Em licença médica por causa de uma cirurgia no olho direito, a deputada Iriny Lopes (PT) não pensa em abrir mão da coordenação da bancada federal capixaba, como se especulou nos últimos dias no Estado. No próximo dia 12, a bancada se reúne e Iriny assumirá o comando do grupo até final do ano. A confirmação da deputada acaba com uma série de comentários, que correram nos meios políticos no fim de semana, que diziam que a parlamentar abriria mão da coordenação da bancada por problemas de saúde. Havia especulações de que o senador Ricardo Ferraço (PMDB) estaria já articulando seu nome para coordenador do grupo e que o comando seria discutido na reunião do próximo dia 12. Mas a assessoria da deputada nega que Iriny tenha pensado em abandonar a coordenação. A licença médica da deputada terminará neste fim desta semana e ela estará apta a retornar às atividades políticas. No início de 2013, a bancada acatou um consenso na disputa pela coordenação, dividindo os dois anos restantes desta legislatura entre a petista e o deputada Paulo Foletto (PSB). Foletto coordenou a bancada no ano passado e, pelo combinado, Iriny assume no ano eleitoral. Para os meios políticos, as especulações de que a petista não assumiria o cargo faz parte de uma movimentação para diminuir o capital político da parlamentar. Recentemente, nas redes sociais, a deputada veio a público para reafirmar sua candidatura à reeleição este ano. “Apesar de muitos quererem resolver por mim. Afirmo que continuo na luta e firme para me manter em Brasília em 2014”, disse a deputada no início deste ano.
Movimento de Rose de Freitas fecha a porta para Hartung no Senado
A deputada federal Rose de Freitas voltou a defender nesta quarta-feira (4), pelo Twitter, a antecipação da Convenção Nacional do PMDB de junho para abril próximo. Em meio a uma crise nacional entre PT e PMDB, a base do PMDB pode aproveitar a instabilidade para pressionar o grupo do ex-governador Paulo Hartung. Rose apresentou sua pretensão em disputar o Senado, mas o grupo de Paulo Hartung quer reservar a vaga para o caso de o ex-governador não disputar o governo, tenha como alternativa a disputa ao Senado. Hartung, porém, estaria tentando adiar para as vésperas do início do processo eleitoral uma definição para limpar o campos e buscar a melhor acomodação. A movimentação de Rose, nesse sentido, seria a de ocupar o espaço político, fechando a porta para Hartung. A parlamentar já se mostrou disposta a disputar internamente com o ex-governador, na convenção, a vaga ao Senado. Essa movimentação vai ao encontro da base do partido, os sete deputados estaduais trabalham para permanecer na base do governador Renato Casagrande e, por isso, rejeitam a candidatura própria do partido ao governo. Ao antecipar a convenção no Estado, o partido pressiona o grupo de Hartung, que acuado, diante da decisão antes do programado, pode vir a desistir da empreitada. Nesta quarta-feira (5) a bancada do PMDB se reúne para discutir mais espaço no governo federal e a composição dos palanques nos Estados. Esta deve ser a oportunidade da deputada defender sua tese de antecipação da Convenção Nacional. No PMDB nacional, essa questão divide opiniões e a cúpula ainda tenta uma saída amigável para acomodar o partido. Mas a antecipação da convenção é uma forma de pressionar o PT a atender as exigências do aliado.
Justiça mantém indisponibilidade dos bens do presidente da Câmara de Vila Velha
O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve a indisponibilidade dos bens do presidente da Câmara de Vila Velha, vereador Ivan Carlini (DEM), acusado de improbidade por supostas irregularidades na realização de obras de pavimentação no bairro de Cobilândia, em 2002. Durante o julgamento da 4ª Câmara Cível do tribunal, realizado no último dia 27, os desembargadores entenderam que o vereador poderá responder pelo suposto dano ao erário, mesmo após ter sido absolvido no processo criminal sobre o mesmo episódio. Segundo o acórdão da decisão, publicado nesta terça-feira (4), o relator do caso, desembargador convocado Jorge Henrique Valle dos Santos, considerou que a indisponibilidade dos bens de Ivan Carlini deveria ser mantida até o julgamento definitivo da denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPES). O caso tramita na Justiça estadual desde julho de 2003, isto é, há mais de dez anos. O relator entendeu que o vereador pode responder, de forma solidária com os demais réus, pela “reparação dos danos ocasionados ao erário e/ou pagamento de multa civil”. Nos autos do recurso (0029289-53.2013.8.08.0024), a defesa de Ivan Carlini alegou que ele já havia sido absolvido de qualquer participação nas obras realizadas durante a gestão do ex-presidente da Assembleia Legislativa, ex-deputado José Carlos Gratz. No entanto, o desembargador convocado não viu relação entre o processo cível (ação de improbidade) e criminal (ação penal) sobre o mesmo episódio, que provocou a cassação do diploma do ex-parlamentar – que havia sido reeleito no pleito de 2002. “A absolvição no juízo criminal apenas vincula o juízo cível quando reconhecer a inexistência do fato ou não ter sido o acusado seu autor, de forma que a absolvição do recorrente, que se deu com base no artigo 386, V, do Código do Processo Penal (não existir prova de ter o réu concorrido, isto é, participado para a infração penal), não gera os efeitos por ele pretendidos”, mencionou o relator, que foi seguido à unanimidade pelo colegiado. Na ação de improbidade (0806187-18.2003.8.08.0024), o Ministério Público acusa o ex-presidente da Assembleia, o presidente da Câmara de Vereador – que na época já ocupava a cadeira de vereador –, o ex-secretário estadual de Transportes, Jorge Hélio Leal, e a Construtora Vivaterra Ltda por supostas irregularidades nas obras de pavimentação no bairro canela-verde. O órgão ministerial alega que os serviços não foram licitados, bem como o dinheiro proveniente de uma doação da mineradora Vale teria sido repassados diretamente à empresa sem passar pelos cofres do Estado. Durante a instrução dos processos, o ex-secretário chegou a demonstrar que foi aberta uma conta no antigo Departamento de Transportes do Estado (Dertes), atual DER-ES, para repassar o dinheiro à empresa, que seria resultado de um acordo para utilização de créditos fiscais do Estado. No entanto, a Justiça se manifestou pela ilegalidade das obras. O órgão ministerial acusa o ex-presidente da Assembleia de ter direcionado às obras para seu reduto eleitoral, bairro onde reside até hoje Ivan Carlini, considerado pela promotoria como aliado político do ex-parlamentar.
Disputa à Câmara dos Deputados reedita cenário eleitoral de 2012 em Vila Velha
No município de Vila Velha, a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados vai provocar uma reedição da disputa eleitoral de 2012 e colocará os quadros políticos daquela eleição em um novo exercício eleitoral, que poderá ter reflexos também em 2016. Dois nomes que estiveram na eleição municipal já são esperados pelos meios políticos para a disputa: os dos ex-prefeitos Max Filho (PSDB) e Neucimar Fraga (PV). Como a disputa se municipaliza, o prefeito Rodney Miranda (DEM) também busca formas de entrar na disputa, ainda que de forma indireta, para garantir a ocupação de seu espaço político em Vila Velha. Para os meios políticos, o primeiro ano de administração demista favorece as campanhas dos ex-prefeitos. Rodney Miranda enfrentou em 2013 uma série de problemas em sua gestão. No município há problemas de prestação de serviço, sobretudo na área de saúde; várias categorias do funcionalismo público já demostraram insatisfação com a prefeitura, além dos transtornos causados pelas chuva no final do ano, agravadas pela crise política com a viagem do prefeito e seus desdobramentos no período dos alagamentos. Como a gestão está mais distanciada da atual, Max Filho, para os observadores se beneficia mais do cenário, mas precisaria atualizar seu jeito de fazer política. Ele tem mantido suas reuniões semanais no Dispensário São Judas Tadeu, na Prainha, mas precisa de mais movimentação política. Em 2010, Max Filho teve 79.509 mil votos no município para a disputa na Câmara dos Deputados, mas ficou fora da Câmara. A vaga foi ocupada pelo também tucano Cesar Colnago. Na disputa de 2012 para a prefeitura, Max Filho também disputou e obteve 53.317 mil votos. Neucimar Fraga obteve 77.468 mil votos e foi para o segundo turno com Rodney, alcançando, na segunda etapa, 97.277 contra 121.945 do demista. Neucimar tem a vantagem da composição partidária. Ele vem sendo disputado por dois blocos partidários, o “Renova Espírito Santo”, que ao lado de oito partidos pode garantir a vaga do PV para ex-prefeito devido à chapa equilibrada e quadros com votação média para auxiliar na chapa. Outro bloco que deseja atrair o PV de Neucimar é o grupo formado por PSD, PPS, PTB, Pros e Solidariedade. Os dois ex-prefeitos, ao se colocarem na eleição proporcional, independentemente do resultado, movimentam o cenário eleitoral, e põem em discussão a situação política e administrativa do município, além de promoverem seus nomes para a disputa municipal de 2016. Para entrar no jogo, buscando manter o equilíbrio político no município, também de olho na disputa de 2016, o prefeito Rodney Miranda procura entre seus aliados um nome que esteja ligado ao município para transferir seu prestígio político. O nome em discussão no DEM é o da secretária de Defesa Social do município, Fabiana Maioral. Mas para os observadores do processo em Vila Velha, a imagem da secretária não tem grande apelo popular, o que pode deixar o grupo do prefeito em desvantagem na corrida eleitoral deste ano e consequentemente na disputa de 2016.
Mantido bloqueio dos bens de ??ngelo Roncalli
A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve, na última semana, o bloqueio dos bens do ex-secretário estadual de Justiça, Ângelo Roncalli de Ramos Barros, que responde a uma ação de improbidade administrativa por fraudes no fornecimento de alimentação para o sistema prisional. Apesar de a Justiça não ter localizado bens em nome do ex-secretário, o colegiado entendeu pela manutenção da decisão de 1º grau pelo bloqueio que pode chegar até R$ 15 milhões, valor dado à causa. Segundo o acórdão publicado nesta terça-feira (4), o relator do caso, desembargador convocado Jorge Henrique Valle dos Santos, apontou a existência de indícios de fraudes na contratação da empresa Viesa Alimentação. O magistrado citou que a empresa foi a sexta colocada na fase de licitação, mas acabou sendo contratada diretamente pelo ex-secretário. “Havendo risco de grave lesão ao erário, é permitido o bloqueio temporário dos bens dos réus em ação de improbidade administrativa”, lembrou. O desembargador convocado também considerou que a falta de regularização do procedimento licitatório, mesmo após recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Secretaria de Controle e Transparência (Secont), gera dúvidas sobre a legalidade da contratação. A empresa também responde a outro processo, no qual é acusada de fornecer refeições estragadas a presos. Em dezembro, a Justiça estadual determinou a suspensão de dois contratos da Viesa. Na ação de improbidade, o Ministério Público Estadual (MPES) acusa o ex-secretário Ângelo Roncalli de ter cometidos várias irregularidades durante a realização do Pregão Eletrônico nº 022/2011, que acabou sendo suspenso e culminou com a contratação direta da empresa. Pelos termos do contrato emergencial nº 033/2011, assinado em agosto daquele ano, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) desembolsou R$ 1,75 milhão pelo fornecimento de refeições para os detentos da Unidade Semiaberta Masculina, em Vila Velha, pelo prazo de seis meses. Além do ex-secretário Ângelo Roncalli, também figuram na ação os sócios da Viesa: Éderson Christian Alves de Oliveira e Giovani Batista Gimenes. Para a promotoria, a conduta dos envolvidos pode ser enquadrada na Lei de Improbidade Administrativa, além de possível ocorrência de dano moral coletivo. Em setembro passado, o juiz determinou o recebimento da ação de improbidade, bem como a manutenção do bloqueio dos bens de todos os réus. O ex-secretário também responde a uma ação de improbidade por irregularidades semelhantes na contratação da empresa de alimentação MS Quintino por R$ 1,14 milhão, em novembro de 2011. Neste outro processo (0044987-36.2012.8.08.0024), o Ministério Público acusa o ex-secretário de ter repetido o mesmo expediente ao validar a contratação emergencial após a suspensão do Pregão Eletrônico nº 023/2011, que também foi alvo de denúncias de fraudes no Tribunal de Contas.
Cenário nacional está cada vez mais fechado para PT e PMDB
A tensão nacional entre PT e PMDB se acentua diante da falta de acordo entre o governo federal e os caciques peemedebistas. Nesse cenário, o distanciamento entre os partidos dificulta ainda mais a movimentação do PMDB no Estado em formar uma aliança com o PT para puxar o palanque da presidente Dilma Rousseff no Estado. Segundo o jornal Valor Econômico desta terça-feira (4), terminou sem resultados a reunião entre a presidente Dilma Rousseff e o novo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante com a cúpula do PMDB. Ainda, segundo a publicação, esta é a terceira reunião entre as lideranças. O encontro dessa segunda-feira (3), que durou mais de seis horas, foi para discutir o espaço do PMDB nos palanques regionais e na reforma ministerial. Os caciques peemedebistas querem espaços na equipe de Dilma que são estratégicos para as disputas em vários estados. Neste sentido, a aliança nacional entre PT e PMDB para a eleição deste ano, tanto na disputa nacional como nos Estados, será condicionada à ampliação do espaço dos peemedebistas no governo. Embora o Espírito Santo não seja um dos focos das divergências entre PT e PMDB, o cenário no Estado fica afetado caso se consolide o afastamento entre os partidos, já que o grupo do ex-governador Paulo Hartung articula com as nacionais dos dois partidos uma chapa majoritária, se aproveitando da situação partidária do governador Renato Casagrande. Como a estratégia do PT nacional é isolar o PSB do presidenciável Eduardo Campos, Casagrande perderia o apoio do PT e do PMDB para sua reeleição. Mas a movimentação dos dois partidos no Estado perdeu força diante das dificuldades internas. No PMDB, a base de deputados não quer a candidatura própria, pensando na chapa proporcional. O senador Ricardo Ferraço se apresentou como alternativa para o governo, mas sua candidatura é rejeitada tanto pela base, que não acredita na capacidade do senador em enfrentar o palanque palaciano, quando pelo PT, devido à posição do senador, muitas vezes contraria aos interesses do governo federal. Em parceria com o PT nacional, o ex-governador Paulo Hartung tentou articular sua candidatura, mas o cenário é desfavorável à entrada de Hartung na disputa. Para dificultar ainda mais a manobra entre os dois partidos, a vinda do presidente nacional do PT, Rui Falcão, ao Estado, fortaleceu a possibilidade de composição com o PSB, diante da posição de neutralidade de Casagrande, abrindo espaço para a disputa ao Senado pelo PT, com João Coser. Como o PT nacional prioriza nos estados com menor densidade eleitoral, como o Espírito Santo, a eleição ao Senado, que também garante o espaço de Dilma para a campanha, torna a aliança interessante para o PT nacional. Neste cenário, as complicações na acomodação nacional podem sepultar de vez a manobra entre PMDB e PT no Estado.
TJES mantém bloqueio dos bens de empresa acusada da pagar propina em Aracruz
A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve nesta segunda-feira (3) a indisponibilidade dos bens de Marialva Lyra da Silva, diretora da empresa paulista Ambitec, que responde a uma ação de improbidade pelo suposto pagamento de propina a vereadores do município de Aracruz. Na decisão, o colegiado manteve a restrição dos bens, porém, revogou parte dos efeitos da proibição da empresa contratar com o poder público. A partir de agora, a limitação será válida apenas a contratos com a Prefeitura de Aracruz. De acordo com informações do TJES, o relator do caso, desembargador Samuel Meira Brasil Júnior, considerou que as provas levantadas demonstram “fortes indícios” de que a empresa repassaria mensalmente R$ 3 mil aos vereadores para a manutenção de seus interesses. A empresa era responsável pelos serviços de varrição, coleta e transporte de lixo durante a gestão do ex-prefeito Ademar Devens (PMDB). Durante as investigações do Ministério Público Estadual, autor da ação de improbidade, ficou constatado que a propina chegou até ser batizada com a alcunha de “lixinho” ou de “todizinho”. “Tais indícios podem ser percebidos em diversas conversas gravadas em que, inclusive, o nome do agravante é citado como o responsável pelo repasse dos valores aos vereadores”, completou o desembargador. No voto seguido à unanimidade, o relator explicou que “há indícios da prática de atos ímprobos pela recorrente, que importaram na incorporação de verba integrante do acervo patrimonial do município de Aracruz-ES o que, inclusive, também foi verificado neste julgamento, de modo que a medida aplicada é necessária para proteger o patrimônio público”, concluiu. No julgamento, o desembargador concordou com a tese da defesa para manter a proibição da empresa contratar apenas com o município de Aracruz. Na decisão anterior, prolatada em julho de 2012, o juízo de 1º grau havia determinado o impedimento de contratar com a União, Estados, Distrito Federal e demais municípios do país. Em junho do ano passado, a empresa já havia conseguido uma liminar da desembargadora substituta Marianne Judice de Mattos, para garantir a liberação da contratação. Igualmente, os bens da empresa foram desbloqueados por decisão do Juízo da Vara da Fazenda Pública de Aracruz desde o dia 8 de outubro de 2012, quando o juiz Fábio Gomes e Gama Júnior tornou sem efeito a indisponibilidade dos bens, em relação à Ambitec, na liminar concedida ao Ministério Público na ação movida contra a empresa, ex-vereadores e autoridades do município.
Idaf publica regras para manejo de restinga
O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) publicou no Diário Oficial desta segunda-feira (3) a Instrução Normativa nº 002, de 31 de janeiro de 2014, na qual institui normas e procedimentos para o manejo de restinga. A solicitação de manejo só será analisada pelo Idaf quando se tratar de execução de obras, planos, atividades ou projetos de utilidade pública declarado por ato do chefe do poder executivo federal ou estadual. A aprovação do Instituto só ocorre mediante à apresentação de um plano de manejo florestal por parte do realizador da obra. O manejo compreende os procedimentos de poda e supressão da restinga. Esta só será autorizada com a apresentação, pelo empreendedor, de estudo florístico da vegetação da área impactada. O termo de referência para o estudo será elaborado caso a caso, pelo Idaf, que deverá se posicionar sobre a solicitação por meio de parecer técnico fundamentado. Após, o parecer deverá ser enviado ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) para deliberação. A instrução normativa também define que o requerente da supressão estará obrigado a recuperar a vegetação com espécies nativas de Mata Atlântica em área próxima ao empreendimento, que seja equivalente ao dobro da área suprimida. Se a supressão da vegetação acontecer para substituição por outras espécies, com objetivo de enriquecimento ou adequação, o replantio deverá acontecer concomitantemente ao corte. Além disso, será necessária, nesse caso, a recomposição integral da área, conforme deverá constar em plano de manejo florestal. No último dia 20, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) também publicou instrução normativa com regras e procedimentos para o manejo da restinga nas praias de Itaparica e Praia da Costa, em Vila Velha; Maria Neném, em Piúma; e Santa Mônica, em Guarapari. A poda está autorizada caso a vegetação de restinga esteja servindo como abrigo para moradores de rua, uso e tráfico de drogas. A administração municipal, porém, precisa respeitar as normas estabelecidas no documento. A restinga é enquadrada no Código Florestal como Área de Preservação Permanente. Essa formação vegetal fica localizada paralelamente à região costeira de praias, cordões arenosos e nos estuários dos rios e tem a função de fixador dos sedimentos e estabilizador de dunas e mangues.
Anchieta abre processo licitatório para recuperação de Praia Central
A Prefeitura de Anchieta anunciou no Diário Oficial desta segunda-feira (3) que realizará no próximo dia 19, às 14h, a tomada de preços do processo licitatório para a elaboração do Plano de Controle Ambiental e do Projeto de Recuperação da Praia Central de Anchieta. A prefeitura comunicou, na publicação, que o valor máximo destinado ao serviço será de R$ 1,125 milhão e que a elaboração de ambas as propostas terá um prazo de 150 dias para execução. Os envelopes poderão ser entregue até a mesma data e horário do início da tomada de preços. Segundo o mapa da balneabilidade divulgado pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), a condição da Praia Central, no ponto localizado em frente à Pousada Beira Mar, foi classificada como muito boa no período entre 29 de dezembro de 2013 e 27 de janeiro de 2014. Em meados de janeiro, a prefeitura do município anunciou que estava ameaçada a concessão dos serviços relacionados ao esgotamento sanitário da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan). Havia a suspeita de que a Praia da Costa Azul estava imprópria para banho por conta de sucessivos vazamentos de esgoto flagrados pela fiscalização da prefeitura. A Cesan ainda poderia ser multada em até R$ 1 milhão. A Praia da Costa Azul já havia sido interditada no primeiro dia do ano após a fiscalização da prefeitura constatar vazamentos da rede de esgoto da Cesan diretamente para a praia. No último dia 12 de janeiro, um vazamento no mesmo local fez com que a prefeitura tivesse que interditar novamente a praia. O novo vazamento rendeu uma multa de R$ 25 mil à Cesan. Quatro dias depois, no dia 16 de janeiro, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) divulgou que a praia está imprópria para banho e, segundo a prefeitura do município, o Iema não a notificou oficialmente até o momento. O prefeito Marcos Assad (PDT) determinou que fosse feita uma nova análise das águas da Costa Azul para que, a partir desse novo resultado, sejam tomadas providências. O prefeito também determinou ao secretário de Saúde, Deivis Guimarães, que todos os protocolos em vigilância sanitária sejam aplicados para monitorar as praias e preservar a saúde dos banhistas. Segundo o coordenador de fiscalização, Wander Loureiro, os vazamentos de esgoto estão sendo monitorados, especialmente na Praia da Costa Azul, para que as medidas preventivas possam ser adotadas imediatamente. No último dia 22, a prefeitura de Anchieta comunicou que, em uma reunião com a Cesan, foram discutidas as possíveis melhorias no saneamento do balneário. Segundo a prefeitura, “nos próximos dias” seriam apresentadas as ações de médio e curto prazo para melhorias no município.
Após reunião, partidos tiram indicativo de apoio à reeleição de Casagrande
No encontro entre SDD, PPS, PTB, PROS e PSD – siglas que pretendem formar um bloco proporcional para a disputa eleitoral deste ano – as lideranças dos partidos tiraram indicativo de apoio à reeleição do governador Renato Casagrande (PSB). O bloco, que se reuniu na tarde desta segunda-feira (3) na casa do deputado federal Carlos Manato, também incumbiu ao representante do SDD a missão de atrair o PV de Neucimar Fraga para o grupo. Manato já teria agendado uma primeira conversa com Neucimar, que deve fortalecer o bloco. O deputado também deve articular a entrada do PP no bloco. Manato já estaria conversando com o presidente estadual do partido, Marcus Vicente. A composição entre os cinco partidos já projetava pelo menos uma cadeira na Câmara, com Manato como um dos principais puxadores de voto. Caso se confirme a entrada de Neucimar, o bloco passa a ter chances de fazer dois deputados federais. Seu forte capital eleitoral torna o ex-prefeito de Vila Velha, neste momento, uma das lideranças mais cobiçadas do processo de articulação. Além de fazer papel de articulador, Manato também vai trabalhar para retornar ao seu primeiro reduto eleitoral, a Serra. Para isso, o deputado deve se aliar ao prefeito Audifax Barcelos, do mesmo partido do governador. Além de Manato e Neucimar, caso o PV sele a aliança com o grupo, outro nome que deve considerado forte é o do presidente da Câmara de Vitória Fabrício Gandini (PPS), que conta com o apoio do prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS). Luciano deve apoiar também a candidatura do secretário de Transportes de Vitória, Max da Mata (PSD), que estaria sendo incentivado pelo prefeito a disputar a Assembleia Legislativa. Também reforça a chapa o deputado federal Jorge Silva, presidente do Pros no Estado. Outro nome que pode fortalecer o bloco é o do deputado estadual José Carlos Elias (PTB), caso ele concorde em disputar para federal abrindo mão de buscar a reeleição para a Assembleia.