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Gedson Merizio e Ted Conti prometem união nas eleições em Guarapari

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Pré-candidatos a prefeito pelo Podemos e PSB, os dois são subsecretários no governo Casagrande Dois pré-candidatos a prefeito de Guarapari, na região metropolitana do Estado, pretendem caminhar juntos nas eleições municipais de outubro deste ano: Gedson Merizio (Podemos) e Ted Conti (PSB). Ambos fazem parte da gestão do governador Renato Casagrande (PSB), e a promessa é de que apenas um deles encabeçará uma chapa na disputa majoritária. Redes Sociais/Ales “Nós caminharemos juntos e tomaremos a decisão juntos, naquilo que for melhor para o ambiente político de Guarapari – para o desenvolvimento, para a atração de tecnologia, inovação, para Guarapari tomar um outro patamar na economia do turismo”, enumera Gedson Merizio, subsecretário de Inteligência e Inovação da Secretaria de Estado do Turismo (Setur). “Nós temos as nossas pré-campanhas independentes, mas a gente tem a intenção de, lá na frente, aquele que estiver em melhor situação nas pesquisas, um compor com o outro. Então, até julho, quando saírem as pesquisas e forem realizadas as convenções, cada um segue o seu caminho. Nós estamos trabalhando juntos na formação das chapas de vereadores”, corrobora Ted Conti, subsecretário de Articulação de Políticas Intersetoriais da Secretaria de Estado de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades). Gedson Merizio é ex-vereador de Guarapari e concorreu à prefeitura em 2020 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), ficando em terceiro lugar, com 10,4 mil votos. Em 2022, já pelo Podemos, disputou uma cadeira como deputado federal e foi escolhido por 8,7 mil eleitores. Não foi eleito, mas, do total de seus votos, 7,7 mil saíram de Guarapari, o maior volume recebido por um candidato à Câmara Federal no município. Informação do mercado político local é de que a mudança de Gedson para o Podemos em 2022 se deu em acordo com Renato Casagrande (PSB), a partir de uma avaliação sobre a composição da base do governador. Dois candidatos a deputados federais que acabaram eleitos pelo Podemos, Gilson Daniel (presidente estadual da sigla) e Victor Linhalis, são aliados de Casagrande. “Estamos vivendo um período agora que é o das filiações. Estou gastando toda a minha energia para a montagem de um grupo do partido para que a gente consiga fazer o maior número de vereadores possível. Eu coloquei a meta de eleger de dois a três vereadores do Podemos, e ela vai ser atingida”, afirma Merizio, sem citar nomes de pré-candidatos. Mais conhecido por sua carreira no telejornalismo, Ted Conti foi o terceiro deputado federal mais votado do PSB, em 2018, com 42,5 mil votos, ficando na suplência. Ele assumiu a cadeira com a ida de Paulo Foletto para a Secretaria de Estado da Agricultura. Nas eleições de 2022, já fora da Câmara, devido ao retorno de Foletto ao cargo, ele obteve 11,2 mil votos e não conseguiu se eleger. Do total que conseguiu em 2022, 2,3 mil votos saíram de Guarapari. Ted Conti é um dos pré-candidatos que poderão ser apontados como representante da “Frente Guarapari que Queremos”, formada por partidos e organizações progressistas do município. Mas, dentre os quatro pré-candidatos do grupo, Conti é aquele que é visto com maior desconfiança interna, segundo informações de bastidores. Há quem diga que ele possui um “histórico anti-trabalhador” e precisa assumir compromissos programáticos para ser considerado. “Eu e Merizio trabalhamos com a base do governador Casagrande. Quem quiser compor com a gente lá na frente, nós não temos nenhuma objeção, desde que as pessoas pensem no desenvolvimento de Guarapari. O problema é que Guarapari sempre teve uma política muito fragmentada, cada um puxando para o seu lado e deixando a cidade de lado. Precisamos de maior bairrismo, cuidar mais da cidade, e não cada um cuidar da sua própria política”, comenta Ted Conti. No caso de Gedson Merízio, não é a primeira vez que ele assume acordos com outros pré-candidatos. Em 2020, ele desistiu na última hora de formar uma chapa com Carlos Von (Avante), que acabou ficando uma posição à frente da sua no resultado final. Na ocasião, Merízio entendeu que seu eleitorado criou uma expectativa em relação à sua candidatura e que o projeto de governo elaborado por seu grupo político não estaria se encaixando com o de Carlos Von. Tabuleiro Guarapari tem outro pré-candidato ligado ao governador: o deputado estadual Zé Preto, com quem Merízio afirma ter uma boa relação. Ele foi eleito em 2022 com 15,9 mil votos, sendo 12,2 mil somente na cidade que lhe serve de reduto, e também já havia cumprido dois mandatos como vereador. Após ter as portas fechadas no Partido Liberal (PL), ele migrou para o Progressistas (PP). Sem Zé Preto, o PL tem cogitado lançar o também deputado estadual Danilo Bahiense como pré-candidato a prefeito. Ainda não há certeza se Bahiense será, de fato, o nome escolhido, mas o mais provável é que a sigla lance um candidato próprio para representar o campo bolsonarista. O atual prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PSDB), que não poderá concorrer à reeleição, anunciou em um evento nessa semana que apoiará uma chapa com dois secretários de sua gestão na disputa para sucedê-lo: Emanuel Vieira, da pasta de Obras, e Tamili Mardegam, da Secretaria de Educação. Vieira será o candidato a prefeito, concorrendo pelo União Brasil, e Mardegam ficará como vice, mas ainda não definiu por qual partido. A chapa surgiu de um acordo entre Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), União Brasil e Partido Democrático Trabalhista (PDT). Na “Frente Guarapari que Queremos”, além de Ted Conti, são apontados como pré-candidatos: José Amaral (Psol), investigador da Policial Civil e professor de História; Oylas Pereira (PT), ex-vereador, policial civil aposentado e liderança comunitária; e Zazá (PV), ex-presidente da Associação de Moradores do Bairro Santa Mônica e vereador eleito em 2016 e 2020 – foi cassado em 2023 por desrespeito à cota de gênero por parte de seu então partido, o Podemos. Da Câmara de Vereadores, duas figuras têm se apresentado como pré-candidatos para a disputa majoritária deste ano: Rodrigo Borges (Republicanos), opositor de Edson Magalhães, e Wendel Lima (MDB), presidente da Casa. Frente progressista tem quatro pré-candidatos a prefeito em Guarapari

30/03/2024 / 0 Comments
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Manguezais têm maior capacidade de estocar carbono que florestas terrestres

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Líder de estudo internacional, Ângelo Bernardino destaca manguezais do ES, com 1,5 mil toneladas por hectare Divulgação Os manguezais têm uma capacidade de estocagem de carbono muito maior do que as florestas continentais e cumprem uma função fundamental na regulação do clima. A informação, que já circulava no meio científico há algum tempo, agora foi devidamente medida e encaminhada como proposta de inclusão desses ecossistemas no mercado de carbono brasileiro, o que tende a incentivar ações que visem sua proteção e recuperação. Trata-se da pesquisa “A inclusão dos manguezais da Amazônia no programa REDD+ do Brasil”, patrocinada pela National Geographic e pela Expedição Perpetual Planet Amazônia, da Rolex, publicada este mês na revista científica Nature Communications. “As nossas descobertas sugerem que, ao mitigar a perda de apenas um hectare de manguezais, chegamos a proteger o equivalente a mais de 100 hectares de florestas secundárias de terras altas, em termos de emissões de carbono evitadas”, destaca o professor do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e explorador da National Geographic Ângelo Bernardino, que lidera a equipe, formada por outros professores da Ufes, das universidade de São Paulo e do Ceará (USP e UFCE), de instituições dos Estados Unidos e da Suíça, e de pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Interromper o desmatamento de manguezais no bioma da Amazônia brasileira evitaria emissões equivalentes àquelas emitidas por mais de 200 mil carros movidos a gasolina todos os anos. Temos uma oportunidade única de abordar essa lacuna para aprimorar os esforços de conservação do Brasil no bioma Amazônia”, acrescenta. A pesquisa analisou 900 amostras de solo e medições de árvores de mais de 190 lotes de florestas de manguezais em áreas intocadas e desmatadas perto da foz do Rio Amazonas, incluindo Sucuriju, Araguari e Bailique, e a leste, incluindo Curuçá, Maracanã e Bragança. Entre os resultados encontrados, está a capacidade de sequestro de cerca de 468,3 toneladas de carbono por hectare nos manguezais estudados, considerada de três a 20 vezes maior do que a dos biomas continentais de “terras altas”. A proposta objetiva dos pesquisadores é pela inclusão dos manguezais brasileiros nos cálculos das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), estabelecidas para que o país cumpra com o Acordo de Paris, firmado mundialmente em 2015, para evitar que o planeta aqueça mais do que 1,5ºC em relação às médias de temperaturas antes da Revolução Industrial, em meados do século XIX. O estudo, afirma Ângelo Bernardino, propõe também a inclusão dos manguezais no chamado “mercado voluntário” de créditos de carbono. Assim esses ecossistemas poderão receber financiamento para proteção e recuperação, por meio da REDD+, iniciativa criada no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para beneficiar países em desenvolvimento que se esforcem para reduzir suas emissões de GEEs geradas a partir do desmatamento e outras formas de degradação florestal. Mercado capixaba O Espírito Santo aderiu oficialmente, em 2021, à campanha Race to Zero (Corrida para o Zero), da Organização das Nações Unidas (ONU), se comprometendo com a neutralidade na emissão de GEEs até o ano de 2050. A elaboração do Plano de Descarbonização fez parte deste compromisso e foi concluída neste mês de março. Nele, ficou evidente que os setores de Energia & Indústria e Afolu (Agricultura, Florestas e Outros Usos da Terra) são os principais emissores no Espírito Santo, representando a maior parte das emissões brutas. Outra meta importante do Estado é reduzir em 27% as emissões de GEEs até 2030, antes de alcançar o Netzero em 2050. Com tradição em pesquisar manguezais, inclusive no Espírito Santo, Ângelo Bernardino destaca a importância dos estuários capixabas para a regulação climática. Entre eles, o Piraquê-açu e Piraquê-mirim, em Aracruz, no norte do Estado, onde os estudos apontam uma capacidade ainda maior de estocagem de carbono do que os amazônicos, com cerca de 1,5 mil toneladas por hectare. Confira a entrevista: Os pesquisadores Carla Frechiani de Oliveira e Ângelo Bernardino no manguezal de Santa Cruz. Foto: Ana Caroline/National Geographic Professor, por que os manguezais têm tanto poder de capturar carbono da atmosfera? São muitas razões e uma delas é que eles são ecossistemas muito produtivos. Ficam na zona costeira, entre o continente e os oceanos, e recebem grande quantidade de material do continente trazido pelos rios e também muita matéria orgânica de origem marinha. Isso faz com quem eles sejam muito produtivos em termos fotossintéticos, porque produzem grande quantidade de material orgânico. E quando se fala de material orgânico, de nutrientes, isso significa carbono. As árvores dos manguezais sequestram muito carbono e muito desse carbono, mais de dois terços, fica preso no solo, na vegetação, diferentemente de outros ecossistemas terrestres. Como os solos são alagados, eles têm pouca concentração de oxigênio e isso ajuda na preservação desse carbono. Então, ao invés dele ser degradado, decomposto e retornar para a atmosfera, como ocorre muito em florestas terrestres, nos manguezais esse carbono fica preso, porque tem pouco oxigênio. E esse carbono fica preso no solo por centenas, milhares de anos. Por que escolher a Amazônia para fazer esse estudo? O Brasil é o segundo país com maior extensão de manguezais e dois terços desses manguezais estão na costa norte, na Amazônia, entre o litoral do Amapá, Pará e Maranhão. E lá eles são bem preservados, têm proteção permanente por lei, apesar de que a gente sabe que essa proteção por lei é só no papel em alguns lugares. Há áreas onde os manguezais são removidos para ocupação urbana ou, no caso do Nordeste, para construir fazendas de camarão. No nosso artigo, o que a gente viu foi o problema da pastagem, com lotes que são cortados para dar lugar a pastagens, nas áreas mais altas dos manguezais da Amazônia. Se os manguezais são tão importantes para a fixação do carbono, por que eles ainda não foram incluídos nas NDCs do Brasil? Quais os trâmites necessários para isso? Hoje o Brasil considera principalmente os ecossistemas florestais e não florestais terrestres, que incluem a Floresta Amazônica, o Pantanal, a Mata Atlântica, os Pampas. O nosso trabalho traz como novidade o

30/03/2024 / 0 Comments
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ONG denuncia intervenção em área não autorizada no Morro de Guaibura

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Gaya Religare afirma que condomínio Manami realiza desmatamento além do permitido por licenças A construção do condomínio de luxo Manami Ocean Living no Morro de Guaibura, na região da Enseada Azul, em Guarapari, tem ultrapassado a área permitida nas licenças de instalação. A denúncia é da Organização Não Governamental (ONG) Gaya Religare, que aponta para o desmatamento irregular promovido pelo condomínio, de responsabilidade da empresa Design 16. De acordo com a ONG, a região de mangue do morro foi cercada de forma irregular, e também houve poda de árvores usadas pelos pássaros para fazerem seus ninhos – impactando, inclusive, uma espécie ameaçada de extinção no Espírito Santo, a “Mimus gilvus”. Foi feita, ainda, a construção de um muro na areia da praia. Nessa sexta-feira (29), em pleno feriado de Semana, a empresa responsável pela obra iniciou a retirada de terra para terraplanagem no topo do morro, conforme registros feitos por moradores. Durante a semana, o maquinário já havia sido colocado no espaço, indicando o início da intervenção.“Existem centenas de aves desabrigadas, empoleiradas nos fios dos postes e nas casas do entorno. Não há nenhum resgate de fauna. Vimos passarinhos e saguis da cara branca falecidos. E o morro está cercado, estão impedindo 90% das práticas culturais da comunidade”, relata Juliana Souza, da Gaya Religare. No último dia 20 de março, a ONG encaminhou uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF), na qual argumenta que foi descumprido o Termo de Adesão da Prefeitura de Guarapari junto à União para a transferência da gestão das praias marítimas urbanas. Gaya Religare Entre os pontos do termo de adesão estão: “estabelecer condições para uma melhor gestão dos espaços litorâneos”; “garantir que as praias e outros bens de uso comum do povo (…) cumpram sua função socioambiental”; e “promover o correto uso e ocupação das praias, garantindo o livre e franco acesso a elas e ao mar”. “Tal denúncia expõe claro desrespeito por parte da Prefeitura de Guarapari a tal Termo de Adesão, além de descumprimento da legislação ambiental com a severa e iminente retirada de um ecossistema de extrema fragilidade, sem possibilidade de reversão do dano (manguezal). Para além disso, a prefeitura, em proveito da confiança transferida pela União, em seus atos administrativos ultrapassa a omissão, promovendo e encorajando a ocupação desordenada, ignorando e agredindo nosso povo, que em uma longa luta para sobrevivência manteve o Morro da Guaibura”, diz a denúncia. “Os efeitos deletérios aos aspectos paisagísticos, ambientais e urbanísticos por um condomínio em construção sobre um costão rochoso podem ser tratados como uma aberração na gestão pública, se não um ato criminoso”, continua o texto. A denúncia ressalta ainda que, apesar das licenças dadas pela Prefeitura de Guarapari e pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf-ES), existe um estudo da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e manifestação do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) contrários às intervenções. Denúncias e processo Desde o segundo semestre do ano passado, a Gaya Religare já realizou dezenas de denúncias sobre a situação. Segundo Juliana Souza, houve uma agenda na semana passada na Assembleia Legislativa com assessores dos parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT), incluindo o senador Fabiano Contarato; os deputados federais Jack Rocha e Helder Salomão; e os deputados estaduais João Coser e Iriny Lopes. Um dos pontos abordados foi o questionamento da constitucionalidade da Portaria 011-R de 2016, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e do Iema, que derrubou o tombamento da Mata Atlântica que havia sido feito pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC). Também na semana passada, houve uma visita técnica de uma equipe da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) ao Morro de Guaibura. Durante o ano de 2023, a Gaya Religare realizou um estudo das origens ancestrais da comunidade, que está há mais de cem anos fixada na península de Guaibura. Baseada na pesquisa, a ONG solicitou à Funai e ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI) um estudo antropológico e o reconhecimento da comunidade Borum M’nhag Uipe. Com base na visita, a Funai também deverá se manifestar dentro do processo relativo à ação civil pública movida pela Gaya Religare na Justiça Estadual para barrar a construção do Manami. Em sua manifestação, a Procuradoria-Geral do Município de Guarapari alegou que a licença dada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura (Semag) foi condicionada à não intervenção em área de mangue, junto à autorização do Idaf-ES e adoção de “medidas mitigadoras”. A Design 16, por sua vez, argumentou que apenas uma pequena parte do Morro de Guaibura delimitada pelo Idaf corresponde à Área de Preservação Permanente (APP), com restinga e manguezal – o que é contestado pela Gaya Religare. Já o promotor de Justiça Otávio Guimarães de Freitas Gazir acusou a Gaya Religare de produzir “factoides” e de tentar instrumentalizar a Justiça. ‘Não há desmatamento’ Procurada, a Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura(Semag) de Guarapari defendeu, em nota, que “não há desmatamento. O empreendimento possui todas as licenças e as fiscalizações têm sido constantes no mesmo. A supressão florestal está regular, perante o órgão competente, que neste caso é o Idaf”. Entretanto, a prefeitura não respondeu ao questionamento sobre a restrição de acesso imposta aos moradores da região. Século Diário também tentou contato com o MPF e a empresa Design 16, mas não teve sucesso. Pesquisa resgata origens indígenas da Vila de Guaibura, em Guarapari Potira de Almeida, moradora da comunidade, enviou carta de autodeclaração à Funai https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/pesquisa-resgata-origens-indigenas-da-vila-de-guaibura-em-guarapari Condomínio realiza cercamento no Morro de Guaibura ONG tenta cassação judicial de licença para instalação de empreendimento em Guarapari https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/condominio-realiza-cercamento-no-morro-de-guaibura

30/03/2024 / 1 Comment
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Edital de 2023 da Lei João Bananeira será cancelado

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Mais na Coluna: mudanças necessárias na João Bananeira; Arquivo Público vira autarquia; Feijoada do MNU A Secretaria Municipal de Cultura de Cariacica decidiu, em diálogo com o Conselho Municipal de Cultura, cancelar o edital de 2023 da Lei João Bananeira. A decisão ainda será divulgada no Diário Oficial. A previsão é de que seja relançado ainda no primeiro semestre de 2024, conforme afirma a vice-presidente do Colegiado, Maria Zalem. Porém, destaca, isso não acarretará em prejuízos para o edital 2024, pois a ideia é que ele seja lançado também nesse período.  Claudio Postay/PMC A publicação de editais não para por aí. Maria Zalem informa que a proposta é que a abertura do edital da Aldir Blanc também seja no primeiro semestre. Portanto, os artistas de Cariacica terão muito trabalho nos próximos meses, afinal, serão três editais. Haja fôlego para escrever três projetos e fazer os demais trâmites necessários para efetuar a inscrição, já que, certamente, muitos artistas irão querer aproveitar todas as oportunidades. O questionamento da Coluna é se será possível selecionar parecerista, abrir inscrição de projetos e publicar resultados de três editais em um período curto, de cerca de três meses. Tomara que dê tudo certo! O que aconteceu? Mas, afinal, o que motivou o cancelamento? Maria Zalem explica que o plano de ação encaminhado para a Secretaria Estadual de Cultura (Secult) para receber recursos do Fundo a Fundo na gestão do ex-secretário Alvarito Mendes Filho não foi aprovado. Por isso, Cariacica acabou perdendo um recurso no valor de R$ 411 mil. O mesmo valor seria destinado ao Fundo pela gestão de Euclério Sampaio (MDB), que acabou encaminhando somente R$ 258 mil, que foi o valor disponibilizado para o edital. Insuficiente No final das contas, o resultado foi um valor muito reduzido para destinar aos projetos. No edital de literatura, por exemplo, o valor foi de R$ 10 mil. A Secult acabou acenando para a possibilidade de refazer o plano, já na atual gestão do secretário Paulo Roberto de Oliveira. A previsão, segundo Maria Zalem, é de que o novo edital seja no valor de R$ 822 mil, sendo metade repassado pela gestão estadual e a outra pela municipal. Nova composição do Conselho Maria Zalem informa que este ano haverá eleição para novos componentes do Conselho Municipal de Cultura. A ideia, afirma, é que nesse novo ciclo sejam debatidas mudanças para a Lei João Bananeira, que, conforme afirma, precisa ser atualizada. E precisa mesmo! Tem que mudar! Tem coisas que não dá mais para permanecer. Uma delas é a obrigatoriedade, no caso de publicação de e-book, de entregar à Secretaria Municipal de Cultura um CD com arquivo do livro. Quem no mundo de hoje ainda utiliza CD? Outra questão é no edital para cineclube. Não faz sentido nenhum determinar que o equipamento adquirido seja, ao final do projeto, entregue à Secretaria. Isso dificulta a criação de novos cineclubes, beneficiando somente os já estruturados. Afinal, sem equipamentos como datashow um cineclube não funciona. Tem que mudar II! Outro problema é a obrigatoriedade da apresentação de dois orçamentos para os serviços a serem contratados para a execução do projeto. Acaba sendo algo que só dá mais trabalho para o artista, que além de ter que escrever projeto, formar equipe, buscar cartas de anuência, etc e tal, ainda tem que correr atrás de dois orçamentos. Deveria ser igual aos editais Funcultura, no qual o proponente coloca o valor, sem necessidade de anexar orçamento. Tem que mudar III Uma questão que também pode ser “copiada” do edital Funcultura é não cobrar, no ato da inscrição, documentos como certidões negativas municipal, estadual e federal. São documentos que devem ser apresentados no ato da formalização do contrato, caso o projeto seja aprovado. Exigir isso antes, assim como na questão dos orçamentos, é só dar mais dor de cabeça para o artista. Cultura negra no Arquivo Público Redes Sociais Representantes do Instituto Elimu se reuniram com o coordenador do Arquivo Público do Espírito Santo, Cilmar Franceschetto, para tratar sobre projetos relacionados à cultura negra. À coluna, Cilmar adiantou que uma das ideias é fazer a reedição do livro Negros no Espírito Santo, de Cléber Maciel, além de outras obras dele, como o livro Candomblé e Umbanda no Espírito, por meio da Coleção Canaã, que conta com diversas obras já publicadas pelo Arquivo Público. Autarquia Aliás, o Arquivo Público agora virou autarquia com a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 64/2023, de autoria do governador Renato Casagrande (PSB). Segundo Cilmar, o órgão vai ter um orçamento maior, terá mais estrutura e independência, além de “galgar espaço maior na estrutura do governo”. Uma das novidades é a criação da Gerência de Mediação Cultural, que, conforme afirma, irá ficar responsável pelos projetos culturais, potencializando trabalhos que já vêm sendo feitos pelo Arquivo Público, como os voltados aos povos originários, povos escravizados e ciganos. Nova Feijoada do MNU O Movimento Negro Unificado (MNU) já está vendendo os ingressos para a Feijoada de São Jorge, que será no dia 28 de abril, ao meio dia, na quadra da escola de samba Novo Império, em Caratoira, Vitória. A Feijoada terá como tema MNU e São Jorge Contra o Dragão do Racismo. O ingresso custa R$ 50,00 e pode ser pago pelo Pix (27) 99842-4665. Não se trata da feijoada que faz parte do calendário de festas da cidade de Vitória e que comemora o aniversário do MNU. Esta última é realizada sempre em julho e, conforme afirma a militante do MNU, Vanda Vieira, sua realização daqui a três meses está garantida. Até a próxima coluna! E-mail: elainerdalgobbo@gmail.com

30/03/2024 / 0 Comments
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​’Junção de turmas em CMEI de Caratoira é retaliação’, afirmam pais de alunos

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Comunidade acredita que medida foi motivada por posição contrária ao tempo integral A comunidade escolar do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Sinclair Philips, em Caratoira, Vitória, se opõe à decisão da Secretaria Municipal de Educação de Vitória (Seme) de juntar turmas no ano letivo de 2004. Pais de alunos, que preferem não se identificar por medo de represálias, afirmam que metade dos estudantes do grupo 4 estão tendo aula com os do grupo 3. A outra metade está junto com o grupo 5. A junção, afirmam, fez com que três professoras tivessem que se desligar da unidade de ensino. Para eles, trata-se de uma retaliação à mobilização feita pela comunidade escolar que vetou a implantação do tempo integral na unidade, contrariando os planos da gestão municipal.  Redes Sociais O grupo 3 abarca crianças de 2 anos e 11 meses. O 4, de 3 anos e 11 meses. O 5, de 4 anos e 11 meses. Um dos prejuízos, segundo os pais, é o fato de os estudantes do grupo 5 terem que estudar novamente o conteúdo já visto no ano passado, como as iniciais da letra do próprio nome, já que, caso seja ministrado o que deveria ser visto este ano, parte dos alunos do grupo 4 terão mais dificuldade, por terem que pular o conteúdo proposto para sua faixa etária. Os pais informam que, no grupo 3, há 15 alunos e três na fila de espera. No 4 tem 21 e um na fila. O grupo 5 conta com 11 e três na espera. De acordo com a Seme, o número mínimo de estudantes para cada turma deve ser de 10 a 12 alunos. O máximo é 25. Como as turmas estão no mínimo, resolveram juntá-las. Os pais, contudo, argumentaram que não há motivos para isso, já que as turmas atendem ao número mínimo de alunos exigido e podem aumentar se a Seme liberar a matrícula dos que estão na fila de espera. Entretanto, a pasta alega que não tem obrigação de fazer isso, porque as crianças que aguardam vaga já estão matriculadas em outra unidade de ensino, portanto, não estão desassistidas. A Seme também afirma que, em nenhuma hipótese, irá desfazer a junção das turmas. Divergências A crença dos responsáveis pelas crianças é de que a atitude da secretaria é uma retaliação. Por meio de uma consulta pública sugerida pela própria comunidade, optou-se pela manutenção da jornada ampliada na unidade de ensino. Essa opção contou com 124 votos. Havia, ainda, outras duas. Uma eram um processo de transição de dois anos para que se tornasse um CMEI de tempo integral, que obteve sete votos. A outra, a implantação do integral de forma imediata, que recebeu 15 votos. A comunidade escolar questionou o fato de a decisão de transformar o CMEI em unidade de ensino de tempo integral ter sido tomada sem que fosse procurada para dialogar sobre o tema e apontou uma série de problemas que impossibilitam a mudança, como precariedade na infraestrutura; horário de término das aulas, que seria às 16h, quando os responsáveis pelas crianças estão no trabalho; a redução do número de vagas em cerca de 50%; e a extinção de turmas para estudantes de seis meses a um ano. Outro argumento foi a violência, já que os responsáveis teriam que matricular os estudantes em CMEIs de bairros vizinhos, como Santo Antônio e Morro do Quadro, o que, aponta a comunidade, é temeroso, pois a circulação das pessoas entre esses bairros não é bem vista pelo tráfico. Na reunião na qual foi decidida a realização da consulta pública, a secretária Juliana Roshner apresentou o projeto da escola em tempo integral, que prevê salas de dança, ginástica rítmica e de produção de arte, as chamadas salas ambiente. Contudo, os responsáveis pelas crianças destacaram que, na atual infraestrutura, não é possível aplicar essas atividades. Além disso, a forma como a gestora se referiu ao trabalho dos docentes causou indignação. Os relatos pontuam que ela falou que o CMEI passaria a ter profissionais qualificados, com formação específica para trabalhar com projetos, e que na realidade atual, que é de oferta de jornada ampliada, os alunos vão de manhã para brincar e à tarde vão para as “aulinhas”. Os professores do CMEI, segundo Juliana Roshner, teriam que fazer pedido de remoção para continuar trabalhando 25 horas semanais. Comunidade de Caratoíra diz não à mudança do CMEI para período integral Consulta pública apresentou três alternativas, vencendo a manutenção da jornada ampliada https://www.seculodiario.com.br/educacao/comunidade-de-caratoira-diz-nao-a-mudanca-do-cmei-para-periodo-integral Pais criticam falta de diálogo sobre mudanças no CMEI de Caratoíra Prefeitura de Vitória quer transformar unidade em integral, mas famílias alegam falta de infraestrutura e redução de vagas https://www.seculodiario.com.br/educacao/pais-criticam-falta-de-dialogo-sobre-mudancas-no-cmei-de-caratoira

29/03/2024 / 0 Comments
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Dessalinização e ETAs mais caras são mesmo a melhor opção para o ES?

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Especialista em reflorestamento, Marcelo Simonelli defende investimento em geração de emprego e renda no campo Para ações de reflorestamento, um orçamento de apenas R$ 20 milhões em 2024. Para retirar o excesso de turbidez da água que chega às torneiras – provocado pelo desmatamento nas margens e nascentes dos rios –, sucessivas obras, de R$ 64 milhões, R$ 90 milhões…para captar água do mar, R$ 500 milhões. É nessa tríade matemática pouco inteligente e participativa que tem desaguado a gestão pública do dinheiro necessário para garantir a segurança hídrica dos capixabas: muito pouco no orçamento destinado a ações de reflorestamento e distribuição de renda para o pequeno agricultor e produtor rural, hoje concentradas no Programa Reflorestar; pelo menos sete vezes mais para grandes empresas de engenharia tornarem as Estações de Tratamento de Água (ETAs) capazes de remediar o problema gerado pela falta de reflorestamento; e cifras quase bilionárias para multinacionais que importam técnicas dos lugares mais secos do mundo até um Estado que, como tantos da Mata Atlântica, teve sua riqueza de rios, córregos, lagoas e nascentes historicamente depredada pelo agronegócio, pela mineração e outras atividades industriais de alto impacto socioambiental. Mas, ao contrário da direção para onde têm apontado as canetas dos gestores, o investimento robusto em reflorestamento, em parceria com a agricultura familiar e camponesa, é a melhor solução quando se pensa em garantir segurança hídrica e, simultaneamente, atender a outras necessidades ambientais e socioeconômicas urgentes, como conservação do solo, segurança alimentar, regulação climática, geração de emprego e renda no campo e conservação da biodiversidade. A conclusão advém de sucessivos estudos técnicos e científicos publicados ao longo das décadas no Brasil e no mundo. Estudos que, afirma o biólogo, mestre em Botânica e professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) Marcelo Simonelli, precisam começar a ser incorporados aos orçamentos públicos no Espírito Santo.  Divulgação “Hoje já temos cientificamente bem claro o papel desempenhado pelas florestas no ciclo hidrológico e no oferecimento de diversos outros serviços ecossistêmicos como produção de alimentos, extratos, fertilidade do solo e controle de pragas. As árvores têm importante relação não só com a quantidade de água disponível, mas também com a sua qualidade. Portanto, manter o pouco de florestas que ainda nos resta no Espírito Santo e realizarmos reflorestamentos é muito importante para termos segurança hídrica, principalmente no médio e longo prazo, já que um projeto de reflorestamento demora no mínimo uns cinco anos para desempenhar a contento funções como retenção de sedimentos e formação de serapilheira. Essas ações são urgentes”, argumenta o acadêmico. Outra vantagem do reflorestamento, por meio dos Planos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs), diz respeito à questão social, acrescenta. “Um plano de recuperação bem planejado em nível estadual poderia gerar milhares de empregos e alternativa de renda em toda a cadeia produtiva da restauração florestal, desde a elaboração de PRADs até a coleta de sementes, produção de mudas, plantio, manutenção e monitoramentos de projetos de reflorestamento. Além da geração de emprego e renda indiretos, com o comércio de insumos e maquinários e também de serviços como alimentação, transporte e comércio em geral, gerando impostos, fixando o homem no campo e proporcionando outros serviços indiretos relacionados à saúde, segurança e qualidade de vida”. Fragmento florestal localizado no município de Ibitirama, em estágio médio de regeneração, anexo à floresta matriz e com 15 anos de regeneração. Foto: Divulgação Métodos e zoneamento Um dos métodos de recuperação é o chamado “plantio total”, em que é preciso preparar o solo, fazer o plantio das sementes e mudas e acompanhar seu crescimento, retirando gramíneas e aplicando nutrientes. Esse é o mais caro dos métodos e, mesmo assim, mais vantajoso, economicamente falando, do que outras formas de produzir água. “Em relação aos custos, a recuperação de áreas degradadas possui um custo baixo quando comparada a outras tecnologias utilizadas para dar segurança hídrica. Dados do The Nature Conservancy (TNC) estimam que o custo médio, por hectare, pode ser próximo a US$ 2 mil no caso da Amazônia, US$ 2,1 mil para a Mata Atlântica e US$ 3 mil no Cerrado, na técnica de plantio total”. No caso do Espírito Santo, no entanto, em mais de 60% do território com potencial de recuperação florestal, pode ser aplicado o método mais barato, que é o de Regeneração Natural. O dado conta no estudo “Levantamento do Potencial de Regeneração Natural de Florestas Nativas nas Diferentes Regiões do Estado do Espírito Santo”, lançado em 2021 pela Editora do Ifes (Edifes), que tem Simonelli como um dos autores. “Em alguns casos, basta abandonar a área ou simplesmente cercá-la, para proteger do gado, que rapidamente uma floresta secundária se restabelece”. A publicação traz um zoneamento do Estado em doze áreas – extremo norte; noroeste; tabuleiro norte; litoral norte; extremo oeste seco; central serrana; transição metropolitana/central serrana; metropolitana; tabuleiro sul/extremo sul baixo; central sul; extremo sul acidentado; sul caparaó – classificadas em um dos quatro níveis de potencial de regeneração natural: alto; transição médio/alto; médio; e Baixo. Foram mais de 300 áreas amostradas, onde foi avaliado o processo de regeneração em cada uma, o tempo de duração, quais florestas matrizes originaram as sementes transportadas até as áreas degradadas, quanto tempo foi necessário para a regeneração acontecer, em qual estágio (primário, secundário ou avançado) está cada área, e com quais espécies já contam, entre outros parâmetros. Dessa análise, vários gráficos foram produzidos, com informações comparativas detalhadas a respeito de cada parâmetro. Um dos gráficos mostra, em cada uma das doze zonas, qual o tamanho total, em hectares, das florestas matrizes que subsidiaram as regenerações florestais. A transição serrana/metropolitana e a central serrana se destacam com as maiores áreas de florestas matrizes. Outro dos gráficos mostra o tamanho total de áreas regeneradas em cada microrregião. Neste, sobressaem o tabuleiro norte como o que maior área regenerada, e o litoral norte com a menor. Imagem de fragmentos florestais regenerados e fornecedores de propágulos, demonstrando alguns parâmetros estudados A realidade da Mata Atlântica capixaba aponta a prioridade dos investimentos em recuperação florestal como medida principal para garantir a segurança hídrica, de forma

29/03/2024 / 0 Comments
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Renzo Vasconcelos: ‘o continuísmo engessou Colatina’

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Pré-candidato a prefeito pelo PSD, ex-deputado fala dos rumos do partido e articulações para as eleições Presidente estadual do PSD e pré-candidato à Prefeitura de Colatina, o ex-deputado estadual Renzo Vasconcelos é o convidado do Política ES. Ele analisa sua participação nas últimas eleições, em que foi o terceiro candidato mais votado para deputado federal mas não foi eleito, e as articulações para as eleições em seu município, em que deve enfrentar o atual prefeito, Guerino Balestrassi (MDB), nas urnas.  Renzo também conta as pretensões do PSD para no Espírito Santo para os próximos anos, comenta as articulações atuais de diversas candidaturas para prefeituras capixabas em 2024, incluindo a Capital, e diz como espera que o partido chegue em 2026, quando haverá sucessão estadual. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.

28/03/2024 / 0 Comments
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Casagrande escolhe Francisco Berdeal como procurador-geral de Justiça

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Governador quebra tradição dos últimos anos ao indicar segundo colocado da lista tríplice do MPES O governador Renato Casagrande (PSB) anunciou, na tarde desta quinta-feira (28), a escolha do promotor Francisco Berdeal como o novo procurador-geral de Justiça do Estado. Ele foi o segundo colocado na eleição da lista tríplice do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), com 132 votos, e representa a continuidade do grupo da atual procuradora, Luciana Andrade. O promotor escolhido já atuava como secretário-geral do Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ). Ao optar por Berdeal, Casagrande quebra com a tradição de mais de uma década de sempre escolher o primeiro colocado da lista, que perpassou os seus mandatos anteriores e os do ex-governador Paulo Hartung (sem partido). Redes Sociais Com a escolha, Casagrande fechou as portas para os candidatos de oposição, o promotor Pedro Ivo Souza, que liderou a preferência na lista, com 146 votos, e a promotora Maria Clara Perim, que ficou em terceiro, com 97. A decisão contraria o recado das urnas manifestado pelos membros do Ministério Público Estadual (MPES), priorizando manter intactas as relações com o grupo que domina o órgão ministerial há 12 anos, originário da “Era Eder Pontes”, hoje desembargador do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Luciana Andrade é sucessora de Eder Pontes, mas, nesse pleito, os dois racharam por divergências em relação ao candidato apoiado pelo grupo. Ela fez campanha para Francisco, enquanto Eder para o promotor Danilo Raposo Lírio, que ficou na penúltima colocação, com 64 votos. O quarto colocado foi o procurador de Justiça Marcello Souza Queiroz, também de oposição e conhecido adversário de Eder, que recebeu 82 votos, e o último, o procurador de Justiça Josemar Moreira, da situação, com 26 votos. Após o resultado da eleição, realizada na sexta-feira passada (22), Casagrande ainda teria 15 dias para anunciar a sua escolha, mas decidiu fazê-lo antes disso. Em declarações públicas, ele já havia afirmado que não tinha obrigação de escolher o primeiro nome da lista tríplice, o que se confirmou. “Dr. Francisco Berdeal será o próximo procurador-geral de Justiça do Estado. Parabenizo aos promotores Pedro Ivo e Maria Clara, que compuseram a lista tríplice. Juntos, seguiremos fortalecendo as instituições em nosso Estado”, comunicou Casagrande nas redes sociais. O novo ocupante do cargo máximo do órgão ministerial capixaba administrará, em 2024, um orçamento de R$ 527 milhões. A posse será no próximo dia 2 de maio e a gestão terminará em 2026. Dois candidatos de oposição integram lista tríplice do Ministério Público Pedro Ivo foi o mais votado, e Maria Clara ficou em terceiro. Escolha de Francisco Berdeal (centro) impõe derrota a Eder Pontes https://www.seculodiario.com.br/justica/dois-candidatos-de-oposicao-integram-lista-triplice-do-ministerio-publico

28/03/2024 / 0 Comments
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Ladeira abaixo

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Sinalizações de Vinicius Simões e Mauricio Leite colocam o Cidadania ainda mais na forca em Vitória CMV Partido que viveu tempos áureos em Vitória, o Cidadania, do ex-prefeito Luciano Rezende, corre o risco de ficar sem nenhum quadro com mandato este ano. Os dois vereadores que restaram na bancada na Câmara Municipal, após processo de debandada, acenam para essa possibilidade, decisão que precisa ser anunciada em breve, considerando o prazo permitido para a troca partidária. O primeiro é Vinícius Simões, hoje inclusive o presidente do diretório municipal, como o próprio relatou ao programa Política ES, da TV Século. Simões disse que conversa com um grupo de aliados para definir a melhor acomodação de chapas, e cita como prováveis destinos o PSB e o PSD. O vereador busca mais garantias para a eleição, depois de lembrar que, em 2020, foi o sétimo mais votado, mas não entrou, assumindo no ano passado, devido à eleição à Assembleia Legislativa de Denninho Silva, o primeiro a deixar a legenda nessa leva mais recente. O outro vereador que pode fazer o mesmo movimento é Mauricio Leite, mas ainda sem sinalização de legendas em vista. Ele é alinhado ao prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), de quem Simões é opositor, e a tendência é que fique entre alguma legenda desse arco de aliança. Tamanhas divergências ideológicas internas, aliás, são a outra situação que se abateu sobre o Cidadania na Capital: quase ninguém mais fala a mesma língua. Ladeira abaixo IIEm 2023, também deixou a legenda o então presidente estadual, Fabrício Gandini, que migrou para o PSD, e o vereador Luiz Emanuel Zouain, que agora está no Republicanos. Antes, em nível estadual, o Cidadania já tinha perdido o senador Marcos do Val (Podemos) e o deputado federal Da Vitória (PP). Em abertoO cenário, com ou sem Simões e Mauricio Leite, joga luz sobre a participação da legenda no pleito deste ano. Quem irá compor a chapa e em quais condições? O que Luciano Rezende, na planície, tem feito para reconstruir o Cidadania? Caminho do meioO partido hoje integra uma federação com o PSDB, que não tem cadeira própria no legislativo municipal. O grupo aposta num palanque majoritário, que se situe ao centro. Melhor dizendo, uma terceira via, para fugir da polarização entre direita – Pazolini e Capitão Assumção (PL) – e esquerda – João Coser (PT) e Camila Valadão (Psol). Tomou frenteSimões repetiu, na entrevista à TV Século, o que esse bloco tem falado para fora das conversas internas, que os nomes com maior capilaridade eleitoral é que serão candidatos na hora da definição da chapa. Essa articulação reúne, além da federação, o PSB, o PSD, o União Brasil e o Podemos, e são apresentados cinco nomes. Só que na prática, mesmo, quem tem se movimentado é o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). FileiraOs demais personagens, também já citados, são os deputados estaduais Mazinho dos Anjos (PSDB), Tyago Hoffmann (PSB) e Gandini e o ex-prefeito Luciano Rezende. Mazinho e Luciano, hoje, estão no final da fila. Atrás de Luiz Paulo, vem Hoffmann e, lá atrás ainda, Gandini. AndançasEm seus últimos passos, Hoffmann aparece em postagens sobre a criação de dois comitês de base do PSB, nos bairros Jardim da Penha e Santo Antônio. As iniciativas, segundo ele, são para promover “um debate rico sobre a cidade” e de “propostas para melhorias”. Neste caso, abriu o tête-à-tête com o eleitorado. Andanças IIEm outra publicação, divulgou várias fotos ao lado do governador Renato Casagrande, com o lema “Juntos, pensando à frente”. Inaugurou sua marca, assim como também já fizeram Luiz Paulo e Coser. CoadjuvanteAgora…a prevalecer o cenário atual, no caso de composição, quem desse bloco teria, afinal, interesse em assumir uma vice ao lado de Luiz Paulo? Veremos os próximos capítulos! Nas redes“Descansou o grande músico Alexandre Lima. Com seu talento e carisma levou a cultura capixaba a diversos palcos do Brasil e do mundo. Sua trajetória inspira as novas gerações. Deixo meu abraço de conforto na família e amigos nesse momento de despedida”. Renato Casagrande, governador pelo PSB. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

28/03/2024 / 0 Comments
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Disputas internas reduzem espaço do PSDB e MDB no Estado

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Decisão da Nacional do PSDB representa revés à direção estadual e dá sobrevida ao grupo de Max Filho Dois dos maiores partidos no contexto político do Estado, PSDB e MDB, perdem espaço de forma acentuada desde as eleições de 2020, por conta de disputas internas que se tornam mais intensas a quatro meses do prazo para definição de nomes que entrarão na disputa, que começa em julho. Em Vitória, o PSDB conta com a pré-candidatura do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas, que disputa votos no mesmo campo do nome do PT, João Coser, situação oposta à maioria dos municípios do interior. No segundo maior colégio eleitoral do Estado, Vila Velha, o ex-prefeito Max Filho retomou as rédeas do PSDB nessa quarta-feira (27), por meio de um antigo aliado, o ex-vereador Maurício Gorza, alçado à condição de presidente da comissão provisória do partido no município e nome para disputar a prefeitura. Apesar de não ter densidade eleitoral para concorrer com nomes já colocados no mercado, representa um revés à direção estadual e dá sobrevida política ao grupo de Max. Com o controle, mudam os rumos adotados até então pela legenda, via presidente estadual, Vandinho Leite, de apoiar a reeleição do atual prefeito, Arnaldinho Borgo (Podemos), opositor de Max, que não entrará na disputa eleitoral de outubro. A mudança veio do presidente nacional do PSDB, o ex-governador de Goiás Marcone Perillo, que retirou poderes do grupo do deputado estadual Vandinho Leite e criou uma comissão interventora com aliados de Max Filho. O controle do PSDB em Vila Velha estava com o grupo do deputado Vandinho Leite desde agosto de 2023, com a formação de uma comissão provisória composta por seus aliados Marcos Giovanni Correa Felix, presidente; Pablo Rigamonte Correa, tesoureiro; Peterson Morozewsky Bento, secretário; e Sueli dos Santos Guinarães e Thiago Teixeira da Silva, membros. Em nota, Vandinho Leite explicou, na época, que os “os membros da Provisória de Vila Velha renunciaram aos cargos. Sendo assim, a Convenção Municipal foi cancelada e o PSDB Estadual nomeou uma nova provisória e a mesma está dentro do prazo de 15 dias para realizar a nova Convenção e eleger a Executiva do PSDB de Vila Velha”. Agora, com a intervenção de Marcone Perillo, essa comissão foi suspensa. No MDB, situação semelhante ocorre, com casos mais complexos em Vitória e em municípios do norte do Estado, como São Mateus. A chegada do vice-governador, Ricardo Ferraço, em 2023, como presidente estadual, não conseguiu pacificar o partido e, em muitos casos, complicou ainda mais o cenário. A entrega da comissão municipal de Vitória ao ex-deputado estadual e ex-conselheiro do Tribunal de Contas (TCES) Sergio Borges e, em São Mateus, ao ex-prefeito Amadeo Boroto, dificultam a formação de chapas de vereadores e a definição de aliança para a disputa majoritária.

28/03/2024 / 0 Comments
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