Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

27112013_ze_geraldo_beto_oliveira_pt.jpg

STF nega liminar e Congresso retoma discussão sobre número de deputados

Sem categoria

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu medida liminar no mandado de segurança impetrado pelo deputado federal Zé Geraldo (PT-PA), que pedia suspensão da análise no Congresso Nacional de projetos que tentam manter o número atual de deputados federais na Câmara.   Os Projetos de Decreto Legislativo 915 e 1361 pretendem anular os efeitos da Resolução 23.389/2013, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que alterou o número de deputados da Câmara dos Deputados e das Assembleias Legislativas de acordo com os dados do Censo 2010.    Zé Geraldo é do Pará, o estado que mais se beneficiaria com a resolução do TSE, ganhando quatro deputados a mais a partir da eleição do próximo ano, caso o Congresso não derrube a resolução. O Espírito Santo, por sua vez, perderá um deputado federal e três estaduais. A matéria já foi aprovada no Senado e agora segue para avaliação da Câmara. Se aprovado, o projeto, que é de iniciativa do legislativo, não precisa de sanção presidencial.   Em seu despacho, a ministra Rosa Weber – que é relatora de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) de estados que se sentiram prejudicados com a medida –, observou que, embora seja cabível o mandado de segurança contra atos praticados no processo legislativo que estejam em desarmonia com a Constituição Federal, a jurisprudência do STF é no sentido de que somente em casos excepcionais, nos quais tenha sido descumprido comando constitucional expresso sobre o processo legislativo, é lícito exercício do controle pelo Poder Judiciário.   A relatora destacou ainda que, embora seja admissível, a impetração do mandado de segurança para efetuar o controle preventivo dos atos normativos, a possibilidade está restrita a situações em que haja norma constitucional que proíba expressamente o processamento do projeto de lei questionado. Sem essa condicionante, explica, o mandado de segurança poderia se transformar “em instrumento de exercício, pelo Poder Judiciário, do controle prévio de constitucionalidade das leis, verdadeira subversão do modelo de controle repressivo de constitucionalidade vigente no ordenamento jurídico pátrio, a comprometer o próprio sistema de divisão de poderes estabelecidos na Carta Política”.   A ministra entendeu não haver, a princípio, qualquer proibição constitucional aos projetos em tramitação na Câmara. “No exercício de juízo de delibação, notadamente precário, ao exame do pedido liminar, não identifico declinada, no presente mandado de segurança, vedação constitucional expressa e, nessa medida, apta a ensejar o seu exame em ação mandamental, consoante inúmeros precedentes desta Casa”, argumenta a relatora.

27/11/2013 / 0 Comments
read more

Deputados apresentam destaques de emendas do Orçamento 2014

Sem categoria

O projeto de Lei 307/2013 que trata do Orçamento do Estado para 2014 será votado no plenário da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (2). A confirmação foi feita na sessão desta quarta-feira (27) pela Mesa Diretora e a expectativa é de que o governo não tenha problemas para a aprovação do projeto que precisa ser votado antes do recesso parlamentar.     Ainda na sessão desta quarta-feira foram lidos os requerimentos dos deputados Luzia Toledo (PMDB) e Theodorico Ferraço (DEM) de destaque de emendas. Os deputados têm até esta sexta-feira (29) para apresentar destaques às emendas. Segundo o Regimento da Assembleia, os destaques deverão ser apresentados por meio de requerimento assinado por pelo menos 1/3 dos deputados, ou seja, pelo menos 10 parlamentares.    Os requerimentos da peemedebista e do presidente da Assembleia foram para várias emendas não incluídas no relatório do deputado Atayde Armani (DEM), na Comissão de Finanças. O relatório foi aprovado nessa terça-feira (26), depois de muita animosidade na Comissão e do adiamento da votação.    Foi preciso a atuação do líder do governo, deputado Elcio Alvares (DEM), e do secretário-chefe da Casa Civil, Tyago Hoffmann, para fazer com que alguns deputados insatisfeitos voltassem atrás em uma manobra de provocação ao governo, destinando R$ 1 mil para compra de equipamentos e obras, com custo alto, o que vincularia ao orçamento, forçando o governo a complementar o custo.    O Orçamento do Estado para 2014 é de R$ 15,5 bilhões, sendo R$ 10,1 bilhões do Tesouro Estadual e com investimento garantido de R$ 2,6 bilhões. 

27/11/2013 / 0 Comments
read more

Defensoria cria núcleo para analisar processos de presos provisórios

Sem categoria

A Defensoria Pública do Estado criou o Núcleo de Presos Provisórios com o objetivo de acompanhar os casos de detentos que ingressam no sistema. O núcleo foi criado considerando que mais de 45% da população carcerária é formada por presos provisórios, e que a situação nos Centros de Detenção Provisória (CDPs) do Estado é precária.    Dentre os objetivos do núcleo está o recebimento dos autos de prisão em flagrante de todo o Estado que serão analisados. Desta análise, os defensores devem definir a adoção de medidas judiciais cabíveis. Além disso, os defensores públicos também vão atuar em prisões preventivas realizadas no curso de investigações criminais ou de ações penais em andamento.  De acordo com o coordenador do núcleo, o defensor público Humberto Nunes, os defensores públicos começaram a desenvolver o trabalho desde março deste ano, na Grande Vitória. Ele conta que a entrada de mais 72 defensores no órgão possibilitou a criação do núcleo, que foi expandido para todo o Estado e vai trabalhar com seis defensores.     O defensor acrescenta que já foram realizados 3,2 mil atendimentos extraordinários a presos e que a estimativa é que até dezembro o número chegue a 5 mil atendimentos.    Humberto diz, ainda, que o núcleo já realizou visitas em Cachoeiro de Itapemirim e Marataízes, no sul do Estado; São Domingos do Norte e Colatina, no noroeste; e São Mateus e Aracruz, no norte do Estado. Na próxima semana deve ser realizada a visita em Guarapari.    A instituição do núcleo também prevê que sejam realizados mutirões nos CDPs, com prestação de atendimento jurídico aos presos.    A inspeção nos presídios e acompanhamento de denúncias e suspeitas de irregularidades nos CDPs do Estado, por meio de instauração de procedimento administrativo, também é atribuição do núcleo, que pode promover tutela coletiva como forma de coibir e sanar legalidades e irregularidades encontradas nas unidades, a fim de garantir o devido respeito aos direitos e garantias constitucionais e legais dos presos provisórios.    A criação do núcleo foi motivada também pelo alto número de presos com condenação definitiva que registram mandado de prisão cautelar. A portaria que criou o instrumento também, ressalta os graves problemas carcerários gerados pelos elevados e desproporcionais índices de encarceramento cautelar registrados no Estado, além da situação de vulnerabilidade e hipossuficiência em que se encontra o preso, principalmente o provisório. 

27/11/2013 / 0 Comments
read more
27112013_ilma_vereadores_divulg.jpg

MPF recorre contra absolvição de vereadora de Cariacica por sonegação fiscal

Sem categoria

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a absolvição da vereadora de Cariacica, Ilma Chrizóstomo Siqueira (PSDB), acusada de sonegação fiscal com ganhos em prática de “rachid”, entre os anos de 1998 e 2000. A tucana chegou a ser condenada pela Justiça Federal à pena de quatro anos de prisão pelo crime, porém, a decisão foi reformada pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). No recurso, a procuradora regional da República, Cristina Schwansee Romanó, sustenta que a absolvição da vereadora viola a Lei Federal nº 8.137/90, que trata dos crimes contra a ordem tributária, e ao Código Tributário Nacional, além de divergir da jurisprudência do STJ. Na peça, a representante do MPF alega que a legislação prevê a tributação até mesmo de rendas proveniente de atividades ilícitas; Cristina Romanó defende também a aplicação do princípio de isonomia fiscal, já que, se o Estado tributa a renda do cidadão comum obtida com trabalho honesto, não poderia o indivíduo que obtém ganhos com atividade criminosa ficar imune à tributação estatal. Na peça, a procuradora salienta que, ao contrário da decisão do TRF-2, a eventual declaração de renda obtida por meio de atividade ilícita não implica autoincriminação, uma vez que a origem dos recursos não seria de interesse da Receita Federal. Consta na denúncia que a vereadora Ilma Chrizóstomo é acusada de ter sonegado um total de R$ 367 mil à Receita. O dinheiro teria sido embolsado pela própria vereadora e por seu marido em função da suposta nomeação de falsos assessores. Em julho de 2012, a 2ª Vara Federal Criminal de Vitória condenou a vereadora à pena de quatro anos, dois meses e 12 dias de reclusão, em regime semi-aberto, além do pagamento de multa. Em maio deste ano, a 2ª Turma Especializada do TRF-2 acolheu, por maioria de votos, o recurso de apelação da vereadora Ilma Chrizóstomo para absolvê-la. O tribunal sustentou que, em relação ao imposto de renda, “o rendimento de drogas, peculato ou matador de aluguel está irremediavelmente acoplado ao ato ilícito que produz”. A autorização para a subida do recurso especial para o STJ foi concedida, no último dia 18, pelo vice-presidente do TRF-2, desembargador federal Poul Erik Dyrlund.

27/11/2013 / 0 Comments
read more
07102012_juninho_muda_apoen_20200308-093536_1.jpg

Sem êxito em manobra pró-Hartung, Juninho deixa direção do PPS

Sem categoria

A saída do prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho, da direção do PPS capixaba, para os meios políticos, foi uma sinalização de que falhou a tentativa do prefeito de mudar o rumo do partido na eleição do próximo ano. Juninho, que segundo lideranças de Cariacica tem uma ligação forte com o grupo do ex-governador Paulo Hartung e do senador Ricardo Ferraço (ambos do PMDB), não gostou da decisão do Congresso Estadual do PPS.   No encontro realizado no último domingo (24), os membros do partido reelegeram o prefeito de Vitória Luciano Rezende para a presidência da sigla no Estado, além de definir o apoio ao presidenciável socialista, o governador de Pernambuco Eduardo Campos.   Isso significa, em termos de política local, que o partido vai apoiar a reeleição de Renato Casagrande. Mas o prefeito de Cariacica está no grupo que apoia o palanque do ex-governador Paulo Hartung, que seria o nome do PMDB na disputa pelo Palácio Anchieta no próximo ano.   Juninho, que não foi ao Congresso Estadual, disse não ter sido consultado sobre o posicionamento e por isso estaria insatisfeito com a decisão. Mas o apoio do presidente nacional da sigla, deputado Roberto Freire, à decisão do PPS estadual, mina as possibilidades de virada de mesa dentro do partido.    Na disputa passada pelo controle do partido, em que Juninho disputou a eleição com Luciano, ele tentou virar o jogo por cima. O que se comentava nos bastidores era que Freire veio ao Estado depois de muita reclamação vinda do grupo de Juninho sobre a condução do partido por Luciano. Naquele momento, o deputado federal pôde esclarecer as coisas em conversas com as lideranças do partido.  Este ano, Juninho sequer tentou enfrentar Luciano Rezende internamente, tanto que o prefeito de Vitória disputou sozinho a recondução ao comando do partido e só restou ao colega prefeito deixar o cargo de direção que ocupava no PPS.    O fato é que o prefeito de Cariacica precisa aumentar seu capital político para conseguir influir no jogo eleitoral de 2014, para isso precisa melhorar sua gestão e conseguir a reeleição em 2016. Mas uma série de atropelos no início de seu governo dificulta esse crescimento. 

27/11/2013 / 0 Comments
read more
francisco.jpg

Todas elas, agora transita entre o erotismo e a pornografia

Sem categoria

Alice, Viviane, Lorna, Mariana, a literatura de Francisco Grijó é cercada por mulheres. Em seu mais novo livro, o escritor conta histórias de não uma, mas várias mulheres, cada uma com a sua particularidade. Todas Elas, Agora é uma publicação da editora Cousa, que será lançada nesta sexta-feira (29), às 19h, na Logos Livraria, do Shopping Vitória.    O novo livro começou como um desafio, o escritor conta que queria se propor a um exercício experimental e compor cada história com elementos próprios, que se diferenciassem uma das outras. Ao todo, são nove contos que se alternam entre narradores – e formas de narrar, em 3ª ou 1ª pessoa – muito distintos. Essa é maior característica que destoa essa obra dos outros livros de contos do autor.    “Em Diga Adeus a Lorna Love (1987), Um Outro País para Alice (1989), e Licantropo (2001), minhas coletâneas de contos, os narradores têm, quase sempre, os mesmos tiques narrativos, os cacoetes que repito em muitos de meus livros”, explica. Grijó acrescenta  que ficará a cargo do leitor julgar se as histórias ficaram tão distintas assim.    A obra foi escrita quase junto com Histórias curtas para Mariana M, lançado por Grijó no final de 2009. Grijó conta que em Todas Elas, Agora há mulheres para todos os gostos: “desde a pérfida esposa até a amante mutilada; da prostituta à santa (de verdade); da tríbade à atriz medíocre”, diz.   O escritor define os contos em sua maioria como eróticos, ou mais que isso, considera alguns até pornográficos. Para Grijó, a pornografia e o erotismo não são elementos que prejudicam a obra de arte. “A ideia inicial era ter o erotismo como elemento conciliador de todas as histórias”.   No dia anterior ao lançamento, quinta-feira (28), às 19h, acontece um debate-papo com o autor na Biblioteca Pública Estadual, com mediação do escritor e editor Saulo Ribeiro. Uma oportunidade de compreender melhor a obra e o processo de escrita do escritor.    Serviço O livro Todas elas, Agora, de Francisco Grijó, será lançado nesta sexta-feira (29), às 19h, na livraria Logos, no Shopping Vitória. Valor: R$ 25,00. Na quinta-feira (28) haverá um debate-bapo na Biblioteca Pública Estadual.

27/11/2013 / 0 Comments
read more

Deputados aprovam mudanças na cobrança de dívida ativa do Estado

Sem categoria

A Assembleia Legislativa aprovou, na sessão ordinária desta quinta-feira (28), o projeto de Lei (PL 373/213), que instituiu mudanças no rito de cobrança de devedores do Fisco estadual. A matéria aprovada, de autoria do governador Renato Casagrande, vai desobrigar a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) de mover ações judiciais de cobrança das Certidões de Dívida Ativa (CDA) de valor inferior a R$ 119,1 mil, equivalente a 50 mil VRTE (Valor de Referência do Tesouro Estadual). O autógrafo de lei – texto aprovado pelos parlamentares – deve ser encaminhado até o final desta semana ao governador, que deverá sancionar a nova lei ordinária no prazo de até 15 dias. O projeto prevê que os efeitos da norma comecem a valer 30 dias após a publicação da lei. Desta forma, o governo estadual deve iniciar o ano de 2014 com o novo sistema de cobrança. De acordo com o PL 373/2013, a cobrança dos valores previstos será feita por meio de protestos extrajudiciais em cartórios, evitando a utilização do caminho judicial, apontado como pouco eficiente para a recuperação desses valores. Na justificativa do projeto, o governador afirmou que a proposta “não implica em renúncia de receita”. Casagrande explicou que a percepção do Estado de que a cobrança feita nos moldes de hoje muitas vezes obtém como únicos resultados a “perda de tempo e dinheiro”, seja porque o contribuinte já encerrou as suas atividades ou porque não possui bens que façam frente à dívida. O projeto de lei também estende a desobrigação de cobranças às empresas que já tiveram ajuizados processos de execução fiscal. Esse novo modelo de cobrança vem sendo adotado por vários Estados como forma de recuperar os créditos de contribuintes. Segundo informações publicadas no jornal Valor Econômico, o Estado do Espírito Santo conseguiu recuperar quase R$ 6 milhões em CDAs, quase 12,77% dos CDAs protestados (R$ 46 milhões) entre dezembro do ano passado e outubro deste ano.

27/11/2013 / 0 Comments
read more

Justiça proíbe cobrança de taxa de esgoto a usuários que não dispõem do serviço

Sem categoria

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Itapemirim, na região litoral sul do Estado, está proibido de cobrar a taxa de esgoto dos moradores que não têm acesso aos serviços. A decisão liminar é da juíza Cláudia Cesana Sangali de Mello Miguel, da Vara da Fazenda Pública de Marataízes (município vizinho), que acolheu o pedido feito em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPES). Na decisão assinada nessa segunda-feira (25), a magistrada avaliou que o posicionamento se baseia no “fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação” à quase metade da população de Marataízes, que não é atendida por pelo menos uma das etapas do processo de esgotamento sanitário (coleta, transporte, tratamento ou disposição final do esgoto). A estimativa do próprio Saae é de que somente 60% do município é beneficiado pelo tratamento de esgoto. “O prosseguimento irregular da cobrança das tarifas ocasiona danos patrimoniais a um número expressivo de habitantes, os quais, por desconhecimento da ordem jurídica, não buscarão as vias adequadas para a interrupção do pagamento e eventual repetição do indébito, acarretando o enriquecimento sem causa do Estado”, afirmou a juíza. Ela fixou ainda uma multa de R$ 1 mil por cada cobrança indevida da tarifa de esgoto. Nos autos do processo, o Ministério Público argumenta que o Saae de Itapemirim está fazendo a cobrança de forma generalizado e indistinta da tarifa de esgoto no município vizinho. Na denúncia, a promotoria juntou a resposta de ofícios enviados à prefeitura do município e à autarquia, que confirmam as deficiências na universalização do tratamento de esgoto. Segundo a direção do Saae, os serviços contemplam apenas grande parte da área urbana de Itapemirim. Em depoimento, um técnico da empresa admitiu que pouco mais de 50% do esgoto coletado vai para a estação de tratamento. Com base nessas informações, a juíza concluiu que o Saae teria ciência dos locais que são beneficiados pelos serviços, o que garantiria a possibilidade do atendimento à ordem judicial da isenção de cobrança para os demais usuários. “Ora, é fato incontroverso que o serviço de tratamento de esgoto não é disponibilizado para 100% dos habitantes de Marataízes. De outro lado, há fortes indícios de que a cobrança das tarifas ocorrem de forma desregrada, sem levar em consideração a efetiva contraprestação do réu. Nota-se, assim, que a tarifa é inserida na conta de água dos cidadãos fazendo os munícipes acreditarem que o abastecimento de água e o tratamento do esgoto são prestações indissociáveis e únicas”, avaliou. A juíza também afastou a tese de que a cobrança generalizada permitiria uma futura universalização dos serviços. Para a juíza, o serviço só será expandido quando a cobrança da tarifa for condicionada à sua efetiva prestação. “O recebimento de grandes montantes pecuniários a título de tarifa, sem que ocorra contraprestação, incentiva comportamento em sentido contrário. Deveras, é cômodo ao prestador de serviços não estender sua rede de atendimento, quando, independente da fruição do serviço, 100% do potencial mercado consumidor já foi conquistado, pagando por um serviço não prestado, que não gera prejuízos ou dispêndios”, diz a decisão.

27/11/2013 / 0 Comments
read more
06102012_urna_eletronica_TS_20200308-093536_1.jpg

Minirreforma eleitoral mexe em problemas latentes no Estado

Sem categoria

A minirreforma eleitoral aprovada na última quarta-feira (20) pelo Congresso, caso seja sancionada pela presidente Dilma Rousseff, pode passar a valer a partir das eleições de 2014, embora lideranças políticas e especialistas jurídicos afirmem que as mudanças não poderiam ser aplicadas na eleição do ano que vem, em respeito ao princípio da anualidade.   O juiz eleitoral Márlon Reis, que ficou conhecido nacionalmente por dar início ao processo, que criou a Lei Ficha Limpa, é quem afirma que alguns pontos da minirreforma podem sim ser aplicados já no pleito do próximo ano. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, dessa terça-feira (26), ele afirma que a legislação pode vigorar já em 2014, pois há precedentes de mudanças que passaram a valer a menos de um ano das eleições.    É o caso da Lei 11.300, de 2006, que vigorou na disputa daquele mesmo ano, independentemente do princípio da anualidade, já que não mexem no jogo eleitoral. Dois desses pontos, inclusive, foram problemas para a justiça eleitoral do Estado em 2012.   O primeiro ponto é o que limita um prazo de 20 dias de antecedência da eleição para a troca do nome e foto dos candidatos nas urnas. Isso evita que um ficha-suja seja substituído às vésperas da votação, indicando um aliado que receberia os votos dele.   Em 2012 houve duas substituições às vésperas da eleição no Estado em que os nomes dos antigos candidatos permaneceram nas urnas. Nos dois casos, os substitutos eram parentes dos candidatos que saíram do pleito. Em Montanha, no norte do Estado, o ex-prefeito Hercules Favarato (PMDB) foi substituído pelo filho, Ricardo Favarato. Já em Presidente Kennedy, no sul do Estado, o então prefeito Reginaldo Quinta (PTB) foi substituído pela sobrinha Amanda Quinta.    Outros deixaram o pleito às vésperas do prazo de substituição nas urnas, que hoje é de 15 dias e puderam ter os nomes modificados ou retirados. Em Alegre Rubens Tanure (PSD) desistiu do pleito. Em Ibitirama, Hisham Hatem (PDT) foi substituído por Valdir Ribeiro. Já em Alto Rio Novo, Maria Emanuela (PDT) substituiu Didi (PSDB).    A segunda mudança que poderia viger nas próximas eleições, limita a contratação de cabos eleitorais de acordo com o tamanho do eleitorado do município e pretende coibir a compra de votos disfarçada de prestação de serviços. Isso evitaria denúncias como já aconteceram no Estado de um número desproporcional de cabos eleitorais em relação à população do município. Como aconteceu, por exemplo, em Jaguaré na eleição de 2008, quando o então prefeito Evilázio Altoé (PSDB) teria, segundo denúncia na Justiça Eleitoral, contratado cerca de 1,9  mil cabos eleitorais para a campanha.    Além desses pontos, a  minirreforma aprovada pelo Congresso mantém a proibição de showmícios, distribuição de brindes e outdoors e amplia as restrições com propaganda em cavaletes colocados em vias públicas, a pintura de muros de imóveis e o envelopamento (plotagem) de veículos. Agora, só serão autorizados adesivos, de 50 cm por 40 cm, postos no vidro traseiro. 

27/11/2013 / 0 Comments
read more
271113_reuniao_romero_juca_jimmy_christian_senado.jpg

Sindicalistas se reúnem com Romero Jucá para discutir lei de greve

Sem categoria

Representantes de servidores públicos se reuniram nesta quarta-feira (26) com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), para discutir pontos da proposta do parlamentar que trata do direito de greve para servidores públicos. O senador admitiu modificar pontos do projeto, que deve ser levado à votação no dia 10 de dezembro.    Os sindicalistas pediram a retirada de pelo menos cinco pontos da proposta: a exigência do efetivo de 50%, 60% e 80% durante a paralisação; a definição de 22 categorias como serviços essenciais; o prazo de 15 dias de antecedência para a deflagração da greve; e a substituição de grevistas após decisão judicial que, em sua avaliação, na prática invalidam o direito dos servidores públicos.    Sem as modificações, a partir da regulamentação ficaria proibida a greve nas Forças Armadas, na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, exigindo que os demais profissionais de segurança pública atuem com 80% do contingente. Outras 22 categorias de serviços essenciais, como assistência médico-hospitalar e ambulatorial, distribuição de medicamentos, transporte público, defensoria pública, tratamento de água e esgoto e distribuição de energia devem, de acordo com o texto, manter 60% dos serviços.   A proposta estabelece que a greve deve ser comunicada à população com 15 dias de antecedência, pontuando os motivos e o atendimento alternativo que será oferecido.   O Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos) entende que a regulamentação da proposta, como está prevista atualmente, pode desmobilizar os trabalhadores. A legislação estadual de greve é considerada mais avançada que a federal, já que que a comunicação, por escrito, aos chefes dos três poderes públicos, à população e ao dirigente do órgão ou secretaria deve ser feita com antecedência mínima de 48 horas.    A norma estadual estabelece também que sejam mantidas equipes de servidores públicos, sempre que houver serviços e atividades em que a paralisação resulte em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades quando da cessação do movimento grevista; além da garantia do atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, assim entendidas aquelas que coloquem em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população.  

27/11/2013 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 4.089 4.090 4.091 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.