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Prefeitos enfrentaram problemas políticos e de gestão em 2013

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No primeiro ano de governo, os prefeitos da Grande Vitória enfrentaram problemas políticos e de gestão. O primeiro trimestre foi marcado por muito chororô por causa das dívidas deixadas por antecessores, mas a maioria se ergueu após os cem dias de governo. Eleitos com o sentimento de mudança, os prefeitos de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), e de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), terminam 2014 desgastados politicamente, em função de equívocos cometidos na administração ao longo deste ano. Rodney Miranda (DEM) chegou à prefeitura prometendo fazer um choque de gestão. Inicialmente, o prefeito do DEM promoveu a demissão, em massa, de comissionados. Mas alguns dias depois passou a readmitir aliados de vereadores, o que acabou trazendo o primeiro desgaste político. Durante o primeiro ano de mandato, o distanciamento do prefeito da população e a queda de qualidade no atendimento à saúde pesaram negativamente para Rodney. Novo desgaste político veio com a greve dos professores no município, uma das primeiras categorias a declarar apoio à campanha de Rodney em 2012. O principal golpe na imagem do prefeito, porém, aconteceu com a viagem aos Estados Unidos em meio às fortes chuvas que atingiram o município às vésperas do Natal, seguido de uma série de ações equivocadas para a drenagem das ruas inundadas do município. Em Cariacica, o problema político se repetiu. Juninho, ao longo de seu primeiro ano de mandato, perdeu nove secretários. Alguns, como o secretário de Educação, Saulo Andreon, deixaram a administração disparando contra a falta de controle político-administrativo do prefeito. A instabilidade política gerada no município desde a posse de Juninho projeta um restante de mandato complicado para o prefeito do PPS. A popularidade o mantém ainda fortalecido, mas deve acabar ajudando na campanha de deputado federal do ex-prefeito Helder Salomão (PT) e se não houver uma mudança de postura, o prefeito terá muita dificuldade em conseguir a reeleição em 2016. Em Viana, os problemas políticos tiveram um efeito diferente. Em vez de enfraquecer o prefeito, acabaram fortalecendo sua imagem. Os vereadores é que saíram desgastados depois de reprovar projetos da prefeitura de repasse de recursos para saúde e educação. Com a maioria da Câmara de Viana eleita em um palanque contrário ao do prefeito Gilson Daniel (PV), o viés político da decisão da Câmara ficou evidente e o desgaste com os vereadores. Na Serra, o prefeito Audifax Barcelos (PSB) venceu a eleição sem problemas contra o antecessor Sérgio Vidigal (PDT), mas tem encontrado muita dificuldade em fazer sua gestão decolar. Passado um ano desde a posse, o prefeito ainda reclama do rombo deixado pelo antecessor. O discurso que só é tolerado pela população nos primeiros cem dias, deve ser abandonado em 2014 ou o socialista poderá ter problemas futuros. Quem acabou se saindo melhor neste primeiro ano foi o prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS). Ele não criou celeumas com seu antecessor e não fez promessas faraônicas, o que permitiu não criar grandes expectativas no eleitorado. Ele teve algumas dificuldades de diálogo com um movimentos organizados, como ciclistas, frequentadores da orla de Camburi e outros, mas, no geral, não sofreu desgastes com os eleitores e nem com a Câmara de Vereadores, já que mantém maioria na Casa.

01/01/2014 / 0 Comments
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Palanque da unanimidade pode forçar PPS a se manter neutro nas eleições de 2014

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Ganhou força nos meios políticos a aproximação entre o governador Renato Casagrande e o seu antecessor, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), principalmente depois da reunião do Conselho de Desenvolvimento Social do Estado do Espírito Santo (Codes), na última sexta-feira (27). A unanimidade palaciana pode provocar a neutralidade de alguns aliados do governador, caso do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS). A ideia de reeditar a unanimidade que deram os dois mandatos a Hartung e elegeu Casagrande já vinha sendo observada, mas o encontro dos dois fortaleceu a movimentação.  Mas para os observadores será muito difícil fazer com que Hartung e Luciano Rezende dividam o mesmo palanque eleitoral. Antigos aliados, o prefeito e o ex-governador têm relação estremecida desde a eleição do ano passado. No final de novembro, o PPS regional, depois de reeleger Luciano Rezende para a presidência estadual, aprovou o indicativo de apoio à candidatura de Eduardo Campos, correligionário de Casagrande à presidência da República. Posição abonada pela nacional no início deste ano. Esse posicionamento coloca Luciano Rezende como um dos principais apoiadores do palanque de Renato Casagrande no Estado e garante o espaço político do presidenciável socialista em terras capixabas. Mas com a aproximação de Casagrande e Hartung, o prefeito de Vitória deve ficar neutro na disputa. Para os meios políticos, essa movimentação pode não ser a mais acertada do governador, já que Rezende é prefeito da Capital e tem prestígio político em crescimento. Já Hartung, que apoiou o palanque derrotado de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), em 2012, tem sofrido queda de capital eleitoral na Capital desde que deixou o governo. Ao se unir a Hartung, Casagrande também pode perder o apoio do PT, já que a nacional do partido quer um espaço para a candidatura da presidente Dilma Rousseff em um palanque fora do grupo de Casagrande. Além disso, o partido tem interesse na disputa ao Senado e com a unanimidade retomada, o espaço seria reservado a Hartung e não ao PT.

01/01/2014 / 0 Comments
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ONU declara 2014 Ano Internacional da Agricultura Familiar

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Ainda em 2012, após quase quatro anos de campanha, a agricultura familiar foi eleita pelos 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) como o tema para o ano de 2014. Assim, este ano que começa nesta quarta-feira (1) já é o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF).   A atividade, que caminha lado a lado com a preservação e o respeito ao meio ambiente, produz mais de 70% dos alimentos consumidos pela população e já é prioridade da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), órgão que está à frente da campanha pelo ano dedicado à modalidade.   Segundo o site da FAO, o objetivo do AIAF é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado. Também pretende-se que o foco da atenção mundial esteja na erradicação da fome e pobreza, provisão de segurança alimentar e nutricional, melhora dos meios de subsistência, gestão dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais.   Ainda segundo a FAO, a agricultura familiar e de pequena escala estão intimamente vinculadas à segurança alimentar mundial; preservam os alimentos tradicionais e contribuem para uma alimentação balanceada, para a proteção da agrobiodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais; além de representar uma oportunidade para impulsionar as economias locais, especialmente quando combinada com políticas específicas destinadas a promover a proteção social e o bem-estar das comunidades.    A FAO elege, nacionalmente, uma série de fatores fundamentais para o bom desenvolvimento da agricultura familiar, tais como as condições agroecológicas e as características territoriais; ambiente político; acesso aos mercados; o acesso à terra e aos recursos naturais; acesso à tecnologia e serviços de extensão; o acesso ao financiamento; condições demográficas, econômicas e socioculturais; e disponibilidade de educação especializada.   A agricultura camponesa também foi apontada, em setembro deste ano, como uma das principais atividades geradoras de novas fontes de trabalho no resumo executivo do relatório “Perspectivas da Agricultura e do Desenvolvimento Rural nas Américas 2014: uma visão para a América Latina e Caribe”.   No Brasil, chega a 77% o percentual de empregos proporcionados por tal atividade agrícola. A agricultura familiar emprega muito mais pessoas do que o agronegócio, além de manter a saúde de seus trabalhadores, por não fazer uso de agrotóxicos; e de contribuir para a preservação ambiental sem deixar de produzir alimentos, já que opta por cultivos variados e métodos naturais para a manutenção da produção. Mesmo assim, os camponeses sentem falta de políticas de incentivo ao setor, o que é justamente o oposto do que se encontra no agronegócio. Apesar de a atividade ser focada nas exportações e ter como prioridade o lucro, e não a qualidade alimentar da população, os incentivos governamentais são muito maiores.    João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), apontou que, apesar das conquistas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA); o  Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera); e o Programa Terra Forte, resultados da luta dos movimentos sociais do campo, os investimentos em agricultura familiar ainda são desproporcionais se comparados aos do agronegócio. Segundo o militante, o Plano Safra 2013/2014 da Agricultura Familiar representa pouco mais de 20% do que é destinado ao agronegócio.   Durante a Jornada Nacional pela Soberania Alimentar, realizada em outubro pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), a instância estadual deste movimento no Espírito Santo entregou ao secretário estadual de Agricultura, Ênio Bergoli, um documento com as reivindicações mais urgentes de camponeses de todo o Estado.    Entre as reivindicações levantadas pelos pequenos agricultores estão a ampliação do crédito de recurso não retornável para implantação de agroindústrias, por meio do Infraestrutura Produtiva, para grupos de, pelo menos, cinco famílias camponesas, que se enquadrem nos requisitos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Dentro desse investimento, o MPA também reivindica que sejam conveniadas as cooperativas movidas pela agricultura familiar e que essas recebam valores de até R$ 1 milhão para aplicação nas agroindústrias.   Os militantes também exigiam que fosse feita a reforma agrária nos cerca de 500 mil hectares de terras devolutas existentes no Estado, além de se expressarem contra a taxação do uso da água (hoje, o que se paga nos impostos ao governo é o uso da estrutura).   Desde 1991, o governo não destina novas terras à reforma agrária, abandono que descontenta uma série de militantes do campo. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e o MPA criticam os investimentos feitos em programas destinados ao campo, que somente beneficiam grandes propriedades destinadas à exportação e que, logicamente, fazem uso contínuo de agrotóxicos, visando ao lucro, não a qualidade alimentar. Para os militantes, é claro saber de que lado – da agricultura familiar ou do agronegócio – o governo está. As lavouras de eucalipto e de cana de açúcar são apontadas, em território capixaba, como as principais vilãs da reforma agrária.

01/01/2014 / 0 Comments
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Adeus 2013!

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Os chamados anos pré-eleitorais, aqueles que antecedem eleições, são considerados anos mornos, sem a efervescência da disputa de rua. Mas 2013 vai  entrar para a história política do Espírito Santo, justamente por ter apresentado muitas movimentações que vão ecoar no processo eleitoral do ano que vem. O ano começou com a posse dos novos prefeitos eleitos em 2012. Trazidos pelo clamor de mudança, encontraram prefeituras devastadas, com dívidas, equipamentos que não serviam nem para sucata e perda de receita e recursos federais, anunciando um 2013 difícil para os municípios. Durante os cem primeiros dias, o discurso reverberou pelos meios políticos do Estado. Mas passado o período de adaptação, foi hora de mostrar serviço, mas nem todo mundo entendeu como funciona a coisa e continuou choramingando até meados do segundo semestre. Pelas principais cidades do Brasil, os meses de junho e julho foram marcados por muita agitação. A classe política foi surpreendida por uma onda de protestos desencadeada pelo aumento da passagem de ônibus em São Paulo e arrefecido pela violência policial contra os manifestantes. O Espírito Santo não ficou de fora do #vemprarua e promoveu a maior manifestação proporcional do País, reunindo mais de cem mil pessoas nas ruas da Capital. O movimento proporcionou um outro ato inédito e que também chamou a atenção da classe política. A ocupação da Assembleia Legislativa, pedindo o fim da cobrança do pedágio na Terceira Ponte. Mais do que conseguir reduzir a tarifa, o movimento “ocupales” também mexeu com os deputados estaduais, que passaram a ficar mais preocupados com a reeleição. Se os deputados sofreram desgaste, o governador conseguiu recuperar sua imagem que ficou apagada com tantos problemas e confusões da primeira metade de seu mandato. O socialista conseguiu emplacar, finalmente, uma marca em seu governo. Com uma série de medidas voltadas para o interior, repetiu Gerson Camata e se consolidou nos meios políticos. Quando tudo parecia preparado para o processo eleitoral do ano que vem e o ano caminhava para um fim tranquilo, com a classe política convivendo apenas com a dúvida de quantos palanques eleitorais haveria em 2014, a chuva veio forte e recuperou uma expressão de uma década atrás: “reconstrução”. Desta vez, porém, não se trata de um discurso maniqueísta de conquista de poder e sim uma reconstrução física, de mais de 50 municípios destruídos pela força da natureza em resposta ao modelo de desenvolvimento equivocado que acompanha a história do Espírito Santo. Fragmentos: 1 – O destaque positivo do ano foi sem dúvida a reflexão provocada pelos movimentos de rua. Se a pauta não estava definida, se havia falta de liderança e um pouco de oba-oba, os protestos mostraram que o poder que vem das ruas pode incomodar. 2 – O ponto negativo foi justamente a falta de uma sequência no movimento. A produção de uma pauta ou um fórum permanente de discussão da política. Sem apurara essa revolta toda, o protesto perdeu força e ficou a impressão de que a política tradicional venceu. 3 – E 2013 termina com uma expectativa muito grande de que as urnas em 2014 mostrem os reflexos de tanto grito e tanto incômodo. Uma coisa é certa, não será tão fácil fazer campanha no ano que vem.

31/12/2013 / 0 Comments
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Perdi tudo

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As chuvas no Espírito Santo comprometeram a vida de várias famílias. Pessoas físicas e jurídicas, patrimônio público e privado, famílias de todas as idades e classes sociais, todos atingidos sem distinção.   Como os desabrigados e atingidos diretamente pelas enchentes pagarão os seus prejuízos? Com quem poderão contar na recuperação, além dos voluntários? Vale destacar que a solidariedade capixaba tem feito a diferença.   A pergunta que não se cala para as vítimas é: o que os dirigentes políticos farão para auxiliá-los na reconstrução de suas vidas? São famílias, comerciantes, produtores rurais, lojistas, dentre outros. Tudo e todos atingidos nas áreas afetadas.   A infraestrutura das localidades ficou comprometida, dificultando o acesso e a logística, inclusive, para receberem o auxílio. Atualmente falta o básico para a sobrevivência, como água e comida. Tudo precisará ser reconstruído.   Para aqueles que não perderam suas casas, nas localidades onde a água deu uma trégua, é hora de voltarem para suas casas e avaliarem os prejuízos. E depois será como a hora da fênix: de ressurgirem das cinzas, ou melhor, das águas.   Para essa reconstrução serão necessárias milhares de mãos, que passa pelo resgate dos isolados, pela acolhida e ajuda aos desabrigados e aos atingidos pelas chuvas, prestando os cuidados básicos para a sobrevivência e à saúde deles, desaguando no imprescindível – na elaboração de políticas públicas que sejam efetivamente implantadas, visando garantir a reconstrução e a segurança, para que sejam minimizados os efeitos de desastres naturais como esse.   Levanto a seguinte questão: como aqueles que antes das chuvas estavam em situação de dificuldade ou de descontrole financeiros e que foram atingidos por essa calamidade conseguirão reconstruir o patrimônio? Como idosos já aposentados, que contam apenas com a aposentadoria conseguirão se reerguer?   Para os que estão na faixa produtiva e estão no mercado de trabalho, contando com salários, uma estratégia para recuperarem o patrimônio perdido é buscarem fontes de renda extra.   Vivendo o hoje, mas pensando no que está por vir, é preciso arregaçar as mangas e lutar, mas também cobrarmos do poder público ações efetivas para superar essa calamidade.   Não podemos mais ficar a mercê do tempo e de políticas(os) equivocadas(os).   É bíblico: “No dia feliz não percas a recordação dos males, nem a recordação do bem no dia infeliz. (…) A dor de um instante faz esquecer os maiores prazeres, (…)”(ECLESIASTICO, 11:27-29), que com certeza, retornarão.   FORÇA, FÉ, TRABALHO E SOLIDARIEDADE!   E que venha 2014!   Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF – Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br  https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/

31/12/2013 / 0 Comments
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Votação do Código de Mineração na comissão especial da Câmara fica para 2014

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Ficou para 2014 a votação do parecer da comissão especial que analisa a proposta do novo Código da Mineração (Projetos de Lei 5807/13, 37/11 e outros), que tem como relator o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), que queria, a todo custo, aprovar o projeto nesta comissão ainda este ano. A proposta chegou a entrar na pauta na Câmara dos Deputados no último dia 4 de dezembro, quando houve uma audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e quando deveria ter sido votado na comissão especial.   O objetivo do governo, com a nova legislação, é “modernizar” as regras do setor, além de definir royalties e novos prazos para o início da exploração. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, seguindo as tendências e expectativas dos setores empresariais beneficiados com a decisão, também havia declarado que esperava a aprovação do código até o final deste ano.   O novo Código propõe o aumento da alíquota da Contribuição Financeira sobre Exploração Mineral (Cfem), que é paga pelas empresas que atuam no setor a título de royalties pela exploração dos recursos. A alíquota máxima passará de 2% para 4%, incidindo sobre a renda bruta das empresas e não mais sobre o faturamento líquido. A distribuição dos recursos da Cfem continuam as mesmas (12% para a União, 23% para os estados e 65% para os municípios onde ocorre a lavra). O projeto também dispensa licitação para exploração de minérios destinados à construção civil (argilas para fabricação de tijolos, telhas, rochas ornamentais, água mineral) e minérios empregados como corretivos de solo na agricultura – nesse caso a autorização valerá por 10 anos, podendo ser estendida pelo mesmo período.   Também é criado, pelo novo texto, o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), órgão assessor superior da Presidência da República, responsável por formular politicas públicas e incentivar investimentos privados no setor mineral. O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) será transformado na Agência Nacional de Mineração, autarquia especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que terá autonomia administrativa e financeira e será responsável por regular, fazer a gestão das informações e fiscalizar o setor mineral.   Apesar de terem sido realizadas quase 40 audiências, representantes das comunidades afetadas pela mineração não foram ouvidos na elaboração da legislação, somente as empresas beneficiadas. As principais críticas são com relação ao foco ???economicista??? da atual legislação, que não trata de questões ambientais. No Espírito Santo, Vale e Aracruz Celulose (Fibria), que já causam inúmeros impactos ambientais e sociais, inclusive às populações tradicionais, terão ainda mais liberdade.   O Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração apontou que o relator foi um dos que mais receberam recursos de empresas de mineração na sua campanha política. E, ainda, que o presidente da comissão especial, deputado Gabriel Guimarães (PT-MG), e outros integrantes têm ???apoio??? dos governadores e dos prefeitos de cidades produtoras.   Segundo a Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq), empresas mineradoras já apresentaram pedidos de concessão de lavra sobre 98% das atuais terras quilombolas. Com relação às terras indígenas, um levantamento da Rede Brasileira de Justiça Ambiental mostra que, em alguns casos, até 90% das atuais demarcações estariam em risco devido à exploração mineral.   Já a Federação de ??rgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) afirma que mais de cinco mil pedidos de lavra em terras indígenas já foram apresentados ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) por mineradoras. Para atuarem, as empresas precisam da regulamentação do PL 1.610/96, que dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas e está em análise no Congresso.    O atual Código de Mineração (Decreto-Lei 227/67) foi publicado durante o regime militar, mesma época em que grandes empresas ligadas ao ramo se instalaram em todo o país. A nova proposta (PL 5807/13) foi enviada pelo governo federal e apensada a outros seis projetos de lei (PL 37/11 e outros) sobre o assunto que já tramitavam na Câmara dos Deputados desde 2011.   A nova legislação dispensa licitação para exploração de minérios destinados à construção civil (argilas para fabricação de tijolos, telhas, rochas ornamentais, água mineral) e minérios empregados como corretivos de solo na agricultura – nesse caso a autorização valerá por 10 anos, podendo ser estendida pelo mesmo período. No novo código, as concessões de pesquisa e lavra terão um prazo de 40 anos que poderá ser renovado a cada 20 anos. Para cada renovação, o detentor da concessão deverá provar um ritmo mínimo de exploração, o que significa ainda mais degradações ambientais.   Movimentos sociais apontam a necessidade de se estabelecer um zoneamento mineral para que tal atividade não aconteça em corredores ecológicos, mananciais e territórios de populações tradicionais; defendem que o licenciamento ambiental deve ser antecipado para antes do processo de licitação das lavras; bem como a ampliação do conceito de ???impactados pela atividade mineral???.   Três propostas concretas foram apresentadas pelo Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração para garantir uma ???pegada socioambiental??? ao novo Código, mas não foram acatadas.

31/12/2013 / 0 Comments
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Após chuvas, cidades se preparam para a virada de ano

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O Espírito Santo ainda se reergue do flagelo das chuvas, razão pela qual a passagem deste ano para o próximo não será celebrado exatamente como queríamos. Cidades como Vila Velha, que todo ano prepara uma festa de réveillon nas areias de suas praias, suspenderam a programação. Compreensível. A seguir, vai a programação de algumas cidades que mantiveram suas festas.   Vitória O réveillon se concentrará em dois pontos, na praia de Camburi e na Prainha de Santo Antônio. Camburi terá a tradicional queima de fogos piromusical, de 16 minutos, valorizando a música capixaba e, em especial, as de autoria do cantor Alexandre Lima, secretário municipal de Cultura que se recupera de uma grave enfermidade.   A cantora Dennise Pontes e os grupos Macucos e Bloco Bleque se apresentam após os fogos. Em Santo Antonio, o show pirotécnico de sete minutos será seguido de grupos Chopp Samba, Sem Limites, Edson Mineiro & Goiano e banda Santero. Em ambos os pontos, a programação começa a partir das 20h e termina às 2h. Tudo de graça.   Serra  A festa acontece em três praias – Manguinhos, Jacaraípe e Nova Almeida. Não haverá apresentações musicais, apenas shows pirotécnicos. Em Manguinhos, o show vai acontecer próximo à praça dos pescadores e durará 10 minutos; em Nova Almeida, a celebração será na Prainha, também com 10 minutos. Em Jacaraípe, haverá queima de fogos de 15 minutos, no píer da praça Encontro das Águas. Gratuito.   Guarapari  A partir das 22h, haverá shows com com Alex e Ambrozini e Forró Comichão,a Praia do Morro. A queima de fogos também está garantida. Na Praia das Castanheiras também haverá show pirotécnico. Gratuito.   Anchieta Os shows serão gratuitos e acontecerão no Centro de Anchieta e nos balneários de Iriri, Ubu e Castelhanos. Além Na Praia Central, a partir das 21h, tem show com Emerson Xumbrega e Morena Jamba. Em Iriri, a partir das 22h, tem Mary Di e New Place Band. A partir das 21h em Ubu se apresentam Tomaê e Pick Total e, em Castelhanos, Cadilac de Luxo e Metropollis.    São Mateus Uma queima de fogos de 15 minutos é uma das atrações no balneário de Guriri, que também receberá shows musicais no trio elétrico. Também haverá queima de fogos na virada do ano em Barra Nova Norte, Urussuquara e no Sítio Histórico Porto de São Mateus.   Linhares A Prefeitura de Linhares suspendeu as programações de reveillón e verão em função das chuvas.   Conceição da Barra A programação de reveillon prevê a queima de fogos na Sede, Itaúnas e Braço do Rio e shows das bandas Chapahalls, D Luar e A Blitz. Os shows acontecem na sede, na Praça da Folia.

31/12/2013 / 0 Comments
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Reflexos das chuvas: Sesa é notificada sobre primeira morte por suspeita de leptospirose

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu a notificação da primeira morte suspeita por leptospirose, após as chuvas que caíram no Espírito Santo nas últimas duas semanas. O caso foi registrado na Grande Vitória e está sob investigação.    Para confirmar a causa da morte, alguns exames serão realizados inclusive fora do Estado e a estimativa é que o resultado – confirmando ou não o caso – deverá ser divulgado em 30 dias. Diante do risco do aumento de casos de doenças causadas pelo contato com a água contaminada, a Sesa alerta a população a intensificar os cuidados de proteção.   Ainda sim, a Secretaria reconhece que apesar dos últimos dias de sol na Grande Vitória, muitos bairros e cidades ainda permanecem alagados. A orientação é para que as pessoas protejam os pés e as mãos para evitar contato com a água suja e com a lama.    Outro ponto alertado pela Sesa, é a importância de ficar atento a sintomas como febre, dor de cabeça, dor no corpo e náuseas. Sintomas que costumam se manifestar em casos de leptospirose, hepatite A e febre tifóide, principalmente se a pessoa entrou em contato com a água suja.    “Se a pessoa não tiver bota, deve usar sapato fechado ou até colocar uma sacola plástica sobre o calçado e evitar que a pele entre em contato com a água que pode estar contaminada com urina de rato. O mesmo procedimento vale para as mãos e braços que devem estar envolvidos por luva ou sacola plástica para efetuar a limpeza das áreas”, divulgou a Sesa.   Segundo a Sesa, é preciso que as famílias atingidas por inundações aproveitem o período de estiagem para limpar os quintais e retirar entulhos ou qualquer outro objeto que possa servir de depósito de larvas para os mosquitos da dengue.

31/12/2013 / 0 Comments
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Renato Casagrande tem até fevereiro para definir apoio a presidenciáveis

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O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, anunciou nessa segunda-feira (30) que pretende se desincompatibilizar do cargo para disputar a presidência no último dia do prazo, em 4 de abril. O governador Renato Casagrande, que vem pregando a neutralidade na disputa, terá até fevereiro para definir seu apoio presidencial. Isso porque o PSB nacional quer oficializar até fevereiro o nome do governador como pré-candidato do partido na disputa. Segundo o Valor Econômico, a medida é para afastar os rumores de que a ex-senadora da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, poderia ser a candidata caso Campos não decolasse. A Rede se aliou ao PSB e a ex-senadora deve ser a vice na chapa presidencial. Casagrande, embora pregando a neutralidade, deve ser cobrado pela nacional para se posicionar em favor da candidatura própria, até porque o objetivo do governador em manter unidos em seu palanque PT, PMDB e PSB não deve se concretizar. A nacional do PT está decidida a isolar os palanques socialistas nos Estados e não aceita continuar ao lado do governador capixaba, obrigando assim a regional do PT a sair do grupo palaciano. A movimentação do PT pode acabar ajudando na definição de Casagrande. Já o PSB do Estado já definiu sua posição em favor da candidatura do pernambucano. Quem também já assinalou apoio a Eduardo Campos foi o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), um dos principais aliados do governador Renato Casagrande. A decisão do PPS estadual, abonada pela nacional do partido no início do mês, é um indicativo de que o candidato terá espaço garantido no Espírito Santo para fazer sua campanha e com as bênçãos do governador capixaba.

31/12/2013 / 0 Comments
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Moradores de pelo menos cinco bairros de Vila Velha passarão o Ano Novo com água até os joelhos

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Nesta terça-feira (31), começou a funcionar a primeira draga que fará o desassoreamento da foz do Rio Jucu.  Ao todo, serão três dragas que vão trabalhar em três locais diferentes. As medidas tardias da prefeitura, porém, não irão impedir que moradores de pelo menos cinco bairros de Vila Velha passem o Ano Novo em meio à água fétida da chuva, que já se transformou em esgoto. As trapalhadas do prefeito Rodney MIranda (DEM), que começaram com uma viagem fora de hora para os Estados Unidos, retardaram a tomada de decisões e prejudicaram ainda mais a população.   O demora para solucionar o problema da água parada mantém os bairros Jockey, Parque das Gaivotas, Guranhuns, Nova Itaparica e Araças alagados . Na noite dessa segunda-feira (30), os moradores dessas localidades volltaram a fechar a Rodovia do Sol. Eles protestam contra a lentidão da prefeitura em resolver o problema de inundação na região.   Revoltados, os moradores queimaram madeira e pneus e bloqueando a rodovia  no sentido Vitória – Gurapari. Além do alagamento, os manifestantes reclamam que estão sem luz. Eles também relatam que alguns moradores já começarm a adoecer em consequencia do contato com a água poluída.    De acordo com relatos dos moradores, além de animais mortos como ratos e baratas, um lodo enverdeado está qualado sobre a água, provocando um forte mau cheiro. As larvas de mosquitos são visíveis por toda a parte.    Os moradores protestam que a prefeitura foi lenta para solucionar o problema. Eles se queixam que já passaram o Natal debaixo d'água e agora vão passar o Ano Novo com o esgoto dentro de suas casas. Nos bairros mais afetados, denunciam os moradores, há regiões em que a água se mantém até com um metro desde o Natal. De acordo com a prefeitura, as intervenções providenciadas até o momento só permitiram que a água baixasse em média de 20 a 30 centímetros.  Com a draga, segundo a prefeitura, a expectativa é de que a vazão das águas do Rio Jucu aumente dando espaço para escoar as águas represadas nos bairros. De acordo com a Prefeitura de Vila Velha, uma draga vai atuar da Ponte da Madalena até a foz do Rio Jucu. A segunda vai da Ponte da Madalena até a ponte da Rodosol. A terceira vai trabalhar no braço do Rio Marinho, entre Vila Velha e Cariacica. A promessa é que a draga instalada na Barra do Jucu retire, por dia, três mil metros cúbicos de areia, detritos e entulhos.    Para ajudar a escoar a água, a prefeitura confirmou  a instalação de manilhas por baixo da Rodovia do Sol ligando o canal do Guaranhuns à Reserva de Jacarenema, chegando ao Rio Jucu para escoar mais água.  .

31/12/2013 / 0 Comments
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