O Conselho da Comunidade de Vila Velha, depois de dezenas de pedidos de presos que querem reconhecer a paternidade dos filhos, viabilizou um espécie de mutirão para audiências de reconhecimento, que serão realizadas nesta segunda-feira (18). A presidente do conselho, a advogada Carla Pedreira, conta que tem recebido casos de presos do Complexo Penitenciário de Xuri, em Vila Velha, que tentam registrar os filhos e não têm sucesso. Ela conta que enfrenta dificuldades para viabilizar os registros. “Nunca tem viatura para levar os presos aos cartórios e, por outro lado, os cartorários têm receio de se deslocar ao presídio”, conta ela. Por conta da dificuldade, a advogada entrou em contato com a juíza Patrícia Neves, da 1ª Vara de Infância e Juventude que se dispôs a deslocar todo um cartório até o complexo – com o apoio da Associação dos Notários e Registradores do Estado (Anoreg) – para realizar audiências de reconhecimento de paternidade e registro. “Existem detentos que estão há dois anos sem ver os filhos e não podem receber visitas deles, pois não há registro”, diz Carla. Ela acrescenta que devem ser feitas até 40 audiências na segunda-feira, mas que ainda vão faltar dezenas de registros a serem feitos, por conta da grande demanda. A expectativa é que sejam realizadas, pelo menos, duas audiências antes do Natal. Carla ressalta que o fato de registrar os filhos é de extrema importância para os detentos, principalmente no período de festas de fim de ano e da necessidade dos presos de se sentirem próximos aos familiares. “Se em Xuri, que é o maior complexo do Estado, já existe esta demanda, imagina o quanto não há em outros presídios?’, questiona a advogada.
Solução para erosão marítima é apresentada por capixabas em torneio regional
Uma instalação robótica destinada a conter a erosão marítima foi desenvolvida por alunos do ensino fundamental do Colégio Sesi de Vitória e será apresentada no Torneio Regional Sudeste de Robótica, em Betim, Minas Gerais, na próxima sexta-feira (22) e sábado (23). O projeto, chamado de “Muro de Contenção Motorizado”, consiste em uma instalação de metal entre a faixa de areia e o calçadão da praia, que se eleva ou abaixa de acordo com o nível da maré, medido com a ajuda de um sensor. Com esse projeto, os alunos já foram vencedores do 1º lugar no Torneio Sesi Robótica durante a 5ª Mostra Inova Findes, realizada dentro da 10ª Semana Estadual de Ciência e Tecnologia, o que garantiu a classificação para o torneio regional. O professor Thiago Ferreira, que é um dos coordenadores do projeto, fez uma visita com os alunos que desenvolveram o projeto ao município de Marataízes, no litoral sul do Estado. Lá, eles encontraram uma contensão artesanal, com pedras e areias, que é apenas temporária e pode ser destruída pela força da maré. Eles também constataram que há famílias carentes vivendo nas áreas que podem ser atingidas pela força do mar, que já destruiu casas no local. Dessa forma, a intenção dos estudantes de aplicar o projeto no local foi registrada na prefeitura, que demonstrou interesse. O projeto poderia também ser implantado em Jacaraípe e em Conceição da Barra, locais que também sofrem com a constante ação das marés. O professor ainda disse que não existe nada parecido com esse projeto no mundo, o que o torna inovador. Segundo Thiago, o objetivo da equipe é participar da etapa nacional do torneio, em fevereiro de 2014, podendo assim chegar à competição mundial. A equipe, intitulada Team Blizzard (“time nevasca”) é formada pelos alunos Kaio dos Santos Pimentel, Édric Sobrinho dos Santos, Arthur Ramos Nogueira, Lucas Seixas de Jesus Fernandes e Igor Pereira Torrezani e também é coordenada pela professora de Informática do Sesi de Maruípe, Fernanda Alves.
Max Dias chama a militância do PT de Vitória para o segundo turno
No próximo dia 24 de novembro, o PT de Vitória realiza o segundo turno do sua eleição interna. Uma surpresa para os meios políticos, que tinham como certa a vitória do secretário de Turismo, Alexandre Passos, no último dia 10. Mas o representante da juventude do partido, Max Dias, estragou a festa da Democracia Socialista (DS). Max não é de uma corrente, faz parte de um grupo de militantes que entende a necessidade urgente de o PT repensar sua atuação no Estado. Em entrevista a Século Diário neste sábado (16), fala o que sua ida para o segundo turno representa para a juventude do partido e para o PT de Vitória. O candidato entende que a ausência de mais de 500 filiados no Processo de Eleições Diretas (PED) do PT da Capital no último domingo mostra a insatisfação da militância com a direção do partido. Ele acredita que muita gente não foi votar por acreditar que o páreo já estava ganho. Mas com sua ida para o segundo turno, acredita que haverá uma procura maior da militância insatisfeita com o grupo de Alexandre. Ele entende, porém, que a partir de agora sua candidatura sofrerá com o ataque do grupo que quer manter a hegemonia no PT de Vitória, mas acredita que o desgaste do grupo trabalha a seu favor. Ainda sem dada para acontecer, o debate entre os candidatos do segundo turno será uma chance de discutir o caminho tomado pelo PT atual e a alternativa de um retorno às origens petistas, contextualizado com a nova conjuntura da sociedade brasileira, único caminho, segundo ele, para garantir o crescimento do PT no Estado.
Seminário debate violência policial e a criminalização da miséria no Estado
O Instituto Civitas vai promover, no dia 12 de dezembro, o seminário “Violência estatal e exclusão social: o Estado policial e a criminalização da miséria no Espírito Santo”. O debate vai acontecer na Ufes e vai discutir um novo modelo de segurança pública. A organização do evento está colhendo, através do Facebook, depoimentos de pessoas que sofreram abusos em ações da Polícia Militar em manifestações. A desmilitarização da PM está sendo discutida no Senado, através da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 51, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. No Senado, durante uma audiência pública que debateu os homicídios de jovens negros no País, em 10 de outubro, o coordenador do Fórum Estadual da Juventude Negra (Fejunes), Luiz Inácio Silva da Rocha, o Lula, propôs um debate profundo sobre a desmilitarização das polícias militares no Brasil. Ele ressaltou que não se pode admitir que as polícias militares permaneçam como forças auxiliares das Forças Armadas, formadas numa lógica de guerra, e vejam a juventude negra como inimiga interna. O pleito de Lula faz coro às demandas dos protestos que ganharam as ruas no país e que resultaram em graves conflitos, em decorrência das ações truculentas da polícia contra manifestantes. Inúmeros episódios foram registrados no Espírito Santo, resultando inclusive em prisões arbitrárias e aleatórias. Nesta quarta-feira (13) em reunião da Comissão Especial de Segurança Pública do Senado, o relator do colegiado, Pedro Taques (PDT-MT) disse que o sistema de segurança pública no Brasil está falido. De acordo com Taques, o aparato de segurança precisa de mudanças estruturais, “não em homenagem a uma ou a outra categoria, mas em homenagem ao próprio cidadão”. O ex-secretário da Secretaria de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Luiz Eduardo Soares a segurança pública brasileira permanece como um retrato do passado, com práticas autoritárias herdadas do regime de ditadura militar. Ele defendeu a desmilitarização da PM, afirmando que não há como comparar as funções do Exército com as da Polícia Militar, por isso o tratamento deve ser distinto.
Governo anuncia empresa que irá fornecer trajes antitumultos para uso do BME
Ato publicado no Diário Oficial do Estado anuncia a contratação da empresa Alpes Confecções Ltda para fornecer os trajes antitumulto “para controle de distúrbios civis”, o conhecido “Robocop”, ao Batalhão de Missões Especiais (BME). O pregão eletrônico para a o registro de preços dos trajes chegou a ser cancelado no último mês pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), mas retomado logo depois, mesmo sob fortes críticas da sociedade civil. Ao todo serão 375 trajes, pelo valor total de R$ 555 mil, composto por colete antitumulto, cotoveleira, protetor pélvico, protetor de coxa e acessório de cintura com bolsa de transporte. Cada unidade do traje sairá pelo valor de R$ 1.480 mil. A armadura foi anunciada como um instrumento de combate a rebeliões em presídios, conflitos civis e atos de depredação, com a “garantia de segurança e autonomia para o policial”, após as manifestações que tomaram as ruas em junho deste ano, mas segundo o Estado, a compra já estava prevista há dois anos. Desta vez, entretanto, o valor do contrato é menor do que foi anunciado inicialmente. Anteriormente, o governo havia anunciado a compra de 600 trajes, com custo de R$ 1,8 milhão, o que gerou revolta da sociedade civil organizada. Além do material para uso do BME, a Sejus também publicou a contratação da empresa Inbraterrestre Indústria e Comércio de Materiais de Segurança Ltda. para a aquisição de capacetes balísticos com viseira antitumulto para uso da Polícia Militar. Ao todo serão adquiridas 120 unidades, ao preço total de R$ 252 mil.
PT precisa articular estratégia de retirada do governo Renato Casagrande
Caso se confirme a aliança entre PMDB e PT para a eleição de 2014, o PT terá de traçar uma rota de saída do governo de Renato Casagrande para confirmar o isolamento do PSB no Estado. Não haveria, porém, clima entre as lideranças na equipe do socialista para saídas com bater de portas. Já na Assembleia Legislativa, a bancada petista já parece ter entendido o recado incutido nas articulações do partido. As relações entre governo e bancada petista estão estremecidas desde meados deste o meio do ano, por conta do posicionamento do partido em relação à polêmica do pedágio da Terceira Ponte. A discussão parecia superada, mas foi retomada com as movimentações nacionais do PT e do grupo do ex-governador Paulo Hartung e do senador Ricardo Ferraço sobre o processo eleitoral de 2014. Neste mês, três episódios marcam o posicionamento mais crítico dos deputados do PT em relação ao Executivo. O pedido de “neutralidade” da deputada Lúcia Dornellas, na eleição de conselheiro do Tribunal de Contas (TCES) foi um deles. Antes disso, a atuação do deputado Rodrigo Coelho, ex-titular da pasta da Assistência Social e Direitos Humanos, na comissão especial que debate a divisão do ICMS no Estado, que colocou foco na discussão sobre incentivos ficais, o que acirrou os ânimos entre prefeitos e governo do Estado. Nessa quarta-feira (13), foi a vez do deputado Claudio Vereza, líder da bancada na Assembleia, criticar a postura do governo do Estado sobre a discussão do pagamento dos precatórios dos resíduos dos 11.98% dos servidores da Assembleia Legislativa. Para os membros da equipe de Casagrande, porém, a discussão é mais complicada, pois envolve seus projetos para 2014. Os deputados contam com a vitrine do Legislativo, já os secretários precisam do cargo para construir seus palanques para 2014. Helder é candidato a deputado federal, conta com um bom eleitorado em Cariacica, mas considerado o peso de uma possível coligação com o PMDB, o ex-prefeito precisaria ampliar sua base. Já o secretário de Turismo, Alexandre Passos pode ter muita dificuldade para a disputa de deputado estadual no próximo ano. Ele conta, porém, com o espaço conseguido por sua corrente partidária na prefeitura de Vitória, que ainda lhe rende um bom campo de apoio, mas não será suficiente para garantir uma vaga na Assembleia em 2014. Outra figura do governo Casagrande que está no jogo eleitoral no ano que vem e que ficará prejudicada com o racha entre PT e PSB é o vice-governador Givaldo Vieira. Cotado para uma votação alta na disputa de deputado federal no próximo ano, ele vem ficando cada vez mais apagado à medida que as articulações do PMDB e do PT avançam. Como o cargo é de expectativa, e ao contrário dos vices passados não acumulou uma secretaria, pode ficar sem espaço de movimentação para erguer seu palanque.
Procon ES orienta sobre a rematrícula escolar
Diante da abertura da temporada de matrículas e rematrículas nas escolas particulares, o Procon-ES divulgou esclarecimentos aos consumidores capixabas. Segundo o órgão, este ano já foram registradas 344 reclamações na área em relação às escolas particulares. Em 2012, esse número chegou a 500. O Procon informa que as principais orientações estão relacionadas a cobranças e reajustes; problemas com contratos; cobranças indevidas; e não fornecimento de documentos. Questões relacionadas à taxa de rematrícula, lista de material escolar e inadimplência também estão entre as principais dúvidas dos consumidores. Nesse sentido, o órgão informou que as matrículas e rematrículas são consideradas uma das parcelas da anuidade ou semestralidade do curso. Sendo assim, o valor total deve ser dividido em parcelas mensais iguais. Mas podem ser apresentados planos alternativos de pagamento pelas escolas. “O valor total não pode ser superior ao da anuidade. É preciso também verificar a possibilidade de desconto para pagamento antecipado ou para mais de um aluno da mesma família. Neste caso, o consumidor deve exigir por escrito o valor ou o percentual do desconto ofertado e o prazo da sua incidência”, informou o diretor presidente do Procon-ES, Ademir Cardoso. O diretor também informou que as taxas de reserva de matrícula ou rematrícula devem integrar a anuidade ou semestralidade, ou seja, o estabelecimento de ensino não pode cobrar a primeira mensalidade, acrescida da taxa de pré-matrícula. No entanto, o consumidor precisa estar atento ao prazo estabelecido pela instituição para a desistência da reserva com devolução de eventuais valores pagos. “Na dúvida, antes de efetuar qualquer pagamento, é recomendável que estabeleça por escrito com a escola como será a restituição”, ressalta o diretor. Já no caso do consumidor desistir do curso, antes de iniciado, e após a efetivação da matrícula, terá direito a devolução do valor pago. Sobre o polêmico reajuste de mensalidade ao término do ano letivo para o ano seguinte, o órgão afirmou que, de acordo com a Lei Federal nº 9.870/1999, o estabelecimento de ensino deverá informar 45 (quarenta e cinco) dias antes da data final da matrícula, em local de fácil acesso ao público, o texto da proposta de contrato, o novo valor da mensalidade e o número de vagas por sala-classe. A instituição não poderá reajustar a mensalidade no período inferior a um ano. O órgão ressaltou também que a cobrança para emissão de documentos, conforme Resolução nº 1 de 14/01/1983, do Conselho Federal de Educação, está dentro do valor pago como anuidade escolar. A anuidade engloba não só a educação efetuada, mas também a prestação de serviços a ela diretamente ligados, tais como a expedição de primeira via de documentos para fins de transferência, incluindo o histórico escolar e primeira via de certificados e diplomas (modelo oficial) de conclusão de curso. De acordo com a legislação, as instituições de ensino não podem suspender as provas, reter documentos escolares ou aplicar quaisquer outras penalidades pedagógicas por falta de pagamento da mensalidade. No entanto, em casos de inadimplência, poderá rejeitar a rematrícula do aluno. O desligamento do aluno por inadimplência somente poderá ocorrer ao final do ano letivo ou, no ensino superior, ao final do semestre letivo, quando a instituição adotar o regime didático semestral. “É importante observar as datas de pagamento e as penalidades aplicáveis com atrasos no pagamento, como multa, correção e juros. Se ocorrerem imprevistos, a orientação é que se proponha à direção da escola uma dilação no prazo de vencimento, parcelamento ou alteração na data. Os pais que se encontram inadimplentes com a instituição de ensino devem negociar as prestações em atraso para garantir a rematrícula do filho”, orientou Cardoso.
Comissão negociará desapropriação de áreas em Presidente Kennedy
O governo do Estado oficializou a criação de uma comissão especial, formada por representantes de várias secretarias, com o objetivo de atuar nas negociações para a desapropriação de áreas do Porto Central, no município de Presidente Kennedy, litoral sul capixaba. Segundo a Portaria Conjunta nº 001-S, publicada no Diário Oficial do Estado, o grupo vai tentar uma composição extrajudicial, ou seja, um acordo amigável com os atuais donos dos terrenos incluídos no projeto, sem a necessidade da entrada de ações judiciais. Essa é a primeira medida concreta do Estado, que assumiu a frente do projeto depois da edição do Decreto nº 1825-S, assinado pelo governador Renato Casagrande, no final de agosto último. Na ocasião, o socialista declarou a utilidade pública das áreas destinadas à implantação do complexo portuário. Ao todo, foram relacionadas pouco mais de 5,3 milhões de metros quadrados ??? deste total, cerca de 4,3 milhões fazem parte do loteamento Cidade Balneária Solimar, que contesta a publicidade em torno do porto com base em áreas de terceiros. A comissão deve atuar nesse tipo de questão para evitar a abertura de novos litígios em relação às áreas do projeto. Atualmente, a empresa mineira Predial Itabirana, dona do loteamento, está movendo duas ações judiciais contra o governo do Estado, município de Presidente Kennedy e a empresa TPK Logística SA, que aparece como a empresa responsável pela construção do Porto Central. Apesar da rejeição dos pedidos de liminar para impedir a veiculação de informações sobre o empreendimento, os casos seguem em apreciação no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Segundo a portaria conjunta, os trabalhos da comissão serão presididos pela subsecretária de Estado de Comércio Exterior, Mayhara Monteiro Pereira Chaves, que é representante da pasta de Desenvolvimento. Fazem parte os representantes da Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Rafael de Oliveira Fontes e Cláudia Godoy da Rocha Micchi), Secretaria de Transportes e Obras Públicas (Marcelo de Oliveira) e Procuradoria Geral do Estado (Roger Faiçal Ronconi). Entre as considerações no documento, os titulares das pastas que atuam na comissão afirmam que a medida atende aos ???princípios da eficiência, impessoalidade e moralidade???, bem como o disposto no artigo 28, do Decreto nº 3126-R. A referida legislação prevê que as desapropriações de imóveis de interesse do Estado só poderão ser processadas judicialmente após ???esgotadas as tentativas de composição amigável com o expropriado???, que deverá ser feita por uma comissão especial com integrantes de mais de um órgão do governo estadual. No primeiro decreto, Casagrande estipula que a expropriação das áreas do complexo portuário será promovida ???de forma amigável ou judicialmente pelo Estado???, que poderá alegar urgência para tomar posse dos terrenos. A possibilidade de uma eventual imissão de posse ??? que dá o direito à exploração da área, mesmo sem a aquisição formal do terreno desapropriado ??? surge como o maior temor dos donos do loteamento, que entraram com uma ação judicial contra o Estado e os responsáveis pelo empreendimento. O projeto do Porto Central prevê a construção de um complexo industrial e portuário em uma área de aproximadamente 6.800 hectares (equivalente a 68 milhões de metros quadrados). No entanto, a área portuária deve ser de 2.000 hectares (20 milhões de metros quadrados), sendo que a primeira fase pode ocupar 1.500 hectares (15 milhões de metros quadrados), segundo dados divulgados pela TPK. Contudo, a maior polêmica reside no fato de a empresa de negócios sequer constar como proprietária das áreas onde deve ser instalado o superporto em Presidente Kennedy. Diferentemente do caso da Ferrous Resources ??? onde os terrenos foram adquiridos pela ZMM Empreendimentos e repassados à mineradora ???, as áreas do superporto continuam em nome de terceiros, que não têm qualquer relação com o negócio. Os donos do loteamento alegam que as áreas foram avaliadas entre R$ 160 milhões e R$ 197 milhões, conforme os laudos de dois peritos que prestam serviços de avaliação à Justiça. Esse valor deve servir como marco inicial para a negociação com o Estado, que vai tentar reduzir o custo da aquisição.
A página que não quer dobrar
Quando Pedro Valles Feu Rosa assumiu a presidência do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), em dezembro de 2011, incluiu no discurso de posse uma veemente preocupação com o histórico de violações dos direitos humanos no Estado, sobretudo nas unidades prisionais, que se tornaram conhecidas no governo Paulo Hartung como “masmorras”. “A página da tortura escancarada e impune, bom é que se diga, já começou a ser virada pelo Poder Executivo e por este Tribunal de Justiça. Mas falta consolidar este avanço e acertar as contas com o passado, para através dele prevenirmos novos horrores no futuro”. Em seguida ele reforça: “Que não tenha sido derramado em vão, aos nossos pés, o sangue de tantos semelhantes e as lágrimas de tantas mães. Que sirva este sacrifício para que nunca mais, mas que nunca mais mesmo, a tortura seja praticada impunemente em um Estado que tem orgulho de se chamar Espírito Santo!” A indignação do desembargador não ficou só no discurso. Logo após assumir a corte estadual Pedro Valls instalou a Comissão de Combate e Enfrentamento à Tortura no tribunal. Criou o torturômetro – uma espécie de placar que atualiza os dados de violações no Estado. Mas parece que todo esse esforço ainda não foi bastante para erradicar a cultura de violações que insiste em se perpetuar no Espírito Santo. Recentemente, a Defensoria Pública do Estado precisou ingressar com uma ação civil pública contra o Estado, em função de práticas de tortura impostas a presos do Centro de Detenção Provisória de Colatina (DCPCol), no noroeste do Estado. A ação denúncia, entre outras violações, que os presos sofrem torções nos braços e mãos. É comum também que os detentos sejam submetidos ao uso indiscriminado de spray de pimenta e de gás lacrimogêneo. Detalhe, essas denúncias são de 2011 para cá, ou seja, no período “pós-masmorras”. Para comprovar as violações, a Defensoria Pública chegou a pedir imagens do CDP de Colatina à Corregedoria da Secretaria de Justiça. Entretanto, a direção da unidade alegou que não tinha como providenciar as imagens. Então a dinheirada gasta com o sistema de videomonitoramento das unidades prisionais serve pra quê? Para enriquecer as empresas? Casos como o de Colatina comprovam que a prática de tortura ainda prevalece nas unidades prisionais capixabas. Apesar do otimismo do desembargador que assumiu a presidência do tribunal há quase dois anos confiante que poderia pôr fim à tortura, o Estado ainda está longe de dobrar essa vexante página.
O Diego tá certo
Esta é a história de um brasileiro que se viu forçado a renegar sua pátria com todo fervor e nunca com ódio ou vingança. Falamos do sergipano Diego Costa, que saiu de lá, direto para Europa, largando a família, colegas, amigos e sua terra adorada, chamada Largato. Depois de passar por vários times europeus, começando em Portugal e culminando com a Espanha, Diego conseguiu se firmar, se tornar milionário e famoso, fazendo o papel inverso dos outros brasileiros que brilham lá fora, ele construiu sua própria imagem. Sendo desconhecido da maioria dos brasileiros até a polêmica decisão de atuar pela seleção brasileira ou espanhola, preferiu essa última. Isso foi um ato de rebeldia para muitos, para os hipócritas, talvez. Ninguém sabe os laços que na verdade o une à Espanha ou os motivos reais que o fizeram se negar em jogar pela seleção da CBF. Está aí um dos motivos: CBF, talvez Diego tenha visto os desmandos nessa entidade, composta de dirigentes dúbios em sua maioria. Talvez ele esteja ressentido com o “governo do povo do PT”, que não tem feito nada para sua região de nascimento; talvez ele veja a balburdia covarde que ocorre no país dos blackbocs Diego disse uma vez, em entrevista a uma jornalista tupiniquim, que ele era brasileiro de Largato, Sergipe, e não do resto do Brasil, que ele desconhecia. Aí já mostra seu real patriotismo e também não estamos falando disso e sim do coração e da alma, coisas que o país vai perdendo, afetando também os esportes. Afinal, os esportes são defendidos apenas pelo dinheiro ou não? PARABÓLICAS Rhayan Lemos, jornalista egresso da UFES, está atuando no Notícia Agora com muito empenho. Igreja procurando emissora da Grande Vitória que suporte ceder 10 a 12 horas por dia por uma boa recompensa financeira Por onde anda Luis Carlos Jose Coelho, um dos bons apresentadores que o FM capixaba já teve. Se Eleisson de Almeida não tivesse se aposentado, teria acompanhado Sergio Borges no Tribunal de Contas MENSAGEM FINAL O melhor amigo do escritor é a lata do lixo. Isaac Bashevis Singer JRMIGNONE NO YOUTUBE