Os servidores da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV) cobram do governo do Estado maior segurança nos terminais do Transcol. Os assaltos, agressões e tráfico de drogas ocorrem quase diariamente, deixando servidores e usuários em risco, Os trabalhadores creditam a insegurança nos terminais ao fato de a segurança dos locais ter sido entregue a empresas privadas de vigilância, responsáveis pela segurança patrimonial. Em votação, durante assembleia, os servidores aprovaram o envio de carta aberta ao governador Renato Casagrande solicitando o retorno da Polícia Militar aos terminais, por meio da instalação de Destacamentos de Polícia Militar (DPMs), entendendo que esta atitude possa diminuir a violência nos locais. No documento, protocolado na última quinta-feira (9), no Palácio da Fonte Grande, os servidores manifestam indignação em razão das vulneráveis condições de segurança nos terminais. Os trabalhadores argumentam que os terminais são espaços públicos merecedores de atenção do Estado Presente.
Ambientalistas prometem denunciar quebra de regimento no Comdema
Os representantes da sociedade civil que integram o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) prometem protocolar uma denúncia por quebra de decoro na elaboração de uma proposição do secretário de Meio Ambiente de Vitória e presidente do conselho, Cléber Guerra. Guerra sugeria no documento que fosse proposto ao governo do Estado a adoção dos padrões definidos no relatório do Grupo de Trabalhos Interinstitucionais (GTI) Respira Vitória como referência para a elaboração e atualização, em âmbito estadual, dos padrões de qualidade do ar; além de propor, também à Prefeitura de Vitória a adoção do relatório do GTI como parâmetro para os padrões de emissões municipais em Vitória. Os conselheiros definiram que houve ???ação de má-fé??? na elaboração das proposições. Segundo os conselheiros, na última reunião, que inclusive foi gravada pelo presidente, foi aprovado que o relatório seria uma base para a elaboração e atualização dos padrões da qualidade do ar, e não de emissões. Os conselheiros afirmam, ainda, que em nenhum momento da reunião o assunto das emissões foi tratado. Eles também lembram que o Comdema, por ser um órgão municipal, não tem poder de atuação em nível estadual. A Prefeitura de Vitória esclareceu que, na reunião do Comdema realizada em 14 de dezembro de 2013, foi apresentado, para ciência do conselho, o Relatório Síntese do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) Respira Vitória, coordenado pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vitória. Na discussão, segundo a prefeitura, o conselho sugeriu que o relatório tivesse moção de apoio ou recomendação para que o documento fosse utilizado como referência para o governo do Estado, no que tange sobre a definição dos padrões de qualidade do ar, e, na Capital, como parâmetro e estudo de referência para a definição dos padrões de emissões das fontes poluidoras locais. O município elaborou a minuta de uma recomendação que já foi encaminhada aos conselheiros, e que ainda entrará em pauta para a apreciação do Comdema. O GTI Respira Vitória vinha desenvolvendo seus trabalhos pela legislação municipal da qualidade do ar na Capital há mais de um ano, entre 2012 e 2013. No meio do processo, foi anunciado pela secretária estadual de Meio Ambiente, Diane Rangel, que a questão passaria a ser tratada pelo governo do Estado porque o ar é um elemento comum e, segundo ela, não poderia ser tratado somente pelo município. Para ela, a legislação sobre as emissões, sim, podem ser tratadas em âmbito municipal. Dessa forma, foi aprovado o decreto estadual que, apesar de levar os mesmos parâmetros definidos no GTI, tem restrições mais frouxas ao não estabelecer prazos para a redução dos padrões, propondo somente uma revisão do Plano Estadual de Qualidade do Ar (PEQAr) a cada quatro anos. Os conselheiros do Comdema apontam que, pelo regimento do conselho, o documento deveria, antes, ter passado pelo parecer de algum deles ou pelo menos ter sido submetido à análise dos conselheiros, o que não aconteceu. O Artigo 7º do regimento do Comdema define que “qualquer matéria a ser apreciada pelo Conselho deverá ser dirigida ao presidente e encaminhada à Secretaria Executiva do Comdema, obedecendo aos critérios estabelecidos neste regimento e só será analisada e julgada se estiver sob forma de processo administrativo”. Descumprir a legislação do regimento é considerado falta de decoro e urbanidade, sendo as sanções cabíveis a qualquer membro, como rege o Artigo 55 do próprio regimento. Além disso, os conselheiros alegam que não é possível que se manifestem sobre essa questão sem que tenham tido o devido conhecimento e debate sobre o assunto. A quebra de decoro pode ser punida, de acordo com o regimento, por decisão do plenário, com advertências verbal ou escrita, suspensão da entidade por período a ser definido ou perda do mandato. A denúncia é assinada pela Associação dos Amigos do Parque da Fonte Grande (AAPFG), Associação Capixaba de Proteção ao Meio Ambiente (Acapema), Conselho Popular de Vitória (CPV) e Federação dos Trabalhadores na Indústria do Espírito Santo (FTI/ES).
???Golpe??? frustrado
Há pouco mais de um ano, o então prefeito eleito de Viana, Gilson Daniel, chegou a pensar que a vontade das urnas seria frustrada por uma manobra de seus adversários políticos, que não se conformavam em vê-lo no comando do município. Nesta segunda-feira (13), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) pôs um ponto final às suspeitas que pairavam sobre o prefeito do PV. O plenário rejeitou a denúncia que acusava Gilson Daniel de crime eleitoral na disputa de 2012. O relator do caso, desembargador Sérgio Luiz Teixeira Gama, confirmou a sentença de 1º grau, que inocentou o prefeito da acusação de compra de votos e abuso do poder econômico durante a campanha eleitoral. Na época da denúncia, a diplomação do prefeito eleito chegou a ser suspensa pela Justiça. Gilson Daniel declarou, logo após conseguir uma liminar que lhe deu direito à posse, que aqueles foram os dias mais difíceis de sua vida. Afinal, as pesadas denúncias — compra de votos e envolvimento com o tráfico de drogas — poderiam jogar por água abaixo a vitória histórica sobre a “favorita”, a deputada estadual Solange Lube. Entretanto, logo após a eleição as denúncias apareceram. Na época, Gilson Daniel chegou a dizer que estava sendo vítima de uma tentativa de golpe dos seus adversários políticos. Afinal, ele havia quebrado uma “oligarquia” que se revezava no poder por mais de duas décadas. Além de vencer as eleições, Gilson impôs uma derrota arrasadora à adversária do PMDB, que tinha o apoio da então prefeita Ângela Sias. O candidato do PV arrebatou mais de 63% dos votos válidos. Uma vitória incontestável. Por isso, o prenúncio de uma “virada de mesa” irritou tanto os eleitores de Viana, que chegaram a protestar nas ruas exigindo a posse do prefeito eleito. Imediatamente após o promotor Zenaldo Baptista de Sousa protocolar as denúncias, Gilson foi veemente em rebatê-las. Desde o início as denúncias pareciam bastante infundadas, tanto que a Justiça acatou a liminar e deu posse ao prefeito eleito. Por mais que a Justiça tenha destrinchado as denúncias do promotor atrás de evidências, nada foi encontrado que sustentasse as acusações contra Gilson Daniel e seu vice, Faustão (PDT). A improcedência das denúncias, todas anônimas, reforça a tese do prefeito, que sempre afirmou que as acusações tinham viés político e partiam do grupo que se alternava no poder há mais de 20 anos. Se como disse Gilson Daniel, o grupo rival estava armando um golpe para tomar o poder na marra, esse não prosperou.
Efeitos de junho
Dados do Portal da Transparência do governo estadual mostram que a arrecadação do pedágio da Terceira Ponte registrou queda de cerca de 22% em 2013 em relação ao ano anterior. Em 2012, a concessionária Rodosol arrecadou R$ 48.800.486 com os 27.860.285 de veículos que cruzaram o pedágio. Em 2013, a arrecadação foi de 34.616.826,90 e 25.757.927 de veículos passaram pelo pedágio. Efeito das Jornadas de Junhos? Bem possível. A Terceira Ponte foi não só ponto de encontro de 10 entre 10 protestos no palpitante ano de 2013, como também o alvo dileto dos manifestantes, fatos que redundaram numa auditoria pela Justiça e na conseguinte redução da tarifa de R$ 1,90 para R$ 0,80. Mas, ressalta-se, os números de 2013 foram levantados até novembro. Com os números de dezembro, o fluxo de veículos deve atingir o mesmo nível de 2012 (ou talvez não, vide as chuvas do final do mês). Mas a arrecadação, dificilmente. Completando… A arrecadação global da Rodosol nas duas praças de pedágio também dá indicações de queda. Em 2012, foram R$ 76.853.058,30 de arrecadação. Em 2013, R$ 63.195.702,90 (reforçando, com dados atualizados até 30 de novembro). Em 2012, a arrecadação no pedágio Praia do Sol foi de R$ 28.052.572,30 (3.874.659 veículos). Em 2013, R$ 28.578.876 (3.767.013 veículos). Masmorras A pedido do senador Magno Malta (PR), a Comissão de Direitos Humanos do Senado visita nesta segunda-feira (13) o complexo penitenciário do Maranhão. Malta lembrou que o que se vê no Maranhão, já se viu aqui no Espírito Santo. “A violência ocorrida no Maranhão já aconteceu aqui no Espírito Santo e continua ocorrendo em todos os estados brasileiros”. Refere-se, claro, ao escandaloso caso das masmorras capixabas, durante a gestão Paulo Hartung. Cotas Afora problemas de articulação com outros partidos, da escolha de palanques, da definição de quanto deputados federais, estaduais vão para a disputa, entre outros problemas afins a um ano eleitoral, o PT ainda arrumou um outro. A legislação eleitoral determina uma cota de 20% para a candidatura de mulheres. Cotas II Só que por vontade própria o PT resolveu elevar esse índice para 50%. Aí, também dentro das regras petistas, ainda há as cotas de 20% para jovens e 20% para negros. Resultado: o partido está com dificuldade para encontrar quadros para cumprir suas metas. Rir ou chorar? É para rir ou para chorar a declaração do presidente da Assembleia Legislativa Theodorico Ferraço (DEM), em A Gazeta desta segunda-feira (13), de que “a ferida ainda cicatrizou”? É para rir ou chorar o fato de que o ex-prefeito de Anchieta Edival Petri vai lançar um livro sobre suas “memórias do cárcere”? Ambos foram alvo de investigações da Operação Derrama, em 2013. IPTU O prefeito Rodney Miranda (DEM) anunciou em sua página no Facebook o anúncio de isenção de IPTU para quatro bairros em Vila Velha. Mas uma leitora não criticou: “Absurdo não estarem contemplados TODOS os bairros que permaneceram alagados por mais de 10 dias!”. Ou seja, o tempo vai mostrar que a decisão não foi exatamente acertada. Há muitos outros bairros que sofreram com as chuvas. Triste, Guarapari Como já falamos aqui, Guarapari faz de tudo e mais um pouco para afugentar seus turistas. Em plena ensolarada manhã desse domingo (12) semáforos de uma movimentada avenida estavam operando em sistema de pisca alerta. Pode até ser uma decisão da prefeitura para dar mais fluidez ao trânsito. Mas e os pedestres, onde ficam? Ficam atropelados, claro. Vá de bike A Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas (Setop) formou convênio com o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) para dois projetos relacionados às bicicletas. Primeiro, uma cooperação técnica para o desenvolvimento do Projeto Ciclorrotas Metropolitanas. O segundo se dará por meio de intercâmbios de informações e análises referentes ao Programa Cicloviário Metropolitano, que se encontra em desenvolvimento pela Setop. O convênio tem vigência de 24 meses. 140 toques “A distância entre a mediocridade a covardia humana, é separada por uma linha tênue. Aí descobrir o medíocre entre vós, atente p/ a covardia”. O vereador de Vitória Luiz Emanuel Zouain (PSDB) filosofando no twitter. Pensamento “O poder sem abuso perde o encanto”. Paul Valéry
Tudo ao seu tempo
Se existe uma semelhança entre o governador Renato Casagrande, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e o senador Magno Malta (PR) é o fato de todos eles estarem esperando o momento certo para tomar um posicionamento em relação à disputa eleitoral deste ano. Casagrande, evidentemente, tem um posicionamento já tomado em relação à disputa. Tem direito de se reeleger e já disse, nos bastidores, que sua candidatura é irreversível. Mas como? Com quais aliados? E principalmente, contra quais adversários? Desde o ano passado o governador vem criticando a postura das lideranças nacionais que anteciparam o debate presidencial. Isso atrapalhou suas movimentações com a base e o tem pressionado para tomar uma posição em relação à eleição nacional, para assumir o apoio ao candidato de seu partido, o governador de Pernambuco Eduardo Campos. Por outro lado, o PT nacional também se movimenta tentando isolar o PSB nos Estados, e, é claro, isso inclui o Espírito Santo. Casagrande ainda tenta esfriar os ânimos, dizendo que só vai se posicionar em maio próximo, mas a tensão nos meios políticos é grande. Quem também tenta adiar o posicionamento, mas por outros motivos, é o ex-governador Paulo Hartung. Essa estratégia dele já é conhecida no mercado, justamente para criar uma sensação de instabilidade, facilitando as movimentações do ex-governador. Hartung também quer adiar sua definição o máximo que puder. Fala em decisão com as Convenções de junho. Até lá vai manter o suspense, inclusive sobre as possibilidades que lhe são colocadas, como a de disputar o governo do Estado ou o Senado, cria assim instabilidade nas duas articulações, enquanto observa a movimentação dos demais atores políticos. Magno Malta também evita falar no assunto eleição. Ele espera o momento certo. O senador quer evitar desgastes, mas para os observadores é praticamente inevitável que ele erga um palanque de oposição na disputa deste ano. Com mandato até 2018, ele não perderia com o processo eleitoral, mas antecipar a decisão pode criar pontos de ataques antes do tempo certo. Além disso, Malta precisa sair do isolamento, aumentando sua base de apoio. Fragmentos: 1 – Se para os majoritários ainda há muito tempo para se falar em eleição, na proporcional todo mundo já está com a calculadora na mão desde meados do ano passado, procurando o caminho que trará menos prejuízo. 2 – Dificilmente essa história de PSB e PT juntos no Estado vai vingar. E a pergunta que se faz nos bastidores do Palácio Anchieta é: como o vice-governador Gilvando Vieira vai construir sua candidatura sem o apoio da máquina. 3 – O ex-prefeito de Anchieta, Edval Petri vai lançar livro sobre os 50 dias de prisão durante a Operação Derrama. Será que as publicação rende votos para a campanha à Assembleia Legislativa este ano?
?? preciso parar com isso
Lendo a reportagem, matéria de capa, de A Gazeta (08/01/2014) constatei, mais uma vez, o descaso como os profissionais de rádio são tratados por profissionais de outros veículos. Na matéria, não foi citado nome de nenhum membro da Rádio Litoral (do mesmo grupo, o que é pior) na ocasião da “visita” da funkeira Anitta aos estúdios daquela emissora em pleno recinto da empresa. Não sei até hoje se isso é uma norma ou se os profissionais de jornais e TV se acham mais importantes que os radialistas ou se acham que o veículo não merece ter destaque. É sempre bom lembrar que o rádio é o único veiculo “inserido” na internet, ou seja um parceiro, já que tanto o jornal e a televisão sucumbiram a ela. Prova de que a força está com o rádio. No entanto, essa matéria, como outras parecidas, não cita nenhum profissional de rádio. No caso, a Anitta falou sozinha? Ela ficou sozinha dando entrevista? Ela veio para ir aonde? A rádio tem gerente, diretor, sei La? Nada é descrito, só diz que ela esteve na Rádio Litoral, e pronto. Não faço nenhuma autodefesa, Pelo contrário, atuo em todos os veículos e por isso mesmo sei como eles agem e pensam sobre o rádio. Engraçado. Outro dia a Caixa Econômica queria emitir uma nota de aviso aos desabrigados e procurou justamente o rádio, dizendo que naquele momento era o único veículo capaz de ir aonde público alvo estava. Os outros veículos não! PARABÓLICAS Quando será a volta de Magno Santos ao seu posto nas rádios da Tribuna, depois do seu acidente? Estamos torcendo Ideraldo Gomes se especializou em narração de basquete e acompanha o time capixaba, narrando para seu site de esportes na web Missão dura de alguns colegas ao assessorar determinados políticos. Deve ser duro lidar com gente prolixa. Não é Bebel? Falar nisso, será que Renato Paoliello ainda assessora Magno Malta ou a dupla? Afinal, este é ano eleitoral e de muito trabalho MENSSAGEM FINAL A vida não dá coisa alguma sem retribuição e sobre cada coisa concedida pelo destino, há secretamente um preço, que cedo ou tarde deverá ser pago. Stefan Zweig
Serra: vítimas das chuvas formam filas para receber auxílio emergência
As famílias atingidas pela chuva já podem solicitar o auxílio emergencial criado pela Prefeitura da Serra. Para ter direito é preciso estar inscrito no CadÚnico ou se enquadrar nos critérios para participar do programa. Nesta segunda-feira (13), no primeiro dia de cadastramento, a população serrana formou grandes filas nos na portas dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Segundo a Prefeitura da Serra, mais de 500 pedidos foram solicitados hoje (13) nos seis postos de cadastramento. O auxílio emergencial foi aprovado pela Câmara de Serra no último dia (02). O benefício de R$ 1,5 mil pode ser usado para a compra de eletrodomésticos, material de construção ou móveis. O prazo para solicitar o benefício termina no dia 13 de fevereiro. Após análise das secretarias de Ação Social e Defesa Social, caso aprovado, o auxílio emergencial será pago em uma única vez, por meio de ordem bancária ao Banestes. Para ter direito ao benefício é necessário que o morador esteja cadastrado no CadÚnico ou se cadastre no Centro de Referência Social – CRAS mais próximo de sua casa. Além disso, a renda familiar tem de respeitar o teto de três salários mínimos ou renda de ½ salário mínimo per capita. As pessoas cadastradas no CadÚnico são aquelas inseridas em programas sociais, como Bolsa Família, Pró-Família, Aluguel Social, Minha Casa, Minha Vida, entre outros. Quem deseja se cadastrar no CadÚnico pode procurar o CRAS mais próximo de sua residência. Onde se cadastrar para receber o auxílio emergencial: Região da Grande Jacaraípe – Centro de Convivência do Idoso de Nova Almeida, Rua Capitão Bley, s/n – CRAS Jacaraípe, na Rua São Paulo, 03, Bairro das Laranjeiras – Pró-Cidadão, Av. Talma Rodrigues Ribeiro, 5.416, Portal de Jacaraípe Grande José de Anchieta – CRAS de Jardim Carapina, na Rua Juiz de Fora, 78 – CRAS de Jardim Tropical, na Rua Coronel Manoel Nunes, 36 – CRAS de Laranjeiras, na Rua 1ª, s/n, Civit II Horário de atendimento: das 8h às 12h e das 13h às 17h Documentos necessários: – Original e cópia simples Carteira de Identidade ou Carteira de Trabalho – Comprovante de residência atualizado, dos últimos três meses – Comprovante de renda (Carteira de Trabalho ou contra-cheque)
Código da Mineração poderá ser votado ainda no primeiro semestre
O relator do novo Código da Mineração (PL 5807/13), deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), tem a intenção de concluir as negociações com o governo sobre o assunto até o mês de março, como informou a Câmara Notícias. Acredita ele que, com isso, a proposta não terá dificuldades de ser aprovada na comissão especial e no Plenário da Câmara. Dessa forma, a nova legislação, que contraria diversas reivindicações de populações tradicionais, tais como quilombolas e indígenas, pode ser votada pelo plenário já no primeiro semestre de 2014. O relator quis, a todo custo, votar a proposta ainda em 2013. O objetivo do governo, com a nova legislação, é “modernizar” as regras do setor, além de definir royalties e novos prazos para o início da exploração. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, seguindo as tendências e expectativas dos setores empresariais beneficiados com a decisão, também havia declarado que esperava a aprovação do código até o final deste ano. As principais questões expostas pelo governo federal, que entram em conflito com o que é exposto no atual texto, são com relação à futura Agência Nacional de Mineração, que vai regular o setor, e à Contribuição Financeira pela Exploração Mineral (Cfem). O governo também diverge quanto ao artigo que define os direitos minerários como “reais e independentes do imóvel superficial”. O novo Código propõe o aumento da alíquota da Contribuição Financeira sobre Exploração Mineral (Cfem), que é paga pelas empresas que atuam no setor a título de royalties pela exploração dos recursos. A alíquota máxima passará de 2% para 4%, incidindo sobre a renda bruta das empresas e não mais sobre o faturamento líquido. A distribuição dos recursos da Cfem continuam as mesmas (12% para a União, 23% para os estados e 65% para os municípios onde ocorre a lavra). O projeto também dispensa licitação para exploração de minérios destinados à construção civil (argilas para fabricação de tijolos, telhas, rochas ornamentais, água mineral) e minérios empregados como corretivos de solo na agricultura – nesse caso a autorização valerá por 10 anos, podendo ser estendida pelo mesmo período. Também é criado, pelo novo texto, o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), órgão assessor superior da Presidência da República, responsável por formular politicas públicas e incentivar investimentos privados no setor mineral. O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) será transformado na Agência Nacional de Mineração, autarquia especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que terá autonomia administrativa e financeira e será responsável por regular, fazer a gestão das informações e fiscalizar o setor mineral. Em 2010, houve polêmica em torno dos royalties, que deveriam ser pagos para benefício da população brasileiro a partir da exploração mineral, como acontece com o petróleo. Foi considerado que os dois setores não são comparáveis, já que a grande produção mineral se destina basicamente à exportação e, como não se exporta imposto, a arrecadação é comparativamente menor do que no setor de petróleo. No novo código, as concessões de pesquisa e lavra terão um prazo de 40 anos que poderá ser renovado a cada 20 anos. Para cada renovação, o detentor da concessão deverá provar um ritmo mínimo de exploração, o que significa ainda mais degradações ambientais. Apesar de terem sido realizadas quase 40 audiências, representantes das comunidades afetadas pela mineração não foram ouvidos na elaboração da legislação, somente as empresas beneficiadas. As principais críticas são com relação ao foco “economicista” da atual legislação, que não trata de questões ambientais. No Espírito Santo, Vale e Aracruz Celulose (Fibria), que já causam inúmeros impactos ambientais e sociais, inclusive às populações tradicionais, terão ainda mais liberdade e ainda mais benefícios. O Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração apontou que o relator foi um dos que mais receberam recursos de empresas de mineração na sua campanha política. E, ainda, que o presidente da comissão especial, deputado Gabriel Guimarães (PT-MG), e outros integrantes têm “apoio” dos governadores e dos prefeitos de cidades produtoras. Segundo a Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq), empresas mineradoras já apresentaram pedidos de concessão de lavra sobre 98% das atuais terras quilombolas. Com relação às terras indígenas, um levantamento da Rede Brasileira de Justiça Ambiental mostra que, em alguns casos, até 90% das atuais demarcações estariam em risco devido à exploração mineral. Já a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) afirma que mais de cinco mil pedidos de lavra em terras indígenas já foram apresentados ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) por mineradoras. Para atuarem, as empresas precisam da regulamentação do PL 1.610/96, que dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas e está em análise no Congresso. O atual Código de Mineração (Decreto-Lei 227/67) foi publicado durante o regime militar, mesma época em que grandes empresas ligadas ao ramo se instalaram em todo o país. A nova proposta (PL 5807/13) foi enviada pelo governo federal e apensada a outros seis projetos de lei (PL 37/11 e outros) sobre o assunto que já tramitavam na Câmara dos Deputados desde 2011. A nova legislação dispensa licitação para exploração de minérios destinados à construção civil (argilas para fabricação de tijolos, telhas, rochas ornamentais, água mineral) e minérios empregados como corretivos de solo na agricultura – nesse caso a autorização valerá por 10 anos, podendo ser estendida pelo mesmo período. No novo código, as concessões de pesquisa e lavra terão um prazo de 40 anos que poderá ser renovado a cada 20 anos. Para cada renovação, o detentor da concessão deverá provar um ritmo mínimo de exploração, o que significa ainda mais degradações ambientais. Movimentos sociais apontam a necessidade de se estabelecer um zoneamento mineral para que tal atividade não aconteça em corredores ecológicos, mananciais e territórios de populações tradicionais; defendem que o licenciamento ambiental deve ser antecipado para antes do processo de licitação das lavras; bem como a ampliação do conceito de “impactados pela atividade mineral”. Três propostas concretas foram apresentadas pelo Comitê Nacional
Governo federal apresenta medida para sanar dívidas de agricultores familiares
O governo federal apresentou ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), em reunião realizada na última semana, medidas que têm como objetivo sanar as dívidas acumuladas ao longo dos anos tanto dos agricultores assentados como dos pequenos agricultores. As medidas foram estabelecidas no decreto nº 8.178, de 27 de dezembro de 2013. Operações de custeio e de investimento, dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) serão atingidas pela medida, bem como as operações do Grupo B – linhas de investimento para Sistemas Agroflorestais (Pronaf Floresta), convivência com o semiárido (Pronaf Semiárido), Mulheres (Pronaf Mulher) e Jovens (Pronaf Jovem). Pendências do Programa de Geração de Emprego e Renda Rural Familiar (Proger Rural Familiar) também poderão ser negociadas. Para esses programas, a proposta do governo foi para que as dívidas liquidadas (pagas de uma vez) tivessem um desconto de 65% do valor por contrato, até o limite máximo de R$ 1.750,00. Outro desconto, com o mesmo valor, pode ser concedido pelo Banco do Brasil, mas para esse o agricultor terá de concordar que não mais poderá realizar novos financiamentos neste banco, estando livre diante de qualquer outro. O desconto é válido para cada um dos contratos, mesmo que o agricultor tenha mais de um. Para serem atingidas pela regra, as operações do Pronaf devem ter sido contratadas até 30 de junho de 2008 e do Proger Rural Familiar entre 26 de junho de 2003 e 28 de junho de 2004, com um saldo devedor atualizado de até R$ 10 mil em 30 de dezembro de 2013. O prazo para a liquidação ficou para o dia 31 de dezembro de 2014. O governo também se comprometeu a reativar a Resolução 4028 para aqueles que não conseguiram aderir em seu período de vigência. A resolução permite negociar dívidas de até R$ 30 mil para 10 anos. Outro compromisso firmado foi o de estudar um bônus de adimplência (desconto para quem pagar em dia) para os que aderiram ou venham a aderir à Resolução 4028; de facilitar as individualizações dos financiamentos feitos em grupos e de incluir as dívidas já terceirizadas com empresas de cobrança. O governo ainda prometeu se reunir novamente com os movimentos sociais do campo até o fim de janeiro de 2014, para apresentar as medidas que ainda faltam. A coordenação estadual do MPA avalia positivamente a medida, embora não seja o ideal para o camponês. Entretanto, alerta, muitas das dívidas contraídas pelos agricultores familiares são dívidas crônicas. Geralmente o agricultor contrai uma nova dívida para saldar uma mais antiga. Apesar disso, o movimento afirma que os camponeses honram seu compromisso com os bancos e, muitas vezes, abrem mão de bens pessoais para pagar as dívidas. Essa situação, segundo a coordenação estadual, pode ser minimizada com a negociação proposta pelo governo federal. A coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também considera que a medida, que atende aos pequenos agricultores assentados, é positiva e permite o perdão de grandes dívidas contraídas pelas famílias que pegaram empréstimos para sanar outras pendências e, agora, não tem condições de quitá-los. Além disso, lembra, muitos assentamentos não possuíam condições básicas de sobrevivência, como moradias construídas, fornecimento de água e de energia. As dívidas contraídas pelos agricultores para a construção dessas instalações, com a nova medida, poderão ser sanadas.
Espetáculos de dança, música e teatro no palco do Carlos Gomes
Durante o período de férias, as atividades culturais costumam ficar um pouco esquecidas, mas o Theatro Carlos Gomes preparou uma programação extensa e gratuita para todos que querem aproveitar o descanso apreciando espetáculos locais de música, teatro e dança. O projeto Verão no teatro reunirá, ao todo, 17 grupos artísticos e também o espetáculo Um Canto Solidário, o único que não será gratuito, por ser de caráter beneficente. “O projeto é muito importante, por se tratar de um período de férias em que há muitos turistas na cidade, que podem conhecer um lado mais artístico de Vitória”, diz Mitzi Martucci, diretora da companhia que vai abrir a temporada do Projeto Verão no Theatro. O espetáculo de dança Traduzir-se será apresentado nesta terça-feira (14), às 19h, e fará um mergulho nas composições de Chico Buarque. Mitzi conta que esse é o trabalho que mais recebe prêmios e convites do repertório da companhia. E a coreografia, leve e prazerosa, é do bailarino Alex Neoral, do Rio de Janeiro. “Traduzir-se não pretende traduzir as letras de Chico Buarque. A intenção é traduzir o que o corpo sente quando escuta essas canções”, explica. Apesar de se tratar de uma coreografia contemporânea, o espetáculo difere do tom dramático e pesado que geralmente esse gênero propõe. “Tenho certeza que o espetáculo irá divertir os fãs de Chico Buarque e será uma grande oportunidade para homenagear o compositor, que comemora 70 anos em junho”, completa a coreógrafa. Todas as apresentações do Projeto Verão no Theatro serão realizadas entre os dias 14 de janeiro e 20 de fevereiro, sempre às terças, quartas e quintas-feiras, às 19 horas. Um Canto Solidário, por sua vez, será apresentado na quarta-feira (15), excepcionalmente às 20 horas, os ingressos serão vendidos R$ 20 (inteira) e toda a renda será destinada a instituições sensíveis à causa da Aids.O tradicional espetáculo que conta a história de Roberto Carlos já possui 11 anos e sempre contou com a casa cheia. Segundo Elaine Rowena, produtora do espetáculo, Um Canto Solidário mescla o que há de melhor na trajetória do rei. “O espetáculo encena a vida de Roberto Carlos começando pela jovem guarda e atravessando diversas décadas até o final da apresentação quando todo o elenco sobe ao palco para cantar juntos Jesus Cristo”, conta Elaine. A produtora também diz que o espetáculo não é um simples musical, mas um show de artes integradas que reúne 160 artistas capixabas, entre músicos, cantores, poetas, artistas circenses, dançarinos, atores e artistas gráficos. Outro espetáculo que será realizado ainda nesta semana é o show Alma Capixaba, do pianista Pedro Alcantra, que se apresenta na quinta-feira (16), às 19h. O pianista vai interpretar obras de grandes compositores do cenário musical do Espírito Santo como Maurício de Oliveira, Chico Lessa, Afonso Abreu, Cariê Lindenberg e outros. “É um privilegio apresentar esse show no palco do Theatro Carlos Gomes”, confessa o artista que está finalizando um CD e DVD Alma Capixaba, para ser lançado ainda neste primeiro semestre. Serviço Projeto Verão no Theatro terá abertura nesta terça-feira (14), as 19, com o espetáculo Traduzir-se, da Cia Mitzi Martucci. Theatro Carlos Gomes, Praça Costa Pereira, Centro de Vitória. O projeto Verão no Theatro começa no dia 14 e vai até o dia 20 de fevereiro, sempre com espetáculos as terças, quartas e quintas-feiras, às 19, com exceção do show Um Canto Solidário, às 20 horas. Os espetáculos têm entrada franca, e os ingressos poderão ser retirados na bilheteria do teatro uma hora antes da apresentação.