Nesta quarta-feira (27), a Defesa Civil divulgou um novo boletim sobre os estragos das fortes chuvas que castigaram nos últimos dois dias a Grande Vitória. De acordo com o órgão, há 23 pessoas desabrigadas e 48 desalojadas na região metropolitana. Domingos Martins, na região serrana, foi uma das localidades fora da GV mais afetadas pelas chuvas. A meteorologia prevê a diminuição do volume de chuva para a região metropolitana e o aumento no interior do Estado. Segundo a Defesa Civil, os desabrigados já estão em abrigos dos municípios, já os desalojados foram encaminhados para casa de parentes e amigos. As defesas civis trabalham para restabelecer a normalidade nos municípios. Os agentes trabalham na limpeza de edificações e ruas, desobstrução de estradas e orientação à população para o retorno seguro aos domicílios. Os maiores transtornos registrados até esta quarta-feira (27) foram constatados nos municípios da região metropolitana, em especial Vila Velha, Cariacica, Vitória e Serra. Segundo o órgão, os municípios de Bom Jesus do Norte, Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina, Fundão, Domingos Martins, Marechal Floriano, Guarapari, Anchieta, Rio Novo do Sul, Itapemirim e Piúma, além da Grande Vitória, devem ficar em estado de alerta nas próximas horas. Apesar da diminuição das chuvas na região metropolitana, a Defesa Civil alertou que está mantido o alerta de chuva fortes e risco alto de alagamentos na Grande Vitória, Domingos Martins, Marechal Floriano e Anchieta. Os avisos de alerta foram repassados para as coordenadorias municipais de Defesa Civil para que adotem as medidas preventivas com a brevidade que a situação requer. As defesas civis dos municípios afetados estão monitorando as áreas de risco.
Justiça mantém absolvição de militares denunciados por tortura em presídio
A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve, na última semana, a improcedência de uma ação de improbidade contra dois policiais militares denunciados pela prática de maus tratos contra detentos da extinta Casa de Custódia de Viana (Cascuvi), ocorrido no ano de 2007. Apesar das críticas ao expediente, o colegiado entendeu que a tortura não está inserida nas sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992). Durante o julgamento realizado no último dia 18, a relatora do caso, desembargadora Eliana Junqueira Munhós Ferreira, negou o recurso de apelação do Ministério Público Estadual (MPE), autor da denúncia, contra a decisão de 1º grau. A magistrada entendeu que “a figura do ímprobo não pode ser vista inteiramente dissociada da apoderação indevida de valores públicos”, o que não teria ocorrido no caso. “A despeito da inexorável reprovabilidade jurídica em âmbito criminal, cívico e moral que merece a tortura, a qual implica em negação total da pessoa enquanto ser encarnado, a prática da mesma, infelizmente, ainda não se subsome (está subordinado) a nenhum tipo [de crime] descrito pela Lei de Improbidade”, considerou a desembargadora, no acórdão do julgamento, publicado nesta quarta-feira (27). Em seu voto, Eliana Munhós afastou a tese do órgão ministerial de que a conduta dos militares poderia ser enquadrada no artigo 11 da norma, que considera como improbidade qualquer ato ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade e legalidade. “Não é possível acusar os militares como ímprobos com base no artigo, seja por conta da redação vaga do dispositivo – o que impõe extrema cautela em sua aplicação – seja porque nem toda ilegalidade pode, por razões lógicas, ser considerada um ato de improbidade administrativa”, afirmou. Na sentença de 1ª grau, prolatada em março deste ano, o juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Arion Mergár, julgou improcedente a denúncia contra os militares Wesley José Nunes Pinto, José Carlos Riguetti Guerra, Renato Gonçalves Damaceno e Ilson Ogênio de Jesus. Ele se baseou nos fatos das provas produzidas não terem comprovado o enriquecimento ilícito dos envolvidos, circunstância que afastaria a principal finalidade da lei, que seria o combate à corrupção e o desvio de dinheiro público. Na mesma decisão, Arion Mergár ponderou que os atos praticados pelos requeridos mereciam a punição adequada, desde que analisadas pela esfera penal. Ele citou que a Lei nº 9.455/97 trata especificamente dos crimes de tortura. Os militares foram acusados pelo Ministério Público de terem provocado maus tratos contra 18 detentos que haviam sido transferidos para a Cascuvi. A unidade prisional foi desativa em 2009 após vários denúncias de maus tratos contra detentos. Por conta de episódios semelhantes, o Espírito Santo foi denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), e à Organização das Nações Unidas (ONU), em 2010, pela precariedade no sistema prisional capixaba – que recebeu a alcunha de masmorras. Vários casos levados às Cortes internacionais tratavam de torturas ocorridas no presídio.
Cinema Estreias da semana
Aproveitando o sucesso na televisão, o personagem Crô chega agora aos cinemas. O mordomo atrapalhado interpretado por Marcelo Serrado é o protagonista do longa Crô, uma comédia que conta com participações especiais no elenco como Ivete Sangalo e Gaby Amarantos. Outra comédia que estreia é o Vovô Sem Vergonha, uma produção Jackass, conhecida pelos exageros. Para as crianças, estreia a animação espanhola Um Time Show de Bola, que em algumas salas será exibida em 3D e do diretor argentino de O Segredo dos Seus Olhos. O cine Jardins traz três filmes novos para a programação. A Jaula de Ouro, filme do diretor mexicano Daniel Quemada-Diez traz muitas referências do cinema de Fernando Meirelles, com quem ele trabalhou várias vezes. Jovem e Bela, dirigido por François Ozon, o drama francês conta a história a jovem Isabelle que divide o seu tempo entre a escola e o novo trabalho, como prostituta de luxo. Por último, o filme O Tambor, que deve fechar nossa Sessão Lumière em 2013. Os filmes entram em cartaz nesta sexta-feira (29). PRÉ-ESTREIA A Jaula de Ouro (La jaula de Oro, Mexico/Espanha, 2013, 108 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Diego Quemada-Diez. Com Brandon López, Rodolfo Dominguez, Karen Martínez. O drama segue as aventuras de dois adolescentes que buscam cruzar a fronteira mexicana para encontrar uma vida melhor nos Estados Unidos. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala2. 21h10. Apenas Sexta-feira ESTREIAS Um Time Show de Bola ( Metegol, Espanha/Argentina, 2012, 106 minutos, livre) Animação. Direção de Juan José Campanella. Com David Masajnik, Juan José Campanella, Pablo Rago. Desde garoto Amadeo é apaixinado por totó, tendo construído seus próprios jogadores e com eles ensaiado as mais diversas jogadas. Um dia ele é desafiado por Ezequiel, um arrogante garoto que vive se gabando por ser um exímio jogador de futebol de verdade. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 14h, 16h10, 18h30 e 20h50 DUBLADO. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 15h. Apenas Sábado e Domingo. Cinemark – Shopping Vitória: Sala1. 13h, 15h40, 18h10, 20h50 DUBLADO. Sala 7 (3D) 14h10, 16h40, 19h10, 21h50 (exceto sábado). Sábado e Domingo também 11h40. Cine Ritz Guarapari: Sala 1: 17h e 19h CineSystem – Shopping Boulevard: Sala 3. 14h20, 16h40, 19h Vovô Sem Vergonha (Jackass Presents: Bad Grandpa, EUA, 2013, 92 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Jeff Tremaine. Com Johnny Knoxville. Irving Zisman é um senhor de 86 anos que viaja ao redor dos Estados Unidos ao lado de seu neto Billy, de apenas oito anos. Durante o percurso ele permite que o garoto fume, ofenda as pessoas e beba bebidas alcóolicas, o que gera protestos das pessoas à sua volta. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20 (LEG). Sábado e Domingo também 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 e 21h20 (LEG). Cinemark – shopping Vitória: Sala 5. 13h10, 15h30, 18h e 20h30. Sábado e Domingo também 11h. CineSystem – Shopping Boulevard: Sala 2. 13h55, 15h55, 17h55, 19h55 e 21h55. Crô (Idem, nacional, 2013, 110 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Bruno Barreto. Com Marcelo Serrado, Alexandre Nero, Milhem Cortaz. Após herdar a fortuna de Tereza Cristina, Crodoalvo Valério, mais conhecido como “Crô” (Marcelo Serrado), está cansado da vida de milionário. Decidido a encontrar uma nova musa a quem possa dedicar sua vida. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 7. 15h30, 17h30, 19h30, 21h30. Sábado e Domingo também 13h30, 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 Cinemark – shopping Vitória: Sala 7. 12h40, 14h50, 17h10, 19h20 e 21h30. Sexta-feira e sábado também 23h40 Cine Rirz Guarapari: Sala 3. 17h30, 19h30 e 21h30 Cine System – Shopping Boulevard: Sala 5. 13h40, 15h40, 17h40, 19h40, 21h40 Infectados (Stranded, EUA, 2013, 88 minutos, 12 anos) Suspense. Direção de Roger Christian. Com Christian Slater, Brendan Fehr, Amy Matysio. Quando uma chuva de meteoros atinge uma espaçonave, quatro astronautas perdem contato com as bases na Terra e ficam presos no espaço. Além deste grande problema, eles percebem que eventos sobrenaturais esperam por eles no universo. CineSystem – Shopping Boulevard: Sala 1. 13h35, 15h35 e 19h35 DUBLADO. (LEG) 17h35, 21h35. Domingo, Sexta, Sábado também 17h35 Jovem e Bela (Jeune e Jolie, França, 2013, 94 minutos, 16 anos) Drama. Direção de François Ozon. Com Marine Vacth, Géraldine Pailhas, Frédéric Pierrot. A jovem Isabelle que divide o seu tempo entre a escola e o novo trabalho, como prostituta de luxo, mas um incidente irá fazer com que a sua mãe descubra as suas atividades secretas. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 17h20 e 19h20 Sobre o Amor e a Água Fresca (D'amour et d'eau fraîche, França, 2010, 90 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Isabelle Czaika. Com Anaïs Demoustier, Pio Marmai. Julie Bataille, 23 anos, está formada e procura um emprego de verdade, pois deseja não perder tempo com pequenos trabalhos. Em uma entrevista conhece Ben, que escolheu viver o dia-a-dia usando sua criatividade e fazendo pequenos contrabandos. Cine Metrópolis: 16h30, 18h20 e 20h SESSÃO LUMIERE O Tambor (Die Blechtrommel, Alemanha/Polônia, 1979, 162 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Volker Schlöndorff. Com David Bennent, Mario Adorf, Angela Winkler. Alemanha, anos 1920. Oskar Matzerath, uma criança excepcional, ganha um tambor de sua mãe ao completar três anos. Incomodado com alguns acontecimentos familiares e com o que acontece ao seu redor – incluindo a ascensão do nazismo -, Oskar decide não mais crescer. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h. Apenas Terça-feira
GTI Respira Vitória pode encerrar suas atividades nesta quarta
Nesta quarta-feira (27), às 14h, o Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) Respira Vitória levará à plenária três propostas para as Partículas Sedimentáveis (PS), único poluente que não foi definido em comum acordo por uma comissão tirada de dentro do GTI, que se reuniu nos dias 12 e 14 de novembro para um possível acordo para os padrões da qualidade do ar da Capital. Desde o fim das reuniões, que deveriam, mas não terminaram em acordo, a Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares do Espírito Santo (Famopes) prometeu levar sua própria proposta à plenária. A expectativa é de que essa seja a última reunião do GTI. Depois, a minuta do projeto de lei, com os padrões de emissões estabelecidos, que seguem, em maioria, os índices da Organização Mundial da saúde (OMS), será encaminhada ao plenário da Câmara de Vitória para votação. A proposta da Famopes para PS, poluente que não é regulamentado pela OMS, era de que a primeira meta, para a aplicação imediata após a entrada em vigor da lei, fosse de 7 g/m², chegando a 4 g/m² ao final dos nove anos de adequação. Esse padrão deveria valer apenas para as estações de coleta de dados da Ilha do Boi e do Hotel Senac porque, entre 50 e 80% do material ali coletado, provêm das empresas atuantes na Ponta de Tubarão, Vale e ArcelorMittal. Assim, esse padrão força as poluidoras a se adequarem. Entretanto, essa restrição incomodou à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), segundo a qual os padrões de PS também devem ser reduzidos nas outras estações, localizadas em outros bairros. Os poluentes que deverão estar dentro dos padrões internacionais para a qualidade do ar, assim que a lei entrar em vigor, são o monóxido de carbono (CO), que deverá ser de nove Partículas Por Milhão (ppm), num período de oito horas; dióxido de nitrogênio (NO2), que deverá ser de 200 microgramas por metro cúbico, em uma hora e de 40 microgramas por metro cúbico anual; e ozônio (O3), que deverá ser de 100 microgramas por metro cúbico, a cada oito horas. Já os outros terão metas progressivas para, em nove anos, ser alcançado o estabelecido pela OMS. O dióxido de enxofre (SO2), gás muito emitido pela ArcelorMittal, que causa doenças se associado à hemoglobina e no qual Vitória é campeã em concentração, não terá metas anuais, porque essas não são estabelecidas pela OMS. Assim, as metas para 24 horas começam aos 60 microgramas por metro cúbico e terminam no padrão internacional, de 20 microgramas por metro cúbico. Para as PM 10, o material particulado inalável, as metas anuais começarão em 35 microgramas por metro cúbico, seguidas de 27 microgramas por metro cúbico, chegando ao padrão da OMS, de 20 microgramas por metro cúbico. A média dessas partículas nos 13 anos de análises em Vitória foi de 27 microgramas por metro cúbico, a máxima foi em 2010, com 32 microgramas por metro cúbico, e a mínima em 2005, com 23 microgramas por metro cúbico. Já as metas das medições a cada 24 horas do mesmo material começam em 110 microgramas por metro cúbico e terminam no padrão OMS de 50 microgramas por metro cúbico. As Partículas Totais em Suspensão (PTS), compostas pelo pó de minério da Vale, pelo carvão da Arcelor e pelas emissões veiculares, terão uma margem de 20% a mais do que a média atual para o padrão diário, considerando que a frota veicular deve aumentar na Capital. O limite estabelecido foi de 150 microgramas por metro cúbico. A proposição da Famopes para a meta anual era de uma margem 10% superior à média, de 34 microgramas por metro cúbico, que seria de 50 microgramas por metro cúbico. Entretanto, o valor foi questionado pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), que propôs 60 microgramas por metro cúbico, valor que, como ressaltou Erayton Moreschi Junior, da Famopes, é quase 50% da média atual. Então, ficou acordado que a média anual para PTS será de um valor intermediário às duas propostas, 55 microgramas por metro cúbico, já que esse poluente também não é regulamentado pela OMS. Para as PM 2,5, partículas respiráveis, foi estabelecido que após três anos da entrada em vigor da lei os padrões deverão ser de 50 microgramas por metro cúbico em 24 horas e de 17 microgramas por metro cúbico anuais. Alexsander Silveira, coordenador do Centro Supervisório de Qualidade do Ar do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), garantiu na reunião para acordo dos padrões que as medições de PM 2,5 começarão em seis meses.
Começaram mal
O descaso da Enquet e do Futura às demandas da senadora Ana Rita, que pediu explicações aos dois principais institutos de pesquisa para tentar entender por que o seu nome não aparece nas pesquisas de intenção de voto para o Senado, é só uma amostra do que vem pela frente nas eleições de 2014. As empresas usaram estratégias parecidas para não responder aos questionamentos da senadora petista. A Enquet, de alguma maneira, tentou responder à senadora. Alegou, simplesmente, que o contratante da pesquisa, no caso, o jornal A Tribuna, não pediu a inclusão do nome da senadora no levantamento. Motivo? Não explicou. Pudera, não havia como explicar. Se a Enquet deu uma desculpa esfarrapada, o Futura nem sequer se preocupou em responder ao questionamento da senadora. Calou-se. Ora, os questionamentos de Ana Rita são pra lá de pertinentes. A senadora tem todo o direito de entender os motivos que levaram os dois institutos a excluí-la das pesquisas. Não justifica os institutos alegarem que a intenção de votos da senadora na sondagem estimulada é muito baixa. Não importa, mesmo que fosse próxima de traço, a obrigação dos institutos era incluir a senadora. Consta para os capixabas que Ana Rita faz um ótimo trabalho no Senado. Registre-se, anos luz à frente do que muitos figurões da bancada capixaba que falam muito, mas que no final conseguem cumprir muito menos do que prometem. A senadora petista tem feito um mandato equilibrado, reto, responsável. Tem tomada à frente de projetos importantes. Um dos destaques foi o trabalho da senadora no comando da CPMI da Violência contra a Mulher, cujo relatório final foi recentemente entregue à presidente Dilma Rousseff. O relatório final traz conclusões interessantes e perturbadoras, por exemplo, que o Espírito Santo é o Estado do País onde mais se mata mulheres. Ana Rita, com a bandeira dos direitos humanos em punho, fez um mandato pautado exclusivamente nos interesses da sociedade civil, sobretudo das minorias. Apenas por essas realizações, que legitimam o mandato da senadora, os institutos de pesquisa deveriam ter o mínimo de respeito e explicar decentemente por que ela foi preterida de todos os cenários eleitorais. As pesquisas, na ocasião das publicações nos dois maiores jornais do Estado, no mínimo, foram incoerentes. A deputada federal Rose de Freitas (PMDB), por exemplo, que também se declarou interessada na vaga ao Senado — diga-se, em tom muito menos eloquente ao da senadora —, aparece em um dos cenários do Futura. A exclusão do nome de Ana Rita nas pesquisas já dava margem para se concluir que houve segundas intenções em não incluí-la no levantamento. A tese sai do campo do persecutório e se torna mais plausível quando os institutos dão resposta esfarrapadas ou simplesmente se calam diante dos questionamentos da senadora. É um mau presságio. Só resta ao leitor/eleitor se preparar para interpretar os dados das pesquisas desses dois institutos com os dois pés atrás.
Campo inimigo
A reação solitária do prefeito de Cariacica, Juninho, na direção do prefeito de Vitória e presidente regional do PPS, Luciano Rezende, por conta do apoio antecipado da sigla ao presidenciável Eduardo Campos (PSB), é mais um movimento do jogo político instalado no Espírito Santo, onde dois grupos disputam espaço para a eleição de 2014. No mercado, Juninho é visto como instrumento do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) contra o governador Renato Casagrande. Contribui para essa interpretação o fato de o prefeito de Cariacica ter contato permanente com interlocutores do grupo de Hartung e não ter tamanho político para medir força com Luciano que, está mais do claro, tem controle absoluto do partido no Estado. Tem outra: Juninho sequer compareceu ao congresso do PPS e ainda quer berrar? Campo inimigo II No ano passado, a queda de braço iniciada por Juninho para obter o controle do PPS no Estado, ainda tinha algum sentido. Naquela época, o prefeito de Cariacica não estava tão mal das pernas como agora e, mesmo assim, não levou. Até o presidente nacional da sigla, Roberto Freire, já apareceu para fazer coro à decisão de Luciano, sobre o palanque nacional. 'Saia justa' A abertura da V Semana Estadual dos Direitos Humanos na próxima segunda-feira (2) promete. Veja quem irá receber, na ocasião, o Prêmio Estadual de Direitos Humanos: Rafael Nascimento Miranda, o Feijão. Lembra-se dele? 'Saia justa' II Foi Feijão quem, durante a III Conferência Estadual de Promoção de Igualdade Racial, fez uma manifestação inusitada e surpreendente tendo como alvo Casagrande, ao mostrar seu alvará de soltura e falar poucas e boas verdades para o governador. Ele está na lista de militantes dos movimentos sociais presos injustamente durante os protestos populares no Estado. Ótima oportunidade para pedir desculpas, hein, governador! Pra inglês ver O envio da prestação de contas do TCE para a Assembleia Legislativa foi lido no expediente da Casa nessa segunda-feira (25). É referente a 2012 e este ano. Operação Derrama deve estar no bolo, para mostrar serviço. Mas não deu em nadica de nada. Trio Por falar no Tribunal de Contas, dia desses, um evento no Salão Nobre do Palácio da Justiça, conseguiu reunir importantes lideranças que hoje torcem o nariz para Paulo Hartung (PMDB). O presidente do Tribunal de Justiça (TJES), Pedro Valls Feu Rosa – homenageado do dia -, o ex-presidente do TCE Sebastião Carlos Ranna, e o deputado estadual Marcelo Santos (PMDB). Termômetro A aliança PSB-PT-PMDB na eleição de 2014 é um arranjo que só interessa a Casagrande, único que sairia ganhando com a unanimidade. É o que pensa a maioria dos leitores de Século Diário que votaram em enquete finalizada nessa segunda-feira (25). Eles representaram 34% dos votos (123), de um universo de 361. Termômetro II A segunda alternativa mais votada, com 24%, foi a que considera a reedição desse modelo dependente das costuras nacionais, seguida daqueles (18%) que o consideram já ultrapassado – concordo! No entanto, 17% ainda acreditam que é possível manter a aliança, desde que o governador entregue o Senado ao PMDB e a vice ao PT; e 6% acreditam que esse arranjo interessa ao PSB e PT, porém, não é viável ao PMDB. Está aí uma “deixa” do que rola no mercado. Ferramenta A Prefeitura de Vitória comemora os números do Gabinete Online. Foi visto 1,5 milhões de vezes nas redes sociais, obteve 20 mil visualizações de seus vídeos, registrou quatro mil visitas ao site nas três edições de suas webconferências, e recebeu 74 propostas enviadas pela população. O próximo é em dezembro. 140 toques “Eu fico impactado com essa propaganda da Sedu: plágio descarado do nome e da logomarca da Rede Sustentabilidade. Pode? Até Quando?”. (Roberto Beling – articulador da Rede no Estado – no Twitter). PENSAMENTO: “Não podes ter um espírito generoso e valente, se tua conduta é mesquinha e covarde; pois quaisquer que sejam as ações de um homem, tal deve ser o seu espírito”. Demóstenes
A função do movimento
A classe trabalhadora deve ficar atenta às suas direções sindicais, porque elas perderam o sentido do movimento em si, que era a busca da igualdade social e a melhoria de vida não só para a classe trabalhadora, mas para a sociedade como um todo. A CUT foi criada para a busca dessa igualdade entre as categorias. Para que isso seja conquistado é preciso que os sindicatos trabalhem para que haja um acúmulo no âmbito sindicato de aspectos culturais, políticos e sociais para que o serviço oferecido seja de qualidade, ampla e significativa, de transformação. Os trabalhadores devem ter uma elevação de seu plano cultural para tomada de consciência, se preparando para o novo debate social. O trabalho mudou, a sociedade mudou, mas o sindicato não. Ficou parado no tempo, adotando uma política ultrapassada que não atende mais às demandas da nova classe trabalhadora. Por isso, o esvaziamento dos sindicatos. Não há representatividade para essa nova realidade que enfrentam os trabalhadores, e por que não, o empresariado. Neste embate, quem tem nadado de braçada é o capital. Isso porque, o sindicato tem se pautado apenas na agenda econômica e pessoal. Não se vê mais a presença do sindicato nas comunidades, nas associações de moradores, nos movimentos sociais e internamente, acabou até com as comissões de negociação. Tudo passa por esse afastamento da sociedade, que levou a própria população a tomar as ruas em este ano, cobrando mais representatividade. Os sindicatos fazem parte desta institucionalidade que deixou de ouvir as ruas e por isso sua imagem se enfraquece com a sociedade. Se os governos e o parlamento precisam se reinventar para a nova democracia, o sindicato também precisa. Se não entender que o momento histórico é outro e que a velha política não atende mais, o sindicato está assinando sua própria sentença de morte.
O ‘M’ da questão
O presidente Lula colocou a mão na eleição no Espírito Santo, acabando com a incerteza sobre o palanque do PMDB no Estado. Não será Ricardo Ferraço o candidato, de novo. O ex-governador Paulo Hartung foi o escolhido para puxar o palanque da presidente Dilma Rousseff no Estado. Imediatamente, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, declarou o apoio do PPS estadual à candidatura de Eduardo Campos. Isso pareceu uma resposta do governador Renato Casagrande à movimentação petista, já que Luciano é seu aliado de primeira linha. Diante desse cenário, que delimita muito bem os espaços com PT e PMDB de um lado e o PSB com o PPS e mais uma fila de partidos do outro. Resta o questionamento: qual será a posição do senador Magno Malta (PR) na eleição do próximo ano. Recentemente, Malta se reuniu com a presidente Dilma, assim como fizeram Hartung e Ricardo. Casagrande, Dilma não quer ver nem pintado de ouro, mesmo ele jurando que ficará neutro. Malta ofereceu o palanque e lembrou que enquanto Hartung recomendava que ela calçasse as sandálias da humildade, ele, Malta rodou não só o Estado como o País para pacificar as coisas entre a então candidata de Lula e o seu fiel público evangélico. Mas em tempos de risco à reeleição de Dilma, o PT preferiu o pragmatismo, mantendo forte a aliança com o PMDB, que em nível nacional está consolidada, no intento de isolar os palanques socialistas nos Estados. De certo mesmo, Malta tem o apoio do PSC e um discurso poderoso. É popular e tem um perfil conservador, igual ao do eleitorado capixaba. Mas está isolado. Tergiversa sobre a possibilidade de disputar o governo do Estado para ganhar tempo, mas sabe que não há como evitar a disputa, já que seu nome é cotado, o palanque com o candidato ao Senado forte já está montado e o discurso de combate à unanimidade já está pronto. Dos outros lados, Magno é visto como um risco. O abismo criado nas nacionais entre PSB e PT+PMDB inviabiliza uma união de Casagrande e Hartung para evitar o republicano. Está ficando cada vez mais difícil acreditar em um cenário em que Malta não dispute o governo do Estado. E aí estamos falando em uma disputa de segundo turno. Não se sabe com quem enfrentando quem. Mas que haverá, haverá. Fragmentos: 1 – Dia de chuva forte é dia de colocar o termômetro do capital eleitoral dos prefeitos da Grande Vitória para funcionar. Muito administrador já viu seu prestígio político escorrer com a enxurrada. 2 – O caso do helicóptero do filho do Zezé Perrela carregando cocaína faz refletir sobre o tipo de relacionamento que a classe política tem com o tráfico de drogas. 3 – A coluna não se refere ao uso de drogas e sim ao financiamento de políticos pelo tráfico. Bom, ele alega que o helicóptero foi “roubado”, mas, convenhamos, roubar um helicóptero não é como roubar uma moedinha no cofrinho da vovó.
Comissão especial visita o Sapê do Norte por soberania alimentar
A Comissão Especial “Direito Humano à Alimentação Adequada” está realizando, nesta terça-feira (26), uma missão in locu na região quilombola do antigo território do Sapê do Norte, que compreende os municípios de São Mateus e Conceição da Barra. Sapê do Norte agrupa 39 comunidades quilombolas e é localizado no extremo norte do Espírito Santo. A Comissão Especial Direito Humano à Alimentação Adequada está ligada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e é formada por representantes de todo o país. O representante da Defensoria Pública Federal que integra a comissão, Claudionor Leitão, confirmou em reunião que antecedeu a visita, nessa segunda-feira (25), a denúncia de uma situação permanente de insegurança alimentar e nutricional nas comunidades quilombolas, agravada pelo extensivo cultivo do eucalipto na região. Uma visita já havia sido feita na região em 2008, pela Comissão Especial de Monitoramento de Violações ao Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA), ligada ao Conselho de Defesa da Pessoa Humana. A visita foi motivada por documentos de denúncia produzidos na Escola Popular Quilombola de Educação Política e Ambiental, que identificava a devastação provocada pela monocultura de eucalipto da Aracruz Celulose (Fibria) como a principal causa do problema. A Escola Popular é um projeto da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) do Espírito Santo em parceria com a Comissão Quilombola do Sapê do Norte. Em 2009, essa comissão constatou que as plantações de eucalipto estão diminuindo a quantidade de água disponível e que os quilombolas entrevistados têm medo de consumir a água, devido à contaminação por agrotóxicos. Além de sofrerem violação ao direito à alimentação adequada, os quilombolas estão submetidos à violação do direito à terra e ao território; do direito à água; e do direito humano ao acesso à Justiça e ao tratamento igualitário perante a Justiça. O documento destaca que os quilombolas dos municípios de São Mateus e Conceição da Barra “estão submetidos a diferentes e sistemáticas violações de direitos humanos. Essas violações são produzidas pela conjugação entre atuação e especialmente omissão de diferentes agentes estatais, no âmbito dos três níveis de poder, em suas três esferas, constituindo-se em impeditivos a uma vida com dignidade das comunidades quilombolas”. No ano passado, a comissão voltou a se reunir para avaliar os desdobramentos das denúncias relativas à insegurança alimentar dos quilombolas. A representante da Comissão Quilombola do Sapê do Norte não conseguiu chegar a Brasília, mas foi possível analisar brevemente o quadro de respostas dos órgãos públicos aos ofícios enviados pela Comissão de Direito Humano à Alimentação, cobrando o cumprimento dos acordos estabelecidos em audiência pública de 2010, em Conceição da Barra, organizada pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual. Os retrocessos na titulação de comunidades que já estavam em processo mais avançado – inclusive com a declaração de nulidade em certos casos – chamaram a atenção dos membros da comissão, que devem tomar providências, como relatou à época Vanessa Schottz, do Programa Nacional de Agroecologia, Segurança Alimentar e Economia Solidária da Fase. Levantamentos No começo deste mês, a Fase-ES fez um estudo sobre as condições de segurança e soberania alimentar de comunidades quilombolas da região do Sapê do Norte. Neste estudo, foi apontado que a monocultura extensiva de eucalipto, responsabilidade exclusiva da Aracruz, é a principal causa da perda das condições nutricionais e da erosão cultural das famílias quilombolas e pelos impactos à saúde, principalmente por conta do uso de agrotóxicos e do empobrecimento da terra de cultivo; e mudanças no regime alimentar e na cultura tradicional desse povo. A falta de água limpa e solo fértil também prejudica a subsistência dessas comunidades. No estudo, foi constatado que as novas gerações de quilombolas têm uma variedade alimentar bem menos diversa do que aquela rica e variada da qual dispunham os quilombolas mais velhos quando crianças. A Fase apontou que “a variedade alimentar está aos poucos se perdendo, em troca de uma uniformização industrial da dieta de todos”. Devido à dificuldade para produzir seus próprios alimentos, os quilombolas são obrigados a recorrer aos supermercados, nos quais, devido à pouca renda, podem comprar pouco e nem sempre o que há de melhor qualidade. Dessa forma, as crianças passam a não compartilhar da mesma cultura alimentar de seus antepassados. Uma solução emergencial foi criada pelo governo federal, que distribui cestas básicas. Mas isso acontece em apenas sete das 39 comunidades quilombolas da região, o que, segundo a Fase, configura “uma violação do direito de todas à alimentação”. A Fase ressalta ainda que a Aracruz vem, desde 1960, ano em que se instalou no Estado, devastando grande parte da Mata Atlântica, expulsando comunidades rurais tradicionais de suas terras e enchendo o território de eucalipto. A monocultura dessa planta compromete os estoques de água existentes no solo e os agrotóxicos usados nesse tipo de exploração contaminam os recursos hídricos e a terra. Só para se ter uma ideia do impacto da Aracruz nessa região, até os anos 70, 12 mil famílias quilombolas habitavam comunidades rurais. Atualmente, a Comissão Quilombola do Sapê do Norte calcula 1.500 famílias existentes. Mesmo com essa invasão agressiva, os quilombolas mantêm estratégias de resistência na região. Iniciativas como os quintais produtivos agroecológicos e o trabalho de resgate de variedades de sementes e mudas, que vêm sendo feito em conjunto pela Fase e a Comissão Quilombola do Sapê do Norte capixaba, são exemplos disso. Beiju O evento anual que marca a luta quilombola pela recuperação do território explorado pela Aracruz, o 10º Festival do Beiju, foi realizado nesse final de semana na comunidade quilombola de São Domingos, uma das que compõem o Sapê do Norte. Missa dos Quilombos, apresentações de grupos folclóricos, com reis de boi e jongo; oficinas de capoeira, artesanato e trança marcaram os dias do festival, que também deve discussão política. Sob o lema “Terra titulada, meio ambiente preservado”, foram feitas discussões em torno da retomada do território quilombola. Elda Maria dos Santos, uma das lideranças quilombolas da região, mais conhecida como Miúda, falou sobre o
Passada a polêmica sobre emendas individuais, Finanças aprova LOA 2014
Depois de muita polêmica sobre o valor das emendas individuais destinadas aos deputados estaduais, finalmente a Comissão de Finanças da Assembleia (foto) aprovou, na tarde desta terça-feira (26), o Projeto de Lei 307/2013, que trata do orçamento do Estado para 2014. Com uma estimativa de receita de R$ 15,5 bilhões, a matéria teve sua votação na comissão adiada por falta de entendimento entre os deputados. Nessa segunda-feira (25) houve até um bate-boca entre os deputados Paulo Roberto (PMDB) e o relator da matéria, Atayde Armani (DEM). Para os meios políticos, o interesse eleitoral foi um dos motivos do impasse para a votação. Além dos já tradicionais abusos na indicação das emendas individuais, ultrapassando o limite estabelecido de R$ 1,5 milhão por parlamentar, este ano a novidade foram as “emendinhas”, uma espécie de provocação dos deputados descontentes com o Executivo. Alguns parlamentares indicaram verba de R$ 1 mil, pedindo a complementação do Executivo para obras estruturantes, compra de equipamentos agrícolas e veículos para atendimento médico, o que deixaria uma conta para o governo muito alta. O próprio presidente da Assembleia, deputado Theodorico Ferraço (DEM), é autor de dezenas de “emendinhas”. Ele disse que a manobra é normal, uma maneira do parlamentar registrar o interesse em uma obra. O líder do governo, deputado Elcio Alvares (DEM), e o secretário-chefe da Casa Civil, Tyago Hoffmann, entraram em cena nessa segunda-feira (25) para tentar dirimir os problemas. Conseguiram adiar a votação para esta terça e a aprovação do projeto, que já estava preocupando o governo, já que o projeto precisa ser aprovado no plenário da Assembleia antes do recesso parlamentar. Nesta terça-feira, o deputado José Esmeraldo (PMDB) solicitou a votação em bloco da retirada de todas as “emendinhas”. A maioria dos parlamentares (4 votos a 3) votou pela aprovação da retirada das emendas. O projeto traz uma receita de R$ 15,5 bilhões, sendo R$ 10,1 bilhões do Tesouro Estadual e com investimento garantido de R$ 2,6 bilhões. As pastas que terão maior incremento em relação a 2013 são cultura, com um acréscimo de 94,93%, e esporte e lazer, com um aumento de 89,5%. O deputado Paulo Roberto (PMDB), que pediu vista do projeto na reunião de segunda-feira (25), apresentou nesta terça relatório substitutivo para que prevê que parte dos R$ 244 milhões do orçamento destinados à quitação dos precatórios seja destinada ao pagamento dos 11,98% dos servidores da Assembleia. Atayde Armani incluiu em seu relatório o parágrafo substitutivo de Paulo Roberto que trata sobre precatório e os deputados aprovaram a substituição por unanimidade. Também foi incluída no relatório a emenda de Euclério Sampaioi (PDT) para a construção do Hospital Geral de Cariacica – e que havia sido rejeitada no parecer de Armani – fosse votada em destaque. A emenda do pedetista que destina R$ 10 milhões para a construção do hospital foi aprovada pela maioria dos deputados e incluída ao projeto, mesmo ultrapassando o valor de R$ 1,5 milhão que cabe a cada parlamentar. O Projeto de Lei 307/2013 recebeu 1.129 emendas parlamentares. Dentre elas, 11 foram parcialmente acolhidas, 19 foram retiradas pelos próprios autores, sete foram rejeitadas pelo relator e todas as emendas que eram de até mil foram também rejeitadas.