Tadeu Nicoletti aponta que debate sobre o estatuto e a tabela de subsídios já postergou demais Foi remarcada para o próximo dia dia 12, a reunião entre o Sindicato dos Peritos Oficiais do Espírito Santo (Sindiperitos) e o secretário estadual de Segurança Pública, Eugênio Ricas. A justificativa por parte do gestor para o adiamento do encontro, que seria nessa terça-feira (26), foram as enchentes no sul do Estado. O sindicato reconhece que a situação no Espírito Santo é delicada, contudo, acredita que o debate sobre o estatuto e a tabela de subsídios da categoria tem se postergado demais. “A gente compreende que não dá para impor algo quando o Espírito Santo está passando por uma situação difícil, de urgência, com mortes. A própria Perícia está trabalhando nessa questão das enchentes”, diz o presidente do Sindiperitos, Tadeu Nicoletti. Entretanto, afirma, “são adiamentos e postergações que se reiteram e não impedem que o estatuto seja discutido”. O Projeto de Lei Complementar (PLC) para regulamentação da Polícia Científica foi aprovado em dezembro último, quando o governador Renato Casagrande (PSB) se comprometeu a encaminhar para a Assembleia em janeiro deste ano, após construção com os peritos, o estatuto e a tabela de subsídios. Passados quase quatro meses, porém, o gestor ainda não cumpriu com o prometido. Para Tadeu, a categoria “caminha para uma situação complicada” e o sentimento é de que o processo foi interrompido. “Não se está brincando de criar polícia, não dá mais para postergar”, reitera. Ele destaca que o estatuto é longo, tem muitos artigos, e sua discussão é extensa, portanto, já era para ter sido iniciada com os peritos. A Secretaria Estadual de Gestão e Recursos Humanos (Seger) afirma que trabalha na elaboração desse documento e da tabela de subsídios, mas a categoria, até o momento, não foi convidada a participar. Por isso, destaca Tadeu, há uma outra preocupação, que é a elaboração de uma proposta que não atenda aos anseios dos trabalhadores, exigindo modificações, o que atrasará ainda mais o processo. Uma das queixas dos peritos é que, sem o estatuto, há possibilidade de impunidade. “Se ocorrer algo disciplinarmente, se alguém cometer uma falta, vai aplicar a transgressão disciplinar como? A partir de qual estatuto? O da Polícia Civil? Isso pode gerar impunidade, pois a Perícia foi criada, mas não há um estatuto para deixar claro quais são os deveres e as punições”, pontua. A falta de um estatuto causa ainda “vacância de direitos”. Um deles é a progressão, o que já é sentido na pele por alguns trabalhadores. O dirigente sindical informa que as regras para progressão são estabelecidas no estatuto. Sem ele, um grupo de cerca de 100 trabalhadores que devem fazer a progressão em abril ainda não sabe se vai poder ter acesso a esse direito. Tadeu diz, ainda, que, na prática, sem o estatuto, a Perícia não ganhou autonomia em relação à Polícia Civil (PC), pois “não está dentro nem fora da Polícia Civil, está no limbo”. Para ele, o caso Marielle Franco, vereadora executada, é uma das provas da necessidade da autonomia, de fato, da Perícia em relação à PC, já que um dos envolvidos no crime era o delegado Rivaldo Barbosa, então chefe dessa corporação no Rio de Janeiro. Peritos se reúnem com secretário de Segurança Pública no próximo dia 26 Trabalhadores querem informações sobre estatuto e tabela de subsídio, além de reivindicar criação de subsecretaria https://www.seculodiario.com.br/seguranca/peritos-se-reunem-com-secretario-de-seguranca-publica-no-proximo-dia-26 Janeiro chega ao fim sem Estatuto nem Tabela de Subsídios da Perícia Compromisso firmado por Casagrande foi de que a categoria discutiria a elaboração dos documentos com a Seger https://www.seculodiario.com.br/seguranca/janeiro-chega-ao-fim-sem-estatuto-nem-tabela-de-subsidios-da-pericia Tabela de subsídio da Perícia será enviada à Assembleia em janeiro Compromisso foi firmado por Casagrande. Regulamentação da Perícia foi aprovada nesta terça-feira https://www.seculodiario.com.br/seguranca/tabela-de-subsidio-da-pericia-sera-enviada-a-assembleia-em-janeiro
Cris da Saúde é confirmada como vice de Luiz Capinzal em Marataízes
Prefeito Tininho Batista articulava chapa conjunta para disputar sucessão desde o ano passado A secretária de Saúde de Marataízes, no litoral sul do Estado, Cristiane França (PSB), também conhecida como Cris da Saúde, entrará como vice na chapa do pré-candidato a prefeito Luiz Almeida (Republicanos), o Luiz Capinzal. Sua exoneração do cargo foi publicada no Diário Oficial nessa quarta-feira (27), e a confirmação de que seria indicada como vice ocorreu no fim da tarde, pelas redes sociais. Divulgação A informação de que o atual prefeito, Tininho Batista (PSB), articulava uma chapa conjunta com os dois surgiu ainda no fim do ano passado. Na época, especulava-se que a secretária de Saúde pudesse, inclusive, encabeçar a chapa, mas pesou a favor de Luiz a sua trajetória política mais extensa. A proximidade entre Cris da Saúde e Tininho é anterior à sua gestão na Prefeitura de Marataízes – as famílias dos dois são da mesma região no interior do município. Desde o primeiro mandato do atual prefeito, Cristiane já ocupou mais de um cargo no Poder Executivo, tendo sido também secretária de Governo e de Educação. Já Luiz Capinzal é filho do ex-vereador Aldelino Marques de Almeida e está em seu quinto mandato no parlamento municipal. Ele foi presidente da Câmara de Marataízes entre 2021 e 2022 e entre 2009 e 2010, e primeiro-secretário de 2007 a 2008. Agricultor da comunidade de Capinzal, no interior do município, também já ocupou a Secretaria Municipal de Agricultura. Seu nome não é um consenso na base do prefeito, mas Tininho tem reiterado sua escolha em meio a boatos sobre uma possível mudança. Junto a Cristiane, foram exonerados os secretários municipais de Assistência Social, Habitação e Trabalho, Albérico Pereira de Souza; e de Defesa Social e Segurança Patrimonial, Weliton da Silva, além de outros nomes da administração municipal. Ambos deverão se candidatar à Câmara de Vereadores nas eleições municipais de outubro. Apoio do PT A chapa de Luiz e Cristiane terá o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT). A decisão foi tomada na noite dessa segunda-feira (25), em reunião do diretório. Parte dos filiados manifestava resistência em apoiar Luiz, considerado bolsonarista, mas a direção aproveitou a ausência de alguns militantes – sobretudo daqueles ligados à tendência interna Resistência Socialista – para fazer valer a vontade. Atualmente, o PT de Marataízes está na base do prefeito Tininho, que foi petista no passado, tendo inclusive presidido o diretório municipal. João Antonio Neto, presidente da sigla em Marataízes na atualidade, é um aliado de Tininho e já ocupou várias secretarias municipais durante sua gestão. Chegou-se a cogitar, inclusive, a possibilidade de o próprio PT indicar o vice da chapa de Luiz. Junto ao PT, a chapa de Luiz Capinzal e Cris da Saúde deverá ter entre seus apoiadores as demais siglas que compõem a Federação Brasil da Esperança: Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV). A informação é de que os dois partidos estão enfraquecidos no município atualmente. Outros pré-candidatos Os demais pré-candidatos a prefeito em Marataízes também têm intensificado suas articulações. Toninho Bitencourt (Podemos), ex-prefeito que ficou em segundo lugar na eleição de 2020, é quem mais tem agregado apoiadores. Nas últimas semanas, tem dialogado bastante com o vereador Willian Duarte (PSDB), que vinha se colocando como pré-candidato a prefeito, e o empresário Breno Nilregi (PRD), dono de uma das maiores redes de padarias do município. Nilregi, aliás, recebeu expressiva votação em sua candidatura a deputado federal em 2022 e chegou a ser cogitado como pré-candidato a prefeito. Depois, declarou apoio à pré-candidatura do também empresário Júnior do Jucy, que acabou não vingando. Por sua vez, Jaiminho Machado (PDT), vice-prefeito rompido com Tininho, também tem tentado conseguir apoios de peso. Fontes ligadas a ele afirmam que o vice-prefeito conseguiu se articular com o Progressistas (PP), de Theodorico Ferraço, deputado estadual e ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim que mora em Marataízes atualmente. Seu grupo também aposta em uma queda do favorito Toninho, como ocorreu em outras eleições. O produtor cultural Guilherme Nascimento (Psol), conhecido por seu trabalho na Casa Roxa, também segue firme com sua pré-candidatura a prefeito de Marataízes. Entretanto, o foco principal é estruturar o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) na cidade do litoral sul, tendo em vista que o diretório municipal foi criado recentemente. PT define apoio a Luiz Capinzal como pré-candidato a prefeito de Marataízes Sigla também poderá indicar um nome para compor a vice da chapa de sucessão do prefeito Tininho https://www.seculodiario.com.br/politica/pt-define-apoio-a-luiz-capinzal-como-pre-candidato-a-prefeito-de-marataizes ‘Escolha para sucessão municipal em Marataízes segue inabalável’ Prefeito Tininho garante que Luiz Capinzal continua como seu pré-candidato na eleição deste ano https://www.seculodiario.com.br/politica/escolha-para-sucessao-municipal-em-marataizes-segue-inabalavel ‘Quero continuar o trabalho do prefeito Tininho’ Pré-candidatura de Luiz Vereador terá o apoio do atual chefe do executivo de Marataízes em 2024 https://www.seculodiario.com.br/politica/quero-continuar-o-trabalho-do-prefeito-tininho Tininho articula chapa conjunta para sucessão à Prefeitura de Marataízes Luiz Almeida e Cristiane França participaram de reunião com o prefeito e o presidente da Assembleia Legislativa https://www.seculodiario.com.br/politica/tininho-articula-chapa-conjunta-para-sucessao-a-prefeitura-de-marataizes
Morre o músico Alexandre Lima, ex-vocalista da banda Manimal
Músico estava há 10 anos em coma, sendo tratado em casa por familiares Após 10 anos em coma, sendo tratado em casa por familiares, faleceu na madrugada desta quinta-feira (28) o músico Alexandre Lima, que fez história na música capixaba nas bandas Manimal e Radio Experienza além de ter atuado como secretário municipal de Cultura em Vitória, na primeira gestão do prefeito Luciano Rezende (Cidadania). O velório, aberto ao público, será das 10h às 17h, no Palácio Sônia Cabral, Centro de Vitória. O sepultamento será no cemitério Parque da Paz, restrito aos familiares. Redes Sociais O irmão de Alexandre e um de seus parceiros na banda Maninal, Amaro Lima, publicou em suas redes sociais um agradecimento a todos que auxiliaram sua família nos 10 anos em que Alexandre entrou em coma e fez uma homenagem ao músico. “Meu irmão, Deus te chamou, mas o barco do amor que você fez continua a navegar. Um dia a gente se encontra novamente pra trocar aquela de sempre. Obrigado por tudo, vá em paz”, disse. O governador Renato Casagrande (PSB) também se pronunciou em suas redes sociais. “Descansou o grande músico Alexandre Lima. Com seu talento e carisma, levou a cultura capixaba a diversos palcos do Brasil e do mundo. Sua trajetória inspira novas gerações. Deixo meu abraço de conforto na família e amigos nesse momento de despedida”, disse. O secretário estadual de Cultura, Fabrício Noronha, afirmou que Alexandre Lima “deixa um legado de luta e dedicação à nossa cultura”. “É um momento de dor, descanso e também de celebrarmos e revisitarmos uma trajetória tão importante e intensa. Alex acabou se tornando um dos nossos artistas mais respeitados aqui e fora do Brasil. Sua partida deixa uma lacuna irreparável em nossa comunidade artística”, lamentou. O gestor acrescentou que, “neste momento de dor, expressamos nossos mais sinceros sentimentos à família e aos amigos de Alexandre Lima, e nos solidarizamos com todos aqueles que foram tocados por sua arte e presença. Que sua música e sua memória permaneçam vivas em nossos corações”. Alexandre, que faria 55 anos no dia 23 de abril, estava em coma desde dezembro de 2023, quando passou por uma cirurgia para tratar um aneurisma na aorta. Contudo, ele teve uma parada cardiorrespiratória, ficando sem oxigenação durante algum tempo. O músico, então, passou a ser cuidado pela sua família em casa, que por anos fez ações para arrecadação de dinheiro para seu tratamento. Uma dessas iniciativas foi a produção e venda da lata Vivalex, feitas por sua mãe com as latas da dieta que ele usava durante o ano.
União dos Conselhos de Educação vai acionar STF contra mudanças no Comev
Entidade aponta que lei proposta pela gestão de Lorenzo Pazolini é inconstitucional A União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação no Espírito Santo (Uncme/ES) vai acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Projeto de Lei (PL) 47/2024, de autoria da gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos). A proposta, aprovada na Câmara de Vitória nessa segunda-feira (25), altera a organização e o funcionamento do Conselho Municipal de Educação de Vitória (Comev). A entidade também irá formalizar denúncia no Tribunal de Contas do Estado (TCES), Ministério Público Estadual (MPES), Procuradoria Geral da República no Espírito Santo, Câmara Municipal, Assembleia Legislativa, comissões de Educação da Câmara dos Deputados e Senado Federal, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (SASE), do Ministério da Educação (MEC). A União Nacional aponta que a aprovação da proposta “fere os princípios constitucionais da participação da sociedade civil organizada” e “sepulta os segmentos da sociedade civil na composição do Conselho, reduz ao magistério e à representação do Executivo os seus membros”, além de destacar que as propostas de mudança no Comev têm que partir do próprio colegiado. “Neste aspecto, o princípio da colegiandade foi afrontado desrespeitosamente, atropelando as disposições previstas no Regimento Interno da Câmara, que prevê um rito para tramitação de projetos de lei”, aponta em nota divulgada nesta quarta-feira (27). O documento também destaca que não houve esse rito, uma vez que o PL foi protocolado na Câmara de manhã e à tarde já estava aprovado, votado em regime de urgência. “Vamos buscar incansavelmente a nulidade dessa lei, visto que sua aprovação significa um forte golpe e interferência na organização da sociedade civil que, segundo a Constituição, deve ser livre e soberana”, afirma o presidente da entidade, Júlio César dos Santos. Durante a votação dessa segunda-feira, foram 11 votos favoráveis ao projeto e dois contrários, estes últimos, dos vereadores André Moreira (Psol) e Vinícius Simões (Cidadania). Os favoráveis foram Aloísio Varejão (PSB), Anderson Goggi (PP), André Brandino (PSC), Chico Hosken (Pode), Dalto Neves (PDT), Davi Esmael (PSD), Duda Brasil (União), Leonardo Monjardim (Novo), Luiz Emanuel (Republicanos), Luiz Paulo Amorim (SDD) e Maurício Leite (Cidadania). Leandro Piquet (PP), por ser presidente da Câmara, não votou. A proposta do Executivo muda a forma de funcionamento do Comev, seu caráter e sua composição. A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Vitória (Sindismuvi), Waleska Timóteo, faz críticas ao fato de que a proposta exclui do colegiado a representação dos estudantes; do Conselho Tutelar; da Central Popular de Vitória, que agrega associações de moradores; e dos trabalhadores da educação que não fazem parte do magistério, como os do setor administrativo, suporte pedagógico e bibliotecários. Os representantes desse último grupo eram indicados pelo Sindismuvi, portanto, o sindicato perde sua participação no Conselho. A redução de membros, de acordo com o PL, cai de 19 para 12, sendo dois representantes do magistério, dois dos pais de alunos e dois da rede privada de ensino. Os outros seis serão da gestão pública, indicados pelo prefeito. “Foram retirados representantes legítimos, que constroem o debate sobre educação na cidade de Vitória”, lamenta a presidente da entidade sindical. Waleska aponta que as mudanças não foram discutidas com o Comev. “De forma rasteira, pediram urgência, urgentíssima. Entrou em pauta e foi prontamente votado para não dar tempo de os movimentos exporem seu ponto de vista”, diz. Ela também faz críticas à criação do jetom, ou seja, uma remuneração aos conselheiros. De acordo com o PL, cada um receberá, por sessão, o valor de R$ 280,00, desde que tenha participação integral. No caso do presidente, o valor será de R$ 300,00. O projeto fixa em no máximo seis as reuniões mensais, incluindo sessões plenárias e comissões. Ela não acha ruim haver a remuneração, mas acredita que é preciso levar em consideração debates que já vêm sendo feitos, como a garantia de participação dos conselheiros. De acordo com a dirigente sindical, é necessário, por exemplo, no caso dos servidores municipais, que eles tenham a garantia de saída do local de trabalho para estar nas reuniões sem prejuízo às atividades laborais, com sua substituição por outro trabalhador, articulada com antecedência. No projeto consta, ainda, que o Comev deixará de ser deliberativo para ser consultivo, portanto, não mais terá o poder de tomar decisões, apenas sugerir, cabendo à gestão municipal acatar ou não, o que é antidemocrático, como avalia o Sindismuvi. O grupo Professores Associados pela Democracia de Vitória (PAD-Vix) também demonstra insatisfação com a aprovação do projeto. “A gente entende como um golpe e uma atitude antidemocrática no trato com a comunidade escolar e a sociedade de Vitória. Mais uma vez, o presidente da Câmara, sem nenhum critério, coloca um projeto de lei desse tipo para ser votado com urgência. Qual medo que essa Câmara tem de dialogar com os munícipes sobre as pautas que nos dizem respeito?”, questiona o diretor executivo da entidade, Aguinaldo Rocha de Souza. Debate na Câmara O vereador Vinícius Simões foi o primeiro a se posicionar sobre o projeto durante a sessão desta segunda-feira. Quanto ao jetom, ele se mostrou favorável, mas se posicionou de forma contrária ao fato de o Conselho passar a ter seis representantes indicados pelo prefeito. “Vai remunerar, que é bom, mas vai ser praticamente quem o prefeito escolher para atuar”, disse, destacando que a legitimidade de um conselho se dá “quando ele provém da sociedade”. Segundo Vinícius, “o prefeito terá o controle do Comev”. Vinícius disse, ainda, que existem três tipos de prefeito quanto à questão dos conselhos. “Tem aquele que fortalece o Conselho, o que não dialoga e o que enfraquece. Há uma clara tentativa de enfraquecer o Conselho Municipal de Educação de Vitória”, afirmou. Em seguida, ele teceu críticas à exclusão de representações. “Vai tirar o Conselho Tutelar. Isso protege ou desprotege nossas crianças? Vai retirar a participação dos estudantes. Como o objeto do debate não fará parte do debate?”, questionou. Durante a votação da urgência nas comissões, Davi Esmael fez a relatoria em nome da Comissão de Constituição, Justiça, Serviço Público, Redação e Fiscalização de Leis e
Vai que cola…
Coronel Ramalho mostra mais estratégias: ele, o candidato legítimo da direita; Arnaldinho, da esquerda Redes Socias/Ales Ele, o candidato legítimo da direita, chancelado pelo PL e o ex-presidente Jair Bolsonaro. O adversário, situado em campo contrário, ligado à esquerda. Esse é mais um enredo de campanha que o ex-secretário estadual de Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho, tentará emplacar em Vila Velha contra o prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos), seu principal adversário na eleição deste ano. A estratégia, que fala com um eleitorado amplo no município, já começou a ser colocada em prática, como mostra vídeo publicado por ele nas redes sociais, em que une trecho de uma entrevista concedida ao Estúdio 360 com imagens de atuação como secretário e coronel, devidamente uniformizado, temido e imponente, em operações, prisões e abordagens na rua. A tentativa de colar a imagem de Arnaldinho à esquerda tem origem, na declaração do ex-secretário, no apoio conhecido e declarado do governador Renato Casagrande, do PSB, que integra o arco nacional do PT. Até porque, o próprio Arnaldinho não tem essa marca e está situado, no máximo, na centro-direita. Soma-se a essa investida, a propagação de seu “histórico e currículo” na Segurança Pública, para se mostrar como capaz de promover um “choque de ordem” no município, em uma área de forte apelo popular. Ramalho também não deixou de fazer críticas às máquinas, já que serão duas – municipal e estadual – a enfrentar em outubro. O discurso, não há como negar, considerando as disputas passadas, agrada ao eleitorado canela-verde. Mas resta saber se a ponto de derrubar Arnaldinho, que tem um terreno bem delimitado e não economiza em mostrar serviço e obras. Vai que cola II…No caso da Segurança, Ramalho cita duas passagens pela Sesp e ainda pelas secretarias municipais de Vila Velha e Viana. Ele reivindica para si, ainda, resultados favoráveis da pasta estadual divulgados já sob o comando do seu sucessor, Eugênio Ricas. NananinanãoA propósito, falta perguntar ao eleitorado de esquerda se Arnaldinho o representa em Vila Velha? “Jamé” deverá ser a resposta. PalanqueDo ponto de vista partidário, tem corrente no PT que não descarta um possível apoio ao prefeito, para impedir a vitória do projeto bolsonarista e fortalecer o projeto prioritário de ocupar espaços na Câmara. Mas, hoje, o debate gira em torno das possíveis candidaturas do ex-vereador João Batista Babá e do economista Edinho Wilson. PP x PLArnaldinho, vale lembrar, é peça principal de movimentos que tentam o levar para o PP, feitos pelos deputados federais Da Vitória e Evair de Melo. Um dos pontos de convencimento passam justamente pela ideologia partidária, que atenderia mais ao projeto do prefeito de derrotar Ramalho e o PL. Plano próprioAinda no município, o ex-prefeito Max Filho, que seria candidato novamente este ano, pelo PDT, mas pisou no freio por conta de saúde do seu pai, o ex-governador Max Mauro, publicou nas redes sociais a visita do ex-vereador Maurício Gorza, exaltando qualidades e parceria. O registro vem na esteira do nome de Gorza ser inserido no mercado político pelo próprio Max, que o defende como candidato em seu lugar. Plano próprio IIMax ainda está no PSDB e Gorza também é filiado. A proposta do palanque seria, portanto, pela legenda. Acontece que o ninho tucano não fez, até agora, qualquer respiro nesse sentido, e deve fechar com Arnaldinho. O PDT segue a mesma lógica. NinguémA bancada capixaba na Câmara Federal passa por fora do movimento de profusão de candidatos para as eleições majoritárias deste ano. Levantamento do Estadão indica, até agora, 96 candidaturas em 66 cidades, principalmente do PT, do presidente Lula, e do PL, de Bolsonaro, sinalizando a repetição da nacionalização dos últimos pleitos. Talvez?Dos dez parlamentares do Estado, ninguém é pré-candidato, nem dessas duas legendas nem das outras. Gilvan da Federal (PL) é o único que aparece na lista, como “talvez”. A declaração, feita pelo próprio deputado, pode ser apenas para valorizar seu passe ou se colocar como Plano B, caso Capitão Assumção sofra algum revés na Justiça. Nas redes“(…) o que está presente nas areias das praias de nossa Capital é minério, embora a versão fantasiosa de que as manchas pretas seriam ‘areia monazítica’ ainda insista em aparecer (…)”. André Moreira, vereador pelo Psol, sobre estudo reiterado no plenário da Câmara de Vitória nesta semana. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Agora sim, ‘batizado’ Com pose para foto ao lado de Bolsonaro, Ramalho oficializa entrada no PL para disputar Prefeitura de Vila Velha https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/agora-sim-batizado Divisões do eleitorado – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/divisoes-do-eleitorado Qualquer semelhança… – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/qualquer-semelhanca-1-1
Frente progressista tem quatro pré-candidatos a prefeito em Guarapari
Um dos nomes é o ex-deputado federal Ted Conti, além de quadros do PT, PV e Psol Em Guarapari, na região metropolitana do Estado, o campo progressista tem quatro nomes que se colocam como pré-candidatos a prefeito: Ted Conti (PSB), José Amaral (Psol), Oylas Pereira (PT) e Zazá (PV). Entretanto, os partidos têm sinalizado para a possibilidade de que apenas um deles represente o campo nas eleições municipais de outubro deste ano. O cenário eleitoral da cidade foi debatido em uma reunião da “Frente Guarapari que Queremos”, realizada nessa terça-feira (26). O grupo, composto por partidos e organizações progressistas do município, se formou no início deste ano, com o objetivo de criar um fórum permanente de discussão e proposição de ações para a cidade. Dentre os nomes apresentados, o mais conhecido é o do jornalista Ted Conti, que não esteve presente na reunião. Ele já era apresentado como pré-candidato no mercado local. Em 2018, Ted ficou na suplência, como terceiro deputado federal mais votado do Partido Socialista Brasileiro (PSB), com 42,5 mil votos. Ele assumiu a cadeira com a ida de Paulo Foletto para a Secretaria de Estado da Agricultura. Nas eleições de 2022, já fora da Câmara, devido ao retorno de Foletto ao cargo, ele obteve 11,2 mil votos e não conseguiu se eleger. Depois, foi nomeado subsecretário de Estado de Articulação de Políticas Intersetoriais, e poderia ganhar o apoio declarado do governador Renato Casagrande (PSB) em uma eventual disputa. José Amaral, por sua vez, é investigador da Policial Civil e professor de História. Especialista na história de Guarapari, participou ativamente da demarcação da comunidade quilombola Alto do Iguape. Amaral é um dos fundadores do Psol no município e foi candidato a prefeito pelo partido em 2016, obtendo 794 votos. Já Oylas Pereira é ex-vereador, policial civil aposentado e liderança comunitária. Militante histórico do Partido dos Trabalhadores (PT), Oylas enfrentou uma disputa interna dentro da sigla com Bárbara Hora, outra pré-candidata a prefeita que anunciou sua desistência nos últimos dias. Por fim, Zazá já foi presidente da Associação de Moradores do Bairro Santa Mônica. Vereador eleito em 2016 e 2020, ele foi cassado no ano passado pelo fato de a Justiça Eleitoral ter anulado todos os votos do seu então partido, o Podemos, por descumprimento da cota de gênero. Agora, se apresenta para a disputa majoritária pelo Partido Verde (PV), que forma a Federação Brasil da Esperança junto ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e ao PT. “Foi uma reunião muito rica e construtiva. Não definimos o nome, mas definimos que é, sim, possível fazer uma única campanha pela unidade. A escolha do candidato se dará nos próximos momentos, a partir da definição de critérios coletivos”, relata Juliana Souza, da Organização Não Governamental (ONG) Gaya Religare. Ao todo, a “Frente Guarapari que Queremos” engloba os partidos PT, Psol, PSB, PCdoB, PV e Unidade Popular pelo Socialismo (UP). As organizações da sociedade civil que estão no grupo incluem Gaya Religare, Levante Guaiburense (Morro de Guaibura), Coletivo Diversidade, Resistência e Cultura (DRC), Movimento Mulheres que Lutam (MQL) e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Guarapari. “Mais do que fazer uma campanha para ‘a’ ou ‘b’, a gente quer que as candidaturas ouçam o que a frente ampla tem a dizer, para que possam, inclusive, colocar nos seus programas”, explicou Emily Marques, do Movimento Mulheres que Lutam (MQL), em entrevista ao programa Política ES, da TV Século. Nesta quarta-feira (27), haverá um encontro do grupo aberto ao público, no bairro Muquiçaba, às 19h, para debater ações de comunicação. Outros pré-candidatos O atual prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PSDB), que não poderá concorrer à reeleição, anunciou em um evento nessa segunda-feira (25) que apoiará uma chapa com dois secretários de sua gestão na disputa para sucedê-lo: Emanuel Vieira, da pasta de Obras, e Tamili Mardegam, da Secretaria de Educação. Vieira deverá ser o candidato a prefeito, concorrendo pelo União Brasil, e Mardegam ficará como vice, mas ainda não definiu por qual partido. A chapa surgiu de um acordo entre Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), União Brasil e Partido Democrático Trabalhista (PDT). Outro forte pré-candidato a prefeito em Guarapari é o deputado estadual Zé Preto. Ele foi eleito em 2022 com 15,9 mil votos, sendo 12,2 mil somente na cidade que lhe serve de reduto, e também já havia cumprido dois mandatos como vereador. Após ter as portas fechadas no Partido Liberal (PL), pelo fato de ter se incorporado à base do governador Renato Casagrande, ele migrou para o Progressistas (PP). Sem Zé Preto, o PL tem cogitado lançar o também deputado estadual Danilo Bahiense como pré-candidato a prefeito. Ainda não há certeza se Bahiense será, de fato, o nome escolhido, mas o mais provável é que a sigla lance um candidato próprio para representar o campo bolsonarista. Da Câmara de Vereadores, duas figuras têm se apresentado como pré-candidatos para a disputa majoritária deste ano: Rodrigo Borges (Republicanos), opositor de Edson Magalhães, e Wendel Lima (MDB), presidente da Casa. Partidos e movimentos sociais criam frente de lutas em Guarapari – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/tv-seculo/partidos-e-movimentos-sociais-criam-frente-de-lutas-em-guarapari
Faria Limer (parte 1)
As profecias autorrealizáveis, incluindo Faria Limers e Cassandras falhadas, atiraram na água O mercado financeiro errou a maioria das previsões sobre as estatísticas econômicas do Governo Lula em seu primeiro ano. Os dados de 2023, em geral, apontam para um cenário de recuperação e crescimento, com indicadores bem superiores às estimativas feitas pelos ditos especialistas da economia financeira. As chamadas profecias autorrealizáveis, incluindo Faria Limers e Cassandras falhadas, atiraram na água nesta pretensa batalha naval. As estimativas que subestimaram a capacidade da equipe econômica do governo foram coletadas pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus, que vem da consulta semanal do Banco Central a economistas de bancos. A fonte de desconfiança de economistas sobre a indicação de Fernando Haddad ao Ministério da Fazenda, e também sobre a própria concepção de políticas econômicas de Lula, junto com a PEC da Transição, que ainda mantinha um passivo orçamentário de legislaturas anteriores, diminuíram as expectativas do mercado e as estimativas foram mais pessimistas. A Emenda Constitucional, chamada de PEC da Transição, expandiu despesas fora do teto de gastos de R$ 198 bilhões, e contribuíram, portanto, para este açodamento quanto às expectativas negativas de agentes do mercado financeiro. O discurso expansionista adotado por Lula na campanha eleitoral também contribuiu para que os agentes fizessem estimativas mais pessimistas. Os resultados, digamos, contra-intuitivos, entretanto, para as Cassandras falhadas, Faria Limers, sapatênis de Partido Novo, camisas polo lacoste, pequenos-burgueses leite com pêra e quetais, com notebooks de Bistrô, coworking de shopping, e por aí vai, se deram sobretudo pelos resultados da Petrobras e do agronegócio, que puxaram o crescimento econômico brasileiro. Dentre as Cassandras falhadas, aqui destaco o delírio de Paulo Guedes, que profetizou que o Brasil viraria uma Argentina em poucos meses, e em um ano viraria uma Venezuela. Foi este mesmo ex-ministro que prometeu um superávit delirante para 2019, no governo Bolsonaro, e que ficou perdido quando a sua planilha foi pelos ares na pandemia. Portanto, Paulo Guedes aqui ganha o troféu abacaxi de Cassandra falhada. Primeiro colocado, com sobras. Um verdadeiro atleta da cretinice. Nos resultados positivos do governo Lula para 2023, houve ainda dados socioeconômicos importantes, como a revisão do Cadastro Único para a distribuição do Bolsa Família, e sua articulação com os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que tinham virado um show do “Topa Tudo Por Dinheiro” no último ano do Governo Bolsonaro, em uma ação eleitoreira que falhou miseravelmente. O fato é que o Bolsa Família se reorganizou, cortando endereços irregulares e incluindo quem precisava receber e não estava cadastrado, num valor de recibo consolidado em R$ 600,00, além do aumento real do salário mínimo, reaquecendo o consumo e também impulsionando os resultados do PIB (Produto Interno Bruto). Economistas de bancos e corretoras de investimentos, quando chegou o final de 2022, fizeram estimativas de crescimento econômico para o Brasil em 2023 que culminaram no índice de 0,8%. A diferença com a realidade foi brutal, pois o resultado parcial de janeiro a setembro de 2023, com um corte estatístico comparativo ao mesmo período para 2022, já entrega o número de crescimento econômico de 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Agora os economistas de mercado esperam um crescimento para o ano de 2023 em 2,9%. No quesito inflação, o tiro dos economistas liberais ou liberaloides de mercado também atingiu a água, numa batalha naval canhestra e açodada. Eles esperavam uma inflação em 5,31% ao final de 2023, acima do teto da meta para o índice, que é de 4,75% ao ano. Contudo, o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou em novembro deste ano em um acumulado de 4,68%, segundo o IBGE. A estimativa dos economistas agora é de um fechamento para o final de 2023 de 4,46%, ou seja, dentro da meta, o que não ocorre desde 2020. Outros dados também superaram as estimativas como o câmbio do dólar, que baixou, e também a balança comercial, que foi bem maior que as expectativas de mercado. Por sua vez, o governo não foi bem na geração de empregos, com um crescimento menor para os empregos formais, com dados inferiores aos alcançados na pós-pandemia e em 2022. Contudo, o nível de desemprego recuou ao menor nível desde 2015, graças ao crescimento do trabalho informal, o que denota que a curva estatística de emprego, em geral, é ascendente. O problema, contudo, está agora na qualidade de empregos gerados, com salários menores, subcontratação, num processo ainda de desindustrialização, no que o governo lançou agora um plano para reverter a queda da indústria brasileira, pois os empregos gerados na área de serviços, em geral de baixa qualidade, não impulsionam a renda para outros setores e, portanto, não contribuem para o crescimento do PIB. A demanda para o país, culturalmente e socioeconomicamente, é por uma melhor qualificação da força de trabalho, com incremento de políticas públicas para a educação técnica e acadêmica, e isto também para o setor de serviços, com regulamentações para racionalizar as relações contratuais e formalizá-las no sistema previdenciário, pois a subcontratação, sem garantias e respaldos, lembra regimes de trabalho que só não têm paralelo com os da Primeira Revolução Industrial, das fábricas de carvão de Manchester e Birmingham, em que luditas se revoltaram e quebraram as máquinas industriais. Os desafios do governo Lula são vários, e teve um começo turbulento, com a invasão dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, em Brasília, com mentores perigosos que orquestraram tudo, contudo, com executores que fazem parte do grande compêndio de anedotários do bolsonarismo raiz e que zurra a todo momento. Tal déficit intelectual notório, por sua vez, produziu fatos dantescos como cultos religiosos a pneus, comunicação de contatos imediatos com alienígenas através de smartphones que ainda não possuem tal tecnologia, além dos episódios delirantes produzidos por pegadinhas de fake news, tais como a prisão do Xandão e o Estado de Sítio, coisas que nunca aconteceram. Um dado importante do governo, por sua vez, foi a aprovação da reforma tributária pelo Congresso Nacional, em dezembro de 2023,
Tribunal de Contas aponta mau uso dos royalties de petróleo em Itapemirim
Parecer prévio recomenda mais uma rejeição de contas do ex-prefeito Thiago Peçanha, cassado em 2021 O ex-prefeito de Itapemirim (sul do Estado) Thiago Peçanha Lopes (ex-Republicanos), com mandato cassado em 2021, é alvo de recomendação pela rejeição das contas de sua gestão referentes a 2021, em parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado (TCES). A irregularidade está relacionada ao mau uso dos recursos de royalties obtidos a título de compensação financeira. No início deste mês, ele já teve as contas de 2018 rejeitadas pela Câmara de Vereadores, com base em outro parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCES), também relacionado aos royalties e ainda à abertura de créditos adicionais suplementares sem fonte de recurso; déficit financeiro em diversas fontes de recursos; balanço patrimonial inconsistente em relação aos demais demonstrativos contábeis; e inscrição de restos a pagar não processados sem disponibilidade financeira. O ex-prefeito oficializou, recentemente, sua filiação ao PSB, partido do governador Renato Casagrande, e se movimenta para as eleições deste ano, embora tenha sido cassado por abuso de poder e vantagem política em ano eleitoral. Além disso, foi condenado ao pagamento de multa de R$ 25 mil e ficou inelegível pelo período de oito anos. Em agosto de 2021, o Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) rejeitou os últimos recursos impetrados pelo prefeito Thiago Peçanha e de seu vice, Nilton Santos, do Republicanos, também cassado. Antes, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia rejeitado outro recurso. No parecer do TCES, é determinado à Prefeitura de Itapemirim que promova a recomposição dos valores utilizados indevidamente no montante de R$ 21,7 milhões à fonte de recursos de royalties, e que comprove a recomposição na prestação de contas do exercício de 2024. Segundo o Tribunal, a prefeitura deve implementar o Sistema de Custos, uma vez que ele possibilita o estabelecimento de indicadores de desempenho, facilitando a avaliação da eficiência e eficácia das políticas e programas públicos. Esses recursos, provenientes de fontes específicas, são estritamente controlados quanto ao seu recebimento e aplicação.Na análise das tabelas que documentam o uso específico de cada recurso recebido pelos royalties, ficou evidenciado que existiram despesas desempenhadas pelo município que foram vedadas durante a disposição dos valores no documento. O TCES destaca que a gestão do ex-prefeito utilizou recursos obtidos a título de compensação financeira pela exploração de petróleo e gás natural em outros setores do município, como administração e saúde, o que configura ocorrência de natureza grave nas contas. Concordando com o entendimento da área técnica, o relator do processo, conselheiro Rodrigo Coelho, votou pela emissão de parecer prévio pela rejeição das contas e pela recomposição dos valores indevidamente utilizados. “A conduta do agente público está contaminada por erro grosseiro, tendo como consequência a necessidade de recomposição à conta dos royalties dos valores utilizados indevidamente”, concluiu. Câmara de Itapemirim rejeita contas de 2018 do ex-prefeito – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/camara-de-itapemirim-rejeita-contas-de-2018-do-ex-prefeito Thiago Peçanha, ex-prefeito de Itapemirim, anuncia filiação ao PSB – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/ex-prefeito-de-itapemirim-anuncia-filiacao-ao-psb
Sindicato cobra reajuste maior a servidores de Cachoeiro
Marrisol Dalrio aponta que proposta da gestão Victor Coelho é insuficiente contra perdas salariais A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei para reajustar em 5% os vencimentos dos servidores do Poder Executivo. Entretanto, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cachoeiro de Itapemirim (Sindimunicipal) cobra um percentual de aumento bem maior, de 30%. Divulgação/CMCI O anúncio do projeto de lei pelo prefeito Victor Coelho (PSB) aconteceu nessa terça-feira (26), em uma reunião com a presença de vereadores da base do governo e integrantes do executivo, como a secretária das pastas de Obras e Manutenção e Serviços, Lorena Vasques (PSB), pré-candidata a prefeita. A presidente do Sindimunicipal, Marrisol Dalrio, também esteve no encontro, mas preferiu se retirar na hora da gravação de um vídeo de divulgação da prefeitura. “Nós agradecemos à administração, mas vamos continuar cobrando a nossa defasagem, que hoje chega a 24,73%”, pronunciou-se Marissol Dalrio, em um vídeo postado nas redes sociais pelo Sindimunicipal. De acordo com o Projeto de Lei 5.458/2024, os salários e vencimentos dos servidores serão reajustados em 5%, mas de forma escalonada: 2,5% a partir do próximo mês de maio e igual valor em setembro deste ano. Algumas categorias também são contempladas com benefícios específicos. Os conselheiros tutelares passarão a receber R$ 3,3 mil e terão um aumento no vale-alimentação, de R$ 350 para R$ 700. Já a Guarda Civil Municipal (GCM) terá pagamento da escala especial vinculado à Unidade Fiscal de Cachoeiro de Itapemirim (UFCI), com ajustes anuais, substituindo o valor fixo atualmente praticado. Os professores, por sua vez, deverão receber o piso nacional do magistério, “levando em consideração suas qualificações e carga horária, a partir de uma política de valorização permanente, não se limitando a 2024”, aponta a gestão. A proposta não especifica o valor, apenas que será pago, em 1º de maio de 2024, “o vencimento mínimo do piso salarial do magistério, estabelecido por portaria ou instrumento congênere emitido pelo Ministério da Educação, por meio de complementação, sempre que, na tabela constante do Anexo V desta Lei, incluída pela Lei n° 7.980/2022, resultar em valor inferior, devendo o complemento ser devidamente proporcional à titulação e à carga horária”. O MEC definiu para este ano o valor mínimo de R$ 4,58 mil. Além disso, os agentes comunitários de saúde e combate a endemias também passarão a receber o adicional de insalubridade sobre o valor de dois salários mínimos e terão direito à gratuidade no transporte coletivo. Outro ponto do projeto é atualização de tabelas de subsídios para grupos operacionais e especializados, com a criação de um terceiro nível no plano de carreira para essa categoria. No caso do magistério, ficam incluídos os professores contratados temporariamente. Segundo a gestão do prefeito Victor Coelho, a formulação do projeto de lei têm como base estudos técnicos feitos pela prefeitura. O Sindimunicipal, por sua vez, afirma que o valor do reajuste geral não contempla as perdas salariais desde a pandemia. O sindicato está em processo de formulação da campanha salarial deste ano, e uma assembleia prevista para abril ou maio deverá definir os principais pontos da pauta. Cachoeiro: audiência pública online do Orçamento é contestada por servidores Marissol Dalrio, do sindicato representativo, reiterou cobrança na Câmara por debate presencial https://www.seculodiario.com.br/direitos/cachoeiro-audiencia-publica-online-do-orcamento-e-contestada-por-servidores
Estudantes que tiveram diagnóstico rejeitado passam por nova perícia
Jovens autistas tentam uma vaga no curso de Medicina da Ufes por meio das cotas para PCDs As estudantes Alice Martins Guedes e Letícia Assunção Ramos passaram por uma nova perícia para comprovar que têm autismo e disputar uma vaga no curso de Medicina da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ambas tiveram seus diagnósticos rejeitados pela junta médica, o que motivou uma manifestação do Coletivo Mães Eficientes Somos Nós, no último dia 11, na Avenida Fernando Ferrari e no campus da instituição de ensino. As manifestantes foram recebidas pelo então reitor Paulo Vargas, que se comprometeu a dar um retorno até a última sexta-feira (22) em relação à demanda. O reitor tinha dito que abriria um processo interno para averiguar a situação das estudantes. Uma das integrantes do Coletivo, Lúcia Mara Martins, relata que não houve um retorno por parte do gabinete de Paulo Vargas sobre o tema, mas foi enviado para o e-mail das estudantes o informe com a data e horário de uma nova perícia, que aconteceu nessa segunda-feira (25), na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). “É uma esperança para que seja feita reparação diante do que aconteceu com elas. Estamos confiantes. Se o resultado não for positivo, o novo reitor [Eustáquio de Castro] vai entrar com um pepino na mão. Não vamos nos calar”, diz Lúcia. A mãe de Letícia, Kênia Campos Assunção Ramos, afirma que, diferentemente da primeira perícia, a equipe teve uma abordagem diferente. “Ela pôde mostrar com tranquilidade todos laudos, testes, relatórios, toda documentação que comprova a veracidade do diagnóstico do transtorno de espectro autista”, relata. A professora Sinara Nunes Guedes, mãe de Alice, recorda que a filha fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como candidata PCD, utilizando os mesmos documentos apresentados à Ufes para comprovar sua condição. O argumento da universidade para dizer que a jovem não tem autismo e, portanto, não tem direito à vaga por meio das cotas, foi que a família não tem laudos que comprovem o autismo já na infância. Contudo, informa Sinara, o autismo de Alice foi diagnosticado de forma tardia, por volta dos 14 anos, quando estava indo para o Ensino Médio. “O que está claro é que eles só aceitam autistas como pessoas com direito à vaga para PCDs se o laudo for desde a infância, mas isso não consta no edital”, contesta. A professora também se queixa do comportamento da perícia, que “já foi preparada para questionar os laudos apresentados”. Ela acrescenta: “era como se estivessem buscando uma brecha para colocar em xeque a veracidade”, critica. Isso se expressou, afirma, em perguntas como se a estudante tem relação social, como são e se tinha amigos na infância. “É como se o autista não pudesse ter relações sociais”, queixa-se. Outra reclamação da professora é quanto ao fato de a banca não permitir aprofundar as respostas, sendo possível dizer apenas sim ou não. “Em uns 10 minutos de conversa, chegaram à conclusão que ela não é autista, e, consequentemente, acusaram de mentirosos os profissionais que a acompanham. O capacitismo ficou claro na perícia”, lamenta. Sinara questiona a falta de padronização para análise dos candidatos PCDs. Em outros cursos, como o de Pedagogia, aponta, não houve entrevista com junta médica, somente apresentação de laudo. “Por que em Medicina precisa de tudo isso?”, questiona. A professora destaca que, caso a universidade continue não reconhecendo o diagnóstico de autismo de Alice, ela terá que fazer o Enem novamente, mas ao tentar ingressar na Ufes, não poderá disputar pelas cotas para PCDs, já que foi descartada essa possibilidade. Ufes rejeita laudos de autismo de estudantes que disputam por cotas para PCDs Após manifestação, reitor Paulo Vargas afirmou que vai abrir procedimento interno https://www.seculodiario.com.br/educacao/ufes-rejeita-laudos-de-autismo-de-estudantes-que-disputam-por-cotas-para-pcds