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Século Diário

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Estado inicia obras de manutenção de escolas em 2014

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 A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) esta realizando um planejamento para a definição de quais escolas da rede que devem passar por obras de manutenção ainda neste ano. A previsão de investimento nas intervenções é de mais de R$ 63 milhões.  As manutenções têm objetivo de atender às demandas das unidades, adequando-as às necessidades dos alunos e servidores e tornando os espaços mais modernos, seguros e confortáveis.   As obras são caracterizadas como de menor intervenção estrutural, como trocas de telhado, pintura, substituição de piso, reforma nos banheiros, muro, reparos nas redes elétrica e hidrossanitária, conforme a necessidade de cada escola.   Atualmente, a Sedu conta com 89 obras em andamento em todas as regiões, incluindo assentamentos, com um investimento que supera R$ 181 milhões. O Estado também é parceiro dos municípios, atuando junto com as prefeituras para realizar intervenções em escolas da rede municipal. O resultado dessa parceria pode ser constatado nos números: atualmente, 21 convênios estão sendo realizados. O investimento da Sedu nesta área é de R$ 25.759.532,21.   De 2011 até o final de 2013, o governo do Estado já concluiu 250 obras de reforma, construção, reconstrução e manutenção de escolas da rede estadual de ensino e de setores administrativos, totalizando R$ 203.585.794,41. Destas intervenções, 94 foram entregues somente no ano passado.

06/01/2014 / 0 Comments
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Proposta pretende isentar bicicletas do pagamento de ICMS no Estado

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O deputado estadual Marcelo Santos (PMDB), que também é presidente da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa, vai apresentar projeto de lei que isenta as bicicletas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O imposto que incide sobre as bicicletas chega a 40,5% do preço final do produto. A matéria é vista pelo parlamentar como um estímulo para que o cidadão adquira e faça uso da bicicleta no Estado.    De acordo com o estudo feito pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), a carga tributária das bicicletas é maior do que a de automóveis, que gira em torno de 32% no preço final dos carros.    Para o deputado, não adianta reformar rodovias, construir mais ruas, pontes e viadutos, se ainda se dá mais incentivo ao uso de carros. Ele acrescenta que incentivar o uso da bicicleta, além de melhorar a mobilidade, é ecologicamente correto e mais saudável.   A medida do deputado vem exatamente ao encontro da nova realidade da Grande Vitória onde investimentos foram anunciados pelo governo do Estado, no final do ano passado, para tentar amenizar o caos no trânsito. Atualmente Vitória, Serra e Vila Velha contam com 96,1 quilômetros de ciclovias. Em Cariacica existem 12 km de ciclovia, na orla da Avenida Vale do Rio Doce, na região de Porto de Santana, na rodovia Leste-Oeste e na rodovia Alice Coutinho.   O fato de a mercadoria ou do serviço ser emitido por uma nota fiscal de entrada ou saída de materiais, ou uma nota fiscal de serviços, você já está pagando o ICMS, de uma forma indireta, embutido no preço dos produtos.    Conhecido como “Lei Kandir”, esse imposto incide sobre utilidades domésticas, eletrodomésticos, circulação de produtos como gêneros alimentícios, sobre serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, entre outros. Por exemplo, se uma bicicleta tiver o valor de R$ 300, já incluído o valor do ICMS, sendo que no Espírito Santo a alíquota é de 17% (segundo dados atualizados da Secretaria de Estado da Fazenda [Sefaz]), seria um desconto no valor de R$ 51, ou seja, sem tirar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o valor real da mercadoria seria R$ 249, fora outros custos. Nessas mesmas condições, se o preço for de R$ 1.000, o desconto será maior, de R$ 170, com a bicicleta saindo por R$ 830.   

06/01/2014 / 0 Comments
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Auditoria vai definir novo preço de pedágio na Terceira Ponte

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Principal alvo das manifestações populares de junho e julho do ano passado, o pedágio da Terceira Ponte deve seguir com a mesma tarifa reduzida em 2014. A declaração é do governador Renato Casagrande, que descartou o aumento da tarifa neste ano. Em entrevista concedida à Rádio CBN Vitória nesta segunda-feira (6), o socialista afirmou que o novo valor depende da conclusão da auditoria no contrato de concessão do Sistema Rodosol pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Segundo o acordo entre o Estado e a Concessionária Rodovia do Sol SA (Rodosol), a tarifa da ponte deveria ser ajustada – no caso, reajustada – no primeiro dia do ano, porém, o atual valor do pedágio (que caiu de R$ 1,80 para R$ 0,80), fixado pela Justiça, deverá ser mantido. A justificativa é de que a decisão do juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual prevê a manutenção da tarifa até o fim da auditoria. No entanto, os meios políticos não descartam que também existe o componente eleitoral, já que o pedágio tem grande apelo junto à população. Em suas declarações, o governador despistou sobre uma possível mudança de rumos na concessão, que também inclui o pedágio da Rodovia do Sol (ES-060), entre os municípios de Vila Velha e Guarapari – trecho de grande circulação durante o período de verão e que não teve modificação na tarifa. Casagrande ressaltou a importância de se aguardar o resultado da auditoria conduzida pelo conselheiro Sebastião Carlos Ranna, que substitui Domingos Augusto Taufner, impedido de atuar em função da posse no cargo de presidente da corte. Essa não será a primeira vez que Carlos Ranna apura a legalidade do contrato de concessão do Sistema Rodosol. Em 2007, o então chefe da Auditoria Geral do Estado (hoje Secretaria estadual de Controle e Transparência) considerou que o acordo era legal. O mesmo posicionamento foi adotado pela 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) no exame de uma ação popular movida pelo ex-prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB). Nos bastidores, existe o indicativo de que a nova auditoria do TCE deve confirmar a legalidade do acordo firmado no ano de 1998. Com isso, a concessionária poderia acionar a Justiça para “cobrar” o reequilíbrio financeiro do acordo por conta do período de tarifa reduzida. Juristas consultados pela reportagem não descartam a até mesmo possibilidade de extensão da concessão, inicialmente fixado em 25 anos (válido até dezembro de 2023).

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Nilton Baiano retorna à Assembleia pela terceira vez nesta legislatura

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O deputado Nilton Baiano (PP) tomou posse na Assembleia Legislativa na manhã desta segunda-feira (6). Em dezembro deste ano, ele teve o recurso reconhecido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que suspendeu os efeitos de uma sentença condenatória de junho de 2012, até que o processo seja julgado em definitivo. Esta é a terceira vez que o parlamentar retorna a Assembleia nesta legislatura.   Nilton entrou na lista de eleitos em 2010, mas perdeu a vaga devido a uma recontagem de votos da coligação, com a reconsideração dos votos do ex-deputado Luiz Carlos Moreira (PMDB). Na ocasião, Nilton Baiano perdeu a vaga para a deputada Solange Lube (PMDB).    Pouco depois, com a licença do deputado Vandinho Leite (PR) para assumir o cargo de secretário de Esportes do Estado, Nilton Baiano tomou posse como suplente da coligação. Ele assumiu a cadeira até junho de 2012, mas perdeu o mandato porque teria perdido o prazo para o recurso da sentença da 4ª Vara Federal Cível, que previa a perda do mandato e a suspensão dos seus direitos políticos.    Nilton Baiano entrou com recurso na Justiça Federal, no Rio de Janeiro, que considerou que o deputado terá seus direitos devolvidos até que o assunto seja encerrado na Justiça.  Por isso, Nilton Baiano retorna ao mandato no lugar de Cacau Lorenzoni (PP).    Ao tomar posse, na presidência da Casa, na manhã desta segunda, o deputado foi acompanhado pelo ex-deputado federal, Marcus Vicente, presidente estadual do PP; o ex-vereador de Vitória Luiz Buaiz, além de deputados estaduais e vereadores. De volta à Assembleia, a prioridade de Nilton Baiano é retomar a discussão sobre a reabertura dos supermercados aos domingos. Uma pesquisa recente apontou que 90% dos capixabas têm interesse que os supermercados funcionem aos domingos. Ele também destacou que seu mandato terá foco na saúde e na segurança pública.    O retorno de Nilton Baiano será curto. Em abril, quando termina o prazo de desincompatibilização para os candidatos na eleição de 2014, Vandinho, que vai disputar a vaga de deputado federal, deverá retornar a Assembleia, provocando nova mudança no plenário. 

06/01/2014 / 0 Comments
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União de forças é para dar sustentação ao governo, afirma Casagrande

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O diálogo com lideranças políticas como o ex-governador Paulo Hartung e o senador Ricardo Ferraço, ambos do PMDB, não deve ser interpretada, necessariamente, como uma reaproximação política, já que não houve o afastamento. Esta foi a avaliação do governador Renato Casagrande sobre a leitura dos meios políticos de que estaria havendo uma reconstrução da unanimidade que o elegeu em 2010 e sustentou o governo de seu antecessor de 2002 até sua posse.    Em entrevista à Rádio CBN-Vitória, na manhã desta segunda-feira (6), Casagrande afirmou que  manutenção do diálogo com outros atores do cenário político do Estado, neste momento, não significa que haverá uma composição política para a eleição e que a busca de união é de sustentação ao governo em um momento de reconstrução do Estado devido à tragédia causada pela chuva.    Sobre a aparição de Hartung na reunião para definir ações de mitigação dos efeitos da chuva, no último dia 27 de dezembro, que foi vista como uma reaproximação entre os dois, o governador disse não crer que haja reaproximação, pois sempre houve diálogo. “Sempre conversei com Ricardo e com o Hartung. Isso não significa que estaremos juntos no processo eleitoral”, afirmou.    O governador criticou mais uma vez a antecipação do debate eleitoral, que começou após a disputa de 2012. “Começamos 2013 discutindo eleição. Os partidos se equivocaram antecipando o debate eleitoral”, afirmou o governador, reforçando que seu objetivo é manter a base não para o processo eleitoral, mas para governar.    “Consegui terminar o ano de 2013 convencendo as pessoas de que não era a hora de discutir eleição”, afirmou. Casagrande lembrou que, independentemente da manifestação de algumas lideranças, o PMDB o apoiou na Assembleia Legislativa, assim como alguns membros do PR, partido do senador Magno Malta, que mantém o suspense sobre sua candidatura ao governo do Estado.   Diante do cenário de destruição causado pela chuva, o governador afirmou que o ano de 2014 começa com uma tragédia no Estado e que, neste momento, vai se concentrar na reconstrução do Estado. “Só falarei de eleição a partir de maio. Independentemente do processo eleitoral, vou precisar que os partidos me ajudem a governar. Estive com todas as lideranças e vou tentar manter todos unificados em torno do governo do Estado, para sustentar o governo do Estado”, disse. 

06/01/2014 / 0 Comments
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DER-ES homologa contratação de nova empresa de radares em vias estaduais

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A diretora-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES), Tereza Maria Sepulcri Netto Casotti, homologou, nesta segunda-feira (6), a licitação de um dos dois lotes da Concorrência Pública nº 34/2012, que visa a contratação dos serviços de fiscalização eletrônica em vias estaduais. O consórcio paranaense Velsis x Suprema apresentou o valor anual de R$ 9,17 milhões para a instalação, operação e manutenção de até 224 radares em rodovias estaduais. A partir da confirmação dos procedimentos da disputa, a autarquia poderá formalizar a assinatura do contrato com o consórcio, que vai substituir a empresa Perkons SA – também paranaense – que presta este tipo de serviço há mais de uma década no Estado. Resta ainda a definição sobre a empresa que prestará os serviços nos corredores metropolitanos da Grande Vitória. O certame para a contratação dos serviços de radares no Espírito Santo foi dividido em dois lotes: o primeiro tem como objeto a fiscalização eletrônica em trechos nos corredores metropolitanos da Grande Vitória, enquanto o segundo prevê a operação dos radares em rodovias estaduais. Apesar da divulgação dos vencedores nas duas categorias, que apresentaram os menores preços, o resultado do lote 1, vencido pela empresa paulista Splice Indústria, Comércio e Serviços Ltda, está sendo alvo de recursos. No primeiro lote, a melhor proposta econômica foi de R$ 12,13 milhões, enquanto o consórcio paranaense apresentou o valor de R$ 9,17 milhões para o lote 2. Esses valores representam uma economia de quase um terço no valor máximo para a licitação (R$ 32,28 milhões). Ao todo, o edital estipula a instalação de até 449 equipamentos de fiscalização – 225 no lote 1 e 224 no outro –, de vários tipos, desde os radares fixos (pardais), controladores de velocidade (postes) e até equipamentos estáticos (que podem ser deslocados de um trecho para outro na via). A licitação foi aberta em julho deste ano e chegou a ser suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) após suspeitas de irregularidades. Em virtude da continuidade da licitação, a direção do DER-ES prorrogou a contratação da Perkons, que também participou da atual licitação. A empresa é responsável pelos serviços de fiscalização no Estado desde o ano de 2000. Somente no mais recente contrato, assinado em 2007, ela recebeu cerca de R$ 44 milhões, de acordo com o último aditivo (décimo) assinado em setembro de 2012.

06/01/2014 / 0 Comments
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Governador faz balanço positivo da segurança pública no Estado em 2013

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O governador Renato Casagrande foi entrevistado na manhã desta segunda-feira (6) na Rádio CBN-Vitória e fez uma retrospectiva das ações do governo em 2013. A segurança pública, tema sensível, principalmente por conta da alta taxa de homicídios do Estado, também foi parte dos questionamentos.    Casagrande lembrou que o Estado está no quarto ano consecutivo de redução no número de homicídios. Embora 2009 tenha sido um ano de pico atípico nas mortes violentas – foram 2.034 assassinatos no Estado – ainda está sendo usado como referência para a queda de homicídios. Ainda assim, desde aquele ano, há registros pontuais de queda, no entanto, não significativas.    O Estado fechou 2013 com 1.565 homicídios, o que corresponde a taxa de 44 mortes violentas por grupo de 100 mil habitantes, usando dados do censo populacional de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2012 a taxa ficou três pontos acima da registrada em 2013, 47 mortes por 100 mil.   O governador ressaltou que o número de homicídios ainda é muito alto no Estado, mas está avançando no combate. Ele afirmou que a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) precisa trabalhar de maneira articulada com o Judiciário, com a Defensoria Pública e com outras secretarias neste combate.    Casagrande salientou também que os homicídios no Estado ocorrem em grande volume por conta da intolerância e da cultura da violência, que são fatores difíceis de combater.    Embora tenha dito que todas as secretarias de Estado precisam desenvolver projetos na área social voltados para o Estado Presente, o governador não pontuou o diálogo com a sociedade para a construção de políticas afirmativas de combate à violência, pauta defendida largamente por movimentos sociais do Estado.    Efetivo    Renato Casagrande destacou que o efetivo policial no Estado vai ser reforçado em 2014. No fim de 2013, foram formados 1.034 policiais militares e existe concurso aberto para 2,1 mil outras vagas.    Ainda em janeiro, o governador disse que pretende homologar o concurso da Polícia Civil, chamando aprovados em concursos para os cargos de delegado de polícia, escrivão e perito. Além disso, nos próximos meses mais de mil câmeras de videomonitoramento vão ser instaladas em todo o Estado.  

06/01/2014 / 0 Comments
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Bizzotto suspende cronograma de implantação de processo eletrônico

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O novo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Sérgio Bizzotto Pessoa de Mendonça, suspendeu, nesta segunda-feira (6) o cronograma de implantação do processo eletrônico (e-JUD2) na corte. O magistrado justificou a medida por conta da elaboração do planejamento estratégico da nova gestão. Também foram suspensos os procedimentos para a tramitação em regime de plantão dos processos eletrônicos. As medidas constam do Ato Normativo nº 03/2014, publicado no Diário da Justiça. O cronograma de implantação do e-JUD2 havia sido divulgado no início de dezembro durante ainda a gestão do antecessor, desembargador Pedro Valls Feu Rosa. O ato previa a adoção gradual do processo eletrônico em varas dos juízos da Grande Vitória e do interior do Estado ao longo de 2014. As primeiras unidades que seriam digitalizadas no ano eram as cíveis de Vila Velha, Serra, Vitória e Viana, a partir dos meses de janeiro e fevereiro. Também estavam previstos para os meses de março e maio o início da digitalização dos processos nas varas cíveis e da fazenda pública dos juízos da Grande Vitória, e das comarcas de Aracruz, Barra de São Francisco, Cachoeiro de Itapemirim, Guarapari, Itapemirim, Linhares, Marataízes, Nova Venécia e São Mateus. As varas de Infância e Juventude dessas comarcas seriam as próximas a serem digitalizados até o início de setembro, de acordo com o ato suspenso. Até o final do ano, o Tribunal de Justiça pretendia iniciar a implantação do processo eletrônico em todas as comarcas com varas únicas (antiga Primeira Entrância) e da Corregedoria-Geral de Justiça. Mesmo com a suspensão da implantação do e-JUD2, o tribunal capixaba já iniciou a digitalização de processos em algumas varas. Além das varas que contam agora com a tramitação exclusivamente, caso da Vara de Falência da Capital, os processos de outras unidades estão sendo digitalizados e devem em breve extinguir o recebimento de petições em papel, como a 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual de Vitória. A digitalização dos processos judiciais é regulamentada pela Resolução nº 185, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obriga a todas as ações a tramitaram exclusivamente por meio eletrônico, a partir do ano de 2018. De acordo com dados do órgão de controle, tramitam mais de um milhão de ações dentro do Processo Judicial eletrônico (PJe), desenvolvido pelo Conselho em parceria com os tribunais.

06/01/2014 / 0 Comments
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Muqui será mais uma vez o pano de fundo para uma história ficcional

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Com o maior patrimônio histórico do Espírito Santo, Muqui já é conhecida como a “cidade-cenário” e é o destino de muitos cineastas que querem aproveitar suas belezas. Desta vez, a pequena cidade no sul do estado vai servir de refúgio para um fotógrafo solitário, que busca em Muqui, onde passou a infância, fragmentos de seu passado.    Esse é o enredo de O Pássaro de Papel, cujas filmagens se iniciam nesta segunda-feira (6). O curta envolve produtores e atores da própria cidade, incluindo o seu diretor, Léo Alves, muquiense que já é conhecido por organizar o Festival de TV e Cinema (Fecim), anual desde 2012 em Muqui.    “Escolhi Muqui como pano de fundo para a história por entendê-la como um cenário vivo para o cinema. É também um cenário muito enriquecedor e também dinâmico, já que a cidade consegue crescer e evoluir em meio a um pano de fundo secular”, explica Léo. Além de passear por diversos casarões e outras construções históricas do lugar, o personagem do curta também irá fotografar alguns moradores da cidade.   Léo conta que não foi difícil encontrar personagens “cinematográficos” em Muqui, pois a cidade já é, em essência, um filme. Junto com a atriz e produtora cultural Cláudia Puget, o diretor fez uma seleção baseada em pessoas que pudessem contribuir de maneira orgânica com o filme. “Pássaro de Papel tem um ‘quê’ de documentário, além de mostrar os casarios históricos, também mostra os jeitos e trejeitos particulares das pessoas que aqui vivem”, diz.   O curta-metragem também conta com dois atores do Rio de Janeiro. O fotografo principal, Jaime, será interpretado por Ulysses Ferraz, e o outro ator é Reiner Tenente, que interpretará o Túlio, filho de Jaime.      Pássaro de papel traz uma temática voltada para a fotografia, o personagem tenta descrever o mundo em que vive por meio dessa arte, mas é impossível captar a realidade em sua integridade.  Os personagem que ele fotografa são “tele transportados” para outro local, eles vão para a sua memória. Dentro deste contexto, o filme também aborda as relações familiares já que as cenas proporcionam muitos encontros e desencontros entre pais e filhos.   “No filme, a utilização desta metáfora acerca de um possível universo paralelo, uma fantasia na fotografia, revela a sobreposição entre realidade e passado, criando múltiplas interpretações. A pergunta que fazemos é: Seria possível guardar as memórias em pixéis? Seria a câmera uma pequena caixa de recordações?”, questiona Léo.   Esta não é a primeira produção audiovisual do produtor cultural Léo Alves. Em 2012, ele realizou o O Palhaço Menino: histórias de quem, desde pequeno sonha e vive as Folias de Reis, um documentário em média metragem que gravei no Espírito Santo, em Minas Gerais e em Portugal falando da origem das Folias de Reis e de sua sobrevivência na cidade de Muqui, que possui o maior e mais antigo encontro de Folias de Reis do Brasil. Depois deste documentário, ele também realizou algumas séries de Web TV, como a Dentro e fora de Casa, gravada no Estado e também em cidades como Lisboa e Paris, na Europa.    Além de premiado na Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo via edital, o roteiro de Pássaro de Papel também foi o vencedor do 15º Concurso de Roteiros do Vitória Cine Vídeo. A produção realizará as filmagens na cidade de Muqui até o dia 12 de janeiro.

06/01/2014 / 0 Comments
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Mesmo sem apelo eleitoral, chuva pode ajudar palanque de Casagrande

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Nerter Samora e Renata Oliveira O governador Renato Casagrande nunca esteve tanto na mídia capixaba quanto agora. Evidentemente, ninguém quer capitalizar com a desgraça alheia, mas o processo de reconstrução do Estado depois da chuva vai garantir uma visibilidade importante para a reeleição do socialista. Nerter – Não me lembro de o governador Renato Casagrande aparecer tanto na mídia capixaba assim desde sua eleição em 2010. Com essa mudança editorial, principalmente dos telejornais do Estado, os veículos deixaram a política de lado e com isso as lideranças perderam visibilidade. Depois da chuva que arrasou muitos municípios no Estado, o governador ganhou um espaço na mídia muito grande. É claro que isso não foi premeditado, não há que se falar em campanha antecipada ou adesão da imprensa corporativa ao palanque do governador. Não é isso. Mas que isso vai trazer vantagens eleitorais, vai. Renata – Pois é. Isso tem de ficar bem claro. Casagrande não está se aproveitando da tragédia para se promover. Muito pelo contrário, o tempo todo o governador fala na terceira pessoa do plural, convoca os secretários, os aliados e até os adversários em potencial para discutir ações de recuperação do Estado. Mas assim como ele e a presidente Dilma Rousseff foram os principais alvos nos protestos do ano passado, porque estavam à frente do governo, ele também acaba se beneficiando por estar fazendo o papel que lhe cabe, o de governador. A classe política já entendeu a importância que isso tem. Todo mundo, mas todo mundo mesmo, está ao lado de Casagrande nesse projeto. Nerter – É só lembrar aquela reunião simbólica na última sexta-feira do ano no Palácio Anchieta. O que mais chamou a atenção foi a presença do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) sentado ao lado de Casagrande para definir as estratégias a serem tomadas para mitigar os efeitos da chuva. Mas na mesma mesa, dando opiniões sobre o que fazer também estavam os senadores Ricardo Ferraço (PMDB) e Magno Malta (PR). Isso não significa, naturalmente, que todos estarão juntos na eleição, mas mostra que o governador tem capacidade de agregar forças em um momento de crise. Isso para os meios políticos é muito importante. E o coloca na posição de grande líder político do Estado. Renata – É, mas essa discussão sobre a liderança do processo ainda é complicada. O grupo do Hartung, quando estava com a bola cheia com o PT nacional, disparou contra a unanimidade, dizendo que não cabia mais esse projeto da unanimidade, mas diante da evidente dificuldade em superar facilmente Casagrande, o discurso mudou. O governador se fortaleceu politicamente com os partidos, tanto que não houve o esperado esvaziamento de sua base como alguns pensaram que aconteceria. Os prefeitos também estão fechados com ele, sem falar que o cofre do Estado está cheio e permitiu que Casagrande anunciasse um pacote de ajuda de mais de meio bilhão de reais para socorrer os 54 municípios mais atingidos pelas chuvas. O governador e seu antecessor já vinham mantendo o diálogo ultimamente, a necessidade de reconstrução do Estado depois da chuva, serviu para que Hartung saísse pela tangente e se alinhasse a Casagrande para garantir o espaço que lhe resta: o Senado. Nerter – Mas, é claro, que uma movimentação nesses termos pode não ser uma saída tão honrosa para quem tem uma vitrine política para defender e por isso mesmo, ele manda seus recados, tentando mostrar que quem dá as cartas nesse jogo é ele. Mas não é bem assim, a classe política não vê mais Hartung como essa grande ameaça, como esse grande jogador que mexe nas peças do tabuleiro como bem entende. O cenário não é mais de “sim, senhor” para ele. Agora, essa união, se acontecer, pode ser um prato feito para que o senador Magno Malta se apresente como o candidato de oposição. Ele disputando o governo e Hartung o Senado não é jogo que Malta esperava para 2014, queria enfrentar Hartung de frente, mesmo assim o palanque Casagrande-Hartung representa o que o senador chama de condomínio da elite econômica do Estado, então, ele fica livre para bater do jeito que entende. A grande dúvida é se ele vai topar mesmo ir para a disputa, não é? Renata – É. Há quem diga que Malta não tem outro caminho senão disputar. Mas eu ainda não estou certa disso. Ele tem um partido em reconstrução nas mãos e está isolado. Acho que nesse caso tudo pode depender de outra figura política, o ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal. Se ele levar o PDT para o palanque do amigo Magno Malta pode garantir a entrada do senador na disputa. Mas sozinho, não sei se ele encara. Não podemos esquecer do PT. Dependendo das acomodações que sejam definidas por aqui, a nacional do partido, sem poder costurar a candidatura de Hartung – caso ele troque a disputa ao governo pelo Senado – não é descartada a hipótese de o PT se unir com Malta, que sempre se apresentou como cabo eleitoral de Dilma no Estado. Nerter – Voltando a Casagrande, ele tem uma grande vantagem nesse cenário. Além de ter entendido o momento crítico, não ter se omitido e ter um bom colchão para ajudar os municípios afetados pela chuva, a emergência das atividades vai livrá-lo da legislação eleitoral. É que há uma série de restrições para os ocupantes de cargos executivos que disputam eleição como contratação sem licitação, publicidade de ações do governo, concessão de benefícios, entrega de bens, de obras. Ações que dão visibilidade e que neste momento se farão necessárias pela urgência da situação. Renata – Mesmo assim o governador deve ter cuidado. Ele agiu bem até aqui, tal qual Obama, que na reta final da disputa pela reeleição em 2012, deixou a campanha de lado para dar apoio às vítimas da supertempestade Sandy, que devastou a Costa Leste dos Estados Unidos, enquanto seu adversário, o republicano Mitt Romney retomava a campanha presidencial. O cumprimento do papel de chefe do Executivo pode trazer muita visibilidade para governador, mas é preciso

05/01/2014 / 0 Comments
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