Depois de Árvore da Vida (2011), o jovem ator Tye Sheridan vive outro papel difícil. Ele interpreta Ellis, um menino de 14 anos que vive no meio do divórcio dos pais. O garoto passa seu tempo passeando de barco e sem querer encontra um homem, o misterioso Mud (Matthew McConaughey), que está se escondendo da policia. Mesmo desconfiado, Ellis começa a ajudar Mud e aos poucos vai conhecendo sua história. Ele descobre que Mud tem o sonho de se reencontrar com sua amada, Juniper (Reese Witherspoon). Abalado com a separação dos pais, Ellis quer de todo jeito reunir esse casal novamente, como uma forma de se convencer que o amor ainda vale a pena. Assim como em O Abrigo (2011), o filme anterior do diretor e roteirista Jeff Nichols, Amor Bandido também se baseia em metáforas com as forças da natureza. Enquanto no primeiro é a tempestade que dá o tom ao longa, Amor Bandido é considerado um filme mais solar, que se passa em uma pequena cidade sulista dos Estados Unidos. Por ter como protagonista uma criança, o olhar juvenil é predominante durante o desenvolvimento da trama. O filme retrata a visão sobre o amor de Elis, que ainda está em formação e que vive suas primeiras experiências, que vão moldá-lo no futuro. Serviço Amor Bandido (Mud, EUA, 2013, 130 minutos, 14 anos) Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 20h55 (exceto quarta-feira)
Suspense policial é uma das estreias do Cine Jardins
Anna (Charlotte Rampling) é uma mulher solitária. Divorciada, ela tenta encontrar um novo parceiro em um programa de encontros, mas essa empreitada é interrompida por um crime. Por ser testemunha de um assassinato ele conhece o detetive Bernie (Gabriel Byrne), que está investigando o caso. Passando pela mesma situação de Anna, devido a recente separação, Bernie logo se aproxima dela e os dois começam um relacionamento. A trama se divide em mostrar a rotina de Anna e a investigação do crime, o diretor Barnaby Southcombe dá poucas informações ao espectador e não se sabe qual a ligação de Anna com o crime. Trata-se de uma obra bem sutil e que foge das expectativas dos filmes do gênero policial. Apesar da investigação policial, o roteiro investe mais no drama psicológico que envolve a relação do casal principal. Eu, Anna é o primeiro filme para o cinema do diretor Barnaby Southcombe, que escolheu como protagonista sua mãe na vida real, Charlotte Rampling. Serviço Eu, Anna (I, Anna, França/Reino Unido, 2013, 93 minutos, 14 anos) Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h15
A web série Valdemar estreia nesta sexta-feira (6), no Cine Metrópolis
Quem é Valdemar? Ainda é apenas o nome da web série criada pelos universitários Pedro Melatte, Victor Neves e Renato Miranda. Mas o nome do projeto é só um dos mistérios que serão revelados ao longo do seriado. A estreia acontece nesta sexta-feira (6), no Cine Metrópolis, onde serão exibidos alguns episódios a partir das 16h. Após a estreia haverá um debate com os idealizadores. As gravações de Valdemar foram todas feitas no campus da Ufes, em Goiabeiras, Vitória. “Durante os nossos cursos andamos muito pelo local, ouvimos histórias, então o enredo da série foi construído em cima de nossas próprias experiências na universidade”, conta Victor Neves, um dos diretores da série. Victor também diz que muitos dos personagens são baseados em algumas figuras lendárias da Ufes, como o personagem do professor Vargas, que mora na universidade. Valdemar é um projeto antigo do grupo, mas a gravações só começaram no primeiro semestre deste ano. O seriado conta a história de três amigos que acham um livro secreto na biblioteca da universidade onde estudam. O livro misterioso detalha os diversos segredos do campus. Os três têm sua curiosidade atiçada e iniciam uma investigação pelo campus, desvendando aos poucos esses mistérios. Enquanto isso, acontecem as eleições estudantis que parecem estar manipuladas por forças ocultas. Assista ao trailer aqui O suspense do trailer já dá o clima do seriado. Victor cita como influências os seriados Twin Peaks (1990), de David Lynch, e o Reino (1994), de Lars Von Trier. “O primeiro se passa em uma pequena cidade e o último em um hospital, ambos lugares que vistos de longe parecem comuns, mas ao acompanharmos de perto percebemos que neles se encontram pessoas enlouquecidas e fenômenos”, explica o diretor. Em Valdemar, a equipe buscou retratar a universidade de forma natural e acompanhar de perto a rotina de todos que frequentam o campus. “Escondidos pela aparente normalidade do local, são revelados os segredos e eventos surreais que ocorrem por debaixo dos panos”, diz. A produção da web série é totalmente independente e os equipamentos de gravação foram adquiridos com os próprios recursos da equipe, que também contou com a ajuda de muitas pessoas que apoiaram a ideia de diversas formas. “Somos especialmente gratos pelos atores e a equipe técnica que toparam fazer a série com a gente, conhecemos pessoas ótimas e talentosas graças ao projeto”, agradece Victor. Dependendo da repercussão da primeira temporada, a equipe espera garantir recursos e patrocínios para continuar a série e outros projetos futuros. A segunda temporada já está escrita e pronta para fase de gravações. Por enquanto, os interessados podem contribuir acompanhando a série pelo canal da produtora Fim de Animal e curtindo a página de Valdemar na rede social. Serviço A web série Valdemar estreia esta sexta-feira (6), às 16h, no Cine Metrópolis. A estreia será seguida de debate com os realizadores.
Lei do silêncio
Faz 20 meses que o professor da Ufes Valdenir José Belinelo foi assassinado na localidade de Rio Quartel, em Linhares, norte do Estado. Belinelo, que à época do crime estava dirigindo o Hospital Roberto Silvares, foi morto de forma misteriosa. Durante esses quase dois anos, a polícia adotou a lei do silêncio: ninguém sabe, ninguém viu. Esse silêncio inexplicável só reforça a tese de que o crime não estaria ligado a um motivo banal. Um dia após o crime (22/03/2012), o delegado responsável pelas investigações, Fabrício Lucindo, chegou a apresentar duas linhas de investigação para o crime – talvez essa tenha sido a única vez que a polícia apresentou algo mais concreto sobre o assassinato, depois disso, o delegado virou um túmulo. À Rádio CBN Vitória, porém, Lucindo afirmou que a polícia trabalhava com duas hipóteses: crime passional ou de mando. No crime passional, havia uma insinuação de que o professor era homossexual. O delegado chegou a afirmar que a vítima conhecia o assassino, o que reforçaria a tese de que o crime fora passional. Na segunda linha de investigação, o delegado admite que a tese de mando estaria relacionada às atividades do professor na direção do Roberto Silvares. Belinelo estaria investigando irregularidades no hospital. Essa tese gerou, à época, uma imediata repercussão em São Mateus. Pelos corredores do Silvares e pelas ruas dos municípios comentava-se que Belinelo havia dado um “chega pra lá” no deputado Freitas (PSB), que estaria por trás do controle de fornecimento de medicamentos para o hospital. Especulação? Boato? Não se sabe, porque a polícia não esclarece nada. O fato é que a tese do delegado automaticamente pôs o nome do deputado Freitas em suspeição. E o silêncio da polícia só faz aumentar essa suspeição. Não bastasse a polícia se recusar a dar satisfação sobre o caso (se já há uma linha de investigação definida; se há suspeitos; se há testemunhas), agora foi a vez da própria Secretaria de Segurança Pública se negar a fornecer informações sobre o crime que tirou a vida do professor. A negativa foi dada formalmente ao deputado Euclério Sampaio (PDT), que vem cobrando sistematicamente esclarecimentos sobre o crime. Em agosto último, o pedetista chegou a protocolar um requerimento na Assembleia pedindo informações ao secretário de Segurança. Em vão. O chefe da pasta, André Garcia, depois de enrolar o deputado por mais de três meses, recorreu à desculpa do “sigilo” para mandar um sonoro não à demanda de Euclério que, como familiares, parentes, amigos e a população mateense, quer apenas saber quem matou e por que motivo o professor. O “não” de Garcia corrobora ainda mais para reforçar a tese de que há algo “malcheiroso” por trás da morte de Belinelo. Toda essa falta de transparência aumenta a suspeita de que querem esconder alguma coisa ou alguém.
O monstro do endividamento
A toda hora um telemarqueteiro está ligando para nos oferecer a oportunidade de estarmos contraindo uma prestação mensal ou uma dívida em troca de alguma mercadoria ou um serviço que jamais pensamos usar. Ao mesmo tempo, nossas caixas postais vivem cheias de ofertas semelhantes oriundas de bancos, indústrias de bens de consumo, telefônicas e imobiliárias que oferecem financiamentos para isso, aquilo e mais aquela outra coisa inimaginada e fora do nosso horizonte imediato. Nos acostumamos com o crédito fácil, o pagamento a perder de vista e esquecemos ou até ignoramos que o endividamento se tornou a pedra de toque do sistema econômico em que vivemos. Até que ponto é preciso alimentar esse monstro insaciável? A dívida do governo brasileiro passa de R$ 2 trilhões, isso sem falar do que devem os estados e municípios. A partir da União, todos os órgãos públicos mantêm dívidas que para ser custeadas alimentam a cadeia da fortuna dos bancos, financeiras, corretoras e profissionais associados ao Deve/Haver: advogados, corretores, oficiais de justiça etc. Todos argumentam que é preciso financiar a dívida, pois quem é bom pagador sempre terá crédito…e viverá ferrado para sempre. A experiência do Brasil, dos estados brasileiros e dos municípios prova que o endividamento serve principalmente aos credores. Só seria bom dever se o devedor pudesse dar o calote ou receber grandes descontos, como está fazendo a Argentina de Cristina Kirchner. O endividamento brasileiro vai fazer 200 anos: começou em 1824, quando D. Pedro I fez um empréstimo com o banco inglês Rottschild. Desde então a dívida vem sendo rolada e o endividamento passou a fazer parte do nosso modo de vida. É pano de fundo. É o piso do palco onde representamos a comédia da independência ou morte. Dias atrás o jornalista Luiz Carlos Azenha, que edita o blog Viomundo, chamou a atenção para uma tabela publicada pelo Senado Federal. De acordo com aqueles números, em 2012 o Brasil pagou não apenas R$ 134 bilhões de juros, mas outros R$ 618 bilhões a titulo de amortização/refinanciamento da dívida-monstra, aquela que exige um brutal superávit primário na execução do Orçamento Nacional. Ou, seja, por dever muito, o governo é obrigado a guardar um percentual(2% a 5%) do orçamento para pagar aos seus credores-monstros. Que são: bancos estrangeiros, fundos internacionais, fundos nacionais, bancos brasileiros e capitalistas avulsos que se acostumaram a aplicar dinheiro em títulos do Tesouro Nacional, pois o Brasil faz questão de ser exemplarmente bonzinho com seus credores. O resultado final é que falta dinheiro para investir na solução das carências nacionais. Em 2012 os investimentos diretos da União foram de apenas R$ 21 bilhões. A maior parte dos investimentos em infraestrutura é feita por estatais como a Petrobras e a Eletrobrás com recursos próprios, empréstimos do BNDES e…financiamentos internacionais que concorrem para a sustentabilidade do endividamento. Por falta de recursos para fazer sua parte, o governo está transferindo à iniciativa particular aeroportos, rodovias e portos, num surto privatizante de causar inveja ao governo neoliberal do presidente Fernando Henrique Cardoso. No fundo, a dívida é um negócio de lesa-pátria que compromete o exercício da soberania nacional. Aqui a novidade do Azenha: a bola de neve do endividamento brasileiro comporta uma auditoria fiscal que poderia levar a uma redução de até 70% da dívida, segundo a economista Maria Lúcia Fatorelli. Ex-auditora da Receita Federal, ela coordena a Auditoria Cidadã da Dívida, entidade que levanta a suspeita de ilegalidades e irregularidades em favor dos financistas e prejudiciais aos contribuintes brasileiros, onerados com uma monumental carga de impostos. Fatorelli deu ao Equador uma consultoria que resultou na redução de 65% do endividamento do país. O jornalista Luiz Carlos Azenha afirma que a mídia corporativa não explora o assunto porque isso não interessa aos bancos, seus patrocinadores. Faz sentido. “Quanto mais transparência, menor margem de manobra para os acertos de bastidores”, diz ele, lembrando que a dívida brasileira está tecnicamente privatizada, sob gestão do Mercado, que acaba de induzir o Banco Central do Brasil a elevar para 10% ao ano os juros básicos da economia. De fato, mais da metade dos papeis da dívida brasileira está nas mãos dos banqueiros, que ganham nas duas pontas do processo de endividamento. Segundo a economista Fatorelli, apenas 12 instituições financeiras (os “dealers”) estão credenciadas a comprar títulos do Tesouro Nacional. Um gráfico montado pelo site da Auditoria Cidadã da Dívida indica que em 2012 o gastos com juros e amortizações da dívida nacional representaram 43,98% do orçamento geral da União, o dobro dos gastos com a Previdência Social (22,47%). Isso explica porque falta dinheiro para educação, saude e obras públicas: o Brasil especializou-se na manutenção da maior dívida da América Latina. LEMBRETE DE OCASIÃO “O rabo está balançando o cachorro!” Pedro Malan, ministro da Fazenda do governo FHC (1995-2002), ao comentar a dificuldade do governo para administrar o “rabo” da dívida pública em 1999, quando os juros anuais do Banco Central foram elevados a 49% para atrair investidores estrangeiros
Se jogar, não perca
O Livro dos Números, na Bíblia, conta que Moisés enfrentou um sério problema quando chegou à Judeia, depois da fuga do Egito: Como acomodar todo aquele povo? Quem ia ficar onde? A inspiração ‘caiu do céu’: Vamos fazer um sorteio para distribuir as terras ao leste do Rio Jordão. Que ninguém reclame de privilégios e preferências”. E assim nasceu a loteria nossa de todo dia. Nos tempos de César os romanos já tinham uma loteria, e na China Imperial foi criado o keno, uma loteria para financiar a construção da Grande Muralha. Que, segundo se sabe, ainda é a única obra humana que pode ser vista da lua. Daí pra frente a loteria só tem crescido, enriquecendo uns poucos e empobrecendo muitos. A chance de ganhar em uma loteria de seis números é 1 em 13.983.816! A primeira loteria da idade moderna de que se tem notícia foi feita pela viúva do pintor Van Eick, para se livrar dos muitos quadros que ele deixou. Na Bélgica, as loterias eram usadas para construir igrejas, canais e portos. Em Gênova, na Itália, seis nomes eram sorteados para escolher os senadores; mais tarde esses nomes foram trocados por números, o que deu origem ao nome loteria, do italiano lotto, que quer dizer destino. Também na Itália, em Florença, foi feita a primeira loteria com prêmio em dinheiro. A Holanda tem a loteria mais antiga ainda funcionando: desde 1726. Casanova aconselhou Luis XV a criar a loteria da França. Na Inglaterra, a primeira loteria estadual foi criada pela Rainha Elizabeth I, e o rei James I criou a loteria de Londres, para manter as colônias do Novo Mundo. No século XVIII as loterias se ramificavam por toda parte, com o dinheiro financiando gastos públicos, exércitos, igrejas e escolas. Graças à boa fé ou ingenuidade dos eternos apostadores, loterias financiaram a construção de algumas das mais renomadas universidades americanas, como Harvard, Yale, Princeton e Colúmbia. Mas a corrupção, essa megera, ataca tudo que tem dinheiro envolvido, e a loteria não ficou livre. Os apostadores muitas vezes recebiam prêmios menores que os anunciados ou não recebiam prêmio nenhum, e as loterias acabaram sendo proibidas. Mas voltaram com força total, recicladas, modernizadas, e com outro nome – os sweepstakes, apostas em cavalos de corrida, com a desculpa de incentivar a criação de cavalos de raça. A Austrália, em 1917, foi a primeira loteria a operar no século XX. Em 1964, o estado de New Hampshire criou a primeira loteria estadual. Hoje, a loteria americanca é um negócio que movimenta 70 bilhões por ano, mais que o cinema, a música e a pornografia juntos. Ajudaram a escrever a história do país, pois foram usadas para fundar as colônias americanas. Metade dos americanos compram pelo menos um bilhete de loteria, em algum momento da vida. A grande maioria, porém, é comprada por apenas 20% da população – os pobres com nível escolar baixo. Por isso os críticos chamam a loteria de imposto regressivo. E os ganhadores são… Nos Estados Unidos, o maior prêmio já pago foi de 656 milhões de dólares, acumulado no Mega Millions, rateado entre três ganhadores; 590 milhões de dólares foi o maior prêmio pago a uma só pessoa. O maior prêmio do mundo, 741 milhões de dólares, foi pago nas Filipinas a um só ganhador.
Parceria forte
O deputado estadual Gildevan Fernandes (PV) nem faz questão mais de disfarçar de que lado joga. A intervenção feita por ele na sessão dessa terça-feira (3), na Assembleia Legislativa, em meio ao impasse sobre o projeto de Gilsinho Lopes (PR) que pretende evitar a retirada de assinaturas dos deputados em requerimentos para abertura de CPIs, como ocorreu no caso do pó preto, é apenas mais uma prova disso. Após Gilsinho disparar para cima dos deputados, revelando manobra e, novamente, lobby da Vale contra a aprovação da matéria, Gildevan foi logo ao microfone defender as visitas e quem, como ele, aceita pactuar com as poluidoras. Nem um pouco surpreendente, para um parlamentar que articulou junto com a própria mineradora e o governo do Estado a retirada das assinaturas da CPI que pretende investigar o principal problema ambiental da Grande Vitória, a poluição do ar. A única coisa que ainda surpreende, mesmo assim nem tanto, em se tratando da “nossa” Assembleia, é Gildevan ainda ser o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Casa. E, claro, militante do PV, partido que jura ser verde, embora não convença. Puro oportunismo e interesse político. Sabe como é, a disputa à reeleição de 2014 promete ser acirrada, bom garantir logo o caixa cheio. Próprio umbigo Por falar nisso, não se iluda, o tal “grito do Ipiranga” na Assembleia não tem nada a ver com a retomada da democracia na Casa. É jogada eleitoral, cada deputado quer garantir o seu no próximo ano. Bagaleta Olha quanto vai custar a aquisição, pelo Tribunal de Justiça, de quatro veículos Sedans blindados para auxiliar na “prevenção de ações que atentem contra a incolumidade física e moral de magistrados”: R$ 563.490,00 – quase R$ 141 mil cada -, pagos à empresa Kurumá Veículos. Isso é só o começo, os gastos previstos são de quase R$ 4 milhões. Vexame Detalhe: os anúncios dos investimentos na segurança de magistrados, serventuários e etc, com início dos processos de licitação, surgiram logo após o tiroteio em frente ao Fórum de Ibiraçu (norte do Estado), durante a chegada da juíza Cláudia Copolillo Ayres. Fizeram um “auê” danado em cima do assunto e, no final das contas, o delegado responsável concluiu que não passou de um mal-entendido. Solitário O Partido Ecológico Nacional (PEN) anuncia encontro simultâneo em todos os estados, neste sábado (7), para debater a valorização da mulher na política. No Espírito Santo, o vice-prefeito e secretário de Vila Velha, Rafael Favato, é o presidente regional da sigla. Alguém mais na sigla por acaso? Batismo Aliás, pelo visto, o partido é outro que só tem ecológico no nome. A contar por Favato, que não tem trajetória alguma na área. Problemas ambientais têm de sobra no Estado, Favato está esperando o quê? Concorrência Volto a dizer, o deputado Esmael Almeida (PMDB) que se cuide, vai perder o título de “deputado dos evangélicos” para o pastor Marcos Mansur (PSDB). O tucano está na cola, delimitando seu território. E tome sessões solenes, plaquinhas, apertos de mão, fotos e agrados! Passo à frente O prefeito de Cariacica, Juninho (PPS), dá posse aos membros do Conselho LGBT na tarde desta quarta-feira (4), no auditório da prefeitura. Assunto já rendeu muito pano para manga e acirrou os ânimos entre o prefeito e a bancada evangélica da Câmara de Vereadores. Mas o preconceito, desta vez, perdeu. Maré ruim A propósito, nem quando quer agradar, Juninho tem êxito. Antes mesmo de inaugurar a decoração de Natal do município, nessa terça-feira (3), já tinha gente estragando a festa. Diz a prefeitura que encontrou fiação danificada ou furtada, totalizando prejuízos de R$ 100 mil. Custou caro, então, né? 140 toques “Nesta quinta-feira, dia 5, estaremos em Cariacica com o Seminário PSDB Pensa o Espírito Santo”. (Guerino Balestrassi – candidato tucano ao governo do Estado – no Twitter). PENSAMENTO: “A política é a arte de retirar o dinheiro dos ricos para arrancar os votos dos pobres, sob o pretexto de protegê-los um dos outros”. James Buchanan
Influências
É uma prática comum no Parlamento a adesão às assinaturas necessárias para que os projetos possam tramitar e criar comissões. O problema é que muitas vezes os deputados nem sabem direito o que estão assinando e não é raro entrarem em saias justas. O projeto apresentado pelo deputado Gilsinho Lopes (PR) muda o regimento da Casa sobre a captação de assinaturas para a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), impedindo que depois de assinado os deputados voltem atrás, retirando as assinaturas. Para se criar uma CPI é necessário a subscrição de 1/3 do plenário para que seja protocolado o pedido de criação, mas hoje o regimento permite que os parlamentares que assinaram o documento de protocolo possam retirar suas assinaturas, com isso, o tramite é interrompido. Esse mecanismo evita que as influências externas prejudiquem o trabalho. Gilsonho Lopes sentiu na pele esse problema. Depois de colhidas as assinaturas para criação da CPI do Pó Preto, um executivo da Vale, que seria o principal alvo da Comissão, foi visto circulando pelos gabinetes dos deputados. Resultado: aos poucos os nomes foram sendo retirados e a comissão não foi criada. O projeto chama a atenção para um problema bem mais profundo. Embora o deputado Gildevan Fernandes (PV) ache normal os deputados receberem representantes de empresas poluidoras às vésperas da criação de uma CPI que vai investigar os prejuízos dopó preto à saúde dos capixabas, não é normal. A influência externa, seja dos outros poderes, seja do setor econômico, e principalmente ele, é constante na Casa. Como o próximo ano é eleitoral, e há nos meios políticos um zum-zum-zum sobre a falta de recursos para as campanhas, os interesses político-econômicos sobressaem ao interesse público. Diante do projeto, a expectativa é de que os deputados passem a analisar muito bem as propostas antes de sair assinando documento. E mesmo que saiam as proposições, o que garante que lá na frente as investigações vão surtir efeito. A CPI do Grampo está aí para lembrar que sempre haverá influência no legislativo e quase nunca essa influência será em favor do povo. Fragmentos: 1 – Depois do deputado Esmael Almeida (PMDB) é a vez do deputado Marcus Mansur (PSDB) agradar a base com uma sessão solene voltada para o eleitorado evangélico. 2 – Nesta quarta-feira (4), às 19 horas, sessão solene em comemoração ao centenário do primeiro batismo realizado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia no Estado, ocorrido em 14 de dezembro de 1895. 3 – Mas não são só os evangélicos que ganham atenção dos deputados. Recentemente, a deputada Lúcia Dornellas (PT) homenageou a Paróquia São Pedro, em Jacaraípe.
Procurador-geral da Ufes diz que perda de monopólio da FDV motivou denúncias
O procurador-geral da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Francisco Vieira Lima Neto, rebateu as acusações do Ministério Público Federal (MPF-ES) publicadas nessa terça-feira (3) no site da instituição. Na denúncia, o MPF acusa Lima Neto de enriquecimento ilícito; descumprimento dos requisitos para recebimento de bolsa-estudo da Capes; praticar advocacia privada em descumprimento da lei e atuar como procurador federal em um pedido de entidade particular. O procurador-geral negou uma a uma as acusações e explicou que uma disputa entre a Faculdade de Direito de Vitória (FDV) e Ufes teria motivado as denúncias infundadas contra ele. Lima Neto afirma que as denúncias começaram quando a FDV passou a ter seu monopólio ameaçado pelo mestrado da Ufes.“Meu ex-amigo Antônio Abikair, dono da FDV, empresário sério e honesto, mas impulsivo e emotivo, apresentou em 2010, por escrito ao MPF, algumas denúncias sem fundamento contra a minha pessoa, bem como ajuizou queixa-crime contra mim na Justiça Estadual. Este último processo acabou em acordo nosso, mas as denúncias perante o MPF se transformaram, três anos depois, nessa ação noticiada pelo próprio site do MPF, de maneira bem espalhafatosa”, observou. Lima Neto acredita que os promotores do MPF, que teriam sido seus alunos, foram induzidos a erros. “O ser humano é falho, é induzido a erros e acaba prejudicando inocentes sem querer. É o meu caso”. E acrescenta: “Assim, a primeira coisa que temos que notar é que a ação do MPF é igualzinha à denúncia formulada pelo dono da FDV”, compara. Em seguida, ele esclarece cada uma das acusações. Primeiramente, ele destaca que o próprio MPF reconhece que nenhum dos atos praticados tenha gerado dano ao erário. O procurador nega que tenha emitido parecer jurídico em 2008, na qualidade de procurador da Ufes, opinando no sentido de que a Fundação Ceciliano Abel de Almeida teria direito de parcelar débito que possuía junto a universidade. “Isso nunca aconteceu. Trata-se de um erro do MPF porque nesse parecer não afirmei que a Fundação teria esse direito. (…) Ou seja, não houve ato. Consequentemente, se não houve ato, como poderia haver ato de improbidade?” O procurador admite que advogou para sua mãe, mas justifica que isso se deu de forma isolada. Explicou que é filho único e que sua mãe é idosa e viúva, e que intercedeu para ela reaver um imóvel. “Além disso, advoguei em causa própria no inventário do meu pai (2003) e em outra causa defendendo a minha mãe em relação a uma disputa sobre esse mesmo imóvel”. Lima Neto classifica uma “crueldade” o MPF atacá-lo em razão desse caso. “Pôxa, defendendo minha mãe idosa e viúva, sem outros filhos! Pergunto: que dano isso causou? Nenhuma pessoa classificaria esse ato como de improbidade. Do jeito que está no site [do MPF], parece que eu tinha um escritório de advocacia. Um absurdo”. Ele também nega que tenha enriquecido ilicitamente com bolsa da Capes em 2000 a 2002. “Não houve enriquecimento ilícito nenhum, pois o que importava era terminar o curso e isso eu fiz”. Lima Neto acrescenta que nunca foi questionado pela Capes por receber simultaneamente por trabalhos de consultoria e da bolsa. “Além disso, existe uma dúvida jurídica: o bolsista deveria ter dedicação integral ou exclusiva?” Por fim, Lima Neto também nega que tenha prestado consultoria à Fundação Abel Ceciliano em 2001. “Nunca houve consultoria, mas apenas realizei estudos e apresentei ao advogado da Fundação uma ideia. Ele pegou essa ideia, transformou em ação judicial e, seis anos depois, a fundação ganhou a causa e repassou para a Ufes a quantia de R$ 2 milhões. Alguém já ouviu falar de ato de improbidade que acarreta benefício/lucro para o órgão público? Que loucura !”. Ele ainda reconhece que a Fundação o remunerou pela ideia, e acrescenta que o pagamento foi tributado e declarado por ele. “Se eu achasse que estava atuando incorretamente, teria feito tudo às claras, passando recibo? Não existe improbidade nenhuma. Ao contrário, a Ufes se beneficiou”, finalizou.
Servidores do Iema seguem buscando diálogo com governo, mas não descartam greve
Os servidores do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), reunidos em assembleia realizada nesta quarta-feira (4), decidiram que vão continuar buscando o diálogo com o governo para a adequação salarial. Como divulgaram em nota, a busca pelo diálogo vem sendo exaustiva, mas os servidores não descartam a possibilidade de que uma greve, caso as negociações não avancem. “Tal impasse pode prejudicar a implantação de importantes obras do governo e a instalação de empreendimentos no Estado, que dependem de licenciamento ambiental, uma vez que os servidores já sinalizam a possibilidade de paralisação das suas atividades e atuarão na priorização de ações de controle e fiscalização ambiental”, salientaram na nota. Os servidores do Iema, reunidos na Associação dos Servidores do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Assiema), querem o alinhamento salarial ao Plano de Cargos e Salários aprovado no ano passado para o Instituto de Obras Públicas (Iopes) e para o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES). Havia sido marcada uma reunião para discutir exclusivamente sobre o pleito da categoria entre a secretária de Meio Ambiente, Diane Rangel; o diretor-presidente do Iema, Tarcísio José Föeger, e o secretário de Gestão e Recursos Humanos (Seger), Pablo Rodnitzky, mas acabou sendo cancelada. Os servidores do Iema se dizem totalmente insatisfeitos com a demora do retorno do governo sobre suas reivindicações. O Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos) lembra que a greve dos servidores do Iema paralisa várias obras públicas do governo. Em abril deste ano, servidores do Iema e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper-ES) já haviam manifestado a insatisfação em relação ao plano de carreira dos funcionários, com protesto no Centro de Vitória, em frente ao prédio da Seger. Pelo mesmo motivo, foi deflagrada greve da categoria no ano passado, com duração de quase dois meses. Também em 2012, um relatório divulgado pela Assiema, feito a partir de uma pesquisa interna no órgão, comprovou, dentre vários pontos alarmantes, a ineficácia e desestímulo dos funcionários do órgão na aplicação de multas a infrações ambientais e casos frequentes de carência de capacitação, falta de rigor em aplicação de penalidades e assédio moral por parte das empresas fiscalizadas. A competência do Iema para a fiscalização e controle de empreendimentos ambientalmente nocivos, principalmente os grandes projetos poluidores do Estado, sempre foi questionada por ambientalistas.