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Século Diário

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Ciclistas em risco: protesto chama atenção para acidentes na BR 262

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A BR 262, na altura de Campo Grande, Cariacica, foi palco de uma manifestação contra a violência no trânsito. Na tarde dessa segunda-feira (11), dezenas de ciclistas protestaram contra a morte do artista Moacyr Malacarne, atropelado há uma semana na rodovia.      Moacir, 75 anos, morreu de forma trágica após ser atropelado por duas vezes. Ele tentava atravessar a BR 262, no Km 5,8, próximo à entrada de Vila Capixaba. Os condutores disseram que não conseguiram evitar o acidente, pois o idoso estava fora da faixa de pedestres.   Ocorre, entretanto, que o local, conhecido pelo grande número de mortes não possui faixa de pedestres, redutor de velocidade, passarela e tampouco semáforo.    Durante o protesto os ciclistas fecharam uma das pistas e pintaram o asfalto com frases cobrando providências do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) e a Prefeitura de Cariacica sobre os constantes acidentes. Eles pediram  passarela e ciclovia. Os manifestantes deixaram frases de protesto no asfalto: “BR assassina”; “A BR me matou” e “Mais amor, menos motor”.    Velha conhecida dos ciclistas, a BR 262 é conhecida pela violência no trânsito. “É antiga a reclamação de moradores por mais segurança no local. Mas nem a Prefeitura de Cariacica, nem o DNIT se manifestam”, desabafou um dos ciclistas.    Os ciclistas também plantaram uma árvore em homenagem a Malacarne e distribuíram panfletos no local do acidente, onde há grande travessia de pedestres.   No caso do carpinteiro e poeta Moacyr Malacarne, muito conhecido na cidade, o atropelamento foi considerado um dos mais violentos já vistos no local.    “Infelizmente tive o desprazer de ver da minha janela mais um conhecido morrer no mesmo local. Ninguém toma providências. Um sinal facilitaria e protegeria a vida dos pedestres”, disse uma moradora identificada apenas como Mara.    De acordo com os ciclistas, os condutores – que não tiveram o nome divulgado – disseram que não conseguiram evitar o atropelamento (duplo) porque o idoso de 75 anos estava fora da faixa de pedestres, porém, na região não possui sinalização para a travessia de pedestres.    “O idoso não estava na faixa na faixa de pedestres porque não existe faixa de pedestre no local, nem passarela e nem semáforo”, diz o cartaz que convocou os ciclistas para o ato.    Moacyr Malacarne deu nome ao Grêmio Estudantil do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), em Cariacica, e recebeu o título de comendador da Cultura, da Câmara da Serra, município em que era muito conhecido por suas participações nas tradicionais Quinta Cult, entre outros eventos culturais. 

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TJES anuncia mudanças na comando da banca de concurso para cartórios

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O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) anunciou, nessa segunda-feira (11), novas mudanças na composição da banca examinadora do concurso público para ingresso em cartórios capixabas. Em ato publicado no Diário da Justiça, o atual vice-presidente do tribunal, desembargador Carlos Roberto Mignone, foi designado para comandar a comissão, substituindo o desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama. Essa é a segunda mudança na banca da seleção, cujas provas da primeira fase foram realizadas no início de outubro. No último dia 23, o ex-presidente da banca examinadora acolheu o pedido da juíza Maria Cristina de Souza Ferreira, que se declarou impedida de participar da comissão após o deferimento da inscrição de sua assessora de gabinete no concurso. Um novo nome de juiz ainda deve ser designado pelo Tribunal Pleno para compor a banca. Ao todo, a comissão é composta por três juízes de Direito (permanecem os magistrados Aldary Nunes Junior e Ezequiel Turíbio), além de representantes do Ministério Público Estadual (Ivanilce da Cruz Romão), da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (Francisco Carlos Pio de Oliveira) e de entidades ligadas aos cartórios (Helvécio Duia Castello e Gerusa Corteletti Ronconi). O concurso público para ingresso em cartórios foi lançado em julho deste ano, após intervenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O processo seletivo vai distribuir até 171 vagas em cartórios de todo Estado, deste total, 114 serão de provimento (novos tabeliães) e 57 de remoção (troca entre os atuais donos de cartórios). Segundo o Edital nº 1/2013, a seleção foi dividida em seis etapas, sendo que as provas objetivas (primeira fase) foram aplicadas no último dia 13 de outubro. A segunda fase, que vai consistir na aplicação de prova escrita, está prevista para o próximo dia 17 de novembro. Em seguida, a terceira fase prevê a comprovação dos requisitos exigidos dos candidatos; a quarta é a fase de exame psicotécnico, entrevista pessoal e análise da vida pregressa. As duas últimas etapas serão: uma prova oral, de caráter eliminatório e classificatório; e a prova de títulos, também de caráter classificatório.

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Recado da militância

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Os candidatos que disputaram as eleições do PT (Processo de Eleição Direta – PED) nesse domingo (10) esperavam um comparecimento mais maciço dos filiados. Eles estimavam que pelo menos nove mil, dos 11.500 filiados do partido, fossem às urnas, mas apenas cinco mil comparareceram à votação. Para alguns militantes, mais do que uma decepção, o baixo quorum foi um recado da base para a direção do PT no Estado.     Também foi um recado a chegada do professor do Ifes Max Dias ao segundo turno da disputa do principal diretório municipal, contra o secretário estadual de Turismo Alexandre Passos, membro do partido ligado ao grupo de Coser. Max é da juventude petista, mas contou também com o apoio de petistas históricos, gente que não se sente mais representada pelas correntes internas.    Desde muito antes do dia do PED já se sabia que a vitória do ex-prefeito João Coser era iminente. Isso mantinha seu grupo à frente do partido, um grupo que reúne além de sua corrente, a Alternativa Socialista, membros da DS, da CNB e os chamados independentes.   Um grupo que está no comando do PT na última década e que teve à frente do partido presidentes ligados a Coser, como Givaldo Vieira, Carlos Casteglione e mais recentemente José Roberto Dudé.    A intenção do PT nacional em transformar a escolha de seus dirigentes em um processo democrático, com o voto direto dos filiados, acabou favorecendo manobras de grupos financeiramente estruturados, permitindo o controle por uma questão numérica. Coser fez isso construindo uma estratégia de filiação em massa que garantiu sua eleição fácil.   Ficou evidente que a vitória de Coser não reflete o desejo da militância do PT, que entende que o caminho que o partido vem trilhando atualmente se afastou completamente de suas origens, de sua bandeira, da pauta das ruas. O grupo de Coser representa o pragmatismo extremado no PT, o aparelhamento da máquina, a disputa por espaço político e a briga por cargos nos governos aliados.    Esse pragmatismo garantiu espaços, mas mostrou o enfraquecimento do partido na eleição do ano passado. Para a disputa do próximo ano, o partido se movimentou de forma a garantir o espaço para que Coser dispute o Senado. Se conseguir, ficará a pergunta: valeu a pena?   Fragmentos:   1 – No PT estadual a briga por espaço não se restringe às figuras de mais destaque como o ex-prefeito de Vitória, João Coser e a senadora Ana Rita. Na corrente lulista, além das divisões, o grupo majoritário também está se digladiando.     2 – O presidente da CUT do Estado, José Carlos Nunes, ganhou espaço no setor de Tarciso Vargas, que hoje estaria isolado dentro do partido.    3 – Na Assembleia Legislativa continua em alta os comentários sobre a queda de braço entre o governador Renato Casagrande e o presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM). 

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Estratégia de controle do PT pelo grupo de Coser incluiu diretórios municipais

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A estratégia montada pelo ex-prefeito de Vitória, João Coser, de controle do PT estadual também incluiu as municipais. Um panorama do Estado mostra que os candidatos apoiados pelo grupo do ex-prefeito tiveram êxito devido às movimentações nos últimos dias. Em locais onde a militância histórica tem mais densidade, a disputa foi acirrada, mas a configuração de segundo turno no principal diretório municipal Vitória mostrou que a insatisfação com os rumos do PT atual é grande nas bases.   Na Capital, o segundo turno surpreendeu o candidato ligado a Coser, o secretário de Turismo do Estado, Alexandre Passos, não conseguiu superar o adversário Max Dias. Ligado à juventude petista, que teve o apoio da Articulação de Esquerda da senadora Ana Rita, da deputada federal Iriny Lopes e também da corrente CNB, do subsecretario de Direitos Humanos Perly Cipriano.    Para Max Dias, a surpresa da votação não foi maior do que a do secretário, que esperava vencer com tranquilidade. Passos foi eleito vereador em 2000 com o espólio eleitoral do ex-deputado Otaviano de Carvalho. Conseguiu se reeleger à Câmara de Vitória em 2004 e 2008. Também presidiu a Casa de 2005 até o final de 2010, quando deixou a cadeira de vereador para assumir a Secretaria de Turismo na vaga do PT no governo Casagrande.    O segundo turno, que irá definir o nome do novo dirigente do diretória da Capital, acontece no próximo dia 24 de novembro.   Enquanto a fatura não é liquidada no diretório de Vitória, Coser contabiliza os resultados de outros colégios do Estado. Em Vila Velha, a vitória de Marta Gagno Intra, que trabalhava com Coser em Vitória e é irmã do ex-vereador Babá, seria uma vitória da Articulação de Esquerda, mas nos bastidores a informação é de que o grupo de Coser, aliado com o grupo da Democracia Socialista e de parte da CNB, conseguiu a adesão do grupo de Babá, contabilizando a vitória para o grupo.   Na Serra, a eleição de Cleber Lanes significa a vitória do grupo de Coser e do vice-governador Gilvaldo Vieira. Em Gurapari, valeu a influência do presidente da CUT-ES José Carlo Nunes na eleição do vereador Manoel Ki-Delícia. Em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, o petista histórico José Irineu de Oliveira venceu com o apoio do prefeito Carlos Casteglione, que por sua vez também é ligado ao grupo de Coser.    A disputa mais surpreendente, porém, foi em Colatina, no noroeste do Estado, onde ocorreram mudanças de lado até a última hora. O vereador Marco Canni, da Democracia Socialista, foi eleito, depois de ter conseguido um grande número de novos filiados.    Além disso, conseguiu apoios de última hora, como o do prefeito Leonardo Deptulski, que teria abandonado a campanha do também vereador Laudenir Cassaro, que perdeu o comando do partido por apenas um voto.    O grupo contrário a Coser venceu em São Mateus, com Jaciara Teixeira do Nascimento, mulher do vereador Eneas Zanelato; e em Viana, onde houve uma grande votação. 

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Paulo Ruy Carnelli deve retomar negociações para a venda da Cesan

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A recondução do ex-secretário Paulo Ruy Valim Carnelli à presidência da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) pode marcar uma nova estratégia de negócios da empresa. Essa é a avaliação de fontes da área de saneamento, que acompanharam a mudança anunciada nessa segunda-feira (11). Nos últimos meses, o mercado vem acompanhando o esgotamento da capacidade de endividamento da companhia, o que poderia frustrar novos investimentos. A partir desse cenário, surgiu a necessidade de reforçar o caixa da Cesan. Uma das soluções que teriam sido encontradas pelo governo do Estado – principal acionista da companhia – seria a capitalização do negócio com a chegada de um novo parceiro. No último fim de semana, a revista Veja, de abrangência nacional, revelou a existência de negociações entre o governo estadual e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A informação foi confirmada pela direção de Cesan, que não forneceu mais detalhes sobre a negociação. No entanto, a reportagem de Século Diário ouviu de fontes que estão próximas das conversas, que o governo estadual não pretende abrir mão do controle da Cesan. Estaria sendo negociando a venda de até 49% do capital social da companhia capixaba para a Sabesp. Nessas bases, o acordo permitiria a manutenção do controle local e a capitalização da companhia, que poderia voltar a realizar novos investimentos próprios – com a obtenção de empréstimos diretos, sem a necessidade de parceiros privados. Apontado como um interlocutor entre o poder público e empresas privadas do setor, o novo presidente da Cesan pode ser uma figura-chave nesse processo de negociação. Paulo Ruy iniciou a aproximação entre a companhia capixaba e a Sabesp com a assinatura de acordos de cooperação técnica entre as empresas, em 2008 – durante a sua primeira passagem pelo cargo entre os anos de 2005 e 2008, ainda no governo Paulo Hartung (PMDB).

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Ação contra Sérgio Borges chega à Vara, mas não há definição sobre juiz do caso

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A ação civil pública movida pelo Ministério Público contra a nomeação do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o ex-deputado estadual Sérgio Borges, chegou ao cartório da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual nessa segunda-feira (21). Apesar dos autos terem sido conclusos para despacho – ou seja, prontos para apreciação inicial pelo juízo -, não existe uma definição sobre o juiz que ficará responsável pela análise do processo. De acordo com a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), a Vara anticorrupção conta com dois juízes designados, que poderão atuar na causa: Gustavo Marçal da Silva e Silva e Telmelita Guimarães Alves. No entanto, não há um esquema de distribuição dos processos entre os magistrados. Uma vez que o titular da Vara, Jorge Henrique Valle dos Santos, está atuando como desembargador substituto e está afastado das atividades no juízo de 1º grau. Essa indefinição sobre a análise do processo contra Borges vem ao encontro de uma tese, que já circula nos meios jurídicos, de que o caso só deve ser apreciado em 2014. As fontes indicam para a possibilidade de adoção do mesmo critério utilizado pelos juízes da Vara em casos recentes, de ouvir os réus antes de examinar os pedidos de liminar – o chamado direito ao contraditório. Na ação civil pública, os integrantes do Ministério Público Estadual (MPE) e de Contas (MPC) pedem a concessão do pedido de liminar, de forma inaudita altera pars (em latim, sem ouvir a parte contrária), onde o juiz decide com base nos documentos trazidos na ação. Entretanto, eles acreditam que o juiz designado para o caso pode abrir um prazo para ouvir as explicações da defesa de Sérgio Borges. Juristas consultados pela reportagem indicam que o prazo para contestação pode variar de 10 a 15 dias, uma vez que figuram na denúncia mais de uma parte – além do novo conselheiro, constam como requeridos o Estado do Espírito Santo e o próprio Tribunal de Contas. Outro problema que pode arrastar o exame do processo é o cumprimento dos prazos de citação e intimação das partes. Lembrando que o recesso forense começa no próximo dia 20 de dezembro e vai até 6 de janeiro do próximo ano.

12/11/2013 / 0 Comments
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Seag revoga portaria que proibia aglomeração de equídeos em eventos agropecuários

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A Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) revogou, nesta terça-feira (12), a portaria que proibia a aglomeração de equídeos – cavalos, éguas, mulas e similares – em eventos agropecuários no Estado. A partir de 1 de dezembro a participação e aglomeração de equídeos em todos os eventos agropecuários e similares estará liberada no Espírito Santo.   A portaria anterior foi publicada depois que foi constatado mormo mais uma vez em uma égua que participava da feira agropecuária GranExpo ES, confirmado pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) no dia 12 de agosto.   Os interessados em organizar eventos ou qualquer atividade que promova a aglomeração de cavalos e muares, principalmente, já podem restabelecer os procedimentos necessários no Idaf.    A égua com mormo que participou da GranExpo ES era de Viana. O animal ingressou no Parque de Exposições de Carapina com todos os documentos sanitários exigidos pela legislação, inclusive o exame negativo para mormo (que tem validade de 60 dias) e o atestado veterinário de ausência de sinais clínicos da doença.    No período de incubação da doença, os sintomas podem não se manifestar e o exame pode indicar negativo. Por isso, é fundamental que os produtores transportem os animais com a Guia de Trânsito Animal (GTA) e os exames recomendados, a fim de reduzir as chances de transmissão de doenças alerta o médico veterinário.    Durante a investigação epidemiológica o Idaf constatou que a égua tinha vínculo com outro animal diagnosticado com a zoonose em Guarapari, sendo que ambos foram transportados em um mesmo veículo para participação em evento em Minas Gerais.   Os sintomas mais comuns são a presença de nódulos nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, catarro e pneumonia. A forma aguda é caracterizada por febre de 42º C, fraqueza e prostração; pústulas na mucosa nasal que se transformam em úlceras profundas com uma secreção, inicialmente amarelada e depois sanguinolenta; intumescimento ganglionar e dispneia. A forma crônica apresenta-se na pele, fossas nasais, laringe, traqueia, pulmões, porém, de evolução mais lenta, podendo apresentar também localização cutânea semelhante à forma aguda, só que mais branda.   Acontece pelo contato com material infectante (pus, secreção nasal, urina ou fezes). O agente penetra por via digestiva, respiratória, genital ou cutânea (por lesão). O germe cai na circulação sanguínea e depois alcança os órgãos, principalmente pulmões e fígado   Cavalaria   O Idaf já havia confirmado a ocorrência de mormo em cavalos do Regimento de Polícia Montada (RPMont) no Estado em maio deste ano. Os animais sofreram eutanásia e o Regimento entrou em quarentena.    Além do Regimento, também foram interditadas outras oito propriedades particulares que tiveram contato com os animais contaminados nos municípios de Cariacica, Serra, Vila Velha, Fundão e Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado).    O policiamento ostensivo com o auxílio de cavalos foi substituído pelo motorizado e a pé por conta da interdição do Regimento. Os outros 121 animais do regimento, mesmo não apresentando sintomas, também passaram por exames.

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Projeto prevê redução de IPI para bicicletas

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O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) se reúne nesta terça-feira (12) com o ministro da Fazenda Guido Mantega para discutir a desoneração da carga tributária sobre a bicicleta. O deputado gaúcho é autor do projeto de lei que isenta as bicicletas do pagamento de IPI e reduz a zero as alíquotas do PIS/Pasep e Cofins.   Para mostrar que a proposta é viável, Pimenta vai entregar ao ministro um estudo – “Análise econômica do setor de bicicletas” – realizado pela Consultoria Tendências, que aponta que a alta carga tributária mantém 40% da produção nacional de bicicletas na informalidade.   “O IBGE revelou que quase 1/3 das pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte no Brasil têm renda familiar de até R$ 600”, justifica o deputado.   Os deputados defendem que com a isenção do IPI para bicicletas o consumo formal elevaria em 11%, aumentando a arrecadação para os cofres públicos e consequentemente tornando mais acessível esse meio de transporte para as famílias de baixa renda.   De acordo com o estudo, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de bicicletas, perdendo apenas para a China e para a Índia, além de ser quinto maior mercado consumidor. No entanto, em relação ao consumo per capita de bicicletas, ocupa apenas a 22ª colocação.   Em contrapartida, lembra o deputado Pimenta, de tempos em tempos, automóveis, caminhões, motocicletas e outros veículos são beneficiados por isenções fiscais. O autor da proposta disse que é preciso rever a carga tributária e passar a considerar a bicicleta um transporte alternativo de massa.        

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Serra tem 467 mil habitantes, mas não tem um teatro

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Dia desses usamos argumento semelhante para falar de Vila Velha. Agora é a Serra. O hoje mais populoso município do Espírito Santo, com 467.318 habitantes (IBGE, 2013) tem apenas nove salas de cinema (em shoppings) e nenhum teatro público. Foi a surreal ausência de um espaço teatral numa cidade com quase meio milhão de habitantes que estimulou a formação do movimento Quero um Teatro na Serra.   “Não ter um teatro na Serra é não respeitar o direito à cultura, que é um direito constitucional”, critica o produtor cultural Rogério Morais, integrante do movimento, que nasceu para sensibilizar políticos e empresários acerca da importância do solo serrano conceber um teatro. Informalmente, Rogério diz que hoje o município conta com mais ou menos 15 grupos teatrais.    Morais evoca um paradoxo. A bem-vinda Lei Chico Prego, a lei do incentivo cultural do município, todo ano contempla projetos teatrais. Mas onde os contemplados desenvolvem as ideias, se não há teatro? Aí entra em cena o improviso, com o perdão do trocadilho. Ou vão para a rua, ou se arrumam noutro lugar qualquer. O fato é que pouco adianta ganhar um edital para honrá-lo tropegamente.   O movimento surgiu da óbvia insatisfação de um grupo de artistas serranos com tal orfandade. Não apenas pela falta de um espaço conveniente para a concepção, maturação e apresentação de um trabalho. Mas também como uma alternativa de entretenimento para a população serrana, que, aliás, não deve mais suportar ter sua cidade associada à violência.   De acordo com o Mapa da Violência 2013, realizado com dados levantados em 2011, entre os municípios brasileiros com mais de 20 mil habitantes, a Serra ocupa a 18° posição na taxa de homicídios por grupo de 100 mil. São 93,3 homicídios. O município apresenta números ainda mais desalentadores para os jovens: com 239,9 homicídios, a Serra aparece em 10° lugar entre os 100 municípios com mais de 10.000 jovens.   O movimento também apresenta o argumento econômico. “Não é só acesso ao teatro, mas também a economia da cultura. Quando se investe em cultura, há geração de renda”, defende Morais.   Ainda não houve resposta de políticos ou empresários. Mas a mobilização já conquistou a simpatia de outros artistas capixabas, como se vê no Facebook do movimento: inúmeros artistas deram seu apoio à causa (como o jornalista e cronista Jace Theodoro, o desenhista e dramaturgo Milson Henriques, o ator José Luiz Gobbi e sua indefectível Creuzodete).   A mobilização online do movimento também gerou posts interessantes na rede social: bastou pegar o (bom) exemplo de municípios de população bem inferior à da Serra, mas que dispõem de teatro (Rio Novo do Sul, 12 mil moradores; Guaçuí, 28 mil; Cachoeiro, 210 mil; Montanha, 18 mil; Afonso Cláudio, 32 mil).   Já houve uma tentativa de dar um teatro ao município. Saiu da pena do arquiteto Oscar Niemeyer o Memorial Metropolitano, projeto que conta com mirante, teatro e museu. Mas o valor da obra, orçada em cerca de R$ 70 milhões, desanima, tanto que, em 2012, a prefeitura acenou com o modelo de parceria público privada (PPP) para levá-la adiante.   Além da exclusão do que o movimento chama de “corredor cultural”, isto é, o conjunto de cidades que possuem um teatro e que, portanto, recebem produções locais e nacionais, há também um processo de acomodação do desenvolvimento cultural serrano. A falta de espaço adequado compromete a formação de novos artistas. Os artistas teatrais serranos ainda têm Vitória como eixo.   Alguns possíveis locais já foram sondados. O bairro de Laranjeiras seria um bom local. “Ali tem muitos terrenos da prefeitura, é de fácil acesso e tem o terminal de ônibus”, aponta Morais.   O principal também já foi pensado: o teatro. Vislumbra-se um espaço que integre diversas manifestações. Um espaço para o circo, uma sala para oficinas, uma para reuniões, outra para o audiovisual e uma galeria para as artes visuais. Só falta o poder público e os empresários sacarem qual é da ideia.

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A volta do censor

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Logo na primeira sessão como líder do governo na Assembleia Legislativa, bateu no deputado Élcio Álvares (DEM) uma crise de saudosismo dos anos de chumbo. O ex-governador biônico do Espírito Santo (1975 – 1979), nomeado pelo governo militar, mostrou que os anos se passaram, mas o ranço da ditadura ainda se faz presente.   Na sessão de estreia como líder do governo, nesta segunda-feira (11), Élcio pediu a palavra para dar um recado a alguns colegas que costumam fazer críticas sistemáticas ao Executivo, o que, diga-se de passagem, deveria ser uma prática nos legislativos.    Fazendo a linha do parlamentar experiente e legalista, Élcio advertiu os colegas sobre a importância dos colegas cumprirem o regimento da Casa ao pé da letra. O “sermão” serviu como um alerta do deputado para mostrar como a banda vai tocar daqui pra frente. Élcio pediu aos deputados que fizessem críticas ao governo nos horários reservadas às falas do parlamentares.    O líder do governo ficou irritado com o deputado Gilsinho Lopes (PR), que afirmou que a reforma da delegacia de Aracruz, entregue em janeiro deste ano, foi iniciativa de empresários e não do governo do Estado, como consta no relatório “1.000 dias de governo”.   O republicano denunciou que a delegacia foi incluída no material publicitário como uma realização do governador Renato Casagrande (PSB).   Élcio Álvares mostrou que está disposto a adotar a “linha dura”, como nos velhos tempos, para blindar o chefe do Executivo dos ataques, que, em ano eleitoral, tendem a aumentar por parte dos opositores do governo.   Como nos velhos tempos também, ele, no papel de líder do governo na Casa, ignorou solenemente a intervenção do deputado do PR e acabou não respondendo — não só ao deputado, mas principalmente à população — por que o governo teria incluída a obra, no valor de R$ 3,8 milhões, no seu pacote de realizações.    A questão tratada aqui não invalida a iniciativa do governo em buscar recursos de empresários para reforma da delegacia. Inclusive a Aracruz Celulose (Fibria), uma das financiadoras da obra, tem uma dívida ambiental e social com o município que vai muito além de uma simples reforma de delegacia. Mas essa é outra conversa.    Voltando ao caso de Élcio, alguém precisa lembrar o ex-governador biônico que o papel do deputado é fiscalizar o Executivo. Já o líder do governo na Casa deve conduzir essa interlocução pela via do diálogo, como recomenda a democracia, e não se apegar à burocracia para tentar calar os parlamentares que criticam o governo. Isso sim é retrocesso. 

11/11/2013 / 0 Comments
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