As lideranças políticas interessadas na emancipação de 12 localidades no Espírito Santo, levaram um balde de água fria nesta quinta-feira (14), com a publicação da edição extra do Diário Oficial da União, em que a presidente Dilma Rousseff veta integralmente o projeto de lei 98/2002, que permitia a criação de novos municípios no Brasil. O projeto aprovado no Senado e na Câmara dos Deputados permitia a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios. No despacho presidencial ao Congresso, a presidente justifica que a proposta contraria “o interesse público”. Mas o veto não encerra o assunto, devolvida a matéria, o presidente da Câmara dos Deputados, Renan Calheiros (PMDB-AL), terá que submeter o veto à análise dos deputados e senadores. Dependendo do interesse político, o veto pode ser derrubado. Ainda, segundo o despacho presidencial, o Ministério da Fazenda ponderou que a medida permitiria “a expansão expressiva do número de municípios”, isso acarretaria aumento das despesas do Estado com a manutenção da estrutura administrativa e representativa. O crescimento de despesas não será acompanhado, segundo o Ministério, por receitas que permitam a cobertura dos novos gastos, “o que impactará negativamente a sustentabilidade fiscal e a estabilidade macroeconômica”. Os técnicos da área econômica destacaram que, com o crescimento de municípios brasileiros, haveria uma “pulverização” na repartição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que acarretaria em prejuízos para as cidades menores, além de maiores dificuldades financeiras. As 12 localidades que pedem emancipação na Assembleia são: Santa Cruz, em Aracruz; Nestor Gomes e Guriri, em São Mateus; Braço do Rio, em Conceição da Barra; Pedra Azul, em Domingos Martins; Itaoca, em Cachoeiro de Itapemrim; Campo Grande, em Cariacica; Piaçu, em Muniz Freire; Pequiá, em Iúna; Paulista, em Barra de São Francisco; Ibituba, em Baixo Guandu. As localidades de Bebedouro e Desengano, em Linhares, querem se unir em um outro município.
Bolsa Família registra acompanhamento de 92,9% dos estudantes beneficiados pelo programa no Estado
Durante os meses de agosto e setembro o Bolsa Família acompanhou 92,9% dos mais de 257 mil alunos da rede pública beneficiados pelo programa no Estado. Destes, 239.548 mil tiveram suas informações cadastrados pelo Sistema Presença, do Ministério da Educação (MEC) e 226.239 (94,4%) cumpriram com a frequencia exigida para garantir o benefício às famílias. Em todo o País, garante o governo Federal, cerca de 16 milhões de crianças e jovens beneficiários do programa tiveram a frequência escolar registrada de forma individualizada, resultando no maior número de estudantes acompanhados desde que o sistema de freqüência foi implantado. No Brasil, o acompanhamento alcançou o índice recorde de 90,8% na frequência escolar de mais de 15,9 milhões de alunos da rede pública com idade entre seis e 17 anos. Do total de estudantes acompanhados, 94,4% (15.028.597) cumpriram a frequência escolar exigida pelo Bolsa Família. O resultado é o melhor desde 2006, quando foi implantado o sistema informatizado do Ministério da Educação (MEC), responsável pelo registro da frequência dos alunos nas escolas. “Esse resultado impacta positivamente nos índices de permanência e aprovação dos alunos beneficiários do Bolsa Família, que têm se mostrado mais elevados que os da média dos alunos da rede pública de ensino”, afirma o diretor de Condicionalidades do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Daniel Ximenes. Na Grande Vitória, informa o governo federal, o resultado também é positivo. Somente na Capital, que possui 14.408 mil alunos beneficiados, 13.801 mil alunos tiveram a frequência cadastrada pelo Sistema Presença do MEC e, destes, 95,37% cumpriram a frequência escolar exigida pelo programa. O restante de alunos que não foram acompanhados, explica o MEC, não representa, entretanto, alunos que não frequentam a escola. Em Vila Velha, dos 19.436 alunos beneficiados, 17.701 tiveram a frequencia registrada pelo Sistema Presença do MEC e, destes, 91,81% cumpriram a frequencia escolar exigida. Nos municípios da Serra (28.983 beneficiados) e Cariacica (24.177 beneficiados), 28.021 e 23.788 mil alunos, respectivamente, foram acompanhados pelo Sistema Presença, alcançando mais de 96% de cumprimento da freqüência escolar. Já em Viana, onde o número de beneficiados é o menor da Grande Vitória (4.303), o número de alunos acompanhados foi de 3.767 (87,64% dos beneficiados), comprovando que 88,13% destes alunos também cumpriram a frequencia escolar exigido pelo Programa Bolsa Família. Segundo o diretor do Programa, o bom resultado do acompanhamento escolar dos alunos do Bolsa Família mostra o alcance do programa, cujo sucesso está atrelado, ente outros fatores, ao cumprimento de compromissos nas áreas de educação e saúde. Para uma família receber o benefício, explicou ele, os filhos devem estar matriculados na escola pública e manter frequência escolar mínima de 85% para os estudantes de 6 a 15 anos, e de 75% para os de 16 e 17 anos. O acompanhamento da frequência escolar é feito a cada dois meses pelo Ministério da Educação, com o apoio do MDS, em parceria com as áreas de educação dos municípios, dos estados e do Distrito Federal.
Sindicato dos enfermeiros denuncia precariedade no atendimento em Vila Velha
O Sindicato dos Enfermeiros do Estado (Sindienfermeiros-ES) está denunciando a precariedade do atendimento na atenção básica à saúde de Vila Velha. De acordo com a presidente da entidade, Andressa Barcelos, as queixas vão desde o número de equipes, passando pelas condições de trabalho nas unidades, até remuneração dos enfermeiros. Segundo Andressa, o valor da hora de trabalho de um enfermeiro de Vila Velha é de R$ 10,25, para aqueles que trabalham 40 horas semanais. Ela explica que este valor é muito baixo para um profissional com curso superior e especialização. No entanto, ela ressalta, a remuneração não é o único fator de queixa. No município faltam materiais de controle e esterilização. “Em Vila Velha falta teste biológico, o que pode colocar a sociedade em risco”, diz ela. A presidente do Sindienfermeiros também aponta que a falta de unidades de atenção básica acaba por provocar superlotação nas unidades, o que aumenta ainda mais a insegurança dos cidadãos e dos servidores. O número de enfermeiros no município também é inferior ao que estipula a Organização Mundial de Saúde (OMS). No município há 104 enfermeiros, mas a OMS classifica como aceitável um enfermeiro a cada 500 habitantes. Para atender a essa orientação, o município deveria ter algo em torno de 830 profissionais. Andressa aponta que o os 104 enfermeiros são responsáveis por traçar estratégias de saúde básica para toda a população. O número de unidades de saúde de estratégia do Programa Saúde da Família (PSF) também é inferior ao que preconiza o Ministério da Saúde. Andressa ressalta que o ministério preconiza que a cada 12 mil habitantes deve haver uma unidade com três equipes cada. Considerando que o município tem mais de 414 mil habitantes, o ideal seria que houvesse mais de 34 unidades. Vila Velha, no entanto, tem apenas oito. Além de estar em número inferior do que o preconizado pelo Ministério da Saúde, a distribuição de equipes pelas unidades não segue um padrão. Andressa explica que em quatro unidades há três equipes, como o determinado pelo ministério, mas em oito há seis equipes em cada unidade, sendo que a infraestrutura dos locais não comporta este número de profissionais. “Acaba que existem profissionais que não têm consultório para trabalhar, faltam cadeiras para todos os dentistas. Essas equipes poderiam possibilitar a abertura de outras quatro unidades”, afirma ela. Todas as reivindicações dos enfermeiros foram protocoladas na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) em 28 de agosto deste ano e uma reunião foi realizada com a secretaria, Andréia Corteletti Passamani em outubro. Andressa conta que todas as reivindicações acerca de condições de trabalho, remuneração e segurança nas unidades foram colocadas no documento, mas que não houve sinalização de que seriam atendidas. Já na última segunda-feira (11), Andressa apresentou aos vereadores, durante a Tribuna Livre, na Câmara Municipal, a pauta de reivindicações da categoria. Ela diz que os vereadores se comprometeram em ajudar os enfermeiros no diálogo com a prefeitura, mas ela diz que, quando o dialogo esgotar, não está descartada a possibilidade de uma paralisação.
Cesan confirma rumores e venda de parte da companhia fica mais próxima
O governo do Estado poderá, em breve, abrir mão de parte do controle acionário da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan). A intenção que era tratada com um rumor do mercado se consolidou em recentes declarações de dirigentes da companhia. Nessa quarta-feira (13), o jornal Valor Econômico publicou uma reportagem com o interesse da Cesan e do governo – maior acionista da empresa – em integrar o FIP Saneamento, fundo de investimento criado em 2010 pela Caixa Econômica Federal para a aquisição de empresas estaduais de água e esgoto. A informação vai ao encontro das informações que já circulavam no mercado sobre a possibilidade da venda de uma fatia da Cesan para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). De acordo com a publicação, a empresa paulista entraria no negócio como um operador qualificado dentro do fundo de investimentos. Desta forma, a Caixa faria o aporte de dinheiro pelo FIP Saneamento, enquanto a Sabesp atuaria como parceira do banco na gestão da Cesan, além de também aplicar recursos próprios na companhia capixaba. Das três partes envolvidas possivelmente no negócio, somente a Cesan admitiu o interesse na operação, que ampliaria o fluxo de caixa da companhia para investimentos – que hoje está limitado pelo comprometimento da margem do endividamento da empresa. A Sabesp preferiu não se manifestar, enquanto a Caixa alegou que estuda “diversas oportunidades”, mas não está autorizada a se pronunciar sobre operações não concluídas, o que reforça a tese de que a possibilidade de venda da Cesan caminha a largos passos. O FIP Saneamento faz parte do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS) e dispõe de R$ 500 milhões para o aporte em empresas estaduais do setor. Segundo o Valor, até o momento, a única vez que o fundo foi acionado ocorreu na Companhia de Saneamento do Tocantins (Saneatins), onde a operadora qualificada foi a Foz do Brasil, do grupo Odebrecht. Neste caso, chama a atenção a expertise do atual presidente da Cesan, Paulo Ruy Valim Carnelli, em negociações do gênero. No período em que ficou afastado do governo estadual, Paulo Ruy atuou como consultor da mesma empresa do grupo Odebrecht. Na época da nomeação, o governo justificou a recondução do engenheiro, que teve duas passagens pelo comando da Cesan (2003/2008 e 2009/2011), pela experiência no setor. Possivelmente, em alusão à proximidade de Paulo Ruy com negócios deste tipo. Não há ainda uma data estipulada para que seja batido o martelo sobre o negócio, contudo, os meios políticos vêm uma solução próxima. Circulou no mercado a informação de que os dirigentes da Cesan, Sabesp e da Caixa teriam se reunido esta semana para tratar o assunto.
De olho nas proporcionais, Senado vira plano B do ninho tucano
A possibilidade de o PSDB disputar a eleição ao Senado no próximo ano tem sido analisada de uma forma mais profunda por lideranças do partido. A aceitação de início do coronel Sérgio Aurich levantou a discussão. Seu nome vem sendo visto com bons olhos pelos integrantes do partido. Mas um grupo quer levar a discussão para outro lado. A tentativa é de convencer o ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, afirmando que ele tem mais condições de votos, por ser a figura com mais densidade eleitoral do partido. Essa candidatura inibiria a entrada de Aurich na disputa. Para as áreas que defendem a candidatura de Luiz Paulo, a ideia é que a candidatura ao Senado pode efetivamente tirar o PSDB do isolamento na conjuntura do próximo ano. A candidatura ao Senado agrega apoios e serviria como um plano B, caso a candidatura de Guerino Balestrassi ao governo do Estado não decole. Além de garantir o espaço para o presidenciável tucano, o senador por Minas Gerais, Aécio Neves, dando tempo de TV e palanque para que ele se movimente no Espírito Santo, a candidatura ao Senado puxa a chapa proporcional do partido. Com a Guerino Balestrassi muda seu rumo partidário, saindo da disputa federal para a majoritária, o partido se voltou para a disputa estadual. Luiz Paulo também teria recuado sua candidatura para estadual. O partido conta ainda com a candidatura de Max Filho, que oscila entre a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa. A única brecha a ser fechada nessa articulação é a acomodação do presidente do partido, deputado federal Cesar Colnago, que disputará a reeleição em 2014, mas sem uma chapa forte, ele terá dificuldade para se reeleger . em 2014.
Em última audiência sobre o pó preto, sociedade civil volta aos questionamentos da primeira
Em meio a uma semana de “solzão, calorzão, nordestão”, como bem definido pelo Grupo SOS Espírito Santo Ambiental, que também lembrou das “rinites, sinusites e outras ites” que acometem a população nesse período, a sociedade civil voltou a bater em teclas já antes muito levantadas: o respeito à legislação ambiental, o emprego do poder de polícia dos órgãos do setor com relação às grandes poluidoras da Ponta de Tubarão, Vale e ArcelorMittal, e a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pó Preto. Motivos de sobra para que, na última audiência, fossem reiterados exatamente os mesmo temas apresentados na primeira da série de encontros promovidos pelo deputado estadual Claudio Vereza (PT). Compunham a mesa da noite dessa quarta-feira (13) Tarcísio Föeger, diretor presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema); Carlos Lopes, do Departamento Estadual de Trânsito (Detran); João Paulo Lamas, coordenador do programa Despoluir da Federação das Empresas de Transporte (Fetransporte); Vitor José Macedo Queiroz Lima, do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon); Eraylton Moreschi Junior, do grupo SOS Espírito Santo Ambiental; e Márcia Furieri, da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb), que não faria apresentações, mas foi convidada a compor a mesa. Os representantes do Detran e do Sinduscon não fizeram apresentações, apenas se colocaram “à disposição para os questionamentos”. A audiência começou com uma apresentação do deputado Cláudio Vereza (PT), com um resumo de cada uma das audiências públicas anteriores. Na apresentação de slides, um gráfico de “pizza”, dessa vez, chamou a atenção da sociedade civil. Referente ao inventário de emissões do período 2009/2010, atribuía 68,2% das emissões totais às emissões veiculares; cerca de 16% à Vale e pouco mais de 2% à ArcelorMittal. “Um número mascarado”, disse Moreschi, evidenciando que as emissões de outras origens, tal qual industriais, são somadas na conta da poluição veicular. O que, de forma alguma, isenta o transporte urbano da participação na poluição do ar. Ora chamado de “grande bolacha” por Moreschi, ora de “queijo minas” por Vereza, o grande arremate sobre o gráfico de “pizza” foi de Paulo Pedrosa, presidente da Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC). “Eu também sou mineiro, deputado, e o meu queijo minas é branco e cheio de furinhos, não é um queijo com um furo preto de pó de minério”, figurou. “Amanhã isso vai ser nota no Século Diário”, disse Vereza. E foi. Paulo Pedrosa também classificou que o maior problema de Vitória não são as vias de tráfego, relatando a ocasião da crise econômica mundial de 2009, que fez com que as atividades do complexo de Tubarão fossem paralisadas. “A minha casa ficou limpa, e os carros estavam ali. As vias de Vitória estão entre as mais limpas do país, só tem carro zero andando na rua”, relatou, se referindo às emissões dos veículos novos, consideradas baixas se comparados aos antigos. Paródia O discurso de sustentabilidade da Vale foi parodiado pelo SOS Ambiental, que se aproveitou dos próprios “jargões do marketing da empresa” para expressar o descontentamento da população com as ações da mineradora. Segundo a paródia, a Vale tem “compromisso com o lucro”, “desprezo aos funcionários” e “informações sem comprovação”. Segundo o grupo, a mineradora também pratica o “desperdício da água” e quer “dividir o pó preto com o cidadão”, usando “tecnologias ultrapassadas”, a exemplo das windfences, sem deixar de tirar os votos favoráveis à CPI do Pó Preto e se negando a responder aos questionamentos do SOS. Estes, inclusive, foram indicados pela mineradora a serem encaminhados ao Ministério Público Estadual (MPES), “parceiros” da mineradora,ao Iema e às oito associações de moradores representadas por Paulo Esteves. O MPES, aliás, foi definido não como ministério, mas como um “mistério público” por José Carlos Siqueira Junior, presidente da Associação Nacional dos Amigos do Meio Ambiente (Anama), que também lembrou a total ausência do órgão nessas situações. Até a Findes, segundo o SOS, “defendeu com tanta gana as poluidoras que esqueceu de defender sua própria vida”. Os casos diversos de espionagem praticados pela Vale também não passaram impunes no discurso entoado por Moreschi, que arrematou: “O que a Vale gasta atualmente com o monitoramento [se referindo à espionagem], poderia ser gasto com a sociedade”. Enxofre A Fetransportes definiu como um “grande sucesso” a troca da frota dos antigos ônibus das linhas metropolitanas por modelos mais novos. Os motores dos veículos antigos eram modelo Euro 3, sendo que no mesmo ano de 2011, na Europa, já se usava o modelo Euro 6. Mas, ao invés de trocá-los pela tecnologia mais nova, os novos modelos adquiridos foram da geração Euro 5. Outra questão levantada foi a da substituição do diesel S500 (com 500 partículas de enxofre por milhão) para o diesel S10 (com 10 partículas de enxofre por milhão), que a Fetransportes disse ser 80% menos poluente. Entretanto, após uma pergunta, foi revelada a real situação da frota de transporte público da Grande Vitória: apenas 80 ônibus funcionam com o diesel S10, o menos poluente, enquanto 1.420 veículos ainda não usam esse tipo de combustível. Uma frota extremamente poluidora, quase 18 vezes maior do que a que usa o combustível menos poluente. “Uma tecnologia muito nova”, defendeu o representante da federação, sendo contraposto por Moreschi, do SOS Ambiental, que questionou porque em Vitória ainda se usa o diesel S500, se na cidade de São Paulo toda a frota, muito maior, já usa o S10. Lamas respondeu que aqui se passa por uma “fase de transição” e, novamente, foi questionado por Moreschi, que alertou sobre o fato de Vitória ser uma das capitais brasileiras com maior concentração de enxofre na atmosfera. O enxofre, aliado a outros elementos químicos presentes na natureza, pode provocar danos ao sistema respiratório e cardiovascular, além de provocar o fenômeno conhecido como chuva ácida, já registrado na Ponta de Tubarão, nas proximidades da ArcelorMittal, sua maior emissora. Esta, aliás, dessa vez não enviou representantes à audiência. O representante da Fetransportes ainda tentou se
Livro juvenil aborda os efeitos trágicos da combinação álcool-direção
Neste domingo (17), a partir das 15h, o escritor e jornalista Maxwell dos Santos lança seu novo livro, Melanie, que será disponibilizado para download gratuito na página oficial do livro e no Issu. Melanie é uma bonequinha de tão pequena (mede 1,53 m), de olhos verdes e cabelos castanhos, meiga e carinhosa com todos que a cercam. Tem 18 anos e mora no Bairro da Penha. Ela tem o sonho de ser médica. Sua vida é radicalmente transformada quando é atropelada com seu irmão Juninho, sua prima Bárbara e o frentista Carlinhos num posto de gasolina por dois rapazes que estavam participando de um racha. A prima e o irmão morrem, assim como o frentista. Mesmo com esses problemas, ela dá a volta por cima e ainda ganha uma bolsa de estudos no cursinho mais caro da cidade: o Lamarck. O livro visa lutar contra a impunidade nos crimes de trânsito, conscientizar a população dos perigos da combinação do binômio álcool-direção e mostrar a superação de uma jovem após perder os parentes num atropelamento. Terá o prefácio por um operador da segurança pública envolvido diretamente com delitos de trânsito que tentará um cargo eletivo nas eleições gerais de 2014. No Brasil, de acordo com o Observatório Nacional do Trânsito, houve mais de 60 mil mortes no trânsito no ano de 2012. Estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que 1,3 milhões de pessoas morrem anualmente no trânsito e que até 2030 esse número suba para 2,4 milhões. 62% das mortes no trânsito, segundo dados da Organização Mundial da Saude ocorrem em 10 países – Índia, China, Estados Unidos, Rússia, Brasil, Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Maxwell dos Santos nasceu em Vitória em 1986 e mora no Bairro da Penha. É jornalista, escritor e roteirista audiovisual. Em 2012, publicou seu primeiro livro impresso, As 24 Horas de Anna Beatriz. Em abril de 2013, lançou o livro Ilha Noiada – Um Grito de Socorro de uma Juventude Adicta. Vale ressaltar que todo terceiro domingo de novembro é comemorado o Dia Mundial em Memória às Vitimas de Acidentes de Trânsito. Em 2013, o terceiro domingo é no dia 17. O lançamento nessa data vem para corroborar com esta causa.
Marias e Amarildos
Retrocesso. Esse é a palavra que melhor traduz a Portaria 064-R, da Secretaria de Segurança Pública. Com a justificativa de regulamentar a apreensão de materiais, instrumentos e armas pertencentes à PM provenientes de crime cometido por policiais militares no exercício de suas funções, a portaria, que entrou em vigor a partir desta quarta-feira (13), tira a prerrogativa da Polícia Civil de investigar crimes praticados por militares. Com a portaria, a Corregedoria Geral da PM passa a assumir as investigações envolvendo militares. A medida foi mal recebida pelos delegados, com razão. O Sindicato dos Delegados de Polícia do Espírito Santo (Sindelpo) alega que a portaria é inconstitucional, além de contrariar as diretrizes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Fontes ligadas à Polícia Civil disseram que os delegados estão dispostos a não cumprir a portaria da Secretaria de Segurança Pública, uma vez que uma medida que é “inconstitucional não deve ser cumprida”. Polêmica à parte sobre a constitucionalidade da portaria, tirar a prerrogativa de apuração dos crimes da Polícia Civil torna o cidadão ainda mais vulnerável à ação da polícia. Não é novidade para ninguém que invariavelmente os policiais militares protagonizam ações desastradas, que resultam na morte de civis, muitas vezes inocentes. Em abril deste ano, só para citar um caso notório de despreparo da polícia, a gerente de supermercado Maria da Penha Schöpf Auer, após ser feita refém em um sequestro relâmpago na Serra, acabou sendo morta pelos próprios policiais militares. Na perseguição aos sequestradores, os PMs atiraram contra o carro e acertaram a vítima, que estava trancada, indefesa, no porta-malas. O crime foi apurado pela Polícia Civil e o inquérito, com base nos laudos, indiciou os quatro policiais envolvidos na ação por homicídio doloso – quando há intenção de matar. O juiz concluiu que havia indícios suficientes para aceitar a denúncia do Ministério Público e responsabilizar os policiais pelo crime. O caso que gerou grande comoção entre os familiares e amigos da vítima, que julgaram criminosa a ação da polícia, revoltou a categoria, que saiu em defesa dos policiais, alegando que os PMs não deveriam ser responsabilizados pelo crime. Ora, não é novidade para ninguém que a instituição militar tende a ser corporativista. Será que se o crime da gerente fosse apurado pela Corregedoria da PM os policiais seriam indiciados? O Sindelpo cita o caso Amarildo, vítima da ação da PM do Rio de Janeiro. O inquérito da Polícia Civil denunciou até agora 25 policiais militares envolvidos na tortura e morte do pedreiro. É em função de casos como o do pedreiro Amarildo e da comerciante Maria da Penha que a apuração de crimes envolvendo PMs deve continuar com a Polícia Civil, que pode garantir isenção e transparência nas investigações.
Guerra sem fim
Nossos computadores são constantemente alertados sobre a intempestiva chegada de um novo vírus . Sim, todo cuidado é pouco! Não abra links desconhecidos, não passe qualquer informação importante sobre você ou a empresa em que trabalha… enfim, vivemos agora com mais essas espada de Dâmocles sobre nossas cabeças – os vírus de computador. Tal como os vírus do corpo, os vírus digitais aparecem não se sabe de onde, entram sem serem convidados e fazem estragos. O último invasor é o CryptoLocker, um vírus trojan, ou Cavalo de Troia, que há vários meses está assaltando computadores no mundo todo. O verbo está correto, Isso é um assalto! Ele invade seu PC e sequestra seus dados, deixando uma nota exigindo o resgate – 300,00 dólares ou euros para ter seus dados de volta. Ou paga ou perde seus arquivos para sempre. Voltamos aos tempos da Máfia italiana, quando se pagava para não ser morto ou assaltado. Estando os computadores ainda na fase rebelde da adolescência, naturalmente os vírus são crimes recentes. A primeira vez que ouvimos falar em programas invasores auto-replicantes que infectam arquivos e/ou computadores foi em 1983. No ano seguinte passaram a ser definidos como vírus. Enfim, uma praga. Em 1986, o primeiro vírus foi identificado – o Brain, do Paquistão. Numa relação causa e efeito, surgiu também o primeiro anti-vírus, o Avast. Estava declarada a guerra digital. Infelizmente, até o momento em que digito essas linhas, os vírus estão levando a melhor. E cada vez mais se sofisticados. Os anti-vírus vão também se atualizando, tentando seguir o avanço acelerado do inimigo, mas estão sempre um passo atrás. No começo de 1989, apenas 9% dos computadores tinham vírus; no final do mesmo ano, a percentagem já era de 63%. O primeiro vírus a aparecer na mídia foi o Michelangelo, em 1992. Como resultado, a venda dos anti-vírus subiu drasticamente, e hoje ninguém que ame seu computador o deixa sem essa armadura protetora. Tal como as gripes eles vêm do ar, e no princípio não tinham certidão de nascimento, pois como bem diz o vulgo, filho feio não tem pai. Em 1994, o criador do vírus Pathogen é descoberto pela Scotland Yard. Se fosse brasileiro, o processo estaria rolando na justiça até hoje; mas na Inglaterra o espertinho levou 18 meses de cadeia. O Concept, de 1995, foi o primeiro vírus de macro. Até agora, o vírus mais devastador foi o Chenobyl, de 1999. Nos Estados Unidos fez apenas marolas, mas provocou grandes estragos em outros países, principalmente na China, onde deu um prejuízo de 291 milhões de dólares. Em 2000, o LoveLetter, vindo das Filipinas, arrasa a Europa e os Estados Unidos – em apenas seis horas infestou três milhões de computadores, provocando um prejuízo de 8.7 milhões. Tudo começou como uma brincadeira de jovens entediados, que queriam saber até onde poderiam chegar seus bichinhos de estimação. Hoje o quadro mudou, e somos atacados por mentes criminosas com um único objetivo: assalto à mão desarmada. Em 1995, havia 15.000 vírus conhecidos; em janeiro de 2011, eram mais de um milhão! Lembre-se: o melhor ambiente para a propagação dos vírus são as redes sociais. Desligo.
Um passo atrás
A nomeação de Paulo Ruy Carnelli na presidência da Cesan já é interpretada nos meios políticos como uma tentativa de retomada, pelo governador Renato Casagrande, do projeto de unanimidade no Estado. Ou seja, ele candidato à reeleição, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) ao Senado, e a vice entregue ao ex-prefeito João Coser (PT). As declarações de Paulo Ruy na imprensa corporativa e do secretário-chefe da Casa Civil, Tyago Hoffman, também sinalizam nessa direção. Logo após o anúncio da nomeação, os dois tentaram afastar qualquer sinal de ruptura entre Casagrande e Hartung, e até forçaram a barra, vendendo um clima de harmonia, quase amor, sentido totalmente contrário ao cenário observado nos bastidores nos últimos tempos. Além de Paulo Ruy ser um conhecido hartunguete de carteirinha, ele chega ao comando da Cesan logo após as pesquisas eleitorais colocarem Casagrande na frente de Hartung e quando, finalmente, o governador demonstrava descolar sua gestão da anterior. Não dá para achar que foi à toa. Tem jogada política em armação para 2014. Freguês Não é à toa, também, que o ex-presidente do Bandes e pré-candidato ao governo do Estado em 2014, Guerino Balestrassi (PSDB), está berrando por ai contra a nomeação de Paulo Ruy. Já sentiu o clima e pode virar comida de onça, mais uma vez. Freguês II Imagine o temor de Balestrassi, saiu pela porta dos fundos do Bandes, sem nem dar tchau, para encarar essa no PSDB, e corre o risco de ficar a ver navios. Que sina. Ameaça A propósito, a possibilidade de uma candidatura ao Senado do coronel Luiz Sérgio Aurich (PSDB), conforme a coluna antecipou nessa terça-feira (12), causou alvoroço nos meios políticos. Não só por atender à conjuntura atual da Polícia Militar no Estado, mas pela oportunidade dele ir para o confronto. Intrigado e preocupado deve estar Hartung. Vida longa Comentário de uma raposa política: nunca houve melhor casamento político do que o firmado entre Coser (PT) e Hartung (PMDB), que já comemora bodas de estanho (10 anos). Um da direção e o outro segue – nesse caso, Hartung manda e Coser obedece. Assim, não há atritos. Ah, um serviço! Os deputados estaduais conseguiram gastar dez minutos da sessão dessa terça-feira (12) falando de…futebol! É mole ou quer mais? ‘Detalhe’ Na mesma sessão, Euclério Sampaio (PDT) falou, falou sobre o caso dos tanques de soda cáustica de Paul, em Vila Velha, com direito à apresentação de Power Point e tudo mais. Certa hora, resolveu dar exemplo de situação semelhante, segundo ele, no Rio de Janeiro. Mas logo recebeu o alerta do petista Roberto Carlos (PT): “foi no México”. “Ichi”, passou longe. Milagre Pare as máquinas: os vereadores de Vila Velha derrubaram veto do prefeito Rodney Miranda (DEM)? Vai chover canivete. Férias prolongadas O Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região aceitou o pedido feito pela OAB-ES e decidiu suspender os prazos processuais entre 7 e 17 de janeiro de 2014. Somado ao recesso forense entre 20 de dezembro e 6 de janeiro, os advogados terão período de descanso de quase 30 dias. Moleza, hein. 140 toques “E no RJ Procon determina fixação de aviso sobre azeites vendidos como extravirgens informando que são apenas virgens. E no ES, providências?”. (Roberto Beling – Rede Sustentabilidade – no Twitter). PENSAMENTO: “Quando se exclui de uma situação todas as impossibilidades, o que sobrar, por mais improvável que pareça, deverá ser a verdade”. Sir Arthur Conan Doyle