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Século Diário

Portal de Notícias

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Além de salvar vidas, bombeiros levaram 50 toneladas de alimentos às vítimas das chuvas

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  O Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo apresentou nesta quarta-feira (5) o relatório operacional com as ações desenvolvidas durante as chuvas que atingiram o Estado no mês de dezembro. De acordo com a publicação, mais de três milhões de pessoas (cerca de 90% da população capixaba) foi afetada pelas chuvas em 55 municípios. Apesar da tragédia, a corrente de solidariedade também foi significativa: as equipes de socorro transportaram mais de 50 toneladas de mantimentos e donativos às vítimas das chuvas logo após a tragédia. Segundo o documento, a ação humanitária contou com a participação de 1.100 militares do CBMES, 85 viaturas e 32 embarcações para auxiliar os municípios afetados. Esse efetivo foi reforçado com a mobilização de mais 500 pessoas da Polícia Militar capixaba, Polícia Rodoviária Federal, Força Aérea Brasileira, Exército, Marinha, polícias do Rio de Janeiro e São Paulo, além de equipes de saúde do Governo Federal e das secretarias de governo do Estado. Para atender às vítimas, foram empregadas 114 viaturas, 54 embarcações, três aviões, 11 helicópteros e quatro estações de radioamador em locais com dificuldade de comunicação. Mais de 1.000 pessoas enfermas ou com necessidades especiais foram transportadas pelas equipes durante a tempestade. Durante o evento de apresentação do relatório, o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Edmilton Aguiar, agradeceu as doações arrecadadas durante o período de temporal, bem como a todos que contribuíram para o socorro às vítimas das chuvas. A solenidade contou com a participação do vice-governador, Givaldo Vieira, que destacou as ações do governo para mitigar os danos causados pelas enchentes e a criação do plano de reconstrução do Estado.

05/02/2014 / 0 Comments
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Tribunal de Justiça autoriza migração de processos eletrônicos para sistema antigo

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Após suspender a implantação do processo eletrônico no Tribunal de Justiça do Estado (TJES), o presidente da corte, desembargador Sérgio Bizzotto Pessoa de Mendonça, deu um novo passo para a substituição do atual sistema (e-JUD2). Nessa terça-feira (4), o magistrado autorizou os juízes das varas que iniciaram a adoção do sistema a solicitarem o retorno ao modelo que vigorava antes da transição. Na última semana, a cúpula do tribunal já havia determinado a migração obrigatória das ações em cinco varas, entre elas, a 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual. De acordo com o Ato Normativo nº 25/2014, publicado no Diário da Justiça, os juízes optantes pela migração deverão comunicar à Presidência do tribunal no prazo de 48 horas antes do início dos trabalhos. Nestes casos, os escrivães e chefes de secretaria das unidades judiciárias deverão atualizar o sistema de acompanhamento processual para informar sobre a mudança na situação das ações. Eles também foram autorizados a romper os lacres que foram colocados nos autos pela empresa responsável pela digitalização dos processos físicos. A reportagem de Século Diário apurou junto à área técnica do TJES que nenhum juiz havia se manifestado formalmente pela migração até o final da tarde desse terça. Entretanto, funcionários do tribunal admitem que vários magistrados entraram em contato com o setor responsável para obter informações sobre o retorno ao antigo sistema. Nos meios jurídicos, o e-JUD2 – adotado exclusivamente pelo Judiciário capixaba – é alvo de críticas de juízes, advogados, membros do Ministério Público e partes nos processos. O sistema e-JUD2 foi criado e começou a ser implantado na gestão do antecessor, desembargador Pedro Valls Feu Rosa. Desde o início da migração, existem relatos de falhas técnicas na operação do sistema. Tanto que as críticas motivaram uma posição contundente do atual presidente para suspender não apenas a digitalização, mas também a adoção do processo eletrônico. Sérgio Bizzotto anunciou a realização de estudos para a implantação do processo judicial eletrônico (PJe), desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e adotado como padrão em vários tribunais do País. Em todos os atos relacionados à paralisação do e-JUD2, o desembargador Sérgio Bizzotto destaca que a Constituição Federal garante a “razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. Em alguns casos, as etapas de transição do processo físico para o digital prejudicou os próprios trabalhos na vara. Na 3ª Vara da Fazenda Pública, os trabalhos ficaram suspensos por mais de dois meses devido à digitalização dos processos – cujos trabalhos foram suspensos pelo Tribunal Pleno após o relato de falhas na execução do serviço, que estava sendo feito por uma empresa contratada.

05/02/2014 / 0 Comments
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Férias de Casagrande não devem paralisar movimentação eleitoral

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A Assembleia Legislativa recebeu a mensagem do governador do Estado, Renato Casagrande, comunicando que se ausentará do País no período de 09 a 16 deste mês. A mensagem foi lida no Expediente da sessão desta  quarta-feira (5). Embora seja hoje a maior lideranças política do Estado, as curtas férias do governador, porém, não devem paralisar as discussões do processo eleitoral em curso.    Com o apoio da maioria dos partidos, o palanque de Renato Casagrande está consolidado e em sua ausência, os partidos devem manter o foco nas acomodações proporcionais. Para os meios políticos, também não há risco de que a viagem do governador permita a ocupação do espaço na mesa de negociação com as forças políticas.    Neste sentido, a preocupação das forças políticas que orbitam o palanque palaciano será na divisão das chapas de forma que acomode as candidaturas sem causar desequilíbrio, tarefa difícil para uma chapa majoritária com tantos partidos dividindo espaço. O governador entra em férias em um momento em que as conversas estão encaminhadas na discussão majoritária. Além disso, seu principal adversário, o ex-governador Paulo Hartung, tem problemas internos no PMDB para resolver.    Há uma pressão que desagrada ao ex-governador para que o partido antecipe a convenção partidária para abril, o que forçaria Hartung a tomar um posicionamento sobre a disputa antecipadamente, movimento que não é do seu feitio. Mesmo tendo o controle do cenário, porém, Casagrande fica pouco tempo longe do Palácio Anchieta, o que também dificultaria grandes movimentações de seus adversários.    O governador geralmente tira férias no final do ano, mas devido às fortes chuvas que atingiram o Estado em dezembro, Casagrande teve que adiar o recesso. Ele comandou as ações de emergência de atendimento às vítimas e na construção do plano de recuperação do Estado.    Sua permanência nesse período no Estado, além de garantir a agilidade administrativa, ainda contribuiu para aumentar seu capital político para a eleição, o que estaria inibindo os adversários de partirem para iniciativas mais duras contra o seu palanque.          

05/02/2014 / 0 Comments
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Justiça Federal condena ex-gerente da Caixa em São Mateus por improbidade

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O juiz substituto Nivaldo Luiz Dias, da Vara Federal Criminal de São Mateus (norte do Estado), condenou o ex-gerente da Caixa Econômica Federal, Roberto Eustáquio Marques, e o empresário Adalvan Serafim Batista, em uma ação de improbidade administrativa. Eles foram acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de fraudes na liberação de empréstimos no ano de 1997. Pela decisão publicada nesta quarta-feira (5), os dois terão que ressarcir os cofres públicos em mais de R$ 300 mil, valor que deverá ser corrigido até os dias de hoje. Na sentença assinada no início de dezembro, o juiz federal acolheu os termos da denúncia ajuizada há 12 anos pelo então procurador Henrique Herkenhoff – que depois viraria desembargador federal e secretário estadual de Segurança Pública no início do atual governo. O órgão ministerial acusava o ex-gerente de receber propina para utilizar meios fraudulentos para realizar a liberação de empréstimos ao empresário, que utilizou os recursos para uso pessoal e aplicações em outra empresa de sua propriedade, que estava em regime de concordata. Segundo a denúncia, o ex-gerente utilizava ou autorizava o uso de cheques sem fundo e a emissão de duplicatas simuladas, ficando, assim, liberadas as operações financeiras de Adalvan. Nessa negociação, o empresário teria utilizado indevidamente a conta bancária da empresa Comércio de Sementes Ltda, que já estava desativada. Com isso, o banco liberava os recursos com base em garantias inexistentes, o que teria provocado um prejuízo de aproximadamente R$ 327 mil ao erário. Para o órgão ministerial, o envolvimento do então gerente da Caixa – demitido à época após uma sindicância interna aberta para apurar o caso – ficou comprovado nas cópias das duplicatas, assim como nas declarações prestadas por Adalvan e no livro-caixa de outra empresa (Mineração Litorânea S/A), onde consta até mesmo a data dos pagamentos de propina feitos ao ex-bancário. Na decisão, o juiz levou em consideração o fato de os réus terem sido condenados em uma ação penal, também movida pelo MPF-ES. Na seara criminal, eles foram condenados às penas que variam de quatro anos a sete anos e seis meses de prisão pela prática do crime de corrupção. Além do ressarcimento do prejuízo, os dois foram condenados a perda de eventual perda de cargo público, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de oito anos, bem como a proibição de contratar com o poder público por dez anos. A sentença ainda cabe recurso por parte dos réus. Já a ação penal transitou em julgado para o ex-gerente da Caixa, que cumpre penas alternativas, enquanto o empresário busca um último recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O número da ação de improbidade na Justiça Federal é 0004805-02.2001.4.02.5001.

05/02/2014 / 0 Comments
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Audiência do porto da Manabi reforça caráter contrário ao projeto

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O projeto do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do Porto Norte Capixaba (PNC), mais conhecido como porto da Manabi, e de seu mineroduto foi apresentado na última sexta-feira (31) em Linhares, no norte do Estado, município que será impactado pelas obras do empreendimento, previsto para se instalar no vilarejo de Degredo, próximo a Regência. Entre o governo e a prefeitura, o clima é de total conformismo e apoio. Da sociedade civil, surge o enfrentamento e o brado “Fora, Manabi”, apesar das tentativas de repressão aos movimentos sociais, claramente contrários à instalação do porto naquela área.   Da administração de Linhares, estiveram presentes os secretários de Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pecuária, José Roberto Macedo Fontes; de Meio Ambiente, Walter Maia; e de Cultura, Roberto Cordeiro. A audiência durou seis horas, ultrapassando à 1 hora da madrugada do sábado (1). Os pescadores, em função de seu ofício, tiveram que ir embora antes do término.   Os movimentos populares, pesquisadores, pescadores e demais representantes da sociedade civil contrapuseram a afirmação do secretário de Agricultura. Na ocasião, José Roberto afirmou “que os impactos positivos são infinitamente maiores que os negativos”.   A coordenação estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) declarou que é contra a construção do porto, sobretudo pelos impactos causados. “Nós realmente precisamos desse minério?”, questionou. “Até quando mandaremos a matéria-prima extraída em solo brasileiro para exportação, suprimindo vida humana e a nossa natureza?”. Para o movimento, é perfeitamente possível crescer sem esse tipo de empreendimento nocivo. Para a entidade, a audiência pública não pode ser considerada válida, já que as manifestações contrárias ao projeto foram deixadas por último, sendo que as primeiras foram, todas, de trabalhadores em busca de emprego. Gestores públicos que apoiam o empreendimento também tiveram prioridade na ordem das falas. Além disso, foi denunciado por entidades um corte à fala de grupos ambientalistas de Linhares.   Mais de mil trabalhadores irão para a região, contabilizou Eric Mazzei, pesquisador oceanógrafo da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). “É uma população muito maior que a do vilarejo onde, fatalmente, será criado um enorme problema social com as demandas desses trabalhadores”. Ele ressalta que houve falhas no embasamento técnico do projeto, que demonstrou ser totalmente insustentável e dispensável para a região.  Mazzei também considerou o estudo fraco com relação à abrangência dos ecossistemas costeiros e marinhos e apontou ainda que a alternativa para despoluição da água que sai do mineroduto e é novamente lançada ao mar é rudimentar e fatalmente formará um passivo ambiental semelhante ao que existe na Ponta de Tubarão, formado por pelotas e pó de minério despejados pela Vale na década de 1970. A Manabi chegou a afirmar que o seu minério é diferente do da Vale, pois “não produz pó de minério”.   Segundo ele, o pátio da retroárea, a esteira de minério e as pilhas do produto estarão desprotegidos, a céu aberto, o que espalhará o pó de minério de ferro na direção em que o vento soprar. O pesquisador conta que o terreno alternativo para o porto é vizinho ao lado do terreno inicial para o qual foi planejado, o que não provoca mudança ou melhoria nenhuma na questão ambiental. A segunda alternativa permite que o porto seja construído em uma área com 400 metros de restinga arbórea, remanescente de Mata Atlântica nativa de formação mais sólida do que no sul do Estado. Ele classifica que o empreendimento não deveria acontecer naquele local, ainda mais pelo fato de que os empreendedores absolutamente desconsideraram o impacto do porto na comunidade de Regência.   O prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros (PCdoB), chegou a questionar, sem resposta, se as medidas mitigatórias e compensações realmente valeriam a pena diante de tantas catástrofes naturais e sociais. Ele também convocou os moradores dos municípios de Marilândia, Colatina, Linhares e Baixo Guandu a criarem o “movimento doa atingidos pela Manabi”. Neto Barros é contrário ao empreendimento, bem como os prefeitos de outras cidades de Minas Gerais que podem ter seus municípios cortados pelo mineroduto.    Apenas para começar a obra do porto da Manabi, será necessária uma dragagem de 31 milhões de toneladas de areia, em uma área ambientalmente sensível. O trabalho para recuperação das tartarugas-de-couro, ou tartarugas-gigantes, desenvolvido por mais de 30 anos na base do Projeto Tamar de Regência, em Linhares, será completamente inviabilizado pela construção do empreendimento, já que as tartarugas terão uma alteração drástica em sua área de desova, nas correntes marítimas e no fluxo marítimo costeiro.   Para o MPA, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pelo licenciamento ambiental dos projetos, atuou como uma empresa de consultoria à Manabi, sempre defendendo o empreendimento. O Ibama, diante de tantos protestos, chegou a pedir “ordem para que o empreendimento pudesse avançar”. O MPA também criticou a ausência das instâncias federal e estadual do Ministério Público e reforçou que ficou claro o esforço descomunal para passar por cima de todas as populações contrárias ao empreendimento, incluindo os pesquisadores do Projeto Tamar e os pescadores de Barra Nova.   A Manabi também deixou de explicar, detalhadamente, de onde vêm os bilhões de reais que estão sendo investidos na implantação do porto.

05/02/2014 / 0 Comments
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MPES cria grupo para fiscalizar gastos com reconstrução do Estado pós-chuvas

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O Ministério Público Estadual (MPES) oficializou, nesta quarta-feira (5), a criação de uma comissão para fiscalizar os gastos com o plano de reconstrução do Estado após as chuvas de dezembro de 2013. De acordo com a Portaria nº 614, assinada pelo procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, o grupo deverá atuar de forma preventiva, fomentando o debate com os órgãos de execução e prestando assessoria às promotorias locais sobre a fiscalização da aplicação dos recursos. No entanto, a comissão também poderá abrir inquéritos civis e até preparar ações judiciais no caso de desvios de verbas públicas. A medida ocorre um mês após o anúncio das primeiras medidas do plano de reconstrução, estimado em mais de meio bilhão de reais. O governo prevê gastos na recuperação da infraestrutura de 55 dos 78 municípios capixabas, liberação de dinheiro para as famílias atingidas, além da abertura de linhas de crédito para pequenos empresários e produtores rurais. Além dos recursos destinados à reconstrução, o Estado também vai repassar um total de R$ 200 milhões aos municípios através do Fundo Cidades. De acordo com o ato do procurador-geral, a Comissão de Acompanhamento e Fiscalização do Plano de Reconstrução será formada pelos dirigentes dos centros de apoio da instituição, que são unidades especiais criadas para auxiliar o trabalho dos promotores em várias áreas (defesa do patrimônio público, cidadania, meio ambiente e defesa comunitária). Os trabalhos serão coordenados pelo promotor Gustavo Senna Miranda, que dirige o Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público (CADP). Entre as atribuições da comissão estão: prestar assessoria aos órgãos de execução do MPES quanto à fiscalização dos recursos liberados para os municípios e/ou particulares; promover debates em conjunto com o governo e demais órgãos de fiscalização a respeito dos cuidados com a correta aplicação das verbas; fomentar a criação de comissões integradas pela sociedade civil organizada para a fiscalização popular dos gastos; além da elaboração de peças jurídicas (recomendações, termos de ajuste de conduta, portarias de inquérito civil e até petições iniciais), em conjunto com os promotores locais. Nas considerações do texto, Eder Pontes destaca que o Ministério Público “deve atuar primordialmente de forma resolutiva e preventiva, visando também a evitar danos futuros que atinjam os direitos fundamentais da pessoa humana”. A nova comissão terá caráter temporário, inicialmente terá o prazo de duração de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período. A portaria prevê ainda que a participação no grupo não importará no recebimento de qualquer tipo de gratificação.

05/02/2014 / 0 Comments
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Espaço no governo faz PDT se movimentar com cautela

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O PDT vem trabalhando sua acomodação com prioridade para a disputa proporcional no Estado, mas vai adotar muita cautela para evitar atrito com os grupos que estão se articulando para a eleição de outubro. O partido deseja manter a bancada de quatro deputados estaduais e garantir uma vaga na Câmara dos Deputados, que deve ser disputada pela principal estrela do partido, o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal. Caras novas também serão colocadas no jogo para fortalecer a chapa pedetista.    Toda essa movimentação está sendo feita, porém, com muito cuidado para não entrar em atrito com os aliados atuais e antigos do partido, sobretudo com Palácio Anchieta, já que o PDT tem espaço no governo de Renato Casagrande, ocupando a Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano, com Iranilson Casado Pontes.    No plano majoritário, Vidigal reconhece as boas condições do governador Renato Casagrande na construção de seu palanque de reeleição. Mas, apesar do relacionamento cordial com o governo do Estado, Vidigal vai continuar se movimentando.    Dentro desta estratégia, o ex-prefeito também amplia o leque de conversas, destacando outros dois nomes cotados para a disputa: o senador Magno Malta (PR), que esteve em seu palanque na disputa municipal do ano passado, na Serra, mesmo estando o partido no palanque no palanque adversário; com o também senador Ricardo Ferraço (PMDB), que o apoiou em sua primeira eleição para a Assembleia Legislativa.    Considerando apenas a discussão proporcional, Vidigal entende que um caminho a ser discutido pelo PDT é aliança com o PR, que oferece um campo confortável para a disputa à Câmara dos Deputados. Já em outras coligações, o pedetista sente a dificuldade de sua candidatura ser assimilada pelas demais forças. 

05/02/2014 / 0 Comments
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Ex-presidente da Câmara de Nova Venécia é denunciado por peculato

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O Ministério Público Estadual (MPES) ajuizou, no início desta semana, uma nova denúncia contra o ex-presidente da Câmara de Nova Venécia (região noroeste), vereador Flamínio Grillo (PSDC), pelo uso irregular de verbas públicas durante sua passagem pelo comando da Casa, entre os anos de 2001 e 2002. O vereador é acusado de ter custeado a compra de refeições, cervejas, carnes para churrasco e até de cachaça com verbas da Câmara. Ele vai responder pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público em função do cargo), que pode resultar em prisão de até 12 anos. Essa é a segunda ação que chega à Justiça por conta do episódio. No final de novembro, a promotoria local ajuizou uma denúncia de improbidade administrativa contra Flamínio Grillo. Nesta ação penal, além do vereador, o Ministério Público também denunciou o então diretor-geral da Casa, Geraldo Ribeiro, que seria o responsável pelas solicitações de empenho (reserva) dos valores para o pagamento das refeições e aquisição de insumos. Para a promotoria, o ex-presidente da Câmara teria ordenado ainda o pagamento de quantidades elevadas de alimentos, como pães, biscoitos, leite e sucos – até mesmo no período de recesso. O MPES acusa o ex-presidente da Casa de ter autorizado o pagamento de R$ 6,8 mil com despesas em uma churrascaria do município sem qualquer justificativa. “Os denunciados fizeram com que a Câmara de Vereadores pagasse despesas com cervejas, cachaças e carnes para churrasco! Não há como explicar uma instituição pública adquirir, com recursos do erário, insumos que não possuem vinculação com sua atividade. […] É preciso que os agentes públicos entendam que o dinheiro público não é dinheiro de ninguém, mas dinheiro de todos”, narra um dos trechos da ação. Na denúncia, o Ministério Público pede a condenação dos réus pela prática do crime de peculato (artigo 312 do Código Penal), em várias ocasiões. A pena varia de dois a 12 anos de detenção, além do pagamento de multa.

05/02/2014 / 0 Comments
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CinemaEstreias da semana

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  Herói norte-americano típico da Guerra Fria, Jack Ryan, agente da CIA que combatia os inimigos ideológicos dos EUA, faz sua quinta reaparição em Operação Sombra. Mas, ao contrário das demais produções, como o clássico Caçada ao Outubro Vermelho (1990), desta vez a história não se baseia em livro do escritor Tom Clancy, criador do espião.   Vencedor de duas Palmas de Ouro no Festival de Cannes, por Pelle, O Conquistador (1987) e As Melhores Intenções (1992), o diretor dinamarquês Bille August retorna com o drama aventuresco Trem Noturno para Lisboa, única estreia do Cine Jardins. Trapaça é uma estreia esperada: divide com Gravidade a liderança de indicações ao Oscar 2014 (dez cada um).   Os filmes entram em cartaz a partir desta sexta-feira (5).   ESTREIAS   Trem Noturno para Lisboa (Night train to Lisbon, Alemanha/Suíça/Portugal, 2013, 111 minutos, 14 anos) Aventura. Direção de Bille August. Com Jeremy Irons, Mélanie Laurent, Jack Huston, Martina Gedeck, Bruno Ganz. O professor suíço Raimundo Gregorious, após o encontro com uma jovem portuguesa, abandona a carreira no magistério para embarcar em uma jornada em busca de um autor desaparecido.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 16h e 21h15. Sexta 21h15.   Trapaça (American Hustle, EUA, 2013, 138 minutos, 14 anos) Drama. Direção de David O. Russell. Com Jennifer Lawrence, Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Robert De Niro. Dois vigaristas são forçados a trabalhar com um agente da policia federal americana contra mafiosos e políticos corruptos.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 7. 15h, 17h50, 20h40.  Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 2. 13h30, 16h20, 19h10, 22h. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 14h20, 17h10, 20h30. Sexta e sábado também 11h10 e 23h30.   Operação Sombra: Jack Ryan (Jack Ryan, EUA, 2013, 100 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Kenneth Branagh. Com Chris Pine, Keira Knightley, Kevin Costner. Depois de deixar a Marinha e se tornar consultor financeiro de um bilionário russo, Jack Ryan é forçado a voltar à ativa depois de descobrir um plano terrorista.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 14h20, 16h40, 19h, 21h20. DUBLADO. Terça, quarta e quinta 16h40, 19h, 21h20. Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 1. 14h15, 16h45, 19h15. DUBLADO. 21h15 (LEG).  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 14h30, 16h40, 19h10, 21h45. Sexta e sábado também 0h01.   Hercules (The Legend of Hercules, EUA, 2014, 103 minutos, 14 anos) Aventura. Direção de Renny Harlin. Com Kellan Lutz, Scott Adkins, Gaia Weiss, Roxanne McKee. Traído por seu padrasto, o rei Anfitrião, exilado e vendido como escravo, Hercules precisará de todos os seus poderes para encontrar o caminho de volta para casa e para o seu grande amor.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4 (3D). 14h10 e 16h20. Terça, quarta e quinta 16h20. 18h40 e 21h (LEG). Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 4 (3D). 14h15, 16h45, 19h15. DUBLADO. 21h35 (LEG). Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 13h50, 16h30, 19h, 21h30. Sexta e sábado também 23h50.   Uma Aventura Lego (The Lego Movie, EUA, 2014, 104 minutos, Livre) Animação. Direção de Phil Lord e Christopher Miller. Um Lego comum, confundido com o extraordinário MasterBuilder, é recrutado para combater o tirano Lego do mal, que pretende destruir o universo.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 13h40, 16h, 18h20, 20h40. DUBLADO. 16h, 18h20, 20h40. DUBLADO. Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 5. 14h, 16h30, 19h, 21h20. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 5. 13h30, 16h, 18h30. DUBLADO. Sala 6 (3D). 14h10, 16h50, 19h20, 22h. DUBLADO. Sábado e domingo também 11h40. DUBLADO. Cine Ritz Guarapari: Sala 3 (3D). 17h10 e 19h10. DUBLADO.

05/02/2014 / 0 Comments
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ObituárioMorre Pedro Maia (1940-2014)

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O jornalismo capixaba perdeu hoje (5) uma de suas expressões mais importantes. Com mais de meio século de carreira, a história de vida de Pedro Maia se confunde com a do jornalismo no Espírito Santo. Pedro Maia morreu na manhã desta quarta-feira (5) em decorrência de falência múltipla dos órgãos. O jornalista estava internado em estado grave havia três semanas no Hospital Vila Velha.     Nascido em 10 de agosto de 1940, em Campos dos Goytacazes, estado do Rio de Janeiro, Pedro Maia fez história no Espírito Santo. Iniciou a carreira como contínuo no jornal O Diário, em uma época em que o jornalismo era assumidamente partidário. Em 1959, começou a se aventurar na redação, já que era costumava a passar pela antiga Chefatura de Polícia, no Centro de Vitória, no retorno das obrigações como contínuo. Daí se iniciava a longa carreira de Pedro Maia no jornalismo do Estado, sobretudo na crônica policial.     Em 1963, foi para o Rio de Janeiro, retornando ao Estado em 1967 para trabalhar em A Tribuna. Integrando a editoria de Polícia do jornal, Pedro Maia fez a cobertura histórica do Esquadrão da Morte, iniciada em 1969. Nos quatro anos seguintes, a cobertura policial se concentrou no Esquadrão da Morte, um grupo formado por policiais civis que, agindo como justiceiros, caçavam e eliminavam bandidos, sem que eles fossem levados à Justiça.   Pedro Maia acompanhou o primeiro grande fato envolvendo o esquadrão: o encontro de 11 cadáveres que foram desenterrados na Barra do Jucu, todos eliminados pelo Esquadrão da Morte. Nesta cobertura, Pedro Maia foi auxiliado Ewerton Montenegro Guimarães (também falecido), que, em 1976, lançou o livro “A Chancela do Crime”, que explicitou o funcionamento do esquadrão.   Por conta da memorável cobertura do Esquadrão da Morte, Pedro Maia virou referência no tema policial do Estado. A cobertura do caso Araceli também sacramentou o nome de Pedro Maia na crônica policial. Em 18 de maio de 1973, o corpo da menina Araceli Cabrera Crespo, então com 8 anos, foi encontrado com sinais de tortura e violência sexual. O caso chocou a população capixaba e entrou para o noticiário nacional. Em memória de Araceli, o dia 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Luta contra o Abuso e a Exploração Sexual.   Pedro Maia também era um conhecido boêmio, frequentador dos bares e boates do Centro de Vitória e das imediações da Grande Vitória. Trabalho e boemia sem complementavam e também enriqueciam a cobertura dos fatos da cidade.   Por ter desvendado o caso do delegado de Polícia Civil Ruvalter Fragoso, em meados dos anos 1970, Pedro Maia entrou chamou a atenção da imprensa nacional. O delegado Ruvalter era titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos e também chefiava uma quadrilha de roubo de carros.   A cobertura de Pedro Maia ganhou a imprensa nacional e o jornalista Nilo Martins (falecido, em 2009) destacou Octávio Ribeiro – o Pena Branca – para também investigar o caso. Os dois se tornaram amicíssimos e assíduos frequentadores de Carapeba – região em que hoje é o bairro de Novo Horizonte, na Serra – conhecida zona de meretrício da Grande Vitória.   As vindas de Pena Branca ao Estado eram tão recorrentes que ele vendeu a Mino Carta – que estava fundando a revista Istoé, em 1976 – uma matéria que retratava o “duelo” de dois repórteres (ele mesmo, e Pedro Maia) na Boate Atlântica, expoente do lugar, frequentado por “policiais, comerciantes, bandidos e mundanas”, como relata Pena Branca na reportagem “Um duelo no submundo de Vitória” , veiculada na edição número 2 da Istoé, de junho de 1976.   Pedro Maia se manteve na cobertura diária até meados dos anos 1990, quando, ainda em A Tribuna passou a assinar a coluna Cidade Aberta, de crônicas sobre o cotidiano capixaba. Há mais de duas décadas adotou a Barra do Jucu como refúgio, e o bucólico vilarejo de Vila Velha é personagem de diversas crônicas do repórter.   No início dos anos 2000, entrou para o jornalismo eletrônico, como colunista de Século Diário. No entanto, a pedido da direção de A Tribuna, deixou de escrever no jornal eletrônico.   Pedro Maia começou a ter problemas cardíacos há aproximadamente três anos, mas não foi operado, por conta da capacidade pulmonar reduzida. Após uma pequena melhora, o quadro voltou a se agravar e, no início de 2014, foi internado novamente com quadro de cirrose hepática. Mesmo combalido, continuou a escrever até às vésperas da internação.   O jornalista deixa dois filhos, Alexandre e André Maia. Foi casado por 30 anos com Lucia Villas Bôas Maia, de quem continuou amigo, mesmo com a separação.    Amigos contam que era um homem de coração maravilhoso, grande companheiro, solidário e uma pessoa admirável. Pedro Maia foi na tarde desta quarta-feira (5), no cemitério Parque da Paz, na Ponta da Fruta, em Vila Velha.. 

05/02/2014 / 0 Comments
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