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A Culpa, peça baseado nas obras Kafka, será encenada esta quarta (18)

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  Um mergulho na alma do homem moderno. Um mergulho sem volta. Assim é A Culpa, monólogo escrito a quatro mãos pelo ator Luiz Carlos Cardoso e pelo diretor Carlos Ola, tendo como inspiração as obras do escritor tcheco Franz Kafka (1883-1924). A peça será apresentada no próximo dia 18, encerrando a temporada 2013 do projeto Quartas no Theatro Carlos Gomes.   Na peça, vê-se um ator no palco buscando transbordar sentimentos ainda em construção, indo ao encontro de dúvidas que vão desde a não aceitação do pai pelo amor, pelo zelo e pelo crescimento do filho, até o modo como ele se sentava à mesa. Quem manda e quem obedece? Até onde vão as relações de hierarquia e subordinação que enfrentamos todos os dias, inclusive dentro de casa? Pede-se licença a Kafka para dar um novo significado ao seu discurso, flertando com a dança experimental de Jeremias Schaydegger para (tentar) responder a essas perguntas. A Culpa é de todos.   Contemplado em 2012 pela Lei Rubem Braga de Cachoeiro de Itapemirim, o espetáculo estreou em novembro daquele mesmo ano, em Guaçuí e em Cachoeiro de Itapemirim. Depois disso, seguiu carreira em palcos dentro e fora do Brasil. No Chile, por exemplo, foi apresentado em dois festivais internacionais. Em Portugal, teve chancela do projeto Espírito Mundo, que leva artistas brasileiros para a Europa. Também marcou presença no Festival de Teatro de Curitiba, o maior do país, além de festivais no Piauí, na Bahia e no Espírito Santo. Em 2014, participará da primeira mostra de teatro brasileiro, a ser realizada em Moçambique.   Concepção O monólogo A Culpa surgiu a partir da obra de Franz Kafka. Os estudos sobre o autor resultaram em um processo de criação coletiva que envolveu o ator Luiz Carlos Cardoso, o diretor Carlos Ola, o assistente de direção Victor Coelho, o coreógrafo Jeremias Schaydegger e o violinista João de Paula Junior. A união entre dança, teatro e música resultou no monólogo com os principais trechos da obra Carta ao Pai, de Kafka.   Ao criar o espetáculo, seus autores pensaram naqueles sentimentos como amor, ódio, saudade, distanciamento, cólera e raiva, bem como as relações de subordinação e dominação que permeiam a história da humanidade desde sua origem: Deus, Adão e Eva; o homem e o fogo; os animais e a fome; a vida e a água; os profetas e os seguidores; os descobridores e a terra; os senhores e os escravos; os governos e os cidadãos; pai e filho. Esta última relação, denota um tom visceral: é o sangue que fala mais alto. Aqui, é possível encontrar Franz Kafka.   Carta ao Pai é uma obra especial. Primeiro, por não ser ficcional. É o próprio Kafka quem expõe suas relações com o pai ao longo das páginas, deixando para a posteridade a verdade sobre seus sentimentos. Além disso, por não serem ficcionais, os fatos vão se formatando na cabeça do leitor que dá às palavras e às histórias seus sentidos próprios, de acordo com seu repertório emotivo. Ou seja, cada leitor tem a sua perspectiva ao ter ideia das confissões kafkianas. E, finalmente, porque Kafka é mestre em expressar o verdadeiro significado da literatura: suas palavras evocam os sentidos. Em Carta ao Pai, sem personagens ficcionais, sem ideias mirabolantes, sem mentira, a citação é mais que verdadeira. É por isso que a escolhemos para montar o espetáculo.   Serviço Monólogo A Culpa encerra a temporada Quartas no Theatro Carlos Gomes, esta quarta-feira (18), às 19 horas, no Theatro Carlos Gomes, Praça Costa Pereira, Centro, Vitória. Ingressos: R$ 1 (meia-entrada) e R$ 2 (inteira). Mais informações (27) 3132-8396

16/12/2013 / 0 Comments
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Secult lançará 15 novos livros contemplados em editais

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Na próxima terça-feira (17) serão lançados 14 novos títulos, desta vez reunindo autores que foram contemplados pelos editais de literatura e de histórias em quadrinhos de 2012, além do livro Adeus, Itália, organizado por Kamila Brumatti Bergamini. O evento será realizado a partir das 19 horas, no Salão São Tiago, do Palácio Anchieta, em Vitória.   As obras contempladas pelo Edital 023/2012, para edição e difusão de obras literárias, são Amor e Outros Contos, de Marília Carreiro Fernandes; Viajantes do Tempo, de Priscila Reis Andrade; Varal de Histórias, de Alessandra Rocha Santos; Dois Degraus a Leste, Três Degraus a Oeste, de Reinaldo Santos Neves; Causos de Vila Velha, de Jovany Sales Rey; Crônicas Sujas: Lembrança de Névoas, de João de Moraes Machado; Nascidos para Suor & Sangue, de Fabrício Saad Pagani; Poemas para Dar de Presente, de Angelo Santiago Federici Coutinho; Rapsódia Brasiliana, de Estelemar Martins Oliveira; e Os Ossos da Baleia, de Jorge Elias Neto.   Pelo Edital 024/2012, de edição e difusão de literatura infantojuvenil, serão lançados Por Trás do Espelho, de Emanoelle Fiorese Garcia; e As Histórias de meu Avô, de José de Arimathéa Barros Duayer. Cada uma das publicações terá tiragem de mil exemplares.   Steranko, de Jean Diaz e V.L. Fardin, e A Terrível Elizabeth Dumn Contra os Diabos de Terno, de Arabson Oliveira, são as obras premiadas pelo Edital 026/2012, para criação e publicação de histórias em quadrinhos inéditas. Os dois títulos sairão com tiragem de 500 exemplares. Publicados em parceria com o Instituto Sincades, todos os livros serão distribuídos gratuitamente durante o coquetel de lançamento.   Organizado por Kamila Brumatti Bergamini, o livro Adeus, Itália reúne 21 textos sobre a imigração europeia no Espírito Santo. Seus autores são professores, pesquisadores e jornalistas. Com tiragem de dois mil exemplares, também será distribuído gratuitamente.   Após o coquetel de lançamento, as obras serão destinadas para as bibliotecas públicas municipais do Espírito Santo, bem como as unidades da Biblioteca Transcol e a Biblioteca Móvel, a fim de que cheguem a todas as comunidades do Estado.   Serviço O lançamento das obras contempladas pelos Editais 2012 e do livro Adeus, Itália será nesta terça-feira (17), às 19h, no Salão São Tiago, Palácio Anchieta. Praça João Clímaco, s/nº, Cidade Alta, Centro, Vitória. Aberto ao público

16/12/2013 / 0 Comments
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Perito decide ampliar estudos que irão quantificar poluição da Vale

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O engenheiro agrônomo Luiz Roberto Charnaux Serta Júnior, que irá coordenar a perícia determinada pela Justiça Federal na ação civil pública movida pela Associação Nacional dos Amigos do Meio Ambiente (Anama) contra a poluição da Vale, decidiu ampliar o escopo dos trabalhos. A medida é necessária, segundo ele, para melhor avaliar os dados das emissões, bem como os respectivos sistemas de mitigação e a eficiência dos atuais procedimentos de monitoramento. A decisão cabe agora ao juiz federal Francisco de Assis Basílio de Moraes.   Inicialmente, o perito havia concordado em aproveitar os dados do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), o que era o desejo dos réus da ação – além do Iema e da mineradora, o governo do Estado, a União e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).  Mas a Anama se posicionou de maneira contrária, com base na acusação de negligência que pesa sobre o Iema por não fazer o correto monitoramento das emissões, e nas relações de cumplicidade existentes entre a Vale e o governo do Estado.   Após os questionamentos da entidade, o juiz federal havia resolvido deixar então a critério do perito aproveitar os dados do Iema, caso julgasse necessário, durante a realização da perícia. No entanto, Serta Júnior já encaminhou uma nova proposta complementar, voltada especificamente para a poluição atmosférica.   O perito quer primeiro validar a Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar da Grande Vitória (RAMQUAR-RGV), a partir da “verificação das calibrações utilizadas, da consistência da base de dados e da avaliação da estratificação de poluentes atmosféricos”. Para isso, irá fazer a coleta simultânea de dados primários de fontes pontuais, amostragem de grande volume nas imediações das fontes, e modelagem numérica da dispersão atmosférica de poluentes.    Também consta na perícia a coleta de amostragem isocinéticas (que possuem a mesma velocidade), com medição das emissões de material particulado (MP), óxido de nitrogênio (NOx), gases de combustão (O2,CO2 e CO) e compostos orgânicos voláteis (COVs), provenientes de 13 pontos nas fontes de emissões dentro da planta industrial da Vale – sete principais e seis secundárias. Desta forma, segundo o perito, será possível verificar a metodologia atualmente utilizada. Outras fontes consideradas significativas de material particulado (pátios e píer e processos de transferência do terminal de minério) também serão avaliadas.    Já para as coletas de particulado total em suspensão (PTS), serão utilizadas amostras de grande volume, realizadas em três pontos na fronteira do empreendimento e dois próximos às estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar, nos bairros Enseada do Suá e Vila Velha. A amostragem será feita em período específico – no mínimo 15 dias corridos – e de maneira simultânea nessas localidades, além de paralela às coletas de dados primários das fontes pontuais.    Luiz Roberto Charnaux Serta Júnior, que é do Rio de Janeiro, pretende ainda implantar uma estação de monitoramento da qualidade do ar, incluindo o fornecimento dos equipamentos, instalação, operação e manutenção, para determinação das concentrações de PTS na unidade industrial da Vale, por período de 24 horas de coleta, durante 15 dias.   Para finalizar o trabalho de campo, ele propõe fazer a Modelagem Numérica da Dispersão Atmosférica, para o monitoramento de poluentes, com identificação e quantificação das principais fontes de emissão da mineradora, seguida da avaliação dos impactos aos bairros adjacentes e da contribuição desses poluentes na qualidade do ar na Grande Vitória.    As condições meteorológicas, as características das fontes e dos gases emitidos e as condições do terreno serão consideradas nos cálculos de dispersão, como aponta a manifestação do perito à Justiça Federal.   O prazo de conclusão para esses novos estudos é de seis meses, com valor estipulado de R$ 1.078.000,00. A equipe coordenada pelo engenheiro agrônomo é formada por mais dez profissionais. Caso acate a proposta, o juiz deverá liberar ao perito, imediatamente, 50% do total, também custeado pela Vale.  No escopo anterior, que prevê estudos em terra, ar e mar, porém sem as especificações da proposta complementar feita à Justiça, o prazo estipulado é de oito meses e os trabalhos já começaram, com valor total de R$ 1.161.288,00. Somados, os orçamentos totalizarão R$ 2.239.288,00, pouco menos do que havia proposto o perito no início do processo judicial, quando os réus se manifestaram em favor do aproveitamento dos dados do Iema.    A perícia é acompanhada por uma equipe destinada pela prefeitura da Capital do Estado e por Eraylton Moreschi Junior, indicado pela Anama. O município de Vitória também era réu na ação ajuizada em 2006, mas requereu sua exclusão do polo passivo da demanda, passando à condição de polo ativo, alegando interesse na redução da poluição do ar.   Os estudos irão apontar os impactos à saúde e patrimonial gerados pela mineradora na Grande Vitória, com objetivo de calcular indenização aos moradores. Em outra ação, a Anama requer a suspensão do licenciamento da oitava usina da Vale.    Já a ArcelorMittal, que divide com a mineradora a liderança nas emissões de poluentes na região, é réu em ação conexa, também ajuizada pela entidade.

15/12/2013 / 0 Comments
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Alunos travestis e transexuais da rede de ensino de Vitória vão ser tratados pelo ‘nome social’

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As escolas municipais de Vitoria vão passar a tratar os alunos travestis e transexuais pelo nome social. A Lei 8.585/2013 determina que as escolas a rede municipal de ensino deverão incluir o “nome social” de alunos travestis e transexuais nos registros escolares – diários de classe, listas de divulgação pública no interior e na parte externa das escolas, crachás e outros registros escolares – para garantir a inclusão dessas pessoas no processo de escolarização.    A medida visa a garantir o respeito à cidadania, aos direitos humanos, à diversidade, ao pluralismo e à dignidade humana. Uma das principais causas de evasão escolar entre travestis e transexuais é justamente o não reconhecimento do nome social nas escolas. O nome social é a forma como os travestis e transexuais se reconhecem, são identificados e denominados por sua comunidade e na inserção social.     A partir da nova lei, os alunos travestis e transexuais maiores de 18 anos devem solicitar, no ato da matrícula ou ao longo do ano letivo, a inclusão do nome social nos documentos escolares internos.    A anotação do nome social do aluno deverá ser registrada nos documentos escolares internos, por escrito, entre parênteses, antes do nome civil. Além disso, o nome civil deve acompanhar o nome social em todos os registros e documentos escolares internos.    O texto da lei também ressalta que os professores e demais profissionais da educação deverão estar atentos para evitar toda e qualquer forma de discriminação e preconceito que traga constrangimento ao aluno. 

15/12/2013 / 0 Comments
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Governo estadual centraliza análise de processos licitatórios na Secont

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O governador Renato Casagrande assinou, nessa quinta-feira (12), o Decreto nº 3459-R, que centraliza a análise dos procedimentos licitatórios para obras ou serviços de engenharia em todos os órgãos do Estado pela Secretaria Estadual de Controle e Transparência (Secont). Entre as novas obrigações da pasta, comandada por Ângela Silvares – cunhada do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) –, estão a expedição de pareceres prévios sobre a ratificação de licitações, assinatura de novos contratos e aditivos aos atuais vínculos. A medida prevê que a área técnica da Secont (antiga Auditoria Geral do Estado) deve se manifestar previamente sobre todos os procedimentos nas modalidades de licitação (carta-convite, tomada de preços e concorrências), acima de R$ 150 mil. No caso das obras ou serviços de engenharia, todos os procedimentos administrativos deverão ser fiscalizados pela pasta. O artigo 2 da medida também obriga a expedição de parecer prévio sobre todos os aditivos em contratos com valor anual acima de R$ 150 mil. A única exceção ocorre em aditivos que versam sobre a prorrogação do fim do contrato, porém, estes deverão ser submetidos posteriormente para fiscalização. O decreto prevê que todos os contratos por dispensa de licitação deverão ser encaminhados à Secont imediatamente após a formalização.  O texto também prevê a possibilidade da edição de novos atos normativos pela pasta com o objetivo de ampliar o rol de restrições à assinatura de contratos sem a realização de licitação. Hoje, as vedações são previstas na Lei Federal nº 9.666/1993 (Lei das Licitações). No texto, o governador também determina que elabore as normas orientadoras a todos os órgãos do Poder Executivo estadual, desde as secretarias de Estado, autarquias e até mesmo empresas públicas. A pasta também deve se manifestar sobre os aspectos econômico-financeiros nas contratações, muito embora os técnicos da Secont não poderão realizar cálculos de reajuste, atualização monetária ou confeccionar planilhas de custo, funções a cargo do órgão de origem dos procedimentos. Entre as considerações do decreto, Casagrande justifica a necessidade de organizar a forma de encaminhamento dos processos licitatórios dos órgãos do Estado para a pasta de Controle e Transparência. Segundo o governador, a Secont “exerce as atividades próprias de órgão central do controle interno, deve adequá-las à sua realidade material e de recursos humanos, bem como à realidade dos demais órgãos do Estado”. Nos bastidores, a edição do decreto é visto como uma forma de ampliação dos contratos públicos, muito embora a própria fiscalização da pasta não seja uma unanimidade. São lembrados episódios como os acordos herdados do governo passado, por exemplo, com o serviço de informatização de hospitais, o Saúde Digital, cujos serviços foram prorrogados mesmo com as suspeitas de superfaturamento em serviços – levantadas pela própria Secont –, e dos seguidos aditivos com a empreiteira carioca Delta Construções, que foi alvo de uma série de denúncias de tráfico de influência junto à classe política e responde hoje a uma ação de improbidade administrativa, movida pelo Ministério Público Estadual (MPES).

15/12/2013 / 0 Comments
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??ltima semana antes do recesso deve ser disputada na Ales

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A partir desta segunda-feira (16) a Assembleia Legislativa realiza suas últimas sessões de um ano bastante complicado para os deputados estaduais. A expectativa é de que a semana seja bastante disputada na tribuna da Casa.  Desde a quinta-feira (12), a TV Ales passou a ser transmitida oficialmente em formato digital.   Por isso, a tendência é de que o revezamento na tribuna da Casa para os pronunciamentos no horário das lideranças, dos oradores, e na fase das comunicações atraiam os parlamentares, além dos apartes. Além da melhora na qualidade da transmissão, será a oportunidade para os deputados mandarem um recado aos eleitores, antes do recesso parlamentar.    Entre os deputados que mais visitam a tribuna da Casa estão José Esmeraldo, Hércules Silveira (ambos do PMDB) e Euclério Sampaio (PDT). Recentemente, com a mudança do painel eletrônico da Assembleia, os parlamentares passaram a utilizar a ferramenta para reproduzir vídeos, compartilhar fotos e apresentar estatísticas.    Mas nem todos os deputados são de falar. Entre os chamados “mudinhos” o mais emblemático é o deputado Cacau Lorenzoni (PP), que no último semestre só usou o microfone para defender um veto e mais nada. Esmeraldo em seu mandato passado também não era muito de fazer pronunciamentos, mas nesta legislatura é um dos campeões de discurso.    Quando retornarem do recesso, em fevereiro, os deputados estaduais estarão em pleno ano eleitoral e o tom dos pronunciamentos deve mudar. A expectativa fica sobre os deputados que vêm ensaiando uma oposição ao governo Casagrande. Isso porque durante o recesso os interessados no processo eleitoral devem aproveitar para discutir nos bastidores como serão as acomodações para o processo eleitoral. 

15/12/2013 / 0 Comments
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Novo centro de eventos de Vitória custará R$ 98 milhões

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Com um caráter multifuncional, o Centro de Eventos de Vitória será construído pela Andrade Valladares Engenharia e Construções Ltda. O custo da obra será de R$ 98.324 milhões, conforme informou o Instituto de Obras Públicas do Estado do Espírito Santo (Iopes), no Diário Oficial dessa sexta-feira (13). De acordo com a Prefeitura de Vitória, a construção terá conceito inovador e arquitetura contemporânea.    Com capacidade para até 15 mil pessoas, o novo empreendimento será construído pela mesma empresa responsável pelo finalização do Cais das Artes, na Enseada do Suá, em Vitória.   Assim como o Cais das Artes, o novo  empreendimento vem sendo divulgado por sua arquitetura arrojada e pela localização privilegiadas entre a Praia de Camburi e o novo terminal de passageiros do Aeroporto de Vitória, com área total de 40 mil metros quadrados. A área que será utilizada foi cedida pela Infraero ao município e ao Estado.     “O centro terá uma arena com capacidade máxima de 7,5 mil pessoas. A área destinada às feiras comporta 8 mil pessoas. Já o auditório e salas de eventos são para 2,4 mil e o restaurante foi projetado para atender com qualidade a mil pessoas. Sem contar os espaços em áreas abertas, que podem ser utilizadas simultaneamente”, divulgou a Prefeitura de Vitória.    A promessa é que o turista que desembarcar no novo terminal de passageiros do Aeroporto de Vitória não precisará se deslocar de carro até o Centro de Eventos.  Eles poderão seguir a pé para participar de congressos e feiras.   O prazo de execução das obras é de 24 meses, contados a partir da assinatura da ordem de serviço.

15/12/2013 / 0 Comments
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Cenário eleitoral do Espírito Santo está sendo formado de fora para dentro

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Renata Oliveira e Nerter Samora Em 2014, o cenário eleitoral do Espírito Santo será delimitado pelas nacionais, ou melhor, já está sendo. Papo de Repórter analisa como se dá esse nível de influência no Estado.   Nerter – Pelas deliberações do último fim de semana ficou ainda mais evidente que será o interesse das nacionais que vai prevalecer às movimentações locais para a disputa eleitoral do próximo ano. Os movimentos de PSDB, PSB, PMDB, PT e PPS estão deixando mais clara a visualização da disputa no próximo ano, colocando as peças no tabuleiro e convidando os adversários para o jogo. Essas ações deixam em sobreaviso as lideranças capixabas, que precisam das definições para buscar a melhor acomodação, sobretudo, para quem vai disputar a eleição proporcional. Mas se de um lado o cenário vai se desenhando com as composições dos palanques presidenciais, de outro há sempre aquelas cortinas de fumaça para tentar confundir o mercado, não é?   Renata – E tudo isso está acontecendo ao mesmo tempo, não é mesmo? Mas vamos por partes. Primeiro, em relação às movimentações nacionais. Houve definições importantes que afetam diretamente o Espírito Santo. O PPS nacional confirmou a posição do partido no Estado e definiu o apoio à candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) à presidência da República. Isso aumenta o prestígio político do prefeito de Vitória Luciano Rezende com a nacional.    Nerter – Permite também que ele possa consolidar sua movimentação em favor do palanque do governador Renato Casagrande, que, aliás, ele nunca escondeu. No congresso do PPS havia até a ideia de que um movimento tentasse levar a definição sobre o apoio para o próximo ano, mas diante a derrota iminente do grupo que defendia o apoio ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), a proposta sequer foi colocada em votação. Definido o apoio do PPS, o governador Renato Casagrande tem um caminho alternativo construído. Ele vem mantendo a neutralidade, porque ainda sonha com a unanimidade, mas dá a seu presidenciável o apoio do prefeito da Vitória, a única capital que o PPS governa no País. Isso é importante. Além disso, o PSB está fechado com a campanha de Campos. Se a unanimidade não der certo, o palanque de Eduardo Campos estará pavimentado no Estado.    Renata – Tem uma outra movimentação que também foi bastante importante paras as articulações no Espírito Santo, que é o jantar de Aécio Neves com Eduardo Campos, no último domingo (8). Eles confirmaram no encontro a parceria por baixo dos panos para inflar as duas candidaturas e forçar o segundo turno contra Dilma Rousseff. O Espírito Santo também não está fora desse acordo, aliás, no Estado as condições de acordo são altas. Neste caso, como o palanque socialista, com governador Renato Casagrande é bem mais forte que o tucano, que teria Guerino Balestrassi como candidato ao governo, a movimentação seria de recuo para o PSDB.   Nerter – Esse recuo seria importante para os tucanos, que têm muito pouco a apresentar e muito a perder com a eleição de 2014. Ao lado de Casagrande se desobrigariam de erguer o palanque de Aécio e poderiam se dedicar à campanha proporcional e de fortalecimento de suas principais lideranças. O problema é como acomodar Guerino Balestrassi e Luiz Paulo Vellozo Lucas, que deixaram o governo Casagrande batendo a porta no palanque do governador. Deve ser por isso, que Balestrassi vem defendendo com unhas e dentes a candidatura própria ao governo em 2014. Quer evitar a saia justa de dividir o palanque com o governador. Aliás, as incompatibilidades entre Casagrande e Balestrassi vêm de longa data. Imagina o ex-prefeito de Colatina ter de disputar uma vaga de deputado federal com seu desafeto Paulo Foletto, aposta do PSB para disputar a reeleição para a Câmara em 2014.    Renata – O PT nacional também teve uma definição no meio da semana que enquadra bonitinho suas estaduais. Antes de registrar qualquer coligação no ano que vem, os diretórios estaduais vão ter de submeter as alianças à aprovação de um comitê ligado à Executiva Nacional. Com isso, o partido manterá o controle sobre seus filiados evitando qualquer movimentação que fuja dos interesses do partido para o próximo ano: a reeleição da presidente Dilma Rousseff e a eleição de uma bancada forte no Senado. Em termos locais, isso quer dizer que qualquer movimentação do grupo do presidente João Coser que não atenda esse interesse, vai ser vetado pela nacional. A sorte dele é que desta vez, o interesse do partido vai ao encontro de seu interesse pessoal, que é permanecer sempre ao lado do ex-governador Paulo Hartung.    Nerter – É, mas se Hartung fizer aquele movimentação já conhecida de na hora H desistir da disputa e colocar Ricardo Ferraço (PMDB) para a cabeça de chapa ou decidir disputar o Senado e oferecer a suplência para o Coser, estará tudo desfeito e a nacional vai obrigar o ex-prefeito de Vitória a disputar o governo do Estado, o que pode ser um desastre para seus projetos pessoais. Isso nos leva ao segundo ponto de análise deste Papo de Repórter, as cortinas de fumaça que esta semana apareceram forte com notinhas na imprensa e que evidentemente têm como principal foco o ex-governador Paulo Hartung.    Renata – Teve a história do vice-presidente da República Michel Temer fazer apelo para que Hartung dispute a eleição. Uma história contada pelo deputado federal Lelo Coimbra, aliado de Hartung. Teve também aquela de Hartung disputar o Senado e Coser ganhar a suplência. Duas coisas esquisitas, não é? Aqui no Estado parece que se fala em nome de Michel Temer o tempo todo, mas depois que ele desmentiu aquela história de que  Hartung era o preferido do partido, não dá mais para levar a sério essas declarações do vice-presidente ao emissário do ex-governador.    Nerter – A história da suplência também não cola. O que se sabe das movimentações nacionais é que o próprio Lula foi quem articulou tudo isso e a aliança entre PMDB e PT só serve

15/12/2013 / 0 Comments
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Pesca artesanal e desenvolvimento no litoral serão debatidos na Ufes

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A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) realiza, na próxima segunda-feira (16), a primeira reunião para o debate sobre a pesca artesanal e o desenvolvimento no litoral do Espírito Santo. O debate propõe ser um espaço privilegiado de articulação entre a universidade e os diversos grupos pesqueiros artesanais, contando com a participação, ainda, de movimentos sociais, do poder público e demais interessados.   O Grupo de Estudos sobre Populações Pesqueiras e Desenvolvimento no Espírito Santo (GEPPEDES) terá duas produções próprias na programação do evento. Será lançado o livro “Imagens da Pesca Artesanal no Espírito Santo” e, após a abertura, haverá a exibição do documentário “Tradições à Deriva”. As comunidades de pescadores, as lideranças da pesca e representantes do poder público também estarão presentes na reunião, que será encerrada com um debate. A programação começa a partir das 14h no Cine Metrópolis, no Campus de Goiabeiras da Ufes.   No Estado, as comunidades pesqueiras estão recentemente sendo atingidas principalmente com a chegada dos novos empreendimentos portuários em locais pacatos, com a presença de comunidades tradicionais e detentores de grande biodiversidade, uma característica crucial para a qualidade do pescado recolhido.    O Itaoca Offshore, uma base de apoio a operações de petróleo e gás, que será instalada na praia de Itaoca, em Itapemirim, no litoral sul capixaba, afetará uma comunidade de pescadores que habita a praia da Gamboa. O aterro da região provocará alterações irreversíveis no bioma local, o que restringe e pode até extinguir espécies de animais usados na culinária; e o grande movimento marítimo e costeiro impede a circulação das pequenas embarcações dos pescadores. Conforme informações do próprio EIA/RIMA da base, atividades pesqueiras serão impedidas na região ao redor do porto.    Empecilho semelhante acometeu às comunidades tradicionais com a construção do Estaleiro Jurong de Aracruz (EJA) no norte do Estado. Recentemente, após quase dois anos de danos irreparáveis à biodiversidade local e impedimento de exercício das atividades de pesca, fundamental para o sustento das populações locais, o Ministério Público Estadual (MPES) determinou, em caráter liminar, que a empresa de origem em Cingapura indenize as 200 famílias prejudicadas pelos impactos da instalação do estaleiro. Os pescadores avaliam que a indenização, no valor de um salário mínimo, não é suficiente para o sustento das famílias que, antes, vendiam camarões, lagostas e peixes que existiam no local. Por isso, enviarão um novo pedido ao MPES pela indenização retroativa, anterior à decisão. Os pescadores ainda que a verba arrecadada com a venda do calcário, avaliado em R$ 350 mil, que será extraído nas escavações do estaleiro seja completamente revertida à comunidade.   Os pescadores de Anchieta, no litoral sul do Estado, que foram prejudicados com a redução da área de pesca do município com a instalação do Porto de Ubu, da Samarco Mineração, poderão ser beneficiados por um projeto de compensação que consiste em um fundo de auxílio aos pescadores, ainda sem valor definido, desenvolvido pelo prefeito Marcus Assad (PTB). O prefeito pretende captar recursos principalmente da empresa que provoca tal situação e tenta viabilizar a atividade pesqueira em outras áreas do município, embora a maioria delas não ofereça mais condições de pesca.   Antes da implantação da Samarco, há 12 anos, Anchieta tinha uma população de apenas 13 mil habitantes, que conviviam em um ambiente bucólico e preservado. Com a indústria de mineração, essa população praticamente dobrou. Hoje, o município chega à marca dos 25 mil moradores, cuja maioria migrou em busca de novas chances de emprego, que só ocorrem na fase inicial de obras. Depois, esse contingente populacional contribui para agravar problemas como o crescimento desordenado da cidade; a criminalidade, a falta de infraestrutura sanitária; e a carência na educação e nos serviços de saúde, precariedade antes inimaginável no pequeno vilarejo. A Samarco também é acusada de despejar metais pesados, por mais de uma vez, na lagoa de Mãe-Bá; de capturar à exaustão a água do Rio Benevente para uso na escala produtiva e de ultrapassar os limites máximos permitidos de emissões atmosféricas.   Pescadores reunidos em associações de São Mateus, no norte do Estado, serão coautores nas ações contra a Transpetro, subsidiária da Petrobras, junto ao Ministério Público Federal (MPF). A Procuradoria quer que a Transpetro seja condenada a compensar, no valor de R$ 50 milhões, os danos ambientais e sociais causados pelos sucessivos vazamentos de petróleo na região do Terminal Norte Capixaba (TNC), situado no distrito de Barra Nova. O procurador da República Leandro Mitidieri lembrou, na ocasião, que os pescadores estão decepcionados com os empreendimentos que envolvem muito dinheiro, mas não dão retorno à população local e ainda prejudicam a pesca, causam danos materiais, poluem o meio ambiente e contaminam pessoas e animais.   A Transpetro já demonstrou que não tem um plano de contenção eficaz em caso de vazamento nos dutos que encaminham o petróleo extraído em terra até o TNC para abastecimento de navios. Foi pedido, pelo MPF/ES, em caráter liminar, que a Transpetro atualize e adéque, obrigatoriamente, seu Plano de Emergência Individual. O MP também  requereu que a empresa seja multada em R$ 5 milhões e tenha sua Licença de Operação (LO) suspensa – o que teria como consequência a paralisação dos trabalhos do TNC –, caso o novo plano não seja apresentado em tempo hábil. E ainda que a empresa indenize os moradores das comunidades locais afetadas pelos vazamentos. A Transpetro foi responsável por quatro vazamentos na região do Terminal Norte Capixaba, que resultaram na contaminação do mar e comprometeram ambientes especialmente protegidos e o equilíbrio ambiental da região, além de colocar em risco espécies ameaçadas de extinção.

15/12/2013 / 0 Comments
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O milagre do século

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Desfrutava eu meus verdes anos  em Alegre, quando pela primeira vez ouvi falar em um produto milagroso, simplesmente perfeito, chamado plástico. Naturalmente estávamos bastante atrasados, nosso plástico de todo dia tem mais de  150 anos. Talvez o fato registrado em minha memória seja o advento do nailon, inventado pela DuPont e popularizado a partir de 1954.   Quando finalmente tivemos o plástico e seus muitos derivados em pleno uso, ficava eu imaginando como foi possível a raça humana ter sobrevivido sem eles. Hoje, com 300 milhões de toneladas de plástico produzidas anualmente, fico imaginando como a raça humana sobreviverá com ele. O Livro de Recordes do Guinness elegeu o plástico ‘o ítem de consumo  mais ubíquo do mundo’. E, com certeza, também o mais poluente.    Nos treze verdes anos do século 21, produzimos mais plástico do que em todo o século 20! Como o plástico precisa de 450 anos para começar a se decompor, todo o plástico já fabricado no mundo continua por aí… A indústria pesqueira mundial joga no mar 150 mil toneladas/ano de matéria plástica, que os animais confundem com comida provocando a morte ou sufocando um milhão de espécies marinhas e um bilhão de pássaros por ano.   Embora as empresas de reciclagem tenham se multiplicado nos últimos anos, a taxa se mantém em apenas 27%, enquanto a produção cresce em  proporções alarmantes. Em 1976, os americanos consumiram em média  1.6 galões de água engarrafada; em 2006, esse número pulou para 28. 3 galões.  Pelo menos, a espessura das garrafas foi reduzida. Responda depressa: 90% do preço pago por uma garrafinha de água mineral paga a água ou a garrafa?   As garrafas plásticas somam 40% dos produtos usados por uma família americana. São necessarios 7. 24 milhões de galões de óleo para produzir um bilhão de garrafas plásticas. No entanto, apenas 25 garrafas recicladas dariam para fabricar um casaco para um adulto. Reciclar uma única garrafinha pode economizar energia suficiente para manter acesapor seis horas uma lâmpada de 60 W.   O mundo fabrica um milhão de sacolas plásticas por  minuto. Os americanos consomem  102 bilhões, mais de 500 por consumidor.  Quatro de cada cinco sacolas nos US são de plástico. E embora eles não sejam muito dedicados à reciclagem, 90% das sacolas plásticas são reusadas.  Muitos países já as baniram ou controlam o uso. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, não há mais justificativas para continuar fabricando-as.   Temos que admitir, o plástico é bom, bonito,  barato. O problema é que está acabando conosco.  E embora seus efeitos danosos possam ser minimizados com a reciclagem, ela não resolve o problema.  Melhor mesmo é reduzir, diminuindo ou cortando o uso de produtos descartáveis feitos de plástico. Se 50 fregueses por dia levassem suas próprias canecas para tomar café no Starbucks, cerca de 300 mil árvores seriam salvas por ano.

14/12/2013 / 0 Comments
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