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Século Diário

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Mesmo com oposição de praças, Assembleia aprova alteração da tabela de subsídios da PM

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Em sessão extraordinária realizada na manhã desta terça-feira (17), o Plenário da Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei complementar (PLC) 73/2013, que altera as tabelas de subsídio dos oficiais superiores, intermediários e subalternos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, bem como a alteração do modelo de concessão da gratificação de serviço extra.    A matéria foi aprovada sob protestos de alguns deputados e de parte dos praças que ocupavam as galerias da Casa. No momento da votação, representantes da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado (ACS/PMBM/ES) estavam reunidos com representantes da Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Seger) na tentativa de melhorar a proposta governamental que não contempla os praças.    A proposta do governo representa reajustes de 30% para oficiais e 10% para praças, o que desagradou à categoria. Eles vêm se manifestando por melhorias salariais para equiparação do reajuste ao dos oficiais.    Durante a sessão o deputado Gilsinho Lopes (PR) chegou a protocolar requerimento para que a votação do projeto fosse feita na sessão ordinária da tarde desta quarta-feira, na expectativa que o governo e a associação chegasse a um consenso. No entanto, os parlamentares optaram por prosseguir com a votação do projeto que acabou sendo aprovado, mesmo com protesto por parte dos deputados.   

17/12/2013 / 0 Comments
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Ponto de Cultura Mirante faz mostra audiovisual com 20 curtas

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  O Ponto de Cultura Mirante é ainda bem jovem, mas já vem movimentando a cidade com muitas ações. Esta quarta-feira (18) acontece a 1ª Mostra Audiovisual Mirando os Pontos, que vai reunir a produção de diversos pontos de cultura do Brasil. A mostra faz parte da Semana de Audiovisual do Ponto de Cultura e será realizada no Cine Metrópolis, das 12h às 14h, com a exibição de cerca de 20 curtas.   “A ideia de fazer a Mostra surgiu da necessidade de mostrar os trabalhos nos pontos de cultura, que são poucos conhecidos”, explica a ponteira Luara Monteiro. A mostra também é uma forma de ampliar as ações do Cineclube Mirante, que vem realizando exibição de filmes em escolas, principalmente.   O projeto abriu uma convocatória para todos os pontos de cultura do Brasil enviarem material. Os vídeos mostram os trabalhos que os pontos de cultura vêm desenvolvendo em diversas comunidades. “Temos ponteiros que trabalham com cultura africana, pomerana, também recebemos trabalhos com música erudita. A maioria dos vídeos são do sul e do sudeste do país, mas sabemos que existem muitos pontos de cultura no norte, que trabalham com cultura indígena e vamos tentar inserir seus registros na Mostra também”, diz Luara.    Os pontos de cultura capixabas também estão bem representados. Há trabalhos do Ponto de Cultura Museu do Comum, de Terra Vermelha, do Ponto de Cultura Animazul, do Instituto Marlin Azul e do projeto Congo nas Escolas, do Centro Cultural Caieiras (Cecaes). “Os curtas que serão exibidos fazem um panorama as produções audiovisuais relativas a Pontos de Cultura e possibilita que as pessoas tenham acesso a esse tipo de conteúdo”, completa a ponteira.      Os Pontos de Cultura são projetos financiados e apoiados institucionalmente pelo Ministério da Cultura do Brasil (MinC) e implementados por entidades governamentais ou não-governamentais, que visam a realização de ações de impacto sóciocultural nas comunidades.   O trabalho no Ponto de Cultura Mirante pretende otimizar e documentar ações educativas desenvolvidas na Obra Social no Programa Ponte. O Ponto trabalha com as comunidades do Forte São João, Romão e Cruzamento e é um braço da Obra Social Nossa Senhora das Graças. “No ponto também temos oficina de zine – que pode ser conferido nesse link – e o Cineclube Mirante que é itinerante nas escolas. Lá temos capoeira, sala de leitura, expressão corporal, percussão, musicalização, educação ambiental, artes visuais, e foto e vídeo. Ao todo são 120 crianças, entre 6 a 12 anos”, explica.    Serviço A Mostra Mirando os Pontos acontece nesta quarta-feira (18), das 12h às 14h, no Cine Metrópolis. Entrada Livre. 

17/12/2013 / 0 Comments
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O discurso e a prática

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À frente da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo, Homero Mafra sempre pôs a defesa das prerrogativas dos advogados como uma obsessão de sua gestão. Esse mote o elegeu em 2010 e o reelegeu em 2012. Homero Mafra queria ficar reconhecido como o presidente das prerrogativas.   Por isso, Mafra sempre foi veemente na defesa das prerrogativas, mesmo quando o caso envolvia advogados de outros estados. Ele chegou a criticar publicamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, por indeferir pedido liminar em reclamação de um advogado de Goiás, que pleiteava ser transferido para sala de Estado Maior ou prisão domiciliar.    À ocasião, Mafra bradou: “A advocacia não pode aceitar que as prerrogativas profissionais da classe sejam violadas por decisão de um integrante da mais alta corte do país”. Ele lembrou a Fux, à época, que o próprio Supremo reconhecera a sala de Estado Maior como uma prerrogativa da advocacia.    E foi além: “A prisão especial para os magistrados e membros do Ministério Público é privilégio? Evidentemente que não. Quando o Estatuto diz que é direito do advogado não ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em Sala de Estado Maior, com instalações e comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na sua falta, em prisão domiciliar e o Supremo Tribunal Federal diz que este dispositivo é constitucional, ainda que tenha havido a tentativa de fuga do advogado, a decisão do ministro Fux não pode invalidar o que é prerrogativa do advogado”.    O discurso, porém, ficou bem longe da prática no caso do advogado Gustavo Bassini. O presidente da OAB capixaba, depois de ignorar a prisão arbitrária e truculenta do advogado — na patuscada ação do delegado Danilo Bahiense —, simplesmente ignorou o fato de o advogado ficar 35 dias encarcerado em cela comum.    O mesmo Mafra que criticou Fux por negar o direito à prisão domiciliar na falta de sala de Estado maior para o advogado goianiense, não se importou que as prerrogativas do advogado capixaba fossem violadas no Estado cuja Ordem está sob seu comando. Mafra mostrou que está disposto a defender as prerrogativas, mas depende pra quem.    A Justiça Federal no Espírito Santo “corrigiu” a parcialidade de Homero Mafra e condenou a OAB-ES ao pagamento de indenização no valor de R$ 150 mil por danos morais a Bassini, que não teve as prerrogativas defendidas pela entidade durante o período em que esteve preso.    O juiz Roberto Gil Leal Faria, que há alguns dias já havia anulado as eleições na OAB-Vila Velha, após concluir irregularidades no pleito que teriam prejudicado o candidato Bassini, que concorria à presidência da subseção, voltou a mostrar imparcialidade no novo caso envolvendo o advogado.    O juiz sustentou que a omissão da Ordem teria sido provocada por uma retaliação política ao advogado, que era adversário do candidato apoiado por Mafra, Ricardo Ferreira Holzmeister, que acabou vencendo a eleição, agora anulada, em novembro de 2012   O valor da indenização (R$ 150 mil) o presidente da Ordem tira de letra. Afinal, o caixa da OAB-ES é gordo. Duro será Mafra explicar por que, dependendo do “freguês”, existem dois pesos e duas medidas. 

16/12/2013 / 0 Comments
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Reação em cadeia

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As manifestações contrárias ao governador Renato Casagrande dos deputados estaduais Paulo Roberto (PMDB) e Lúcia Dornelas (PT), divulgadas em A Gazeta, nada mais são do que demonstrações explícitas de conflitos de espaços políticos. É que o cenário para os dois em relação à disputa de 2014 não está nada favorável, portanto, só resta a eles berrar. E berrar muito. Paulo Roberto é apontado nos bastidores como um nome que não tem qualquer chance de conquistar uma reeleição. Isso porque o deputado Eustáquio de Freitas (PSB) ocupou todas as áreas do governo do norte do Estado, principalmente em São Mateus, região que também é reduto do peemedebista. Já Dornelas foi sufocada em Cariacica, pelo espaço ofertado por Casagrande ao deputado Marcelo Santos (PMDB). O que dizem por aí é que as insatisfações surgem exatamente porque o governador tem agido como bem entende na distribuição de poder no Estado. Leva deputados de seu interesse a redutos eleitorais de outros deputados e até coloca lado a lado, em solenidades, os prefeitos e seus adversários. Por conta dessas situações, já há parlamentar chamando Casagrande de soberbo. Ou seja, por enquanto são dois gritando. Logo, logo aparece mais gente.   Barrado A Rádio Corredor informa de um projeto enviado pelo Executivo à Assembleia, para criação de três cargos de engenheiros que, na prática, atuariam como auditores. Uma espécie de Designação Temporária (DT), atendendo a um desejo da secretária estadual de Controle e Transparência (Secont) – antiga Auditoria Geral do Estado – Ângela Silvares, cunhada do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Mas não está fácil para Casagrande emplacar a matéria.   Fora de hora A possibilidade de o ex-presidente Lula visitar em breve o Estado não é uma boa para Hartung, neste momento. Pois agora, o ex-governador está mergulhado, esperando a turbulência passar. Leia-se: escândalo do posto fantasma e favoritismo de Casagrande.     Liberado    Pronto. O desembargador Álvaro Bourguignon já pode articular a eleição de 2014. Hartung não poderia ter notícia melhor.   Bajulação  A escolha dos homenageados pelas medalhas “Mérito da Casa Militar” e “Ordem da Harpia” no Estado virou um festival de oba-oba. Tem de tudo e mais um pouco. E, claro, muitos excessos.   Bajulação II No primeiro caso, até Luiz Soresini, o “homem forte” da Vale, está na lista das “personalidades”. Qual foi o grande feito atribuído a ele mesmo?    Bajulação III Tem também jornalistas, mais empresários, secretários a perder de vista, o próprio governador, e seu vice, Givaldo Vieira (PT). Daqui a pouco não vai sobrar espaço para os militares.   Engasgado O pessoal da Rede Sustentabilidade no Estado ainda não engoliu a postura do PSB de Vitória, presidido pelo vereador Serjão Magalhães, que não tem muito tempo convocou reunião ampliada entre os partidos, como se fosse líder do processo que marca a aliança PSB/Rede. Atropelou.   Acordaram Os municípios de Divino São Lourenço (região do Caparaó) e Itaguaçu (região serrana) finalmente criaram suas leis municipais para receber dinheiro do Fundo Cidades, um dos trunfos de Casagrande para a eleição do próximo ano. Demoraram três meses.     140 toques “Não podemos, enquanto Rede, ficar a reboque ou subordinado a protagonismos individuais ou ao diretório municipal de Vitória, por exemplo”. (Blog do Roberto Beling – articulador da Rede no Estado).   PENSAMENTO: “A melhor maneira de ganhar reputação é gritar alguns anos como um ateu violento ou um radical perigoso, e depois arrastar-se de volta para sua concha”. F. Scott Fitzgerald

16/12/2013 / 0 Comments
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A boa caça

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Jornalistas e assessores de imprensa, de certo modo, são a mesma coisa, só que um deles hoje está do outro lado do balcão, mas já foi repórter e foi à caça da informação de um assessor. Por que existem assessores de imprensa? Talvez porque sempre acontece uma coisa desagradável para esconder, para ser dita como convém, ou para proteger e maquiar imagem numa empresa, personalidade ou órgão de governo.   Com o advento da internet, dobrou o número de assessores de imprensa trabalhando em cima de e-mails enviados, pois um “ctrl+c/ctrl+v” é fácil e rápido. Afinal, não deve haver muito tempo de o repórter ir lá e apurar o fato; ouvir as partes… Essas coisas que a ética ensinava. Triste sina de muitos jornalistas. Antes viviam farejando corrupções, hoje podem estar trabalhando para os corruptos. É assim principalmente nas câmaras, nas assembleias. Ou estou inventando?   Existem repórteres e assessores. Uns maduros e outros inexperientes. O assessor tem hora para tudo, uma beleza. Mas o repórter, esse às vezes tem de deixar de almoçar para finalizar uma matéria. Uns abandonam o momento e vão. Esses são demitidos e podem se tornar péssimos assessores. Uma coisa!   Quando eu trabalhava nas duas das principais empresas de comunicação do Estado ia muitas vezes às redações. Tinham os jornalistas carrancudos e os maleáveis atrás de suas máquinas. Fui descobrir depois que aqueles sérios eram da editoria que precisava estar atenta e pronta logo de manhã cedo. Os mais dóceis eram os de esporte e de outros cadernos que vinham atrelados ao jornal. Passei a entender um pouco mais a função deles.   Hoje vejo claramente um tríduo que move jornalistas e assessores em geral. O repórter é um caçador e o assessor a caça. E tem o leitor (que também é o telespectador, o ouvinte e até o anunciante). Estes são os caçadores dos jornalistas.   Hoje eles têm ferramentas muito poderosas que antes não dispunham; o e-mail, as redes sociais. Nesses recursos eles podem comentar as matérias e muita gente vê, inclusive diretores de redação. E o assessor no meio disso tudo? Está lá, tranquilo, esperando um ataque. Mesmo assim, ser assessor de empresa poderosa ou de político deve ser muito bom. Mesmo sendo a caça e ficando no outro lado da mesa.   PARABÓLICAS   Andersen Dourado põe pra quebrar na Tribuna AM comandando um sertanejão daqueles. Boa Andersen!   Enquanto isso Eduardo Santos já virou referência na Rádio Vitória dos tempos atuais   O ex Conselheiro do Tribunal de Contas, Enivaldo dos Anjos, faz programa de grande audiência na Globo Barra de São Francisco.   E a tal de Rádio Amém, de origem evangélica anuncia um supersite para abrigar sua programação na web   MENSAGEM FINAL   Falemos sempre bem de qualquer pessoa como se ela estivesse presente. Chiara Lubich   JRM NO YOUTUBE

16/12/2013 / 0 Comments
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Voo alto

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A pesquisa CNI/Ibope mexeu com as movimentações da classe política e fez muitas lideranças refletirem durante o fim de semana. O governador Renato Casagrande teve um aumento em sua aprovação, o que o fortalece muito nas articulações do próximo ano. Não uma pesquisa de intenção de votos, de comparação de candidatos, mas mostra que a estratégia adotada pelo governador desde a crise das ruas deu certo.   Desde meados do ano, o governador tem investido em uma política municipalista que o fortaleceu no interior do Estado. A expectativa é de que a agora passe a investir em áreas na Grande Vitória, o que pode aumentar ainda mais seu prestígio político.   Resta saber qual vai ser a estratégia que será adotada pelo PMDB para o próximo ano. Com uma aprovação de 49%, o cenário é desfavorável para o ex-governador Paulo Hartung, já que apresenta risco de uma disputa acirrada. Mas, se o PMDB mudar o cabeça de chapa, colocando o senador Ricardo Ferraço no lugar de Hartung, o PT não vai caminhar com o partido.   A partir de 1° de janeiro as pesquisas que forem realizadas sobre o cenário eleitoral deverão ser registradas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Isto quer dizer que todos o itens ficarão disponíveis para averiguação, impedido manobras como nas últimas pesquisas que retiraram nomes de lideranças da disputa ou omitiram as espontâneas de rejeição.   Por isso, será mais fácil acompanhar os levantamentos e tentar entender como está o cenário real de disputa no Estado. Do que se tem até aqui, Casagrande termina o ano em melhor condição que seus possíveis oponentes na eleição 2014. Isso lhe dará musculatura para construir seu palanque eleitoral, se movimentando pelo Estado e construindo uma rede de bastidores que fortalece sua base.   As lideranças políticas que até aqui tinham predileção pelo seu palanque, agora têm mais elementos para garantir esse posicionamento. Sem o apoio das bases, as cúpulas dos partidos podem ver naufragados os planos de enfrentar Casagrande de igual para igual.   Ainda é cedo, porém, para afirmar que essa vantagem vai levar Renato Casagrande à reeleição em 2014. Resta saber as dificuldades que o próprio ano trará, os acordos que virão de fora para dentro e os interesses das lideranças de sua base.   Fragmentos:   1 – Na semana passada houve um encontro entre o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, que também é presidente do DEM capixaba, com outros quadros do partido, como o líder do governo, Elcio Alves. Foi um almoço para debater uma posição partidária.   2 – Aliado do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e estando o DEM nacionalmente alinhado com o PSDB, as lideranças querem uma posição do presidente do partido sobre o cenário eleitoral de 2014.   3 – Isso porque Rodney vem se aproximando cada vez mais do palanque do governador Renato Casagrande. As lideranças querem saber se esse namoro dá casamento ou é só um flerte.

16/12/2013 / 0 Comments
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Presidente quer Tribunal de Contas ???antenado??? com nova realidade do País

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O novo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Domingos Augusto Taufner, tomou posse, nesta segunda-feira (16), com um discurso de maior proximidade das atividades da corte com a população. Taufner defendeu que o tribunal deve estar “antenado” com a nova realidade do País – após as manifestações populares de junho –, ligados às novidades tecnológicas e com os anseios das redes sociais. No entanto, o conselheiro ponderou que a corte deve evitar o que chamou de “superficialismo da crítica barata”, às vezes levantadas por essas redes. Em discurso com referências aos recentes avanços do TCE, o novo presidente garantiu a realização de “julgamentos sem espetáculo”. Segundo ele, o julgamento justo é um dos maiores desafios dos conselheiros. Taufner citou como exemplos, a dificuldade no exame sobre uma cláusula em uma licitação, se esta representaria a busca do melhor serviço ou indicaria o direcionamento do certame, ou da análise da existência ou não de má-fé no ato de um agente público. Entre os possíveis projetos da nova gestão, Taufner sugeriu a criação de uma jurisprudência da corte. Com isso, o tribunal passaria a adotar um entendimento único em casos similares. O conselheiro presidente destacou que a medida traria segurança para os gestores. Ele também destacou a implantação de ações para acelerar o exame das medidas cautelares, que evitariam a realização de gastos desnecessários antes de serem consumados. Durante a sua fala, Taufner também citou de maneira indireta o caso do mensalão, onde enfatizou que “ninguém está imune a julgamento”. “Somos um país democrático, mas precisamos reafirmar isso a cada dia”, garantiu o novo presidente da corte, que foi empossado no cargo em 2011 e ocupa a cadeira destinada aos membros do Ministério Público Especial de Contas (MPC). Além dos demais conselheiros, participaram da solenidade, o governador Renato Casagrande, os presidentes do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, e da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM) e várias autoridades. Também foram empossados, os conselheiros Rodrigo Chamoun como vice-presidente; Sérgio Aboudib, corregedor; José Antônio Pimentel, ouvidor do tribunal.

16/12/2013 / 0 Comments
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Decreto sobre padrões de qualidade do ar não estabelece prazos para redução das emissões

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O governador Renato Casagrande assinou, nesta segunda-feira (16), o decreto que estabelece os padrões da qualidade do ar no Espírito Santo e cria o Plano Estratégico de Qualidade do Ar (PEQAr). A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Seama) e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) garantem que a elaboração do plano também foi de responsabilidade do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) Respira Vitória. De fato, os números repetem a maioria dos estipulados durante as discussões na Capital, entretanto, não define prazos para que sejam atingidos os padrões intermediários e finais. Muito menos estabelece compromisso das poluidoras, principalmente Vale e ArcelorMittal, responsáveis pela poluição do ar na Grande Vitória. Enquanto o Respira Vitória consolidou três metas gradativas, com uma diferença de três anos para a aplicação de cada uma delas, totalizando nove para se chegar ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o decreto estadual, que se sobrepõe à legislação municipal, acaba com esses prazos. O governo prevê apenas uma “revisão do PEQAr a cada quatro anos”.   Os representantes da sociedade civil do Estado, que tiveram papel fundamental nas discussões das metas consolidadas no GTI, sequer receberam convite oficial para a a assinatura do decreto. Mas desde sexta-feira (16) à noite, quando a Câmara Técnica de Políticas do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) aprovou a minuta do decreto, eles foram informados de que a solenidade ocorreria nesta segunda, durante a entrega do Prêmio Ecologia, no Palácio Anchieta. Entre os conselheiros, somente Eraylton Moreschi Junior, representante da Federação da Associações de Moradores e Movimentos Populares do Espírito Santo (Famopes), votou contra a minuta.  Um dia depois, em reunião na Feira do Verde, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) deliberou uma moção de apoio ao Relatório Síntese do GTI Respira Vitória, que deveria ser encaminhado aos técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), depois para a Procuradoria, para então voltar ao Comdema para ser discutido e aprovado. Nada disso será mais necessário. Entre a sociedade civil, representada nos trabalhos do GTI Respira Vitória pela Famopes e o grupo SOS Espírito Santo Ambiental, predominam críticas não só em relação ao decreto, que anulou questões estabelecidas consensualmente entre os movimentos sociais, empresas e poder público, em quase um ano e meio de debates do GTI, mas também sobre a omissão do secretário executivo do grupo, o vereador de Vitória, Serjão Magalhães (PSB). Embora tenha acompanhado as discussões com o governo do Estado e as promessas da secretária de Estado de Meio Ambiente, Diane Rangel, ele não questionou as mudanças. Para as entidades, deveria prevalecer o texto desenvolvido pelo GTI, que já não era o ideal.    As entidades se comprometeram a publicar, ainda nesta semana, uma carta de repúdio à decisão do governador de assinar um decreto que “não respeita a própria população que lhe elegeu”. Falta de aviso não foi. Alerta   Há dez dias, o SOS Ambiental enviou nominalmente para Casagrande, via Palácio Anchieta, uma correspondência contendo a minuta de projeto de lei estabelecida pelo GTI Respira Vitória e um DVD com vídeos e fotos das emissões na Ponta de Tubarão, desde as que são geradas pelo carregamento de grãos – que não se sabe se são transgênicos ou contém agrotóxicos – feito pela Vale, até as emissões de chaminés da Arcelor.    “Senhor Governador Renato Casagrande, pedimos sua atenção para a proposta de minuta que foi encaminhada para o Consema pelos órgãos ambientais; proposta esta que poderá lhe render o titulo de o 'governador que regulamentou e autorizou oficialmente, através decreto, a poluição do pó preto na Grande Vitória' (…), o governador parceiro das poluidoras da Ponta de Tubarão – ArcelorMittal e Vale – e inimigo número um da saúde e qualidade de vida do cidadão capixaba”, disseram na carta enviada junto com os registros. A resposta veio somente agora: a assinatura do decreto.   Pó preto   O decreto estadual estabelece um padrão final de Partículas Totais em Suspensão (PTS), o famoso pó preto, equivalente ao padrão primário estabelecido para o poluente pelo GTI na sugestão de projeto de lei municipal. O padrão mensal ficou em 14 gramas por metro quadrado, um valor que é quase o dobro da média por metro quadrado mensais já registrado na estação de monitoramento da qualidade do ar da Ilha do Boi (Hotel Senac) nos últimos quatro anos de medições, e chega a ser 62% maior do que a atual média da estação do Centro de Vila Velha.   Isso significa que a quantidade de pó preto nas residências da Capital, e não só, mas também de todo o Estado, pode praticamente dobrar, sem que haja qualquer tipo de punição, restrição ou compensação à população. Pelo contrário, o decreto representa a  licença para que as empresas passem a poluir ainda mais.     

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Comissão da Assembleia vai discutir construção do Porto Central em Kennedy

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A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa realiza, nesta terça-feira (17), uma sessão especial para discutir a instalação do Porto Central, em Presidente Kennedy (litoral sul do Estado). Os deputados vão receber o diretor da TPK Logística, empresa responsável pelo projeto, José Maria Vieira Novaes, que vai fazer uma apresentação sobre o programa de investimento, as perspectivas de crescimento e os impactos ambientais do empreendimento. Mesmo com o esperado clima de festa em torno das obras do terminal, a instalação do Porto Central é alvo de uma série de divergências, desde a área do empreendimento – cuja propriedade está sendo contestada judicialmente – até os possíveis impactos do porto nas comunidades rurais da região. A expectativa nos bastidores é de que se repita o clima favorável ao empreendimento, como ocorreu junto ao governo estadual, que chegou a criar uma comissão especial para negociação dos terrenos, a serem adquiridos com dinheiro público. O nome do diretor da TPK Logística também aparece na operação da venda de terrenos para a mineradora Ferrous Resources, que pretendia se instalar no município. Vieira Novaes figura como sócio da ZMM Empreendimentos, que requereu a licença ambiental do porto, e operou a transação de compra e venda de terras para Ferrous, que rendeu um lucro extraordinário no período de 90 dias, em 2008. As operações (compra de terceiros e venda para a mineradora) movimentaram cerca de R$ 121,16 milhões. Essas mesmas transações contaram com o apoio de outros parceiros do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que assegurou a concessão de benefícios fiscais para a mineradora mesmo sem a realização do projeto. O caso foi denunciado pelo atual presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, que levantou a possibilidade de tráfico de influência nos benefícios concedidos à Ferrous. Diferentemente do projeto siderúrgico da mineradora – que também pretendia a construção de um complexo portuário –, a aquisição das áreas para a construção do Porto Central será feita pelo Estado do Espírito Santo, que vai figurar como parceiro no empreendimento. No final de agosto último, o governador Renato Casagrande assinou o Decreto nº 1825-S, que declara de utilidade pública as áreas no município, pouco mais de 5,3 milhões de metros quadrados, destinadas à implantação do porto. Deste total, cerca de 4,37 milhões de metros quadrados seriam pertencentes ao loteamento Cidade Balneária Solimar. O projeto do Porto Central prevê a construção de um complexo industrial e portuário em uma área de aproximadamente 6.800 hectares (equivalente a 68 milhões de metros quadrados). No entanto, a área portuária deve ser de 2.000 hectares (20 milhões de metros quadrados), sendo que a primeira fase pode ocupar 1.500 hectares (15 milhões de metros quadrados), segundo dados divulgados pela TPK. Contudo, a maior polêmica reside no fato de a empresa de negócios sequer constar como proprietária das áreas onde deve ser instalado o superporto em Presidente Kennedy. Hoje a polêmica está sendo discutida em ações na Justiça Estadual. Os donos do loteamento alegam que as áreas foram avaliadas entre R$ 160 milhões e R$ 197 milhões, conforme os laudos de dois peritos que prestam serviços de avaliação à Justiça. Esse valor deve servir como marco inicial para a negociação com o Estado, que estabeleceu a criação de uma comissão no âmbito da Secretaria estadual de Desenvolvimento (Sedes) para negociar as áreas. Além disso, a instalação no porto é vista com desconfiança pela comunidade local. Durante uma recente audiência pública no município, os moradores de Kennedy e de municípios vizinhos, no extremo norte do Rio de Janeiro, levaram a preocupação com o impacto das obras sobre a atividade pesqueira da região. Há uma preocupação crescente entre os moradores devido aos impactos ambientais decorrentes da instalação do Porto de Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. 

16/12/2013 / 0 Comments
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Declaração de Marina sobre apoios distintos da Rede e do PSB repercutem no Estado

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A aliança nacional entre PSB e Rede ainda tem pontos a serem discutidos internamente. A declaração da estrela maior da Rede, a ex-senadora Marina Silva, na imprensa nacional, de que os dois partidos podem apoiar candidatos diferentes nos Estados, dependendo das realidades regionais, teve repercussão também no Espírito Santo. A questão já vinha sendo discutida internamente pelos membros da Rede no Estado, mas ficou evidente em um longo texto publicado pelo professor Roberto Beling em seu blog, nesse domingo (15). Beling, que é um dos coordenadores da Rede no Estado, destaca que no caso do Espírito Santo essa relação entre os dois partidos ganha um grau maior de complexidade, já que o governador Renato Casagrande é do PSB e disputa a reeleição. O professor destaca que a relação entre os dois partidos deve ser de equivalência partidária. A Rede não deixou de existir, sendo aderida ao PSB, e deve participar das decisões de forma a contemplar sua acomodação no cenário político e os interesses em relação à nacional do partido também. Outro ponto a ser destacado é o fato da incerteza sobre o apoio do governador Renato Casagrande ao palanque nacional do PSB/Rede. “Até o momento, o palanque de Casagrande não é o palanque de Eduardo/Marina e no contexto da política do Estado a aliança preferencial e prioritária  de Casagrande é com o PT e o PMDB”, destaca. Em seu texto, Beling lembra que o governador vem defendendo um palanque de neutralidade em relação à disputa nacional. “O discurso da “neutralidade” significa o não compromisso com o palanque da Coligação Democrática, e, nesse contexto,  é na prática favorecer o palanque de Dilma Roussef”, afirma o professor.   Essa unanimidade, explica Beling, construída a partir do governo Paulo Hartung, não serve ao objetivo do grupo em nível nacional de buscar a viabilização de uma alternativa a polarização entre PT e PSDB, mas a manutenção desse arranjo político “em troca das benesses do poder e do loteamento do aparelho governamental acima de todas as considerações. Projeto de 'Unanimidade” que tem no limite a exclusão do povo do processo decisório, transformando- se a eleição em um “arranjo de gabinete”, cabendo ao eleitor apenas a função de homologar a decisão das elites”, desabafa. Os problemas internos da aliança entre Rede e PSB no Estado não é um caso isolado. Beling cita problemas em vários municípios sobre a relação entre os partido, como por exemplo, São Mateus, Santa Teresa, Fundão, Santa Maria de Jetibá e Viana.

16/12/2013 / 0 Comments
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