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Rede e Psol confirmam apoio a Carlos Casteglione em Cachoeiro

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Pré-candidato do PT a prefeito avança em articulações para unificação da esquerda nas eleições municipais Em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, a federação partidária formada por Rede Sustentabilidade e Partido Socialismo e Liberdade (Psol) apoiará o pré-candidato a prefeito Carlos Casteglione, do Partido dos Trabalhadores (PT), nas eleições municipais deste ano. O acordo foi selado em uma reunião realizada na noite dessa terça-feira (19), na residência de um apoiador das siglas, com a presença do presidente municipal do Psol, Marco Antônio Reis, e um dos porta-vozes municipais da Rede, Wesley Correa. Marco Antônio Reis (Psol), Carlos Casteglione (PT) e Wesley Correa (Rede). Foto: Divulgação Casteglione, que atualmente é subsecretário de Estado do Trabalho, Emprego e Geração de Renda, já ocupou a Prefeitura de Cachoeiro em dois mandatos (2009-2012 e 2013-2016). Sua pré-candidatura para as eleições municipais de outubro deste ano foi referendada no início deste mês de março pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Desde o fim do ano passado, ele vinha articulando o apoio de Psol e Rede, de forma a unificar o campo progressista em Cachoeiro. Em meio aos diálogos, a Rede lançou a pré-candidatura do empresário Wesley Correa, mas, segundo informações de bastidores, apenas com a intenção de marcar posição no jogo eleitoral. O Psol, por sua vez, tem direcionado suas forças para candidaturas à Câmara de Vereadores, tendo como principal aposta a ativista trans Agatha Benks. No próximo dia 28 de março, a sigla realizará a posse de seu diretório municipal, realizado em março. “Os dois grupos entendem a importância de potencializar a pré-candidatura do ex-prefeito Carlos Casteglione, que tem como principal cabo eleitoral no município o presidente Lula e o Governo Federal. Destacam que nos dois mandatos de prefeito de Casteglione, Cachoeiro foi beneficiada com diversas ações conjuntas com o Governo Federal, como o ‘Minha Casa, Minha Vida’. Mandatos que foram marcados por ações nas áreas sociais, mas também em questões estruturantes e de infraestrutura”, diz um comunicado à imprensa assinado pelas duas federações nesta quarta-feira (20). O comunicado destaca ainda que “a parceria ente Lula e Casteglione (…) poderá ser restabelecida”, e que o ex-prefeito “mantém ótima relação com o governador Renato Casagrande. Uma parceria nas três esferas de poder será muito benéfica para o município”. O texto informa também que “o apoio de outras agremiações partidárias é conduzido com muito diálogo, e a partir do mês de abril, pretende-se ampliar esse diálogo para as comunidades, com diversas visitas aos bairros e segmentos, para construir, através de muita escuta, um plano de governo com a cara do povo cachoeirense”. Agora, Carlos Casteglione sonha com um apoio do Partido Socialista Brasileiro (PSB) do prefeito Victor Coelho e, principalmente, do governador Renato Casagrande. Apesar disso, Coelho tem manifestado aversão a uma aliança com o PT e trabalha com a pré-candidatura da secretária municipal das pastas de Obras e Manutenção e Serviços, Lorena Vasques (PSB). O presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, também fechou as portas para apoio a outras candidaturas em Cachoeiro que não a de Lorena Vasques, segundo informações de uma fonte inserida nos meios políticos locais. De qualquer forma, as articulações nos bastidores seguem ocorrendo e nada pode ser descartado por enquanto. Direita dividida Se a unificação do campo da esquerda parece se consolidar, na direita, os grupos continuam bastante divididos. Sem uma liderança após a desistência do vereador Júnior Corrêa (PL), até então considerado um dos favoritos para a disputa pela Prefeitura de Cachoeiro, o setor empresarial tem dialogado com várias pré-candidaturas – até mesmo com Casteglione, tendo em vista que o PT comanda o governo federal atualmente. Nos bastidores, tem se falado da migração de aliados de Júnior Corrêa para o grupo dos pré-candidatos aliados Diego Libardi (Republicanos), secretário de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho de Vitória; Bruno Resende (União) e Allan Ferreira (Podemos), deputados estaduais; e Márcia Bezerra (PRD), ex-secretária de Desenvolvimento Social de Cachoeiro. A movimentação do grupo de Corrêa – que anunciou que abandonará a vida política para se tornar padre – reflete os desgastes internos do Partido Liberal (PL), que hoje tem como pré-candidato a prefeito o vereador Léo Camargo. Camargo foi a Brasília esta semana para participar de um evento do PL e aproveitou para gravar vídeos com o senador Magno Malta e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Presidente do diretório municipal da sigla bolsonarista, o deputado estadual Callegari tem tentado garantir o apoio de um colega seu na Assembleia Legislativa: Theodorico Ferraço (PP), ex-prefeito de Cachoeiro em cinco mandatos, que era um entusiasta da candidatura de Júnior Correa. Apesar disso, o Progressistas (PP) tem avaliado a possibilidade de uma candidatura própria. Entre os nomes submetidos a pesquisas estão os da ex-deputada e ex-prefeita de Itapemirim Norma Ayub, mulher de Ferraço; do coronel da Polícia Militar Fabricio Martins; e o do empresário e presidente da Associação Comercial de Cachoeiro (Acisci), Roberval Rocha. Victor Coelho aposta em obras e empréstimo no fim do mandato Prefeito de Cachoeiro tenta viabilizar secretária Lorena Vasques como sucessora na gestão municipal https://www.seculodiario.com.br/politica/victor-coelho-aposta-em-macrodrenagem-e-emprestimo-no-fim-do-mandato Políticos do PT circulam pelo Estado para reforçar pré-candidaturas Mais de dez cidades têm pré-candidatos a prefeito; situação mais adiantada é a de Cachoeiro https://www.seculodiario.com.br/politica/politicos-do-pt-circulam-pelo-estado-reforcando-pre-candidaturas ‘Minha motivação é o presidente Lula’ Carlos Casteglione é oficializado como pré-candidato a prefeito de Cachoeiro pelo PT https://www.seculodiario.com.br/politica/minha-motivacao-e-o-presidente-lula Esquerda de Cachoeiro mobiliza pré-candidaturas à Câmara de Vereadores Atual legislatura não tem mulheres e é majoritariamente conservadora; ativista trans e professora estão no cenário https://www.seculodiario.com.br/politica/esquerda-de-cachoeiro-mobiliza-pre-candidaturas-a-camara-de-vereadores

20/03/2024 / 0 Comments
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Eustáquio de Castro assume Reitoria da Ufes no próximo dia 24

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Chapa formada com Sonia Lopes foi eleita para atuar durante o quadriênio 2024-2028 O mandato do novo reitor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Eustáquio Vinicius Ribeiro de Castro, tem início no próximo domingo (24), conforme nomeação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Diário Oficial desta quarta-feira (20). Eustáquio, que é professor do Departamento de Química e vice-diretor do Centro de Ciências Exatas (CCE), atuará durante o quadriênio 2024-2028. A nomeação da vice-reitora eleita, a professora do Departamento de Teorias do Ensino e Práticas Educacionais Sonia Lopes, é realizada pelo reitor, após o início do seu mandato. Com a nomeação de Eustáquio, a Ufes volta a ter um reitor escolhido pela comunidade acadêmica. O atual, Paulo Vargas, foi nomeado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), embora a professora do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e atual secretária nacional de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Ethel Maciel, tivesse sido a escolhida na consulta feita à comunidade acadêmica e a que teve maioria de votos na lista tríplice enviada ao Governo Federal. A “Chapa 10 – Nossa Ufes: Incluir, Construir, Transformar”, encabeçada por Eustáquio e Sônia, venceu a consulta à comunidade acadêmica, realizada em novembro último, com 53,9% dos votos válidos. A “Chapa 20 – Ufes+”, de oposição ao atual reitor, era encabeçada por Edinete Maria Rosa, professora do Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento e diretora do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), e tinha como vice Maria Lúcia Teixeira Garcia, docente do Departamento de Serviço Social. Elas obtiveram 46,1% dos votos válidos. Em dezembro último, Eustáquio também ganhou na votação do Colégio Eleitoral. Ele recebeu 53 dos 60 votos e compôs uma lista tríplice, junto a Louisiane Nunes, em segundo lugar; e Patrícia Rufino, em terceiro. A professora Sonia Lopes obteve 51 votos e também ficou em primeiro lugar no Colégio Eleitoral da Ufes, que é formado pelos membros dos conselhos Universitário, de Ensino, Pesquisa e Extensão e de Curadores. A votação foi uninominal, ou seja, cada integrante votou em um candidato a reitor e, separadamente, em um candidato a vice-reitor. A consulta à comunidade acadêmica contou com a participação de 7,6 mil votantes, num universo de 29,5 mil aptos, ou seja, 26% participaram do processo eleitoral. Na separação por segmento, compareceram às urnas 67,6% dos professores, 66,76% dos técnicos e 19,79% dos estudantes. A chapa 10 obteve 698 votos dos professores, 759 dos servidores técnico-administrativos e 1,9 mil dos estudantes. Já a chapa 20, obteve 487 votos dos professores, 448 dos técnicos e 3,2 mil dos estudantes. Foram registrados, ainda, 15 votos brancos e nulos entre os docentes, 29 entre os técnico-administrativos e 36 entre os estudantes. Por ocasião da vitória na consulta, Eustáquio avaliou que a escolha da comunidade universitária foi pautada “na experiência e postura profissional mostrados nos cargos de gestão e na carreira acadêmica” e na aposta e um projeto coletivo. Ele afirmou que sua gestão vai atuar com “efetividade e afetividade”. Eustáquio apontou que efetividade é no que diz respeito a “um serviço efetivo voltado para a gestão pública”, e afetividade seria “o foco no ser humano e no ambiente que o cerca”. “Universidade não pode ser uma bolha, não pode ter um fim nela própria, é a sociedade a razão de sua existência”, disse. Durante a campanha, a “Chapa 10” buscou abarcar mais apoiadores dentro da própria comunidade acadêmica. Já a “Chapa 20” evidenciou que possuía entusiastas entre representantes de movimentos sociais e figuras que ocupam cargos políticos. Uma delas foi a professora Ethel Maciel. Eustáquio e Sônia vencem consulta para Reitoria da Ufes Chapa alcançou 53,9% dos votos válidos, contra 46,1% da concorrente. Consulta contou com 7,6 mil votantes https://www.seculodiario.com.br/educacao/chapa-de-eustaquio-e-sonia-vence-consulta-para-reitoria-da-ufes Eustáquio de Castro fica em primeiro lugar na lista tríplice para reitor da Ufes – Século Diário Chapa formada com Sonia Lopes foi a mais votada na pesquisa eleitoral junto à comunidade acadêmica https://www.seculodiario.com.br/educacao/eustaquio-de-castro-fica-em-primeiro-lugar-na-lista-triplice-para-reitor-da-ufes

20/03/2024 / 0 Comments
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Trabalhadores dos Correios no Estado vão paralisar atividades no dia 4 de abril

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Movimento faz parte de uma mobilização que tem como pauta principal a realização de concurso  Os trabalhadores dos Correios no Espírito Santo aprovaram, em assembleia realizada nessa terça-feira (19), o estado de greve e adesão à paralisação nacional marcada para o dia 4 de abril. A mobilização, que ocorre em todo o Brasil, tem como principal pauta a realização de concurso público. Além disso, os trabalhadores se opõem ao fato de a atual gestão da empresa não cumprir o Acordo Coletivo da categoria.  O estado de greve e a paralisação foram aprovados em Plenária da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), realizada no final de fevereiro, reunindo sindicatos de todo o Brasil. Agora, as bases, nos estados, discutem a ratificação ou não dessa decisão. O último concurso foi realizado em 2011, porém, desde então, muitos servidores se aposentaram ou saíram da empresa, o que, de acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Prestadoras de Serviços Postais, Telegráficos e Similares do Espírito Santo (Sintect-ES), Regina Sarmento, tem causado sobrecarga de trabalho e adoecimentos dos servidores. Os trabalhadores também se dizem insatisfeitos com a resistência da empresa em suspender a Distribuição Domiciliar Alternada (DDA). Por meio dela, a distribuição de objetos simples é feita em dias alternados, ou seja, as entregas ocorrem em cada localidade dia sim, dia não. Regina destaca que DDA é fruto da falta de profissionais para fazer entrega, acarretando demora na entrega das cartas ao destinatário e sobrecarga para o trabalhador, pois como ele não pode voltar ao local no dia seguinte para entregar, acumulam-se várias correspondências. O Sintect salienta que o sucateamento ocorrido na empresa durante o Governo Bolsonaro (PL) acarretou em sobrecarga de trabalho, planos de carreira e salários defasados. Os trabalhadores, aponta Regina, seguem acumulando funções sem nenhuma garantia de que as condições de trabalho devem melhorar. Ela destaca, ainda, que até mesmo os direitos do último Acordo Coletivo, assinado no final de 2023, têm se tornado inacessíveis. A dirigente sindical informa a aplicabilidade do acordo dependia de um documento a ser divulgado pelos Correios sobre como proceder. Entretanto, isso foi feito há menos de 30 dias. Agora, os trabalhadores estão na expectativa de ver o Acordo Coletivo de fato entrar em vigor. Sindicato denuncia surto de Covid-19 entre trabalhadores dos Correios Somente na Grande Vitória foram registradas 57 infecções no mês de janeiro. Também há casos no interior https://www.seculodiario.com.br/sindicato/sindicato-denuncia-surto-de-covid-19-entre-trabalhadores-dos-correios ‘Isso não é tendência no mundo’, diz deputado sobre privatização dos Correios Helder Salomão afirma que apenas oito países têm serviços postais privatizados https://www.seculodiario.com.br/politica/isso-nao-e-tendencia-no-mundo-diz-helder-salomao-sobre-privatizacao-dos-correios

20/03/2024 / 0 Comments
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Combate à poluição por microplástico requer políticas públicas bem implementadas

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Ufes integra estudo nacional que visa embasar medidas de gestão, regulamentação e educação  Inata Gestão adequada dos resíduos sólidos, regulamentação industrial e educação ambiental da população formam um tripé básico de medidas que precisam ser implementadas de forma eficaz para enfrentar a poluição por microplásticos, um problema global de saúde pública e meio ambiente. Embasar cientificamente as tomadas de decisões necessárias para atingir esse cenário ideal é o objetivo de um estudo nacional realizado por diversas instituições federais de ensino e pesquisa no país, incluindo a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O Projeto MicroMar se propõe a realizar um levantamento inédito do microplástico nas praias brasileiras, do Amapá ao Rio Grande do Sul, incluindo onze praias capixabas entre o litoral de Linhares e Piúma, norte a sul do Estado. Os professores do Departamento de Oceanografia e Ecologia da Ufes Fabian Sá e Ryan Carlos de Andrade integram a equipe executora do projeto, que é coordenado pelo professor do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) Guilherme Malafaia. Os microplásticos são partículas com tamanhos entre 100 nanômetros e 5 milímetros. A maior parte é invisível, já que 1 mm equivale ao tamanho de 1 milhão de nanômetros. Presente na água doce e no mar, essas minúsculas partículas de plástico são ingeridas continuamente por animais aquáticos e também pelo ser humano, sejam consumindo peixes ou até mesmo na água da torneira. “Uma pesquisa mais recente mostrou microplástico em artérias humanas. Também já foi verificado em placenta, pulmões. A ciência ainda não tem certeza dos efeitos deletérios na saúde humana, mas há registro da presença do microplástico nessas várias partes do corpo humano”, informa Fabian Sá. Em animais, complementa, já há estudos apontando que as micropartículas podem ultrapassar barreiras imunológicas, afetar órgãos, tecidos e a funcionalidade celular, causando efeitos tóxicos e até letais. Conforme explicam os pesquisadores, o plástico pode demorar até 500 anos para ser decomposto. Durante esse tempo, o intemperismo natural atua, como a radicação solar, as chuvas e os microorganismos, transformando o macroplástico em partículas cada vez menores. Esses são os chamados microplásticos secundários. Já a fonte primária advém de produtos industriais, como cosméticos, que são fabricados com microplásticos em sua composição e chegam na natureza já em tamanho micro. Há ainda a fonte atmosférica, em que as micropartículas são transportadas pelo vento, seja oriunda de fuligem da queima de plástico (lixo hospitalar, por exemplo) ou da própria decomposição em lixões e na natureza. “No Brasil faltam estudos sobre poluição atmosférica por microplástico. Ainda temos como fonte principal os rios. Estima-se que 80% de todo o lixo marinho provêm de atividades no continente. E esse aporte se dá através dos rios”, explica Fabian Sá. Coletas e análises As coletas do Projeto MicroMar devem ser finalizadas no próximo mês de abril e as análises estão sob responsabilidade do laboratório do grupo do professor Fabian Sá, visando quantificar e tipificar os microplásticos, estabelecer valores de background, construir e disponibilizar mapas de distribuição da poluição microplástica, bem como determinar índices de risco de polímero e de carga poluidora. O projeto MicroMar prevê, ainda, a realização de uma análise sobre as correlações entre os níveis de poluição por microplásticos nas praias com variáveis oceanográficas, condições ambientais e com aspectos gerais do litoral brasileiro. “Estamos fazendo um grande levantamento de todo o litoral brasileiro para termos um diagnóstico da situação das praias em relação à poluição por microplástico e, assim, mostrar o que é necessário fazer em termos de gestão, regulamentação e educação ambiental”, afirma Fabian Sá. Em âmbito nacional e estadual, ele cita ferramentas que já existem, como o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar e o Plano Estadual de Resíduos Sólidos. Este, em processo de revisão. “Fomos convidados pela Seama [Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos] para participar dessa revisão e, a partir daí, realizar um programa especifico sobre lixo marinho. Já sabemos que grande parte dessa poluição vem dos rios, então naturalmente vamos expandir esse trabalho para os municípios do interior do Estado. A ideia é, no ano que vem, inserir esse programa de avaliação e monitoramento do lixo marinho dentro do plano estadual de resíduos sólidos, com diversos projetos e ações para desenvolver a longo prazo, dialogando com outros programas que já existem dentro do plano estadual, como logística reversa e programas educacionais”, relata. Obviamente, essas ações sobre o macroplástico irão se somar aos dados levantados pelo projeto MicroMacro, sobre microplástico, trazendo subsídios muito precisos para as tomadas de decisões. “O monitoramento do macro e do micro traz um termômetro da situação. Se está piorando, quer dizer que as ações e políticas públicas ou foram implementadas sem a devida eficiência ou não foram implementadas”, ressalta. Entre as ações que estão no norte dos pesquisadores para recomendar aos gestores públicos, estão o cumprimento, pelas indústrias, das medidas que lhes cabem na logística reversa; o apoio do poder público na instrumentalização e capacitação dos catadores de materiais recicláveis; a educação ambiental da população; o fim do descarte fora de aterros sanitários; implementar parcerias com pescadores, para retirada do lixo do mar, como ocorre na Baía de Guanabara; e aprovação de leis que proíbam a produção de microplástico pelas indústrias. Crise climática “O governo federal e estadual podem ser grandes articuladores dessas medidas”, ressalta Fabian, enfatizando a necessidade de uma logística reversa bem implementada. “Hoje a lótica é linear, produz e descarta, sem retornar para a reciclagem, o reuso. E descarta mal”. O Brasil é um dos países que mais produz plástico, mas é também um dos que menos recicla esse material, acrescenta o professor. Em 2050, há sim uma projeção de que haverá mais plástico nos oceanos do que peixes. “Em alguns lugares já é assim, como na Indonésia, com ilhas de plástico”, exemplifica, citando também as “rochas de plástico” encontradas na ilha oceânica de Trindade, a 1,2 mil km de Vitória, Capital do Espírito Santo. Em âmbito mundial, também já há um entendimento de que a poluição plástica não é apenas uma questão de poluição aquática e terrestre, mas uma questão climática, acrescenta, dialogando com uma

20/03/2024 / 0 Comments
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Para ativista, Lula deveria seguir exemplo do presidente da Colômbia

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Em passagem por Vitória, Thiago Ávila falou da necessidade de mobilização permanente nas ruas contra a direita Comunicador, socioambientalista e ativista internacionalista, Thiago Ávila, criador do Canal Bem Vivendo, é o convidado da Entrevista do Século, gravada durante sua passagem por Vitória. Ele conta sobre o que é o Bem Viver, baseado na cosmovisão de povos indígenas; fala de questões como mercantilização da água, exploração do petróleo e emergência climática; e avalia como enxerga a atuação do Governo Lula e a conjuntura política do Brasil atualmente.  Na conversa com o jornalista Vitor Taveira, Thiago ainda aborda sua visão sobre os mandatos coletivos; fala da relação com o Espírito Santo, que começou em um momento difícil de sua vida e cresceu de forma inusitada; e também da questão Palestina, que tem sido um dos principais focos de sua militância nos últimos meses. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.

19/03/2024 / 0 Comments
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Agora sim, ‘batizado’

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Com pose para foto ao lado de Bolsonaro, Ramalho oficializa entrada no PL para disputar Prefeitura de Vila Velha Redes Sociais Hino nacional ao fundo, pose para foto – e vídeo – ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a repetição do lema “Deus, pátria, família e liberdade”. Foi assim, seguindo o “ritual” do PL e da extrema direita, que o ex-secretário estadual de Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho, anunciou nesta terça-feira (19) sua entrada oficial à sigla, para disputar a Prefeitura de Vila Velha. Esse destino já havia sido traçado dias atrás, com a mudança de tom nas redes sociais, afastando de vez Ramalho do Republicanos, até então cotado como abrigo partidário preferencial. “Agora é fato! O Capitão deu a missão”, exaltou o ex-secretário no Instagram, prometendo fidelidade a Bolsonaro, com agradecimentos ainda ao senador Magno Malta, presidente estadual do PL no Estado, e ao deputado federal Gilvan da Federal. A efetivação do palanque, agora com todas as letras, intensifica as movimentações no município, que tem um eleitorado cativo para o perfil de Ramalho e se consolidou como um dos principais pontos dos protestos bolsonaristas no Estado, além de cravar votações expressivas no campo da direita e do conservadorismo. Ramalho vem para o jogo como opositor ferrenho do prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos), candidato do governador Renato Casagrande (PSB), em disputa que já registra ensaios de guerra e polarização. Agora é esperar para ver quais legendas o palanque bolsonarista vai atrair – a previsão, antes, era fechar a trinca com o Republicanos e o PP -, quem será o vice, e como se desenrola o bate-rebate entre os dois principais candidatos em campo. Não vai sobrar pedra sobre pedra! MajoritáriasRamalho não foi o único candidato do PL a ir a Brasília para referendar o palanque e receber o “batismo” de Bolsonaro. Também por lá, o vereador Igor Elson, candidato na Serra; o também vereador Léo Camargo, em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado; e o delegado Leandro Sperandio, em Aracruz, no norte. Majoritárias IINa coluna passada, informei mais dois nomes: a servidora pública Mônica Ziviani, candidata em Vila Pavão, que esteve em Brasília um dia antes para o mesmo batismo, e o prefeito de São Gabriel da Palha, Thiago Rocha – este, por enquanto, com evento de filiação no próprio município, neste sábado (23). GeralTambém nesta terça, outro “bonde” do PL partiu para a Capital Federal. Os deputados Danilo Bahiense, Callegari e Lucas Polese, o ex-vereador de Vila Velha Devacir Rabello e o presidente do diretório canela-verde, Carlos Salvador. Dizem que para participar “de uma sessão no Senado”, sem entrar em detalhes. Áreas estratégicasDo lado de Arnaldinho, como analise aqui pouco tempo atrás, seguem as investidas em mostrar serviço na área de Segurança Pública, com a atuação de sua Guarda Municipal e publicações de operações e apreensões nas redes sociais. Ele também segue com tudo nos encontros com lideranças evangélicas, para arrebatar votos. Nos dois setores, Arnaldinho vai bater de frente com Ramalho. E aí, Casão?!Mais um ano, mais uma campanha salarial, e Casagrande no centro das pressões. A demanda, agora, é por uma reposição de 14,38%, referente às perdas inflacionárias de 2020 a 2023, com mobilização que envolve servidores dos três poderes. Dá para criar expectativas? Em 2023, apesar de todas os protestos e apelos, o índice chegou a apenas 5%. E aí, Casão II?!Nessa segunda-feira (18), um grupo de servidores marcou presença em frente ao Palácio Anchieta, com faixa apontando o índice pleiteado e a frase: “Estado Organizado! Servidor Valorizado?”. As categorias consideram que o cenário econômico atual é favorável para que o governo recupere as perdas históricas. Causa própriaA decisão de Casagrande virá na esteira do anúncio do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que neste ano vai pagar aumento de 10% a partir de abril. O índice, é preciso deixar claro, veio com a maquiagem de “valorização dos servidores municipais”, mas na verdade, Pazolini nada mais fez que legislar em causa própria – leia-se campanha eleitoral. MarcasA pergunta que não quer calar: o governo vai chegar na mesma marca do seu oponente de Vitória, vai parar antes ou atender, de fato, aos 14,38%? Veremos, em breve! Nas redes“(…) Deus tem nos abençoado e, por isso, estamos cada vez mais unidos, promovendo diálogos democráticos, harmônicos e produtivos para, muito em breve, realizar as mudanças que nossa amada Cachoeiro de Itapemirim tanto anseia”. Diego Libardi (Republicanos), ao lado dos deputados Allan Ferreira (Podemos) e Bruno Resende (União). FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Divisões do eleitorado – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/divisoes-do-eleitorado Qualquer semelhança… – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/qualquer-semelhanca-1-1

19/03/2024 / 0 Comments
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Mais festa na Prefeitura de Vitória: Lorenzo Pazolini homenageia pastores e líderes religiosos Redes Sociais Poucos dias depois da festança do reajuste aos servidores públicos, a Prefeitura de Vitória virou palco de outra investida eleitoral de Lorenzo Pazolini (Republicanos): homenagem a pastores e líderes “pelos serviços prestados à sociedade capixaba”. O evento, realizado nessa segunda-feira (18), entregou diploma de honra ao mérito e medalhas, somado a discursos programados, e registro de presenças de políticos-aliados que transitam pela área, como o vereador de Vitória Davi Esmael (PSD) e de Vila Velha, Devanir Ferreira (Republicanos). A ação se soma a outras já incontáveis executadas por Pazolini e Davi, com foco, principalmente, nos evangélicos, setor conhecido por representar um cobiçado filão eleitoral. Toda semana – ou mais – o gabinete de Pazolini também vira um espaço de oração, com rodízio de lideranças, sem falar ainda, como já citado aqui várias vezes, na extensa lista de visitas a igrejas e participação em eventos – mais uma, inclusive, ocorreu nesta semana, em comemoração aos 27 anos da Igreja Evangélica Batista de Vitória (IEBV). A estratégia, sem dúvida alguma, ganhará ainda mais gás nos próximos meses, no vale-tudo da busca pela reeleição. Pazolini tem a máquina, resta saber se converte, em bloco, os votos dos fiéis. Enquanto isso……Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e João Coser (PT) também seguem colocando as estratégias em ação, à frente dos demais nomes que se apresentam no jogo no quesito movimentação eleitoral. CaminhosOutro dia, o tucano deu palestra para a juventude, com o título “Qual cidade queremos?”, e reforçou sua aliança com o União Brasil, do secretário estadual de Meio Ambiente, Felipe Rigoni. Já Coser mantém o foco em vídeos de campanha e na história do metrô de superfície, que até hoje depõe contra ele. ‘Cópia’A propósito, a vereadora Karla Coser, filha do deputado, fez discurso na Câmara mostrando que o novo serviço anunciado por Pazolini, nessa segunda, com toda pompa, foi indicação de seu mandato, protocolada há dois anos. Trata-se do Vetmóvel, um atendimento veterinário itinerante. “O prefeito atendeu nossa indicação, colocou o mesmo nome, mas claro, não deu nem um crédito”, cravou, apontando “cópia”. Nas ruasEm meio aos efeitos no mercado dos acenos de aliança entre o prefeito da Serra, Sergio Vidigal (PDT), e o antecessor e conhecido adversário, Audifax Barcelos (PP), o deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos) fez mais uma “blitz” no Hospital Materno Infantil e ficou até 3h da madruga, para fiscalizar denúncias de falta de atendimento e médico. A Saúde se consolida, cada vez mais, como sua bandeira de campanha. Ou seja, o calo no sapato de Vidigal e, agora, do seu pupilo, Weverson Meireles (PDT). Nas ruas IIQuem também esteve por lá foi o vereador Darcy Júnior (Patri), que acompanhou Muribeca na polêmica “Operação Peixada” no Sine. Darcy chegou a ser alvo de investigação na Câmara, por quebra de decoro, mas levou apenas uma advertência. O caso também foi parar na Justiça, só que entre o deputado e a gestão de Vidigal. Mais reajusteO prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), candidato à reeleição, anunciou nesta terça-feira (19) reajuste linear de 5% para os servidores municipais e do tíquete-alimentação, que passou de R$ 500 para R$ 600. Ambos válidos a partir de 1º de abril. Veremos a repercussão no funcionalismo… OposiçãoEm Santa Maria de Jetibá (região serrana), o Republicanos anunciou a candidatura a prefeito de Hans Dettmann, que disputou em 2020 pelo Patriota e também em 2026. Ele é empresário do agronegócio e espera reunir no palanque o PL e o Novo, como oposição ao prefeito Hilário Roepke (PSB), o Gatinha, já em segundo mandato. Nas redes“A Lei de Qualidade do Ar 1014/2024, aprovada na Assembleia Legislativa, não resolve o problema do pó preto na cidade de Vitória e ainda protege as empresas poluidoras! O secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Felipe Rigoni, está prevaricando! (…)”. André Moreira, vereador pelo Psol. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Apostas de Pazolini Festa do reajuste para os servidores de Vitória não perdeu para nenhuma campanha eleitoral https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/apostas-de-pazolini Estado (nada) laico Lorenzo Pazolini e, de novo, a Igreja Batista: vereadora quer explicações sobre culto em formação de professores https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/estado-nada-laico Tour religioso-eleitoral Lorenzo Pazolini mira na Igreja Católica, João Coser na Batista, e a classe política, em peso, demarca território https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/tour-religioso-eleitoral Republicanos em ação Na Capital, grupo de Lorenzo Pazolini e o próprio prefeito investem todas as fichas eleitorais https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/republicanos-em-acao

19/03/2024 / 0 Comments
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Ação contra a Vale na Holanda defende 77 mil pessoas e mil empresas

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Novo processo internacional, da ordem de R$ 18 bilhões, envolve atingidos no Espírito Santo, MG e BA Karini Berg Duas semanas após o encerramento das inscrições de atingidos interessados em ingressar em uma nova ação judicial internacional decorrente do crime cometido na bacia do Rio Doce, a Justiça da Holanda foi acionada em uma ação de R$ 18 bilhões (3 bilhões de Euros) contra a Vale e a subsidiária holandesa da Samarco (Samarco Iron Ore Europe BV). O novo processo envolve mais de 77 mil pessoas, sete municípios – nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia -, cerca de mil empresas e associações e 20 instituições religiosas, nenhum deles integrantes do processo aberto em 2018 na Corte britânica. Os sete municípios são: Sooretama, no Espírito Santo; Mucuri, na Bahia; e Ponte Nova, Iapu, Rio Casca, Antônio Dias e Gonzaga, em Minas Gerais. A iniciativa de ambas ações é do escritório de advocacia global Pogust Goodhead. Em Londres, são mais de 700 mil atingidos e R$ 230 bilhões. Na Holanda, a ação foi aberta por meio da Stichting Ações do Rio Doce, uma fundação sem fins lucrativos da Holanda, que instruiu o Pogust Goodhead como consultor jurídico, juntamente com o holandês Lemstra Van der Korst. O processo foi iniciado depois que os advogados penhoraram os ativos financeiros que a Vale detém em sua subsidiária naquele país, a Vale Holdings BV. A medida é necessária para proteger os ativos em caso de compensação de danos e garantir que os requerentes recebam uma indenização completa e justa. A barragem de Fundão, em Mariana, era operada pela Samarco, que é uma joint venture entre as gigantes da mineração Vale, a segunda maior mineradora do mundo, e a anglo-australiana BHP, o maior grupo do setor no planeta. Na avaliação do CEO e sócio-administrador global do Pogust Goodhead, Tom Goodhead, as ações internacionais são uma resposta ao processo de reparação, que após oito anos, não atende às necessidades dos atingidos. “Atrasar a justiça e fazer ofertas de baixo valor no Brasil não vão impedir as vítimas de exigirem justiça. Chegou a hora de os conglomerados multinacionais serem responsabilizados por suas ações onde quer que operem ou obtenham seus lucros. As subsidiárias holandesas desempenharam um papel fundamental na extração global de lucros da mina da Samarco, sendo a Samarco holandesa um meio significativo de gerenciar, comercializar e distribuir o minério de ferro da Samarco produzido a partir da barragem de Mariana”. Para Goodhead, Vale e Samarco não apenas deixaram de fazer o certo pelas vítimas, mas também expuseram seus investidores a níveis extraordinários de risco em relação à conta de indenização sem precedentes que a empresa agora enfrenta. “Os investidores da Vale deveriam exigir estimativas detalhadas e divulgação transparente de como uma decisão adversa poderia impactar o preço das ações da empresa e as classificações de sua estrutura de capital. Por muito tempo, as vítimas do desastre da barragem de Mariana têm visto a Vale e a BHP continuarem a se vangloriar de seus lucros e dividendos para os acionistas, enquanto as vítimas ainda não receberam indenização por suas perdas e continuam a viver com a devastação que as empresas causaram há oito longos anos”, afirmou o CEO. Já no processo que tramita na Inglaterra, a BHP enfrentará um julgamento de responsabilidade em outubro de 2024 na Corte de Londres. A mineradora australiana protocolou recentemente uma ação contra a Vale nesse processo, buscando a contribuição da empresa caso a BHP seja considerada responsável pelo colapso da barragem. Repactuação Na justiça brasileira, o emaranhado de processos passou a ser tratado em uma nova Vara Federal, a 4ª, em Belo Horizonte, e num novo Tribunal Regional Federal (TRF), o 6º. Ainda não resultaram, porém, em sentenças com soluções definitivas. Recentemente, o TRF-6 inclusive atendeu a um recurso das mineradoras e suspendeu a obrigação de que os programas de reparação e compensação cheguem a dezenas de comunidades atingidas no litoral norte, conforme estabelece a Deliberação nº 58/2017 do Comitê Interfederativo (CIF). A decisão do TRF-6 teve uma resposta este mês por parte da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que afirmou que o Espírito Santo não voltará à mesa de repactuação enquanto o litoral norte não foi reconhecido. A repactuação do acordo de reparação e compensação, agora sob coordenação do governo federal, tem como um patamar mínimo o valor de R$ 100 bilhões, conforme reafirmou o deputado federal Helder Salomão (PT), relator da Comissão Externa da Câmara dos Deputados que acompanha a repactuação. Os atingidos também estão mais mobilizados no Brasil para exigir reparações para além das indenizações e auxílios de cunho econômico, mas que envolvam também ações de saúde pública, principalmente após a divulgação dos relatórios da Aecom, perita judicial do caso, contratada pelo Ministério Público Federal (MPF), que apontou a contaminação de todos os alimentos – pescados e produtos agropecuários – produzidos na Bacia do Rio Doce. PGE e Casa Civil: Estado só retoma repactuação com litoral norte reconhecido Anúncio foi feito em reunião com comunidades quilombolas atingidas, totalmente desassistidas https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/pge-e-casa-civil-estado-so-retoma-repactuacao-com-litoral-norte-reconhecido Patamar mínimo para a repactuação é de R$ 100 bilhões, reafirma Helder Concretização da expectativa otimista do presidente Lula exige mudança de postura da Samarco, Vale e BHP, avalia https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/patamar-minimo-para-a-repactuacao-e-de-r-100-bilhoes-reafirma-helder-salomao Exclusivo: Aecom e Ministério confirmam contaminação de alimentos com metais Documentos orientam ampla divulgação, mas governos e Renova se omitem, denuncia atingida Luciana Sousa https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/exclusivo-aecom-e-ministerio-confirmam-contaminacao-de-alimentos-com-metais Vale se torna ré no processo de R$ 230 bilhões na corte britânica Mineradora tem até novembro para apresentar defesa. Ações na Bolsa de Valores caíram após notícia https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/vale-se-torna-re-no-processo-de-r-230-bilhoes-na-corte-britanica

19/03/2024 / 0 Comments
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Inconstitucionalidade da Política de Qualidade do Ar é requerida por ONG

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Eraylton Moreschi, da Juntos SOS ES Ambiental, aponta “lacunas legais” em projeto de lei aprovado na Assembleia A Organização Não Governamental (ONG) Juntos SOS ES Ambiental quer que a Política Estadual de Qualidade do Ar, aprovada na semana passada na Assembleia Legislativa, seja declarada inconstitucional. Para a entidade, o Projeto de Lei 1.014/2023, de autoria do Governo do Estado, apresenta uma série de “lacunas legais”. Lucas S. Costa/Ales O posicionamento foi apresentado em ofício ao procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, assinado pelo presidente da ONG, Eraylton Moreschi, e encaminhado nessa sexta-feira (15). As críticas estão centradas, principalmente, no fato de o PL prever a compatibilidade das políticas de qualidade do ar com “desenvolvimento econômico”, “realidade nacional” e “peculiaridades locais”, sem apresentar de forma clara essas definições. “Qual a definição, no contexto da lei, de realidade nacional? Qual realidade nacional? Da saúde? Do meio ambiente? Dos gastos públicos com atendimentos do SUS para doenças da poluição? Dos gastos públicos com morbidade? Quais os critérios a serem utilizados para definir a realidade nacional? Quem terá a responsabilidade de definir realidade nacional? Qual a definição de peculiaridades locais? Quais os critérios a serem utilizados para definir as peculiaridades locais? Chuva, sol, calor, vento nordeste, crise hídrica, mudanças climáticas?”, questiona. O ofício ressalta que o Conselho Nacional Meio Ambiente (Conama) terá que editar uma nova normativa de padrões de qualidade do ar no Brasil este ano, ou então prevalecerão as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2021. Isso porque o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou, em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Procuradoria Geral da República (PGR), que a Resolução 491/2018 do Conama previa padrões aquém das recomendações da OMS. “Pelo visto, a Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou o Projeto de Lei 1.014/2023 e pretende permitir ao Governo do Estado, via decreto, anunciar números como padrões que sejam aquém das diretrizes de qualidade do ar da OMS, com base em cenários econômicos, realidade nacional e peculiaridades locais”, critica a ONG no ofício. O projeto de lei, que ainda será sancionado pelo governador Renato Casagrande (PSB), não apresenta valores atualizados de emissões e concentração de poluentes permitidos. A proposta descreve os tipos de poluentes a serem monitorados, e também determina que a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e os municípios publicarão, anualmente, o inventário de emissões de poluentes atmosféricos em suas respectivas esferas de atuação. Quanto aos valores máximos permitidos de concentração de poluentes, apenas indica que serão regulamentados por meio de decreto. Sendo assim, continuam em vigor os valores do antigo Decreto 3.463-R, de 13 de dezembro de 2013, sem haver qualquer tipo de atualização. No caso da poeira sedimentável – popularmente conhecida como pó preto, ou pó de minério -, o valor máximo estabelecido no decreto de 2013 é 14 gramas por metro quadrado em 30 dias. A lei de qualidade do ar da cidade de Vitória, aprovada em dezembro e contestada na Justiça pelo empresariado, já atualiza esse número para 5 gramas por metro quadrado. A deputada estadual Camila Valadão (Psol) apresentou uma emenda “para melhorar o projeto”, adicionando padrões semelhantes aos da lei de Vitória. Iriny Lopes (PT) também apresentou uma emenda com outras substâncias, e o próprio Gandini tentou uma emenda ao seu próprio projeto com mudanças nos parâmetros de poluentes. Todas as proposições foram recusadas. O relator, Tyago Hoffmann (PSB), vice-líder do Governo, acatou apenas uma emenda oral de Fabrício Gandini (PSD), que estabelece que o decreto 3.463-R de 2013 deverá ser revisado em até 180 dias após a publicação da lei. Gandini, que é presidente da Comissão de Meio Ambiente da Ales, é o autor do Projeto de Lei nº 494/2022, sobre o mesmo tema, mas que já tramitava na Assembleia desde 2022. As duas propostas foram colocadas em discussão única, por serem matérias correlatas, mas apenas o texto do governo estadual – que foi protocolado em dezembro passado e tramitou em regime de urgência – foi à votação, resultado de um acordo. Rigoni e Findes comemoram Nas redes sociais, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Felipe Rigoni se manifestou dizendo que “a aprovação do PL da qualidade do ar foi uma conquista para o meio ambiente, no Espírito Santo. Com o PL 1.1014/2023, teremos ainda mais transparência e controle em todo o território capixaba, seguindo as orientações da OMS”. A Findes, por sua vez, publicou nota oficial assinada pela presidente da entidade, Cris Sarmoni, na qual afirma que o texto do governo do Estado “contou com diferentes segmentos do poder público, do setor privado e da sociedade para a sua formulação. Trata-se de uma proposta construída democraticamente ao longo dos últimos dois anos”. Além disso, a Findes classifica a proposta como “moderna”, aliando “cuidado com o meio ambiente sem abrir mão do desenvolvimento econômico sustentável”. Política Estadual de Qualidade do Ar é aprovada sem padrões atualizados de emissões Projeto do governo do Estado prevaleceu após acordo que substituiu proposta de Fabricio Gandini https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/politica-estadual-de-qualidade-do-ar-e-aprovada-sem-padroes-atualizados-de-emissoes Tramitação de projeto de lei sobre qualidade do ar avança na Assembleia Proposta de Fabrício Gandini, prometida há um ano, foi aprovada na Comissão de Meio Ambiente https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/tramitacao-de-projeto-de-lei-sobre-qualidade-do-ar-avanca-na-assembleia

19/03/2024 / 2 Comments
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Secretário de Vitória cobra Iema por dados de medição da poluição do ar

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Tarcísio Föeger afirma que rede de monitoramento do órgão ambiental teve sumiço de informações O secretário de Meio Ambiente de Vitória, Tarcísio Föeger, cobrou o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), nessa segunda-feira (18), por conta de inconsistências nos dados na Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar (RAMQar) na região metropolitana do Estado. A cobrança ocorreu durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Vereadores que apura as causas do aumento da poluição atmosférica na Capital. Divulgação/PMV Segundo o secretário, o Iema não disponibilizou os dados de monitoramento do período entre julho de 2016 e março de 2017. Já em 2022, houve uma mudança no contrato com a empresa responsável pela RAMQar, que resultou em dados fora do padrão. “Essa falta de dados específicos [em 2016 e 2017] não é explicada devidamente pelo Iema. Uns alegam mudança de contrato, ou equipamento quebrado. Mas a verdade é que nós não estamos sendo abastecidos com informações de qualidade para que a gente faça aquilo que a cidade de Vitória exige da gente, que é monitoramento ambiental com qualidade”, criticou o secretário. Tarcísio Föeger argumentou, também, que o atual método de monitoramento da RAMQar, de forma manual e mensal, é obsoleto, sendo necessário o investimento em sistemas automatizados e que mostrem os dados em tempo real. Além disso, criticou o Iema – do qual foi diretor presidente entre 2013 e 2014 – por não ter respondido ofícios da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam). “Quando eu era presidente do Iema, estava sempre em contato com as secretarias municipais. E eu não tenho visto esse diálogo mais. Ao ponto de não responder ofícios da Semam. Respeitem a Secretaria de Meio Ambiente de Vitória, que é uma das mais antigas do Brasil! Então, eu exijo do Iema, do senhor diretor-presidente: quando receber ofício nosso, responda!”, disparou. Apesar das críticas, o secretário de Meio Ambiente de Vitória defendeu que, de acordo com a análise de dados da série histórica, houve melhoria na qualidade do ar em relação à emissão de poeira sedimentável – popularmente chamada de pó preto. Na reunião dessa segunda-feira, o presidente da Organização Não Governamental (ONG) Juntos SOS ES Ambiental, Eraylton Moreschi Júnior, deu continuidade à sua exposição de dados sobre o trabalho da organização na luta contra o pó preto. No encontro anterior, Moreschi defendeu a revisão dos Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) assinados com a Vale e a ArcelorMittal, em 2018, tendo em vista que os dados do segundo semestre de 2023 apontaram aumento na poluição. Durante a reunião, os vereadores defenderam a necessidade de o Iema se pronunciar na CPI, o que deverá ocorrer nos próximos encontros. Elogios a Pazolini O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), se manifestou contra a liminar que resultou na suspensão da Lei 10.011/2023, que estabelece parâmetros de medição da qualidade do ar atmosférico em Vitória – dentro do processo iniciado com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Sancionada no último dia 19 de dezembro, a norma foi suspensa dois dias depois pelo desembargador Fernando Zardini Antonio, que acatou liminarmente a ADI. Em sua manifestação no processo, o prefeito afirmou que, conforme informações da Procuradoria Geral do Município, “já restaram demonstrados os aspectos de constitucionalidade da norma em questão”. Vereador de oposição e vice-presidente da CPI, André Moreira (Psol) elogiou o posicionamento do prefeito no processo. Já o vereador Davi Esmael (PSD), um dos governistas que dominam a comissão, fez questão de ressaltar a “necessidade” de elogiar o prefeito. ‘Termos firmados com a Vale e ArcelorMittal têm que ser revisados’ Eraylton Moreschi, da Juntos SOS ES Ambiental, apresentou dados na CPI do Pó Preto de Vitória https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/termos-firmados-com-a-vale-e-arcelormittal-tem-que-ser-revisados Ambientalistas são expulsos da primeira reunião da CPI do Pó Preto Presidente da comissão, Leonardo Monjardim pediu para seguranças retirarem militantes do plenário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/ambientalistas-sao-expulsos-da-primeira-reuniao-da-cpi-do-po-preto Maioria governista toma conta da CPI do Pó Preto de Vitória Três dos cinco vereadores são da base do prefeito, conforme ato de Leandro Piquet https://www.seculodiario.com.br/politica/maioria-governista-toma-conta-da-cpi-do-po-preto-de-vitoria

19/03/2024 / 0 Comments
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