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CNJ recua na investigação financeira contra magistrados, aponta jornal

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Mesmo com a possibilidade jurídica da realização de investigação financeira sobre juízes, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) teria recuado da intenção de deflagrar imediatamente as apurações das transferências de dinheiro feitas por magistrados ao exterior. A informação foi publicada nesta segunda-feira (9) pelo jornal Valor Econômico, com base no posicionamento do corregedor nacional, ministro Francisco Falcão, que aceitou o pedido de entidades de classe da magistratura para postergar o início das investigações até uma posição definitiva da Justiça sobre o tema. Atualmente, a questão está sendo debatida pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que chegou a autorizar inspeções contra magistrados em decisão liminar do ministro Luiz Fux. No entanto, três associações de juízes – Magistrados Brasileiros (AMB), Trabalhistas (Anamatra) e dos Juízes Federais (Ajufe) – questionam no Supremo a quebra de sigilo bancário dos magistrados pelo órgão de controle sem autorização prévia do Judiciário. Esse caso está sendo relatado pela ministra Rosa Weber, que ainda não se pronunciou a respeito. Apesar da principal corte do Judiciário não ter batido o martelo sobre o assunto, o posicionamento do atual corregedor nacional chama atenção, pelo fato de Falcão ter adotado uma linha de atuação mais cautelosa do que a antecessora, a ministra recém-aposentada Eliana Calmon. No final de 2011, a então corregedora travou uma batalha contra as entidades de classe após a decisão de investigar os magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Na ocasião, foram apontadas 150 movimentações suspeitas de remessa de valores ao exterior por juízes paulista. Na gestão anterior da Corregedora, o assunto já era tratado como prioridade. Em 2009, o então corregedor, ministro Gilson Dipp, enviou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão ligado ao Banco Central, uma lista com 216 mil CPFs de todos os servidores do Judiciário pedindo que o órgão informasse ao CNJ qualquer movimentação atípica que encontrasse. O Coaf informou ao CNJ sobre 3,4 mil movimentações financeiras atípicas nos tribunais federais, sem identificar pessoas. Informava apenas o tribunal em que elas ocorreram. Mesmo com esses antecedentes, Falcão pretende agora ter “total segurança” antes de abrir as primeiras investigações contra juízes suspeitos, de acordo com o Valor. O corregedor estaria aguardando a conclusão dos julgamentos para agir, caso seja esse o entendimentos dos ministros – que também passariam, em tese, pelo crivo do órgão de controle. Ainda não há data marcada para o julgamento dos processos relativos às investigações. A estimativa é de que o caso fique somente para meados de 2014, isso se o exame das ações não for novamente adiado.

09/12/2013 / 0 Comments
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Inscrições gratuitas para oficinas de verão da Fafi vão até esta sexta (13)

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Prosseguem abertas, até esta sexta-feira (13), as inscrições para as Oficinas de Verão da Escola Técnica de Dança, Teatro e Música Fafi.   Serão ofertadas ao todo 200 vagas para as oficinas de Dança, Teatro e Musicalização para a Terceira Idade. As inscrições são gratuitas e deverão ser feitas na Secretaria da Fafi, de 8 às 18 horas.   Para as oficinas de Teatro e Dança serão aceitas inscrições de interessados com idade a partir de 9 anos. Já para Musicalização, com idade a partir de 16 anos. As oficinas serão ministradas de 6 a 30 de janeiro.   Segundo explicou a gerente da Fafi, Zila Nascimento Oliveira, as Oficinas de Verão têm o propósito de oferecer ao público um contato inicial com essas modalidades artísticas para que ele possa, posteriormente, poder escolher as oficinas ou cursos nas áreas que mais tiver afinidade.   Ainda segundo a gerente, “as Oficinas de Verão também promovem interação, sociabilidade e são ótimas opções de recreação durante as férias”.   Serviço Inscrições abertas para Oficinas de Verão na Fafi, De 9 a 13 de dezembro, de 8 às 18horas.Escola Técnica de Teatro, Dança e Música Fafi – Avenida Jerônimo Monteiro, 121, Centro. Inscrições gratuitas

09/12/2013 / 0 Comments
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Estado regulamenta para 30 horas semanais a jornada de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais

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O secretário de Estado de Gestão e Recursos Humanos, Pablo Ronitzky, publicou portaria, no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (9),  adequando a carga horária de servidores ocupantes de cargos de fisioterapeuta e terapeuta ocupacionais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para 30 horas semanais, sem redução do subsídio, por decisão judicial.    O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região – RJ/ES (Crefito-2) ajuizou ação na Justiça Federal contra o Estado a redução da carga horária dos profissionais no âmbito da Sesa.    O Crefito alegou que o Estado publicou edital, em 20 de fevereiro deste ano, de realização de concurso público para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva em cargo de nível superior e de formação técnica em nível médio, prevendo, dentre estes cargos, o de fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, os dois com carga horária de 40 horas semanais.       No entanto, a lei n° 8.856/1994 fixa a jornada de trabalho destes profissionais em até o máximo de 30 horas semanais.   A juíza federal Maria Cláudia Garcia Paula Allemand, no relatório, salientou que as regras constantes no edital devem estar em harmonia com regulamentação legal específica do cargo que se pretende preencher por meio de concurso público, sob pena de restar infringido o princípio constitucional da legalidade.    A magistrada ressaltou que é imprescindível que tais ações estejam de acordo com a legislação que rege a atividade pública, não podendo o ato normativo infralegal contrariar a orientação derivada da lei, conforme interpretação consolidada na jurisprudência.    Por isso, ela determinou a adequação da carga horária dos profissionais, conforme a lei federal, sem alterações nos subsídios. A juíza determinou, ainda, que o Estado procedesse a implementação da obrigação em prazo máximo de 30 dias, devendo divulgar por meios oficiais as alterações perpetradas.  

09/12/2013 / 0 Comments
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Aproximação com Rodney garante os grandes colégios eleitorais a Casagrande

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Na disputa por prefeitos que vão atuar como captadores de votos, o governador Renato Casagrande (PSB) está saindo na frente para construir seu palanque em 2014. Além dos apoios já declarados do socialista Audifax Barcelos, na Serra, e do prefeito da Capital, Luciano Rezende (PPS), a aproximação com o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM) também pode garantir um espaço para o governador no município.   Eleito como candidato do ex-governador Paulo Hartung em 2012, o prefeito, em entrevista neste fim de semana ao jornal A Gazeta, defende a reeleição do governador Renato Casagrande para o governo em 2014. A aproximação de Rodney e Casagrande tem garantido investimentos no município o que tem feito com que o prefeito do DEM fique cada vez mais propenso a caminhar com o socialista no próximo ano.    Ao dizer que ainda acredita na união de Casagrande com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e defender a reeleição do socialista, o prefeito delimita os espaços do palanque, reservando o papel do peemedebista na eleição do próximo ano, isto é, na disputa ao Senado.   Chama atenção nesta movimentação do governador a costura feita no município. Além do apoio de Rodney, ele também conta com a aliança com o ex-prefeito do município Neucimar Fraga (PV), atingindo assim os dois eleitorados. Vila Velha é o segundo maior colégio eleitoral do Estado, perdendo apenas para a Serra, do correligionário Audifax Barcelos.    Entre os grandes municípios da Grande Vitória, o único que não se alinha com a reeleição de Casagrande é Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), em Cariacica. Mas no município, o governador tem como equilibrar a disputa se conseguir atrair para seu palanque o ex-prefeito Helder Salomão (PT), que é seu secretário de Assistência Social e Direitos Humanos.    Se conquistar Helder, Casagrande ganha um espaço com o eleitorado do petista que é grande em Cariacica. O problema é que Helder apoiou o do grupo do ex-prefeito de Vitória João Coser, na eleição para a presidência do diretório estadual do PT. Coser, por sua vez, trabalha para levar o partido para o grupo de Hartung. Por isso, fica a expectativa se Helder vai manter o apoio às movimentações de Coser ou se seguirá com o governador Casagrande.   Ao fechar os apoios na Grande Vitória, o governador sai em vantagem já que traçou uma estratégia de resgate das prefeituras do interior que deve lhe garantir espaço em vários municípios. Essa movimentação, aliás, acendeu o alerta no grupo de Hartung, que tem intensificado suas palestras de economia, o que para os meios políticos, seria uma tentativa de equilibrar o jogo nos colégios eleitorais do interior do Estado. 

09/12/2013 / 0 Comments
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2ª Mostra Cine Rap acontece neste sábado (14)

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No próximo sábado (14), o Cine Metrópolis será palco de um evento que promete reunir música, cinema e a cultura hip-hop, com a realização da 2ª Mostra Cine Rap. O evento valoriza a produção de vídeos feitos no Espírito Santo com a temática voltada para o hip-hop, segmento que tem ganhado muita força a partir do momento em que as tecnologias para a realização de tais produções se popularizam.   A programação conta com 13 produções cinematográficas selecionadas e apresentações do grupo de rap Conceito Periférico e dos rappers Aliado Jota, Mc Jack da Rua e Negro Bóris. Uma produção escolhida por um júri popular será premiada pelo voto popular, que levará além do troféu, um prêmio de R$ 500. A votação será realizada no local e horário do Cine Rap.    Na ocasião, a mostra também contará com o lançamento de dois videoclipes: Igual à Vida, dirigido por Bertz a partir de um single do MC Jack da Rua; e Ritmo e Poesia, segunda produção audiovisual do Conceito Periférico, dirigido novamente por Luiz Eduardo Neves.   O evento, patrocinado pela Secretaria de Cultura do Estado do Espírito Santo, foi vencedor do Edital nº 41/2013, que selecionou projetos de valorização da cultura hip-hop no Estado.   Confira abaixo os videoclipes que serão exibidos: Olhos Abertos, de Bruno Cabus, artista: Sammuca 05 O Bandido da Música, de Diego Capeletti e Luciano Adriano, artista: Suspeitos na Mira Vida nas Ruas, de Judeu MarcUm, artista: Sammuca 05 Infância Destruída, de Judeu MarcUm, artista: Engatilhados na Rima O Jogador, de Rodrigo Pysi, artista: MC Bocaum Diz Pra Mim, de Rafael Nick, artista: Aliado Jota Fatos Ocorridos, de Chock, artista: MC Chock Por Aí, de Negro Boris, artista: Negro Boris Atividade, de Tavinho, artista: Tavinho MC L.E.K.Ã.O., de Antônio César Dutra, artista: Lekão MC Amanhã Vai Ser Maior, de Renato Felipe, artista: Bocaum MC e DJ Ld Fli Cariacica Vista Por Você, de Leandro Rapman, artista: Associação Amor e Vida e Rapman Real Sonho, de Judeu MarcUm, artista: Fora do Padrão Igual à Vida, de Bertz, videoclipe, artista: MC Jack da Rua Ritmo e Poesia, de Luiz Eduardo Neves, videoclipe, artista: Conceito Periférico   Serviço 2ª Mostra Cine Rap acontece este sábado (14), às 19, no Cine Metrópolis. Entrada Franca. Mais informações www.cinerap.com.br

09/12/2013 / 0 Comments
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TJES vai decidir se Doutor Jander poderá retornar à prefeitura

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O Pleno do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) deve iniciar, na sessão desta quinta-feira (12), o julgamento de um novo recurso do prefeito afastado de Marataízes (região litoral sul) Jander Nunes Vidal (PSDB) para o retorno ao cargo. Ele está afastado do comando do Executivo desde o final de junho por decisão do juízo de 1º grau, que acolheu o pedido de liminar feito pelo Ministério Público Estadual (MPES) em uma ação de improbidade pelo suposto direcionamento de licitação de merenda escolar. Ao todo, Doutor Jander responde a seis processos semelhantes. De acordo com informações do TJES, o processo (0016414-26.2013.8.08.0000) será relatado pelo presidente da corte, desembargador Pedro Valls Feu Rosa. Esse é o segundo recurso do tucano que será apreciado pelos desembargadores capixabas. No mês de agosto, a desembargadora Eliana Junqueira Munhós Ferreira, da 4ª Câmara Cível do tribunal, manteve o afastamento do prefeito de Marataízes, cuja permanência no cargo, segundo o MPES, poderia atrapalhar o andamento das investigações dos supostos episódios de corrupção no município. A defesa de Doutor Jander nega todas as acusações contra o prefeito, que está no segundo mandato. Os advogados também sustentam que a ação de improbidade sequer deveria tramitar na comarca local em função dos efeitos da Emenda 85, que mudou o foro de julgamento de casos de improbidade contra prefeitos e deputados estaduais. Um dos recursos do tucano chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O agravo (AREsp 373469) está concluso com a relatora, a desembargadora convocada Marilza Maynard, desde o último dia 4 de outubro. Nos autos da ação de improbidade (0002048-66.2013.8.08.0069) que motivou o afastamento, o prefeito afastado é acusado de ter direcionado a licitação para a contratação de empresa para o fornecimento de merenda escolar, no ano de 2009. Além desse episódio, o tucano teve uma parte dos bens bloqueados em outro processo de improbidade pelo suposto esquema de irregularidades na contratação de shows musicais sem licitação. “Parece-me inarredável a conclusão de que a máquina pública estatal foi apoderada por um grupo político que, diuturnamente, conduz suas práticas para a busca do enriquecimento ilícito em detrimento do bem estar da coletividade […] A única forma de permitir que as investigações do Ministério Público avancem é o afastamento cautelar do prefeito de modo que seja ao menos abrandada sua interferência na esfera municipal, bem como seja restabelecida a supremacia do interesse público na condução da máquina pública local”, diz a decisão atacada, prolatada pela juíza Claudia Cesana Sangali de Mello Miguel, da Vara da Fazenda Pública municipal. 

09/12/2013 / 0 Comments
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A definição é caseira

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Dificilmente o ex-presidente Lula conseguirá levar adiante a sua estratégia de reeleger Dilma Rousseff no palanque de Paulo Hartung (PMDB) como candidato ao governo e João Coser (PT) ao Senado. É o propósito dele no Espírito Santo, que soma-se com a derrota do governador Renato Casagrande, dentro do desejo de liquidar os governadores do PSB para fazer um estrago na candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República. Mas vai ser difícil que tudo isso dê certo. Principalmente quanto a derrotar Casagrande. Hartung, Casagrande e Coser jogam juntos há muito tempo e são daqueles que pensam: em política só não vale perder. E Coser, para levar o Senado, vai precisar unir, nem que seja por debaixo dos panos, Casagrande com Paulo Hartung. Pois o PT capixaba não tem mais capital eleitoral para eleger um senador sem a ajuda desses dois. Fica claro então que por aqui a definição do jogo vai depender do arranjo desses três, independe de Lula. Pode dar Casagrande governador com Hartung senador, como pode dar também Casagrande contra Hartung na disputa para o governo. As circunstâncias e os arranjos capixabas é que vão definir quem será quem.     Avança  E Casagrande vai se potencializando cada vez mais. Agora mesmo conquistou, como está na edição deste domingo (8), em A Gazeta, o DEM de Theodorico Ferraço e Élcio Alvares. O prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, aparece afirmando que o seu candidato ao governo é Casagrande.   Explicação Aí você tem explicação para a reeleição de Ferraço na presidência da Assembleia e para a escolha de Élcio Alvares para a liderança do governo. E o desejo de Rodney é pela chapa Casagrande ao governo e Hartung para o Senado.   Perigoso A propósito, esse tal de Rodney não é só um perigo à frente de seus policias. É também na política. Sua ascensão, além de ser veloz, vem imprimindo nele a marca de voz mais poderosa do DEM. Onde chegamos…   Balaio A posse de Coser na presidência do PT deu o tom da sua parceria com Hartung e Casagrande, embora tenha discriminado o PPS, que junto com o PSDB, não foi convidado. O DEM também não foi porque a base mais ideológica do partido iria quebrar o pau. Já o PPS, pelo apoio antecipado do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, a Eduardo Campos.   Não foram Com PR e PDT aconteceu o contrário. Eram esperados o senador Magno Malta (PR) e o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT). Lá não foram. Explica-se, em parte, a presença do atual prefeito Audifax Barcelos (PSB) em lugar de destaque na mesa que dirigiu a posse de Coser.   Decisivo Luciano Rezende foi decisivo na vitória de Eduardo Campos na convenção nacional do PPS. Os votos da delegação do Espírito Santo pesaram na derrota da vereadora Soninha: 152 a 98. Importante ainda para impedir que os delegados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro impusessem o candidato tucano Aécio Neves.   PENSAMENTO: “Em política, nada é desprezível”. Benjamin Disraeli

08/12/2013 / 0 Comments
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Incêndios

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Wajdi Mouawad, nascido no Líbano, em 1968, teve de abandonar aos 8 anos sua terra natal, devido à guerra civil que se instaurara no país. Mouawad foi morar, então, na França por um tempo. Mas, acabou por se estabelecer no Canadá, em 1983.    Escritor e diretor, Mouawad criou com Isabelle Leblanc sua primeira companhia de teatro, tendo, depois, em 2005, fundado mais dois grupos teatrais, um em Quebec e outro na França. Ainda em 2005, recusou o prêmio Moliére, pois não concordava com a indiferença dos diretores contemporâneos de teatro em relação aos autores vivos.   Além de dirigir seus próprios textos, Mouawad também montou peças de Shakespeare, Cervantes, Irvine Welsh, Frank Wedekind, Pirandello e Tchekhov. Atualmente, dedica-se a levar aos palcos sete tragédias de Sófocles.   Em Incêndios, a peça que representa sua produção mais forte, e isso, dentro de uma tetralogia de contornos matemáticos, Wajdi Mouawad estabelece um jogo com o número quatro, sendo Incêndios, a segunda parte desta tetralogia, uma peça que tem, por sua vez, sua divisão em quatro partes.    Ao grupo de teatro que criou na França, Mouawad deu o nome de “ao quadrado da hipotenusa”, e este será o grupo com o qual trabalhará na montagem da peça Incêndios. Assim como nas peças de Shakespeare, Incêndios não tem qualquer limitação de espaço e tempo. Tanto há o deslocamento espacial abrupto, como diálogos simultâneos em tempos diferentes. A ruptura espaço-temporal em Incêndios é radical, sem perder em precisão e naturalidade.   Incêndios, como a segunda parte de uma tetralogia iniciada com a escrita e a encenação de Litoral, em 1997, não é uma continuação narrativa desta. Incêndios retoma a reflexão sobre a questão da origem. Assim como Litoral, Incêndios nunca teria nascido sem a participação dos atores. O texto, tal qual em Litoral, foi escrito ao longo dos ensaios dos atores.    A contribuição dos atores para a caracterização dos personagens da peça foi fundamental. Mouawad foi construindo a peça no sentido de revelar os atores através de seus personagens, e vice-versa. O texto se construiu pela reunião dos desejos dos atores pelas mãos de Mouawad. O espetáculo estreou em 14 de março de 2003, no Canadá, com o texto e a direção, por óbvio, de Wajdi Mouawad. Aqui no Brasil, por sua vez, Incêndios estreou no Rio de Janeiro, no Teatro Poeira, em 19 de setembro de 2013. O projeto foi idealizado por Felipe de Carolis, e agora está em cartaz com direção de Aderbal Freire-Filho, com a atriz Marieta Severo fazendo a personagem principal da peça, a mãe dos gêmeos Jeanne e Simon, a sofrida Nawal Marwan.   A peça começa com o tabelião Hermile Lebel, amigo de Nawal Marwan, que recebe os gêmeos Jeanne e Simon Marwan. Ele está com o testamento da mãe deles, Nawal Marwan, e a abertura do testamento é feita na presença de seus dois filhos. O tabelião tenta cumprir a vontade de sua amiga que já estava morta, e que tinha um “enigma-bomba” para jogar nas mãos de seus dois filhos, ambos com 22 anos de idade. Dentre outras determinações no testamento, havia dois envelopes, um para Jeanne entregar ao pai deles, e outro para Simon entregar para o irmão deles.    Simon resiste aos pedidos da mãe, e joga a culpa nela por ter abandonado a ele e a irmã. Jeanne, no entanto, quer resolver o mistério, tal como em suas soluções matemáticas. Pois, Jeanne dava aulas de matemática, e, por sinal, todo o mistério da peça Incêndios se dá em torno de uma trama que se fecha como uma solução imprevista, até mesmo dentro da própria matemática. Tal desenlace não será revelado aqui, pois a chave do mistério que leva à conclusão da peça é uma das coisas mais viscerais já imaginadas para o fim de uma estória. Dado isso, abro aqui apenas os determinantes da trama, mas não seus fechamentos.   Intercala-se, na peça, a trama atual dos gêmeos, com a história passada de Nawal Marwan. A temporalidade, na peça, é dividida no mesmo espaço cênico, aonde os diálogos se dão simultaneamente nesta divisão, e até a própria divisão, muitas vezes, é aparentemente transgredida pelas vozes plurais que surgem nos diálogos. As vozes dos personagens são encarregadas de criar uma dinâmica ensurdecedora e perturbadora, mas a atenção é mantida pela tensão do espaço em que se dá a ação, o espaço cênico é compreendido facilmente, apesar de seu caos aparente. Também há uma dinâmica matemática nos diálogos criados por Mouawad na peça Incêndios, nada está fora do lugar, daí a sua compreensão nada caótica.   Na peça, Nawal Marwan conhece Wahab, o qual será pai de seu primeiro filho, e este filho será, por circunstâncias da vida de Nawal, criado longe dela. O franco-atirador Nihad, figura que se torna central na peça, é como um ponto fora da curva, mas que será o centro do círculo trágico em que se fecha toda a trama de Incêndios. Seu drama e sua tragédia, junto com a sua comicidade, são o desvio e o encontro em que se dá o desenlace fatal de toda a peça. Nihad aparece no espaço cênico como um contraponto cômico de uma tragédia que mantém a tensão de toda a peça. Nada ali está fora do lugar, como já disse. Nihad segura um fuzil M16, com um walkman nos ouvidos, e toca o fuzil, qual uma guitarra, ao som de “The Logical Song” do Supertramp.    Abu Tarek, por sua vez, é o carcereiro que estupra Nawal na prisão, pois ela passa muito tempo presa, depois de ter sido capturada por milicianos, e se torna, na prisão, a mulher que canta. E é na prisão que nascem os gêmeos Jeanne e Simon Marwan. O curioso é que Nawal terá dois momentos na peça, uma como a mulher que canta, e outro de um silêncio absoluto. A tensão da prisão e a violência de Abu Tarek, refletem no seu canto que é espanto de dor, e no seu silêncio que

08/12/2013 / 0 Comments
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PPS fica mais próximo de Eduardo Campos e reafirma posição de Luciano Rezende

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Tudo indica que o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, acertou ao antecipar o apoio do PPS capixaba à candidatura de Eduardo Campos/Marina Silva à Presidência da República. Gente do próprio partido achou que Rezende teria se precipitado, mas o Congresso Nacional do partido, que termina neste domingo (8), deixa o PPS mais próximo do PSB, para desespero dos tucanos.   Na noite deste sábado (7), durante o congresso, 152 delegados do PPS manifestaram apoio à candidatura do governador pernambucano; outros 98 preferiram apostar na “prata da casa”, se posicionando a favor da candidatura de Soninha Francine. O nome do presidenciável do PSDB, senador Aécio Neves, foi retirado de última hora da votação e nem entrou no páreo.   O apoio à candidatura de Aécio vinha principalmente dos diretórios de Minas Gerais e Rio de Janeiro, que travavam uma disputa acirrada com São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo – simpatizantes do palanque socialista.    Neste braço de ferro, a manifestação antecipada de Luciano Rezende à candidatura de Campos foi decisiva. Único prefeito do Partido Popular Socialista à frente de uma capital, o apoio de Luciano Rezende acabou tendo um peso significativo dentro do partido.    O Congresso Nacional acabou deixando o PPS muito próximo de Eduardo Campos, como já sinalizava presidente nacional da legenda, deputado federal Roberto Freire. A tendência do PPS em seguir com os socialistas cai como uma luva para o prefeito da Capital capixaba, que foi a primeira importante liderança do Estado a manifestar apoio a reeleição ao governo do também socialista Renato Casagrande.    Se o partido decidisse pelo nome de Aécio, colocaria o prefeito capixaba numa sinuca de bico, ainda mais se Casagrande, diante de uma possível aliança entre PMDB e PT, fosse obrigado a compor com os tucanos capixabas.    É notório que nas últimas eleições a disputa entre Luciano e o tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas pela prefeitura da Capital foi “sangrenta”. As feridas que ficaram desse embate não vão se cicatrizar tão cedo. Longe disso. Caso a aliança se confirmasse, Casagrande, para não se distanciar de Luciano, teria que desenvolver uma complexa engenharia para manter “gregos e troianos” no mesmo palanque.   Se de um lado a confirmação da aliança PPS-PSB é uma boa notícia para Luciano Rezende e Casagrande, o mesmo não pode dizer o candidato do PSDB ao governo Guerino Balestrassi. Isolado, o PSDB capixaba enfrentará dificuldade para fazer a candidatura do ex-prefeito de Colatina ganhar musculatura para entrar com chances de disputa na corrida ao governo do Estado. 

08/12/2013 / 0 Comments
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Sindipúblicos denuncia infraestrutura e problemas de gestão no IPAJM

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O Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos) denuncia, mais uma vez, a precariedade de funcionamento do Instituto de Previdência e Assistência Jerônimo Monteiro (IPAJM). Além de funcionar em um prédio que oferece riscos a servidores e segurados, a autarquia também opera com número de servidores abaixo do necessário, o que leva à utilização de profissionais em designação temporária para atuarem no lugar de concursados.    A promoção dos servidores, que deveria ter sido realizada em junho de 2012, até o momento não foi finalizada, o mesmo acontece com o concurso público que tinha previsão de realização em 2013.   Sem concurso, a diretoria tem utilizado de servidores em designação temporária, cedidos pela Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger). Até o momento seriam quatro temporários no lugar de servidores que deveriam ser concursados.   O Sindipúblicos também denuncia a falta de recadastramento dos segurados, uma vez que por intermédio de decisões anteriores e supostos convênios que foram assinados, até o momento não foi feito prejudicando o recadastramento dos segurados inativos e pensionistas da previdência estadual. A falta do recadastramento pode onerar os cofres públicos, por conta da existência de possíveis benefícios sendo pagos indevidamente.    Em junho deste ano o Sindipúblicos denunciou o pagamento indevido de benefícios por conta doa falta de recadastramento, que não acontecia desde  2009. Sem o recadastramento, os dados ficam desatualizados e suscetíveis a erros. As informações erradas, segundo a denúncia, têm gerado prejuízos aos cofres públicos. Estavam ocorrendo, por exemplo, pagamentos a beneficiários mesmo após a morte deles. Uma pensionista do Instituto, falecida em 6 de março de 2011, continuou “recebendo” o benefício da pensão até março de 2013. O total pago pelo Estado para a pensionista após a morte chega a R$ 137 mil.   Em resposta ao Sindipúblicos, o IPAJM alegou que dois servidores registraram pedido de desligamento do instituto por motivos pessoais. Quanto à nova sede, o processo para a locação do imóvel está em andamento e os trâmites legais  estão sendo seguidos. Com relação ao concurso público, a comissão responsável pela elaboração do edital está realizando ajustes necessários para a realização da seleção o quanto antes. Quanto aos servidores em regime de designação temporária (DTs), eles foram cedidos pela Seger em caráter extraordinário a fim de dar apoio nas atividades internas e celeridade no atendimento aos segurado

08/12/2013 / 0 Comments
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