Foi aprovado nesta quarta-feira (13), na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ) do Senado, o texto do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 55/2013, que dentre várias providências transfere o Museu Mello Leitão da estrutura do Ministério da Cultural (MinC), onde é vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), para a estrutura básica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), alterando sua denominação para Instituto Nacional da Mata Atlântica. A aprovação do PLC foi comemorada pelo relator ad hoc – parlamentar escolhido para ler o parecer sobre um projeto feito por outro parlamentar, devido à impossibilidade deste último de comparecer à comissão ou ao Plenário – da matéria, senador Ricardo Ferraço (PMDB), e pela senadora Ana Rita (PT), que já havia demonstrado apoio anterior à transição do Mello Leitão. Além desta providência, o PLC também cria, sob a gestão do MCTI, o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste e o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal e o Instituto Nacional de Águas, além de 83 cargos comissionados que serão ligados a estes órgãos e ao Instituto Nacional do Semiárido, ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e ao Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal. Agora, a matéria segue para a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). No mês passado, a Associação de Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão (Sambio) denunciou a falta de ações concretas por parte dos governos estadual e federal para a manutenção do museu, mesmo após uma reunião, em agosto último, com o deputado federal Paulo Foletto (PSB) e com o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jadir José Pela. A Sambio também apontou a inércia da gestão do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e denunciou que não houve nenhuma movimentação para a abertura de editais, solicitados na reunião, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes) para apoio às Coleções Biológicas do museu, setor considerado de prioridade para investimentos financeiros. O Mello Leitão passa por uma fase de carência de material de estudos e de pessoal. Os investimentos federais ainda não podem ser feitos pelo MCTI e não vêm do MinC, que não é estimulado a dar continuidade a um trabalho que não será mais deles. O apoio que a área de Museu recebe do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em nível de pessoal, se resume ao trabalho de dois estagiários de graduação, que podem se manter por no máximo dois anos na atividade. Segundo a Sambio, tradicionalmente, em outros museus e instituições que possuem Coleções Biológicas, existe uma estrutura de pelo menos um curador de cada grupo biológico, com nível em geral de Doutorado, que é responsável pelo desenvolvimento da coleção e das pesquisas relacionadas ao grupo, além de alguns técnicos e pesquisadores. O Mello Leitão foi criado em 1949 pelo naturalista Augusto Ruschi (1915-1986), que recebeu do Congresso Nacional, em 1994, o título de “Patrono da Ecologia do Brasil”. O museu, localizado em Santa Teresa, na região serrana do Estado, desenvolve trabalhos com foco na biodiversidade da Mata Atlântica do Estado e voltados para educação e difusão científica na área de biodiversidade e na área de pesquisa e investigação científica. O Museu é uma das principais instituições ligadas ao patrimônio natural do País.
Divisão na Executiva equilibra embate de forças no PT-ES
Passada a eleição para a presidência do PT estadual, a distribuição de assentos na Executiva do partido já foi definida. Como a composição é proporcional, a divisão acabou equilibrando as forças, ainda com vantagem para o grupo do novo presidente do partido, o ex-prefeito de Vitória João Coser, mas vai garantir os debates sobre as decisões do partido. O grupo de Coser conseguiu seis assentos na Executiva, mas como o ex-prefeito foi apoiado por outras correntes, esse número ficará diluído, com dois nomes da sua corrente, a Alternativa Socialista (AS), dois da Democracia Socialista (DS) e dois dos Independentes. A corrente do presidente da CUT-ES, José Carlos Nunes, a Construindo um novo Brasil (CNB), também apoiou Coser e terá dois nomes na Executiva. Apesar do apoio, Nunes tem projetos pessoais para o próximo ano, o que torna seu grupo oscilante. De outro lado, os militantes do partido que questionam o caminho tomado pelo PT capixaba nas movimentações conseguiram, somados, cinco lugares garantidos. Isso vai assegurar que haja debates internos sobre o posicionamento do partido, sobretudo, no que diz respeito à eleição do próximo ano. A corrente da senadora Ana Rita teve 15% dos votos, garantindo para Articulação de Esquerda (AE) duas cadeiras, mas como o líder da Assembleia tem direito a lugar na mesa, o grupo ganha mais um, já que a bancada é comandada pelo deputado Claudio Vereza, que faz parte da AE. O grupo do subsecretário de Direitos Humanos do Estado, Perly Cipriano, que representa o grupo lulista no Espírito Santo, conseguiu 12% dos votos no Processo de Eleição Direta (PED), do último domingo (10), e também terá dois representantes na Executiva. Embora as articulações eleitorais tendam a ser decididas entre os presidentes dos partidos e como Coser já esteja inserido nesse processo de discussão, a presença das lideranças que disputaram com ele o PED na Executiva tornará mais difícil a imposição vertical das decisões sobre o posicionamento do partido no cenário de 2014.
Proposta quer tornar pública sanções disciplinares a oficiais da Polícia Militar
Na sessão ordinária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (13) teve início a tramitação da Proposta de Decreto Legislativo (PDL) 78/2013, de autoria do deputado estadual Gilsinho Lopes (PR), que visa a dar mais transparência aos atos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. O PDL susta os efeitos do primeiro parágrafo do artigo 31 do decreto estadual nº 254-R que “Aprova o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Espírito Santo”. Este decreto determina que as sanções disciplinares impostas a oficiais ou aspirantes a oficiais devem ser publicadas em Boletim Reservado, com acesso restrito a militares de alta patente. O deputado Gilsinho Lopes, que também é presidente da Comissão de Segurança da Assembleia, afirma que a publicidade em sanções disciplinares deve ser dada a militares de todas as patentes. “O Ministério Público dá publicidade, assim como o Poder Judiciário, o Executivo e a Polícia Civil”, diz o parlamentar, acrescentando que não há motivo para esconder as sanções disciplinares de oficiais. Gilsinho ressalta que vai pedir urgência na tramitação da proposta, que depois de ser lido na sessão desta quarta-feira segue para publicação no Diário do Poder Legislativo e depois será encaminhado à análise das comissões de Justiça, Cidadania e Segurança para emissão de parecer. A proposta salienta que o militar estadual é um agente público, não interessando se oficial ou praça, e no exercício da função pública não há que se falar em preservação da intimidade, da honra ou qualquer outro meio a se esquivar da publicidade de sua conduta no exercício dela. “É inadmissível que haja tamanha discrepância em relação à publicidade, ou seja, para uma parcela da corporação seus atos disciplinares são obscuros a quase todos”, diz o texto do PDL.
Procuradoria do Estado quer barrar pagamento dos 11,98% a servidores da Assembleia
A Procuradoria Geral do Estado (PGE) entrou, na última semana, com uma ação de embargos à execução na Justiça para barrar a liberação dos precatórios aos servidores da Assembleia Legislativa, que tiveram perdas na conversão da URV – o chamado repasse dos 11,98%. No processo, o procurador-geral Rodrigo Marques de Abreu Júdice pede a realização de uma nova perícia contábil nos documentos, além da prescrição de parte das dívidas. Esse pagamento é alvo de polêmicas há quase uma década, cuja solução parecia ter sido encontrada após um acordo entre a Casa e o Palácio Anchieta. No entanto, a ação da PGE pode adiar ainda mais o pagamento aos atuais funcionários e ex-servidores da Assembleia, que foram os únicos a não receberem a compensação – ao contrário de servidores e até membros do Ministério Público, Poder Judiciário e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que é um órgão auxiliar da própria Assembleia. O processo está sendo analisado pelo juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual, que havia dado ganho de causa ao sindicato dos servidores do Legislativo. Nos autos do processo, o procurador-geral alega que a planilha de cálculos [dos pagamentos], apresentada pela entidade, não contém todas as informações necessárias para determinar o valor exato de cada pagamento. Para Rodrigo Júdice, a complexidade do tema se resume as mais de 25 mil folhas do processo de cobrança da dívida: “Em que pese as planilhas juntadas terem sido elaboradas pela Assembleia, diante de uma análise inicial, não é possível identificar quais os cargos existiam em março de 1994; a data correta da demissão/exoneração dos servidores nem, tampouco, há nos autos todas informações necessárias para correta apuração do quantum debeatur (valor discutido)”. O chefe da PGE sustenta que os cálculos não levaram em consideração os cargos existentes em 1994, época da conversão da Unidade de Real de Valor (URV) para o Plano Real, mas apenas as fichas financeiras da Casa entre os anos de 1999 e 2009. Na ação, Rodrigo Júdice pede que a inclusão das fichas entre março de 1994 e março de 1999 no processo, além de uma nova perícia contábil para definir quem terá direito à compensação. Caso o pedido seja acolhido pelo juízo, existe a possibilidade de exclusão de nomes que figuram na atual lista de beneficiários. Entre os pedidos da ação, Rodrigo Judice também pede que o juízo determine a apuração e recolhimento nos cálculos de valores devido a título de contribuição, o que deve provocar ainda um desconto no valor dos futuros precatórios. O procurador-geral também pediu a exclusão da base de cálculo do valor de gratificações e funções gratificadas que não existiam na época da conversão da URV. Em nota publicada em seu site, o Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado (Sindilegis) criticou a decisão da PGE, que contraria o acordo firmado entre o Poder Judiciário, governo do Estado e a direção da Casa. “A postura da PGE é mais um imbróglio do governo que se assemelha ao caso do veto ao PCS (plano de cargos e salários dos servidores do Legislativo)”, repreenderam. Uma comissão especial, formada por deputados, chegou a discutir soluções para o pagamento da dívida. No mês de agosto último, o presidente da Assembleia, deputado Theodorico Ferraço (DEM), chegou a anunciar uma decisão de promover a liquidação da dívida dos 11,98% por meio de precatórios. Na ocasião, o parlamentar garantiu que havia um compromisso do governador Renato Casagrande em dar celeridade ao pagamento da dívida. O pagamento já foi reconhecido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o caso parece ainda longe de uma solução definitiva. A PGE estima que a questão envolva até R$ 104 milhões.
Vereadores têm 15 dias para apresentar emendas para o Plano Plurianual de Vila Velha
Os vereadores de Vila Velha têm até o próximo dia 30 para apresentar emendas ao projeto de lei do Executivo municipal sobre o Plano Plurianual (PPA). A data foi definida durante audiência pública realizada nesta terça-feira (13), na Câmara de Vereadores. A participação popular no debate foi considerada baixa. Representantes da sociedade civil reclamaram que a audiência foi mal divilgada. “O Fórum Popular em Defesa de Vila Velha não foi convidado. Também não recebemos o documento digital do PPA o que torna nosso conhecimento mais limitado para debater. Ainda sim, sentimos que o secretário Antônio Marcus [Carvalho Machado, titular da pasta de Planejamento, Orçamento e Gestão] tem uma boa visão sobre a valorização da cultura da cidade e de como preparar a cidade pra isso”, disse Irene Léia, do Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV). Segundo ela, o secretário garantiu que irá analisar as propostas apresentadas pela sociedade e mostrou dados importantes sobre o que a juventude do município espera para a cidade. Entre os temas polêmicos discutidos durante o debate está o porto de águas profundas, previsto para ser implantado entre os bairros de Interlagos e Ponta da Fruta. De acordo com o levantamento feito pelo secretário, apesar de parte dos jovens se posicionarem a favor do empreendimento, também é grande o número de jovens que não querem conviver com os impactos que serão gerados pelo porto. Outro ponto abordado, é que o porto vem sendo anunciado como algo definitivo, antes mesmo do debate público avaliar se o porto é ou não viável para a população canela-verde. No PPA, por exemplo, há duas ações contraditórias. A primeira prevê a implantação do porto de águas profundas e os recursos para tanto. A segunda prevê a consolidação do circuito de agroturismo em Vila Velha. Para os representantes da sociedade civil, uma ação anula a outra, visto que ao tentar atrair o porto o município abrirá mão da sua vocação turística. Críticas também foram feitas em relação aos serviços públicos envolvendo a saúde, infraestrutura urbana, meio ambiente, turismo, segurança e educação no município. As lideranças também cobraram a implantação do restaurante popular, da Casa do Cidadão e do projeto Horta Popular. No caso do bairro Nova América, moradores reclamaram do abandono e da pouca visibilidade dada à região pontuando as carências relacionadas à saúde, educação, segurança, entre outros pontos. De acordo com o secretário, todas as críticas e propostas serão analisadas e poderão voltar como emendas ao projeto que será votado em dezembro deste ano. Além do porto, o PPA prevê investimentos em parques públicos, mas não detalha quantos e em quais lugares serão instalados. O PPA foi apresentado em um formato resumido à população e tem a incumbência de definir os investimentos do município para os próximos quatro anos. Os vereadores deverão entregar as emendas com as propostas da população até o próximo dia 30, já a matéria deverá ser votada pela Câmara na primeira quinzena de dezembro. A audiência pública sobre o PPA durou pouco mais de duas horas e contou com a participação dos vereadores João Artem (PSB), Valter Rocon (PDT) e Osvaldo Maturano (PMDB) – que compõem a Comissão de Finanças da Câmara – além de Arnaldinho Borgo (SDD), Joel Rangel (PSB), Wedson Boneli (PTN), Ricardo Chiabai (PPS), Andinho Almeida (PMDB) e Zé Nilton (PT). Também estiveram presentes representantes do Sindiupes, 7º Batalhão da PM, Movimento Vida Nova Vila Velha (Movive), Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV), Centro Comunitário de Ponta da Fruta e Associações de Moradores da Praia da Costa, Coqueiral de Itaparica, Cobi de Cima, Prainha, Nova América e Boa Vista I, além de servidores da Câmara e da Prefeitura de Vila Velha.
Candidatura ao Senado do coronel Aurich empolga militares e tucanos
O assédio de um grupo de oficiais para que o coronel reformado Luiz Sérgio Aurich (PSDB) entre na disputa ao Senado em 2014 ganhou repercussão nos meios políticos, sobretudo porque, de saída, o tucano parece disposto a aceitar o desafio. A ideia, divulgada pela coluna Socioeconômicas de Século Diário nessa terça-feira (12), ganhou força nas redes sociais e dentro do partido. No ninho tucano há uma receptividade grande à possibilidade de Aurich vir a disputar a vaga. A possibilidade de um candidato que represente os militares na eleição também agrega apoio à candidatura tucana. Para os militares, a eleição de Aurich representa a possibilidade de levar o debate da segurança pública para o Senado, tendo mais condições de avanços do que na Câmara dos Deputados, em que a representação mais diluída não garante uma efetividade dos discursos. A vantagem entre os militares está no fato de que a corporação trabalha estrategicamente fechada em eleições, escolhendo um candidato para apoiar e mobilizando toda a corporação e as famílias. Se Aurich tiver cabos eleitorais militares em vários municípios, como age o grupo, terá condições de se credenciar para a eleição. A candidatura ao Senado para os tucanos, além de colocar um nome em condições de competitividade na eleição, funcionará também como um espaço garantido para a divulgação da candidatura presidencial do partido no Estado. O PSDB vem trabalhando a candidatura ao governo de Guerino Balestrassi, que internamente tem se mostrado empolgado com a missão, mas fatores externos devem ser considerados para a viabilidade de seu palanque. Caso o tucano não consiga se consolidar como candidato ao governo, a candidatura ao Senado garantiria tempo de TV e palanque para o senador Aécio Neves no Espírito Santo, cumprindo assim o compromisso com a nacional, com liberdade para que os tucanos capixabas consigam se movimentar nos meios políticos, no sentido de buscar a melhor acomodação para 2014.
Justiça Federal vai examinar ação de improbidade contra ex-prefeito de Ibatiba
O ex-prefeito de Ibatiba (região Caparaó) Soniter Miranda Saraiva vai responder a uma ação de improbidade administrativa por supostas irregularidades em pagamentos de servidores comissionados no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A decisão é do juiz Valeriano Cezário Bolzan, da Vara Única do município, que declinou da competência da Justiça estadual para o processamento e julgamento da denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPES). No documento assinado no último dia 23 e publicado nesta quarta-feira (13), o magistrado considerou que a competência para julgar ações relacionadas a tributos de natureza federal, como é o caso do Imposto de Renda e contribuições previdenciárias, seria da Justiça Federal. Na denúncia, o ex-prefeito é acusado de ter admitido pessoas sem concurso público sem fazer o desconto das contribuições obrigatórias. A prática teria sido flagrada em auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE). “No presente caso, em se tratando de ação de improbidade, o critério utilizado para a definição da competência diz respeito à natureza dos recursos omitidos. Desse modo, como no presente caso é de espécie, de verbas recolhidas e não repassadas ao INSS, entidade autárquica federal, passa-se que a competência para processar e julgar referida ação é da Justiça Federal”, diz a decisão, que seguiu o parecer do órgão ministerial. Com a decisão, a ação de improbidade (0001355-44.2006.8.08.0064), que tramita na Justiça estadual desde outubro de 2006, volta praticamente à estaca zero. A manifestação do juiz Valério Bolzan ainda cabe recurso por parte do ex-prefeito.
Cinema Estreias da semana
Woody Allen está de volta com a comédia Blue Jasmine. Depois de rodar em Roma, Paris, Londres e Barcelona, ele voltou aos Estados Unidos para desenvolver uma história que tem a crise econômica de 2008 como cenário. Para quem gosta de ação, o feriado tem a estreia da continuação de Jogos Vorazes. Em seu primeiro final de semana, ainda em agosto, Cine Holliúdy levou 23 mil pessoas às salas de Fortaleza. Depois entrou para a lista dos 10 filmes mais do país. Um fenômeno. O filme trabalhou com atores locais, da cidade de Senador Pompeu (CE) e recebeu legendas, por ser falado em típica linguagem cearense. A Sessão Lumière promove a exibição do ótimo E sua mãe também. Os filmes entram em cartaz nesta sexta-feira (15). ESTREIAS Blue Jasmine (Blue Jasmine, EUA, 2013, 98 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Woody Allen. Com Cate Blanchett, Alec Baldwin, Peter Sarsgaard, Michael Emerson. Mulher rica perde todo o dinheiro e é obrigada a morar em São Francisco com a irmã, numa casa muito mais modesta. Ela encontra um homem que pode resolver seus problemas financeiros, mas antes precisa descobrir quem ela é e aceitar que São Francisco será sua nova casa. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 14h30, 16h40, 18h50, 21h. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h10 e 21h. Cine Holliúdy (Cine Holliúdy, Brasil, 2012, 91 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Halder Gomes. Com Edmilson Filho, Miriam Freeland, Roberto Bomtempo, Falcão, Marcio Greyck. Francisgleydisson, proprietário de um pequeno cinema da década de 70, vê seu negócio ameaçado pelas novas formas de entretenimento da época. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h10. Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 15h30, 19h30, 21h30. Lore (Alemanha/Austrália/Reino Unido, 2012, 109 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Cate Shortland. Com Saskia Rosendahl, Nele Trebs, André Frid, Mika Seidel. Com a derrota do exército alemão na Segunda Guerra e a entrada das forças aliadas no país, cinco crianças embarcam numa jornada que irá desafiar todas as noções de família, amor e amizade. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h. Jogos Vorazes – Em Chamas (The Hunger Games – Catching Fire, EUA, 2013, 146 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Francis Lawrence. Com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Philip Seymour Hoffman, Woody Harrelson e Stanley Tucci. Segundo filme da franquia Jogos Vorazes. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1. 14h30 e 17h30. DUBLADO. 20h30 (LEG). Sala 7. 14h, 17h, 20h. DUBLADO. Cinesystem Shopping Boulevard Vila Velha: Sala 2. 15h, 18h30, 21h30. DUBLADO. Sala 3. 13h30, 16h20, 19h10. DUBLADO. 22h (LEG). Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 12h40, 15h40, 18h40, 21h50. DUBLADO. Sala 5. 13h20, 16h20, 19h30. DUBLADO. 22h30 (LEG). Sala 6. 14h50, 18h, 21h10. Sexta e sábado também 0h20. Sábado e domingo também 11h40. Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 14h30, 17h15, 20h. DUBLADO. Sala 3. 21h20. SESSÃO LUMIÈRE E sua mãe também (Y tu mamá también, México, 2001, 105 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Alfonso Cuarón. Com Maribel Verdú, Gael García Bernal, Ana Lopez Mercado. Dois adolescentes ontrolados pelos seus hormônios e desejam se tornar adultos rapidamente. Em uma tarde festiva eles encontram com uma garota espanhola 11 anos mais velha. Os três se aventuram em uma viagem onde inocência, sexualidade e amizade irão colidir. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. Terça 21h.
Iopes define empresa que vai executar obras da Apac de São Mateus
O Instituto de Obras Públicas do Estado (Iopes) publicou, no Diário Oficial desta quarta-feira (13), o resultado da licitação para escolha da empresa que vai executar as obras da unidade da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de São Mateus, no norte do Estado. A empresa vencedora da licitação foi a Residência Engenharia Ltda., que concorria com a Construtora Zaché Indústria e Comércio Ltda. O prazo de construção da unidade é estimado em um ano e meio, com custo de pouco mais de R$ 5 milhões. A Apac adota um modelo humanizado de ressocialização de apenados, baseado na profissionalização e estudo. A primeira unidade construída vai ser masculina, com capacidade para cerca de 140 presos. No método da Apac, o próprio reeducando é responsável pela recuperação e recebe assistência médica, psicológica, espiritual e jurídica. A Apac funciona em gestão compartilhada entre o Estado e a associação, formada por representantes da sociedade civil. A associação é norteada pela participação da sociedade, a solidariedade entre os recuperandos e o trabalho como possibilidade terapêutica e profissionalizante. No Estado, já existe uma Apac no município de Cachoeiro de Itapemirim, na região sul, com capacidade para 100 apenados do regime semiaberto. A taxa de reincidência dos apenados da Apac é de 8,2%, enquanto a do País é de 80%. Nas unidades que utilizam o método há mais regras de disciplina do que qualquer outro presídio – com horários para trabalho e estudo – mas os próprios detentos ficam em poder das chaves das celas e são eles que escoltam os outros até o fórum para audiências. São também eles que preparam a própria alimentação e fazem as refeições com talheres normais. Os apenados executam ainda trabalhos nas unidades da Apac. Eles produzem, por exemplo, peças para carros e artigos de vestuário, como sandálias e roupas.
Colchão cheio
Parece que a maré está mesmo a favor do governador Renato Casagrande (PSB). Nessa segunda-feira (11), o Espírito Santo conseguiu uma importante (ainda parcial) vitória no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Luis Roberto Barroso acatou o pedido de liminar do Estado e mandou suspender os pagamentos dos royalties à União, que o governo do Estado vinha fazendo religiosamente há mais de 10 anos. O mérito dessa decisão liminar favorável ao Estado deve ser dado ao governador Renato Casagrande, que na verdade está tentando “corrigir” o acordo feito pelo então governador Paulo Hartung (PMDB) com a união, logo no início do seu governo, em 2003. Hartung, à época, alegando estar com o caixa vazio até mesmo para pagar a folha do funcionalismo estadual, pediu socorro ao então presidente Lula. No acordo firmado, a União antecipou os repasses dos royalties. Em 2003, os créditos sobre a exploração do petróleo e gás foi avaliado em cerca de R$ 615 milhões. A União ofereceu R$ 350 milhões, que seriam descontados mensalmente dos repasses ao governo capixaba. Depois desse acordo, Hartung ainda pediria um novo adiantamento de mais R$ 139 milhões, totalizando R$ 590. Durante os oitos anos de governo (2003 – 2010) Hartung sempre se gabou que conseguiu tirar o Estado do buraco graças à sua expertise em gestão. Quase uma década depois o atual governador, porém, está provando que o acordo alardeado pelo antecessor não foi tão bom para o Estado. Ao contrário, nas palavras do ministro do Supremo, a dívida já está mais que paga. “Apenas para que se tenha uma dimensão dos valores envolvidos, só o excedente pago corresponde a mais de um quarto do que o Estado do Espírito Santo recebeu a título de royalties e participações especiais de petróleo e de gás natural em todo o ano de 2012”, conclui Barroso. Os hartunguetes de carteirinha vão sair em defesa do ex-governador para dizer que, naquele momento, foi o melhor que Hartung conseguiu negociar para tirar o Estado do vermelho. Entretanto, do acordo até o final de seu governo se passaram quase oito anos, ou seja: será que o ex-governador que se considera acima da média quando o assunto é gestão não percebeu que o acordo estava sendo lesivo ao Estado? A decisão liminar de Barroso ainda será apreciada pelo plenário do STF, mas tem tudo para ser confirmada. Além de suspender os descontos, o governo do Estado ainda tenta reaver cerca de meio bilhão que a União teria que devolver ao Espírito Santo, com base na tese de que o montante devido já teria sido pago faz tempo. Se conseguir sustar em definitivo os pagamentos e ainda recuperar meio bilhão, Casagrande faz barba, cabelo e bigode. Como a participação dos royalties é repassada também para os municípios, os prefeitos, caso o Estado vença a ação, iriam abrir um sorriso de fora a fora para Casagrande, que levaria os louros por ter tido a iniciativa de correr atrás do prejuízo. Sem dúvida, seria uma ótima notícia em ano pré-eleitoral para o governador, que poderia dar uma boa inflada no colchão da reeleição.