Após a mobilização dos delegados de Polícia Civil, ocorrida nesta quarta-feira (29), a categoria decidiu tomar medidas para pressionar o governo a voltar a negociar com os profissionais. Os delegados deliberaram boicotar o programa Estado Presente, ao não participarem da reunião mensal da cúpula de segurança pública estadual do mês de fevereiro. A próxima mobilização dos delegados está marcada para a quinta-feira (6). Além disso, os profissionais vão realizar operação padrão nas delegacias de plantão dos Departamentos de Polícia Judiciária (DPJ). A operação padrão consiste acompanhar as ocorrências de flagrantes nos DPJs seguindo à risca o que determina o Código de Processo Penal, que exige que o delegado de polícia acompanhe pessoalmente todos os procedimentos em uma autuação. Durante a operação, os delegados irão trabalhar em apenas um caso por vez, não em ocorrências simultâneas, como acontece usualmente. Os delegados estão mobilizados por melhorias salariais e pelo fim da represália contra profissionais que são transferidos na condução de investigações. A remuneração inicial dos delegados do Estado é de 8.402,29, a segunda mais baixa do País, só ficando acima da praticada na Paraíba, que é de R$ 7.132. A carreira de delegado foi reconhecida como carreira jurídica no Estado em 25 de setembro de 2013, a partir da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 12/2013. No entanto, a remuneração da categoria está muito aquém da praticada pelo Judiciário e pelo Ministério Público e até mesmo de algumas carreiras dentro do Executivo. ''Pirotecnia'' A diretoria do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado (Sindelpo), em nota publicada no site da entidade, questiona a eficácia de “megaoperações” policiais como a que foi realizada nesta quarta-feira na Grande Vitória. A nota, entitulada “Alerta à sociedade sobre a pirotécnica ‘megaoperação’” ressalta que a ação mobilizou mais de 600 policiais militares e uma faraônica quantidade de recursos materiais, até mesmo envolvendo helicóptero. A entidade salienta que, respeitando-se o trabalho da Polícia Militar, ao analisar o resultado da “megaoperação” desenvolvida, chega-se à conclusão de que o ínfimo resultado do trabalho não justifica o imenso dispêndio de recursos materiais e humanos empregados. Os delegados ao verificarem os dados fornecidos pelas delegacias regionais após a operação, constataram que foi efetivada apenas uma prisão. “Lembramos a população que existe uma enorme diferença entre divulgar números de pessoas ‘detidas’, ou seja, conduzidas aos DPJs para análise e prisões legalmente validadas pela autoridade policial (delegado de polícia). Justamente por isso é tão essencial que haja uma análise na forma da lei das ocorrências criminais e da detenção de indivíduos levados às delegacias de polícia, buscando-se evitar ilegalidades e abusos diversos aos direitos fundamentais”, ressalta a nota. A entidade também credita o inexpressivo resultado da operação à ausência de políticas de segurança pública adequadas e eficientes na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). “Exemplos recentes deste cenário são: a edição da absurda e inconstitucional Portaria n. 64-R, que criou conflitos desnecessários entre a Polícia Militar e a Polícia Civil; a proibição do acesso à imprensa de dados de ocorrências criminais; e a falência das delegacias distritais quanto à sua importante aproximação com a comunidade local”. Os delegados de polícia manifestaram repúdio à operação classificada de inócua, e alertaram à população que operações deste tipo desgastam os policiais, desperdiçam significativamente o dinheiro público e atrapalham ações investigativas previamente planejadas nas unidades de Polícia Judiciária.
Alijado
O que vem surpreendendo os meios políticos é como o grupo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) perdeu totalmente o controle das articulações e hoje está alijado da mesa de discussão do processo eleitoral. A avaliação dos observadores é de como a mudança do cenário, a tentativa de manter a estratégia protelatória que garantia a Hartung o controle da classe política, não funcionou. A antecipação da discussão eleitoral, em nível nacional, pressionou as conversas no Estado. A tática de indefinição de Hartung fez com que ele e o grupo perdessem o time, e acabaram ficando fora da mesa. As movimentações para voltar ao jogo já não fazem mais efeito e dentro do PMDB o grupo está isolado. Exemplo disso é o presidente regional do partido, Lelo Coimbra, que está cada vez mais distante dos holofotes. Quem fala pelo PMDB hoje é o senador Ricardo Ferraço, a deputada federal Rose de Freitas e o deputado estadual Marcelo Santos. Eles defendem posições diferentes, mostrando as divergências internas. Essa situação levou o grupo de Hartung a buscar apoio do prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho. Em uma movimentação que causou muita surpresa nos meios políticos. Seja pela falta de espaços políticos, seja para provocar o prefeito de Vitória e presidente do PPS no Estado, Luciano Rezende, a movimentação pareceu desesperada, já que Juninho não é exatamente um grande apoiador. Essa exclusão do ex-governador do comando das articulações reforça a construção da aliança entre PT e PSB, abonada por Rui Falcão de passagem pelo Estado no último fim de semana. Ao que tudo indica, o que vai sobrar para o PMDB é a vaga de vice e olhe lá. Fragmentos: 1 – Há quem diga que esse desmoronamento na cabeça de Rodney Miranda (DEM) seria uma articulação de uma manobra de bastidores depois que o prefeito de Vila Velha declarou apoio à reeleição do governador Renato Casagrande. 2 – Essa manobra viria do grupo do ex-governador Paulo Hartung, acionando o último domínio que ainda teria, parte da imprensa, para mostrar o que acontece com os traidores. 3 – Se essa manobra existiu foi mais um tiro no pé, já que Rodney foi eleito como “o candidato do Hartung”. Esse não é o tipo de publicidade que um pretenso candidato a cargo majoritário iria querer às portas do processo eleitoral.
Espaço para candidatura de Ricardo Ferraço está cada vez mais reduzido
Está cada dia mais difícil para o senador Ricardo Ferraço (PMDB) consolidar sua candidatura ao governo do Estado na disputa de outubro próximo. Nessa quarta-feira (29) ele se reuniu com lideranças do PSDB, mas também só conseguiu uma possibilidade de composição para o segundo turno da eleição. Sua candidatura continua isolada. Com a negativa tucana, o campo de atuação do PMDB fica ainda mais restrito. Para os meios políticos, a previsão de disputa acirrada, com segundo turno, espantaria do pleito ao governo o ex-governador Paulo Hartung, e como Ricardo Ferraço não teria densidade para enfrentar o governador Renato Casagrande, ninguém embarcaria em seu palanque. A rejeição da aliança também confirma o entendimento dos meios políticos de que Hartung teria articulado a movimentação com o ninho tucano e não Ricardo Ferraço, como o senador deu a entender na entrevista que concedeu ao jornal Valor Econômico, publicada na última segunda-feira (26). Outro partido que não quer a aliança com o senador é o PT. Depois da vinda do presidente nacional do partido, Rui Falcão, ao Estado, no último fim de semana, ficou endossada a movimentação para que o PT fique no palanque de neutralidade de Casagrande. O governador oferece a vaga para a disputa ao Senado para que o partido possa tentar eleger o presidente regional, o ex-prefeito de Vitória João Coser, o que garantiria a base esperada no Senado para o PT nacional e marcaria o espaço para a campanha da presidente Dilma Rousseff no Estado, puxada por uma candidatura majoritária. Mesmo com a expectativa de que o ex-presidente Lula assuma as articulações nos estados em março, no Espírito Santo, quando ele vier, o cenário já estará consolidado e será difícil ingerir em favor do PMDB. Além disso, uma intervenção só aconteceria em favor de uma candidatura de Paulo Hartung ao governo e não de Ricardo Ferraço. Mas pelo sentimento que circula no PT hoje, nem isso tiraria o partido do palanque de Casagrande. Ricardo Ferraço anunciou sua disposição para disputar o governo do Estado ainda no ano passado. Mas vem enfrentando uma dura resistência na base do PMDB. Com sete deputados estaduais, o grupo do ex-governador Paulo Hartung, do qual Ricardo faz parte, está cada vez mais isolado dentro do partido.
Um corpo que cai é o novo espetáculo da Cia Urgente de teatro
O nome da peça, a princípio, parece se referir apenas ao filme de Hitchcock, mas o espetáculo Um corpo que cai é na verdade sobre um corpo celeste que esta prestes a cair, “uma alusão ao meteoro que caiu na Rússia em fevereiro de 2013”, explica o diretor Marcelo Ferreira. A peça estreia esta sexta-feira (31), às 20h, no Teatro Carlos Gomes. Como se trata de um ensaio aberto, a entrada é franca. A temporada só se iniciará em abril. Além das referências ao diretor de Psicose (1960), a apresentação também se inspira em diretores de cinema como Lars Von Trier e do artista Maurizio Cattelan. “Busco também Lars von Trier, ao incluir no roteiro, personagens fragilizados em situações limite. A encenação começa com uma tentativa de suicídio, no alto do edifício Crysler em Nova York. Já o Maurizio Cattelan, sua performance La nona hora (1999) eu remonto no final”, diz o diretor. A aproximação do meteoro causa insegurança e ansiedade nesses personagens já fragilizados e a história se desenrola a partir dessa relação com a morte. Marcelo Ferreira também conta que considera o espetáculo uma instalação cênica, porque envolve diversas linguagens artísticas como o cinema, a dança, o vídeo, as artes visuais e, claro, a encenação. “Fui criado vendo cinema. Mais que teatro e dança. Não gosto de ficar limitado no espaço do palco. Por isso busco por outras possibilidades de encenação , utilizando outros meios, outra linguagem para tratar de um tema”, diz o diretor. Um corpo que cai conta com a colaboração de Suely Machado, coreógrafa mineira que Marcelo conheceu durante um Festival de Dança em Vitória. O diretor já admirava o trabalho dela antes da parceria por perceber uma influencia das artes visuais em seus espetáculos. “Também é bom sair da zona de conforto. Ser observado em seu processo criativo por um outro profissional sensível”, confessa. A Cia de Teatro Urgente possui 10 anos em pesquisa por processos criativos e formação de intérpretes-criadores. Os espetáculos da companhia destacam-se pelo rigor na interpretação, programada e improvisada, e também pela utilização de recursos visuais e audiovisuais. Serviço O espetáculo Um Corpo que cai será encenado nesta sexta-feira (31), às 20h, no Theatro Carlos Gomes. Entrada Franca.
Filmes em cartaz
Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 31 a 6 de fevereiro ESTREIAS A Menina que Roubava Livros (The Book Thief, EUA/Alemanha, 2014, 71 minutos, 10 anos) Drama. Direção de Brian Percival. Com Geoffrey Rush, Emily Watson, Sophie Nélisse. Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus vizinhos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 14h40. 17h40. 20h45. Sexta-feira, sábado e domingo também 11h40. Sábado também 23h45 Cine kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 15h50. 18h30. 21h10. (LEG). Sábado e Domingo também 13h10. 15h50. 18h30. 21h10 (LEG) Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 2. 21h55 (LEG). 13h55. 16h35. 19h15. DUBLADO Azul é a Cor Mais Quente (Le bleu est une couleur chaude, França, 2013, 117 minutos, 18 anos) Drama. Direção de Abdellatif Kechiche. Com Léa Seydoux, Adèle Exarchopoulos, Jérémie Laheurte. Adèle é uma garota de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma, sua primeira paixão por outra mulher. Sem poder revelar a ninguém seus desejos, ela se entrega por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra com sua família e com a moral vigente. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 21h30 Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h. 20h15 47 Ronins 3D (47 Ronin, EUA, 2014, 120 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Carl Erik Rinsch. Com Keanu Reeves, Hiroyuki Sanada, Kô Shibasaki. Baseado no relato ficcional dos quarenta e sete Ronin, um grupo real de samurais do Japão do século XVIII que vingam o assassinato de seu mestre. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 5. 12h50. 15h40. 18h30. 21h15. Sábado também 00h05 Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 13h50. 16h20. 18h50. 21h20 (LEG) Cinesystem – shopping Boulevard: Sala 3. 21h50 (LEG). 14h20. 16h50. 19h20. DUBLADO CONTINUAÇÃO Até que a Sorte nos Separe 2 (Idem, Brasil, 2013, 102 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Roberto Santucci. Com Leandro Hassum, Camila Morgado, Aílton Graça, Kiko Mascarenhas. Continuação da história de Tino, um pai de família de classe média que ganhou na loteria e perdeu toda a fortuna. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7.14h10 (apenas quinta-feira). 14h30 (exceto quinta-feira). 17h05. 19h35. 22h05. Sexta-feira, Sábado e domingo também 12h. Cine kinoplex – shopping Praia da Costa: Sala 4. 18h40. 20h50 Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 1. 14h20. 19h20 Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 17h30. 19h30 Atividade Paranormal: Marcados Pelo Mal (Paranormal Activity: The Marked Ones, EUA, 2013, 84 minutos, 16 anos) Horror. Direção de Christopher Landon. Com Andrew Jacobs, Richard Cabral. Depois de ser marcado pelo demônio, Jesse começa a ser perseguido por forças misteriosas enquato sua família e amigos tentam salvá-lo. Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 21h30 Caminhando com dinossauros (Walking With Dinosaurs, Reino Unido, 2014, 87 minutos, livre) Animação. Direção de Barry Cook. Com Justin Long, John Leguizamo. Em plena era dos dinossauros, quando estes gigantescos seres dominavam a Terra, um pequeno bebê luta para sobreviver em meio às ameaças da natureza. Cinemark – shopping Vitória: Sala 3. 12h15 (apenas sexta-feira). 17h35 (exceto terça e quinta-feira) Cine kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 14h30 DUBLADO Cine ritz guarapari: Sala 3. 15h30 DUBLADO Confissões de Adolescente (Idem, Brasil, 2014, 96 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Daniel Filho e Cris D'Amato. Com Sophia Abrahão, Bella Camero, Malu Rodrigues, Clara Tiezzi, Cássio Gabus Mendes. Adaptação da peça homônima, de Maria Mariana. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 14h Frankenstein 3D – Entre anjos e demônios (I, Frankenstein, EUA, 2014, 90 minutos, 12 anos) Ação. Direção de Stuart Beattie. Com Aaron Eckhart, Bill Nighy, Yvonne Strahovski. Versão moderna da história do cientista Frankenstein e de seu monstro. Desta vez, a criatura participa de uma longa e sangrenta batalha entre dois grupos que se opõem há séculos. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 6. 13h10. 15h30. DUBLADO. 17h50. 20h10. 22h30 (LEG) Cine kinoplex – shopping Praia da Costa: Sala 1. 14h30. 16h40 DUBLADO. 18h50. 21h (LEG). Sábado e domingo também 16h40 DUBLADO Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala 4. 13h40. 15h40. 17h40. 19h40. 21h40 DUBLADO. 21h10 (LEG) Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 19h15 DUBLADO. 21h15 (LEG) Frozen – Uma Aventura Congelante (Frozen, EUA, 2013, 108 minutos, Livre) Animação. Direção de Chris Buck e Jennifer Lee. Para acabar com a profecia de inverno perpétuo que existe em seu reino, um alpinista e uma jovem chamada Anna atravessam picos nevados e penhascos para encontrar a legendária Rainha da Neve. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 13h50. 16h30. 19h10. Sexta-feira, sábado e domingo também 11h20 Cinesystem – Shopping Boulevard. Sala 6. 14h. 16h20. 18h40 Cine Ritz Guarapari: Sala 3. 17h10 DUBLADO Cine Jardins – Shopping Jardisn: Sala 1. 15h10 Gravidade 3D (Gravity, EUA/Reino Unido, 2013, 90 minutos, 12 Anos) Ficção Cientifica. Direção de Alfonso Cuarón. Com Sandra Bullock, George Clooney, Ed Harris. Matt Kowalski é um astronauta experiente que está em missão de conserto ao telescópio Hubble juntamente com a doutora Ryan Stone. Ambos são surpreendidos por uma chuva de destroços. Sem qualquer apoio da base terrestre da NASA, eles precisam encontrar um meio de sobreviver em meio a um ambiente completamente inóspito para a vida humana. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 22h25 Muita calma nessa hora 2 (Idem, Brasil, 2014, 102 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Felipe Joffily. Com Andréia Horta, Fernanda Souza, Gianne Albertoni. Três anos após a viagem de Búzios, as quatro amigas se encontram no Rio de Janeiro. Juntas novamente, elas vão embarcar em novas aventuras. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 16h20. 18h40. 21h00. 23h20 (apenas sábado). Sexta-feira, sábado e domingo 11h30 Cine kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 15h20. 17h20. 19h20. 21h20. Sábado e domingo também 13h20. 15h20. 17h20. 19h20. 21h20 Cinesystem – Shopping Boulevard: Sala
Portuários fazem paralisação de 24 horas nesta quinta-feira
Os portuários da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) fazem uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (30). Eles protestam contra impasses em torno do instituto de previdência da categoria, o Portus; o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e pedem a regulamentação da Guarda Portuária. Esta é a segunda manifestação da categoria em menos de uma semana. A primeira paralisação aconteceu na última sexta-feira (24), quando os trabalhadores e aposentados, representados pelo Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), pararam por seis horas. Um dos itens da pauta, que era o retorno do serviço médico para os aposentados, já foi solucionado após a primeira paralisação de advertência. O movimento é nacional. No dia 24, Rio de Janeiro, Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte e Pará também aderiram, num total de 12 portos parados. O instituto de previdência da categoria, o Portus, é um dos pontos de discórdia entre a empresa e os trabalhadores. Eles alertam que há necessidade de recuperação financeira do Portus. Circula entre os funcionários que as companhias Docas e outras administrações portuárias devam mais de R$ 3 bilhões ao instituto, referentes à falta de repasse de contribuição. O Portus está sob intervenção do governo federal desde agosto de 2011 e teve prorrogação estendida até dia 31 de março. A situação preocupa aposentados e pensionistas. O Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) é outro ponto de tensão entre a categoria e a empresa. O PCCS estava previsto para entrar em vigor em janeiro, mas até o momento a Codesa não sinalizou se vai cumprir o compromisso firmado com os trabalhadores. Sem avanço profissional, muitos trabalhadores estão desmotivados e pedindo demissão da empresa. Com relação à guarda portuária, os trabalhadores cobram a aplicação da Lei 12.815/2013, que criou um novo marco regulatório para os portos. Cabe à administração do porto (autoridade portuária) organizar a guarda, conforme regulamentação a ser expedida pelo poder concedente, a SEP. Os trabalhadores reivindicam que a SEP inclua na regulamentação a proibição de terceirizar a guarda portuária, pois sabe-se que a prática é comum nos portos. (Com informações do Portogente)
Prefeitura da Serra embarga obra de terraplanagem às margens do Canal dos Escravos
No último dia 23 de janeiro, a Prefeitura da Serra embargou uma obra de terraplanagem que estava sendo feita na Área de Preservação Permanente (APP), localizada às margens do Canal dos Escravos (Rio Ribeirão Brejo Grande). O responsável pela Licença de Operação, Moisés Barbosa de Souza Filho, também foi multado e, além disso, terá que retirar todo o material depositado e fazer a recomposição da vegetação na área de 30 metros que sofreu degradação. Antes de desfazer as intervenções, o empresário terá que apresentar à Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Serra (Semas) um Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad) para que a recuperação possa ser realizada. O Canal dos Escravos compõe a Estação Ecológica Ilha do Lameirão (Eemil), que está sendo ameaçada pelas pequenas embarcações que circulam sem autorização dentro da unidade de conservação, sobretudo aquelas que têm ligação com o condomínio Alphaville Jacuhy, na Serra, apontado como ameaça à conservação do bioma. O empreendimento pretende abrir uma passagem pelo Canal, que é Área de Proteção Permanente, o que seria, segundo ambientalistas, o último suspiro do manguezal do Lameirão. O Estudo de Impacto Ambiental do empreendimento Alphaville confirmou a intenção da abertura de um acesso náutico que ligará o condomínio à baía de Vitória, mas não há confirmação da relação entre a obra recentemente embargada e as intenções do condomínio. O Canal dos Escravos é apontado como ponto central de limpeza e desobstrução para que chuvas intensas, como as ocorridas em dezembro de 2013, não voltem a alagar as regiões de Central Carapina e José de Anchieta II. A prefeitura alega que o Canal dos Escravos é a única saída para a água que se acumula na região nos períodos de chuva. Nas águas de dezembro, segundo a prefeitura, mais de dois mil pessoas ficaram desabrigadas em Central Carapina e José de Anchieta II. A obra é executava pela Prefeitura da Serra, mas precisa de licenciamento do município de Vitória, já que o Canal atravessa os dois municípios.
TJES volta a negar trancamento de ação contra Fátima Couzi
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) negou nesta quarta-feira (29) o pedido da ex-deputada estadual Fátima Couzi para trancamento de uma ação penal pela suposta participação no chamado “Esquema de Associações”, durante a Era Gratz. Na ação, a defesa da ex-parlamentar alegava a prescrição do crime de lavagem de dinheiro, porém, o colegiado entendeu pela continuidade de processo. Ela responde ainda a acusação de peculato (desvio de dinheiro público). De acordo com informações do TJES, o desembargador Adalto Dias Tristão, relator do processo, avaliou que a prescrição de um dos crimes não impede a análise do restante da denúncia. “Ora, cabe registrar que se houver inépcia parcial da denúncia quanto a um delito e prescrição no tocante a outro crime, a ação penal ainda assim deverá prosseguir, porquanto a paciente está também denunciada pelo crime de peculato desvio (artigo 312 do Código Penal), como se extrai da própria inicial”, afirmou em seu voto, seguido à unanimidade. No pedido de habeas corpus (0019619-63.2013.8.08.0000), a defesa da ex-deputada sustenta que a ação penal, movida pelo Ministério Público Estadual (MPES), seria “deficiente em relação ao crime de lavagem de dinheiro”. O advogado também alega que Fátima Couzi não poderia ser condenada pelo crime, já que os fatos teriam ocorrido entre os anos de 1998 e 1999, enquanto a denúncia só foi recebida no ano passado. Em outubro do ano passado, o mesmo colegiado já havia rejeitado outro pedido de trancamento da ação penal, feito pela defesa da ex-parlamentar. Na ocasião, o desembargador Adalto Tristão também reconheceu a possibilidade de prescrição do crime de lavagem de dinheiro, porém, ele não chegou a decidir sobre a questão pelo fato do assunto não ter sido levantado no juízo de 1º grau, o que poderia representar a “supressão de instância” De acordo com a denúncia ajuizada em agosto de 2008, a ex-deputada e mais 15 acusados teriam se beneficiado do desvio de verbas da Assembleia Legislativa, que deveriam ser repassadas como subvenções sociais para entidades civis, associações e centros comunitários. Na época, o escândalo foi batizado como “Escândalo das Associações” e envolveu o presidente da Casa à época, o ex-deputado José Carlos Gratz, e o ex-diretor-geral da Assembleia, André Luiz Cruz Nogueira. O órgão ministerial acusa ex-deputados de simularem os repasses com o objetivo de amealhar os recursos. De acordo com a denúncia ajuizada em agosto de 2008, a ex-deputada e mais 15 acusados teriam se beneficiado do desvio de verbas da Assembleia Legislativa, que deveriam ser repassadas como subvenções sociais para entidades civis, associações e centros comunitários. Na época, o escândalo foi batizado como “Escândalo das Associações” e envolveu o presidente da Casa à época, o ex-deputado José Carlos Gratz, e o ex-diretor-geral da Assembleia, André Luiz Cruz Nogueira. O órgão ministerial acusa ex-deputados de simularem os repasses com o objetivo de amealhar os recursos.
Prefeitura de Vila Velha suspende regularização de imóveis aforados
O prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, de acordo com decreto publicado nesta quarta-feira (20), suspendeu as emissões de resgate de aforamento e transferências de imóveis aforados por tempo indeterminado. A justificativa para a suspensão é a necessidade de atualizar a base cadastral dos imóveis aforados, e a necessidade de aquisição de imóveis para implementação e execução de projetos, programas e ações da atual gestão. O decreto estabelece que “ficam suspensas as concessões de resgate de foros e transferências de enfiteuse (convenção pela qual o dono de um imóvel transfere para outrem o seu domínio útil em troca de um foro) até a finalização do levantamento patrimonial e posterior atualização da base cadastral de bens imóveis municipais, a serem realizados pela Secretaria Municipal de Administração”. Isso quer dizer que o munícipe que tem imóveis em áreas de aforamento, e que não estão regularizadas, não pode negociar os bens a partir desta quarta-feira, já que a prefeitura não vai emitir a regularização das áreas, bem como recolher o imposto. No entanto, existem pessoas do município que, mesmo antes da publicação do decreto não conseguem obter os boletos para a emissão do foro, que é o imposto cobrado para a ocupação destas áreas. De acordo com o advogado Diego Barbato, há clientes dele desde novembro aguardando a emissão da autorização de pagamento, sem sucesso. Com o decreto, devem continuar em débito. “Se o município precisa arrecadar, por que se recusa a receber o imposto?”, questiona o advogado. Barbato conta que tem uma cliente, já idosa, que, apesar de morar há 30 anos no imóvel, não sabia da existência do aforamento. Ainda assim, tem toda a documentação do imóvel em dia, assim como o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Ao saber que a casa estava em área de aforamento, constituiu advogado para proceder ao pagamento do imposto, mas esbarrou no impedimento da emissão dos boletos, ainda em dezembro de 2013. Agora, com a publicação do decreto, vai continuar em débito. O caso desta cliente pode ser o mesmo de inúmeros moradores de Vila Velha, já que o foro não é enviado para as casas dos moradores, assim como acontece com o IPTU, e muitos munícipes sequer têm conhecimento da existência do imposto e tampouco que estão em débito. Diego explica que, caso a prefeitura tenha interesse em alguma área aforada, pagará 85% do valor da edificação, ou seja, sobre as benfeitorias feitas na área, o que significa que a aquisição de certo imóvel pode ser feita muito abaixo do valor de mercado. Aforamento Na ocasião da organização do município de Vila Velha – que era formada por grandes fazendas – os proprietários das terras dividiram os espaços em lotes e passaram a comercializá-los. A prefeitura, na época, chamou estes proprietários para regularizarem o solo. Em um acordo feito com os fazendeiros, que entregaram as áreas à municipalidade, a prefeitura se comprometeu a cuidar das áreas ocupadas, mediante recolhimento do foro de cada área por um período de 15 anos. Após este período, o morador teria de solicitar o direito de permanecer na área. Caso a prefeitura não tivesse interesse, o proprietário pagaria 5% do valor da área e regularizaria a situação. O advogado Diego Barbato explica que não era comum a prefeitura manifestar interesse em áreas aforadas, por isso o decreto publicado nesta quarta-feira causa estranheza, tanto pela forma repentina da publicação quanto pela natureza incomum da suspensão de regularização das áreas de aforamento.
Projeto do superporto da Manabi será apresentado em audiência pública nesta sexta-feira
Na próxima sexta-feira (31), o Grupo Manabi apresentará, em audiência pública convocada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do Porto Norte Capixaba (PNC), também conhecido como superporto Manabi, e do mineroduto Morro do Pilar-Linhares. A audiência acontece às 19 horas no Clube Guararema, no Centro de Linhares, norte do Estado. A Manabi, empresa brasileira de mineração e logística, pretende extrair minério de ferro na região do Morro do Pilar, em Minas Gerais, e escoá-la por meio do superporto, gerido pela subsidiária Manabi Logística. Segundo o governo do Estado, o objetivo do porto é movimentar, armazenar e exportar o minério de ferro que será extraído em Minas Gerais até o terminal por meio de ferrovia ou mineroduto; movimentar granéis na primeira fase de funcionamento e, na segunda, implantar infraestrutura portuária para outras cargas. O governo também anunciou que a intenção é de que o terminal logístico possa armazenar até 2,5 milhões de toneladas de minério, 300 mil toneladas de carvão, 240 mil toneladas de grãos, 180 mil toneladas de fertilizantes e 480 mil metros cúbicos de líquidos. Entretanto, o verniz desenvolvimentista dado ao empreendimentos esconde os danos ambientais e sociais que irão impactar a região . A Associação dos Pescadores da Barra do Riacho e da Barra do Sahy é contra a implantação do empreendimento no local. Vicente Buteri, presidente da associação, chegou a comparar os danos que poderão ser trazidos pelo terminal, que terá como prioridade o transporte de minério, à poluição e aos danos ambientais gerados pelos portos da Vale e da ArcelorMittal na Ponta de Tubarão, na Praia de Camburi, em Vitória. “Onde o minério chegou, acabou com tudo”, afirmou, reiterando que, “se depender da associação, o empreendimento não entra”. O site da campanha Justiça nos Trilhos define que “a mineração é a atividade que mais mata, mutila e enlouquece trabalhadores”.Trinta trabalhadores do setor foram a óbito em decorrência de doenças do trabalho em 2013. No ano anterior, a cidade de Itabira, em Minas Gerais, registrou um caso de suicídio para cada 1,5 mil habitantes. Uma taxa alarmante se comparada à média nacional no mesmo ano, de um caso para cada 25 mil habitantes. A campanha Justiça nos Trilhos foi criada no final de 2007 por uma coordenação de movimentos, associações e cidadãos em busca de uma “maneira mais eficaz e justa para cobrar da Vale uma justa compensação pelos danos causados ao meio ambiente e à população que vive nas áreas atravessadas pela sua ferrovia”. As informações foram divulgadas no texto sobre o documentário Enquanto o trem não passa, produzido pela Mídia Ninja, que retrata as condições insustentáveis das populações que cresceram ao redor da mineração e de outras tantas que por ela tiveram seus recursos naturais e suas vidas completamente devastadas.”O Brasil é o segundo maior exportador de minérios do mundo, e ainda assim não é um país desenvolvido”, afirmam. A mineração, segundo os ativistas, segue desrespeitando populações tradicionais, como indígenas e quilombolas; afrontando o meio ambiente e trabalhando na direção da escassez de água. Em 2012, registram, a mineração foi responsável pelo consumo de 52 bilhões de litros de água, quantidade suficiente para abastecer por dois anos a cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Aqui no Espírito Santo, a situação não é diferente. A Samarco, que atua na região de Anchieta, no litoral sul do Estado, é acusada de se apropriar indevidamente da água do Rio Benevente para uso em sua escala industrial e de despejar metais pesados na Lagoa de Mãe Bá, nas proximidades da empresa. Tartarugas em risco Outro desastre ambiental que superporto Manabi pode causar é com relação às tartarugas-gigantes, ou tartarugas-de-couro. A área de desova, que ocupa 150 quilômetros de planície costeira, localizada entre as regiões de Regência, em Linhares, e Itaúnas, em Conceição da Barra, é a única área regular dessa espécie em todo o litoral brasileiro. Nas duas últimas temporadas de desova, o Projeto Tamar registrou flagrante de 29 e 30 tartarugas, respectivamente, que usaram o local para se reproduzir. Antes, a expectativa anual era de apenas entre 4 e 12 indivíduos. Além disso, cerca de 240 filhotes de tartaruga-gigante já foram devolvidos ao mar nesta temporada. O número anual de ninhos na região também aumentou. Joca Thome, coordenador Nacional do Projeto Tamar, dá certeza de que esses bons indicativos são resultados do trabalho de proteção realizado pelo Tamar há mais de 30 anos na região. Joca também aponta que, se os portos que estão projetados para a região realmente forem instalados – além do Manabi, também o porto da Nutripetro – vão prejudicar a desova e, consequentemente, a manutenção da espécie, além de gerar a exclusão de outros animais, como as baleias e os pequenos peixes e outros animais apreciados na culinária que, atualmente, são fonte de sustento de pescadores da região. Alterando o habitat natural e prejudicando a locomoção das tartarugas até a área, a construção desses megaempreendimentos podem pôr fim ao longo trabalho do projeto, que apenas começou a dar bons resultados. A ocupação desordenada do litoral traz malefícios às populações de tartarugas como o aumento do tráfego marinho, a mudança na dinâmica das praias e a iluminação artificial. O Projeto Tamar considera que os fundeios construídos nos portos geram extensas áreas de exclusão de pesca, limitando mais ainda os pescadores a poucas áreas, próximos aos estuários e reservas. E depois? Apesar de todos os danos ambientais e sociais, o governo do Estado apoia a construção do superporto. Notícia divulgada no site da Secretaria de Desenvolvimento (Sedes) aponta o projeto como “uma nova frente de descentralização e harmonização do desenvolvimento”, além de afirmar com convicção: o Grupo Mabani “vai” erguer o empreendimento em Linhares, embora nenhuma das licenças para tal fim tenha sido, ainda, obtida pela empresa. Para os pescadores, os empregos que serão gerados no processo de instalação dos portos no norte do Estado não compensam os danos ambientais. “Vão tirar o sossego dos moradores, criar poucos empregos