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Século Diário

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Se correr o bicho pega…

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Depois de meses de discussão, chega à etapa final o processo que pretende definir padrões de qualidade do ar mais rígidos em Vitória. Com omissão da poluidora Vale, que sequer compareceu ao debate do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) Respira Vitória, e algumas tentativas de protelação por defensores das empresas responsáveis pela poluição de toda região metropolitana – a ArcelorMittal também tem culpa no cartório -, o próximo passo é definir a minuta do projeto de lei que irá modificar a legislação atual. Daí a questão cairá no colo dos vereadores e do prefeito Luciano Rezende (PPS). Quem vai abraçar a causa?   Durante sua campanha eleitoral, Luciano Rezende manifestou preocupação com os elevados índices de poluição do ar registrados na Capital. Logo que tomou posse, ouviu em seus Gabinetes Itinerantes o clamor da população por uma solução a este que é o principal problema ambiental da Grande Vitória. O secretário municipal de Meio Ambiente, Cleber Guerra, faz acenos na mesma direção. E o presidente do GTI, vereador Serjão Magalhães (PSB), já garantiu que o prefeito tem como prioridade de sua gestão reduzir as emissões. O cenário, aparentemente, é favorável. Espero não pagar para ver.    Em relação aos vereadores, só Deus sabe. Ninguém se manifesta sobre o problema, nem agora nem nunca. Costuras serão fechadas com o Executivo, aquela coisa toda. Bandeira ambiental ninguém defende na Casa. Serjão assumiu esse posto. Na legislatura passada, fez o mesmo o vereador Namy Chequer (PCdoB) mas, agora, líder do Governo, só fica de escanteio.   O fato é que há uma necessidade incontestável de tomar providências nessa área, o que já vem com bastante atraso. A Capital do Estado tem um ótimo exemplo a seguir, que é o decreto publicado este ano pelo governo de São Paulo, estabelecendo novos padrões, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2005, que são até três vezes mais restritivas do que os padrões do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), há anos defasados.    Em São Paulo, foram definidas metas progressivas para a concentração de poluentes, até se chegar ao padrão ideal, porém, sem prazo. Por aqui a proposta é semelhante, algumas imediatas, outras com prazo de noves anos – não seria muito longo?   E nem bem terminou a discussão sobre estabelecer novos padrões em Vitória e o governo já veio pegar carona na questão. Meses atrás, a secretária de Estado de Meio Ambiente, Diane Rangel, afirmou que o governo irá ampliar a discussão em Vitória para todo o Estado. Já há também promessas do governador Renato Casagrande. Seria ótimo, não?   Mas não se anime. Melhor concentrar as esperanças em Vitória e, mesmo assim, fazendo fezinha todos os dias.    Do governo do Estado, que tem o rabo mais preso do que tudo com as poluidoras, não dá para esperar nada. Está para nascer, lá do Palácio Anchieta, quem ouse a desmontar esse sistema. Tudo lorota.    Aquela história: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.      Manaira Medeiros é mestre em Políticas Públicas e Desenvolvimento Local e especialista em Gestão e Educação Ambiental Fale com a autora: manaira@seculodiario.com

12/11/2013 / 0 Comments
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Em foco, a greve

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O que custou o sangue de muitos trabalhadores e que é o maior instrumento de conquistas de direitos, a greve, hoje vive um momento de banalização por parte do próprio movimento sindical, que entregue à interferência do capital e da disputa de poder, transformou a greve em instrumento de pressão e manipulação da massa trabalhadora e da sociedade como um todo.    Em debate no Congresso Nacional está a regulamentação do direito de greve dos servidores públicos. A proposta proíbe a greve nas Forças Armadas, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, exigindo que os demais profissionais de segurança pública atuem com 80% do contingente.    Outras 22 categorias de serviços essenciais, como assistência médico-hospitalar e ambulatorial, distribuição de medicamentos, transporte público, defensoria pública, tratamento de água e esgoto e distribuição de energia devem, de acordo com o texto, manter 60% dos servidores trabalhando. A greve deve ser ainda comunicada à população com 15 dias de antecedência.   A coluna sempre teve uma posição crítica em relação às greves no serviço público e nos setores de prestação de serviço essenciais à população, por causa do impacto que esse movimento tem na sociedade, que geralmente fica refém do entendimento entre governo e sindicato, sobretudo, nos setores de saúde e educação. Isso sem falar nas manobras dos sindicatos de transportes de pessoas, por exemplo, que tratam apenas de luta de poder e de atendimento de pauta econômica, sem ampliar o debate para a qualidade do serviço oferecido à população.    Feito esse registro, é preciso discutir o cerne da regulamentação. Com a ascensão do presidente Lula em 2003, esperava-se que o movimento sindical, de onde ele se originou, ganhasse espaço na discussão das reformas trabalhistas tão necessárias. Esperava-se que partisse do próprio movimento sindical a discussão dessas reformas, das regulamentações de seus direitos, sobretudo, o de greve.    Mas isso não aconteceu, o que abriu espaço para que os parlamentares construíssem a proposta e só agora, graças à derrubada do quorum da votação, o movimento acordou para entrar no processo.    As centrais sindicais rechaçaram os termos da proposta, avaliando que os procedimentos estabelecidos provocam a desmobilização dos trabalhadores. Bom, as centrais dizem que é a regulamentação que vai desmobilizar, mas na verdade, o movimento vive um processo de desidratação, que é causado pela própria apatia das centrais na mediação entre as categorias e o patrão, seja ele a iniciativa privada, seja o governo.    Mais uma vez ficou evidenciado o desprezo do movimento com os trabalhadores, deixando nas mãos de quem não é trabalhador, a função de regulamentar a forma como devem agir os trabalhadores. Uma vergonha!

12/11/2013 / 0 Comments
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Peças soltas

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Muitas interrogações estão nas rodas dos meios políticos com relação à nomeação de Paulo Ruy Carnelli na presidência da Cesan. Número um: Carnelli saiu da Secretaria de Meio Ambiente na gestão Renato Casagrande para defender os interesses da Odebretch no Estado, que tinham como alvo principal levar a bolada milionária do programa de saneamento da Serra, por meio de uma Parceria público-privada (PPP). Não deu certo, porque o próprio Casagrande tirou os hartunguetes do processo e freou a manobra para favorecer a empresa. Logo depois disso, Paulo Ruy simplesmente volta para a Cesan. Sinal de reconciliação do governo com a empresa; tentativa de recuperar essa relação? Número dois: Paulo Ruy está no PSDB e consegue ser mais hartunguete do que o ex-presidente da Cesan Neivaldo Bragato e o presidente regional do PMDB, deputado federal Lelo Coimbra. A ponto, inclusive, de ter se prestado ao papel de assumir uma candidatura laranja ao governo em 2002, só para beneficiar o ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Agora, no momento em que Casagrande e Hartung emitem sinais de separação, Carnelli volta ao governo? As justificativas do secretário-chefe da Casa Civil, Tyago Hoffman, da escolha ter passado pela experiência de Carnelli na área, sem qualquer relação partidária, sinceramente, não passa nem perto de convencer. Tem costuras, jogadas e artifícios nessa história. Não demora muito e as peças de encaixam.    Lamentável Aliás, não posso deixar de protestar contra a atitude de profissionais de imprensa que discriminam veículos e represam informações. Ana Luiza Freitas, assessora de Hoffman, foi procurada por Século Diário na tarde dessa segunda-feira (11) para confirmar a nomeação de Paulo Ruy. Adivinhe?   Lamentável II Primeiro disse que não tinha nada oficial a declarar, depois que Hoffman estava em reunião e, por fim, exigiu toda aquela burocracia de email – procedimento ridículo, por sinal -, para no final sumir do mapa. Não respondeu o email, nem atendeu às ligações posteriores. Os jornais A Gazeta e A Tribuna deram a notícia com aspas do secretário. A conclusão é óbvia.   Lamentável III O pior é que Ana Luiza age sob o comando do secretário, que tem origem no sistema do Instituto Futura. Explica muita coisa deixar Século Diário de fora, não explica?   Lamentável IV É bom que fique claro: quando um veículo de comunicação consegue informações privilegiadas de bastidores, ok, mérito próprio. Mas não era o caso. Nomeação de qualquer quadro no governo é informação oficial. Tem obrigação de ser transmitida à imprensa, em geral. Hoffman começou muito mal.    Ditadura O comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Edmilton Ribeiro Aguiar, não quer mais saber de manifestações de sua equipe contra o governo. Em comunicado interno, não só proibiu a participação dos bombeiros em protestos, como ameaçou todo mundo de “consequências nas esferas legais competentes”. A que ponto chegamos…   Possibilidade Um grupo de policiais militares quer seguir o mesmo caminho da Polícia Civil e apresentar um candidato ao Senado em 2014. O assédio é em cima de um dos coronéis mais respeitados da corporação, Luiz Sérgio Aurich, militante do PSDB. A PC, como se sabe, vai com o delegado de Trânsito, Fabiano Contarato (PR). Caso Aurich se convença, vai incomodar.   Oficial O Diário da Justiça publicou, nessa terça-feira (12), o afastamento do desembargador Roberto da Fonseca Araújo da função para processo de aposentadoria, já que completa 70 anos no próximo dia 22. Mais uma vaga aberta no Tribunal de Justiça.   Coração de mãe O governo Casagrande continua abrigando derrotados nas últimas eleições em sua equipe – de ex-prefeitos também tem uma lista extensa. Desta vez, nomeou Danilo Simões, candidato a vereador da Serra pelo PSB que ficou na suplência, em cargo de comissão de assessor especial nível IV, da Secretaria de Estado do Governo.    Coração de mãe II Na mesma função, assumiu o ex-jogador de futebol Geovani Silva (PP), cotado a disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa no próximo ano.   140 toques “Hoje [terça-feira, 12] em Vila Velha a imobilidade urbana mostrando sua cara. Verdadeiro lockout. E o prefeito doril? Depois de eleito sumiu!”. (Ex-vereador João Batista Babá – PT – no Twitter).   PENSAMENTO: “Ser político é ser amigo o suficiente para poder romper, e inimigo não mais que o suficiente para poder reatar”. Adhemar de Barros

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STF suspende descontos de antecipação de royalties do ES

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, suspendeu, nessa segunda-feira (11), a realização de descontos pela União no valor dos royalties pagos ao Estado do Espírito Santo pela exploração de petróleo e gás natural. A decisão atende ao pedido de liminar feito pelo governo estadual, que move uma ação cível originária (ACO 2178) contra a União em que pede o fim do acordo e a devolução de cerca de meio bilhão de reais pagos a mais dentro do acordo firmado em 2003, pelo então governador Paulo Hartung (PMDB). No processo, o Estado alega que o “lucro” do governo federal com o acordo foi bem superior ao crédito recebido na época para quitar a folha salarial do funcionalismo público estadual. O acordo inicial previa a antecipação dos valores dos royalties futuros da exploração de 62,9 milhões de metros cúbicos de petróleo e 6,2 bilhões de metros cúbicos de gás natural. Naquela ocasião, o crédito foi avaliado em R$ 615,94 milhões e adquirido pela União pelo valor de R$ 350,74 milhões – que foram repassados ao Estado e seriam descontados mensalmente dos valores a serem recebidos como compensação pela exploração. Contudo, o governo capixaba questiona os valores do contrato com base na valorização da cotação do petróleo – estimado em 275% no período entre 2003 e fevereiro deste ano –, além de um suposto “erro conceitual” na fórmula do acordo. Pelas contas do Estado, o governo capixaba já pagou R$ 1,46 bilhão, enquanto o valor dos créditos adquiridos pela União foi de R$ 1,03 bilhão – contando um aditivo feito também pelo ex-governador, em 2005, que garantiu o repasse de mais R$ 139 milhões pela União – totalizando R$ 590,40 milhões. Por conta dessa diferença, o governador Renato Casagrande cobra no Supremo a devolução de R$ 521.800.938,36, que teriam sido cobrados a mais, e da declaração da “inexistência de relação jurídica que autorize a continuidade dos pagamentos”, em outras palavras, do fim do contrato entre a União e o Estado. Para isso, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) sustenta que o “lucro” do governo federal com o acordo, no modelo firmado pelo antecessor, seria melhor do que em aplicações financeiras de grande rentabilidade, o que revela a vantagem excessiva para um dos lados. Na decisão liminar, o relator do caso reconheceu o desequilíbrio financeiro no acordo para antecipação dos royalties. “Em apreciação inicial, salta aos olhos o desequilíbrio econômico e financeiro da atual relação contratual, com vantagem excessiva para a União e ônus desmedido para o Estado”. O ministro Barroso também rechaçou as alegações do governo federal de que a operação não teria sido um empréstimo, mas a aquisição de um ativo com entrega em prestações de longo prazo: “Qualquer que fosse a natureza ou o objeto do contrato, o problema continuaria a existir: a desproporção entre as prestações de parte a parte”. Barroso também reconheceu a necessidade da suspensão imediata dos descontos por parte da União, Banco do Brasil e da Agência Nacional de Petróleo (ANP) até o julgamento final do mérito: “Também há prova inequívoca quanto ao ajuste e aos valores envolvidos – fatos confirmados ou não infirmados pela ré [União]. Considerando que, a cada mês, ocorrem novos descontos, ampliando a aparente disparidade discutida acima, considero igualmente presente o periculum in mora (perigo na demora). […] Parece mais prudente que sejam temporariamente suspensos os pagamentos, tendo em vista a discrepância já existente entre o valor inicial da operação e o montante já repassado à União Federal”. O ministro destacou ainda a relevância dos descontos na arrecadação dos royalties devidos ao Estado do Espírito Santo. “Apenas para que se tenha uma dimensão dos valores envolvidos, só o excedente pago corresponde a mais de um quarto do que o Estado do Espírito Santo recebeu a título de royalties e participações especiais de petróleo e de gás natural em todo o ano de 2012, em dados divulgados pelo próprio governo federal”, indicou. O relator determinou ainda a intimação do governo capixaba para oferecer réplica no prazo de 20 dias, de forma a especificar as provas que pretende produzir e informar sobre a existência de interesse em eventual conciliação. Concluído esse prazo, a União terá dez dias para se manifestar sobre a produção de provas que considere necessárias. A decisão liminar já está vigorando, mas deve passar ainda pela apreciação do plenário do STF.

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GTI Respira Vitória define padrões para emissões de poluentes

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Finalmente as definições sobre padrões mais rígidos para a qualidade do ar em Vitória ganham corpo. Reunião nesta terça-feira (12), realizada por uma comissão do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) Respira Vitória, consolidou os limites para quase todos os poluentes que serão estabelecidos na minuta do projeto de lei municipal que irá modificar a legislação atual. Somente a decisão sobre as Partículas Sedimentáveis (PS), pelo avançado horário de término da reunião e pela falta de consenso entre os presentes, ficou para a próxima quinta-feira (14).   Estiveram presentes na reunião desta terça Élio de Castro, assessor técnico da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vereadores de Vitória; Eraylton Moreschi Junior, representando a Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares do Espírito Santo (Famopes); Guilherme Abreu, da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes); Alexsander Silveira, coordenador do Centro Supervisório de Qualidade do Ar do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema); Dione Miranda, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa); o vereador Serjão Magalhães (PSB), presidente do GTI; e representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam).    Com exceção das Partículas Sedimentáveis (PS), todos os outros padrões definidos tiveram como objetivo final a meta internacional, alguns com adesão direta, outras com metas progressivas. A maioria das proposições foi originada da Famopes, que fez um estudo dos dados de coletas da qualidade do ar em Vitória nos últimos 13 anos para chegar a tais dados. As metas imediatas, assim, serão para os gases que obtiveram resultado semelhante ou até menor do que os padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).   A proposta da Famopes para as PS era de que esse padrão deveria valer apenas para as estações de coleta de dados da Ilha do Boi e do Hotel Senac porque, de 50 a 80% do material ali coletado provém das empresas atuantes na Ponta de Tubarão, Vale e ArcelorMittal. Assim, esse padrão força as poluidoras a se adequarem. A proposta foi de que a primeira meta, para a aplicação imediata após a entrada em vigor da lei, fosse de 7 g/m², chegando a 4 g/m² ao final dos nove meses de adequação. As PS não são regulamentadas pela OMS. Entretanto, a restrição a apenas duas estações de qualidade do ar da Capital incomodou a outras entidades presentes na reunião, que defenderam que os padrões de PS também devem ser reduzidos nas outras estações, localizadas em outros bairros. Além de sugerir que a média inicial fosse ainda maior, para 12 g/m², a Findes lembrou que é necessário um plano de ação para que a Semmam aplique imediatamente a meta proposta. Dessa forma, as medições das outras estações serão enviadas pelo Iema para os presentes na reunião antes do encontro que decidirá tal padrão, na próxima quinta-feira.   Padrões   Os poluentes que deverão estar dentro dos padrões internacionais para a qualidade do ar, assim que a lei entrar em vigor, são o monóxido de carbono (CO), que deverá ser de nove Partículas Por Milhão (ppm), num período de oito horas; dióxido de nitrogênio (NO2), que deverá ser de 200 microgramas por metro cúbico, em uma hora e de 40 microgramas por metro cúbico anual; e ozônio (O3), que deverá ser de 100 microgramas por metro cúbico, a cada oito horas.   Já os outros terão metas progressivas para, em nove anos, ser alcançado o estabelecido na OMS. O dióxido de enxofre (SO2), gás muito emitido pela ArcelorMittal, que causa doenças se associado à hemoglobina e no qual Vitória é campeã em concentração, não terá metas anuais, porque essas não são estabelecidas pela OMS. Assim, as metas para 24 horas começam aos 60 microgramas por metro cúbico e terminam no padrão internacional, de 20 microgramas por metro cúbico.   Para PM 10, o material particulado inalável, as metas anuais começarão em 35 microgramas por metro cúbico, seguidas de 27 microgramas por metro cúbico e chegando ao padrão da OMS, de 20 microgramas por metro cúbico. A média dessas partículas nos 13 anos de análises em Vitória foi de 27 microgramas por metro cúbico, a máxima foi em 2010, com 32 microgramas por metro cúbico, e a mínima em 2005, com 23 microgramas por metro cúbico. Já as metas das medições a cada 24h do mesmo material começam em 110 microgramas por metro cúbico e terminam no padrão OMS de 50 microgramas por metro cúbico.   As Partículas Totais em Suspensão (PTS), compostas pelo pó de minério da Vale, pelo carvão da Arcelor e pelas emissões veiculares, terão uma margem de 20% a mais do que a média atual para o padrão diário, considerando que a frota veicular deve aumentar na Capital. O limite estabelecido foi de 150 microgramas por metro cúbico. A proposição da Famopes para a meta anual era de uma margem 10% superior à média, de 34 microgramas por metro cúbico, que seria de 50 microgramas por metro cúbico. Entretanto, o valor foi questionado pela Findes, que propôs 60 microgramas por metro cúbico, valor que, ressaltou Moreschi, é quase 50% da média atual. Então, ficou acordado que a média anual para PTS será de um valor intermediário às duas propostas, 55 microgramas por metro cúbico, já que esse poluente também não é regulamentado pela OMS.   Para as PM 2,5, partículas respiráveis, foi estabelecido que após três anos da entrada em vigor da lei os padrões deverão ser de 50 microgramas por metro cúbico em 24 horas e de 17 microgramas por metro cúbico anuais. Alexsander Silveira, do Iema, garantiu que as medições de PM 2,5 começarão em seis meses.

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Por R$ 35,33/kg, empresa maranhense assume restaurante da Assembleia

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A Assembleia Legislativa divulgou, nesta terça-feira (12), a homologação do resultado final da licitação para a concessão de uso do espaço do restaurante da Casa. A empresa R dos Santos Prestação de Serviços ME (Educativ Empreendimento) ofereceu o menor preço (R$ 35,33) para o quilo de refeição entre as sete participantes do certame. De acordo com o aviso de resultado, o desconto oferecido pela vencedora foi de 64,67%, percentual este que esconde o valor irreal das propostas iniciais na casa dos R$ 90,00 o quilo. A oferta inicial da empresa sediada no município de Pedreiras, no estado do Maranhão, foi de R$ 96,50 por quilo, a mais alta entre todas as participantes. Entretanto, durante o pregão realizado no último dia 24, a empresa maranhense apresentou a proposta mais econômica após 127 lances das participantes do certame. Ao final do pregão, a R dos Santos ofereceu R$ 35,33/kgo contra R$ 35,48 da principal concorrente (NJ Restaurante Ltda ME). Das sete propostas finais das empresas concorrentes, somente três ficaram com o valor do quilo oferecido na casa dos R$ 35. As propostas das demais concorrentes variaram entre R$ 43,99 até R$ 88,10 – apresentada pela empresa Comida e Bebida Boa Bar e Restaurante Ltda, que foi a primeira a pular fora da disputa, que se assemelha a um “leilão às avessas”. Na escolha do tipo de licitação, a empresa levou em consideração somente o menor preço da refeição e não a “taxa de utilização”, fixa para todas as interessadas. Segundo o edital do Pregão Presencial nº 043/2013, a empresa vencedora vai explorar o espaço do restaurante, pagando somente as despesas com água e energia elétrica, estimadas em cerca de R$ 2,4 mil – abaixo do preço do aluguel de um imóvel do gênero até mesmo em bairros mais afastados da Grande Vitória. Isso porque, o modelo de licitação prevê que a empresa escolhida seja responsável apenas pelo preparo das refeições, uma vez que o local já conta com equipamentos de cozinha, acessórios e, até mesmo, pratos e talheres para uso do restaurante. A divulgação no resultado põe fim à polêmica relacionada ao uso do espaço, que foi reformado recentemente após a ocupação do local por manifestações, em julho passado. O restaurante, com capacidade para 250 pessoas, está fechado desde 2011, após uma auditoria no contrato durante a gestão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Chamoun, que hoje é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

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Programa do governo promete dobrar malha cicloviária da Grande Vitória

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O governo do Estado apresentou na manhã desta terça-feira (12) o Programa Cicloviário para a região metropolitana da Grande Vitória. Entre as promessas estão 70 estações de bicicletas públicas compartilhadas em Vila Velha, Vitória, Serra e Cariacica. Ao todo, a previsão é oferecer 700 bicicletas públicas à população.  Para utilizar o serviço, o ciclista deverá pagar R$ 5 pelo credenciamento diário; R$ 10 para o credenciamento mensal (sem o cartão do Sistema Transcol) e R$ 10 anuais para quem possuir cartão do Sistema Transcol.    Com o serviço, o ciclista poderá realizar jornadas de até 45 minutos gratuitos com intervalo entre elas de no mínimo de 15 minutos. Caso ultrapasse os 45 minutos o ciclista pagará um excedente de R$ 5,00.    O programa prevê 24 estações em Vitória, 15 na Serra, 18 em Vila Velha, oito em Cariacica e cinco em Viana. A previsão é que cada estação custe R$ 7 mil e que o serviço de todas as estações juntas custe ao Estado R$ 490 mil por mês.    Já o ciclista que optar por utilizar sua própria bicicleta para se locomover, poderá integrar o percurso com os modais (ônibus, aquaviário e automóveis). O governo também promete ampliar a infraestrutura cicloviária de 119,7 km para 200 km na Grande Vitória; implantar anéis cicloviários metropolitanos entre os municípios e bicicletários nos terminais do Transcol e paraciclos em diversos pontos da cidade.    Além disso, o programa prevê os “Ônibus Bike GV”  (foto ao lado), que farão o transporte de Vitória a Vila Velha pela Terceira Ponte. O custo serviço será de R$ 1,25 e funcionará das 6h às 20h30. O trajeto feito pelo ônibus será de uma estação próxima ao Terminal de Vila Velha até Praça da Ciência, na Praia do Canto, em Vitória.    Pesquisa   De acordo com uma pesquisa do CREA-ES, de 2009, e apresentada pelo governo do Estado durante o lançamento do Programa Cicloviário, as propostas irão fomentar o uso da bicicleta como modalidade de transporte, promover a integração entre os modais e garantir segurança aos ciclistas.   Na ocasião em que foi realizada, a pesquisa apontou que dos 668 entrevistados em Vitória, 30% afirmaram usar a bicicleta para se locomover e 70% declarou não usar bicicletas para transitar na cidade.    Em Vila Velha, das 600 pessoas entrevistadas 34% se declararam usuários de bicicleta, enquanto 66% afirmaram não possuir o veículo. Na Serra, onde 627 pessoas foram entrevistadas, o percentual de usuários ficou em 34% e de não usuários em 68%. Já em Cariacica, 33% dos 316 entrevistados afirmaram ser ciclistas e 67% não possuem ou não usam bicicleta para transitar na cidade.    A pesquisa também levantou a porcentagem de moradores da Grande Vitória que usaria bicicleta se as condições fossem mais favoráveis. De acordo com a pesquisa, 39,3% dos entrevistados afirmaram que usariam bicicleta se a cidade contasse com ciclovias até os terminais, onde os usuários pudessem deixar as bikes para seguir de ônibus. Outros 50,9% afirmaram que não utilizariam a bicicleta mesmo com a integração dos transportes nos terminais.    . 

12/11/2013 / 0 Comments
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Impasse sobre Comissão de Finanças deve se encerrar nesta quarta

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A disputa pela presidência da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa deve chegar ao fim nesta quarta-feira (13). O cargo parecia reservado ao vice-presidente do colegiado Atayde Armani (DEM), que assumiu a interinidade durante a licença para tratamento médico do então presidente da comissão, o então deputado Sérgio Borges – um dos candidatos à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCES).   Com a ida de Borges para o Tribunal e a abertura da vaga na presidência da Comissão de Finanças, porém, estabeleceu-se uma disputa entre o próprio Armani, o PMDB de Luzia Toledo e o PT de Lúcia Dornellas. Na sessão desta terça-feira (12), o presidente da Mesa Diretora, Theodorico Ferraço (DEM), anunciou a abertura de uma vaga de membro efetivo na Comissão, pertencente ao PMDB.    Luzia Toledo, que é líder da bancada na Assembleia, indicou o deputado Paulo Roberto, que já é membro suplente do colegiado, como efetivo. Ferraço vem tentando chegar a um acordo com os deputados para que a escolha do novo presidente seja feita de forma tranquila. Mas os deputados estão dispostos a brigar pelo cargo, afinal, a Comissão de Finanças é uma das mais importantes da Casa, sendo responsável, inclusive, pela discussão do Orçamento do Estado e da Lei de Diretrizes Orçamentárias.    Fazem parte da comissão hoje os deputados Atayde Armani, Luzia Toledo e Lúcia Dornelas, que disputam a presidência. Além deles, completam o colegiado os membros efetivos Paulo Roberto – indicado nesta terça –, Euclério Sampaio (PDT), José Esmeraldo (PMDB) e Dary Pagung (PRP). Os suplentes da comissão são: Da Vitória (PDT), Glauber Coelho (PSB), Gilsinho Lopes (PR), Jamir Malini (PTN), Rodrigo Coelho (PT), Sandro Locutor (PPS). 

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Senado adia votação da PEC que reduz a maioridade penal

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou, após uma reunião realizada na tarde desta terça-feira (12), a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/2012, de autoria do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), de autoria do senador Aloysio Nunes (PSDB) e que tem Ricardo Ferraço (PMDB) como relator, que abre a possibilidade de penalização de menores de 18 anos e maiores de 16 anos pela prática de crimes graves.   A CCJ, no entanto, deve votar ainda este ano a proposta de emenda constitucional que prevê a redução da maioridade penal.    Nesta terça-feira, Ricardo Ferraço apresentou o relatório sobre seis PECs em exame na CCJ e que foram analisadas em conjunto. Ferraço pediu o arquivamento de cinco delas e propôs a aprovação da emenda constitucional apresentada pelo senador Aloysio Nunes. Houve um pedido de vista coletiva para melhor análise do texto e ainda não foi marcada a data de votação da matéria.    De acordo com a PEC, a concessão da redução da maioridade penal não será automática, dependendo do cumprimento de alguns requisitos. Além de ser proposta exclusivamente pelo Ministério Público, deverá ser decidida apenas por instância judicial especializada em questões da infância e adolescência.    Outra exigência é se restringir apenas a menores envolvidos em crimes estabelecidos no art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal (tortura, terrorismo, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e crimes hediondos) ou na múltipla reincidência na prática de lesão corporal grave ou roubo qualificado.   O atendimento do pedido dependerá ainda da comprovação da capacidade de compreensão do jovem infrator sobre o caráter criminoso de sua conduta. Isso levando em conta seu histórico familiar, social, cultural e econômico, bem como seus antecedentes infracionais, tudo atestado em laudo técnico, assegurados o contraditório e a ampla defesa.   As propostas de redução de maioridade penal enfrentam resistência de operadores de direito e segurança pública. No primeiro debate em torno das matérias na CCJ o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho, lembrou que há muitas propostas em trâmite sobre a mesa do parlamento, sempre tendo em vista de que a lei penal deve ser aplicada no caso dos adolescentes e que o debate em torno da redução da maioridade penal sempre retorna no País.    No entanto, ele ponderou que o Estado brasileiro não vem cumprindo com função de cuidar dos adolescentes. As políticas públicas direcionadas para infância e juventude foram gestacionadas, mas não há suficientes políticas para adolescentes. O presidente da OAB lembrou que um estudo da Unicef concluiu que em inúmeros programas voltados para adolescentes há reduções permanentes de recursos. “O Estado brasileiro não consegue convencer parte dos adolescentes do sentimento de pertencimento, de que se integrando possa crescer, progredir, portanto parte deles acaba se dirigindo para outras instituições que os tratam como alguém”, disse ele.    Marcus Vinícius disse que a OAB enfrenta a proposta de redução da maioridade penal pela ótica da constitucionalidade, salientando que a Constituição Federal prevê que não pode haver proposta que tente limitar a os direitos individuais e a maioridade penal aos 18 anos é direito individual, portanto, a proposta é inconstitucional.

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Bombeiros interpretam como ameaça comunicado proibindo participação em atos públicos

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Uma comunicação feita pelo comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Edmilton Ribeiro Aguiar Júnior, com orientações sobre movimentações reivindicatórias públicas, provocou reações na corporação. O aviso, que depois de publicado ganhou as redes sociais e, por isso, foi retirado dos comunicados pelo Comando, dizia que estão proibidos quaisquer atos públicos reivindicatórios direcionados ao governo do Estado por parte dos integrantes do CBMES [Corpo de Bombeiros Militar do Estado] sem conhecimento prévio do Comando, “já que os destinos da corporação estão sendo conduzidos pelo comandante e os atos prejudicam os processos em tramitação”.    A comunicação também salientava que o descumprimento da determinação acarretaria consequências nas esferas legais competentes. Os bombeiros que receberam o aviso entenderam que estaria havendo ameaça na comunicação.    O presidente  da Associação dos Bombeiros Militares do Estado (ABMES), João Batista da Silva, diz que a publicação do aviso com a proibição seria uma precaução, mas está contra o que estabelece a Constituição Federal. Ele acrescenta que, depois de retirado o aviso de proibição, na manhã desta terça-feira (12), os bombeiros que recebiam orientações do comandante foram alertados novamente que as participações nos atos públicos acarretariam em sanções.    João Batista salienta que após a comunicação agendou uma reunião para esta quarta-feira (13) com o coronel Edmilton Ribeiro para esclarecer sobre os avisos.    O presidente da ABMES ressalta, ainda, que consultou o advogado da associação, Luiz Felipe Lyrio Peres. Ele dise que a Constituição garante o direito à livre manifestação de pensamento. João Batista salienta, ainda, que desde que esteja de folga, se manifeste de maneira pacífica e de forma aberta, o bombeiro tem o direito de participar dos atos públicos.    Ato público   Nesta quarta-feira, os familiares e policiais e bombeiros de folga realizam um ato público saindo da Praça do Papa, em Vitória. O ato vai ter início às 14 horas e segue para a praça do pedágio da Terceira Ponte.    Os representantes dos familiares entendem que o governo está empurrando com a barriga as questões salariais da categoria, que aguarda realinhamento salarial e ainda não teve resposta do Estado.    Além disso, os policiais militares têm insatisfações quanto às cargas horárias ampliadas e ao aperto na demanda de trabalho por falta de efetivo.     A ABMES não vai participar da manifestação por conta da reunião, mas tem assembleia marcada para o dia 26 de novembro. O presidente da associação ressalta, no entanto, que os bombeiros que estiverem de folga e queiram participar têm o direito de se manifestar em ato público.            

12/11/2013 / 0 Comments
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