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Século Diário

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Mais um Natal

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Dina anda sozinha pelas ruas lotadas, ouvindo músicas suaves falando em confraternização, tropeçando nas pessoas sorridentes sobrecarregadas de embrulhos e sacolas coloridas. É dando que se recebe, grita um alto falante ali perto, e todos se apressam, aproveitando os últimos momentos de lojas ainda abertas para mais compras. O mundo se enche de alegrias e esperanças,  pois o Natal é sempre cheio de surpresas.   Dina não tem a quem presentear ou quem a presenteie. Tanta coisa bonita, tantas promoções tentadoras, e caminha de mãos vazias – não tem um amor, um amigo, nenhum parente próximo ou distante, nem mesmo uma vizinha também solitária… Nem festa de confraternização no trabalho, com direito a Amigo X ou Y, o que seria uma forma de se envolver no clima natalino…    A empresa em que trabalha é de muçulmanos, onde todos ignoram o Natal. A cada dezembro promete a si mesma que no ano seguinte muda de emprego, vai trabalhar em algum lugar onde todas as escrivaninhas se enfeitam com árvores de papel reciclado, guirlandas de plástico, gordos papai-noels de feltro. Mas com festas e presentes de verdade,  mesmo que inúteis.    Volta janeiro e a vida volta ao normal; Dina esquece. Talvez nos doze meses seguintes algum milagre aconteça – um amor, uma amiga, outra alma também solitária que se mude para o mesmo prédio ou venha trabalhar na mesma empresa. Ou alguém com quem esbarre por acaso no supermercado ou no estacionamento de um shopping…    A grande loja superlotada anuncia promoções imperdíveis – tudo com 75% de desconto! Precisa encher o tempo para não ver o tempo passar… entra, olha, escolhe. Compra um perfume e manda embrulhar para presente, mesmo que para si mesma.  Compra uma gravata  que não vai usar, claro, mas vem em uma bonita caixa colorida, que vai ficar linda em baixo da pequena árvore armada na sala.    Chegando no edifício acorda o vigia que ronca na portaria. Ele trabalha ali há vinte anos e Dina raramente lhe dirigiu a palavra. Mas é Natal e está sozinha no mundo, não custa lhe desejar boas festas… Ele agradece risonho e diz que vai ter um bom Natal, sim, com toda a família reunida. Dina lhe dá a gravata de presente. Ele sorri, agradecido, A senhora não quer vir passar conosco?  Somos gente simples, mas a turma é animada e a comida é boa.   Dina recusa, agradece, mas enquanto o elevador demora a chegar, pensa, Por que não? Volta, aceita o convite, agradece e pega o endereço… Sobe para seu apartamento solitário pensando no que vestir… não quer parecer exibida, não quer parecer  desinteressada… Levo uma garrafa de vinho? O porteiro encerra o turno, pensando no primo que ficou viúvo esse ano… Bom rapaz, bem de vida…  Nunca se sabe que surpresas Papai Noel pode nos dar neste Natal.

21/12/2013 / 0 Comments
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Ainda não esquentou

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Se as chuvas não diminuírem o capital que o governador Renato Casagrande reservou para empregar nas eleições de 2014, ele vai continuar se mantendo sob os holofotes da ribalta. Pelo menos, até que o jogo esquente. Ainda mais se os pretendentes ao governo forem os já conhecidos do mercado. Não quero dizer com isso que o jogo está ganho. Seria temeridade. É ainda meramente um dado de momento e de quem está lidando só com os nomes do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), do senador Magno Malta (PR) e do Guerino Balestrassi (PSDB). Hartung varia muito, serve para jogar tanto na disputa ao governo como ao Senado, mas precisa limpar seu nome. Magno anda escondido, porém, na intimidade, continua dizendo que não tem como escapulir da candidatura. Já Balestrassi, que anda por aí dizendo ser o candidato do novo, nutre a esperança de ser reconhecido como aquele que tem ligação com a ex-senadora Marina Silva, idealizadora da Rede Sustentabilidade. Este é o quadro, que tem por cima ainda uma eleição presidencial, em certas circunstâncias, capaz de alterá-lo. Caso haja, por exemplo, a substituição do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, por Marina ou a fusão do Eduardo com o senador Aécio Neves (PSDB). Tem também as mexidas do ex-presidente Lula, que anda metendo as mãos na eleição no Estado. Agora se o rumo não for alterado, a tendência é Casagrande disputar contra Magno na companhia de Hartung para o Senado. Ou contra o próprio Hartung. Guerino ficará por contas das surpresas de última hora, que nesta eleição só podem vir das redes sociais.    Ainda não esquentou II Em relação ao Magno, nos bastidores ele sinaliza que vai para o páreo, independente de contar ou não com o palanque da presidente Dilma.  Acha que encontrou uma boa companhia para disputar o governo: o delegado Fabiano Contarato, em dobradinha para o Senado. Não vê como recuar, pois não há  condições de ir para o palanque de Casagrande e muito menos de Hartung. Como também de ausentar-se da disputa ao governo, pois seria deixar ao léu um eleitorado que vem lhe dando os votos necessários para se manter senador. Além disso, Magno acredita nas suas chances. Destino O resultado das eleições, aliás, vai fatalmente influir no destino do senador Magno Malta. Sobretudo no que diz respeito ao seu próprio partido, o PR. Vai ser um teste para ver se ele é mesmo capaz de ganhar eleições sozinho. Destino II  Magno, como se sabe, perdeu um capital imenso representado nas saídas do ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga (PV), do atual secretário de Estado de Esporte, Vandinho Leite (PSB), e dos deputados estaduais Glauber Coelho (PSB) e José Esmeraldo (PR).   Destino III   Todos os quatro que se retiraram são favoritos nas eleições que disputarão: Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Diferenciado Mostra também Magno como um político diferenciado. Ele criou no PR uma espécie de “tribunal da infidelidade”. Foi desta forma que descartou esse pessoal. O mesmo fez com Waguinho Ito (PPS). O inventou, colocou-o na vice do prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), mas depois fez com ele o que fez com os demais. Botou o cara para correr. Magno domina a arte dos confrontos. Indomável Por isso ele é um político diferenciado. É ele, ele e ele. Enquanto vai se elegendo, vai seguindo no andar  de cima da política. Acostumou-se a ganhar eleições com o dom do improviso  e com as  bandeiras  dos mais necessitados. Justiceiro Alheio às curvaturas da política, continua fazendo o gênero de quem veio da pobreza e tomou um lugar de destaque das elites e que tem o dever de distribuir sopapos a torto e à direita. Assim como se fosse um enviado dos pobres  para fazer justiça pelas próprias mãos. Ele é um personagem político inimaginável:  age com um super-herói arquitetando  tempestades. PENSAMENTO: “ Minha autonomia não é negociável”. Bruno Torturra

21/12/2013 / 0 Comments
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Submundo digital

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O movimento de ruas de junho e julho de 2013 chamou a atenção da classe política para a necessidade de se inserir no meio digital, sobretudo nas redes sociais, e se atentar para os equipamentos moderninhos pelos quais esses meios circulam. Aí veio a minirreforma e a ideia de controlar o conteúdo para evitar ataques às honras dos candidatos. Mas será que a classe política tem noção do verdadeiro perigo que se esconde na internet?   Mais de 100 milhões de brasileiro têm acesso à internet, mas a maioria das pessoas não sabe que esse acesso é apenas na chamada superfície. Assim como na vida real, a internet também tem seu submundo, a chamada Deep Web.    A existência desse outro lado começou a ser conhecida depois que o FBI fechou um site que movimentava mais de US$ 22 milhões por ano em drogas e armas, o Silk Road. Um mercado que até se apropriou de uma “moeda virtual”, o Bitcoin.   A Deep Web é o nome utilizado para todos os sites que não são indexados pelos mecanismos de busca padrão, como o Google. Sem controle, com difícil localização, esse submundo deve ser uma preocupação para os marqueteiros de plantão.    Afinal, não basta se preparar para o que está visível, é preciso cuidado, pois tem gente que joga sujo, com uma disseminação de dossiês e contratação de hackers para invasões de sites. Tudo pode ser contratado, e no anonimato, daí o perigo.    A falta de controle nessa região inexplorada da internet é o verdadeiro risco não só para a reputação dos candidatos, mas para a segurança da eleição como um todo.    Até porque, o sistema de votação brasileiro não é manual. É moderno e rápido, mas ao longo dos anos não faltaram dúvidas sobre sua eficiência. Tanto que muitos países se interessam, mas nenhum adota a tecnologia brasileira.    Para o Espírito Santo, que ainda engatinha no uso da internet, principalmente a classe política, essa discussão pode ser uma conversa distante, mas nem todo mundo é bom e gosta de ficar na superfície. Em se tratando da classe política capixaba, todo cuidado é pouco. 

21/12/2013 / 0 Comments
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Pó preto: relatório minimizou cobranças da sociedade civil e exaltou defesa das poluidoras

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As contradições apresentadas pelo Grupo SOS Espírito Santo Ambiental no relatório final das audiências públicas sobre o pó preto na Assembleia Legislativa vão desde mudanças no que foi dito por representantes dos movimentos sociais, até no discurso das próprias poluidoras. A diferença é de tratamento. Enquanto o documento não enfatiza os argumentos da sociedade civil para defender suas causas, como a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pó Preto e o embasamento técnico para a adoção de novos métodos para contenção da poluição, apresenta com detalhes a defesa das empresas e do poder público, até com gráficos ilustrativos.   Em alguns casos, a simples troca de termos muda o sentido daquilo que foi dito pela sociedade civil com relação às empresas. No relato da segunda audiência pública, consta que “o representante da sociedade civil pela SOS ES Ambiental [Eraylton Moreschi Junior] questionou ao deputado Cláudio Vereza [PT] quanto à idoneidade dos procedimentos desta série de audiências públicas, uma vez que não foi acolhida a proposta entregue pela ONG de nova formatação para as audiências públicas”. A sociedade civil defende que não questionou a idoneidade (“aptidão adquirida pela prática”, segundo o dicionário Priberam), mas sim a credibilidade (“qualidade de crível”, segundo a mesma fonte), das empresas poluidoras, a ser: Vale, ArcelorMittal e Samarco Mineração.   O grupo ainda ressalta que não há registro no documento de que o gerente de Meio Ambiente da ArcelorMittal, Guilherme Abreu, considerou a viabilidade da proposta apresentada pelos ambientalistas na terceira audiência pública. O SOS Ambiental propunha que a Vale e a Arcelor reduzam conjuntamente as emissões de material particulado em 45% até 31 de agosto de 2018, se comparadas às taxas de 2013 e 2014. Os planos para as reduções deveriam ser apresentados em exatos seis meses, até o dia 16 de abril de 2014. Ao mesmo tempo, o inventário das emissões e o levantamento das fontes emissoras do Estado.   Ainda há, no documento, o registro de uma estatística apresentada pelo gerente de Meio Ambiente da Vale, Romildo Fracalossi, que segundo o grupo não foi apresentada na plenária. Afirma-se que Moreschi, representante do SOS, “trouxe dados novos provenientes de estudos técnicos feitos pela Ufes [Universidade Federal do Espírito Santo], afirmando que na Ilha do Boi, quando há vento nordeste, foram registrados níveis de 55% e até 80% de poeira sedimentável, o famoso “pó preto”, contradizendo a afirmação do Sr. Romildo que afirmou que a contribuição da Vale e da Arcelor é de 5%”. Segundo o SOS, essa afirmação não foi feita.   No mesmo trecho, é registrado que Moreschi afirmou que os estudos do DNA do Pó Preto, que têm como objetivo rastrear de onde surge o material particulado e qual a participação de cada empresa em seu total, “nunca será concluído com a identificação das responsabilidades e percentuais de cada empresa”, mas não registra que essa impossibilidade, segundo o ambientalista, é devido à resistência das próprias empresas em assumirem o material particulado e o prejuízo à população que causam.   No relato da última audiência pública, o documento relata que, na fala de Moreschi, este aponta que a Vale usa tecnologias inferiores às existentes, se nega a responder efetivamente aos questionamentos apresentados nas audiências públicas, além de “subornar agentes públicos, quebrar sigilos bancários e realizar ações de espionagem; etc”. Os ambientalistas relatam que essa fala foi sintetizada e solicitam que seja anexado ao relatório o pronunciamento completo do grupo com relação à empresa.   O pedido do SOS Ambiental para que o deputado Cláudio Vereza (PT), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista da Assembleia e propositor das audiências públicas, retirasse urgentemente todos os relatórios de circulação aconteceu na última semana. O grupo afirma que nele havia registros de falas que não eram da responsabilidade da entidade. “Falas montadas de maneira irresponsável e até talvez planejadas”, reiterando que havia como comprovar a veracidade ou não das afirmações, que estão registradas em vídeos. O grupo também encaminhou uma versão do documento, com destaque para todos os pontos que considerou inadequados, bem como a sugestão para sua devida correção.   No pedido, o grupo se mostrou preocupado ao saber a quais pessoas foram incumbidas a elaboração de tal documento. O grupo também exige a prestação de contas da contratação dos serviços do Instituto de Excelência em Relações Comerciais e Internacionais (Instituto Inceri) para a elaboração do relatório final e cobra explicação sobre o porquê da terceirização do serviço. Além disso, questiona o que significa dizer que a responsabilidade pela elaboração e redação do relatório é de Lorena Zucatelli dos Santos, advogada e representante do Instituto, como consta no relatório, e se a contratação do serviço foi pago com dinheiro público.   Em uma rápida pesquisa pela internet sobre o Instituto Inceri, é possível ver que o último evento realizado pelo instituto, o IV Simpósio do Mercado de Crédito de Carbono, além de ter apoio do governo do Estado e do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), foi patrocinado pelas seguintes empresas: Samarco, ArcelorMittal e Vale. Exatamente as três poluidoras participantes das audiências públicas e principais alvos dos ambientalistas.

21/12/2013 / 0 Comments
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Ranna e Pimentel vão presidir câmaras no Tribunal de Contas

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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) definiu, nessa sexta-feira (20), as regras para a nomeação dos presidentes da novas câmaras que passarão a examinar os processos de pessoal e as ações relacionadas às prefeituras capixabas com população inferior a 50 mil habitantes. Com a medida, os conselheiros Sebastião Carlos Ranna e José Antônio Pimentel vão presidir, respectivamente, a 1ª e a 2ª Câmara do tribunal. Os colegiados se reúnem uma vez por semana, a partir do próximo dia 19 de janeiro. De acordo com a Emenda Regimental TC nº 002, a designação do presidentes das câmaras vai atender a uma regra fixa: serão escolhidos os conselheiros mais antigos no cargo, que não exerçam as funções de presidente, vice-presidente e de corregedor. Atualmente, somente os conselheiros Ranna (empossado em 2008), Pimentel (2010) e o recém-empossado Sérgio Manoel Nader Borges não ocupam cargos na Mesa Diretora da corte. O novo Regimento Interno do TCE prevê que as câmaras vão se reunir todas as quartas-feiras, enquanto o plenário (formado pelos seis conselheiros efetivos e os auditores) se reúne agora uma vez por semana – até hoje, eram duas sessões semanais. A expectativa é de que os colegiados, formados por três conselheiros e dois auditores, diminuam a demanda de processos no plenário, já que os casos de admissão de pessoal, ratificação de atos de aposentadoria ocupam uma parte da pauta. As câmaras também vão decidir sobre as matérias de competência do tribunal – denúncias, prestações de contas e medidas cautelares – relacionadas aos municípios com população inferior a 50 mil habitantes ou órgãos e entidades que são submetidas ao controle interno do TCE, com orçamento anual inferior a R$ 50 milhões. No caso, os colegiados vão servir como uma espécie de órgão de primeira instância da corte de Contas estadual. Apesar dessas atribuições, as câmaras poderão remeter o julgamento de matérias consideradas relevantes para o plenário do TCE, por deliberação dos seus membros, em acolhimento à proposta de conselheiro ou do Ministério Público Especial de Contas (MPC), que terá um membro funcionando obrigatoriamente em cada colegiado.

21/12/2013 / 0 Comments
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Iopes abre concorrência para construção de Centro de Detenção Provisória em Linhares

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O Instituto de Obras Públicas do Estado (Iopes) abriu licitação para a contratação da empresa que irá executar a obra do Centro de Detenção Provisória de Linhares (CDPL III), no norte do Estado. Apesar de ter duas unidades prisionais, o município não conta com uma voltada exclusivamente para presos provisórios.    O valor estimado da obra é pouco mais de de R$ 14 milhões, com abertura dos envelopes das empresas interessadas marcada para o dia 16 de janeiro de 2014.    O município tem duas unidades prisionais, a Penitenciária Regional de Linhares (PRL) e o Centro de Ressocialização de Linhares (CRL), destinadas a presos em regime fechado e semiaberto.  A construção de um CDP no município pode desafogar a demanda de vagas no sistema de detenção provisória na região.    No norte e noroeste do Estado, o CDP de São Mateus (norte) e os de São Domingos do Norte e de Colatina, no noroeste, são atualmente responsáveis por toda essa demanda.    Ainda assim, as unidades registram tensão constante, com tentativas de rebeliões e fugas. O baixo efetivo de agentes penitenciários nas unidades, principalmente nos fins de semana, acaba por facilitar que os tumultos ocorram. Em uma tentativa de motim em São Domingos do Norte, em outubro deste ano, a rebelião só foi frustrada por conta da chamada de agentes em folga para conter o tumulto. 

21/12/2013 / 0 Comments
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CMV aprova implantação de brinquedos e balanços para crianças cadeirantes em áreas de lazer de Vitória

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Os vereadores de Vitória aprovaram a implantação de balanços e brinquedos para crianças cadeirantes nas áreas de lazer do município. O projeto de lei, de autoria do vereador Luiz Paulo Amorim (PSB), depende agora da sanção do prefeito Luciano Rezende (PPS).   Demanda antiga de setores da sociedade civil organizada, a medida chegou a ser aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família da  Câmara dos Deputados, por meio do Projeto de Lei 3750/08, da deputada Sueli Vidigal (PDT), mas nunca saiu do papel.    Na ocasião, a matéria foi defendida como uma ferramenta de inclusão social que deveria ser vista como prioridade no planejamento e execução de políticas públicas.    De acordo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2000, 14,5 % da população brasileira tem alguma deficiência. “Isso representa cerca de 24,5 milhões de pessoas”, calcula o Instituto.   Ainda assim, atualmente a maioria dos parques públicos não é adaptada para as crianças com deficiência. E, em muitos casos, nem com a ajuda dos pais é possível usufruir dos espaços.   Com a medida, todos os playgrounds instalados em jardins, parques , áreas de lazer e área aberta deverão contar com brinquedos adaptáveis. Para isso, o projeto aprovado prevê parcerias com entidades, organizações públicas e sociais civis. 

21/12/2013 / 0 Comments
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PPS esconde o jogo e fica barrado em bloco partidário para 2014

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O PPS termina o ano sem conseguir se unir ao grupo de partidos que juntos formam um bloco de olho na eleição proporcional do ano que vem. O grupo se reuniu várias vezes para tentar fechar um acordo, mas o PPS, sem mostrar o que tem para a eleição, não conseguiu entrar no grupo, que mira a disputa para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, com a calculadora na mão.    A maior aposta do PPS do Estado é o presidente da Câmara de Vitória, vereador Fabrício Gandini, o mais votado da eleição passada. Ele vai disputar uma cadeira de deputado federal em 2014, mas precisa de uma boa composição para garantir um palanque forte.    O bloco começou com cinco partidos, PTC, PHS, PSL, PRB e PTdoB e ganhou a adesão do PP, PSD, PSDC, além de conversar com PRTB e Solidariedade. Juntos, os partidos querem apresentar 38 candidatos a deputado federal e 225 candidatos a deputado estadual.    Alguns nomes podem puxar a chapa, como o secretário de Transportes de Vitória, Max Da Mata (PSD). O PP vai para a disputa com o ex-deputado federal Marcus Vicente, e o PRB com o ex-deputado Capitão Assumção. Para reforçar a chapa, também devem concorrer Devanir Ferreira, pelo PRB, e Rogerinho (PHS).    Sobre o palanque majoritário que o grupo vai apoiar, ainda há divergências internas e a decisão deve ser tomada mais para frente. A tendência inicial era de que o grupo caminhasse com o governador Renato Casagrande, mas a indefinição do cenário fez com que o grupo repensasse a estratégia e aguarda a colocação das peças no tabuleiro eleitoral. 

21/12/2013 / 0 Comments
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???A campanha vai estar na rua, nas mãos das pessoas, não vai estar em casa???

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Rogério Medeiros e Renata Oliveira Fotos: Gustavo Louzada/Porã     Helder Tabosa Delfino hoje ocupa a Secretaria de Turismo e Cultura de Aracruz, no norte do Estado, mas é conhecido nos meios políticos por ter se destacado nas eleições de 2012 como consultor de marketing político, com vitórias significativas.    Formado em Administração, com pós-graduação em Marketing Político Eleitoral e Governamental e em Gestão da Comunicação, além de mestrando do curso de História Social das Relações Políticas, pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Helder tem um respeitável currículo na área.    Para Tabosa, a influência das redes sociais nas eleições será grande, mas a principal preocupação é com a credibilidade das informações que vão circular na internet. Ele defende que é preciso ter regras claras para evitar que a liberdade se transforme em ataques gratuitos à honra dos candidatos. Mas também é preciso cuidado para que essas regras não se transformem em censura.      Século Diário – Helder Tabosa hoje ocupa a Secretaria de Turismo e Cultura da Prefeitura de Aracruz, mas se destacou no ano passado como consultor de marketing político, com vitórias importantes. Como enxerga as eleições de 2014, sobretudo do ponto de vista da influência das redes sociais?   Helder Tabosa Delfino –  É um novo paradigma para o mercado político o fenômeno das redes sociais, das mídias eletrônicas. A comunicação política passa por ciclos. Tivemos nas décadas de 1910 e 1920 o telégrafo como grande veículo de comunicação. Depois, em 1925, tivemos o advento do rádio surgindo no Brasil e foi uma verdadeira explosão. Logo depois, em 1950, a televisão, que foi o grande estrondo, e agora temos a questão da internet. E a questão é como lidar com esse novo veículo, porque ele é totalmente diferente dos tradicionais, e tem a capacidade de crescer em um curto espaço de tempo. Enquanto o rádio demorou 40 anos para ter 30 mil ouvintes, hoje nós temos as mídias sociais, com 46 milhões de pessoas em um período de quatro a cinco anos. É um fenômeno que tem de ser analisado com muito cuidado. Temos que analisar como será feita a utilização das campanhas profissionalizadas com essa nova ferramenta. Hoje percebemos que nas campanhas tradicionais, o candidato tinha uma redação de jornal, uma produção de TV e áudio e imagem. Hoje não é possível fazer uma campanha sem ter um departamento de mídias sociais. Mas eu percebo também que os políticos têm usado as redes de forma errada. O Facebook é uma ferramenta informal, que não cabe uma comunicação política formal. O cara coloca uma foto no perfil de terno e gravata, fantasiado de político, e posta o regimento interno de uma Câmara de Vereadores. Quem vai ler aquilo? Um projeto de lei com quatro, cinco páginas, quem vai ler aquilo?    – É um problema de linguagem, então?   – É um problema de linguagem. Como agir ali dentro. As redes sociais são veículos informais, não cabe um texto formal, que você publicaria em um jornal. Mas uma coisa que eu vejo com muita preocupação é a credibilidade do conteúdo colocado na rede. É a mesma questão do e-commerce. Antes de você comprar um tênis pela internet, você vai procurar saber quem é aquela empresa com a qual você está negociando. Você não compra de qualquer um. Hoje mais importante do que o conteúdo que está na rede, é saber qual a origem desse conteúdo. Você abre o Google e tem mais de 500 milhões de acesso no mundo todo, mas muitas vezes, você faz uma pesquisa no Google e não tem certeza de que aquilo é verdadeiro. A rede aceita tudo, mas é preciso ter certeza do que se está assimilando.  Nós temos 55 milhões de usuários de internet no Brasil. Mas das pessoas que têm acesso à internet, quais acessam as redes sociais? E das pessoas que estão nas redes sociais, quais estão interessadas em discutir política?    – É diferente da televisão, que em um determinado momento da história do Brasil, você tinha mais casas com TVs do que com filtro de água, mas era uma mensagem única, não é?   – Você não tinha interatividade. Os cientistas afirmam que existiu nesse período que antecedeu a internet, um grande fosso, que era o contato do eleitor com o político. Ele não tinha acesso, via aquelas pessoas na televisão, ouvia no rádio, mas não tinha acesso ao político. Hoje, o Barack Obama posta no Twitter, na hora que está na Casa Branca, tomando café. O homem mais poderoso do mundo está no seu celular. Você consegue saber o que ele falou naquele momento, não precisa esperar sair o jornal no dia seguinte. Acho que existe na cabeça das pessoas que consomem esse tipo de mídia a necessidade de que essa notícia chegue para ele de forma muito rápida. O cara vai na internet hoje e consegue saber que um carro bateu na BR-101. Amanhã vai saber a mesma notícia no jornal. Essa rapidez da notícia é o que o eleitor quer, mas acho que tem de haver um filtro. Então tem muita gente que acha que está fazendo sucesso na internet, porque tem muita gente curtindo. Curtir não quer dizer que você acreditou, que você concorda. Curtir significa que você viu aquilo. A palavra curtir se confunde com “eu achei bacana”. E não é isso. Acho que também está faltando um pouco de educação nos debates. Os debates tendem a se arrastar para baixo, em um nível muito agressivo, sem cuidado com a imagem do outro. As pessoas usam palavras de baixo calão, palavras muito veementes, de forma muito simplista. Isso acaba fazendo com que outra pessoa que queira um debate não entre na discussão.    – A minirreforma aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidente Dilma Rousseff resultou em cinco vetos. O mais esperado, porém, em relação à emenda do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que pune quem ofende na internet, e que para alguns setores foi considerada uma forma de

21/12/2013 / 0 Comments
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New York, New York

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A notícia de que o prefeito Rodney Miranda abandonou a cidade de Vila Velha submersa e partiu para Nova York foi tratada, inicialmente, como um boato de mau gosto. Muita gente duvidou. Os vila-velhenses, especialmente, não quiseram acreditar que o prefeito fora tão insensível ao flagelo da população. Enquanto Rodney goza às férias, os moradores seguem contabilizando os prejuízos causados pelas chuvas que já duram quase uma semana e ainda estão na expectativa que vem mais água por ai.    Pasmem, mas foi exatamente isso que aconteceu. Rodney fez as malas, pegou sua família e, num dos poucos momentos em que o Aeroporto de Vitória ofereceu teto, alçou voo para os States. Lá de cima ele ainda deve ter tido oportunidade de ver, privilegiado por uma tomada panorâmica, o caos que virou a cidade. Mas parece que nem essa visão apocalíptica mexeu com os sentimentos do prefeito do DEM, que deve ter dado bye, bye a Vila Velha da janelinha do avião.   A cabeça de Rodney já estava no Museu de História Natural, no Rockefeller Center, na Estátua da Liberdade e em tantas outras atrações que a metrópole nova-iorquina oferece aos turistas. Que enchente que nada, Rodney deve estar ansioso para acompanhar a tradicional descida das esferas de luzes na Times Square, que fazem a famosa contagem regressiva do Ano Novo.    Se ficasse em Vila Velha teria que enfrentar reuniões exaustivas com a Defesa Civil; aguentar a aporrinhação de vereadores batendo na porta do seu gabinete para pedir mais atenção ao seu reduto eleitoral que está debaixo d'água; percorrer bairros alagados para levar palavras de conforto às vitimas das chuvas.    Em vez de ficar fazendo boneco de neve no Centra Park com seus filhos, teria que estar com os pés enfiados na lama ou navegando em canais fétidos, como fez no início do ano, para mostrar serviço, em mais um espetáculo midiático sem resultado prático para a população.   Ao abandonar o barco afundando, o prefeito deixou patente que não tem nenhum compromisso com a população, que já reagiu imediatamente nas redes sociais após saber que Rodney deixou o Estado nessa quinta-feira (19) na surdina.   A repercussão nas redes foi imediata à publicação da notícia. Os comentários são quase todos de indignação. A pressão para cima de Rodney é tão forte que o prefeito mobilizou o presidente da Câmara Ivan Carlini (DEM) e o vice-prefeito Rafael Favatto (PEN) para acalmarem os ânimos da população. Ambos saíram em defesa do prefeito-turista. Favatto, que ultimamente nem se bica com Rodney, confirmou que recebeu o comando da prefeitura das mãos do prefeito.   Carlini minimizou. Disse que se algo mais grave acontecer, o prefeito volta imediatamente, como se os voos nesta época do ano estivessem “batendo lata” ou Rodney tivesse um jatinho à sua disposição. Sem contar que Nova York não é no Rio de Janeiro.     Apesar de os 'bombeiros de plantão” tentarem minimizar o abandono de Rodney para arrefecer as críticas da população, a verdade é que o prefeito pisou feio na bola ao deixar o município mais problemático da Grande Vitória, quando o assunto é chuva, à deriva.    Se a viagem estava marcada há muito tempo, como justificou Carlini, paciência. Cancela. Ou manda a mulher com a sogra e com os filhos. Afinal, quando se própôs a ser prefeito de Vila Velha, Rodney assumiu um compromisso com a população e com a cidade. Sabia que estava aceitando abrir mão até de suas demandas familiares para priorizar a gestão do município.    A atitude do prefeito, no entanto, não surpreende os observadores políticos. Muita gente sabia que Rodney sempre foi um produto midiático fabricado pelo ex-governador Paulo Hartung. Um produto que não tem qualificação técnica ou tampouco desenvoltura política para gerir uma cidade com os problemas e desafios de Vila Velha.   Como a passagem para Nova York não é só de ida, a população canela-verde terá que aturar o prefeito por mais três longos anos.   Enquanto Vila Velha segue submersa, Rodney deve estar flanando de sobretudo pela Quinta Avenida cantando o “hino” da cidade nova-iorquina eternizado por Frank Sinatra: (…) I wanna wake up in that city (Eu quero acordar numa cidade)/That doesn't sleep (Que nunca dorme)/And find I'm king of the hill (E descobrir que sou o rei do pedaço)/Top of the heap (O maioral). New York, New York…

20/12/2013 / 0 Comments
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