O ex-deputado estadual e ex-prefeito de São Gabriel da Palha (região noroeste do Estado), Luiz Pereira do Nascimento, negou a existência de irregularidades nos repasses de verbas da União para o Hospital Santa Rita. Ele e mais três médicos foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pela suposta prática de crime de estelionato contra o Sistema Único de Saúde (SUS). Para o ex-prefeito, as denúncias foram motivadas por uma perseguição política por parte de adversários no município. Segundo ele, a Polícia Federal investigou cerca de 400 guias de internação, sendo que apenas 16 casos foram alvos de suspeitas. Entretanto, ele justifica que esses casos estão relacionados a eventuais divergências de diagnóstico entre médicos. Luiz Pereira admite que possa ter ocorrido erro no registro de algum procedimento, mas não houve a intenção de prestar informações falsas com o objetivo de receber por procedimentos que não haviam sido realizados, como narra a denúncia do MPF. Luiz Pereira atribui às denúncias – uma criminal e outra por improbidade administrativa – a perseguição política da ex-prefeita Raquel Lessa, que já teria sido denunciado pela administração do Santa Rita pela falta de interesse na manutenção das atividades do hospital. Segundo ele, o município só contava com dois hospitais, sendo um deles o Santa Rita, que é filantrópico. Com isso, os pacientes do município precisavam ser levados para receber tratamento em outros municípios. O ex-deputado cita uma decisão da Justiça estadual, de julho de 2011, que determinou o arquivamento de procedimentos abertos pelo município – na época da gestão da ex-prefeita – contra a Associação Beneficente Santa Rita por supostas irregularidades em contratos. Naquela ocasião, o juiz Paulo Moisés de Souza Gagno, da 1ª Vara de São Gabriel, criticou a veiculação de um impresso no município à época das denúncias contra o hospital. “Uso o verbo estranhar, porque não é crível que tal comunicado tenha sido veiculado pela administração municipal, especialmente pela forma utilizada, de panfletagem, apesar de fazer menção à administração. Penso que o nome foi criminosamente utilizado por terceiro ardilosamente interessado. Mas, não se pode negar que o interesse converge para o mesmo interesse perseguidor demonstrado nos procedimentos administrativos impugnados”, narra um dos trechos da decisão prolatada nos autos do processo nº 0001605-61.2011.8.08.0045. Denúncia Nas denúncias protocoladas na Justiça Federal, o Ministério Público aponta que os médicos Luiz Pereira do Nascimento, Getúlio Manoel Loureiro, Wellington Ferreira Serafim e Gyovana Pratissolli Libalde seriam os responsáveis pela inclusão das informações falsas em laudos médicos para fraudar autorizações de internação hospitalar. Segundo as investigações, o esquema teria ocorrido entre dezembro de 2006 e março de 2010, provocando um prejuízo de até R$ 86 mil aos cofres públicos. Eles foram denunciados pelo crime de estelionato (artigo 171 do Código Penal), cuja pena varia de um a cinco anos de prisão, além do pagamento de multa. Eles podem ser condenados a um terço mais de prisão por conta do crime ter sido cometido contra entidade de direito público. O Ministério Público também pediu, como medida cautelar, a suspensão do exercício da função pública de médico dos acusados. O caso tramita na 1ª Vara Federal de Colatina sob nº 0000667-96.2009.4.02.5005.
Helder Salomão aposta em duas vagas para o PT na Câmara
Apontado pelos meios políticos, como uma das grandes estrelas do PT para a disputa de deputado federal, o secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Helder Salomão, diz estar preparado para enfrentar um processo eleitoral que se projeta como muito difícil, sobretudo para a eleição proporcional. Ele vai apostar na imagem construída em seus dois mandatos de prefeito de Cariacica, de bom gestor. A defesa das micro e pequenas empresas, também estará em seu projeto de campanha. Em entrevista a Século Diário, que vai ao ar neste sábado (22), Helder Salomão analisa o cenário eleitoral do Estado. Embora reconheça a dificuldade da disputa, independentemente da escolha que o PT faça na articulação de alianças, o secretário se mostra otimista com a chapa do PT à Câmara dos Deputados e aposta que o partido pode conseguir duas das 10 vagas capixabas. Além de Helder, o PT tem outros nomes de destaque na disputa a federal. A atual deputada Iriny Lopes, que concorre à reeleição, e o vice-governador do Estado, Givaldo Vieira. Nas últimas eleições, o PT tem conseguido apenas uma vaga na Câmara. Para Helder, a compreensão do momento político do Estado e do País, com a preparação com o debate com os movimentos sociais, é fundamental para a disputa. Depois das manifestações do ano passado, a disputa eleitoral deve ser pautada pelas demandas da população. Neste sentido, destaca que sua trajetória política o credencia para esse debate para o qual se diz preparado.
Em Paul, moradores mostram alívio, mas querem retirada dos tanques da Liquiport
Um poste canhestramente fora do lugar é o primeiro indício de que algo está errado no Morro do Atalaia. Quem aponta a bizarrice, num espanto indignado, é José das Graças Silva, 65, supervisor e encarregado de manutenção mecânica e industrial. Com o indicador, ele traça o itinerário dos fios de alta tensão, que saem do curso normal, atravessam a rua, para voltar novamente à calçada original. Um perigo. Estamos no cume do morro. José das Graças explica que o poste foi deslocado em função das obras de instalação de um perigo mil vezes maior: os 10 tanques de armazenamento de combustíveis da Liquiport. Pelo menos cinco colossais estruturas, vazias por ora, se avizinham dos moradores do cume do Atalaia. Com razão, os moradores temiam um desastre incalculável caso o projeto seguisse em frente. Hoje a sensação desse mineiro de Coronel Fabriciano, que mora há mais de 50 anos numa singela casa no Atalaia, é de alívio, já que a licença para a construção dos tanques está suspensa pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) desde setembro de ano passado. “Agora tá tudo bem, graças a Deus”. Mas alívio não quer dizer paz: esta, segundo diz, só virá com a suspensão definitiva do empreendimento. “A nossa indignação é que a empresa deveria ter avisado a comunidade, dito ‘olha, temos um projeto e vamos fazer uma votação para saber se vocês querem ou não’. Mas eles não fizeram isso. Chegaram a foram colocando as máquinas”, desabafa. José lembra que, depois de a comunidade expor os problemas, começou o indefectível jogo de empurra. “A prefeitura [de Vila Velha] empurrava para o Iema e o Iema empurrava para a prefeitura”. Mineiro como José das Graças, mas de Ipatinga, o aposentado Elísio José de Barros compartilha com o conterrâneo do misto de alívio e revolta. “Eles falam que tem segurança… Que segurança que nada!”. Ele conta o que ouviu de um encarregado da montagem dos tanques: “Essa comunidade é muito frouxa de deixar que botem esses tanques aqui”. A Travessa do Atalaia é o único acesso ao morro. Elísio mora há 40 anos numa bela casa de frente para os tanques da Liquiport. A garagem ostenta um bem conservado Passat 79. Durante os períodos mais tensos do caso, pensou até em se mudar para Carapina, onde tem propriedade. Mas sair dali é difícil. “Esse morro é tranquilo, você pode dormir de porta aberta que ninguém vem te incomodar”. Realmente. Ao entardecer dessa terça-feira (18), crianças soltando pipa no meio da rua junto a vira-latas latindo ao léu nos diziam que o sossego mora ali também – em que pese a Liquiport. Hoje a baía de Vitória só se mostra pelas frestas entre os tanques. Mas um pequeno esforço de abstração refaz o desenho original de um panorama deslumbrante do recorte sul da ilha. Dona Amélia se recorda muito bem o que via cada vez que ia à varanda. Os pequenos olhos azuis murcham numa tristeza resignada. “A vista daqui era linda…”, suspira. As reminiscências da infância no alto do Atalaia brotam sem esforço. Uma em especial: os banhos na chamada prainha de Paul, que o progresso transformou em porto. A descendente de alemães Amélia Rossman tem 65 anos de idade, 56 dos quais residindo na última casa antes dos portões da Liquiport. Nasceu em Colatina. O pai, alemão, era ferroviário da Vale e teve que se mudar para trabalhar na antiga Estação Pedro Nolasco. A mulher e os dois filhos vieram junto, direto para o Morro do Atalaia. Ela conta que a empresa chegou a fazer oferta pela casa de uma vida inteira. Oferta recusada. Os toneis vandalizam a paisagem, mas ainda assim aquele é um recanto de placidez invejável. O alívio existe, mas com um travo de apreensão. Ninguém sabe qual será o epílogo dessa história. No segundo semestre de 2013, o caso repercutiu. Ganhou matérias em jornais e discursos nos plenários legislativos estadual e municipal. Sobretudo o estadual: os deputados sabem a pedreira que vão enfrentar para se reeleger em outubro. “De repente, os deputados apareceram aqui”, diz José das Graças, com um risinho maroto. O petista Roberto Carlos foi um deles: em um pronunciamento, fez da sua meninice em Paul um enredo de novela das seis. Euclério Sampaio (PDT), Gildevan Fernandes (PV) e José Esmeraldo (PMDB) também estiveram lá. Mas José das Graças não nega que a presença deles ampliou o alcance do alerta de perigo. Contador de histórias, Elísio disse uma frase solta, entre uma e outra, que parece sintomática: “É a gente que faz o lugar. Se você se dá bem com todo mundo, então está tudo bem”.
A Grande Beleza é a estreia do Cine Jardins
Desde o grande sucesso do romance O Aparelho Humano, o escritor Jap Gambardella (Toni Servillo) para de escrever e resolve gastar seu dinheiro com muitas festas e luxo. Com 65 anos e cansado da fama e da vida de exageros, ele relembra um amor inocente da sua juventude e começa a querer mudar seu estilo de vida. O enredo de A Grande Beleza é banal, mas a sua particularidade está na forma como essa história é contata pelo diretor Paolo Sorrentino. Fazendo referência ao surrealismo das obras de Federico Fellini, o diretor mescla realidade e fantasia. O sarcasmo é outra característica do filme, que faz críticas ácida a sociedade italiana e ao culto ao belo. Além do grande impacto visual, o filme também é divertido e com diálogos muito inteligentes que nos fazem refletir sobre a velhice e as escolhas feitas ao logo da vida. Uma reflexão que faz o protagonista retornar ao ofício que tanto o ama e o faz feliz de verdade: escrever. A Grande Beleza foi selecionado na competição oficial do festival de Cannes em 2013. O novo filme do diretor de Aqui é Meu Lugar (2011) está concorrendo ao Oscar 2014 na categoria de melhor filme de língua estrangeira. Serviço A grande Beleza (La Grande Bellezza, Itália/França, 2014, 140 minutos, 14 anos) Cine Jardins – shopping Jardins: Sala 2. 15h40 (exceto sábado e domingo). 18h10. 20h50
Alcoolismo é a principal causa de afastamento do trabalho
Dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apontam que o alcoolismo é o principal motivo de pedidos de auxílio-doença por transtornos mentais e comportamentais por uso de substância psicoativa. O número de pessoas que precisaram parar de trabalhar e pediram o auxílio devido ao uso abusivo do álcool teve um aumento de 19% nos últimos quatro anos, ao passar de 12.055, em 2009, para 14.420, em 2013. No Estado, em 2009, das 433 pessoas que entraram com pedido no INSS, 132 alegaram alcoolismo. Em 2011, dos 490 pedidos de afastamento por uso de drogas, 149 eram em decorrência do álcool. Os dados mostram que os auxílios-doença concedidos as pessoas com transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de drogas passaram de 143,4 mil. Cocaína é a segunda droga responsável pelos auxílios concedidos (8.541), seguido de uso de maconha e haxixe (312) e alucinógenos (165). São Paulo teve o maior número de pedidos em 2013 por uso abusivo do álcool, com 4.375 auxílios-doença concedidos, seguido de Minas Gerais, com 2.333. Integrante do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (Cress-SP), o assistente social Fábio Alexandre Gomes ressalta que o aumento é extremamente superficial, visto que boa parte da população não contribui para o INSS e por isso não tem direito a esse benefício. “O impacto do álcool hoje na vida das pessoas é muito maior. Muitos casos inclusive de uso abusivo do álcool estão associados com a situação de desemprego. E a juventude tem iniciado experiências cada vez mais cedo”, explica. Ele também relata aumento sensível de mulheres que não aderem ao tratamento, fruto de preconceito social. “Na minha experiência como assistente, este consumo abusivo está ligado principalmente a relações de violência, sobretudo, amorosas. E geralmente o consumo é de cachaça”, ressaltou. Ele criticou a concentração de políticas públicas dirigidas a substâncias ilícitas, quando o álcool é uma das substâncias lícitas cada vez mais usadas por adolescentes e mulheres, independentes da classe social. Gomes ressalta que faltam campanhas que falem do impacto do álcool na gravidez. “O consumo do álcool durante a gestação é algo que não se discute muito. Muitas gestantes pensam 'ah está muito calor vou tomar só um copinho', sem saberem o impacto que isso tem na formação das crianças”, alertou Alexandre Gomes. O auxílio-doença é um direito de todo trabalhador segurado pelo INSS, que não perde o emprego ao se ausentar. Para pedir o auxílio-doença por uso abusivo de droga, o solicitante deve ter pelo menos 12 meses de contribuição e comprovar, por meio de perícia médica, a dependência da droga que o incapacita de exercer o trabalho. O valor do benefício varia de acordo com o valor recolhido pela Previdência Social.
Coletivo lança segunda edição do fanzine Foi à Feira
O coletivo de experimentação gráfico-literária Foi à Feira lança na sexta-feira e no sábado, dias 21 e 22, a segunda edição do fanzine. Inspirado no tema/objeto “canivete”, o zine agrega trabalhos em poesia, prosa, ilustração, colagem, serigrafia e experimentações em design de 26 artistas residentes no Espírito Santo e em outros estados. A segunda edição do Foi à Feira foi montado manualmente e tem tiragem limitada. As 55 páginas do zine foram impressas em diferentes tipos de papel e em 6 formatos diversos. Após a impressão, várias páginas passaram por recorte, colagem, impressão e escrita manuais e só então foram organizadas. O coletivo produziu 150 cópias numeradas que buscam refletir o processo de feitura do zine e o tema disparador da edição. De quebra-galho a arma letal, o zine propõe uma resinificação do objeto canivete. De acordo com Haroldo Lima, membro do coletivo, “o Foi à Feira tenta emular os usos do canivete a partir da produção manual e, principalmente, do formato que desenvolvido para ele. Mesmo com o impresso grampeado, as páginas podem ser misturadas e lidas de várias maneiras. As experimentações ganham sentidos diversos a cada leitura”, conclui. Em paralelo ao lançamento do fanzine, o coletivo também lança o Foi à Feira SELO. Selo editorial pelo qual o coletivo vai editar suas publicações e fanzines de parceiros. Para inaugurar o novo projeto, o coletivo lança chamada para um fanzine de fotografias analógicas e lomográficas e para o Foi à Feira #3 na próxima semana. Ambos têm publicação agendada para o primeiro semestre. O Foi à Feira é um coletivo de experimentação gráfico-literária composta por escritores, designers, ilustradores e toda a sorte de colaboradores. Os feirantes são: Ádamo Moscon, Camila Torres, Carolina Ruas, Haroldo Lima, Juliana Tinoco, Luis Filipe Porto, Mariana Schimidt, Rayza Mucunã e João Oliveira. Os colaboradores do Foi à Feira #2 são: Ádamo Moscon, Antônio Sérgio Nogueira, Alex Gouvêa, Aurisa Paiva, Carol Ruas, Filipe Mecenas, Fritz Noronha, Gabriel Ramos, Gabriela Canale, Guido Imbroisi, Gustavo Rodrigues, Iago Torezani, Isabela Bimbatto, João Oliveira, Jorge Loureiro, Juane Vaillant, Iaiá Tinoco, Kahren Biancca Agrizzi, Leonardo Amaral, Luis Filipe Porto, Magno Calderón, Marianna Schmidt, Natanael de Souza, Paulo Ramon, Rayza Mucunã, Ricardo Capucho, Sara Serna, Thiago Salles, Thiara Pagani e Veriana Ribeiro. A segunda edição do Foi à Feira foi contemplada pelos editais de Núcleo de Criação e de Diversidade Cultural da Secretaria de Estado da Cultura (SECULT). Serviço O lançamento do Foi à Feira #2 será nesta sexta-feira, a partir das 21h. Na festa MOVIDA – Dois anos da Radiola Capixaba. Discotegem de Erly Vieira Jr; seletores, Patrick Trujilo e Paulo Bouzan. Bar Descontração, Jardim da Penha. Ingresso: R$ 10 O lançamento também ocorre no sábado, a partir das 16h. Na festa ANTITUDU, Inauguração do Espaço Udu de Arte + exposição do coletivo Sol a Pino, mostra da Camarão Filmes, live paint e discotecagem. Rua João Balbi, 1. Bento Ferreira. Evento gratuito.
Filmesem cartaz
Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 21 a 27 de fevereiro ESTREIAS Robocop (RoboCop, EUA, 2014, 117 minutos, 14 anos) Ação. Direção de José Padilha. Com Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton. O policial Alex Murphy sofre um atentado, que o coloca entre a vida e a morte. Para salvá-lo o transformam em um ciborgue. CineMark – Shopping Vitória: Sala 3. 16h10 DUBLADO. 13h20. 19h. 21h45 (LEG). Sala 5. 15h15. 18h. 20h45. Sexta-feira e sábado também 23h30. Sábado e domingo também 12h10 Kinoplex – shopping Praia da Costa: Sala 3. 13h50. 16h20. 18h50. 21h20 (LEG). Terça, quarta e quinta-feira também 16h20. 18h50. 21h20 (LEG). Sala 7. 13h30. 16h. 18h30. 21h. DUBLADO. Terça, quarta e quinta-feira também 16h. 18h30. 21h. DUBLADO. Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 1. 14h30. 17h. 19h30. 22h (LEG). Sala 5.14h. 16h30. 19h. 21h30 Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 17h. 19h10. 21h30 DUBLADO Pompeia 3D (Pompeii, EUA/Alemanha, 2014, 104 minutos, 12 anos) Aventura. Direção de Paul W.S. Anderson. Com Kit Harington, Carrie-Anne Moss, Emily Browning. Escravo precisa salvar a mulher e o melhor amigo durante a erupção do monte Vesúvio. CineMark – Shopping Vitória: Sala 6. 15h05. 17h40. 20h15. Sexta-feira e sábado também 22h50. Sábado e Domingo 12h30 Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 14h20. 19h DUBLADO. 16h40. 21h30 (LEG). Terça, quarta e quinta-feira também 19h DUBLADO Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 3. 14h20. 16h50. 19h20. 21h40. DUBLADO. Sala 4. 19h40. 21h55 Cine ritz Guarapari: Sala 3. 17h. 19h15 DUBLADO. 21h15 (LEG) Clube de compras Dallas (Dallas Buyers Club, EUA, 2014, 117 minutos, 16 anos) Biografia. Direção de Jean-Marc Vallée. Com Matthew McConaughey, Jennifer Garner, Jared Leto. Em 1986, o eletricista texano Ron Woodroof é diagnosticado com AIDS e logo começa uma batalha contra a indústria farmacêutica. CineMark – Shopping Vitória: Sala 7. 16h50. 19h30. 22h10 A grande Beleza (La Grande Bellezza, Itália/França, 2014, 140 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Paolo Sorrentino. Com Toni Servillo, Carlo Verdone, Sabrina Ferilli. Um escritor de 65 anos passa por uma crise de criatividade e passa a viver apenas nas festas da alta sociedade. Entretanto, um amor do passado faz com que ele reflita sobre sua vida e volte a escrever. Cine Jardins – shopping Jardins: Sala 2. 15h40 (exceto sábado e domingo). 18h10. 20h50. CONTINUAÇÃO A Menina que Roubava Livros (The Book Thief, EUA/Alemanha, 2014, 71 minutos, 10 anos) Drama. Direção de Brian Percival. Com Geoffrey Rush, Emily Watson, Sophie Nélisse. Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus vizinhos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 16h20. 19h20. 22h20 Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa. Sala 2. 15h40. 18h30. 21h10. LEG Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 2. 14h05. 21h50. (LEG) Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 19h. 21h30 DUBLADO Caçadores de Obras-Primas (The Monuments Men, EUA, 2013, 118 minutos, 12 anos) Drama. Direção de George Clooney. Com George Clooney, Cate Blanchett, Matt Damon, John Goodman, Bill Murray. Historiadores e curadores de arte se reúnem para resgatar obras renomadas em posse da Alemanha Nazista, antes que Hitler as destrua. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 14h30. 17h15. 20h. 22h30. Sábado e Domingo também 11h45 Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 13h20. 15h50. 18h20. 20h50. (LEG). Terça, quarta e quinta-feira 15h50. 18h20. 20h50. (LEG) Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 2. 19h10 DUBLADO Ela (Her, EUA, 2013, 126 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Spike Jonze. Com Joaquin Phoenix, Scarlett Johansson, Olívia Wilde, Rooney Mara, Amy Adams. Um solitário escritor desenvolve uma estranha relação com seu novo sistema operacional, feito para atender todas as suas necessidades. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 14h. Sala 8. 13h10 Frozen – Uma Aventura Congelante (Frozen, EUA, 2013, 108 minutos, Livre) Animação. Direção de Chris Buck e Jennifer Lee. Para acabar com a profecia de inverno perpétuo que existe em seu reino, um alpinista e uma jovem chamada Anna atravessam picos nevados e penhascos para encontrar a legendária Rainha da Neve. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 13h20 DUBLADO Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 6. 19h25 Cine Jardins – shopping Jardins: Sala 1. 15h10 Hercules (The Legend of Hercules, EUA, 2014, 103 minutos, 14 anos) Aventura. Direção de Renny Harlin. Com Kellan Lutz, Scott Adkins, Gaia Weiss, Roxanne McKee. Traído por seu padrasto, o rei Anfitrião, exilado e vendido como escravo, Hercules precisará de todos os seus poderes para encontrar o caminho de volta para casa e para o seu grande amor. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 13h45. 16h15. 19h10. 21h30. Sexta-feira e sábado também 23h55 Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4. 21h10 (LEG) Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 6. 21h45 Operação Sombra : Jack Ryan (Jack Ryan, EUA, 2013, 100 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Kenneth Branagh. Com Chris Pine, Keira Knightley, Kevin Costner. Depois de deixar a Marinha e se tornar consultor financeiro de um bilionário russo, Jack Ryan é forçado a voltar à ativa depois de descobrir um plano terrorista. Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 2. 16h45 DUBLADO Muita Calma Nessa Hora (Idem, Brasil, 2014, 102 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Felipe Joffily. Com Andréia Horta, Fernanda Souza, Gianne Albertoni. Três anos após a viagem de Búzios, as quatro amigas se encontram no Rio de Janeiro. Juntas novamente, elas vão embarcar em novas aventuras. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 13h40. 15h40. Rodência e o dente da Princesa (Rodencia y el diente de la princesa, Argentina/Chile, 2012, 85 minutos, Livre) Animação. Direção de David Bisbano. Vozes: Hernán Bravo, Natalia Rosminati, Ricardo Alanis, Enrique Porcellana. Em um lugar não tão distante dos humanos existe “Rodência”, uma pequena cidade onde todos os ratos vivem
Câmara dos Deputados aprova PEC da Defensoria em primeiro turno
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 247/13, que fixa prazo de oito anos à União, aos estados e ao Distrito Federal para que todas as unidades jurisdicionais contem com defensores públicos. Foram 392 votos a favor e duas abstenções. Segundo esse texto, o número de defensores deverá ser proporcional à demanda efetiva pelo serviço e à respectiva população. Durante esses oito anos, os defensores deverão trabalhar, prioritariamente, nas regiões com maiores índices de exclusão social e de adensamento populacional. Além da orientação jurídica, a proposta especifica que cabe à Defensoria a promoção dos direitos humanos. Quanto à defesa dos necessitados, deixa claro que ela abrange os direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, seja na via judicial ou extrajudicial. Uma das motivações dos autores para apresentar a proposta foi o estudo denominado “Mapa da Defensoria Pública no Brasil”, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o estudo, realizado em conjunto com a Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep) e o Ministério da Justiça, há 8.489 cargos criados de defensor público dos estados e do Distrito Federal, mas apenas 5.054 estão ocupados (59%). Esses profissionais conseguem atender cerca de 28% das comarcas brasileiras. Na Defensoria Pública da União, são 1.270 cargos criados e apenas 479 ocupados para atender 58 sessões judiciárias de um total de 264 (cobertura de 22%). No Espírito Santo, a situação é crítica. O ano começou com greve dos defensores para chamar atenção sobre a situação. Segundo o mapa do Ipea, no Espírito Santo, um defensor deixa o órgão a cada 23 dias. Por lei, o Estado deveria ter 269 defensores públicos, mas atualmente tem 208 profissionais. O motivo da defasagem é o salário. A remuneração de um defensor público no Estado (cerca de R$ 10 mil), já a de um promotor ou juiz chega a R$ 24 mil. Em relação às Defensorias de outros Estados, o valor está entre os piores do Brasil. A votação da matéria em segundo turno não foi possível por falta de unanimidade entre os deputados. O líder do PT, deputado Vicentinho (SP), foi contra a votação dos dois turnos no mesmo dia, porque ele considera que algumas partes do texto precisam de mais discussão. O governo é contra trechos do texto que permitem autonomia administrativa à defensoria.
Iases mantém demissão de ex-diretor acusado de envolvimento em corrupção
O diretor-presidente do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), Leandro Piquet de Azeredo Bastos, manteve a condenação do servidor Antônio Haddad Tápias à penalidade de demissão do serviço público. O ex-diretor técnico da autarquia, que é concursado no cargo de analista de suporte socioeducativo, foi acusado de participação no esquema de fraudes nos contratos do Iases com a Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis), escândalo revelado na Operação Pixote, deflagrada pela Polícia Civil em agosto de 2012. Segundo a Instrução de Serviço nº 095-P, o servidor entrou com pedido de reconsideração contra o resultado do procedimento administrativo instaurado contra ele, divulgado em agosto do ano passado. O diretor-presidente da autarquia entendeu pelo conhecimento do pedido, mas decidiu pela manutenção da pena aplicada a Antônio Tápias pela prática de lesão aos cofres do Estado e dilapidação do patrimônio estadual, conforme prevê o artigo 234, inciso XI do Regime Jurídico Único dos servidores públicos estaduais (Lei Complementar n° 46/1994). No documento, Leandro Bastos afirma que os efeitos da condenação são válidos a partir da preclusão administrativa, ou seja, quando não houver mais a possibilidade de recursos. O ex-diretor técnico do Iases foi exonerado do cargo em agosto de 2012, logo após o ajuizamento da denúncia por conta da operação policial. Apesar do afastamento, ele segue recebendo os vencimentos provenientes do cargo efetivo. De acordo com as investigações da Operação Pixote, o ex-diretor seria o responsável por dar o respaldo técnico ao contrato entre o Iases e a Acadis. Ele também teria se negado a prestar informações à Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont). O inquérito também acusa Antonio Tápias de incitar motins com o objetivo de desestabilizar o sistema e mostrar que o modelo da Acadis deveria ser estendido a todo sistema de socioeducativo no Estado. Fraudes no Iases O modelo de ressocialização da Acadis, cuja autoria é reivindicada pelo ex-frei colombiano Gerardo Bohorquez Mondragón – ex-presidente da associação –, era adotado nas unidades de Cariacica e Linhares (norte do Estado), porém, o objetivo do grupo seria a integração da unidade do Xuri ao esquema. Após o escândalo, o colombiano estaria atuando na clínica de recuperação de dependentes químicos Provida, de acordo com informações do blog do Elimar Côrtes, que foram reproduzidas por Século Diário na última segunda-feira (17). Ele estaria prescrevendo medicações para os pacientes, em sua maioria, encaminhados através de decisão judicial. Os custos do tratamento seria cobertos pelo Estado. Esse caso se soma ao volume de dinheiro que teria sido supostamente desviado pelo esquema no Iases. As investigações da Polícia Civil revelaram que o grupo pode ter desviado até R$ 32 milhões em contratos com a Acadis. Na época da operação, Tápias e Mondrágon foram presos, juntamente com a ex-diretora-presidente do Iases, Silvana Gallina. Eles são acusados de formação de quadrilha. Outras dez pessoas foram detidas na operação, entre servidores do Iases, funcionários da Acadis, responsáveis por unidades de internação e até um defensor público. O episódio também resultou em uma ação de improbidade administrativa que tramita na Justiça estadual. Todos os envolvidos tiveram decretado a indisponibilidade de seus bens. Figura ainda neste processo, o ex-secretário de Justiça, Ângelo Roncalli de Ramos Barros, que foi exonerado do cargo logo após o ajuizamento da denúncia movida pelo Ministério Público. Ele ocupava o cargo desde o governo Paulo Hartung (PMDB). Além dos contratos com a Acadis, a promotoria listou irregularidades em pagamentos para outros fornecedores do Iases. Entre as irregularidades apontadas estão: contratos aditivos e superfaturados; vinculação da Acadis com o Iases; contratação, pela Acadis, de empresas com contratos irregulares; favorecimento da Acadis por meio desses contratos; lavagem de dinheiro; desvio de verbas públicas no fornecimento de alimentação para os internos; contratação irregular de Gerardo Mondrágon como o responsável pela gestão da Acadis, já que ele era apenas o consultor; além de crimes pela dispensa de licitação. O prejuízo aos cofres públicos pode chegar a quase R$ 45 milhões, valor recebido pela entidade entre 2008 e 2012
STF suspende cobrança adicional de ICMS em compras pela internet
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu os efeitos de um protocolo do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que exigia o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado de destino das mercadorias adquiridas pela internet. A decisão atende ao pedido da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) contra a norma aprovada pelos secretários da Fazenda de 19 estados, entre eles, o do Espírito Santo, Maurício Duque. De acordo com informações do STF, os estados signatários do protocolo alegam ser prejudicados com a substituição do comércio convencional pelo crescimento das compras realizadas de forma remota. Os estados sustentam que a modalidade privilegia os estados mais industrializados, onde estão localizadas as sedes das principais empresas de vendas pela internet. No entanto, o ministro considerou que a norma estabeleceu uma nova forma de tributação, o que seria possível apenas com a edição de lei específica. “O afastamento dessa premissa, além de comprometer a integridade nacional ínsita à Federação, gera um ambiente de anarquia normativa, dentro da qual cada unidade federada irá se arvorar da competência de proceder aos ajustes que entenderem necessários para o melhor funcionamento da Federação. Daí por que a correção da engenharia constitucional de repartição de competências tributárias somente pode ocorrer legitimamente mediante manifestação do constituinte reformador, por meio da promulgação de emendas constitucionais, e não pela edição de outras espécies normativas”, afirmou. O relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4628) destacou os relatos de que alguns estados signatários do protocolo estariam apreendendo mercadorias enviadas por empresas que não recolhem o tributo de acordo com a nova sistemática: “Trata-se, à evidência, de um mecanismo coercitivo de pagamento do tributo repudiado pelo nosso ordenamento constitucional”. Nos autos do processo, a Confederação afirma que o protocolo nada mais é do que “absurda tentativa de mudança unilateral” por parte dos estados que se sentem prejudicados com a realização de operações de compra de bens pela internet, resultando em bitributação. Ela cita como exemplo uma mercadoria comprada por um consumidor da Paraíba (um dos signatários da norma) de uma empresa sediada no estado de Santa Catarina, que não aderiu ao protocolo. Do total de tributos na transação, o estado da Paraíba ficaria com 10% do ICMS, que é a diferença entre a alíquota do estado de origem (17%) e o índice estipulado pelo protocolo. O protocolo do Confaz estabelecia que o índice para mercadorias ou bens oriundos das regiões Sul e Sudeste, com exceção do Espírito Santo era de 7%, enquanto o restante das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste – incluindo o ES – era de 12%.