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Século Diário

Portal de Notícias

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Bancada do PT na Câmara divulga nota contrária à PEC 215

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A bancada do PT na Câmara dos Deputados divulgou, nessa quarta-feira (18), nota em que reitera sua posição contrária à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, que transfere do Executivo para o Congresso Nacional a palavra final sobre demarcações de terras indígenas, abrindo prerrogativa para os territórios quilombolas e áreas de proteção ambiental, além de permitir a revisão de demarcações já homologadas, caso do Espírito Santo.    No documento, a bancada considera “um equívoco” as atribuições dadas pela matéria ao Congresso Nacional, bem como a reversão de processos já finalizados. “Além disso, a PEC 215 é inconstitucional porque fere cláusulas pétreas da Carta Magna, pois precariza os direitos indígenas e suscita a geração de mais conflitos nas disputas territoriais”, retratam os parlamentares do partido. No texto, a bancada do PTafirma ainda depositar esperanças na comissão especial que, segundo eles, “haverá de encontrar soluções para dirimir os conflitos territoriais, tendo como parâmetros a busca de uma sociedade democrática, solidária e justa”.   Entretanto, como já afirmado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), pelo menos 72% dos deputados da comissão especial são membros ou aliados da Frente Parlamentar Agropecuária. São ao menos 15 ruralistas, com direito a voto, de um total de 21 deputados federais, nenhum deles do Espírito Santo. A comissão especial para análise da PEC 215/2000 foi instalada no último dia 10, em menos de dez minutos, com a presença de lideranças indígenas e em clima de tensão, sob os gritos de “Demarcação Já!” e “Assassinos!”, em referência aos ruralistas. A comissão foi criada em abril deste ano e constituída em setembro, para votar a proposta antes de encaminhá-la ao plenário da Câmara dos Deputados.    Nesta terça-feira (17), a comissão definiu, em sua primeira reunião, o cronograma de trabalhos. O deputado Afonso Florence (PT-BA), que já foi ministro do Desenvolvimento Agrário, preside o colegiado. A relatoria foi do deputado Osmar Serraglio (PMDB-SC), que já havia relatado e recomendado a aprovação da admissibilidade da proposta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O prazo regimental para a conclusão dos trabalhos é de 40 sessões ordinárias, podendo ser prorrogado por mais 20 sessões. A nota é assinada pelo líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE). O Espírito Santo é representado no grupo pela deputada federal Iriny Lopes.

19/12/2013 / 0 Comments
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Longe da meta

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Em entrevista à Rádio CBN-Vitória nesta quarta-feira (18), o secretário André Garcia fez um balanço da Segurança. Ele destacou que o Espírito Santo deve fechar 2013 com uma taxa de 40 homicídios por 100 mil habitantes.    Segundo Garcia, até o dia 17 de dezembro foram assassinadas no Estado 1,5 mil pessoas, contra 1.594 do mesmo período de 2012, o que representa uma redução de 6%.    É evidente que a redução é sempre melhor que o aumento. Afinal, quase 100 vidas foram poupadas com 6 pontos de recuou na taxa. Entretanto, quando os números são comparados aos de outros estados brasileiros e países, os dados assustam.    A taxa média de homicídios no Brasil está em 25/100 mil, que já é considerada altíssima para os padrões internacionais. O Chile, por exemplo, tem taxa de 3,7/100 mil; Estados Unidos 4,7%. São Paulo, em 2011, chegou a 10/100 mil.   Por isso, a taxa apresentada pelo secretário de Segurança de 40/100 mil é estarrecedora. Para se ter uma ideia da gravidade da taxa, a Colômbia, que convive com ações da guerrilha há quase meio século, tem uma taxa média de 33/100 mil, ou seja, sete pontos inferior à do Espírito Santo.    Os índices se tornam mais preocupantes ainda quando observamos o parâmetro da Organização Mundial de Saúde, que considera qualquer taxa acima de 10/100 mil violência epidêmica.    Chama atenção o fato de o secretário destacar no balanço que o Estado retomou os investimentos em Segurança em 2003, justamente no início do primeiro mandato do governo Paulo Hartung (2003 – 2010).   Embora André Garcia tenha sido subsecretário e depois secretário de Segurança na gestão Hartung, é patente para os profissionais da área e observadores que o governo anterior praticamente não fez investimentos na área. Tanto é que o atual governo precisou de três anos para começar a repor os efetivos das policias Civil e Militar, que foram abandonados por Hartung. Sem contar a falta de investimentos em infraestrutura. Faltava deste coturno a viaturas.    Os números são incontestes. Ao deixar o governo, em 2010, Hartung deixou a PM com o mesmo efetivo de 1993: cerca de oito mil homens.    Apesar de ser secretário de Hartung, Garcia deveria se concentrar nas metas atuais, que ainda estão muito longe do aceitável, e evitar relacionar qualquer avanço na área de Segurança à gestão passada.    Afinal, um governo que deixou um rastro de mais de 14 mil mortes em oito anos não merece nenhum crédito. Garcia deveria ter vergonha de dizer que fez parte do governo passado.

18/12/2013 / 0 Comments
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Muito interessante surgir logo agora, na Assembleia Legislativa, uma polêmica deste tamanho sobre as sessões especiais da Casa, motivo de ânimos exaltados dos deputados na sessão desta quarta-feira (18). Pois não é de hoje que essa prática rende críticas na sociedade civil, pelo excesso e mau uso do espaço. No caso das sessões solenes, pior ainda. Um ou outro deputado se salva. Mas a questão, infelizmente, não passa por aí. Esquece as justificativas dos parlamentares, porque é tudo balela. O que está pegando é a visibilidade que as sessões podem oferecer aos seus proponentes, por conta das transmissões pela TV Assembleia. Isso em ano pré-eleitoral, com os deputados já praticamente se engalfinhando para tentar manter uma cadeira na Casa – a previsão é de que somente 40% conseguirão essa façanha – causa um estrago. Entre os deputados do interior, então, ainda mais preocupação. Eles não aproveitam os ganhos com sessões solenes como quem tem base eleitoral na Grande Vitória. Não à toa, o projeto foi apresentado pelo esperto Gildevan Fernandes (PV), que tem votos em Pinheiros e região. A data do protocolo: dia 10 deste mês. E já passou. Ano que vem começa com freio e muita briga por espaço.   De novo? Exemplo claro do que falamos acima: o deputado estadual Esmael Almeida (PMDB) realizou outra sessão solene nessa terça-feira (17). Desta vez, para celebrar “a importância da família”, ao lado – é claro! – de várias igrejas evangélicas – 40 casais foram homenageados. Chegou outro dia na Casa e já virou recordista.   Demorou Por falar em Assembleia, finalmente está marcada a data para abertura das propostas das empresas interessadas em realizar a obra de reforma da fachada da sede do legislativo estadual. Será nesta quinta-feira (19), às 14 horas. O prédio está caindo aos pedaços. Dá até vergonha.   ‘Preção’ A previsão é de que os gastos totalizem R$ 1,3 milhão, com tudo concluído em oito meses, segundo promessa do próprio presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM). Mas considerando o tanto que já demorou, melhor nem contar com a sorte.   Pessoal O prefeito Juninho (PPS) estava tão preocupado com o resultado da enquete publicada em Século Diário sobre qual dos prefeitos da Grande Vitória se saiu melhor no primeiro ano de gestão, que colocou um batalhão de prontidão para votar, votar, votar e votar.    Pessoal II O esforço era exatamente tirar a liderança do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, do mesmo partido de Juninho. O prefeito de Cariacica está em lado oposto ao de Luciano. Ele defende os interesses do grupo de Paulo Hartung (PMDB), enquanto Luciano está fechado com o governador Renato Casagrande.   Missão Depois de ter sido recebido com tapete vermelho na Câmara de Vereadores, o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), continua a circular pelo município para tentar provar que seu primeiro ano de mandato não foi tão ruim quanto parece. Difícil.   Missão II O demista já prestou contas de sua gestão também aos servidores, a líderes comunitários e “outros setores da sociedade”, como informa no site da prefeitura. Incluído no bolo, sem dúvida nenhuma, deve estar o setor empresarial, “chegadíssimo” de Rodney. Diz ele que “virou o jogo”.   'Mea culpa' Saiu na Agência Brasil: deputados federais da base aliada ao governo admitiram, nesta quarta-feira (18), que encerram as atividades legislativas com uma dívida com a sociedade. Jura?   140 toques “A bancada [do PT] reitera sua posição contrária à PEC 215/2000 que visa alterar o processo de demarcação de terras indígenas”. (Deputada federal Iriny Lopes – PT – no Twitter).   PENSAMENTO: “Não gosto da vida legislativa; gosto de mandar um pouco mais”. Sérgio Motta

18/12/2013 / 0 Comments
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Objetos de desejo

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Vem a salada e, envolvida em folhas verdes de diversos matizes, detecto uma azeitona. Negra, vibrante, apetitosa. O problema é que a salada é para duas. Divide-se o tomate, o pepino, as tenras folhas de baby espinafre, mas como dividir uma azeitona? Quando se come em casa tudo é possivel. O almoço de hoje, porém, é azeitona, e só tem uma… Vamos dividir irmãmente? Num restaurante lotado, não pega bem.   Mas, enfim, que lugar não está lotado nessa época do ano? Lojas e restaurantes, postos de gasolina, os caminhos de ir e vir para todos os locais de compras. Tudo gastando hora extra. A campeã, naturalmente, é a loja da Apple – uma babel de idiomas, estilos, cores, tanto nas mesas-balcões onde exibem os belos e coloridos novos modelos dos mais cobiçados objetos de desejo, como dos próprios compradores disputando as últimas novidades. Antes que esgotem.   Voltando à azeitona solitária, pode-se pedir outra (vão cobrar extra?), decidir no cara-ou-coroa (nenhuma moeda nas bolsas), ou devolver a salada… Abre parêntese: As mulheres nunca devolvem o prato nos restaurantes. Nesse dia, nesse restaurante, nessa salada, somos duas e ficamos no jogo educado. Come você…  Não, come você… Fecha parêntese.   Enquanto se decide quem come a azeitona, ouvimos gritos, choro e ranger de dentes na porta do restaurante. Não por acaso, é uma churrascaria brasileira muito visitada pelos turistas em trânsito para Orlando. Sim, Miami é o meio do caminho – em Orlando, diversão, diversão, diversão; em Miami, compras, compras, compras. Uma família de turistas brasileiros deixou o carro lotado trancado no estacionamento, e foi almoçar antes de pegar a highway, no rumo norte.   Foram-se malas, passaportes, cartões de crédito, laptops, ipads, ifones… Ai meu Deus! Donde se conclui, a Flórida já não é a mesma. O condomínio mandou circular avisando que os pacotes de compras on-line que a UPS deixam na porta das casas – muitos de alto valor – estão sendo roubados. Disse o assaltado: “Sou do Rio e lá nunca fui assaltado! Os tempos mudam, e alta tecnologia evolui também para o mal – os ladrões passam pelos carros com um scaner manual que detecta baterias de lítio… e nem perdem tempo com o resto.   Assaltos são frequentes, e muitos turistas que chegam dispostos a estourar o cartão de crédito e pagar excesso nos voos voltam pra casa sem nada, reclamando que a polícia nada fez, que o consulado não ajudou, que o governo quer que a gente gaste, mas não melhora a segurança, e por aí vão as lamentações. Nossa realidade invade o primeiro mundo, Perdeu? Lamentável. Na próxima vez… Enfim, mais um dia na vida dos imigrantes brasileiros na terra da fantasia.   Terminamos nosso almoço e os assaltados, após registrarem a denúncia, voltam correndo para a loja da Apple, antes que… Como explicar ao filho de nove anos que último modelo do i-pad que ele pediu ao Papai Noel ($400.00) esgotou? Como explicar pra filha de dez anos que o novo i-phone ($600.00) só chega no próximo ano? A azeitona voltou para a cozinha, e talvez retorne no prato do próximo freguês.    Mas não deixe essas más notícias abalarem seu espírito festivo. Esse ano, tenha o melhor Natal de toda sua vida!

18/12/2013 / 0 Comments
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Furo na Rede

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A união entre Marina Silva, da Rede, com o PSB do governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos, foi uma solução encontrada pela ex-senadora para que seu partido, uma vez tendo sua criação negada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pudesse participar da eleição do próximo ano. Mas isso não resolveu as idiossincrasias regionais. No Espírito Santo, a Rede Sustentabilidade, desde o início do trabalho de criação, sofreu com muitas tensões internas. O novo partido atraiu lideranças da chamada esquerda democrática, que reunia lideranças de várias colorações partidárias, o que transformou o novo partido em um mosaico ideológico que, evidentemente, gerou muito debate interno. Com a aliança de Marina Silva e Eduardo Campos, em outubro passado, muitas lideranças do Estado atenderam à orientação da nacional da Rede e seguiram para o palanque do governador Renato Casagrande, passando por cima das insatisfações com o modelo de governo, em nome de uma acomodação para o próximo ano. Evidentemente, em um grupo heterogêneo como o que foi criado na Rede capixaba, essa decisão de última hora não atende a todas as vertentes ideológicas do partido e os embates permanecem. Até porque, no PSB, há uma postura de parte das lideranças de que a Rede hoje é um partido subordinado às decisões do PSB. Nacionalmente, Marina Silva tem dito que não disputará a eleição, mas como ainda falta muito tempo para o período eleitoral, tudo pode acontecer, inclusive Eduardo Campos não decolar e provocar uma mudança na cabeça de chapa da aliança, com Marina Silva à frente da candidatura à Presidência. Por isso, a relação entre Rede e PSB deve ser de parceria e não de dominação. Embora a Rede ainda não tenha sido criada, oficialmente, ela existe e tem uma organização. Mas antes de cobrar um tratamento igualitário por parte do PSB, a Rede precisa se entender. É claro que não é preciso que todo mundo fale a mesma língua, mas é preciso fechar um projeto político para o próximo ano, para que ao sentar para conversar com os socialistas, possa assumir uma postura mais dura. Fragmentos: 1 – A votação da restrição de sessões especiais na Assembleia Legislativa ofereceu um debate aprofundado por parte dos parlamentares. Pena que a grande parte das matérias não tem o mesmo tratamento. 2 – A sessão desta quarta-feira (18) deveria encerrar os trabalhos deste ano. Mas os deputados vão ter de adiar o recesso, já que nesta quinta-feira (19) haverá sessão extraordinária para discutir o projeto que beneficia cabos e soldados. 3 – E por falar em última sessão, quem esperava uma manhã morna na Assembleia se surpreendeu com o clima pesado provocado pela discussão do projeto de Gildevan Fernandes (PV) que restringe o número de sessões especiais.

18/12/2013 / 0 Comments
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Criação de fundo deflagra crise entre procuradores e governo

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A aprovação do programa de parcelamento de débitos fiscais (Refis) pela Assembleia Legislativa, que limitou os honorários pagos aos procuradores do Estado, deflagrou uma nova crise entre a categoria e o governo do Estado. A Associação dos Procuradores do Estado do Espírito Santo (Apes) convocou uma assembleia geral da classe para a manhã desta quinta-feira (19), na sede da entidade. Entre os pontos de pauta estão a retomada das medidas administrativas contra o governo, que havia sido suspensas na última semana, e a aprovação de uma moção geral ao procurador-geral Rodrigo Júdice para exigir a publicação das exonerações dos procuradores em funções de confiança, que apresentam a carta de renúncia. A categoria também vai analisar a adoção de medidas complementares em protesto, bem como a ampliação do protesto com a moção aos demais procuradores em cargos de chefia que ainda não aderiram ao movimento. No edital de convocação, a presidente da entidade, Santuzza da Costa Pereira, afirma que o governo quebrou o acordo firmado com a associação em função da aprovação do projeto de lei do Refis (PL 431/2013) com a emenda apresentada pelo deputado Marcelo Santos (PMDB). O principal motivo de insatisfação é a previsão da criação de um fundo de reaparelhamento da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que ficará com os valores de honorários que não forem pagos até o final de 2014. Para a entidade, a criação do fundo não foi objeto de debate com a associações e demonstraria o desrespeito do governo com a classe. “Considerando que o governo retira dos procuradores do Estado a prerrogativa de percepção de honorários de forma arbitrária, desleal e na surdina”, avaliou. O substituto estabeleceu limites – entre 5% e 10% do valor da causa – para o pagamento de honorários devidos aos procuradores por conta das ações judiciais que serão extintas em decorrência do financiamento. O texto original, de autoria do governador Renato Casagrande, previa somente que o percentual seria definido por resolução do Conselho da PGE. A estimativa é de que sejam quitados mais de R$ 200 milhões em débitos fiscais com o Refis este ano, o que pode gerar até R$ 20 milhões aos procuradores. Ao todo, cerca de 120 procuradores da ativa e aposentados têm direito ao recebimento dos honorários. A estimativa é de que cada procurador receba cerca de R$160 mil com o Refis. Esse valor seria uma forma de compensação à categoria, que está em fase de negociação salarial junto ao governo. Os procuradores do Estado reivindicam a equiparação dos vencimentos com a magistratura. Mas diferentemente de juízes e desembargadores, os procuradores capixabas podem advogar, exceto em causas envolvendo o Estado.

18/12/2013 / 0 Comments
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Entidades reunidas no SOS Ambiental repudiam decreto da qualidade do ar

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Entidades que integram o SOS Espírito Santo Ambiental divulgaram moção de repúdio ao decreto estadual da qualidade do ar assinado pelo governador Renato Casagrande. No documento,  deixam claro que a nova legislação não atende às solicitações pela melhoria da qualidade do ar, principalmente no que se refere ao pó preto, e reiteram que o padrão estipulado para tal material (14g/m² por mês) é superior em até 62% à média da estação de monitoramento do Centro de Vila Velha. Outra questão novamente lembrada pelo grupo é a falta de prazos para a implantação das metas intermediárias e das metas finais, que seguem as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).   Os ambientalistas também evidenciam que as metas e padrões do decreto “atendem aos interesses das poluidoras da Ponta de Tubarão – ArcelorMittal e Vale -, em afronta ao cidadão capixaba e à sociedade civil organizada, que vem “deixando bem claro ao governador de suas proposta e necessidades para garantia da saúde e qualidade de vida; propostas estas que foram aprovadas por unanimidade pelas instituições componentes do GTI [Grupo de Trabalho Interinstitucional] Respira Vitória”.   Há dez dias, o SOS Ambiental enviou nominalmente para Casagrande, via Palácio Anchieta, uma correspondência contendo a minuta de projeto de lei estabelecida pelo GTI Respira Vitória e um DVD com vídeos e fotos das emissões na Ponta de Tubarão, desde as que são geradas pelo carregamento de grãos – que não se sabe se são transgênicos ou contém agrotóxicos – feito pela Vale, até as emissões de chaminés da Arcelor.    Entre a sociedade civil, representada nos trabalhos do GTI Respira Vitória pela Federação da Associações de Moradores e Movimentos Populares do Espírito Santo (Famopes) e o grupo SOS Espírito Santo Ambiental, predominam críticas não só em relação ao decreto, que anulou questões estabelecidas consensualmente entre os movimentos sociais, empresas e poder público, em quase um ano e meio de debates do GTI, mas também sobre a omissão do secretário executivo do grupo, o vereador de Vitória, Serjão Magalhães (PSB). Embora tenha acompanhado as discussões com o governo do Estado e as promessas da secretária de Estado de Meio Ambiente, Diane Rangel, ele não questionou as mudanças. Para as entidades, deveria prevalecer o texto desenvolvido pelo GTI, que já não era o ideal.    A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Seama) e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) garantem que a elaboração do plano também foi de responsabilidade do GTI Respira Vitória. De fato, os números repetem a maioria dos estipulados durante as discussões na Capital, entretanto, ao contrário da minuta enviada pelo GTI, não define prazos para que sejam atingidos os padrões intermediários e finais. Muito menos estabelece compromisso das poluidoras responsáveis pela poluição do ar na Grande Vitória.   A moção foi encaminhada tanto a Casagrande como também aos deputados estaduais presidentes das diversas comissões da Assembleia Legislativa: Claudio Vereza (PT), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista; Gilsinho Lopes (PR), presidente da Comissão de Segurança Pública; Genivaldo Lievore (PT), presidente da Comissão de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos; Hércules Silveira (PMDB), presidente da Comissão de Saúde; e Gildevan Fernandes (PV), presidente da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente; e também ao vereador de Vitória Serjão Magalhães (PSB), que preside a Comissão de Meio Ambiente da Câmara.   Assinam os documentos as entidades participantes do grupo: Famopes; Conselho Popular de Vitória (CPV); Associação dos Amigos do Parque da Fonte Grande (AAPFG); Instituto Porta Abertas (IPA); Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC); Família de Assistência e Socorro ao Meio Ambiente (Fasma); Associação Capixaba de Proteção ao Meio Ambiente (Acapema); e Associação Nacional Dos Amigos do Meio Ambiente (Anama).

18/12/2013 / 0 Comments
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Secretário de Segurança destaca redução dos homicídios em 2013

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O secretário de Estado de Segurança Pública do Estado, André Garcia, fez uma retrospectiva do ano de 2013. Em entrevista à Rádio CBN Vitória nesta quarta-feira (18), ele destacou o que foi feito na área este ano. Garcia destacou que o Estado está completando o quarto ano de queda no número de homicídios, mas que a taxa ainda está longe de ser a ideal.    O norte do Estado, no entanto, ainda se mostra bem violento, segundo o secretário, sendo Linhares o município que não registrou queda nas mortes violentas em 2013, contrariando a tendência do resto do Estado.    Até esta terça-feira (17), segundo Garcia, o Estado tinha registrado 1,5 mil homicídios, contra 1.594 do mesmo período de 2012, o que representa 6% de redução. Ainda assim, o número aponta que a taxa de homicídios no Estado em 2013 deve ser de aproximadamente 40 mortes por grupo de 100 mil habitantes, o que está muito acima da média nacional (cerca de 22/100 mil) e do que é considerado aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é taxa de 10 por 100 mil.    Garcia, no entanto, não associou a violência crescente ocorrida nos anos do governo Paulo Hartung, entre 2003 e 2010, do qual também fez parte, com a total falta de investimento em Segurança Pública. Pelo contrário, ele afirmou que a capacidade de investimento do Estado foi retomada  partir de 2003, ano de início da gestão Hartung.   No entanto, foi justamente durante o governo Hartung que o Estado amargou as piores taxas de homicídio em três décadas. Foi também neste período que não houve praticamente nenhum investimento em segurança pública, sem realização de concurso tanto para a Polícia Militar quanto para a Civil.    A recomposição do efetivo só foi retomada, de fato, em 2011, com a realização de novos concursos. Nesta quarta-feira mais 1,1 mil soldados militares se formam, podendo ser integrados ao quadro da corporação, para reforço principalmente no interior. Segundo Garcia, esta primeira vez em anos que a PM vai completar o quadro organizacional.    O Estado também foi o primeiro a aderir à ata de registro de preços da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, para a aquisição de câmeras de videomonitoramento, no valor de R$ 40 milhões. O município da Serra é o que vai receber o maior número de câmeras, com 100 aparelhos, que também vão ser instaladas em todos os municípios da Grande Vitória e nos mais violentos do interior do Estado.    

18/12/2013 / 0 Comments
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Praticagem nos portos terá preço-teto no Espírito Santo e em mais dois estados

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Uma consulta pública, com duração de 30 dias, foi lançada pela Comissão Nacional para Assuntos de Praticagem (CNAP)  para definir um preço-teto para o serviço de praticagem nos portos de São Paulo, Espírito Santo e Bahia. Durante o período de debates,  a sociedade poderá avaliar as tabelas preliminares de preços máximos para a prestação de serviço nas Zonas de Praticagem (ZP).   A medida irá atingir o serviço de praticagem – que compreende o conjunto de atividades profissionais de assessoria ao comandante dos navios, requeridas por força de peculiaridades locais, que dificultem a livre e segura movimentação da embarcação na ZP-16 (SP), que abrange a região portuária de Santos e São Sebastião; a ZP-14, no Espírito Santo, nas áreas localizadas em Barra do Riacho, Vitória, Tubarão, Praia Mole, cais de Paul, Capuaba e Ponta de Ubu; e a ZP-12, que inclui áreas dos portos de Salvador e Aratu, além de terminais privados em Ponta da Laje, Cotegipe, São Roque e Madre de Deus, todas na Bahia.   A medida visa a atender ao disposto no  Artigo 1º  do Decreto 7.860/2012, que determina à comissão propor metodologia de regulação de preços; preços máximos do serviço e medidas para o aperfeiçoamento da regulação do serviço de praticagem.   De acordo com o titular da Secretaria de Portos, ministro Antonio Henrique Silveira, a praticagem é um serviço estratégico para o setor portuário, porém carente de regulação e informação.   Conforme divulgado pela Secretaria dos Portos, encerrado o prazo da consulta e após análise das contribuições, a CNAP, composta por representantes da Secretaria dos Portos, dos ministérios da Defesa,  da Fazenda, dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), produzirá um relatório final a ser encaminhado à Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil, para que esta, por meio de portaria, faça a homologação das tabelas de preços máximos.   Segundo o ministro, a regulação dos preços ocorrerá em todas as 22 zonas de praticagem existentes no País. O preço máximo estimado e fixado nas tabelas, que começarão a entrar em vigor após a realização da consulta, contemplam  os custos operacionais, os impostos e a remuneração a ser paga pelo serviço.   O valor da remuneração dos serviços é calculado a partir de uma metodologia homologada pela Marinha (Portaria nº 284, de 25/09/2013), que utilizou como parâmetro um conjunto de portos dos EUA com forte correlação com o sistema portuário brasileiro.   “Os preços calculados variam principalmente pelas características físicas dos portos e pela capacidade de carga do navio, e a Consulta Pública prevê que, em caso de discordância quanto aos valores, que os interessados demonstrem suas divergências, com respectiva justificativa de cálculo, devidamente acompanhada da fonte de consulta utilizada, de forma a possibilitar análise posterior”, divulgou a Secretaria dos Portos. .   Para saber mais sobre a consulta pública entrar em contato com cnap.consulta@planalto.gov.br

18/12/2013 / 0 Comments
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Prefeitos e governador fazem discurso de unidade em almoço de fim de ano

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O governador Renato Casagrande reuniu os prefeitos do Estado para um almoço de confraternização nesta quarta-feira (18). Apesar da chuva que vem causando sérios problemas em muitos municípios, o governador conseguiu reunir no encontro quase a totalidade dos prefeitos e a reunião transcorreu em um clima de harmonia, sem cobranças diretas dos prefeitos, que deixaram o pires em casa. O que mais chamou a atenção dos convidados foi a fala do prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho (PPS). O prefeito que desde a posse vinha sendo apontado como o único na Grande Vitória que não estava alinhado com o Palácio Anchieta, fez um discurso defendendo a unidade. Quem também fez discurso na mesma linha foi o presidente da Associação dos Municípios do Estado, o prefeito de Venda Nova do Imigrante, Dalton Perim (PMDB). Tanto Juninho quanto Perim seriam ligados ao ex-governador Paulo Hartung, um dos adversários em potencial do governador Renato Casagrande na eleição do próximo ano. O prefeito de Baixo Guandu, região noroeste do Estado, Neto Barros (PCdoB), afirmou que o clima do encontro foi de muita tranquilidade e deixou a impressão de que o governador não terá dificuldade em conquistar o apoio dos prefeitos para sua campanha à reeleição. O principal motivo, segundo ele, é o fato de Casagrande não distinguir os partidos na hora de ajudar os municípios. O empenho do governador em ajudar os prefeitos em crise no Estado tem sido elogiada entre os prefeitos e deve ajudá-lo na hora de pedir o apoio nos municípios para a reeleição.

18/12/2013 / 0 Comments
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