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Século Diário

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A fábula que Esopo não escreveu

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Burro, o adjetivo,  é sinônimo de tolo, idiota; burrice é antônimo de inteligente. Grande injustiça, pois  na verdade o burro substantivo é um animal muito inteligente. No entanto, ninguém fica orgulhoso se for chamado de burro, apesar do equino trabalhar pesado. Chamar o burro de burro é burrice do homo sapiens.   O cachorro, cognominado o melhor amigo do homem, é o animal de estimação preferido por maiores e menores. Vemos por aí cachorros sendo tratados com regalias que muitas crianças não têm, mas ninguém quer ser chamado de cachorro, e cão é um dos nomes do diabo. Mais uma grande injustiça.     Outra injustiçada é a galinha, coitada, que presta tão bons serviços à raça humana.  E tem seus derivados, pois o frangote, ou o galeto, é um dos pratos preferidos da nossa culinária informal. Mas chamar alguém de frangote não é elogio, e pode dar  briga. O oposto do frangote é  o galo, senhor do galinheiro e o primeiro despertador que tivemos. Mas é ofensa dizer que o sujeito tá cantando de galo.   O homem gosta de metáforas, comparações, alusões, e os animais estão aí mesmo para nos dar bons exemplos. Memória de elefante é um elogio para quem tem boa memória, e a assertiva tem fundamento. Estudos científicos confirmam que os elefantes não esquecem nem perdoam, odiando para sempre quem os maltrata. Eles lembram de treinadores e tratadores que os maltrataram mesmo anos depois de afastados, e são os animais que mais matam treinadores.   Na pirâmide da inteligência, os humanos estão no topo, seguidos dos macacos, elefantes e golfinhos. O cérebro dos elefantes é mais denso que o humano, e a parte associada à memória é mais desenvolvida. Vivendo numa sociedade matriarcal, Dona Elefanta é a responsável pela segurança da tribo, e pode reconhecer quem é confiável. Essa habilidade é muito importante porque eles têm uma ordem social  bastante complexa.   Pesando cinco quilos, o cérebro elefantino é o maior do reino animal. Aristóteles, que sabia das coisas, disse que “Esses  animais superam todos os outros em sagacidade e inteligência”. Eles mantêm uma memória genética dos caminhos usados geração após geração. Cada tribo tem seu cemitério, o lugar de morrer, e vão para lá quando pressentem o fim. Isso quando não são covardemente assassinados  por causa do precioso marfim.   E temos ainda o olho de águia, designando quem enxerga muito bem. A expressão tem justa causa, pois a águia tem a visão mais nítida do reino animal, 4 a 8 vezes mais forte que a nossa. Os olhos são do tamanho do nosso e ela pode ver um coelho a mais de 3 km de distância. Ela pode identificar cinco cores diferentes de esquilos, e localizá-los mesmo escondidos. Apesar de tantas qualidades, ninguém quer ter memória de elefante ou olhos de águia, trabalhar feito burro de carga e ter vida de cachorro.

11/12/2013 / 0 Comments
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Bom negócio

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A possibilidade de o governo do Estado assumir a propriedade do helicóptero da família do senador de Minas Gerais Zezé Perrella (PDT), apreendido em Alfredo Chaves com 445 quilos de pasta-base de cocaína, como noticiou a Rádio CBN nesta quarta-feira (11), deve ter animado os deputados estaduais, que estão loucos querendo uma vaguinha na aeronave do governador, há meses circulando pelo interior com figuras-chaves, que só capitalizam para a eleição de 2014. A dobradinha de helicópteros resolveria a “ciumeira” que está por ai nos bastidores do mercado político, gerando uma dor de cabeça danada para o governador Renato Casagrande, que vez ou outra precisa acionar seu dispositivo de apagar incêndios na Assembleia Legislativa. Com o dobro do número de vagas disponíveis para rodar os municípios capixabas, carregando os políticos a tiracolo em solenidades, eventos, inaugurações e etc., seria mais fácil para Casagrande amansar as “onças”. Não significa que deixará de ter fila na porta atrás do passaporte para voar, mas pelo menos garante uma certa rotatividade no tour. Bom, espera-se.   Dada a largada A propósito, o clima na Assembleia Legislativa na sessão dessa terça-feira (10) é a prévia do que vem por aí com a disputa do próximo ano. É um querendo engolir o outro, custe o que custar. Sobram candidatos para poucas vagas.    Trunfo Casagrande e o secretário de Estado de Esportes, Vandinho Leite, assinaram 37 convênios para revitalizar campos de futebol em 29 municípios capixabas. O governador fez a conta: até agora entregou 77 campos do Programa Bom de Bola e se prepara para fazer pelo menos mais 70 até o final de 2014. Pensa no efeito disso…   Livre, leve e solto Ok, a Justiça condenou os envolvidos no esquema de compra de votos para o ex-deputado estadual Wolmar Campostrini, nas investigações da Operação Auxílio-Sufrágio, deflagrada em 2008. Mas e o principal beneficiado, está em qual pacote? Pode até disputar eleição se quiser.   Sem limite O vereador de Vitória, Davi Esmael (PSB), já passou do ponto com essas sessões solenes para homenagear os evangélicos. Nessa terça-feira (10) realizou outra, desta vez para fazer festa com a Igreja Batista em Monte Sinai. Uma, duas por semana…é bagunça mesmo?   Disputa boa Com a publicação do convênio para tirar do papel o Centro de Convenções de Vitória, em área da Infraero, resta a pergunta: qual obra termina primeiro? Do Centro ou do aeroporto?   Me engana… Como ocorre todos os anos, as poluidoras Vale e ArcelorMittal são as patrocinadoras da Feira do Verde, que começou nesta quarta-feira (11), na Praça do Papa, em Vitória. No local, montarão seus estandes pra lá de atraentes, para falar um monte de mentiras aos ingênuos estudantes que passarão por lá. Não à toa, o evento há muito tempo foi apelidado de “Farsa do Verde”.   No gatilho A deputada federal Iriny Lopes (PT) anuncia, pelo Facebook, que falta pouco para a implantação do Ifes de Viana. O prefeito do município, Gilson Daniel (PV), comemora.   Assumiu O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), empossou, na tarde dessa terça-feira (10), a nova secretária municipal de Saúde, Daysi Koehler Behning. Ela assume a vaga antes ocupada por Sony de Freitas Itho.   140 toques “Hoje [quarta-feira, 11] temos agenda no MPES e amanhã no MP Federal. Jamais aceitaremos o absurdo que a ANS [Agência Nacional de Saúde] impõe. Lutamos por 15 mil vidas que ficarão sem assistência”. (Deputado estadual Hércules Silveira – PMDB – no Twitter).   PENSAMENTO: “O ciúme é o meio termo entre o amor e o ódio”. Philibert Commerson 

11/12/2013 / 0 Comments
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Oposição qualificada

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No início desta legislatura, o governador Renato Casagrande tinha problemas de relacionamento com a Assembleia. Havia muita demanda e pouca conversa com os deputados. Desde o governo passado, porém, a classe política reclamava da falta da oposição para cumprir uma função primordial do Legislativo que é a de questionar e o Executivo.   Em um determinado momento, houve um temor muito grande de que o ex-governador Max Mauro (PTB) assumisse uma suplência na Casa. A preocupação era justamente a de que uma voz como a de Max pudesse desestabilizar o governador e o ex-governador Paulo Hartung. O motivo era a qualidade da oposição que seria exercida por Max.   Esta é a questão. Se não há um foco, uma forma contundente de se fazer o confronto político, a oposição fica esvaziada ou remonta a outros interesses. Disparar contra os colegas também não é uma ideia interessante para se fazer uma oposição consistente. Basta ver que os deputados que antes faziam um discurso mais crítico ao governo, não estão entrando em todas as ondas. Gilsinho Lopes (PR) e José Esmeraldo (PMDB) mudaram de postura e agora fazem críticas pontuais.   Até porque, há formas de se fazer um trabalho parlamentar bem mais eficiente, com obstruções, discursos focados, mobilizações. Como fazia muito bem a ex-deputada Brice Bragato, quando estava no parlamento. Lia os projetos, analisava os pormenores, pedia derrubada de vetos, fazia perguntas contundentes nas prestações de contas, enfim, uma oposição eficiente e qualificada. Mas não é isso que se está vendo na Assembleia.   Nesta quarta-feira (11) foi votada e aprovada sem problemas as contas do governador Renato Casagrande. Com o parecer favorável do Tribunal de Contas, os deputados aprovaram a matéria sem nenhum questionamento sobre a ressalva dos técnicos TCES sobre o desempenho do Estado na Educação. Perderam a oportunidade de ampliar o debate e cobrar soluções. Oposição responsável é isso.   Fragmentos:   1 – Segue até esta sexta-feira (13), a Semana Estadual de Direitos Humanos, que acontece com várias atividades em diferentes regiões do Estado. O tema é democracia e direitos humanos.   2 – Os deputados estaduais aproveitaram a sessão bem mais morna que a dessa terça-feira para tentar justificar o número de audiências e sessões especiais realizadas pela Casa.   3 – O presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM) estava meio 'bipolar” com o PMDB na sessão dessa terça-feira. Saiu da troca de farpas com Paulo Roberto para gracejos com a deputada Solange Lube.

11/12/2013 / 0 Comments
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Ruralistas instalam comissão especial da PEC 215

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Foi instalada, na noite dessa terça-feira (10), a comissão especial para análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, que transfere do Executivo para o Congresso Nacional a palavra final sobre demarcações de terras indígenas, abrindo prerrogativa para os territórios quilombolas e áreas de proteção ambiental, além de permitir a revisão de demarcações já homologadas, caso do Espírito Santo. A comissão, evitada por quase dois anos pelas mobilizações indígenas e manifestações populares, foi criada em abril deste ano e constituída em setembro, para votar a proposta antes de encaminhá-la ao plenário da Câmara dos Deputados. A maioria do colegiado é composta por parlamentares ligados à Frente Parlamentar do Agronegócio.    A instalação, em menos de dez minutos, com a presença de lideranças indígenas, ocorreu em clima de tensão e sob os gritos de “Demarcação Já!” e “Assassinos!”, em referência aos ruralistas. O colegiado será presidido pelo deputado Afonso Florence (PT-BA), que já foi ministro do Desenvolvimento Agrário, e a relatoria caberá ao deputado Osmar Serraglio (PMDB-SC), que já havia relatado e recomendado a aprovação da admissibilidade da proposta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.   Uma reunião sobre o assunto foi realizada também nessa terça, entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Adams,;o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN); o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; e a bancada do agronegócio, que pedia a instalação da comissão especial. Para o Cimi, a Mesa da Câmara, o Ministério da Justiça,a AGU e a PGR não conseguiram convencer os ruralistas e lavaram suas mãos.   Nesta reunião, Cardozo reforçou posição do governo contrária à PEC 215, já anunciada em outubro deste ano. À época, o ministro disse que o governo entende a proposta como inconstitucional, já que fere cláusulas pétreas da Constituição, assim como apontam especialistas da área. A garantia do ministro, entretanto, é contraditória à posição que governo federal tem tomado em relação às questões envolvendo as terras indígenas no país, em favor dos interesses ruralistas. Os índios já denunciaram reiteradas vezes os “ataques orquestrados” pelo governo Dilma e parlamentares ruralistas do Congresso Nacional, que trabalham “a serviço de interesses privados” contra os seus direitos sagrados à terra, territórios e bens naturais garantidos pela Constituição.   Na época da criação da comissão, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) apontou que sua instalação atende única e exclusivamente aos interesses da bancada ruralista no Congresso Nacional e “reforça a declaração de guerra do latifúndio contra os povos indígenas, contra os quilombolas, contra o meio ambiente e os respectivos direitos constitucionalmente estabelecidos”. A entidade denunciou ainda que o ato presidencial se deu “no calar da noite”.    Mandado de Segurança (MS 32262) impetrado pelas frentes de Defesa dos Direitos Humanos e de Apoio aos Povos Indígenas da Câmara dos Deputados, com pedido de liminar, para sustar a tramitação da PEC 215, foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, no último mês de setembro. Os parlamentares defendiam que o projeto é inconstiticional, por violar a cláusula pétrea constitucional que rege sobre os direitos e garantias individuais dos povos indígenas e os interesses econômicos por trás da revisão das demarcações.  A primeira reunião de debates da comissão especial da demarcação de terras indígenas foi marcada para a próxima terça-feira (17), às 18 horas.

11/12/2013 / 0 Comments
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Ufes recebe seminário sobre direitos constitucionais dos quilombolas

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A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) sedia, nestas quinta e sexta-feiras (12 e 13), o Seminário Nacional Comitê Quilombos, que tem como tema “Os Direitos dos Quilombos e o Dever do Estado Brasileiro: análises dos 25 Anos da Constituição Federal de 1988”. A programação engloba mesas de debate e apresentações de trabalhos que discutirão a atual situação dos quilombolas não só no Espírito Santo, mas em todo o Brasil, com relação ao conflito de terras, o relacionamento com o poder público, e os direitos constitucionais desses povos.   A programação acontecerá nos prédios IC 2 (Centro de Ciências Humanas e Naturais) e IC 4 (Centro de Educação), no campus de Goiabeiras. A mesa de abertura acontecerá às 14 horas, no IC 4, sob a coordenação do professor Osvaldo Martins de Oliveira, do grupo de pesquisa sobre Territórios Étnicos da Ufes, e com a participação de Paulo Magalhães, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Ufes; de representante da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq); e de Carmen Sílvia Rial, professora do Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e presidente da Associação Brasileira de Antropologia. Também estarão presentes representantes da Coordenação Estadual dos Quilombolas.   Embora a Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 68, garanta aos quilombolas a propriedade definitiva das terras que ocupam e a reprodução física e cultural de suas comunidades, afastados os constrangimentos e as ameaças, não é o que ocorre no País, nem no Espírito Santo, onde o conflito instalado principalmente pela Aracruz Celulose (Fibria) no território do antigo Sapê do Norte, formado pelos municípios de Conceição da Barra e São Mateus, relegou a essas comunidades uma situação de miséria e profundas dificuldades de subsistência. Além dos extensos eucaliptais, o território quilombola no Estado também é ocupado por empresas de álcool e fazendeiros, principalmente da pecuária extensiva.   Segundo a Comissão Pró-Índio, entidade que também atua em favor da luta quilombola no Brasil, a primeira titulação de uma terra quilombola deu-se somente sete anos após a promulgação da Constituição, em novembro de 1995. Nos últimos anos, a situação não melhorou. Atualmente, apenas 196 comunidades quilombolas contam com o título de propriedade de seu território, número que representa 6% da totalidade estimada pelo movimento social (3.000 comunidades). O que comprova uma atuação governamental ainda muito aquém do necessário para garantir o direito à terra previsto na Constituição Brasileira e na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.   A Comissão lembra que, no início do governo Lula, era grande a expectativa de avanço na implementação dos direitos das comunidades quilombolas, principalmente após o Decreto 4.887, de 2003, regulamentando o processo de titulação dos territórios, no entanto, os resultados foram limitados: apenas 16 títulos foram expedidos pelo governo federal entre 2003 e setembro de 2013, sendo que no mesmo período o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) abriu 1.253 processos para regularização de terras quilombolas. “O governo Lula titulou 12 terras em oito anos; a gestão Dilma, em 30 meses de governo, titulou apenas quatro terras, todas parcialmente”, apontou a entidade.  Protelações Até hoje, os quilombolas não conseguiram reconquistar sequer um território no norte do Estado, embora processos de reconhecimento tenham sido iniciados. A demora na regularização da terra da comunidade de São Domingos, no município de São Mateus, pronto para julgamento desde janeiro de 2012, chamou atenção do Ministério Público Federal (MPF-ES), que ajuizou ação para agilizar o processo. Esta é a última fase antes da publicação da portaria que devolve as terras ao seus verdadeiros donos.    O mesmo ocorre com a comunidade de Linharinho, em Conceição da Barra, que tem 85% dos seus 9,5 mil hectares ocupados pela Aracruz. A portaria de reconhecimento do território foi publicada em 2007, mas foi questionada pela empresa, que obteve vitória na Justiça, gerando a anulação. Em outubro do ano passado, foi aberto um novo processo, que pode levar de dois a três anos para ser concluído. De acordo com o Incra, Linharinho aguarda a finalização do Levantamento Fundiário, a elaboração da planta georreferenciada e o cadastro das famílias.   Em situação semelhante estão as três comunidades de Roda d' Água (Roda d'água e Morro da Onça; Córrego do Alexandre e Porto Grande) e as quatro comunidades da Bacia do Rio Angelim (Angelim 1, Angelim 2, Angelim 3 e Angelim Disa), das quais o Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTID), tapa inicial do processo de titulação, ainda estão sendo elaborados.   A comunidade de Monte Alegre, em Cachoeiro de Itapemirim, teve seu RTID publicado. O Incra aguarda finalização do prazo dos trâmites para que seja encaminhada a publicação da Portaria de Reconhecimento do Território.   No ano passado, para a regularização fundiária, também foram publicadas as portarias das comunidades de São Jorge e Serraria/São Cristóvão, no norte do Estado; de Retiro, em Santa Leopoldina, e São Pedro, em Ibiraçu, também no norte. Ações de desapropriação para áreas da comunidade do Retiro já foram ajuizadas e, com isso, há a possibilidade da titulação das terras atualmente ocupadas pelos quilombolas. A comunidade de Serraria/São Cristóvão espera o ajuizamento das ações de desapropriação; e São Pedro aguarda a desapropriação dos imóveis sobre as terras ajuizadas neste ano. O Incra não informou sobre o processo da comunidade São Jorge, que estava parado devido a uma decisão judicial.

11/12/2013 / 0 Comments
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Governo federal libera repasse R$ 19,6 milhões para Hospital das Clínicas

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O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (11), a liberação de R$ 19,63 milhões em recursos para a gestão do Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes (Hucam). A medida acontece dois dias após a paralisação de alerta de funcionários terceirizados, que interrompeu o atendimento médico por algumas horas. O protesto foi motivado pelo atraso no pagamento de salários, motivado pela falta de repasse do governo federal para o hospital, que ficou devendo para a empresa contratada. De acordo com a Portaria nº 3.015, publicada no Diário Oficial da União, 47 hospitais universitários de todo País vão receber o financiamento, totalizando o repasse de R$ 163,91 milhões. No texto, o ministro Alexandre Padilha afirma que a liberação dos recursos financeiros ficará condicionada à comprovação, pelo hospital, da sua necessidade para pagamento imediato, de forma a não comprometer o fluxo de caixa do Fundo Nacional de Saúde. A lista de hospitais universitários beneficiados incluiu clínicas com gestão municipal e estadual, que é o caso do Hucam. O Hospital das Clínicas capixaba vai receber o maior repasse entre todos os contemplados – R$ 19.636.748,37, que representa quase 12% dos recursos liberados. Para os meios políticos, a distinção se deve à interlocução da deputada federal Rose de Freitas (PMDB), ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados, junto ao Ministério. Atualmente, o hospital capixaba enfrenta uma crise financeira, que estaria prejudicando o atendimento aos compromissos com fornecedores. No caso dos funcionários terceirizados, a empresa admitiu que estava com três meses de pagamentos atrasados. No mesmo dia do protesto, realizado na segunda-feira (9), a direção do hospital anunciou o repasse para a empresa, evitando novos protestos dos trabalhadores. Apesar disso, os relatos de pessoas ligadas ao hospital são de que faltam medicamentos e material hospitalar na área de internação. A direção do hospital admitiu, no dia do protesto, que aguardava a vinda de recursos do governo federal para regularizar a situação com os fornecedores. O hospital é considerado um dos maiores da rede pública de saúde no Espírito Santo. De acordo com informações do Hucam, são realizadas 200 mil consultas, 15 mil atendimentos de urgência e 250 mil exames laboratoriais de análises clínicas, dez mil internações e seis mil cirurgias por ano. Desde abril deste ano, o Hucam passou a ser administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), empresa pública vinculada ao Ministério da Educação, criada pelo governo com a finalidade de gerenciar os hospitais universitários do país.

11/12/2013 / 0 Comments
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Samarco vai ter de construir banco de dados para cadastro e mapeamento de deficientes físicos

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A mineradora Samarco foi condenada a pagar R$ 2,8 milhões como indenização por trabalhar com número menor de empregados com deficiência do que o previsto em lei. No entanto, o juízo da primeira Vara do Trabalho de Guarapari reverteu o valor da condenação em um projeto social destinado à identificação de pessoas com deficiência, que vai gerar benefícios a milhares de pessoas.   A audiência que culminou no acordo foi realizada no dia 29 de novembro e durou mais de cinco horas. A empresa firmou o compromisso de realizar um censo, objetivando a construção de um banco de dados para cadastro e mapeamento do número de pessoas com deficiência no Estado.    Após consolidadas essas informações, será possível determinar o perfil socioeconômico desse público em todo o Estado. A criação desse banco de dados possibilitará às empresas acesso a uma fonte segura na hora de recrutar esse público específico.   A juíza titular da Primeira Vara de Guarapari, Ana Paula Faria, ressaltou na sentença que uma das grandes dificuldades quando se fala em inclusão é obter informações precisas que possibilitem o desenvolvimento de um trabalho eficaz com essa parcela da sociedade, daí a relevância desse projeto.   Geralmente, as indenizações pagas por empresas condenadas em ações da Justiça do Trabalho são revertidas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), mas, neste caso, a magistrada optou pela reversão a um projeto social específico, que pode trazer benefícios mais rápidos para trabalhadores. 

11/12/2013 / 0 Comments
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Senadora Ana Rita quer agenda com ministra do Planejamento para discutir inclusão da BR 342 no PAC

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A senadora Ana Rita (PT) pediu uma audiência da bancada federal capixaba com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, com o objetivo de tentar incluir a BR 342 no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com isso, as obras, paradas há quase 13 anos ganhariam agilidade, pois o programa tem caráter emergencial.   O trecho entre Ecoporanga e Nova Venécia está orçado em R$ 39 milhões, aproximadamente, e custo total, prevendo toda a extensão da BR até Minas Gerais, em torno de R$ 200 milhões.   Segundo a senadora, embora a bancada federal capixaba tenha planejado emenda parlamentar coletiva em 2014 para a retomada das obras da rodovia, o ideal seria que o serviço ganhasse prioridade por parte do Governo Federal.    O tema, inclusive, chegou a ser debatido em audiência pública, no último dia nove, em Ecoporanga. Na ocasião, a Ana Rita falou afirmou que é necessário a união de forças para realização de um antigo sonho da população que beneficiará a logística da região.     “Os ganhos são muitos, nos aspectos econômico, de turismo, de bens e serviços, resultando em melhor qualidade de vida para todos”, resumiu a senadora, lembrando as dificuldades encontradas pelos agricultores atualmente para escoar e comercializar seus produtos.   Uma nova audiência pública está marcada em Ecoporanga e deverá ser realizada até março segundo o gabinete da senadora. Durante o próximo debate a promessa é  retomar as discussões e informar sobre os encaminhamentos feitos, inclusive em termos de planejamento e licenciamento ambiental, quase prontos, de acordo com o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit/ES), o engenheiro Halpher Luiggi.   A senadora afirmou que pretende  percorrer parte do trecho da BR naquela região para saber sobre os impactos que as obras podem causar na vidas das pessoas que moram à margem da rodovia.   Segundo o  prefeito de Ecoporanga, Pedro Costa, muitos agricultores já deixaram a região em busca de novos horizontes em cidades maiores. Para ele, a rodovia representa a esperança para todo o povo, tira o município do isolamento (ao unir os dois estados) e abre caminho para a chegada das indústrias.

11/12/2013 / 0 Comments
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Guerra de emendas expõe preocupação com processo eleitoral em 2014

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A destinação de verbas no Orçamento do governo federal do próximo ano está dificultando a aprovação da matéria no Congresso Nacional. O anúncio de um corte fundo nas verbas destinadas ao Espírito Santo preocupa os parlamentares também do ponto de vista político. Sem as emendas os deputados encontrarão dificuldade em estabelecer um contato com o eleitorado em um nível mais visível.    A crise gerada pelo corte de recursos federais, como o Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) aumentou o clamor das prefeituras por uma pauta municipalista. Os empossados em 1 de janeiro passado, cobram de pires na mão mais recursos dos deputados federais e senadores.    Neste sentido, os parlamentares entendem a necessidade de ampliar os recursos destinados aos municípios para ampliar a base e garantira  visibilidade necessária para garantir a reeleição no próximo ano. Ao todo, a bancada capixaba destinou R$ 1,1 bilhão para o Espírito Santo no Orçamento de 2014, mas a Comissão do Orçamento no Congresso liberou apenas R$ 134,3 milhões.    Para os meios políticos, o corte vem da falta de habilidade política da bancada capixaba e da ausência de um nome de peso no grupo para negociar de forma igualitária, defendendo os recursos para o Estado. Sem trazer recursos para os municípios, os deputados podem ter problemas na campanha em 2014.    A eleição para a Câmara dos Deputados será difícil, já que vários nomes que estão sem mandato vão disputar em 2014, deixando o cenário bastante acirrado. Muitos dos adversários, inclusive, são ex-prefeitos. 

11/12/2013 / 0 Comments
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Agente penitenciário é absolvido da acusação de tortura a detentos da Cascuvi

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O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual Gustavo Marçal da Silva e Silva absolveu um agente penitenciário em uma ação de improbidade pela suposta prática de tortura a detentos da antiga Casa de Custódia de Viana (Cascuvi), em 2007. Na decisão publicada nessa terça-feira (10), o magistrado considerou que, apesar da constatação das agressões, não há comprovação da participação efetiva do agente nos maus tratos. Na sentença, o juiz considerou o depoimento de testemunhas – internos e militares – que estavam presentes na unidade, no dia 12 de janeiro de 2007. Gustavo Marçal afirmou que a denúncia do Ministério Público Estadual (MPES) trouxe laudos e fotografias dos presos supostamente agredidos, porém, não há provas contundentes da participação do agente Carlos Augusto Vago. “Conforme visto, o requerido não era o único agente público a estar no local em que ocorreram as supostas agressões, uma vez que também se encontravam presentes policiais militares que trabalhavam na segurança interna da Casa de Custódia de Viana (Cascuvi). Sendo assim, durante a instrução processual, embora verossímil a alegação autoral de que os detentos foram submetidos a agressões físicas, não restou comprovado que o ora requerido teria efetivamente participado”, narra a decisão. O juiz Gustavo Marçal destacou que o órgão ministerial pediu a absolvição do denunciado ao final da instrução processual. Na denúncia original, a promotoria sustentava que a prática de tortura aos detentos, transferidos de outras unidades prisionais na companhia de policiais militares, poderia se configurar como um ato ímprobo. Na fase inicial do processo, ajuizada em junho de 2009, o Ministério Público chegou a pedir o afastamento liminar do agente, que acabou sendo mantido no cargo à época. A decisão assinada no último dia 29 ainda cabe recurso por parte do Ministério Público. O caso está submetido ao duplo grau de jurisdição, ou seja, a sentença precisa ser analisada pelo Tribunal de Justiça antes do arquivamento.

11/12/2013 / 0 Comments
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