O mutirão proposto pelo Serviço de Apoio ao Recebimento das Comunicações e Avaliação Técnica de Prisões Cautelares no Estado, ação conjunta entre a Defensoria Pública Estadual e o Tribunal de Justiça do Estado, já gerou a reavaliação da situação de 1,3 mil réus no Estado. A ação das Varas de Execução Penal, que está sendo coordenada pelo juiz Marcelo Menezes Loureiro, já levou à apreciação cerca de 700 processos, gerando aproximadamente 300 alvarás de soltura. As atividades do grupo começaram no dia 8 de outubro deste ano e todos os processos levados à análise devem ser devolvidos às varas de origem até esta quinta-feira (19), após a avaliação da necessidade e adequação das prisões cautelares de todos os autos em que há réus presos nas unidades criminais em que não há juiz titular. A criação do serviço é uma adequação à determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que estabelece que as unidades do poder judiciário com competência em matéria criminal devem implementar mecanismos que permitam a revisão da legalidade da manutenção das prisões provisórias com a criação de grupos de trabalho com competência e atribuição em todo o Estado ou região. O serviço foi criado para verificação da necessidade de aplicação da prisão cautelar e para reavaliação de sua duração e dos requisitos que a motivaram. O ato normativo que criou o serviço estabelecia que as secretarias das varas criminais, ao receberem a comunicação da prisão em flagrante, deveriam imediatamente enviar cópia integral digitalizada das peças encaminhadas pela autoridade policial para análise do magistrado designado, que decidiria sobre a necessidade da decretação ou manutenção da prisão preventiva ou aplicação das demais medidas cautelares.
Funcionários públicos e empresários são condenados por participação na Máfia dos Sanguessugas
O juiz Guilherme Alves dos Santos, da 1ª Vara Federal de Colatina, condenou quatro pessoas em uma ação de improbidade por participação nas fraudes em licitações para compra de ambulâncias, descobertos na Operação Sanguessuga. Foram condenados à suspensão dos direitos políticos e pelo ressarcimento dos danos ao erário, o ex-secretário de Finanças de Mantenópolis (região noroeste), Miguel Pereira Neto, e os empresários Darci José Vedoin e Luiz Antonio Trevisan Vedoin – apontados como os mentores do esquema. O contador do município, Maurílio Alves dos Santos, também vai ter que ressarcir os cofres públicos. Na decisão assinada na última sexta-feira (13), o juiz federal acolheu a denúncia ajuizada pelo Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES). O magistrado considerou a existência do direcionamento no procedimento licitatório – classificado como “jogo de cartas marcadas” pelo órgão ministerial – para a compra do veículo pelos funcionários públicos. “Causa-me tremendo espanto a ‘celeridade’ empreendida no certame. Tudo se passa no ‘apagar das luzes’ do ano de 2002. Em um único dia (30 de dezembro), eis os atos que foram praticados: o procedimento passou pelo gabinete do prefeito, pela Procuradoria, setor contábil, novamente pelo gabinete e pela Procuradoria. Ainda, foi confeccionado o convite e enviado (e recebido) pelas empresas ‘escolhidas’, todas sediadas em outras unidades da federação”, diz a decisão. Na denúncia, o MPF sustenta que o então secretário, que ocupava a chefia da Comissão Permanente de Compras (CPL) de Mantenópolis, foi o principal responsável pela fraude nas licitações do município para compra de uma ambulância. Já o contador Maurílio Alves, também membro da CPL e responsável pela prestação de contas, mesmo percebendo as irregularidades aderiu à fraude, em vez de tentar impedi-la. De acordo com informações do órgão ministerial, as licitações eram manipuladas de forma a favorecer as empresas do grupo Planam, de Darci José Vedoin e Luiz Antonio Trevisan Vedoin, que vendiam equipamentos médicos e odontológicos a preços superiores aos do mercado, gerando enriquecimento ilícito a partir de verbas destinadas à saúde. Por conta do episódio, o ex-secretário Miguel Pereira Neto foi condenado ao ressarcimento integral do dano causado (R$ 1.060,00), em valores atualizados, além do pagamento de multa civil no mesmo valor. Ele também teve os direitos políticos suspensos pelo prazo de cinco anos, e foi proibido de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais ou creditícios pelo mesmo período O contador Maurílio Alves dos Santos, devido à participação menor no esquema, foi condenado apenas ao ressarcimento do dano e à multa civil no mesmo valor. Já os mentores do esquema nacional, Darci e Luiz Antonio Vedoin, foram condenados ao ressarcimento do dano, à multa civil no mesmo valor, à suspensão dos direitos políticos por oito anos e à proibição de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de 10 anos. No final de novembro, o juiz federal já havia condenado os ex-prefeitos de Barra de São Francisco, Edson Henrique Pereira, e de Pancas (ambos na região noroeste do Estado), Walter Haese, por participação no esquema de fraudes. Eles foram condenados às penas de ressarcimento ao erário, suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos, proibição de contratar com o poder público no mesmo período, além do pagamento de multa civil no valor do dano. Esquema A Máfia das Sanguessugas, também conhecida como Máfia das Ambulâncias, utilizava de forma irregular verbas públicas federais destinadas à Saúde. Os envolvidos fraudavam processos licitatórios para a aquisição de unidades móveis de saúde (ambulâncias) e de equipamentos médicos e odontológicos. A estratégia era sempre a mesma: as prefeituras recebiam recursos da União a partir de emendas parlamentares e direcionavam as licitações para empresas indicadas por deputados federais. Segundo informações do MPF-ES, tramitam na Justiça Federal do Estado pelo menos 21 ações de improbidade administrativa relacionadas à Máfia das Sanguessugas, sendo 18 delas contra ex prefeitos capixabas.
Lei proíbe adição de benzeno em alimentos produzidos e comercializados no Estado
Está proibida a adição do conservante benzeno (benzoato de sódio) em alimentos produzidos e comercializados no Estado. A Lei 10.144/2013, da deputada Lúcia Dornellas (PT), foi publicada nesta segunda-feira (16), no Diário do Poder Legislativo e no Diário Oficial, depois de o Plenário ter derrubado proposta, no último dia 19 de novembro, o veto do governador Renato Casagrande (PSB) à matéria. Segundo a lei, está proibido a adição do conservante nos refrigerantes, bebidas carbonatas, xaropes, sucos de frutas, margarinas, conservas de frutas, vegetais, alimentos frescos, ervilhas, bananas, morangos, amoras, vinhos, cidras, adoçantes naturais e artificiais, enlatados e similares produzidos e comercializados no Espírito Santo. Para propor a lei, a deputada baseou-se em informações da Comissão Permanente do Benzeno e pesquisadoras da Fundacentro de que o composto pode estar relacionado com doenças como leucemia e linfoma. As empresas que utilizam, produzem ou comercializam quaisquer atividades relacionadas com o conservante ficam obrigadas a se adaptar às disposições da nova lei no prazo de 180 dias. “Entendemos que o fato de entrar em contato com o benzeno não significa, necessariamente, que a pessoa terá câncer, pois existem organismos mais e menos suscetíveis, porém, como não somos um tubo de ensaio e não há limites seguros de tolerância, o ideal é não consumir”, explica a parlamentar. O descumprimento da lei acarretará multa de 10 mil Valores de Referência do Tesouro Estadual (VRTEs), atualmente em R$ 23,8 mil. O valor será computado em dobro no caso de reincidência.
OAB-ES é condenado por omissão na defesa de prerrogativa de advogado
A Justiça Federal no Espírito Santo condenou a Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB/ES) ao pagamento de indenização no valor de R$ 150 mil por danos morais ao advogado Gustavo Bassini Schwartz, que não teve as prerrogativas defendidas pela entidade durante o período em que esteve preso. Na decisão assinada pelo juiz Roberto Gil Leal Faria, da 5ª Vara Federal Cível de Vitória, a omissão da Ordem teria sido provocada por uma retaliação política ao advogado, que permaneceu 35 dias preso em uma cela comum, o que é vedado pelo Estatuto da Advocacia. Na sentença publicada nesta segunda-feira (16), o magistrado concluiu que a direção da Ordem no Estado não agiu para cessar a violação nas prerrogativas de Gustavo Bassini. Na ação, o advogado alega que ficou preso em uma cela no Quartel da Polícia Militar, em Maruípe. Ele imputa a responsabilidade civil aos três níveis da Ordem dos Advogados do Brasil pelo fato de, segundo ele, nada ter sido feito para garantir suas prerrogativas profissionais. Durante o período de prisão do advogado, o juiz federal registrou que, em nenhum momento, a OAB-ES teria agido para que o advogado – acusado de circular com veículo com placa adulterada – fosse encaminhado para uma Sala de Estado Maior, como prevê o Estatuto da Ordem, ou colocado em prisão domiciliar, no caso da ausência dessa cela especial. No período de instrução, a direção da OAB-ES lançou culpa ao Estado do Espírito Santo por não possuir a Sala de Estado Maior. “Reitero que não há nenhuma prova de que a OAB-ES tenha adotado qualquer postura objetiva no sentido de fazer cumprir a prerrogativa do Estatuto. A questão me parece muito grave. A entidade de classe do autor, que tem obrigação legal de defender-lhe as prerrogativas funcionais, não efetivou um simples habeas corpus, de duas paginas, alegando que, na ausência de ‘Sala de Estado Maior’, o autor deveria ser encaminhado para prisão domiciliar, como previsto em lei. Para que não haja duvidas. Não se exigiria sucesso nessa empreitada, mas algo tinha que ser tentado. A função da Ordem neste caso não é de resultado, mas de meio. Assim, errou por omissão a OAB-ES quando nada tentou fazer para corrigir a ilegalidade referente ao desrespeito com a prerrogativa do advogado”, assinalou. Retaliação Sobre a conduta da entidade durante o episódio, o juiz federal concluiu que a omissão na defesa de Gustavo Bassini se deu como uma forma de retaliação política, uma vez que o advogado é opositor da atual administração da Ordem no Estado. O magistrado relatou, inclusive, que foi o juiz de uma ação movida pelo advogado, que resultou na anulação das eleições da Subseção de Vila Velha da Ordem, onde pode constatar o clima de animosidade entre as partes. “A questão assume gravidade maior quando se tenta entender o porquê da omissão da OAB-ES. Analisei o processo com muita calma. Li e reli a contestação da Ordem. Por mais que procurasse, não identifiquei um argumento sequer que justificasse o porquê da Ordem não ter defendido a prerrogativa legal do autor de prisão domiciliar. Assim, só pude chegar a uma conclusão: o motivo foi político”, considerou. O juiz federal continuou a explicação: “É público e notório no meio jurídico deste Estado, que o autor e forte opositor da atual gestão da OAB capixaba. O mesmo, inclusive, pleiteou a anulação das eleições de Vila Velha, pleito que foi deferido em primeira instância e se encontra pendente de recurso. Fui o juiz natural de tal processo e pude perceber o forte rancor existente entre as partes. Seja como for, tal inimizade não poderia se transferir para o cenário institucional. Então, estou plenamente convencido de que a OAB-ES deixou de defender as prerrogativas do autor com dolo, por retaliação política”. Por conta disso, o magistrado avaliou que a omissão da entidade foi dolosa (intencional) e fixou o pagamento de indenização de R$ 150 mil por danos morais causados ao advogado. O juiz federal explicou que a “indenização deverá apresentar um viés punitivo elevado, objetivando que tal omissão não se repita com outro advogado, oponente político ou não”. A entidade também foi condenada ao pagamento de honorários advocatícios no valor de 10% da causa (R$ 15 mil), em ambos os casos com valores corrigidos monetariamente. Responsabilidades Na mesma ação, o advogado havia pleiteado o pagamento de indenização por dano material e lucro cessante, mas os pedidos foram rejeitados pelo juiz federal, que considerou não terem sido apresentadas provas suficientes para indicar o efetivo prejuízo que teve com o episódio. O juiz Roberto Gil Leal Faria também rejeitou o pedido de inclusão na causa da subseção da OAB em Vila Velha e do Conselho Federal da Ordem. Segundo ele, as instituições não teriam relação direta com a competência de executar medidas visando a corrigir desrespeitos pontuais às prerrogativas dos advogados. Por conta da improcedência deste pedido, o juiz federal condenou o autor da ação ao pagamento dos honorários advocatícios ao Conselho Federal e da Subseção de Vila Velha, no valor de R$ 5 mil cada. Também por conta da negativa ao pedido de indenização por dano material e lucro cessante, Gustavo Bassini foi condenado ao pagamento de R$ 2 mil à OAB-ES. No entanto, o recolhimento desses valores está suspenso devido à concessão do benefício da gratuidade de justiça ao advogado, que alegou a sua hipossuficiência financeira em decorrência do episódio. Paralelamente à decisão sobre a ação, o juiz manteve uma medida cautelar – prolatada na fase inicial do caso –, que determinou à direção da OAB-ES para que adote, de ofício ou a requerimento de qualquer pessoa, as medidas que entender cabíveis para garantir a prerrogativa inserida no Estatuto da Advocacia, caso o autor venha a ser novamente preso, seja por fato relacionado com o exercício da advocacia ou não. Neste caso, a Ordem não recorreu da medida. Já a sentença de mérito ainda cabe recurso.
Ceturb-GV vai fiscalizar novo sistema de bicicletas públicas
O governo do Estado publicou nesta segunda-feira (16) a Lei Complementar nº728, que institui o Sistema de Bicicletas Públicas Compartilhadas na Região Metropolitana da Grande Vitória. De acordo com a lei, será firmado um convênio com a Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV), que fará a gestão, fiscalização e planejamento do novo serviço. O novo sistema incluirá infraestrutura física e operacional de apoio à mobilidade cicloviária, incluindo ciclovias, ciclofaixas, semáforos, estacionamentos, sinalização e bicicletas públicas de uso compartilhado. Para isso, a implantação do novo serviço contará com um processo licitatório que concederá a terceiros, pelo prazo de 30 meses prorrogável por igual período, a implantação e execução do Sistema de Bicicletas Públicas Compartilhadas. “O serviço receberá subsídio financeiro ao Sistema de Bicicletas Públicas Compartilhadas, de modo a compor as receitas de equilíbrio econômico-financeiro, com o objetivo de subsidiar o preço pago pelos usuários”, diz a lei. O subsídio financeiro observará os custos de implantação, operação, manutenção e demais gastos do sistema, em complemento aos valores cobrados diretamente dos usuários de acordo com os controles de demanda de passageiros exercidos pela Ceturb-GV e pelos projetos associados ao serviço. Para 2014, a lei autoriza o Estado a abrir créditos adicionais até o valor de R$ 5.880 milhões para o cumprimento da proposta. A nova lei será regulamentada no prazo de 60 dias a contar da data da sua publica, nesta segunda (16). Previsão Anunciado no último mês, o Sistema de Bicicletas Públicas Compartilhadas deverá contar com 70 estações de bicicletas públicas em Vila Velha, Vitória, Serra e Cariacica. Ao todo, 700 bicicletas públicas deverão ser disponibilizadas à população. Para utilizar o serviço, o ciclista deverá pagar R$ 5 pelo credenciamento diário; R$ 10 para o credenciamento mensal (sem o cartão do Sistema Transcol) e R$ 10 anuais para quem possuir cartão do Sistema Transcol. Com o serviço, o ciclista poderá realizar jornadas de até 45 minutos gratuitos com intervalo entre elas de no mínimo de 15 minutos. Caso ultrapasse os 45 minutos o ciclista pagará um excedente de R$ 5,00.
Xamãs fazem cura e reavaliam a vida do povo Guarani
Fotos: Rogério Medeiros No último domingo, na Aldeia Guarani Três Palmeiras, em Santa Cruz, no município de Aracruz, xamãs das principais aldeias guarani do país, iniciaram um encontro que vai até quinta-feira (19). São nove xamãs, sendo cinco homens e quatro mulheres, com os propósitos de reavaliar a vida do povo Guarani e levar a cura para os que estão doentes nas suas quatro aldeias localizadas no município de Aracruz. O xamã que no domingo realizou curas é parente de Tatantin Rua Retée (foto), a xamã que conduziu o grupo Guarani no Espírito Santo e gerou as atuais aldeias. Isto foi na passagem dos anos 60 para os 70. Quando pelas características geográficas da região, ela entendeu que havia chegado à Terra Sem Males (uma ideia de paraíso que estava incumbida de levar um grupo Guarani. Esse encontro nacional dos xamãs no Espírito Santo pode parecer, à primeira vista, modesto pelo número de participantes, mas, em se tratando de xamãs, é bem expressivo. Pelas suas condições especiais e os poderes sobrenaturais de que desfrutam, além das condições serem o centro da vida de suas aldeias, esse número torna-se bastante representativo. Eles não passam hoje de mais de 20 no Brasil. Neste encontro estão presentes xamãs do Rio Grande do Sul, do Paraná, do Rio de Janeiro e de Santa Catarina. As aldeias Guarani do Espírito Santo deixaram de contar com a sua Xamã, Tatantin Rua Retée, faz 20 anos, após sua morte na aldeia Teka-Porã, em Santa Cruz. Desde Tatantin Rua Retée partiu, as aldeias do Espírito Santo, apesar de serem hoje bastante expressiva pelo seu contingente (mais de 600 índios), estão sem xamã. A formação de um xamã leva um enorme tempo. Ainda na infância isolados para exercitar a sua condição de guia religioso. Essa seleção é feita pela manifestação da criança. No domingo, tanto na parte da manhã como da tarde os xamãs fizeram reflexões sobe a vida dos Guarani em suas aldeias próximas dos brancos. Trataram dos problemas e dos riscos dessa proximidade. Os xamãs pregaram, até insistentemente, do compromisso dos jovens para com Ñanderu (o Deus deles). Os Guarani são considerados pelas demais nações indígena índios divinos. Sobretudo na intenção em levá-los para os cultos religiosos. E serviram-se ainda da ocasião para identificar as manifestações de Ñanderu. Trovoadas e relâmpagos servem, por exemplo, para que eles recorram à casa de reza. No domingo à noite, foi realizada a primeira sessão de cura. Foi no Opu (casa de reza) da aldeia onde realiza-se o encontra. O xamã que dirigiu o culto foi o da Aldeia Araponga, de Paraty, Rio de Janeiro. Tem o nome abrasileirado de Agostinho, mas responde por Tatutin Tria (primo da Tatantin). Ele realizou três tratamentos, chamando atenção uma espécie de cirurgia espiritual na qua o xamã tirou pela boca de um guarani algo que se assemelhava a um besouro. Depois da intervenção o guarani “operado” vomitou reptidas vezes. (Não foi permitido fotografar dentro da casa de reza. As fotos são do momento da pregação)
Romero Jucá realiza nova reunião antes da regulamentação do direito de greve de servidores
Na próxima quarta-feira (18) pode ser feita mais uma tentativa de votar a regulamentação do direito de greve no serviço público. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) se reuniu com lideranças sindicais no sentido de acertar pontos polêmicos da proposta da qual é relator. O senador acolheu a sugestão dos sindicalistas de reduzir de 80% para 60% o percentual mínimo de funcionamento dos serviços essenciais durante as paralisações. Entre esses serviços estão as emergências de hospitais, abastecimento de água e energia, coleta de lixo, defesa civil e controle de tráfego aéreo, por exemplo. Já os serviços não essenciais terão 40% do funcionamento preservado – embora a ideia original do senador fosse manter 50%. Jucá, após reuniões com os sindicalistas também diminuiu o intervalo mínimo entre o comunicado de greve e a sua deflagração de 15 para dez dias. Os sindicatos pediam um prazo bem menor, de 72 horas, mas o senador não cedeu para evitar transtornos à população como as paralisações de rodoviários e metroviários, geralmente avisadas poucas horas antes do início. Para esta terça-feira (17) está prevista a realização de mais uma reunião com lideranças sindicais, com objetivo de buscar entendimento entre o relator da matéria e os trabalhadores. O senador considera que, nos termos atuais o próprio servidor fica exposto a uma decisão judicial sem nenhum parâmetro, por isso está tentando construir essa base com a regulamentação.
Lula deve vir ao Estado para turbinar campanha de Dilma
Lula vem sendo aguardado pelo diretório estadual para uma visita ao Estado. O ex-presidente, que já vinha demonstrando interesse no cenário capixaba para 2014, deve apressar sua vinda ao Estado depois da divulgação da pesquisa CNI/Ibope, em que a presidente Dilma Rousseff apresenta o terceiro pior desempenho na aprovação de seu governo no Espírito Santo. Lula já havia adiantado o interesse de realizar uma agenda no Estado, em reunião recente com o diretório estadual. Encontro do qual participou também o presidente nacional do partido, Rui Falcão. A reunião foi antes do ex-prefeito de Vitória João Coser assumir a presidência estadual do partido. Naquela ocasião, o PT capixaba destacou a importância da disputa da vaga ao Senado, com Coser e não com Ana Rita; a reeleição de Dilma no Estado e a manutenção da relação com PMDB, PR, PDT e PSB, entre outros. Mas para o PT nacional a relação com o PSB está cortada e o partido no Espírito Santo terá muita dificuldade se quiser continuar caminhando com o governador Renato Casagrande, principalmente depois da aprovação da resolução do partido que submete as decisões regionais à pré-aprovação da nacional. O cenário é complicado porque Dilma, que foi derrotada na eleição de 2010 no Estado, apresentou segundo a pesquisa CNI/Ibope um desempenho ruim no Estado. Para piorar, o governador Renato Casagrande apresentou um crescimento de 20 pontos percentuais. Casagrande vem tentando recompor o grupo de unanimidade que o elegeu na eleição passada, oferecendo um palanque de neutralidade ao PT nacional, que recusa a oferta do socialista. O PT quer o palanque de Dilma encabeçado pelo ex-governador Paulo Hartung, mas o índice de aprovação de Casagrande pode comprometer a entrada do ex-governador na disputa. Neste cenário, o PT nacional pode forçar o partido no Estado a lançar candidatura própria ao governo, com João Coser. Essa movimentação pode ser ainda pior, já que Coser não teria capital político para puxar o palanque presidencial. Além disso, essa manobra dá a Casagrande a justificativa para assumir o palanque socialista no Estado. Com isso, o presidenciável Eduardo Campos ganha duas vantagens no Espírito Santo: a primeira, com o palanque do favorito na eleição, e a segunda, com a aliança com Marina Silva, que venceu em 2010 em Vitória e Vila Velha. ??
CNJ vai decidir sobre vagas remanescentes do último concurso para cartórios no TJES
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deve analisar na sessão desta terça-feira (17) o pedido de suspensão do atual concurso público para ingresso em cartórios do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Está na pauta de julgamentos do órgão de controle um processo movido por uma candidata aprovada na última seleção, aberta em 2006 e finalizada somente três anos depois. Ela reivindica a sua nomeação em algum dos cartórios declarados vagos durante o período de validade do curso. No final de agosto, a ex-conselheira Gisela Gondin Ramos, então relatora do caso, negou o pedido de liminar feito pela candidata Adriana Pimenta sob justificativa da ausência de requisitos para a concessão da medida. Na ocasião, a conselheira avaliou que o próprio órgão de controle autorizaria o oferecimento de cartórios sub judice em concursos públicos, “haja vista o notório contexto de grandes disputas judiciais movidas a interesses exclusivamente individuais dos envolvidos”. Nos autos do procedimento (0004225-39.2013.2.00.0000), a candidata aprovada sustenta que existem duas ações judiciais em curso, questionando a necessidade de realização de uma nova sessão para distribuição de serventias do último concurso. Na primeira sessão, não havia um número inferior de cartórios em relação aos candidatos aprovados. Adriana Pimenta cita que o edital do último certame previa o oferecimento de serventias a esses candidatos até o encerramento da validade do curso, porém, o tribunal não realizou uma nova seleção. Ela cita ainda que o edital do concurso vigente – lançado no meio deste ano – prevê o oferecimento de 171 cartórios, sendo que 41 tiveram a vacância decretada pelo CNJ e 33 acabaram vagando durante a vigência do concurso público anterior, sendo pleiteadas por candidatos remanescentes da antiga lista de aprovados. Na ação, a candidata pede ainda que as serventias constem no edital do atual concurso como sub judice, o que pode impedir a nomeação de novos tabeliães até o julgamento de todos os questionamentos dos aprovados na seleção anterior. Durante a instrução do processo, o Tribunal de Justiça capixaba reconheceu a inclusão das serventias disputada pelos candidatos do último concurso, mas afastou a necessidade de intervenção imediata do Conselho no caso. O procedimento é relatado hoje pelo conselheiro Flavio Sirangelo.
Policiais militares protestam pela igualdade de tratamento entre oficiais e praças
Os praças da Polícia Militar voltaram a se manifestar na manhã desta segunda-feira (16) com uma carreata que percorreu as ruas do Centro de Vitória e acabou na Assembleia Legislativa, onde acontecia mais uma reunião da Comissão de Segurança da Casa. Os policiais e bombeiros devem permanecer na Assembleia para a sessão ordinária da tarde desta segunda-feira (16), em que pode ser votado o projeto de lei complementar que altera a tabela de subsídio da categoria. A categoria tem feito uma vigília aguardando a votação do projeto. Os policiais também iniciaram uma operação padrão para pressionar a igualdade de tratamento entre praças e oficiais. A categoria reivindica, no mínimo, o que o governo ofereceu aos oficiais. Na audiência pública realizada na última segunda-feira (9) os praças compareceram em massa. Ausentes, os comandantes enviaram representantes que não responderam a quase nenhum dos questionamentos feitos, o que causou descontentamento especialmente no deputado Euclério Sampaio (PDT), que propôs os trabalhos.