O plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) manteve, na sessão desta segunda-feira (13), a rejeição de uma denúncia contra o prefeito de Viana, Gilson Daniel (PV), de suposto crime eleitoral no pleito de 2012. O relator do caso, desembargador Sérgio Luiz Teixeira Gama, confirmou a sentença de 1º grau, que inocentou o prefeito da acusação de compra de votos e abuso do poder econômico durante a campanha eleitoral. Na época da denúncia, a diplomação do Gilson Daniel chegou a ser suspensa pela Justiça. O Ministério Público Eleitoral (MPE), autor da ação, havia recorrido da sentença da juíza Maria Aparecida Lopes Gomes, da 47ª Zona Eleitoral de Viana, em fevereiro do ano passado, pela suposta contradição no julgamento. O órgão ministerial questionava o fato de a decisão de mérito ter sido diferente do entendimento inicial, quando a magistrada chegou a conceder uma liminar para impedir a diplomação de Gilson Daniel e do seu vice, Joel Santos da Silva, o Faustão (PDT) – que ocorreu somente após uma decisão do TRE-ES. Em seu voto, o desembargador Sérgio Gama ressaltou que não vislumbrou a existência de provas da ocorrência de compra de votos ou abuso do poder econômico durante o pleito. O relator também destacou que a concessão da medida liminar não tem qualquer relação com a análise de mérito, uma vez que a primeira ordem é concedida ou não sem o exame aprofundado das provas no processo. “A liminar que deve ser confirmada pela sentença”, concluiu. O voto foi acompanhado pelo revisor do processo, o juiz eleitoral Gustavo César de Mello Calmon Holliday, que considerou as acusações graves, mas que acabaram não sendo comprovadas durante o curso do processo. Durante a sessão, a defesa do prefeito fez a sustentação oral no plenário e pediu novamente a rejeição da ação movida pelo Ministério Público. A Procuradoria da República Eleitoral (PRE), órgão ministerial que atua no 2º grau, também se manifestou pela improcedência do recurso. Na denúncia inicial, a promotoria destaca o recebimento de denúncias anônimas de que teria ocorrido a compra de votos, no dia do pleito, nas imediações do comércio chamado de “Mercearia do Faustão”, estabelecimento do vice-prefeito. Na mesma ação, o Ministério Público levantou a possibilidade de Gilson Daniel ter recebido doações para a campanha de traficantes de drogas. Entretanto, as acusações foram rechaçadas pelo juízo de 1º grau, que concluiu pela falta de provas da compra de votos, “uma vez que não houve identificação de qualquer eleitor corrompido” e da arrecadação ilegal.
Empresa que administra presídios é multada em mais de R$ 60 mil
A Montesinos Sistema de Administração Prisional Ltda. foi multada pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) por descumprimento contratual na gestão da Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim (PRCI) e do Centro Prisional Feminino de Cachoeiro Itapemirim (CPFCI), no sul do Estado. A multa aplicada pela Sejus chega a R$ 62.032,40. A última multa aplicada à empresa foi em abril de 2013, de R$ 76.554,12, o que corresponde a 5% do contrato mensal da empresa. Uma ação popular questionando os contratos que o Estado firma com a iniciativa privada foi impetrada na 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública de Vitória. A ação pede a suspensão dos contratos com as empresas e que o Estado assuma a gestão das unidades, já que as contratadas estariam realizando atividades-fim do Executivo, ou seja, estaria havendo a privatização dos serviços de guarda de presos (atribuições de agentes penitenciários), assistência jurídica e de saúde. O juiz da 3ª vara, Manoel Cruz Doval, em decisão de agosto de 2013, indeferiu o pedido de antecipação de tutela para suspensão imediata dos contratos. Além disso, o magistrado também alterou o polo passivo da demanda, excluindo os ex-secretários de Estado da Justiça, Ângelo Roncalli e André Garcia; e o ex-secretário de Estado de Segurança Pública, Rodney Miranda e substituindo pelas empresas que têm contrato de cogestão de unidades prisionais, Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap), Montesinos; Reviver Administração Prisional Privada Ltda; mantendo o Estado como pessoa jurídica lesada. A ação popular continua tramitando na Justiça estadual e as partes envolvidas foram intimadas para fazerem a defesa.
PSB nacional adia para fevereiro definição sobre alianças nos Estados
Depois do PT, que neste mês de janeiro decidiu mergulhar sobre as movimentações das regionais do partido, é a vez do PSB adotar a mesma estratégia. Com muitas especulações sobre divergências com sua possível vice, a ex-senadora Marina Silva (Rede), o governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos afirma que as definições só devem ser anunciadas em fevereiro. Até lá, o presidenciável vai se concentrar nas diretrizes do programa de governo. Depois disso, o partido vai elaborar um documento que será referência para a definição da estratégia eleitoral para este ano. Mas a tendência é que o mês de fevereiro seja de intenso debate eleitoral, com a realização de seminários para debater o programa país afora. O documento, que está sendo elaborado pelo PSB e pela Rede, será apresentado posteriormente ao PPS e o PPL. Em mais de 20 Estados não há divergências entre PSB e a Rede Sustentabilidade. No Espírito Santo, algumas rusgas surgiram entre as lideranças dos dois partidos. Aliás, a Rede no Espírito Santo tem problemas de diálogo interno e externo desde que começou a ser construída no ano passado. As divergências entre os mais radicais e o chamado grupo “Esquerda Democrática” se estenderam ao logo do ano. Depois da aliança com o PSB, do governador Renato Casagrande, as divergências se acentuaram já que para alguns membros da Rede há uma tentativa de domínio dos socialistas capixabas sobre os integrantes da Rede, que querem manter a autonomia partidária. Pelo lado socialista, o adiamento da decisão é uma vantagem para o governador Renato Casagrande, que ganhará mais tempo para articular com sua base e diminuir as indisposições entre divergentes partidos que compõem a base. Para o PSB nacional, o maior desafio está em São Paulo. Campos quer um acordo com o governador Geraldo Alckmin, mas lideranças da Rede paulista se opõem em apoiar o tucano e defendem a ideia de o partido lançar candidato próprio. Além de São Paulo, o grupo da ex-senadora Marina Silva também insiste em ter candidatura própria em Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. Lideranças ligadas ao PSB ligadas ao PSB nestes estados reclamam que a indefinição dá munição aos adversários de Campos.
Ambientalistas prometem denunciar quebra de regimento no Comdema
Os representantes da sociedade civil que integram o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) prometem protocolar uma denúncia por quebra de decoro na elaboração de uma proposição do secretário de Meio Ambiente de Vitória e presidente do conselho, Cléber Guerra. Guerra sugeria no documento que fosse proposto ao governo do Estado a adoção dos padrões definidos no relatório do Grupo de Trabalhos Interinstitucionais (GTI) Respira Vitória como referência para a elaboração e atualização, em âmbito estadual, dos padrões de qualidade do ar; além de propor, também à Prefeitura de Vitória a adoção do relatório do GTI como parâmetro para os padrões de emissões municipais em Vitória. Os conselheiros definiram que houve “ação de má-fé” na elaboração das proposições. Segundo os conselheiros, na última reunião, que inclusive foi gravada pelo presidente, foi aprovado que o relatório seria uma base para a elaboração e atualização dos padrões da qualidade do ar, e não de emissões. Os conselheiros afirmam, ainda, que em nenhum momento da reunião o assunto das emissões foi tratado. Eles também lembram que o Comdema, por ser um órgão municipal, não possui poder de atuação em nível estadual. O GTI Respira Vitória vinha desenvolvendo seus trabalhos pela legislação municipal da qualidade do ar na Capital há mais de um ano, entre 2012 e 2013. No meio do processo, foi anunciado pela secretária estadual de Meio Ambiente, Diane Rangel, que a questão passaria a ser tratada pelo governo do Estado porque o ar é um elemento comum e, segundo ela, não poderia ser tratado somente pelo município. Para ela, a legislação sobre as emissões, sim, podem ser tratadas em âmbito municipal. Dessa forma, foi aprovado o decreto estadual que, apesar de levar os mesmos parâmetros definidos no GTI, tem restrições mais frouxas ao não estabelecer prazos para a redução dos padrões, propondo somente uma revisão do Plano Estadual de Qualidade do Ar (PEQAr) a cada quatro anos. Os conselheiros do Comdema apontam que, pelo regimento do conselho, o documento deveria, antes, ter passado pelo parecer de algum deles ou pelo menos ter sido submetido à análise dos conselheiros, o que não aconteceu. O Artigo 7º do Regimento do Comdema define que “Qualquer matéria a ser apreciada pelo Conselho deverá ser dirigida ao presidente e encaminhada à Secretaria Executiva do Comdema, obedecendo aos critérios estabelecidos neste regimento e só será analisada e julgada se estiver sob forma de processo administrativo”. Descumprir a legislação do regimento é considerada falta de decoro e urbanidade, sendo feita por qualquer membro, como rege o Artigo 55 do próprio regimento. Além disso, os conselheiros alegam que não é possível que se manifestem sobre essa questão, sem que tenham tido o devido conhecimento e debate sobre o assunto. A quebra de decoro pode ser punida, de acordo com o regimento, por decisão do plenário, com advertências verbal ou escrita, suspensão da entidade por período a ser definido ou perda do mandato. A denúncia é assinada pela Associação dos Amigos do Parque da Fonte Grande (AAPFG), Associação Capixaba de Proteção ao Meio Ambiente (Acapema), Conselho Popular de Vitória (CPV) e Federação dos Trabalhadores na Indústria do Espírito Santo (FTI/ES).
Governo define membros de comissão que vai atuar na licitação do Sistema Transcol
O secretário estadual de Transportes, Fábio Ney Damasceno, oficializou na última semana a criação da comissão administrativa que vai atuar na licitação das outorgas de concessão do Sistema Transcol. O grupo será composto por membros da própria Secretaria e da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV), que hoje opera o sistema, e será presidido por um dos assessores diretos do secretário. A relação dos componentes da comissão consta da Portaria nº 002-S, publicada no Diário Oficial do Estado da última sexta-feira (10). Fazem parte do grupo, os servidores João Victor de Freitas Espindula, Fábio Ribeiro Tancredi e Ingrid Amorim de Rezende, como representantes da Setop, além de José Carlos Pereira Moreira e Maria de Fátima da Encarnação, representando a autarquia. Os trabalhos serão presididos por João Victor Espindula, que aparece nomeado como assessor técnico da pasta. De acordo com levantamento da reportagem, o presidente da comissão tem uma antiga ligação com Damasceno. Ele acompanha o secretário desde a passagem pela Secretaria de Transportes de Vitória, na gestão do ex-prefeito João Coser (PT). Espindula chegou a ocupar o cargo de chefe de equipe na pasta, além da função de assessor especial – semelhante a que ocupa no governo estadual desde março de 2011. Segundo a portaria, a competência da comissão administrativa será “adotar todos os procedimentos legais cabíveis à conclusão do certame, nos termos da Lei nº 8.666/1993 (Lei de Licitações)”. A previsão é de que o governo estadual publique o edital da concorrência na segunda quinzena deste mês. O secretário de Transportes estima que o resultado do certame seja divulgado em até três meses, porém, ele não descarta eventuais atrasos devido à possibilidade da interposição de recursos e impugnações durante a disputa. A realização da licitação faz parte de uma decisão judicial, que declarou nulo os atuais contratos de concessão pela ausência de disputa entre as empresas. Essa será a primeira concorrência desde o início do sistema, no final da década de 1980. Na sentença, o juízo da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual fixou o prazo de um ano, a partir de maio de 2012, para a finalização do certame. Os atuais contratos – mesmo declarados nulos – estão sendo mantidos por meio de liminar, que adiou o prazo de conclusão da licitação até agosto deste ano. Durante o período de licitação, as tarifas do Sistema Transcol permaneceram “congeladas” nos atuais valores – R$ 2,50 de segunda-feira a sábado, e de R$ 2,20 aos domingos. “Somente a partir da concorrência o governo vai definir o preço da tarifa já sob uma nova modelagem. A disputa vai dizer qual vai ser o valor da nova tarifa”, afirmou o governador Renato Casagrande, na última semana durante o anúncio da manutenção no preço das passagens.
Com mais de 81 mil casos, Estado registrou recorde de dengue em 2013
O ano de 2013 registrou o recorde de casos de dengue no Estado, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Foram 81.892 casos da doença em 2013, mais de três vezes que 2012, que fechou em 22.248. Para 2014, a secretaria avalia que o cenário não é animador, já que há quatro tipos virais de dengue circulando no Estado. Em 2013 foram registrados 31 óbitos em decorrência da doença, contra 11 registrados em 2012. A Sesa alerta que, passadas as enchentes de dezembro de 2013, as águas que baixaram ficam acumuladas, formando criadouros ideais para o mosquito vetor da doença, o Aedes aegypti, facilitando a proliferação da doença. No verão, período de chuva e calor, aumenta o número de casos de dengue, Uma pessoa só é contaminada com certo tipo de dengue uma vez, já que, uma vez acometidas da doença, se torna auto-imune àquele vírus. A Sesa credita o alto número de casos em 2013 à entrada, no Estado, do sorotipo 4 no final de 2012, o que deixou boa parte da população capixaba suscetível à contaminação. Os tipos 1, 2 e 3 já circulam no Estado há mais tempo, por isso, uma parcela maior da população já foi acometida da doença, tornando-se auto-imune. No entanto, o tipo 4 da doença atingiu uma pequena parcela da população, o que representa risco de novos surtos. Um dos principais fatores de proliferação da doença é a falta de eliminação dos focos do mosquito, já que mais de 70% deles estão dentro de casa e nos quintais. A orientação é que a população eleja um dia da semana para vistoriar a residência à procura de reservatórios e interromper o ciclo reprodutivo. Essa medida evita o surgimento de novos vetores, já que demoram cerca de nove dias para se desenvolverem do ovo à fase adulta. A Sesa, desde que o sorotipo 4 começou a circular na fronteira do País, intensificou as ações de prevenção e de alerta à população, diante da possibilidade de o Estado vivenciar grandes surtos e epidemias com a chegada do novo sorotipo. No início de 2013, a secretaria distribuiu 350 bombas costais compradas para reforçar o combate à dengue. Todos os 78 municípios capixabas receberam pelo menos três equipamentos. O investimento foi de R$ 290 mil. Ao longo do ano, diversas capacitações profissionais foram realizadas para reforçar o tratamento, principalmente nas unidades básicas de saúde. Só no mês de novembro, foram 43 atualizações do manejo clínico para profissionais de saúde. Antes do verão, também em novembro passado, a Sesa distribuiu farto material educativo aos municípios, para ajudar no combate. Ao todo, foram distribuídos um milhão de folhetos, 50 mil cartazes, 250 mil jogos educativos, 100 mil ímãs de geladeira, além de check lists (que são roteiros de orientação para vistoria de objetos que podem acumular água parada). Sintomas Febre, dor no corpo, dor de cabeça, prostração são manifestações da dengue. Dor abdominal intensa, sangramento, tonteira são sinais de gravidade. As pessoas que apresentarem esses sinais e sintomas devem procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima de sua casa. A hidratação é essencial para o tratamento da doença. Para reduzir o risco de agravamento do quadro clínico, a orientação é que, aos primeiros sinais da doença, seja reforçada a ingestão de líquidos, como água, água de coco, chás, sucos, sais de reidratação oral (soro oral) ajudam no processo de hidratação do corpo.
Petistas têm dificuldade em construir chapas proporcionais no Estado
Não é só na majoritária que a participação do PT no Espírito Santo é uma incógnita. O partido também terá dificuldade em construir seu palanque proporcional para a eleição deste ano. Além de motivos internos, o PT também tem obstáculos na construção das candidaturas e quem tem mandato ou cargo pode sair prejudicado. Quem também precisa da união dos partidos é o vice-governador Givaldo Vieira. Sem o apoio dos socialistas, ele pode perder a força da máquina do Estado para construir seu palanque de deputado federal. Sem a máquina, que ganha força no partido é o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Helder Salomão, que conta com o grande eleitorado de Cariacica para se eleger, além da expansão de sua base para outros municípios. Segundo reportagem do jornal A Tribuna desse sábado (11), o PT busca manter o apoio ao governador Renato Casagrande, mas os ventos de Brasília indicam o afastamento dos antigos aliados. Para os socialistas, a manutenção da aliança seria um desejo de ambos os lados. Para o deputado federal socialista Paulo Foletto, por exemplo, a união seria vantajosa. Além dele, outro nome forte do PSB é o secretário de Esportes Vandinho Leite. Isso poderia restringir o espaço do PT, admite o socialista. Mas o grupo poderia puxar um candidato a deputado federal do PT também. Além disso, a chapa estadual do PT sairia fortalecida com a movimentação, já que a do PSB é menor, ou seja, haveria compensação na estadual. Além de Helder e Givaldo, a deputada federal Iriny Lopes também disputa a federal. O subsecretário de Direitos Humanos do Estado, Perly Cipriano, não vai mais disputar a Câmara. Em seu lugar, deve se lançar o secretário de Desenvolvimento Social de Cachoeiro de Itapemirim, Professor Léo (PT). Perly vai ajudar a engrossar a chapa petista à Assembleia, que terá no páreo como novidade, Frei Honório, pároco de Nova Venécia, mas que tem se movimentado bastante nas regiões norte e noroeste. Ele pode ser uma ameaça à reeleição de Genivaldo Lievori, que é de Colatina e depende da capacidade de recuperação de capital do prefeito do município Leonardo Deptulski. As dificuldades para que os atuais deputados do PT mantenham seus cargos são para todos. Em Cariacica, Lúcia Dornellas não terá a dedicação exclusiva de Helder Salomão, que terá de buscar votos fora do município para garantir sua eleição à Câmara. Roberto Carlos também estaria perdendo espaço na Serra para outras lideranças novas do PT. Em Cachoeiro, Rodrigo Coelho depende da recuperação política do aliado, o prefeito Carlos Casteglione. Além disso, há lideranças de fora que podem acirrar o processo, como o próprio Perly. A senadora Ana Rita vai disputar e pode ser a receptora dos votos de Cláudio Vereza, que estuda não disputar a eleição este ano, após seis mandatos na Casa. O secretário de Turismo, Alexandre Passos, o presidente da CUT-ES, José Carlos Nunes, e o vereador de São Mateus, Enéias Zanelato, são outros nomes que completam a lista de petistas que estão de olho na disputa e que podem dividir os votos com a bancada atual.
Detran-ES suspende licitação milionária para contratação de eventos
O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES) suspendeu na última sexta-feira (10) a realização da licitação para a contratação de empresa especializada na organização de eventos. O edital do Pregão Eletrônico nº 001/2014 havia sido criticado pelo mercado e corria o risco de parar na Justiça. Uma das queixas era sobre um eventual direcionamento da contratação, que poderia ultrapassar a casa dos R$ 100 milhões. Isso porque, o governo optou por incluir mais de 100 serviços diferentes em um mesmo lote. No aviso publicado no Diário Oficial do Estado, a presidente da comissão da autarquia, Marília Madeira da Paixão, tornou pública a suspensão sine die (por tempo indefinido) do certame. Ela não explicou os motivos que embasaram a decisão. No entanto, fontes ligadas ao mercado revelam que as denúncias contra o edital tiveram influência na suspensão. Os empresários do setor ameaçavam judicializar o processo, no caso de rejeição aos pedidos de impugnação apresentados (três, até o momento). Antes disso, a administração interveio e suspendeu o pregão. O objetivo da licitação era o registro de preços para a contratação dos serviços de suporte, organização e realização de eventos. Além do Detran-ES, os valores seriam utilizados como referência por outros 11 órgãos do governo, entre autarquias e secretarias de Estado. Desta forma, a empresa vencedora seria responsável pelo fornecimento de todos os 112 itens, que vão desde a montagem da estrutura de tendas, locação de equipamentos, fornecimento de coquetel (coffee-break) e até serviços de hospedagem, em quase toda administração estadual. O certame foi dividido em três tipos de eventos (pequeno, médio e grande porte) no valor máximo de R$ 259 mil, todos dentro do mesmo lote. O edital previa a realização de até 127 eventos em um ano, o que dá aproximadamente R$ 10,35 milhões por cada registro de preço. Somados todos os órgãos do governo envolvidos com a possível contratação, os gastos com a licitação podem ultrapassar a casa dos R$ 100 milhões. A reportagem de Século Diário teve acesso aos três pedidos de impugnação que foram apresentados junto à comissão licitante do Detran-ES. Nos recursos contra o edital, os representantes de empresas concorrentes levantam indícios do possível direcionamento da licitação. Segundo um dos recursos, somente duas empresas locais – pertencentes a uma mesma família – seriam capaz de atender à licitação nos moldes do edital. Entre os pontos questionados, eles citam a exigência de certidões técnicas, como a obrigatoriedade de registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) e no Conselho Regional de Nutrição (CRN), bem como a previsão de cadastro no Ministério do Turismo, no caso do fornecimento de hospedagem. A licitação também proibiu a participação de consórcios, o que afastaria a reunião de pequenos prestadores de serviços em detrimento às grandes empresas do setor. Uma das empresas também questionou sobre a necessidade da realização de uma audiência pública, antes do início da contratação. Isso porque a legislação obriga a discussão prévia quando o valor licitado ultrapassa R$ 150 milhões. No entendimento dessa empresa, que figura atualmente como uma das prestadoras de serviço no governo estadual, o valor anual dessa contratação pode chegar a R$ 287 milhões, considerando eventuais aditivos ao acordo.
Iopes seleciona empresa que vai construir o novo DPM de Jardim Camburi
O Instituto de Obras Públicas do Estado (Iopes) publicou o resultado do processo de licitação para contratação de empresa para a construção da Unidade Integrada de Polícia (UIP) em Jardim Camburi, Vitória. A empresa vencedora do certame foi a Grount Serviço e Comércio Eirielli, que apresentou proposta de execução em R$ 1.160.179,08. O prazo para conclusão das obras é estimado em 240 dias a partir do início da construção da unidade. O terreno em que a unidade vai ser construída foi doado pela Prefeitura de Vitória à Associação Comunitária de Jardim Camburi (ACJAC). A UIP inclui o Destacamento de Polícia Militar (DPM) do bairro, reivindicação antiga dos moradores. Em 13 de abril, os moradores foram às ruas em manifestação cobrando mais segurança no bairro. Além disso, a unidade também deve abrigar a 4ª Companhia da Polícia Militar e de um posto da Guarda Civil Municipal. Em 13 de abril, os moradores foram às ruas em manifestação cobrando mais segurança no bairro. No final do protesto, um mostrador contava os dias em que o bairro está sem o DPM. O contador foi colocado no local em que funcionava destacamento demolido, que fica em frente à Praça da Igreja Católica, a mais tradicional e popular do bairro.
Em Terreno Minado, Humberto Trezzi mostra o homem em situações-limite
O livro Em Terreno Minado – Aventuras de um repórter brasileiro em áreas de guerra e conflito do repórter gaúcho Humberto Trezzi, revela bastidores de reportagens em áreas de risco que ele fez em quase trinta anos de profissão. No livro, o repórter especial do jornal gaúcho Zero Hora mostra, em detalhes, conflitos, rebeliões e catástrofes em diversas partes do mundo: Angola, Bolívia, Chile, Colômbia, Haiti, Líbia, México, Paraguai, Timor e também em Porto Alegre, Rio e Santa Catarina. Humberto Trezzi aprendeu a escrever reportagens em estilo literário na leitura de grandes mestres como Ernest Hemingway, Joseph Konrad e Gabriel García Márquez. No livro ele narra com maestria episódios trágicos do conturbado mundo contemporâneo: o desespero de pessoas envolvidas em guerras, rebeliões ou catástrofes, cenas ilustradas por fotos impressionantes e as vezes cruéis. Formado pela PUC-RS, Trezzi fez cursos de cobertura de risco no Brasil e na Argentina. São inúmeros os exemplos de tensão e perigo narrados no livro. Em abril de 1996, ainda inexperiente em regiões em guerra, o repórter sem saber pisa em terreno minado nos arredores do aeroporto de Kuito, em Angola. Alertado por um brasileiro da Força de Paz, ele se salvou porque voltou, devagar, sobre os mesmos passos da ida. Em março de 2011, no meio de disparos de artilharia na Líbia, o repórter sente “um arrepio, mas um misto de curiosidade, orgulho e fascínio mórbido” que o faz seguir em frente. No interior da Bolívia, em setembro de 2008, Trezzi e um fotógrafo vivem momentos de tensão e medo: são considerados americanos por índios revoltados, e comunistas por jovens militantes direitistas – nos dois casos, situação de alto risco. Em outubro de 2009, Trezzi faz uma longa reportagem, segundo ele “um teste para os nervos”, sobre mafiosos mexicanos em Ciudad Juárez, onde na primeira noite na cidade houve 17 assassinatos. Trechos dessa e de outras reportagens antológicas estão transcritas no livro. O jornalista nos leva também a um terremoto no Chile, a combates de militares e guerrilheiros na Colômbia, à guerra civil no Haiti, ao sofrido Timor, e ainda ao Paraguai, em reportagens sobre caçadores de veículos brasileiros roubados, aos perigosíssimos meandros do tráfico de drogas no Rio e em Porto Alegre, e à inundação de 2008 em Santa Catarina. Serviço Em Terreno Minado Humberto Trezzi Editora Geração 344 páginas R$ 39,90 em média