes feridos. Um deles, Caíque Germano de Annerth, de apenas 13 anos, seguiu para o ponto de ônibus mesmo sangrando.    O grupo rival, que teria iniciado o tiroteio, partiu para cima de Caíque e de seus amigos, em menor número. Houve uma briga. Sem conseguir correr por causa do ferimento, Caíque foi gravemente espancado. Com a chegada da Polícia Militar, os jovens foram submetidos a uma revista. Amigos de Caíque contam que mesmo baleado os policiais obrigaram o jovem a ficar em pé contra o muro. Depois da revista, ainda segundo o relato de um dos adolescentes, a polícia teria deixado o local sem prestar socorro a Caíque.    Eles disseram que carregaram o amigo até a curva da Baleia, cerca de 700 metros do local dos fatos, onde foram socorridos por um taxista. Caíque não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no Hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra.    O pai do adolescente declarou à imprensa que policiais espancaram seu filho mesmo baleado. Para o pai, a morte de Caíque ocorreu em função do espancamento e não do disparo. Ele ainda se queixou que a PM não prestou socorro ao adolescente.     

05/03/2014 / 0 Comments
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Para professora da Ufes, projeto do BRT ‘é pobre como solução’

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Antes de responder se o BRT é tecnologia adequada para as características físicas de Vitória, a professora Martha Campos, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), evoca uma velha e procedente questão, sempre levantada por urbanistas respeitados: como queremos viver em Vitória?    Ela traça um quadro desalentador a partir de um ponto específico do projeto de vias exclusivas para ônibus do governo Renato Casagrande. “Existem estudos que mapeiam as zonas mortas no entorno dessas estruturas viárias elevadas, o entorno imediato de um viaduto quase sempre se esvazia, destrói ou reduz a vitalidade dos usos das edificações e dos espaços públicos (de ruas e praças) em suas imediações, entre outros danos para a vida cotidiana das cidades”, afirma.    Martha classifica de “ideia fora do lugar”, a ideia de “BRT com viadutos e pontes”.    Ainda mais importante que projetar o impacto das intervenções a partir de um traçado físico específico – ruas estreitas, interseccionadas e dimensões acanhadas – é reafirmar as particularidades que dão aura única e irreproduzível ao local.    “Vitória é formada por estruturas urbanas que articulam seu ambiente construído (traçado urbano e edificações) e natural (hidrografia, vegetação e relevo) numa harmonização rara. Entre perdas e danos ainda temos um patrimônio urbano e natural excepcional”, pondera.    O problema não está apenas no BRT em si, com suas pontes e viadutos. A professora lembra que no novo século cidades mundo afora se reconciliam com o transporte coletivo, dado o fracasso do carro como signo de mobilidade. Ok. Bem diferente é fazê-lo a qualquer preço.   “Somos moradores de uma cidade de fundação colonial, com frações do território remotíssimas, de valor histórico cultural imensurável. Isso não é pouco. É tanto que não se mede, ou se atribui valor e protege ou se destrói”, diz. “Ou as políticas públicas de transportes valorizam e protegem as cidades ou as destroem. Isso depende mais do conceito que se quer de cidade e menos da tecnologia a ser adotada”, prossegue.   No sentido inverso ao que aponta no BRT, ela dá um exemplo das chamadas “práticas urbanas criativas”, práticas de microplanejamento que agem em microescala: os projetos ciclísticos/cicloviários, surgidas a partir de apropriações de espaços e demandas coletivas específicas. Aqui, já que falamos de bicicletas, Vitória tem exercido bem tais práticas, embora infelizmente nem sempre com êxito. São ações que partem sempre de baixo para cima.    Preservar o patrimônio paisagístico e territorial de Vitória não significa submeter-lhes a um congelamento temporal. A dinâmica de uma cidade é a mudança, e não a estagnação. “Se trata sim de proteção das permanências, a luz de certas mudanças reconhecidas como importante por aqueles que vivem e usufruem deste lugar, presencialmente ou não. Enfim, é preciso levar o urbanismo adiante e não retroceder”.   É sob esse prisma que ela traz à tona os casos dos armazéns do Porto de Vitória e da Praça do Cauê quando analisa de impactos simultâneos à paisagem e ao uso de território. “Defendo a permanência dos armazéns do porto a despeito do BRT. Não é um evento novo, se trata de uma decisão adiada, que se prolonga e continua a mercê de interesses absolutamente conjunturais”.   Martha engrossa o grupo que acha que o BRT reforçará a característica de mero corredor de passagem de Vitória. Sempre com a questão primordial na cabeça – que cidade queremos hoje e no futuro? – ela desconfia dos bons dividendos do projeto capixaba ao privilegiar a circulação de veículos sob rodas. É pobre como solução.    “Hoje o BRT tal como proposto, hierarquicamente mais importante (no âmbito dos investimentos e enquanto intervenção de macro reestruturação viária) que os demais modos de circulação da cidade, é absolutamente danoso”, critica.   Outro equívoco é, juntamente, adiar a discussão sobre a intermodalidade. “É preciso pensar a intermodalidade agora, como matriz conceitual, a partir da qual seja possível explorar o que se tem e o que se pode modernizar. Temos que circular entre distâncias menores, andar mais a pé, de bicicleta, de barca, de VLT (e até de BRT), desde que se tenha como meta minimizar os impactos que a vida urbana gera no cotidiano”.     “E isso não está pronto. É preciso inventar”, destaca a professora.

05/03/2014 / 0 Comments
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Questionamento sobre processos judiciais eletrônicos vai parar no Supremo

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A polêmica em torno da implantação dos processos eletrônicos nos tribunais de todo País vai além da questão judicial e entra na disputa de mercado. É o que pretende a Federação das Empresas de Informática (Fenainfo), que entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que criou o sistema de informatização dos tribunais. A entidade pede a suspensão da norma até o julgamento final sobre a adoção do processo judicial eletrônico (PJe), modelo desenvolvido pelo Conselho e que pode ser adotado no Espírito Santo. Nos autos do processo (MS 32767), a entidade questiona o trecho da Resolução nº 185/2013, que torna obrigatória a adoção do PJe pelos tribunais e órgãos judiciários de todo o País. A única exceção é aberta aos sistemas desenvolvidos pelos próprios tribunais, caso do e-JUD2, adotado pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES), cuja continuidade está sendo discutida após uma série de problemas levantados por magistrados, serventuários e advogados capixabas. No mérito, a Fenainfo pede a anulação do texto, o que abre uma brecha para as empresas privadas desenvolverem e fornecerem sistemas pagos aos tribunais. De acordo com informações do STF, a entidade alega prejuízo às empresas de serviços técnicos de informática que, segundo ela, desenvolvem soluções de processo eletrônico para uma série de tribunais de Justiça dos estados e da Justiça Federal. Entre as alegações, a Fenainfo considera que o órgão de controle extrapolou de sua competência ao decidir sobre o processo de informatização nos tribunais. Além disso, a entidade defende a tese que criar uma “reserva de mercado na área de informática”, a Resolução 185 viola os fundamentos constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência, segundo o qual o Estado somente deve explorar atividade econômica de forma direta quando autorizado por lei, inexistente no caso. A federação também constesta o fato da resolução ter sido julgado “sem que admitisse que os interessados e diretamente atingidos pelo ato restritivo pudessem se manifestar”. A federação cita como exemplo duas empresas, que atuariam em TJs de 11 estados, onde seus sistemas informatizaram mais da metade dos processos da Justiça comum no Brasil. No Amazonas, esse sistema privado teria reduzido em 60% o tempo de tramitação dos processos de família, o que rendeu até um Prêmio Innovare, principal honraria para projetos no âmbito do Poder Judiciário. No mesmo processo, os representantes da Fenainfo alegam que o sistema PJe ainda se encontra em fase embrionária e citam uma manifestação de 24 diretores de secretaria das Varas do Trabalho de Curitiba, que reclamam de problemas no sistema aprovado pelo CNJ. O caso foi distribuído para a ministra Rosa Weber, que ainda vai se manifestar sobre o pedido de liminar. Entre os argumentos da tutela antecipado, a entidade alega o risco do prejuízo causado às empresas filiadas à entidade se tornar irreversível. “Se os tribunais começarem a adotar o PJ-e, depois, mesmo que reconhecida a ilegalidade do ato do CNJ, não haverá possibilidade prática, ou ao menos será muito difícil de se voltar atrás para se optar por outro sistema”, afirma.

05/03/2014 / 0 Comments
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Defensoria Pública entra com ação para retirar pacientes ‘abandonados’ da Unaed

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  Há anos, a Unidade de Atendimento ao Deficiente (Unaed) é alvo de denúncias de violações de direitos. Há anos também o governo do Estado promete desativar a unidade, que abriga hoje cerca de 21 pessoas, entre crianças, jovens e adultos. O defensor público Renzo Gama, que participou de uma inspeção na Unaed no dia 21 de janeiro último, afirmou que a unidade precisa ser desativada imediatamente. ''A Unaed não possui estrutura física para manter os pacientes com o mínimo de dignidade'', denunciou o defensor.     Renzo afirmou que a Defensoria Pública, na última semana, ingressou com uma ação civil pública (ACP) contra o Estado e o Instituto de Atendimento Socioeducativo o Espírito Santo (Iases), responsável pela gestão da unidade. Na ação, a Defensoria pede que todos os internos sejam transferidos para residências inclusivas, as chamadas casas-lares.   A urgência das transferências é justificada, segundo Renzo, devido às péssimas condições às quais os internos estão submetidos. Ele disse que as pessoas não recebem nenhum tratamento especializado, tampouco desenvolvem qualquer atividade terapêutica. A ausência de tratamento adequado impede o retorno ao convívio social e ressuscita a condenada política de saúde mental intramuros.      Para exemplificar como a política de confinamento funciona na prática, o defensor relatou o caso de um interna que chegou na Unaed com três meses de idade e hoje, com 19 anos, continua internada. Ele afirma que muitas dessas pessoas não têm mais vínculos familiares. O defensor diz que o encaminhamento mais indicado para os internos da Unaed é a casa-lar, que possui uma proposta de atendimento humanizada, que facilita o convívio social.    A casa-lar, como o próprio nome sugere, tenta recriar o ambiente de um lar. A ideia é promover a integração social dos moradores. No local, há um responsável que ajuda os moradores a organizar as tarefas rotineiras de uma casa, como alimentação e higiene. Esse profissional também gerencia a medicação e desenvolve atividades terapêuticas com os portadores de transtornos mentais. O atendimento especializado geralmente é ambulatorial, na rede pública de saúde.   Sem estrutura   O defensor destaca os problemas de infraestrutura como um dos aspectos negativos da Unaed. Ele relata que há mofo e infiltrações em quase todos os cômodos, o que torna o local insalubre para a convivência humana. “Os funcionários disseram que os problemas estruturais se agravaram com as chuvas de dezembro do ano passado. Mas antes mesmo das chuvas, as instalações físicas já eram precárias”.   Além da falta de infraestrutura, o defensor chama a atenção para o despreparo dos profissionais. Renzo diz que os agentes socioeducativos do Iases têm até boa vontade, mas não reúnem competência técnica para lidar com pessoas portadoras de transtornos mentais. “Na verdade, as pessoas estão trabalhando em desvio de função. Por exemplo, a assistente social, que vinha ministrando os medicamentos, foi orientada pelo Conselho Regional de Enfermagem a suspender a função. Sem opção, a própria diretora da unidade passou a ministrar os medicamentos controlados”, conta Renzo.     Para Renzo Gama, o problema se agrava, porque não existe um corpo técnico fixo na área da saúde. “Não há acompanhamento de psiquiatras, farmacêuticos e fonoaudiólogos. E a ausência de estímulo e tratamento manicomial agrava a saúde psíquica dos internos”. O defensor ressalta que a higiene dos pacientes também é preocupante, uma vez que roupas e escovas de dente são compartilhadas.   Na avaliação da Defensoria Pública, a Unaed nunca deveria ter sido integrada ao Iases. Na ação, a Defensoria pede que a unidade passe a fazer parte da estrutura administrativa da Secretaria de Assistência Social ou Secretaria de Saúde. Isso porque os internos não cometeram qualquer delito, estando na unidade apenas para tratamento médico, o que não teria qualquer vínculo com a Secretaria de Justiça, cujo Iases faz parte.    A ação civil pública da Defensoria para a desativação da Unaed está sendo analisada pela Vara de Fazendo Pública Estadual de Vitória. 

05/03/2014 / 0 Comments
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Cinema Estreias da semana

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  Do mundo fantástico de Peter Pan, chega aos cinemas mais uma aventura da fadinha Tinker Bell. Em Tinker Bell: Fadas e Piratas, ela precisa lutar contra Zarina, a guardião do pozinho mágico que se encanta pelo artefato e o rouba. Zarina foge do Refúgio das Fadas e se une aos piratas da Rocha da Caveira. Tinker Bell e suas amigas precisam enfrentar Zarina e um grupo de piratas, liderado por um menino chamado James, que mais tarde ficou conhecido como Capitão Gancho.    Outra estreia é Walt nos bastidores de Mary Poppins, o filme mostra a saga do Walt Disney (Ton HAnks) para conseguir os direitos de Mary Poppins, da escritora australiana P.L. Travers (Emma Thompson). Depois do filme pronto, Walt Disney precisa confrontar Travers novamente, porque a escritora não gostou do resultado final, especialmente no que diz respeito às cenas em animação.   ESTREIAS   Tinkerbell – Fadas e Piratas (The Pirate Fairy, EUA, 2014, 76 minutos, livre). Animação. Direção de Peggy Holmes. Com Mae Whitman, Tom Hiddleston, Christina Hendricks. Nova aventura da fada Tinker Bell.   Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 13h20. 15h10. 17h DUBLADO. Terça e quarta-feira também 15h10. 17h DUBLADO Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 13h10. 15h15. 17h20 DUBLADO   Walt nos bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks, EUA, 2014, 130 minutos, livre) Drama. Direção de John Lee Hancock. Com Tom Hanks, Emma Thompson, Paul Giamatti. Bastidores do filme Mary Poppins.   Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 13h30. 16h10. 18h40. 21h20. DUBLADO. Terça e quarta-feira também 16h10. 18h40. 21h20 DUBLADO Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 19h25. 22h20

05/03/2014 / 0 Comments
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Magno Malta admite que fumou maconha e endurece discurso contra as drogas

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  Sem conseguir emplacar a CPI que investigaria irregularidades nos planos de saúde, o senador Magno Malta (PR) já parece ter um plano B para garantir um discurso para a eleição deste ano. Um tema que, aliás, surgiu no Senado recentemente e que o republicano não hesitou em se posicionar: a liberação das drogas. O jornal O Globo, em reportagem publicada no último domingo (3), levanta o debate sobre a discussão que começa a ser travada no Congresso Nacional sobre a uma lei que regulamente o uso recreativo e medicinal da maconha no Brasil. A proposta foi protocolada virtualmente no dia 30 de janeiro. Em oito dias, obteve o apoio de mais de 20 mil pessoas, número que assegura o envio da sugestão para a análise da Comissão de Direitos Humanos do Senado. O jornal ouviu alguns senadores sobre o embate. Quem mais surpreendeu foi o senador Magno Malta, que admitiu que já usou maconha na adolescência. O republicano usa a experiência, para dizer que pode falar de “cadeira”, para endurecer o discurso contra a liberação das drogas. “Só vota para aprovar a ‘legalização’ da maconha quem nunca viu a dor ou as lágrimas de uma mãe diante do drama de um filho drogado. Malta afirmou ao jornal carioca que aos 17 anos começou a usar a droga, mas foi acolhido por um tio pastor que conseguiu tirá-lo desse caminho. O senador quer fazer uma caravana pelo País e provocar o debate sobre temas polêmicos  e se diz preparado para a discussão.  “Conheci a maconha na minha adolescência e pude sentir na pele o mal que fez a mim e à minha família. Conheço, na prática, o outro lado do balcão. Serei um arauto da sociedade no Congresso contra a aprovação. E não será aprovado. Não há clima no Brasil para isso. Com suas fronteiras abertas a todo tipo de tráfico, vamos virar o país da contravenção”, afirmou. O que o mercado político fica curioso é se Malta faz esse debate voltado para a disputa presidencial ou para o governo do Estado. O senador entregou à Nacional do PR uma carta pedindo aval do partido para a disputar a Presidência da República. Mas a tendência do PR é de permanecer no palanque de Dilma Rousseff. Neste sentido, Malta deve adaptar o discurso à disputa ao governo do Estado. Indefinição à parte, Malta já empunhou a nova bandeira e, mal acabou o carnaval, já começa a desfilar país afora. No próximo dia 7, vai para Roraima, Amazonas, Acre e Rondônia para lutar contra a legalização da maconha. Ele inclui no pacote a redução da maioridade penal, que Malta acredita ser o caminho para acabar com a impunidade no Brasil. O republicano também que mostrar os reflexos da atuação da Frente Parlamentar Mista Permanente em Defesa da Família Brasileira.    

05/03/2014 / 0 Comments
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