A contratação de professores em designação temporária (DT) pelo município da Serra, mesmo com concursados aguardando nomeação, provocou uma série de denúncias no Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes). O município realizou concurso para provimento efetivo de vagas, mas nem todos os aprovados foram nomeados. Ainda assim, professores DTs foram chamados para ingressarem na rede municipal em 2014. De acordo com Gean Carlos Nunes de Jesus, diretor do sindicato, é entendimento da entidade que todos os professores aprovados no concurso devam ser nomeados antes da contratação de DTs. Ele ressalta que o mesmo vem acontecendo na rede estadual e em outras redes municipais, que têm concursos para efetivar. Nos bastidores da polêmica, surge a informação de que o prefeito Audifax Barcelos (PSB) estaria “negociando” politicamente as vagas, no caso, contratando “indicados” em designação temporária em detrimento dos concursados. O sindicalista explica que a rede estadual de Vila Velha e Serra somam 180 vagas a serem preenchidas. Para o sindicato, a contratação de DTs deve acontecer em situações emergenciais, não como regra. Assim, se há aprovados em concurso aguardando, eles devem ser nomeados. Gean diz que o sindicato está acompanhando a situação dos professores e vai solicitar uma reunião com a secretaria municipal da Educação da Serra, Vera Lúcia Baptista Castiglioni, para discutir a situação dos concursados e exigir que aqueles que ainda não foram nomeados sejam efetivados.
Instituto Jacarenema vai recuperar área degradada por Rodney
O Instituto Jacarenema, em parceria com a ONG Sinhá Laurinha, iniciará na próxima semana o plano de trabalho para a área de restinga que foi degradada com a abertura de uma calha para o escoamento da água parada na regiào de Garanhuns, durante as chuvas de dezembro de 2013. As obras foram feita às pressas pelas equipes da Prefeitura de Vila Velha, comandadas pessoalmente pelo prefeito Rodney Miranda (DEM). Não havia planejamento e tampouco licença ambiental para a intervenção. Diante do dano causado à vegetação, o Instituto planeja fazer a medição e o plano de plantio da área devastada. A recuperação da área será feita independentemente do poder público tomar alguma ação. A obra foi apontada por ambientalistas como um crime ambiental. Sem o devido cuidado, a calha foi aberta, degradando a vegetação rasteira da Reserva e, em seguida, fechada, sem que houvesse resultado para o escoamento das águas. O prefeito assumiu as responsabilidades pelas intervenções e chegou a declarar à imprensa que não estava pensando na questão ambiental naquele momento. Se fosse precisa de uma licença, pediria depois, como se isso fosse possível. Segundo Petrus Lopes, do Instituto Jacarenema, a prefeitura ainda não sinalizou nenhuma ação no sentido de recuperar a restinga da área, ambientalmente protegida. Petrus estima que cerca de 150 m² de restinga tenham sido completamente devastados com a ação desordenada, e ressalta que não há mais vegetação no local onde a calha foi aberta e, em seguida, fechada. Na ocasião da abertura da calha, Petrus esteve no local procurando um responsável pela obra, em busca de mais informações sobre a intervenção. Diante da afirmação dos funcionários de que não havia um profissional responsável, o ambientalista afirmou que iria anotar as placas das máquinas para denunciá-los. Entretanto, como narrou Petrus, após as máquinas irem embora, chegaram duas motos da Polícia Militar e uma viatura com policiais portando metralhadoras, perguntando pelo ambientalista “que mandou parar as máquinas”. Houve até mesmo uma discussão entre ele e o secretário de Meio Ambiente de Vila Velha, Jader Mutzig. Na época da obra, Petrus afirmou que a projeção da calha foi desenhada com a boca paralela à vazão do rio, o que impediria que a água entrasse no canal. Se necessária, considerou, a calha deveria ter sido feita na diagonal. ?? época, Petrus também considerou que falta ao município maior conhecimento científico sobre a capacidade hidrológica e sobre o controle do excedente de água na região.
TJES suspende decreto que restringiu brechas para fraudes no comércio de café
O desembargador Álvaro Bourguignon, do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), concedeu, no final de dezembro, uma decisão liminar em favor da empresa Onix Café Ltda, sediada em Iúna (região Caparaó), que permitiu a livre utilização de créditos fiscais nas operações interestaduais. A compensação havia sido proibida por um decreto estadual, editado após a deflagração da Operação Robusta II, que revelou um esquema de fraudes na comercialização de café. A empresa beneficiada pela liminar foi uma das investigadas pela suspeita da simulação no uso dos créditos. Na decisão publicada na última semana, o relator determina que o governo do Estado “não obstaculize o direito da impetrante [Onix Café] em compensar seus créditos tributários devidos em cada operação com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal”. Como justificativa, Bourguignon acolheu a tese de defesa da empresa de que a compensação dos créditos seria um direito garantido pela Constituição Federal. No texto do decreto nº 3.398-R, publicado em outubro do ano passado, o governo havia proibido a utilização dos créditos, além de determinar o pagamento do imposto devido antes da remessa dos grãos pelo atacadista. Esse último ponto também foi questionado pela empresa, porém, o desembargador negou o pedido de suspensão dos efeitos do decreto. Bourguignon alegou que o “tributo continua incidindo sob a mesma sistemática, apenas o pagamento passou a ser efetuado em cada operação, ou seja, mudou o dia”. Segundo as investigações da Robusta, o “direito” aos créditos acabou sendo usado para dar vazão às fraudes, que podem ter causado um desfalque na ordem de R$ 1,7 bilhão aos cofres públicos capixabas. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPES), a quadrilha simulava o recebimento de créditos fiscais de ICMS de outros estados, principalmente, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, na entrada de sacas de café oriundas de empresas de “fachada”. Já os grãos eram adquiridos diretamente dos produtores rurais, sem nota fiscal. No momento da comercialização, as empresas “atacadistas de café” vendiam a mercadoria para empresas de fora do Estado. O comprador pagava pelo produto e o imposto devido (entre 7% e 12% do valor do produto), porém, as empresas utilizavam o crédito gerado na operação simulada para descontar o valor devido ao Fisco estadual. A decisão liminar de Bourguignon garantiu a possibilidade de compensação desses créditos, que foram gerados em outros estados que sequer produzem o grão. Na época da operação – deflagrada em duas fases: a primeira, em abril de 2013, e a segunda, em novembro –, o governo avaliou que a Robusta foi a maior ação anticorrupção já realizada. Antes, o Ministério Público e a Receita já haviam deflagrado a Operação Broca, que também revelou fraudes no comércio de café, que já foi a principal base da economia capixaba. Durante a Operação Robusta II, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na sede da Onix Café. Os promotores e auditores do Estado estão investigando a prática dos crimes previstos artigos 288 (associação criminosa), 298 (falsidade de documento público e particular), 299 (falsidade ideológica), 317, parágrafo 1º (corrupção passiva), art. 158, parágrafo 1º (extorsão), todos do Código Penal Brasileiro (CPB), além do art.1º da Lei 8137/90 (sonegação fiscal) e Lei n. 9613/98 (lavagem de dinheiro). Existe a suspeita de participação de agentes públicos, que cobrariam propina para garantir a blindagem do esquema.
Mesmo sendo ???conta-suja???, resolução do TSE garantiria Ferraço na disputa eleitoral
Mesmo com processo de rejeição de contas transitado em julgado, o presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM) tem a seu favor a controvérsia do direito para disputar a eleição. Apesar de a Lei Ficha Limpa impedir a participação de candidatos que tiveram condenação colegiada, uma resolução do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantiria a participação do deputado no pleito. É o que alega o advogado do parlamentar, Antônio Carlos Pimentel, que assumiu a defesa do deputado já na fase recursal. Segundo o advogado, Ferraço estaria inelegível apenas se não tivesse apresentado as contas. Pimentel esclarece que, como seu cliente apresentou as contas, independentemente da aprovação, teria garantido o registro da candidatura nas eleições de outubro. Ferraço teve as contas da campanha de reeleição para a Assembleia rejeitadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O deputado recorreu da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou o recurso e devolveu a ação ao TRE, que deu o caso por encerrado. Segundo o advogado, porém, a rejeição de contas não gera inelegibilidade e sim o pagamento de multa. Ele disse que já tranquilizou o deputado sobre a ameaça da decisão deixá-lo fora da disputa. A condenação de Ferraço no TSE é um assunto corrente nos corredores da Assembleia desde 2012 e muitos parlamentares acreditavam que Ferraço emprestaria seu prestígio político na eleição a mulher, Norma Ayub (DEM). A ex-prefeita de Itapemirim teria a incumbência de substituí-lo. Com a entrada do ex-prefeito de Guarapari, Edson Magalhães no DEM, os meios políticos passaram a acreditar que ele seria o sucessor de Ferraço na Casa por causa do impedimento que viria com a condenação na Justiça. Mas as regras do jogo mudaram,o TSE aprovou uma resolução alterando a Lei Ficha Limpa, ainda em 2012, liberando os chamados “contas-sujas”, candidatos que, assim como Ferraço tiveram as contas rejeitadas, em 2010, para disputar as eleições municipais. Em vez de exigir a aprovação das contas, a Justiça Eleitoral passou a cobrar apenas a prestação das contas, independentemente da aprovação.
Azul é a Cor Mais Quente chega aos cinemas da Grande Vitória
Adèle (Adèle Exarchopoulos) é uma garota de 15 anos que leva sua vida normalmente, frequenta a escola e dá aulas de francês para crianças. Mas tudo muda quando ela conhece Emma (Léa Seydoux), uma artista plástica de cabelos azuis. Adèle se encanta por Emma e ela se torna sua primeira paixão por outra mulher. As duas começam um relacionamento muito intenso. Azul é a Cor Mais Quente trata das descobertas da juventude, entre elas o sexo e o amor. O filme é uma adaptação das histórias em quadrinhos homônimas, escritas e desenhadas por Julie Maroh, e publicadas em 2010. Além das inseguranças dessa fase da vida, o filme também discute o preconceito, o relacionamento de Adèle não é aceito por seus pais e ela trava uma guerra com sua família e com a moral vigente. Entretanto, o drama não é um filme de militância a favor do relacionamento homoafetivo, trata-se apenas de uma história de amor. O relacionamento das duas jovens é mostrado de forma sensível e sem pudores. O diretor do filme, Kechiche, é conhecido pelos trabalhos O segredo do grão (2007) e Vênus Negra (2010). Ele mais uma vez se utiliza da naturalidade para contar suas histórias. Em Azul é a Cor Mais Quente, as atrizes não usaram maquiagens e o filme foi rodado em 2.35:1, formato usado para reforçar cenários ou efeitos visuais. As atrizes também se entregaram totalmente em seus papéis, a atuação delas foi tão importante que elas foram consideradas coautoras pelo júri de Cannes. Durante a entrega da Palma de Ouro, as duas receberam o prêmio ao lado do diretor. Outro detalhe importante do filme é o tratamento estético. O azul da cor dos cabelos de Emma está por toda a parte, seja nas roupas, nos cenários e em algumas cenas que parecem sob um filtro azul. Serviço Azul é a Cor Mais Quente (Le bleu est une couleur chaude, França, 2013, 117 minutos, 18 anos) Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 21h30 Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h. 20h15
Defensoria ingressa com ação contra o Estado por terceirização do Jayme Santos Neves
A Defensoria Pública do Estado ajuizou ação civil pública contra o Estado questionando a legalidade e constitucionalidade da terceirização do hospital Jayme Santos Neves, inaugurado pelo governo estadual em 2013, na Serra. “O modelo de contrato de gestão utilizado para terceirizar o hospital é inconstitucional, porque transfere ao particular toda a administração e execução das atividades de saúde, colidindo frontalmente com os princípios e regras da Constituição e da Lei do SUS [Sistema Único de Saúde], que somente permitem à iniciativa privada a atuação de forma complementar”, afirma o defensor público Helio Antunes Carlos, um dos signatários da ação. O defensor lembra que, no Estado, uma ação parecida já teve provimento pela ilegalidade da contratação da iniciativa privada para a gestão pública. Neste caso, o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) confirmou decisão de primeira instância que considerou ilegal a entrega de hospitais pelo Estado para cooperativas médicas. No caso do hospital Jayme Santos Neves, o Estado é responsável por menos de 40% da gestão, o que contraria a lei 8.080/90, a Lei do SUS, que estabelece que a terceirização só pode ser feita em atividades complementares. Para o defensor, apesar de a ação ser contra a terceirização do hospital da Serra, a contratação da iniciativa privada para gerir qualquer estabelecimento do Estado, que não seja de maneira complementar, fere a legislação. A ação questiona esse modelo de gestão porque a terceirização dos hospitais permite a aquisição de bens sem licitação e a contratação de servidores sem concurso, contrariando o interesse público, pois dá margem a favorecimentos pessoais e a lesão aos cofres públicos. Também é destacado que se existem candidatos aprovados em concurso público homologado recentemente aguardando nomeação dentro do prazo de validade, não faz sentido a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) privilegiar a contratação de temporários e terceirizados, em detrimento daqueles que aguardam a sua nomeação. Os defensores públicos requerem a concessão de antecipação de tutela determinando ao Estado que suspenda imediatamente a execução do contrato de gestão firmado entre o governo, por meio da Sesa, e a Associação Evangélica Beneficente Espírito Santense (Aebes). E ainda a proibição de renovação do contrato enquanto o julgamento da ação coletiva continuar pendente.
Tribunal de Justiça rejeita criação de novo cartório no noroeste do Estado
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Sérgio Bizzotto Pessoa de Mendonça, rejeitou nesta sexta-feira (31) o pedido de criação de um cartório autônomo no município de Ponte Belo, na região noroeste do Estado. O processo tramitou por mais de 20 anos no Judiciário. Neste período, o cartório – que funcionava como uma sucursal – foi desativado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pela falta de viabilidade econômica, mesmo argumento utilizado para embasar o arquivamento do processo. Na decisão publicada no Diário da Justiça, o desembargador considerou que “a criação de nova serventia extrajudicial deve ser precedida de abrangente estudo acerca de sua viabilidade e necessidade, pesquisa que está sendo realizada em relação a todas as comarcas do Estado”. Sérgio Bizzotto pontuou que a comarca de Mucurici – no qual o município de Ponte Belo faz parte – tem quatro cartórios, sendo que, apenas um deles (1º Ofício) tem uma rentabilidade superior ao custo operacional. “Todos os demais [cartórios] foram considerados economicamente inviáveis, podendo ser extintos sem muito prejuízo. No que se refere ao Cartório de Registro Civil e Tabelionato de Ponto Belo, foi registrado que referida serventia foi desativada por determinação do CNJ, pois tratava-se de uma sucursal. Ademais, pelo gráfico elaborado [pela Corregedoria de Justiça local], o seu custo operacional superava, e muito, a rentabilidade”, afirmou. Sérgio Bizzotto não afastou a possibilidade da criação de um cartório no município no futuro. Entretanto, os dados do município de Ponte Belo afastam essa hipótese até mesmo pelos próximos anos. Na decisão, o desembargador cita que o município conta com uma popular inferior a sete mil habitantes: “Dessa forma, o estudo evidencia a inviabilidade econômica da sucursal de serventia extrajudicial antes existente em Ponto Belo, de modo que deve ser rejeitada a criação de uma serventia autônoma naquela cidade, ao menos no presente momento”. Chama atenção neste processo (0002637-57.2002.8.08.0000) que ele teve origem em um pedido feito pela então tabeliã de Mucurici, Maria Alina Fontes da Silva, no ano de 1986. No entanto, o pedido de criação da serventia faz referência em outro pleito da mesma tabeliã, formulado em novembro de 1993. No texto da decisão, Sérgio Bizzotto destacou que os autos do processo passaram por vários setores do tribunal e foram encaminhados a ele no dia da sentença, assinada no último dia 22.
Mercado eleitoral livre dificulta voos mais altos de vereadores da Capital
O plenário da Câmara de Vereadores de Vitória pode sofrer alterações a partir do próximo ano. Segundo coluna plenário do jornal A Tribuna, dessa quinta-feira (30), 13 dos 15 legisladores da Capital devem disputar a eleição proporcional deste ano. Três deles vão tentar uma das 10 cadeiras de deputado federal, os outros 10 miram a Assembleia Legislativa. Mas de saída a empreitada eleitoral não será fácil. Vitória tem um dos maiores eleitorados do Estado, mas a profusão de candidatos que buscam votos na cidade é muito grande. Com um campo eleitoral vasto, os vereadores sempre têm dificuldade em alcançar voos mais altos. Dos nomes cotados na disputa para federal, o presidente da Câmara e vereador mais bem votado de 2012, Fabrício Gandini (PPS), além do apoio do prefeito Luciano Rezende, presidente regional do partido, também montou uma estratégia eleitoral que agrega lideranças fortalecendo a candidatura do vereador. A tendência é de que ele atue em companhia do líder do governo no Legislativo municipal, Namy Chequer (PCdoB), que deve disputar a Assembleia. Outros dois vereadores que devem disputar a eleição para a Câmara Federal também têm uma estratégia eleitoral consistente, integrando o bloco “Renova Espírito Santo”, um grupo de oito partidos – pode chegar a nove com a entrada do PV – que montou chapa equilibrada e deve se dividir em duas pernas para tentar conquistar duas vagas na Câmara dos Deputados. Rogerinho Pinheiro (PHS) e Devanir Ferreira (PRB) estão no grupo e devem trabalhar com as estratégias eleitorais de 2012 para garantir uma votação boa para a disputa. O eleitorado evangélico pode ser o diferencial nessa disputa. Rogérinho transita entre os taxistas e é ligado à Igreja Quadrangular. Já Devanir tem forte reduto na Igreja Universal do Reino de Deus. Na Estadual, o campo é ainda mais congestionado e os vereadores também montam estratégias para tentar superar a profusão de candidatos na Capital. Os dois vereadores do PSB devem disputar. Serjão Magalhães expandiu sua base, tem recursos e está ligado à ArcelorMittal, o que pode dar estofo para a disputa. Já Davi Esmael tem de resolver com o pai, Esmael Almeida (PMDB), sobre quem disputa na família. De qualquer forma, é uma grande aposta também do eleitorado evangélico. O vereador Luiz Emanuel (PSDB) está sob os holofotes em um embate com o secretário de Transportes de Vitória, Max Da Mata (PSD), que retorna à Câmara para disputar uma vaga na Assembleia, também como um dos candidatos do prefeito Luciano Rezende. Na disputa dos dois vereadores, a vantagem é de Max Da Mata, segundo mais votado em 2012. Também disputam a eleição para a Assembleia a vereadora Neuzinha do PSDB, contando com o apoio da comunidade da Gurigica; Wanderson Marinho (PRP), que vem por um partido que sempre surpreende nas eleições para a Assembleia. Além deles, o vereador Luisinho Coutinho (PDT), da região de Jardim Camburi, também briga por uma vaga no Legislativo Estadual. O petista Bolão, da Grande Goiabeiras, deve dididir eleitorado com Luisinho na região continental da cidade.
Juiz mantém vereadores em votação de CPI contra prefeito de Itapemirim
O juiz da 1ª Vara Cível de Itapemirim (região sul capixaba), Marcelo Mattar Coutinho, manteve a decisão liminar que garantiu a participação de três vereadores do município na votação do pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o prefeito Luciano de Paiva Alves, o Doutor Luciano (PSB). Durante a análise do recurso interposto pela prefeitura, o magistrado admitiu somente o ingresso do município na ação. Ele afastou a alegação do socialista de que cinco vereadores, entre eles, o trio beneficiado pela liminar, seriam os seus “opositores políticos”. Na decisão prolatada nessa quarta-feira (29), o juiz avaliou que o fato de os vereadores serem de oposição não os tornariam suspeitos para apreciação e votação das denúncias contra o prefeito. “Malgrado os judiciosos argumentos expostos pela municipalidade, não se trouxe aos autos qualquer elemento novo que possa justificar a suspensão pleiteada. Com a devida vênia, o termo de declarações prestadas pelo prefeito municipal perante o Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc) em nada comprova a alegada suspeição”, afirmou. Na última sexta-feira (24), o magistrado afastou os efeitos do pedido de suspeição dos vereadores (Fabio dos Santos Pereira, Manfrini Delfino Amaro, ambos do PTB; e Jean Claude Alves da Costa, do SDD), que havia sido levantado pelo próprio chefe do Executivo. O juiz Marcelo Coutinho alegou que a decisão não teve respaldo legal, já que a legislação impede apenas a participação de vereadores que teriam sido responsáveis pelas denúncias contra prefeitos nos processos de cassação. Neste caso, o pedido de investigação partiu de cinco ex-servidores do município. A nova denúncia contra Doutor Luciano foi apresentada em novembro passado, a partir de novos indícios de corrupção na administração. Em setembro de 2013, a Câmara de Vereadores recebeu as primeiras denúncias contra o prefeito. Elas versavam sobre o suposto beneficiamento de empresários locais em licitações do município. Na época, o prefeito negou todas as acusações. Em outubro, os vereadores arquivaram a representação em votação apertada, que foi decidida apenas pelo voto de minerva do presidente da Casa, Waldemir Pereira Gama (PV). A situação política no município está gerando repercussões até mesmo no Palácio Anchieta. Na última segunda-feira (27), um grupo de cinco vereadores no município enviou uma carta ao governador Renato Casagrande, que é do mesmo partido do prefeito, relatando as notícias de corrupção em Itapemirim. O grupo também criticou a subserviência do presidente da Casa, Waldemir Pereira Gama (PV), e pediu a realização da sessão de votação do pedido de abertura da CPI. No documento, eles criticaram ainda o afastamento do delegado Rodolfo Laterza das funções no Nurocc, que estaria realizado diligências no município. “Em Itapemirim e no Estado, tragicamente, sentimos a falência das instituições públicas. O Executivo insiste em esconder as suas contas, tendo a Câmara já recorrido por cinco vezes ao Judiciário para obter informações”, citam.
Após 16 dias de greve, trabalhadores da Jurong retomam atividades
Os trabalhadores da construção civil que atuam nas obras do Estaleiro Jurong, em Aracruz, no norte do Estado, voltaram ao trabalho depois de 16 dias de paralisação. Após conciliação entre as empresas e o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil do Estado (Sintraconst-ES), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES), a Justiça determinou a volta ao trabalho até o julgamento do dissídio, mesmo sem que nenhum acordo firmado entre as partes. Nenhum trabalhador, no entanto, pode ser demitido até o julgamento do dissídio. Os trabalhadores pleiteiam melhoria no valor do salário da função de operador de guindaste; aumento na cesta básica para o valor de R$ 750; horas-extras no valor de 70% durante a semana e 150% aos sábados, domingos e feriados; e realização da eleição da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) das empresas recém-chegadas. As reivindicações dos trabalhadores também passam pelas condições de trabalho no canteiro de obras. Eles pleiteiam um espaço para fazerem as refeições, centro de vivência para ficarem no horário do almoço, número maior de banheiros e cartão alimentação. O Sintraconst também pede a contratação de mão de obra do município de Aracruz, o que não vem acontecendo na obra da Jurong.