Rogério Medeiros e Renata Oliveira Fotos: Gustavo Louzada/Porã A ida do professor Max Dias para a disputa do segundo turno do Processo de Eleições Diretas (PED) do PT de Vitória contra o secretário de Turismo, Alexandre Passos, no próximo dia 24 de novembro, pegou muita gente de surpresa, principalmente, o próprio Alexandre, já que sua eleição para a presidência do PT de Vitória era dada como certa no primeiro turno. Século Diário quis saber quem é o jovem petista que desbancou o aparelhamento da Democracia Socialista (DS) e o poderio político de João Coser e, de quebra, superou o poder econômico do grupo do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Carlos Nunes, na disputa do diretório municipal mais importante do PT. Nesta entrevista, Max Dias fala sobre a construção do campo político formado pela Juventude e dissidentes de várias correntes petistas. Fala também sobre o entendimento de que a atual política de cúpula do PT do Estado enfraqueceu o partido e afastou suas lideranças da rua. Século Diário – Quem é Max Dias? Max Dias – Eu sou formado em Comunicação Social pela Ufes [Universidade Federal do Espírito Santo], fiz mestrado em História e depois licenciatura na Serra Vix. E minha trajetória se dá dentro dos movimentos de juventude. Faço parte do Coletivo Brasil de Comunicação Social, o Intervozes. Sou também diretor de comunicação do Observatório de Juventude, que é uma instituição que debate e propõe políticas de juventude para o Espírito Santo, um dos estados mais violentos do País para os jovens, no trânsito, que diz respeito à classe média, e o homicídio de jovens negros, o que é mais complicado. Não sou um militante antigo do Partido dos Trabalhadores, mas o partido foi um dos objetos de estudo do meu mestrado. Conheço e diálogo com o PT há muito tempo. Trabalhei na gestão do partido em Vitória, coordenando o Centro de Referência da Juventude. – E a sua filiação propriamente dita. Quando você foi para o PT? – Tem pouco mais de dois anos que estou no PT. Nessa trajetória no Centro de Referência da Juventude, a turma da Juventude do PT veio conversar comigo, pelo reconhecimento do trabalho do centro, e me propuseram uma situação. A ideia é a de retomar algumas trajetórias do PT. Os jovens entendem que o partido deu uma contribuição importante para o País, fazendo coisas que outros governos não conseguiram ou nem imaginaram fazer, mas existe a noção de que essa trajetória tem um limite. Então, começamos o debate entendendo que a transição geracional era importante no PT. Não é por acaso que depois do PED o Lula deu entrevista dizendo que o partido precisa dialogar com a juventude. E, pensando nisso, começamos a nos organizar com o objetivo de chegar a esse PED com uma certa estrutura para ter condição de disputar. A Juventude não propôs, lá atrás, que eu fosse essa figura para encabeçar a chapa, me convidou para ajudar a construir. Fiquei motivado, percebendo que o PT no Estado tem ido mal, não do ponto de vista de gestão, porque eu avalio que a gestão do João [Coser] na questão social avançou muito. O Centro de Referência da Juventude serviu de exemplo para vários estados do País. – Mas a análise das filiações do partido mostra que o PT envelheceu, há poucos jovens. – Isso é um fato, uma constatação. Eu cheguei à universidade em 2002, no início do governo Lula, e eu estava na universidade depois de todo o problema interno que gerou a divisão dentro do partido e surgiu o Psol. Para a juventude, aquele momento foi muito difícil, muitos jovens romperam com o PT e foram para o Psol. A Ufes tem um quantitativo de jovens do Psol muito grande, no Brasil, não necessariamente é assim. Aqui se tornou um movimento muito forte. E para a gente recuperar esse espaço, é muito difícil. – A juventude foi para o Psol e o PT não soube atrair novos filiados. – Nesse processo de ruptura eles ficaram enfraquecidos. A Força [Força Socialista – corrente petista mais radical que tinha no Estado, dentro do PT, como grande expoente a ex-deputada Brice Bragato], da Brice, separou , então grande parte da juventude era ligada à Força e muitos que estavam nessa tendência, com a ruptura, foram para o Psol. Muitos voltaram, nem tão jovens assim, mas viram que também há dificuldade no Psol. – Mas a juventude hoje vai até um pouco mais tarde. E como é essa juventude? – Trabalhamos com uma perspectiva de 15 a 29 anos. É uma juventude que demora mais a cortar o cordão umbilical, fica na casa dos pais até mais tarde, muitos por causa dos estudos, querem cursar a faculdade e, ficando com os pais, é mais fácil. – Mais fácil muito por causa do governo petista… – Claro, mas fazemos uma análise também de que esse governo de coalisão que permitiu esses avanços, também trouxe essa juventude para um outro patamar social, mas dentro de uma lógica de consumo. O fenômeno da classe C está estabelecido sobre uma sociedade de consumo e a perspectiva que temos é de que a ruptura com esse tipo de modelo é necessária, inclusive para o novo País que nós queremos e para que o PT permaneça como uma força dentro do cenário político brasileiro. Reconheço nossas limitações, mas também reconheço nosso potencial e o PT continua fazendo debates importantes e propondo coisas importantes para o Brasil. Muitos partidos apostaram que depois do episódio do mensalão, o PT se exauriria, se esvaziaria no processo político, e esses partidos de esquerda tomariam o espaço do PT. Isso não aconteceu. Com todos os embates internos que o PT tem, ainda temos forças importantes que se alinham em determinado momento e se afastam em outros, mas que continuam propondo o debate interno. E nossa candidatura em Vitória mostrou isso. A quantidade de pessoas que votou no processo não foi tão grande, mas esperamos que seja maior no
Justiça Federal anula punição contra advogado por oferecer atendimento virtual
O juiz da 3ª Vara Federal Cível de Vitória, Roberto Gil Leal Faria, julgou procedente uma ação ordinária movida pelo advogado Gustavo Bassini Schwartz contra uma punição disciplinar aplicada pela seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES). Na decisão da última semana, o magistrado anulou a punição pelo oferecimento de serviços advocatícios por meio de site na internet, expediente que foi entendido pelo juiz como legal. Apesar disso, a sentença manteve outro procedimento aberto contra o advogado pela seccional paulista da Ordem (OAB-SP). Na decisão, o juiz federal considerou que a oferta de consultorias jurídicas pela internet, razão inicial para a abertura dos dois procedimentos – o primeiro em São Paulo, em 2004, e o segundo na seccional capixaba, em 2006, é uma prática legal diante das novidades tecnológicas. “Não vislumbro a irregularidade noticiada, na medida em que a evolução do ‘mundo virtual’ nos permite a prática de inúmeros atos, sendo dispensada a presença física dos envolvidos”, avaliou. Leal Faria entendeu que a Constituição Federal permite o livre exercício das profissões, inclusive, da advocacia: “A virtualização no âmbito do Judiciário, embora ainda pendente de aperfeiçoamentos, deve ser vista como uma tentativa de conferir maior celeridade ao trâmite dos feitos, além de garantir a segurança das informações armazenadas, o que nem sempre é alcançado com os autos de papel tradicionais. Quanto a isso não há dúvidas. Neste contexto, defender a ilegalidade do exercício da atividade de consultoria ou de assessoria jurídicas na forma eletrônica vai de encontro ao raciocínio exposto logo acima”. O juiz federal avaliou que o “cliente que opta consulta eletrônica encontra os mesmos riscos de uma consulta presencial”, como, por exemplo, a prestação dos serviços de forma ineficiente, infração que, segundo ele, deveria ser perseguida pela OAB. Na análise dos dois procedimentos administrativos, o magistrado não vislumbrou a existência da suposta falta disciplinar do advogado no oferecimento dos serviços, que não seriam vedadas pela Ordem. Entretanto, o juiz manteve um trecho da punição imposta ao advogado Gustavo Bassini, no procedimento da OAB/ES, onde foi acusada por uma cliente de ter recebido os honorários sem a prestação dos serviços. Na ação ordinária, Bassini alegou que teria entrado em contato com a cliente e se comprometido com a devolução do depósito – no valor de R$ 250,00 – e, ainda assim, a prestação da consultoria. Contudo, Leal Faria observou que “não há prova nos autos de que a promessa foi cumprida”. “O autor (advogado) também alegou problemas com os provedores, o que teria prejudicado a prestação do serviço. Todavia, também não há comprovação nos autos. Não obstante, entendo que a existência de tais problemas não serve de argumento para uma prestação defeituosa do serviço. Se o autor pretende se utilizar da internet para tanto, também deve assumir os riscos inerentes ao negócio, cercando-se de ferramentas que ofereçam suporte ao cliente interessado. Considero, portanto, acertada a conclusão no sentido de que o serviço prestado pelo autor foi deficiente, e ainda, que houve o recebimento de quantia sem a correspondente contraprestação”, diz a decisão. Sobre o mesmo procedimento disciplinar, o juiz federal afastou a hipótese de perda da pretensão punitiva, que seria de cinco anos após a punição. Com isso, a decisão da Justiça Federal determina o cancelamento da pena anteriormente aplicada pela OAB/SP e a revisão de todo processo, inclusive, com o atendimento ao contraditório, para que “seja considerado como irregularidade tão somente o recebimento de honorários sem a devida contraprestação”. O juiz federal condenou todas as partes envolvidas ao pagamento de honorários advocatícios, sendo que o advogado Gustavo Bassini foi beneficiado pela gratuidade pelo fato de ter ficado impedido de exercer sua atividade profissional em razão das penalidades que lhe foram aplicadas. Já o OAB/SP deverá pagar R$ 7,5 mil ao advogado do autor da ação, enquanto a OAB/SP foi condenada a pagar R$ 15 mil para a defesa de Bassini. A sentença do juízo da 3ª Vara Federal Cível de Vitória ainda cabe recurso.
Doze celulares são encontrados em unidade que receberá presos federais
As penitenciárias de segurança máxima do Estado, apesar da nomenclatura, ainda registram fugas de presos que, por estarem nessas unidades, deveriam ter uma gestão de segurança mais rígida, mas o sistema apresenta falhas crônicas. No último domingo (10), por exemplo, um preso da Penitenciária de Segurança Máxima I (PSMA I), em Viana, administrada pelo Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap), fugiu da unidade. Para empreender a fuga o detento usou uma estratagema simples, até meio ingênua, mas funcionou. No dia de visita, o preso pintou a calça do uniforme de preto e saiu tranquilamente junto com os visitantes pela porta da frente do presídio. A fuga só foi detectada no dia seguinte, quando uma equipe da Diretoria de Segurança Prisional (DSP) foi à unidade realizar a contagem dos presos e constatou a falta do detento. Já na PSMA II, uma inspeção encontrou, também nesta semana, 12 celulares, o que demonstra que a entrada destes aparelhos ainda persiste, mesmo em unidades de segurança máxima. É para a PSMA II que devem ser transferidos os presos que estão em prisões federais e tiveram o retorno determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze, que teve como base o julgamento de um Conflito de Competência, em que outro apenado foi também beneficiado, e, assim, abriu precedente para todos os presidiários capixabas que cumprem pena em outros estados há mais de dois anos retornarem. O retorno destes presos – considerados de alta periculosidade – deve acontecer inevitavelmente, já que o STJ vem decidindo pela volta dos presos que ficam em prisões federais acima do tempo determinado pela Lei da Execução Penal (LEP). O que cabe ao Estado é realizar a adequação das unidades de segurança máxima para que estes presos possam cumprir sem que voltem a interferir nos crimes que os colocaram na prisão. A Lei 11.671/08, que dispõe sobre a transferência e inclusão de presos em estabelecimentos penais federais de segurança máxima, diz, no primeiro parágrafo do artigo 10, de maneira clara, que o período de permanência do preso nessas unidades não pode ser superior a 360 dias. A prorrogação deste prazo é feita em caráter excepcional, mas o governo do Estado trata a questão como regra e consegue, por meio de recursos, manter esses presos nos estabelecimentos. O fato acontece quando, encerrados os 360 dias, a Justiça nega o pedido de prorrogação da estadia e o Ministério Público entra com recurso de conflito de competência, levando o caso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que a qualquer momento pode determinar que os presos sejam transferidos de volta para unidades do Estado. Por isso, a necessidade de se conhecer os casos e preparar as unidades. A orientação dada à Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e de Execução de Medidas Socioeducativas (GMF) é que o Estado providencie as vagas para estes presos e que tenha efetivo de agentes penitenciários que possam garantir o cumprimento da pena com segurança. O Estado investiu, desde 2009 para cá, mais de R$ 600 milhões na construção e modernização do sistema prisional, que foram anunciadas como unidades de padrão internacional – cópia do modelo (ultrapassado) norte-americano. Apesar do investimento, a Secretaria de Justiça alega que não ter condições de receber seus presos. Em vez de resolver o problema e preparar as unidades para receber presos de alta periculosidade, a Sejus, com o apoio do Ministério Público Estadual, preferem empurrar o problema com a barriga, e tentar reverter o retorno dos presos.
Juíza extingue pena de militar condenada por ameaça à deputada Aparecida Denadai
A juíza da 3ª Vara Criminal de Vila Velha, Adriana Costa de Oliveira, determinou, na última terça-feira (13), a extinção da punibilidade ??? quando o Estado perde o direito de impor sanção penal ??? contra a major da Polícia Militar, Fabrízia Morais Gomes da Cunha, condenada pelo crime de ameaça cometido contra a deputada estadual Aparecida Denadai (PDT). Na decisão, a magistrada reconheceu a prescrição da pena em função do caso ter sido julgado somente mais de cinco anos após o recebimento da denúncia. No mês de agosto último, a mesma juíza havia condenado a policial à pena de um ano de reclusão, em regime aberto, pela suposta intimidação a parlamentar durante uma audiência do Caso Denadai, em julho de 2002. A militar era casada com um dos suspeitos de envolvimento no assassinato do advogado Joaquim Marcelo Denadai, irmão da parlamentar, ocorrido naquele mesmo ano. ???A pena aplicada ao acusado foi de um ano de reclusão. Assim, a prescrição retroativa se dará se, entre os marcos interruptivos da prescrição, passarem-se mais de 04 anos. Forçoso, portanto, o reconhecimento da prescrição, eis que retroagindo-se da data da publicação da sentença condenatória recorrível (05 de agosto de 2013), até a data do último marco interruptivo da prescrição, o recebimento da denúncia, em 27 de outubro de 2006, passaram-se mais de cinco anos???, explicou. Desta forma, a juíza concluiu pela extinção de todas as penas impostas à militar, além da pena restritiva de liberdade, o pagamento também de multa civil pelo crime. Apesar da possibilidade de recurso, a decisão da juíza Adriana Costa não deve ser reformada, já que a prescrição se baseia apenas no cálculo das datas do processo. Os autos do processo foram encaminhados para o Ministério Público Estadual (MPE), que assina a denúncia do caso. Denúncia De acordo com a ação penal (035.02.045542-0),a vítima (Aparecida Denadai) teria comparecido ao fórum do município para prestar depoimento no processo que apurava a morte do irmão. Enquanto aguardava o momento da oitiva, a militar teria se aproximado da parlamentar e colocado uma mão na ???cintura???, enquanto olhava fixamente para ela. Em depoimento à Justiça, Aparecida afirmou que os dois agentes federais que faziam a sua segurança, já que era alvo de ameaças de morte em função do caso envolvendo o advogado, teriam se aproximado dela. Entretanto, as ameaças teriam acabado após a interferência da juíza que presidia a audiência, que determinou a retirada imediata da major da PM da sala. O fato acabou sendo confirmado pelas testemunhas, entre elas, um dos policiais que estavam na segurança da hoje parlamentar. Durante a instrução do processo, a major Fabrízia e o advogado que participava da defesa do marido da militar alegaram que não houve ameaça. As testemunhas de defesa afirmaram que Aparecida teria impedido a passagem da policial no acesso à sala de audiências, porém, as testemunhas entraram em contradição sobre o momento do ???esbarrão???: uma afirmou que foi na entrada, e outra na saída da audiência. Apesar de a militar também negar em juízo que estava armada na ocasião, a juíza Adriana Militar entendeu que ???ainda que estivesse desarmada, portando apenas o coldre, o gesto intimidatório restaria bastante claro, considerando que a finalidade deste é abrigar arma de fogo???. Desta forma, a caracterização do crime de coação (ameaça) ficaria comprovada mesmo a comprovação de que a militar causaria algo injusto contra a vítima, mas apenas o ato de intimidação por parte do réu. ???O crime de coação no curso do processo busca punir aquele que usa de violência ou grave ameaça para coagir pessoa envolvida em processo judicial, policial, administrativo ou juízo arbitral. […] Tem-se, ainda, que a gravidade da ameaça desferida há de ser analisada sob o viés da vítima, de modo a aferir-se se, de fato, abalou-lhe a tranquilidade de espírito e a sensação de segurança e liberdade, notadamente no desempenho de função em processo judicial???, diz a sentença inicial.
Em nota, comitê aponta retrocessos do Código da Mineração
Nota divulgada pelo Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração se opõe ao relatório preliminar do deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), relator do novo Código da Mineração na comissão especial que discute a matéria no Congresso Nacional. Para a entidade, a proposta é um “ataque frontal aos interesses da sociedade civil”, já que não apresenta uma estratégia de reconhecimento dos direitos sociais e ambientais e trata territórios como “áreas livres” para os interesses das mineradoras. O comitê repudia a proposta, primeiramente, apontando que o novo projeto ficou ainda mais desequilibrado ao colocar a mineração como uma “prioridade absoluta” e define como um absurdo a proposta de que demarcações indígenas, criação de unidades de conservação, assentamentos rurais e definição de comunidades quilombolas sejam submetidas à Agência Nacional de Mineração (ANM). O comitê apontou um retrocesso no processo de concessão de jazidas, que enfraquece o modelo licitatório ao adotar o sistema de autorização e prioridade – “quem faz a requisição primeiro fica com a concessão” – e também diminui o poder do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no mapeamento geológico do território nacional. As organizações que compõem o Comitê ainda descreveram uma “relação indecente entre a mineração e o mercado financeiro”, que permite a penhora dos direitos minerários e institui os Títulos Minerários, ferramentas de crédito que “poderão ser negociadas nos mercados de bolsa e de balcão como ativos financeiros”, “isentos de Imposto de Renda das Pessoas Físicas e Jurídicas”. Com isso, apontam, muitos empresários poderão buscar financiamentos públicos e privados para seus negócios por meio de suposições e especulações. Para o comitê, o projeto é produtivista, porque garante investimentos e subtrai empecilhos do ramo, promovendo a competição de mercado em detrimento de ações socioambientais para o bem-estar social, uma troca que pode deixar “mais prejuízos do que benefícios”. A entidade aponta que Quintão foi um dos que mais recebeu recursos de empresas de mineração na sua campanha política. Na lista das “gigantes” do setor que serão beneficiadas pela nova legislação estão a Vale e a Aracruz Celulose (Fibria), que já causam graves impactos no Espírito Santo. Mudanças O novo Código propõe o aumento da alíquota da Contribuição Financeira sobre Exploração Mineral (Cfem), que é paga pelas empresas que atuam no setor a título de royalties pela exploração dos recursos. A alíquota máxima passará de 2% para 4%, incidindo sobre a renda bruta das empresas e não mais sobre o faturamento líquido. A distribuição dos recursos da Cfem continuam as mesmas (12% para a União, 23% para os estados e 65% para os municípios onde ocorre a lavra). O projeto também dispensa licitação para exploração de minérios destinados à construção civil (argilas para fabricação de tijolos, telhas, rochas ornamentais, água mineral) e minérios empregados como corretivos de solo na agricultura – nesse caso a autorização valerá por 10 anos, podendo ser estendida pelo mesmo período. Também é criado, pelo novo texto, o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), órgão assessor superior da Presidência da República, responsável por formular politicas públicas e incentivar investimentos privados no setor mineral. O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) será transformado na Agência Nacional de Mineração, autarquia especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que terá autonomia administrativa e financeira e será responsável por regular, fazer a gestão das informações e fiscalizar o setor mineral. Em 2010, houve polêmica em torno dos royalties, que deveriam ser pagos para benefício da população brasileiro a partir da exploração mineral, como acontece com o petróleo. Foi considerado que os dois setores não são comparáveis, já que a grande produção mineral se destina basicamente à exportação e, como não se exporta imposto, a arrecadação é comparativamente menor do que no setor de petróleo. No novo código, as concessões de pesquisa e lavra terão um prazo de 40 anos que poderá ser renovado a cada 20 anos. Para cada renovação, o detentor da concessão deverá provar um ritmo mínimo de exploração, o que significa ainda mais degradações ambientais. Segundo a Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas (Conaq), empresas mineradoras já apresentaram pedidos de concessão de lavra sobre 98% das atuais terras quilombolas. Com relação às terras indígenas, um levantamento da Rede Brasileira de Justiça Ambiental mostra que, em alguns casos, até 90% das atuais demarcações estariam em risco devido à exploração mineral. Segundo a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), mais de cinco mil pedidos de lavra em terras indígenas já foram apresentados ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) por mineradoras que, para atuarem, precisam da regulamentação do PL 1.610/96, que dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas e está em análise no Congresso. Representantes das comunidades afetadas pela mineração não foram ouvidos na elaboração da legislação, somente as empresas beneficiadas.
Luciano Rezende deve ser reconduzido à presidência do PPS capixaba
No próximo dia 24 de novembro, o PPS do Estado realiza seu Congresso Estadual, oportunidade em que os filiados escolherão o presidente do partido. O evento que será das 9, ao meio-dia, no plenário da Câmara de Vitória, deve reconduzir o prefeito da capital, Luciano Rezende, à presidência do partido no Estado. A eleição de Luciano este ano deve ser diferente do último pleito, quando o prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho, construiu uma candidatura alternativa para comandar o partido. Mas não logrou êxito na disputa. Desta vez, Luciano não deve ter dificuldade em ser reeleito para o comando o PPS, já que não há nenhum movimento nos bastidores que apontem para uma outra chapa na disputa interna. A manutenção do prefeito à frente do PPS capixaba facilita a movimentação de Rezende no sentido de apoiar a candidatura à reeleição do governador Renato Casagrande para o governo do Estado no próximo ano. O prefeito já havia declarado apoio à reeleição de Casagrande. Esse apoio ficou ainda mais sólido com a aproximação do PPS, em nível nacional, ao palanque do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, provável candidato à Presidência da República. Embora Juninho tenha uma proximidade com o senador Ricardo Ferraço, que tenta construir um palanque alternativo ao governo pelo PMDB, o prefeito de Cariacica não terá densidade dentro do partido para tirar a sigla do palanque de Casagrande. O Congresso Estadual também servirá para a discussão das questões vinculadas ao XVIII Congresso Nacional do PPS e para a eleição dos delegados e suplentes para o Congresso Nacional.
Dois caminhos
Embora as últimas movimentações nos meios políticos reforcem a aliança entre o PT e o PMDB no Estado, principalmente após reunião com a presidente Dilma Rousseff de um lado, e com o ex-presidente Lula do outro, o presidente nacional da sigla, Rui Falcão, que acaba de ser reeleito, não trata a questão assim, como favas contadas. Pelo contrário. Em entrevista concedida esta semana ao jornal O Globo, Falcão sinaliza para um cenário ainda indefinido, sem descartar a manutenção da aliança com o PSB, do governador Renato Casagrande. Mesmo que, neste caso, haja forte pressão da nacional socialista em cima dos governadores do partido, para que não ofereçam palanques à presidente Dilma. A declaração de Falcão segue na mesma linha do que defende o próprio Casagrande e os petistas no Estado. Mas o ex-prefeito João Coser, eleito presidente regional da sigla, como esperado, já balança essa expectativa em favor do projeto do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). É aquilo: só a unanimidade “salva”. Circulando Casagrande e seus secretários aproveitam o feriadão para intensificar inaugurações no interior afora. Praças esportivas, campos Bom de Bola, investimentos de R$ 7 milhões em saneamento no município de Alto Rio Novo, e por aí vai. Haja sola de sapato! Circulando II Aliás, o que tem ato no Diário Oficial relacionado ao programa Caminhos do Campo, não é brincadeira. Tudo num pacote só: ao mesmo tempo que inaugura estrada, fecha contratos de iluminação, sinalização e etc…nada abaixo da casa do milhão. Em sintonia E não é que o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), apareceu? Nessa quinta-feira (14), ao lado de Casagrande, o demista inaugurou uma nova academia de ginástica em Praia das Gaivotas, dentro do Programa Praça Saudável. Rodney não poupou elogios ao governador. O DEM, no geral, está todo, todo com Casagrande. Colados Quem esteve por lá também foi o secretário de Estado de Esportes, Vandinho Leite, e a pentacampeã mundial de bodyboard Neymara Carvalho. Os dois são quadros do PSB. Vandinho candidatíssimo a deputado federal e Neymara, dizem, à Assembleia Legislativa. Escudo Por falar em Assembleia, o secretário de Estado de Saúde, Tadeu Marino, volta à Casa na próxima quinta-feira (21) para prestar conta da pasta que comanda. Com poucas exceções, clima desta vez deve ser de cordialidade. Ainda mais agora, com a liderança do Governo nas mãos do deputado estadual Elcio Alvares (DEM). Vai segurar todas. Fez volume Até que o PSDB conseguiu reunir uma galera no encontro realizado nesta semana em Linhares, norte do Estado. Guerino Balestrassi, pré-candidato ao governo do Estado, aproveitou para deitar e rolar em seu discurso – tanto tempo fora do circuito, precisa mesmo retomar a prática. Já o presidenciável do partido, Aécio Neves, mandou mensagem por vídeo. Todo mundo bonitinho, com uniforme do ninho tucano. Regrinhas Depois de alguns escândalos que arranharam a imagem do Detran, o diretor-geral do órgão, Carlos Augusto Lopes, achou por bem instituir um Código de Ética para seus servidores. Agora, uma comissão vigiará cada passo em falso. Ah, vou logo avisando, a lista de regras é extensa. Boa! A Associação Grupo Sol da Terra, no Centro de Vitória, do médico naturalista Marcos Ortiz, agora é entidade cultural e pode receber auxílio, subvenções sociais, doações, patrocínios e investimentos, conforme certificado emitido pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC). Mais um sopro de esperança ao tradicional Restaurante Sol da Terra, destruído após deslizamentos de terra este ano. Nas redes “Espírito Santo: mata, rouba e agora aborta os filhos dos pobres!”. (Protesto GV – no Facebook). PENSAMENTO: “A política é uma delicada teia de aranha em que lutam inúmeras moscas mutiladas”. Alfred de Musset
Reflexão tucana
Seja no campo nacional, seja no cenário estadual, o PSDB vive um momento delicado. Lá, a candidatura do senador Aécio Neves (MG) não o consolida com o principal adversário de Dilma Rousseff e do PT. A entrada de Eduardo Campos (PSB), vitaminado com o apoio da ex-senadora Marina Silva, não ajudou, como o tucano esperava, e a situação pode ficar complicada para ele. No Espírito Santo, o partido passa por tantos problemas internos, desde antes mesmo da eleição do ano passado, que seu futuro é incerto. A eleição, aliás, deveria ter servido para que o PSDB analisasse sua situação e buscasse um novo caminho. O partido retraiu em número de prefeituras, teve problemas para a eleição interna e já começa a mostrar novas crises no início da preparação para 2014, sabendo que precisa de resultados. Um novo desempenho ruim pode significar um triste fim para um partido que já teve capital político alto no Espírito Santo. Uma boa olhada no ninho tucano mostra alguns equívocos que precisam ser repensados. O primeiro é parte do partido ainda se tornar dependente das articulações de Paulo Hartung. É preciso cortar o cordão umbilical e desencanar dessa ideia de que um dia ele vai voltar. Não vai. Pelo menos enquanto o PSDB não for um partido forte no Estado. É preciso separar os projetos pessoais, os projetos que vêm servindo ao grupo do ex-governador, e os projetos que vão efetivamente fazer com que o partido cresça no Estado. Sair de outra eleição estadual sem representação na Assembleia, por exemplo, não vai dar. Para isso suas lideranças precisam se reinventar, encontrar os espaços que realmente trarão expectativas de futuro. Mais do que a matemática confusa das proporcionais, é preciso saber como a ocupação de determinado cargo vai projetar lideranças para conquistas maiores. Em alguns casos, será necessário recuar para depois avançar, e ter maturidade para entender que isso é normal, faz parte da vida. Fragmentos: 1 – O senador Ricardo Ferraço (PMDB) pode mesmo ser tirado do jogo, outra vez, na disputa ao governo do Estado em 2014. Mas se depender da visibilidade que tem conseguido na mídia, está bem. 2 – Aliás, quem está vendo que pode ser retirado do jogo também é Guerino Balestrassi (PSDB). Daí começou a espernear, vislumbrando a possibilidade de ter, novamente, tomado o caminho errado, confiando na indicação de Paulo Hartung. 3 – Mas, pelo menos dentro do PSDB, ele tem conseguido convencer sobre sua disposição de disputar o governo do Estado. Como trabalhou com articulação em 2012, deve saber bem quais caminhos tomar para garantir a viabilidade financeira de seu palanque. A menos que cheguem à sua frente para conversar.
Filmes em cartaz
Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 15 a 21 de novembro ESTREIAS Blue Jasmine (Blue Jasmine, EUA, 2013, 98 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Woody Allen. Com Cate Blanchett, Alec Baldwin, Peter Sarsgaard, Michael Emerson. Mulher rica perde todo o dinheiro e é obrigada a morar em São Francisco com a irmã, numa casa muito mais modesta. Ela encontra um homem que pode resolver seus problemas financeiros, mas antes precisa descobrir quem ela é e aceitar que São Francisco será sua nova casa. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 14h30, 16h40, 18h50, 21h. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h10 e 21h. Cine Holliúdy (Cine Holliúdy, Brasil, 2012, 91 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Halder Gomes. Com Edmilson Filho, Miriam Freeland, Roberto Bomtempo, Falcão, Marcio Greyck. Francisgleydisson, proprietário de um pequeno cinema da década de 70, vê seu negócio ameaçado pelas novas formas de entretenimento da época. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h10. Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 15h30, 19h30, 21h30. Lore (Alemanha/Austrália/Reino Unido, 2012, 109 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Cate Shortland. Com Saskia Rosendahl, Nele Trebs, André Frid, Mika Seidel. Com a derrota do exército alemão na Segunda Guerra e a entrada das forças aliadas no país, cinco crianças embarcam numa jornada que irá desafiar todas as noções de família, amor e amizade. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h. Jogos Vorazes – Em Chamas (The Hunger Games – Catching Fire, EUA, 2013, 146 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Francis Lawrence. Com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Philip Seymour Hoffman, Woody Harrelson e Stanley Tucci. Segundo filme da franquia Jogos Vorazes. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 14h30 e 17h30. DUBLADO. 20h30 (LEG). Sala 7. 14h, 17h, 20h. DUBLADO. Cinesystem Shopping Boulevard Vila Velha: Sala 2. 15h, 18h30, 21h30. DUBLADO. Sala 3. 13h30, 16h20, 19h10. DUBLADO. 22h (LEG). Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 12h40, 15h40, 18h40, 21h50. DUBLADO. Sala 5. 13h20, 16h20, 19h30. DUBLADO. 22h30 (LEG). Sala 6. 14h50, 18h, 21h10. Sexta e sábado também 0h20. Sábado e domingo também 11h40. Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 14h30, 17h15, 20h. DUBLADO. Sala 3. 21h20. SESSÃO LUMIÈRE E sua mãe também (Y tu mamá también, México, 2001, 105 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Alfonso Cuarón. Com Maribel Verdú, Gael García Bernal, Ana Lopez Mercado. Dois adolescentes ontrolados pelos seus hormônios e desejam se tornar adultos rapidamente. Em uma tarde festiva eles encontram com uma garota espanhola 11 anos mais velha. Os três se aventuram em uma viagem onde inocência, sexualidade e amizade irão colidir. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. Terça 21h. CONTINUAÇÃO Bons de Bico (Free Birds, EUA, 2014, 92 minutos, Livre) Animação. Direção de Jimmy Hayward. Dois perus precisam se unir para voltar no tempo e alterar o curso da história e assim eliminar o peru do cardápio das festas de fim de ano. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4 (3D). Sexta a domingo 13h40. DUBLADO. Sala 5. 14h20, 16h30, 18h40. DUBLADO. Cinesystem Shopping Boulevard Vila Velha: Sala 4 (3D). 13h50, 15h50, 17h50, 19h50. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 14h, 16h, 18h10, 20h10, 22h10. DUBLADO. Sábado e domingo também 12h. DUBLADO. Terça e quinta 14h, 16h, 18h10, 22h10. DUBLADO. Capitão Phillips (Captain Phillips, EUA, 2013, 134 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Paul Greengrass. Com Tom Hanks, Catherine Keener. O navio comandado pelo capitão Richard Phillips é atacado por piratas da Somália, que o fazem prisioneiro. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 20h50. Cinesystem Shopping Boulevard Vila Velha: Sala 1. 16h20. DUBLADO. 21h35 (LEG). Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 12h20, 15h, 17h40, 20h20. Sexta e sábado também 23h. Os Belos Dias (Le beaux jours, França, 2013, 95 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Marion Vernoux. Com Fanny Ardant, Laurent Lafitte, Patrick Chesnais. Caroline, recentemente aposentada, pensa no que fazer com seu tempo livre. Na sua busca por coisas para preencher este tempo, ela irá descobrir que o vazio existente é muito maior do que ela imaginava e uma reviravolta irá mudar o seu destino. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 17h. Thor 2 – O Mundo Sombrio (Thor – The Dark World, EUA, 2013, 111 minutos, 12 anos) Aventura. Direção de Patty Jenkins. Com Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston. Segundo filme da franquia baseada nos quadrinhos da Marvel. Com exibição em 3D. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 14h, 16h20, 18h40. DUBLADO. 21h (LEG). Sala 4 (3D). 13h40, 16h, 20h40. DUBLADO. 18h20 (LEG). Sexta a domingo 16h e 20h40. DUBLADO. Cinesystem Shopping Boulevard Vila Velha: Sala 1. 14h e 19h05. DUBLADO. Sala 6 (3D). 14h20, 16h50, 19h20, 21h50. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 13h30, 16h10, 19h, 21h30. DUBLADO. Sexta e sábado também 0h10. DUBLADO. Sala 3 (3D). 12h30, 15h10, 17h50, 20h30. DUBLADO. Sexta e sábado também 23h10. DUBLADO. Cine Ritz Guarapari: Sala 3 (3D). 17h e 19h. DUBLADO. Meu Passado me Condena (Idem, Brasil, 2013, 100 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Julia Rezende. Com Fábio Porchat, Miá Mello. Com apenas um mês de namoro, Fábio e Miá resolvem se casar e passar a lua de mel em um cruzeiro até a Europa. O problema é que na viagem eles encontram seus respectivos ex-namorados, Julia e Tiago, agora casados e também em lua de mel. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 14h40, 16h50, 19h10, 21h20. Cinesystem Shopping Boulevard Vila Velha: Sala 4. 21h50. Sala 5. 14h10, 16h30, 19h, 21h30. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 13h20, 15h20, 17h30, 19h40, 22h. Serra Pelada (Idem, Brasil, 2013, 104 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Heitor Dhalia. Com Wagner Moura, Juliano Cazarré, Julio Andrade, Sophie Charlotte. Joaquim e Javier chegam à Floresta Amazônica contaminados pela febre dourada do maior garimpo a céu aberto do mundo. Os dois se tornam amigos, mas a dureza da mineração e a ganância dos homens destruirão essa amizade. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h15. Terça não haverá sessão. Tá Chovendo Hambúrger 2 (Cloudy 2: Revenge of The Leftovers, EUA, 2013, 95 minutos, Livre) Animação.
Mantida condenação por improbidade de acusados de fraude na contratação de shows em Aracruz
A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve uma condenação de 1º grau contra dois ex-secretários municipais e dois empresários locais por atos de improbidade na contratação de shows musicais na Prefeitura de Aracruz (litoral norte capixaba). No julgamento realizado no último dia 29, o colegiado entendeu que ???ficou demonstrada a conduta dolosa (culpa)??? dos réus, que teriam causado um prejuízo de R$ 113 mil aos cofres públicos na contratação de apenas uma atração musical. O acórdão do julgamento foi publicado na edição dessa quinta-feira (14) do Diário da Justiça. Além do ressarcimento ao erário, os ex-secretários Durval Valentin do Nascimento Blanck, Carlos Alberto Favalessa, e os empresários Antonio Marcos Marino e Nelson Giacomin Decarli tiveram confirmadas as condenações à perda de eventual função pública, proibição de contratar com o poder público e à suspensão dos direitos políticos, ambas pelo prazo de cinco anos. No documento, o relator da apelação, desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa, considerou que negou o pedido de nulidade da sentença de 1º grau, prolatada em dezembro do ano passado. ???Melhor sorte não assiste aos recorrentes quanto à nulidade da decisão, por ter sido a demanda supostamente ???julgada de surpresa???, eis que, como sabido, o julgamento antecipado da lide (ação) revela-se plenamente possível quando não há necessidade de produção de provas em audiência???, avaliou. Sobre o mérito do recurso, o desembargador confirmou a sentença de 1º grau que acolheu os termos da denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPES). No processo, a promotoria acusa as quatro pessoas de participação em um esquema de desvio de dinheiro público na dispensa ilegal de licitação na contratação da banda de axé Jammil e uma Noite, em janeiro de 2009. Ronaldo Gonçalves apontou que a Lei de Licitações permite a contratação de shows de artistas nacionalmente conhecidos de forma direta. Entretanto, a contratação não foi feita com o próprio artista ou empresário que detenha exclusividade, sendo adotado o expediente da contratação por meio de um intermediário local, que simulou uma carta de exclusividade. Nesse caso, a Prefeitura de Aracruz ??? então comandada pelo prefeito Ademar Devens (PMDB) ??? pagou R$ 255 mil pela apresentação da banda de axé Jammil e Uma Noites, em janeiro de 2009. No entanto, a Prefeitura de São Mateus, ambos na mesma região, havia pago R$ 142 mil por um show da mesma banda no ano anterior. Essa diferença de R$ 113 mil foi apurada pelo Ministério Público como o valor do prejuízo ao erário. A decisão do colegiado ainda pode ser alvo de recurso dos acusados.