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Século Diário

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Caixa inicia liberação do FGTS a moradores das regiões 3 e 4 nesta segunda-feira

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A Caixa Econômica Federal dá prosseguimento nesta segunda (17) ao processo de liberação do saque do FGTS. Depois de atender aos moradores da Região 5, a Caixa e a Prefeitura de Vila Velha decidiram unir o atendimento aos moradores das regiões 3 e 4, que devem comparecer entre os dias 17 e 21 de fevereiro, das 8h às 16h, no ginásio do Tartarugão, em Coqueiral de Itaparica.   Confira a lista dos bairros beneficiados e o cronograma de atendimento   De acordo com a Defesa Civil, cerca 2,3 mil moradores da Região 5 foram atendidas desde o início da semana. Celso Tomaz de Aquino foi um dos moradores da que passou pelo Tartarugão durante esta semana. Segundo ele, o saque do FGTS irá ajudá-lo na reforma da casa. “O dinheirinho não é muito porque trabalhei de carteira assinada por pouco tempo. Mas ele vai me ajudar a comprar alguns móveis que perdi na chuva de dezembro e os galões de tintas para pintar a fachada da minha casa”, explicou.   Cronograma de atendimento:   Região 05 – de 10 a 14 de fevereiro; Região 04 e 03 – de 17 a 21 de fevereiro; Região 03 – de 24 a 28 de fevereiro; Região 02 – de 10 a 14 de março; Região 01 – de 17 a 21 de março;   Documentação:   1. Documento de Identificação do Trabalhador (serve como identificação) a) Identidade ou Identificação Militar ou Carteira de Motorista ou Passaporte emitido pelo Departamento de Polícia Federal ou Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS ou Cartão de Identificação do Trabalhador – CIT.   2. Comprovante de inscrição no PIS/PASEP   3. Comprovante de inscrição no CPF   4. Carteira de Trabalho – CTPS a) Deve ser apresentada cópia frente e verso da folha com a foto da Carteira de Trabalho e cópia das folhas que contenham os contratos que a pessoa tem interesse em sacar;   5. Comprovante de endereço da residência do Trabalhador (tem que ser a conta emitida entre os dias 23 de agosto a 23 de dezembro de 2013; 120 dias antes da data do decreto): a) Conta de água ou de luz ou de telefone ou de gás; b) Extratos bancários ou carnês de pagamento com código de barras; c) Conta de cartão de crédito ou de qualquer outro documento que tenha sido emitido pelos Correios, desde que tenha código de barras.   Se o munícipe morar de aluguel, é necessário levar o contrato de locação com firma reconhecida, respeitando o período de 23 de agosto até 23 de dezembro de 2013, período de carência de 120 dias antes do evento e após/durante as chuvas.

10/02/2014 / 0 Comments
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Uma câmera na mão e mil ideias na cabeça

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Texto: Henrique Alves Fotos: Rogério Medeiros (1 e 2) e Arquivo Pessoal (3 e 4) A ascendência libanesa não tardou a se manifestar. Margô deixa o MacBook aberto sobre a mesa e se dirige toda serelepe à cozinha; em segundos, retorna com “uma receita de família”, como definirá instantes depois com orgulho: palmito ao molho de tahine e pão árabe. Estupendo. Mais alguns segundos, deixa a mesa novamente. Cozinha. E reaparece com um refrescante suco de abacaxi com hortelã.   A inquietude que a levou a mimosear à libanesa, ou seja, comida sempre à mesa, repórter e fotógrafo, é a mesma que orienta o itinerário profissional da jornalista-fotógrafa-cinegrafista Margô Dalla. Para quem não conhece Margô, seria legítima a surpresa ante a notícia de que ela foi a primeira operadora de câmera do Espírito Santo e, talvez, a primeira, ou uma das, do Brasil.    Mas para quem a conhece, seria ingenuidade. A mulher é uma batalhadora.    Apenas de quando em quando Margô dá o ar da graça em Vitória. Em 2006, casou-se com um cientista holandês que desenvolve projetos na área da nanotecnologia. Conheceram-se em Brasília – à época, ela assessorava o então deputado federal Frank Aguiar. Moram há cinco anos numa área central de Amsterdã que reúne velhos hippies e beatniks. Ela adora. É como se os celestiais anos 60 não tivessem terminado.   Precisamente, ela não sabe dizer se, sim, estamos diante da primeira “câmerawoman” capixaba, ou se não. Mas diz que sim. E seu argumento é eloquente: os artistas célebres não escondiam a surpresa ao bater o olho no estúdio e ver uma mulher de  pouco mais de 1,60 de altura amparando um trambolho de 18 quilos nos ombros.   Margô Dalla tinha 18 anos e fazia Artes Plásticas na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) quando Hélio Dórea a convidou para se juntar à equipe do Semanário, um caderno de A Gazeta comandado pelo colunista social. Não houve motivo específico para o convite. Como Margô e Hélio já se conheciam, talvez tenha sido intuição, o que a memória dela reforça: “Ele apenas achou que eu tinha o perfil para o trabalho”.   No bom sentido, Margô caiu fulminada quando conheceu uma redação de jornal; via-se em cada canto daquele organismo inquieto e dinâmico, o caos fervilhante era canção melíflua. Margô começou fazendo essas entrevistas rápidas, estilo ping-pong, para o Semanário; depois seria realocada para a editoria de Cidades.   A Margô-repórter não anulou a Margô-estudantes-de-artes. Ambas se cruzaram quando ela fez a disciplina de Fotografia e, concomitante, se integrava a um grupo de fotógrafos que se reunia regularmente na Rua Barão de Monjardim, no Centro de Vitória. Comprar a primeira Nikon foi um processo natural. Não demorou e virou fotógrafa de A Tribuna e A Gazeta.      Em Vitória, Margô deixou o carro na garagem, sintomática atitude de quem já assimilou o modo de vida da capital holandesa: uma das cidades mais simpáticas às magrelas do mundo, Amsterdã tem mais bicicletas que moradores. São cerca de 800 mil habitantes e 880 mil bikes.    Uma delas é de Margô. Ela inclusive arregala os olhos de satisfação ao comentar a Bicicletada Calorosa, realizada no último dia 31, em Vitória, e da qual participou. Nus, ou quase, bicicleteiros da Grande Vitória se reuniram na Praça do Ciclista (a do Cauê, em Praia da Santa Helena) para dar um rolezinho veranil pela capital. Para ela e para todos, se deslocar de bike significa mais saúde.   Fora das duas rodas, a vida na Holanda vai bem, obrigado. Margô desenvolve prolíficos trabalhos jornalísticos em várias frentes. Primeiro, é uma das editoras do projeto People From Brazil, um blog que, grosso modo, cadastra artistas brasileiros espalhados pelo globo.    Também participa da DoBrasil, empresa brasileira sediada em Amsterdã que presta serviços de publicidade, marketing e jornalismo. Na Holanda, é uma referência entre o público brasileiro. É possível vê-la, microfone em punho, entrevistando artistas brasileiros de passagem em solo holandês, como Gilberto Gil, Djavan e Gal Costa.    Em 2013, realizou quatro exposições fotográficas: três em Amsterdã, com seu trabalho sobre as paneleiras de Goiabeiras, e uma em Viena, capital da Áustria.   Orlando Bonfim dirigia o Departamento Estadual de Cultura (DEC) e convidou Margô para ser fotógrafa do órgão. Aí começa a nascer nossa camerawoman.  Estamos em fins dos anos 70.   A TVE era uma autarquia ligada ao DEC, um mundo habitado por homens robustos operando o faraônico maquinário do telejornalismo de então. As câmeras eram de cinema, pesadíssimas. Que mulher se deslumbraria por semelhante ambiente? Só Margô mesmo: quando ela adentrou seus estúdios pela primeira vez, adentrou antes os umbrais de uma terra encantada.   Margô solicitou ao DEC licença para fazer estágio na área de produção de telejornalismo da TV Gazeta. Foram quatro meses corridos, acompanhando equipes, futucando equipamentos, sempre conciliando o trabalho no órgão cultural. Findo o estágio, brota-lhe a ideia fixa; ser câmera da TVE. Permissão concedida.    Entre documentários, séries jornalísticas e programas infantis, foram tantas produções que ela hoje não lembra para qual empunhou pela primeira vez aquelas penosas lentes. Houve, claro, uma estranheza inicial entre os colegas do sexo oposto ao ver uma mulher cinegrafista. Mas logo assimilaram a novidade.    Falando em estranheza, ela recorda uma solenidade no Palácio Anchieta com a presença do então presidente General João Baptista Figueiredo. A etiqueta recomendava saia às mulheres. Os problemas é que, um, os cinegrafistas iriam se posicionar sobre um tablado e, dois, tínhamos uma moça entre eles.    Margô não hesitou: se enfiou numa calça jeans. Pronto. Começou a discussão: pode ou não pode? Seria de bom tom uma rapariga de saia acima das cabeças de respeitáveis varões? Após muitas indas e vindas, abriu-se a exceção. Fosse um Médici da vida, sei não…    Em 84, após quatro anos de labuta, Margô se desliga da TVE. A grana ali era parca e sua primeira filha está para nascer. A solução foi distribuir currículos para o Brasil inteiro.    Com vencimentos

09/02/2014 / 0 Comments
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Fórum realiza protesto contra situação da saúde pública em Vila Velha

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O Fórum Capixaba em Defesa da Saúde Pública realiza, nesta segunda-feira (10) um ato público para denunciar a situação caótica da saúde no município de Vila Velha. A entidade denuncia a falta de estrutura nas unidades de saúde, assim como a sobrecarga nos atendimentos à população. Os manifestantes vão se concentrar, por volta das 16 horas, em frente à sede do Ministério Público Estadual (MPES), próximo à Praça do Pedágio da Terceira Ponte. De acordo com informações do fórum, a ideia do movimento é aproveitar o engarrafamento habitual no local para entregar panfletos aos motoristas que seguem para Vila Velha, fazendo um alerta sobre a situação da saúde no município. Eles planejam a utilização de um caixão para simbolizar o “enterro da saúde pública canela-verde”. Os manifestantes vão exibir faixas e cartazes cobrando mais investimentos serão utilizados no ato. Dados da entidade apontam que a rede municipal de saúde só tem capacidade para atender a 43% da população vila-velhense. Das 16 unidades de saúde do município, somente sete atendem pela Estratégia de Saúde da Família. O fórum também critica a falta de recursos humanos e exige melhoria nas condições de trabalho e de atendimento à população. O ato vai cobrar ainda a contratação de profissionais aprovados no concurso de 2012. A seleção oferecia 25 vagas para o cargo de psicólogo, mas apenas oito foram chamados. A validade do concurso termina em junho deste ano, podendo ser prorrogada pela administração do prefeito Rodney Miranda (DEM). Entretanto, o fórum alega que, durante a vigência do certame, a prefeitura contratou mais de 40 profissionais por meio de processo seletivo simplificado, que não garante a efetivação desses servidores. Na avaliação do Fórum, a prática causa prejuízos à continuidade do atendimento aos serviços de saúde essenciais à população. O ato cobra ainda melhoria nas estruturas físicas e de equipamentos de trabalho. 

09/02/2014 / 0 Comments
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Obra da Jurong avança a passos largos deixando rastro de destruição

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Não é novidade que o Estaleiro Jurong de Aracruz (EJA) provoca, desde o início de sua instalação, no ano de 2012, uma intensa degradação ambiental e social na região da Barra do Riacho, em Aracruz, no norte do Estado. A situação foi confirmada, no final do mês de janeiro, pelos cicloativistas que pedalaram desde vitória até o distrito de Regência, em Linhares, nas atividades do III Pedal contra o Pré-sal no Espírito Santo.    Segundo Paulo Henrique Oliveira, técnico ambiental da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) no Espírito Santo e um dos organizadores do Pedal, o trabalho na construção do EJA, que já toma as formas de um enorme estaleiro, está muito adiantado. “Essa aceleração representa uma questão séria de precarização do trabalho. Pode-se ver nitidamente pelas movimentações dos trabalhadores, que fizeram uma greve no período em que passamos por lá. Por serem trabalhadores temporários, dificilmente se articulam e, se isso aconteceu, é porque a situação está realmente ruim”, relatou.   Paulo Henrique também descreveu o local por onde o pedal passou. Segundo ele, as obras de terraplanagem estão avançadas, há aterro de riachos, perda visível da biodiversidade terrestre e marinha, além de muito trabalho de máquinas grandes, produzindo muita poeira. Em Barra do Riacho, descreveu, é possível notar o medo expresso dos moradores mais antigos devido à ocupação desordenada que levou a região pacata ao aumento da criminalidade e do êxodo, dentre vários outros problemas estruturais e sociais. “Há toda uma pressão do governo para que esse estaleiro saia do papel”, considera.   Os cicloativistas que participaram do Pedal também mapearam vazamentos de petróleo próximos à comunidade Cabloco Bernardo, que já vem sofrendo inúmeras dificuldades decorrentes da exploração de petróleo no local. Há, até mesmo, ameaças direitas da empresa União Engenharia, Fabricação e Montagem, conforme registrado na ata da 557ª Reunião da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, realizada em outubro, em Vitória. O Pedal obteve êxito, como indicam os organizadores. Os cicloativistas já planejam dar prosseguimento ao protesto na região metropolitana Grande Vitória, para garantir o mapeamento contínuo e o acompanhamento local, e também em expandi-lo com pedaladas ao sul do Estado.     Transtornos   O EJA é um empreendimento da Jurong do Brasil, empresa que recebeu apoio dos órgãos públicos para garantir sua participação no processo de licitação de empresas construtoras de sondas e navios de perfuração para a Petrobras. A Associação Capixaba de Proteção ao Meio Ambiente (Acapema) denunciou, em 2010, que o estaleiro não realizou Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) para o licenciamento do empreendimento, como determina a lei.   O acordo para a implantação do estaleiro Jurong em Aracruz foi firmado em 2008 entre a Jurong do Brasil e o governo do Estado. A instalação é composta de plataformas de petróleo, de sondas e de reparo naval e atividades de intenso impacto ambiental, que podem provocar colapsos na biodiversidade local, uma vez que parte do terreno onde o estaleiro é instalado é Área de Preservação Permanente (APP) e próximo ao terminal da Portocel, que pertence à Aracruz Celulose (Fibria), e já gera inúmeros impactos à pesca local.   Apesar dos danos que serão levados ao local pela empresa, a prefeitura do município fez a doação da área onde será instalado o estaleiro, que tem 825 mil m² e foi estimada em R$ 25 milhões. A doação aponta para a criação de uma lei municipal, que entrou em vigor simultaneamente aos interesses da construção do estaleiro, em 2009. Como tentativa de legitimar a doação de área pública ao empreendimento, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) já havia decretado o estaleiro como de utilidade pública.   Desde 2010, a região recebe trabalhadores de diversas partes do País, atraídos pelas falsas promessas de emprego oferecidas pela Jurong e pela Petrobras na região. Os que não foram contratados pela Petrobras ficaram, como uma população flutuante, aguardando os serviços da Jurong. Enquanto isso, após a fase de obras, esses trabalhadores não são absorvidos, o que gera um grande problema social.    Desde janeiro de 2012, quando o empreendimento se instalou na localidade da Barra do Riacho, em Aracruz, os pescadores locais estão impedidos de realizar suas atividades. Os pescadores querem que a verba arrecadada com a venda do calcário que será extraído nas escavações do estaleiro seja integralmente revertida à comunidade pesqueira. Segundo Vicente Buteri, presidente da Associação de Pescadores, a própria Jurong estimou o valor da rocha em R$ 350 mil, verba que seria obtida pela associação e dividida entre os pescadores prejudicados pelo empreendimento. As famílias da região perderam toda a sua área de pesca com a instalação do estaleiro. A área, que antes tinha uma rica biodiversidade e ampla disponibilidade de lagostas, camarões e diversos outros animais marinhos, hoje se encontra completamente devastada.    No final de janeiro, o Ministério Público Estadual (MPES) e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) enviaram três equipes de trabalho para avaliar a avaliar a rocha de calcário da região onde está sendo construído o EJA.    A Jurong também recorreu da decisão da Justiça que determina que a empresa de Cingapura indenize, no valor de um salário mínimo (R$ 724), as 200 famílias prejudicadas pelos impactos da instalação do estaleiro. Enquanto o recurso não é julgado, afirma Butteri, a Jurong está depositando o valor total das indenizações em uma conta da Justiça Federal.   O valor dessa indenização, segundo Buteri, é claramente insuficiente para indenizar os pescadores por tamanha perda. Além do pagamento que começou a partir da decisão judicial, em janeiro de 2014, os ribeirinhos querem indenização por todo o período de instalação do empreendimento, ou seja, querem que a decisão judicial seja revista e passe a ser retroativa, indenizando-os, também, pelo período em que foram impedidos de pescar, desde a implantação do EJA no local, em 2010.

09/02/2014 / 0 Comments
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Cenário pulverizado e reedição da eleição de 2012 na disputa à Câmara

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A disputa eleitoral de Vitória no campo proporcional sempre foi muito dividida, já que boa parte dos candidatos transita na cidade dividindo o voto do eleitoral. Este ano, porém, a disputa terá um elemento a mais: a busca de espaço entre os dois grupos políticos que disputaram a eleição de 2012 e querem garantir a capitalização dos votos, mirando o embate eleitoral de 2016.    Neste sentido, o foco da classe política deve ficar na disputa entre o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e o presidente da Câmara da Capital, vereador Fabrício Gandini (PPS), que devem reeditar a disputa de 2012. Neste sentido, a expectativa é de que o embate entre os dois seja duro.    O ex-prefeito saiu derrotado do pleito e quer se credenciar para tentar retomar a prefeitura em 2016. Embora os meios políticos esperassem que Luiz Paulo disputasse a Assembleia para ficar mais próximo de seu reduto eleitoral, ele se decidiu pela Câmara, para aumentar o capital político.    Do outro lado estará Gandini, que terá como principal cabo eleitoral o prefeito Luciano Rezende (PPS), que saiu vitorioso da disputa com Luiz Paulo em 2012 e que tentará a reeleição, provavelmente contra o mesmo grupo em 2016.    Mas os votos de Vitória não serão divididos apenas entre os dois candidatos. Também buscam votos na Capital os deputados federais Lelo Coimbra (PMDB), Iriny Lopes (PT), Carlos Manato (SDD), Rose de Freitas (PMDB), além dos candidatos que estão fora da Câmara e também querem uma fatia do eleitorado da Capital. 

09/02/2014 / 0 Comments
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Disputa com tucano pode pegar palanque palaciano no contrapé

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Nerter Samora e Renata Oliveira   O candidato do PSDB ao governo do Estado, Guerino Balestrassi, tem uma missão hercúlea pela frente. Mas será que o governador Renato Casagrande (PSB) está preparado para enfrentar um adversário que o conhece tão bem? Papo de Repórter analisa o embate entre as duas lideranças que acontecerá independentemente do cenário eleitoral.     Nerter – É claro que até junho, quando acontecerão as convenções e os partidos vão definir seus papeis na eleição deste ano, muita coisa pode acontecer. O que temos com os acontecimentos desta semana é um cenário eleitoral com três palanques: o do governador Renato Casagrande, pelo PSB; o do ex-prefeito de Colatina, Gueirno Balestrassi, pelo PSDB e, provavelmente, o do senador Ricardo Ferraço, pelo PMDB. Mas o que interessa neste Papo de Repórter é o novo embate entre PSB e PSDB, que acontecerá independentemente do número de candidatos no páreo. Há várias questões que podem influir na eleição. Não estou dizendo que pode haver inversão do resultado, com o PSDB que está em último na corrida eleitoral saindo vitorioso da disputa, até porque o PSDB está mais sozinho do que nunca. Mas que é um cenário interessante, é.    Renata – Há tanta diferença entre os cenários, que é melhor separar por partes. Primeiro, o PSDB. O candidato naquele ano era Luiz Paulo Vellozo Lucas, aliado de longa data do então governador Paulo Hartung. Ele brigou bravamente para colocar sua candidatura, já que estava sendo esmagado pelo rolo compressor da unanimidade, que chamou de “bonapartista”. Mas ao iniciar a campanha ele perdeu o fôlego. Também não poderia bater de frente com um projeto do qual fez parte. Enfrentar o palanque palaciano seria assumir que tinha também culpa no cartório das situações que estivesse apontando. O resultado daquela investida tucana foi devastador para o partido. O PSDB ficou sem representação na Assembleia, com um deputado federal isolado na bancada e internamente as disputas de lideranças por espaços só piorou o clima o ninho.    Nerter – A diferença começa por aí. A entrada de Guerino Balestrassi no PSDB trouxe o fôlego que o partido precisava. Evidentemente só empolgação não garante vitória e o PSDB terá dificuldades muito grandes para colocar o bloco na rua. E o partido sabe disso. Sabe que está isolado, que terá pouco dinheiro, pouco tempo de televisão e que vai enfrentar uma máquina muito forte. Mas Balestrassi tem uns truques na manga, além do fígado inflamado desde 2008, quando o grupo de Renato Casagrande tentou empurrar o Paulo Foletto na sucessão dele em Colatina e ele deixou o partido, apoiando o petista Leonardo Deptulski. Essa já é uma vantagem. Ele já enfrentou o palanque palaciano antes, dadas as devidas proporções, já que estamos falando aqui de uma eleição municipal e agora será uma sucessão estadual. Há muita diferença.    Renata – Mas o grande problema para Casagrande neste enfrentamento com o Guerino Balestrassi é que estamos falando de dois adversários que se conhecem muito bem. Balestrassi já foi do PSB, e como disse na entrevista, sabe como o PSB opera. Também esteve no governo de Renato Casagrande até outro dia à frente do Bandes, de onde saiu batendo a porta. Tudo isso lhe trouxe um cabedal de informações que podem ser muito úteis em uma eleição polarizada. Além disso, Guerino enfrentará Casagrande em um campo em que os dois transitam, a discussão municipalista. Casagrande virá para a disputa como o governador que retomou o perfil do ex-governador Gerson Camata, que também emplacou a marca de homem do interior. Balestrassi vai tentar desmontar essa imagem com a bagagem que traz pela passagem pela presidência da Associação dos Municípios do Estado (Amunes) e pela vice-presidência da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Mas é bom que ambos se lembrem de que mais da metade do eleitorado está na Grande Vitória.   Nerter – E Casagrande, estaria preparado para enfrentar seu ex-correligionário? Acho que por essa ele não esperava. Desde o final da eleição municipal de 2012, o governador intensificou seu projeto de aglutinação de forças em torno de seu palanque, se estabeleceu como grande líder político do Estado, acumulou muito recurso nos cofres do Estado, para atrair os prefeitos e fortaleceu muito seu campo político no sentido de desestimular nomes que estavam cotados para enfrentá-lo. O foco de Casagrande tem sido o ex-governador Paulo Hartung e Ricardo Ferraço, pelo PMDB, e Magno Malta, pelo PR. Mesmo Balestrassi tendo lançado seu nome na disputa desde o início do segundo semestre do ano passado, Casagrande estava se preparando para esses outros adversários, considerados muito mais fortes para a disputa.    Renata – Sim, mas hoje o cenário é muito diferente. Ricardo Ferraço entra na disputa com o discurso de que a unanimidade não cabe mais. O problema é que para ele não cabe mais porque não interessa mais. Hartung dificilmente vai entrar em uma disputa contra um palanque tão forte. Eleição de dois turnos seria algo impensável para quem gosta de definir o pleito bem antes de o processo ser deflagrado, com campo limpo. E Magno Malta voltou a falar em Presidência da República, ou seja, não topa ir para o confronto pelo governo do Estado. Sobrou Guerino, que fez muito bem seu dever de casa. Está rodando o Estado todo, se fortaleceu dentro do PSDB, fez planejamento e principalmente, está muito disposto a enfrentar o Renato Casagrande. Também acho que para esse adversário, Casagrande não se preparou.    Nerter – É bom ter pé no chão também, afinal estamos falando de uma disputa no molde Davi e Golias. Casagrande tem a maioria dos partidos ao seu favor, tem apoio da Assembleia, apesar do esperneio de alguns deputados, tem 22 prefeitos socialistas, tem uma imagem construída e solidificada depois das chuvas do final do ano passado de grande amigo do interior. Balestrassi tem dois minutos de televisão, a candidatura pesada de Aécio Neves para carregar e está sozinho. PPS, DEM e PTB, que são aliados históricos ao ninho tucano, estão querendo

09/02/2014 / 0 Comments
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TJES recebe 37 recursos contra aplicação de prova oral em concurso para juiz

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A comissão do concurso público para juiz substituto do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) recebeu 37 recursos contra os procedimentos da arguição da quarta etapa da seleção, que foi a prova oral. Nessa sexta-feira (7), foram distribuídos os recursos interpostos pelos candidatos. Os apelos serão examinados por uma banca composta por três juízes de fora do Estado – indicados pela organizadora da seleção –, além do representante da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-ES) De acordo com informações do TJES, a banca examinadora será composta pelos juízes Álvaro Luiz Chan Jorge, Luiz Otávio Rezende, Vitor Feltrin Barbosa e pelo representante da OAB-ES, Danilo de Araújo Carneiro. Três dos avaliadores ficarão responsáveis pela análise de nove recursos cada, enquanto um membro da banca analisará outros dez. A sessão pública para o julgamento dos recursos acontece na próxima sexta-feira (14), na sede do tribunal. O presidente da comissão do concurso, desembargador Fábio Clem de Oliveira, explicou que a sessão de análise dos recursos será semelhante aos ritos de um julgamento. “O membro da banca irá ler o seu voto e os demais irão concordar ou não. Será um julgamento como outro qualquer que ocorre nas Câmaras do Tribunal de Justiça”, explicou. Assim como ocorreu no processo de distribuição das “relatorias” dos recursos, a sessão de julgamento poderá ser acompanhada pelos candidatos e demais pessoas interessadas. O concurso prevê o preenchimento de até 30 vagas, além da formação de cadastro de reserva para o cargo de juiz substituto. A expectativa é de que o resultado final seja divulgado até o próximo dia 18. O processo seletivo foi iniciado no ano de 2006, mas foi alvo de vários adiamentos por conta das suspeitas de fraudes, após a deflagração da Operação Naufrágio, no fim de 2008.

08/02/2014 / 0 Comments
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Justiça recebe denúncia contra empresário acusado de pagar propina a servidores

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O juiz da Vara Única de Santa Leopoldina (região serrana do Estado), Carlos Ernesto Campostrini Machado, recebeu uma denúncia criminal contra o empresário Rodrigo Silva Zaché, acusado de oferecer propina com o objetivo de fraudar licitações no município. A decisão foi prolatada no final de setembro, mas o acusado só foi intimado em janeiro. O Ministério Público Estadual (MPES) pede a condenação do empresário pelos crimes de corrupção ativa e associação criminosa, cujas penas variam entre três a 11 anos de prisão. Na denúncia ajuizada em julho passado, o promotor de Justiça, Jefferson Valente Muniz, afirma que as provas levantadas durante as investigações da Operação Moeda de Troca – deflagrada em setembro de 2010 e que culminou com a condenação de dez pessoas – indicam que o empresário teria repassado um notebook a um ex-servidor do município para garantir a fraude na locação de três veículos pela prefeitura, então comandada pelo ex-prefeito cassado Ronaldo Prudêncio (PDT). “Na verdade, descobriu-se durante a instrução que o denunciado possuía amizade com os demais 'licitantes', chegando inclusive a servir de testemunha ou padrinho de casamento dos já denunciados (Paulo César Santana Andrade e Patrícia Pereira Ornelas Andrade, que acabaram sendo condenados na ação penal sobre a operação).  Era um só grupo que, com união de vontades e desígnios, tinham o objetivo precípuo de fraudar licitações públicas”, afirma o promotor. Na decisão pelo recebimento da denúncia, o juiz avaliou que foram preenchidos os pressupostos necessários (indícios de materialidade e autoria) para o seguimento da ação. Carlos Ernesto determinou a citação do acusado para responder à acusação. Em seguida, a Justiça deve realizar audiências para ouvir as testemunhas arroladas pelo MPES e pela defesa. A última fase do processo é a apresentação das alegações finais, antes da prolação da sentença definitiva. O caso teve origem nas investigações da Moeda de Troca, que culminaram ainda com a deflagração da Operação Lee Oswald, que revelou um esquema de corrupção em Presidente Kennedy, no litoral sul do Estado. Em julho do ano passado, a Justiça condenou dez pessoas à prisão, sendo oito empresários, por participação no esquema de fraudes em licitações. Somente um dos réus, o ex-secretário de Administração do município, Paulo Calot, foi absolvido por falta de provas. Foram condenados os empresários Aldo Martins Prudêncio, que é irmão do ex-prefeito (que teve a maior pena, de sete anos e quatro meses de prisão, em regime semiaberto), Paulo César Andrade, Patrícia Ornelas Andrade, Robson Colombo, Antônio Carlos Sena Filho (todos condenados a penas em regime semiaberto), assim como , Adailton Pereira dos Santos, Rozélia Oliveira e Dennys Gualandi (que tiveram a pena de prisão substituída pela prestação de serviços à comunidade). Eles recorrem das sanções no Tribunal de Justiça do Estado (TJES).

08/02/2014 / 0 Comments
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???Essa coisa de unanimidade de condomínio tem de ser questionada???

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Rogério Medeiros e Renata Oliveira Fotos: Gustavo Louzada/Porã   Tucano desde abril de 2013, o ex-prefeito de Colatina (noroeste do Estado) Guerino Balestrassi parece já ter assimilado completamente o discurso do PSDB. Ainda no início do segundo semestre do ano passado, logo que deixou o comando do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes), ele anunciou em um encontro com a Executiva Nacional do partido o interesse de disputar o governo do Estado. Balestrassi sabia exatamente o que isso significaria. Além de ter de erguer o palanque do presidenciável tucano Aécio Neves no Estado, ele teria de enfrentar o palanque palaciano, comandado pelo ex-correligionário, Renato Casagrande.      E, para isso, vai enfrentar a marca do governador no interior. Guerino tem afinidade com a pauta municipalista, já que esteve à frente da Associação dos Municípios do Estado (Amunes) e foi vice-presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).   Nesta entrevista a Século Diário, o tucano demonstra sua motivação para a empreitada, dispara contra a unanimidade em torno do governador, critica a imagem de governo municipalista que é vendida pelo socialista, e mostra que não sofre pressão alguma por entrar em uma disputa tão dura para o PSDB.      Século Diário – O processo eleitoral que vem por aí guarda certa semelhança com o processo que elegeu Renato Casagrande. Havia um candidato da unanimidade, que seria o hoje senador Ricardo Ferraço (PMDB), depois substituído pelo governador Renato Casagrande, e o candidato do PSDB, Luiz Paulo Vellozo Lucas. Tudo indica que essa unanimidade irá se repetir no Estado e só sobrará Guerino Balestrassi como alternativa. Vai topar?   Guerino Balestrassi – Vou sim. Me preparei para isso, independentemente da situação. É lógico que o melhor modelo de eleição, que a população gostaria de ter, seria com cada um defendendo sua bandeira, com quatro, cinco candidaturas. O ideal seria que o Magno [senador Magno Malta (PR)] e o Ricardo [Ferraço] fossem candidatos.  A eleição no primeiro turno leva muito em conta as proporcionais. Se conseguíssemos levar a eleição para o segundo turno, a maior beneficiada seria a população. É isso que eu percebo que a população quer, porque uma eleição com essa característica que está se formando, visando tempo de televisão e coligações, fica morna, e o morno não é bom. Mas eu estou preparado para isso.   – Está preparado para pegar a fera? Vai ser um contra um.    – Exatamente, mesmo com somente dois minutos de tempo de televisão. Não acredito que ninguém virá se alinhar conosco. Primeiro por causa do recurso financeiro, que nós não temos, segundo porque estamos em uma eleição em que a ideia política é que nós não vamos ganhá-la. Como as alianças se fecham antes, são antecipadas, não vamos conseguir aliados.    – Em 2010, o PSDB teve ao seu lado aliados históricos em nível nacional, como o DEM, o PPS e o PTB. No cenário nacional houve a diluição do DEM, com a criação do PSD, e o PSD não deve caminhar com o PSDB, assim como o DEM, que se aproxima do governo; o PPS, no Estado, já se alinhou ao palanque palaciano. Então, provavelmente, aqueles partidos que estiveram com os tucanos em 2010, não vão estar agora.    – Não tenho garantia disso. O Aécio [senador Aécio Neves, presidenciável tucano] está com dificuldades em fechar alianças em cima, imagina eu aqui. Não trabalho com essa hipótese, mas se vierem, serão bem-vindos.    – O senhor é cristão novo no PSDB, mas daquela disputa de 2010 entre tucanos e o palanque palaciano, o que muda para essa nova edição?     – O que muda é que nós estamos um passo de vez. O que muda é que planejamos a construção de uma chapa proporcional, com deputados estaduais e federais. Hoje estamos com uma chapa de estadual com quase 45 pré-candidatos, para selecionar em torno de 30. Não existia na época. A outra coisa é que temos uma chapa de deputado federal que, neste momento, tem três âncoras: Max Filho, Luiz Paulo Vellozo Lucas e César Colnago e mais nove pré-candidatos. Podemos ter uma chapa capaz de eleger dois e, dependendo do que acontecer, até três federais. Essa estrutura é ideal para fortalecer a chapa proporcional. Uma eleição de confronto direto como esta ajuda na construção da proporcional e dificulta para a majoritária. Dificulta porque é um confronto direto e vamos ter pouco tempo de televisão, mas os proporcionais vão ter destaque, vão se diferenciar. A expectativa é de chegar a mais de 200 mil votos para estadual e mais de 300 para federal.                           – Acho que está muito otimista…   – Estou. Tenho que estar, não é?   – Mas o PSDB também está conversando com Renato Casagrande…   – O PSDB não vai estar em uma aliança em que estiver o PT. Esta é uma decisão da Nacional. No próximo dia 11 haverá uma reunião da Nacional em que isto será colocado categoricamente. Quem vai decidir é a Nacional. Aqui no Estado o PT dificilmente sairá da aliança com o PSB, por isso, vamos estar longe desta aliança.    – O DEM tem alguma possibilidade de estar com vocês, embora o presidente do partido, o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, já tenha declarado preferência pelo palanque de reeleição de Renato Casagrande?   – Só se vier de cima para baixo. Aqui, dificilmente vamos conseguir formar aliança.    – Nem na proporcional?   – Não, na proporcional eu prefiro ir para o sacrifício e fortalecer a chapa tucana, porque meu projeto principal é eleger na proporcional. Não descarto a possibilidade, há muitos casos na política, Renato Casagrande, Albuíno Azeredo, eu, em Colatina, quando comecei….mas a prioridade do meu projeto é eleger proporcional.    – Mas o cenário é desfavorável para vocês…   – É desfavorável agora, mas ninguém pode vender o preço do futuro no valor de hoje. Isso só vai se intensificar depois da Copa.    – As projeções são de que o partido faz um federal…

08/02/2014 / 0 Comments
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Sambio solicita à bancada capixaba reunião com ministro da Ciência e Tecnologia

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A Associação dos Amigos do Museu de Biologia Professor Mello Leitão (Sambio) solicitou à bancada capixaba no Congresso Nacional que seja marcada uma reunião com o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, para a formação do Grupo de Trabalho destinado à transição do Museu Mello Leitão ao Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA). A criação do GT foi uma proposta levada a público pelo secretário executivo do MCTI, Luiz Antônio Rodrigues Elias, em novembro de 2013.  Na ocasião, o secretário também afirmou que neste ano haverá recursos financeiros disponíveis para o INMA.   Os servidores ligados à Sambio já estão preparando um documento com sugestões para a formação desse grupo. Eles também solicitam a adoção de medidas emergenciais, como a disponibilização de bolsas para pesquisadores e estudantes envolvidos nos trabalhos em parceria com o Museu e com as Coleções biológicas, para que possam dar continuidade aos trabalhos, até que se estabeleça a nova estrutura do INMA.    A Lei nº 12.594, que transforma o Museu Mello Leitão em INMA, transferindo-o da estrutura do Ministério da Cultura (MinC) para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), foi sancionada nessa quarta-feira (5) pela presidente Dilma Rousseff. A nova legislação também cria o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste, o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal e o Instituto Nacional de Águas. Além disso, o texto também prevê a criação de 83 cargos comissionados. O impacto anual no orçamento com o pagamento de pessoal será de R$ 5,3 milhões.   A legislação ainda garante que os servidores do Mello Leitão integrantes do Plano Especial de Cargos da Cultura sejam transferidos à nova estrutura sem prejuízo das vantagens inerentes ao plano e independentemente da ocupação de cargo em comissão ou função de confiança, lotados no museu em 31 de dezembro de 2009.   A transferência para o Ministério da Ciência e Tecnologia era um pleito antigo de pesquisadores. Após anos de carência de material de estudos e de pessoal, há a esperança de que, com a gestão definitivamente atribuída ao MCTI, hajam investimentos estruturais efetivos nas pesquisas desenvolvidas no local.    O Mello Leitão foi criado em 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi (1915-1986), que recebeu do Congresso Nacional, em 1994, o título de “Patrono da Ecologia do Brasil”. A instituição, que desenvolve trabalhos com foco na biodiversidade da Mata Atlântica do Estado e voltados para educação e difusão científica na área de biodiversidade e na área de pesquisa e investigação científica, é uma das principais do país ligadas ao patrimônio natural. Após a morte de Ruschi, houve um decréscimo no apoio obtido pela instituição de organizações internacionais, na época interessadas em investir nas pesquisas do naturalista, que empregava a própria natureza em estudos sobre enfermidades. Um deles, que combateu a raiva em morcegos sugadores de sangue, é usado até a hoje na Índia. O Museu Mello Leitão fica no município de Santa Teresa, na região serrana do Estado.

08/02/2014 / 0 Comments
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