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Câmara de Vitória adia audência sobre políticas de combate ao feminicídio

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A Câmara de Vitória adiou para o dia 20 de novembro a audiência pública para discutir políticas públicas de enfrentamento ao feminicídio no município. O feminicídio é o homicídio de mulheres em decorrência de conflitos de gênero, geralmente cometidos por um homem, parceiro ou ex-parceiro da vítima. Esse tipo de crime costuma implicar situações de abuso, ameaças, intimidação e violência sexual. A audiência é promovida pelo vereador Devanir Ferreira (PRB).    A audiência foi motivada pelos crescentes casos de violência contra a mulher, que evoluem para homicídios. De acordo com o estudo “Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em 25 de setembro, no período de 2009 a 2011, a taxa de feminicídios no Estado ficou em 11,24 mortes por grupo de 100 mil mulheres. A taxa do País no período ficou em 5,82 por 100 mil, quase a metade do Espírito Santo.   O segundo estado com maior taxa de feminicídio foi a Bahia, com 9,8, seguido por Alagoas, com 8,84 mortes de mulheres por grupo de 100 mil.    No primeiro semestre deste ano foram registrados 17 casos por dia de agressões contra mulheres na Grande Vitória. No mesmo período, foram concedidas mais de 1,5 mil medidas de proteção – para garantir a vida das vítimas –, e quase 800 agressores foram presos em flagrante. É o retrato de uma violência que só faz crescer e que tirou a vida de mais duas jovens nos últimos dias.   De janeiro a setembro de 2013, 4.876 mulheres registraram boletim de ocorrência por causa de violência doméstica nas delegacias especializadas de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e Viana. No município de Vila Velha, houve a maior parte das denúncias: um total de 2.252, além de 780 pedidos de medidas protetivas para as vítimas.

10/11/2013 / 0 Comments
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Em nome da vitória em 2014, Lula e Hartung deixam diferenças de lado

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Nerter Samora e Renata Oliveira   A preocupação na cúpula do PT nacional em relação à reeleição de Dilma Rousseff joga os holofotes no minúsculo eleitorado do Espírito Santo. Papo de Repórter analisa os interesses incutidos na aliança PT e PMDB fechada por cima.   Nerter – Pelo andar da carruagem o palanque de Dilma Rousseff no Espírito Santo vai mesmo ser puxado pelo PMDB. E dentro do PMDB, o palanque ao governo vai ser encabeçado pelo ex-governador Paulo Hartung em vez do senador Ricardo Ferraço. As conversas em Brasília, com a presidente; e em São Paulo, com o ex-presidente Lula, mostram que sem conseguir por meio das estaduais, o PT e o PMDB vão fechar a costura por cima, tirando os partidos do palanque de Renato Casagrande, com quem as lideranças do Estado querem ficar na disputa de 2014. Mas será mesmo que esta é a melhor estratégia para a eleição do próximo ano? A presidente vem apresentando índices crescentes de aprovação, mas as pesquisas no Estado mostram que o PT continua sendo rejeitado pelo eleitorado capixaba. Será mesmo que Hartung terá condições de mudar este cenário e superar Renato Casagrande na disputa?    Renata – São muitas questões a serem respondidas diante de um cenário bastante incerto que se desenha para 2014. O governador Renato Casagrande ofereceu a neutralidade na disputa presidencial para tentar manter o arranjo político formado em 2010, mas esbarra em dois problemas: o primeiro é o desejo do grupo do ex-governador em retomar o controle do Estado e da classe política e, segundo, na falta de confiança da cúpula petista sobre sua neutralidade. É verdade que a identidade partidária de Renato Casagrande com o presidenciável socialista Eduardo Campos é inevitável e o governador nunca teve uma relação maravilhosa com o governo Dilma. Mas, o sinal de alerta no PT nacional em relação à reeleição de Dilma deve estar ligado e piscando, para que Lula passe por cima do histórico de abandonos de palanque do ex-governador.    Nerter – É interessante como o interesse do PT nacional vai ao encontro do interesse do grupo, não é? Hartung precisa de um mandato. Ao Senado vai ter de disputar a eleição com o delegado Fabiano Contarato (PR) que pode vir a ser uma surpresa. Disputar contra uma incógnita é algo muito arriscado. Para o PT Nacional, apostar as fichas em Ricardo Ferraço também é uma operação de risco. De quebra, tem o ex-prefeito de Vitória João Coser, que pega carona nessa história de que o PT não quer a vice e sim disputar a vaga ao Senado. Deu certinho. Mas como fica o senador Magno Malta (PR) nesta história?    Renata – Pois é. O senador vem falando que vai disputar, que está disposto mesmo, mas acho que ainda não convenceu a cúpula petista. Além disso, tem a questão do teto eleitoral do senador. Eu não duvido que Magno dispute a eleição, mas, repetindo, a preocupação do PT nacional deve ser muito grande para recorrer a Hartung. Mas, o que a cúpula do PT e o ex-presidente Lula podem não saber é a fama que Hartung tem na classe política. Ele não tem qualquer identidade com o projeto do PT, aliás, esse projeto de reeleição de Dilma também não tem. Mas nada  garante que o ex-governador não repita sua atuação das eleições anteriores. Faça uma foto com a presidente na frente do Palácio Anchieta e depois lave as mãos.    Nerter – Ainda mais se o desempenho de Dilma no Estado repetir o de 2010. Hartung não vai se esforçar para puxar a presidente. Até porque, ele sempre mantém aquele flerte com o ninho tucano. Não vamos esquecer que ele tem uma relação muito próxima com o presidenciável do PSDB, Aécio Neves, e a presença de seus aliados – Guerino Balestrassi, Paulo Ruy Carnelli e Anselmo Tozi – no ninho  tucano, e de Neivaldo Bragato, no DEM, também aumentam o risco de que Hartung só esteja jogando para atrair o PT, desidratando Renato Casagrande.    Renata – E por falar em Renato Casagrande, essa movimentação também coloca o governador em alerta. As pesquisas ainda apontam para sua liderança no jogo eleitoral, mas ainda faltam 11 meses para a eleição e o cenário pode mudar. Essa história do saco de bondade, por exemplo, pode virar com a história dos incentivos, não é? Esse seria o grande trunfo de Casagrande, conquistando os prefeitos com a divisão do bolo, ele conseguiria o apoio necessário ampliando o palanque para além dos 22 prefeitos do PSB e ganhando a maioria, afinal todo mundo quer ficar do lado do cara da caneta.    Nerter – Pois é, mas isso pode ter repercussão muito ruim para o governador. Municípios cobram o repasse de R$ 600 milhões de sua cota-parte em benefícios concedidos pelo Estado; disputa pelo dinheiro rememora polêmica de mais de uma década. Reza a Constituição Federal que os municípios devem ficar com uma fatia de 25% do bolo do tributo. Este valor deveria ser repassado para o caixa das 78 prefeituras capixabas, independente da renúncia ou não do imposto. Entretanto, o governo estadual não repassa o dinheiro sob alegação de que os valores não chegaram a fazer parte das receitas do Estado.   Renata –  E o que chama a atenção é que essa polêmica vem sendo tocada na Assembleia pelo deputado estadual Rodrigo Coelho, do PT. Essa história, aliás, teria irritado muito o governador, porque pode desmontar a estratégia dele para o próximo ano. A bancada do PT engrossa o coro dos petistas que querem continuar com Casagrande, até porque a eles interessa as costuras proporcionais também. A bancada tem cinco deputados estaduais e quer manter. Não será qualquer perna proporcional que irá sustentar esse projeto.    Nerter – Mas, voltado a Lula e Hartung, a costura ainda não foi fechada, mas se for é melhor o PT nacional abrir o olho, registrar isso em cartório e vigiar de perto. 

10/11/2013 / 0 Comments
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Sindicância sobre concessão de desmatamento em propriedade de Camilo Cola segue sem resposta

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Um mês após o final do prazo, ainda não foi finalizada nem apresentada a investigação da autorização ilegal emitida pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) para supressão de vegetação nas terras da Marbrasa Mármore e Granito do Brasil Ldta, empresa do Grupo Itapemirim, do deputado federal Camilo Cola (PMDB). O processo de sindicância nº 63697831 se encontra com a diretoria presidência do instituto, em análise. A Instrução de Serviço nº 150, para a abertura da sindicância, foi publicada no Diário Oficial do Estado do dia 4 de setembro.   O ato, assinado por Davi Diniz de Carvalho, diretor presidente do Idaf, nomeia Ademar Espíndula Junior o coordenador da comissão. Ademar é chefe do Departamento de Recursos Naturais Renováveis (DRNRE), setor em que o processo foi conduzido. Além disso, o diretor técnico do Idaf, Eduardo Chagas, é filiado ao PMDB, mesmo partido de Camilo Cola, desde o dia 5 de setembro de 2013, um dia após a abertura da sindicância.   O desmate foi autorizado no Laudo de Vistoria Florestal nº 1747/2013, no qual também está registrada a área total da propriedade Pedreira da Sambra (2,3852 hectares, o que equivale a 23.852 metros quadrados), a área ocupada por mata nativa em estágio médio de regeneração (0,8655 ha, equivalente a 8.655 metros quadrados) e a área requerida para desmate de um hectare – contraditoriamente maior do que a área de mata nativa registrada. A propriedade está localizada no distrito de Itaoca, em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado.   O laudo aponta cobertura florestal predominante de vegetação nativa da Mata Atlântica, em estágio médio de regeneração. A área de Reserva Legal da propriedade teria cerca de 0,47704 ha, equivalente a 4.770 metros quadrados (20% da extensão total da propriedade). Ou seja, se a autorização para a supressão de vegetação seguisse as normas legais, apenas 0,38846 ha (3.884 metros quadrados) poderiam ser retirados, cerca de 1/3 da área que foi autorizada – o que indica que, inclusive a Reserva Legal (RL), área protegida por lei, foi passível do desmate.   Para esconder a ilegalidade, o Conrema IV teria realizado uma manobra, segundo denúncias, ao citar uma coordenada geográfica que se distancia em mais de 300 metros da área onde o desmate foi solicitado, localizada fora da propriedade e na qual há apenas pastagem.   Uma outra contradição que aparece nos trâmites do processo no Idaf é que a abertura, a vistoria e a autorização do processo foram todas feitas em Vitória, no DRNRE, no Ditec (Diretor Técnico) e no setor de Protocolo. Em nenhum momento o processo foi ao escritório do município de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do estado – local onde está a propriedade de Camilo Cola.

10/11/2013 / 0 Comments
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Falta consenso para votar distribuição de vagas nos legislativos

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O projeto de decreto legislativo (PDC 1361/13) aprovada no Senado no último dia 23 de outubro, sustando a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que alterou a representação dos estados na Câmara e nas Assembleias Legislativas, não deve passar tão facilmente pela Câmara. No Senado, com a igualdade nas bancadas a situação era mais tranquila, mas a proporção das bancadas na Câmara deixa a discussão mais acalorada e complexa.   Foi justamente por conta do impasse que a votação do projeto teve de ser adiado para esta terça-feira (12), depois de as bancadas estaduais não terem conseguido um acordo para a votação do projeto. Se o PDC não for aprovado na Câmara, vai prevalecer a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a as eleições de 2014.   A proposta teve a urgência aprovada, mas a votação em plenário ficou para a próxima terça-feira, diante da obstrução dos deputados representantes de estados que ganham com a resolução. Essa redefinição do TSE levou em conta os dados mais recentes de população divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010.    Oito estados perderão deputados, enquanto cinco ganharão mais representação. Pela resolução, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul perderão uma cadeira, enquanto Paraíba e o Piauí terão dois deputados a menos.   Os beneficiados com mais uma cadeira serão Amazonas e Santa Catarina, enquanto Ceará e Minas Gerais ganharão outros dois representantes. O maior beneficiado é o Pará, que ganhará quatro deputados.   A resolução também redefine as vagas das Assembleias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Na Assembleia capixaba o corte levaria três cadeiras, encolhendo o plenário de 30 para 27 parlamentares.    O argumento dos deputados que defenderam o projeto é de que a definição do tamanho das bancadas depende do Congresso, não do Judiciário.    Já os deputados de estados que ganharão parlamentares querem manter a resolução. “É uma resolução justa, que leva em consideração a proporcionalidade direta dos habitantes”, disse o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG).

10/11/2013 / 0 Comments
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A rota da traição

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O ex-presidente Lula está enganado com relação ao Espírito Santo. Do jeito que impõe Paulo Hartung (PMDB) e Ricardo Ferraço (PMDB) ao PT capixaba, vai contabilizar mais uma derrota por aqui. Lula pode entender muito de política, e deve realmente entender, pois estão ai os postes que ele elegeu: a presidente Dilma Rousseff, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e outros. Mas em matéria  de Paulo Hartung, dá demonstração de não entender nadinha. Senão não estaria se metendo com ele novamente. Mas caminha mesmo assim para entregá-lo a batuta para reger a orquestra das eleições no Estado, na expectativa de que possa render a vitória de Dilma. Na prática, representa o ex-governador recuperar o controle da política do Espírito Santo, que havia perdido para o governador Renato Casagrande.   Rejeição Um retrocesso democrático que só está sendo possível pela necessidade de Lula de garantir a reeleição da Dilma. A ingerência do ex-presidente na política do Estado é recebida com perplexidade, até com repugnância, em alguns setores.  Pois o ex-governador acostumou-se a proliferar males na política. Violência Lula age nesse caso capixaba como sempre fez  Paulo Hartung – de cima para baixo. Democracia Pois tem a intenção de mudar o rumo da eleição, devolvendo a Paulo Hartung o poder do qual ele foi apeado, exatamente pelos métodos autoritários que praticava. Pode-se dizer tudo do atual governador Renato Casagrande, e  em alguns casos até devem dizer, menos que seja autoritário, jamais. Ele trouxe de volta no Estado a democracia nas relações políticas. Construiu Com a qual inclusive constrói seu esquema eleitoral.  Não é à toa  que o partido do Lula no Estado está com Casagrande. Não é por outra razão que o PMDB, também no Estado, caminha para a sua candidatura. E os demais partidos, à exceção do PSDB e do DEM e do partido do senador Magno Malta, o PR. Só. Palanque Não precisa ser vidente, basta ter feito um cursinho sobre Paulo Hartung, para ter a certeza de que a Dilma, se o Magno Malta não construir outro palanque para ela,  vai tomar um ferro e tanto aqui no Estado. Obras Esse acerto da Dilma com Ricardo e Hartung de vir ao Estado entregar obras ao lado deles, é de uma estupidez política, diante  do que Ricardo e Paulo já falaram dela, como também já o fizeram os instrumentos que estão no radar do ex-governador,  como o jornal  A Gazeta.   Neutralidade  A neutralidade nas eleições presidenciais no Estado, proposta pelo governador Renato Casagrande, é a alegação de Lula para ir para o lado de Paulo Hartung  e Ricardo Ferraço. Neutralidade II Só que Lula vai passar a lidar com a neutralidade, entre aspas, do ex-governador, já alinhavada com tucano  Aécio Neves. Ponham o PMDB e o PT nas mãos deles, com os artifícios do enredo, para ver onde Dilma vai parar nas eleições no Espírito Santo. Pois Paulo Hartung só reflete e age em favor do seu próprio destino PENSAMENTO: “Não insista demais na direção do abismo, porque você corre o risco de cair.”Arthur Miller 

09/11/2013 / 0 Comments
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Comer bem, como convém

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Cozinhar com fogo é uma arte que só os humanos dominam, embora haja suspeitas de que os anjos… Ainda hoje antropólogos e sociólogos discutem se era necessária – o mundo estaria melhor se comêssemos apenas o que pudesse ser ingerido ao natural? Nunca saberemos, mas as opiniões se dividem.  Também não há consenso sobre a época em que se começou a estragar os alimentos no fogo – os dados variam entre 250 mil e mais de dois milhões de anos.   Todos, porém, concordam que cozinhar os alimentos foi um dos grandes propulsores da evolução humana. Naturalmente o alimento também sofreu um grande processo evolutivo, e chegamos hoje à pizza do Chef italiano Renato Viola, de lagosta e caviar, que é o prato mais caro do mundo (12.000,00 dólares).  Mesmo assim, acho que sofremos uma regressão alimentar inversa aos avanços da humanidade.   Pois com toda a sofisticação da cozinha moderna, dos Maitres, Chefes e Restauranters; dos restaurantes de altíssimo nível e preços ainda mais altos; das revistas especializadas, dos muitos programas de televisão onde cozinham ao vivo, e mesmo dos self-services e coma-a-quilo, a verdade é que cada vez comemos pior.  A velha arte de cozinhar o trivial básico, como se dizia no tempo dos conventos, e incentivadora da congregação familiar, já era.   Com ela vai junto a distinta e tradicional arte de sentar à mesa.  O fogão é ainda obrigatório em toda cozinha, mas não cozinha como antigamente, obsoleto como a  máquina de costura e a enceradeira. A família reunida em torno da mesa virou coisa do passado, e como no caso do ovo e da galinha, não sabemos qual veio primeiro – o esfriamento do fogão ou o esvaziamento da mesa de jantar. Responda depressa: a) porque ninguém mais tem tempo para comer sentado; b)  porque já não há mesas que comportem grandes famílias.   A crise vai mais fundo, e temos outros fatores envolvidos no esquema, como a pressa, a falta de tempo, a mulher que trabalha, o vício da televisão, a escravidão do computador, os fast-foods, a comida congelada, a preguiça, o encolhimento dos salários, o lento e gradativo desaparecimento da classe média, o sumiço das outrora chamadas auxiliares de cozinha, peças essenciais no velho costume de se comer em casa.   Vinham em várias cores, tamanhos, humores e aptidões, e tinham vários nomes – a cozinheira, a lerda, a faz-tudo, a não-faz-nada, a maria, a tonta, a relaxada, a santa, a vem-um-dia-some-dois, a salvação a lavoura, a coisinha, a quase-da-família, a incompetente, a quebra-tudo, a que tomou-chá-de-sumiço… e por aí vamos, que a lista é longa. Era uma  personagem quase folclórica, variando numa escala de santa a mal-necessário, com uma estranha tendência a desaparecer quando mais se precisava e na fase carnavalesca.   Comemos melhor hoje em dia? Meus filhos dizem que comida boa é a da mamãe; mas lembro com saudades da comida da minha mãe, que reclamava por não conseguir igualar a galinha ao molho pardo com abóbora recoberta com muita salsa e cebolinha que a mãe dela fazia. Humm lembrar dessas iguarias me dá fome. Fecho a coluna sem encontrar um final feliz, e vou comer sanduíche de borracha no McDonalds, com batatas fritas em gordura supersaturada. Haja coração!

09/11/2013 / 0 Comments
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Será que vai?

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Esta semana o grupo de trabalho da Câmara dos Deputados aprovou as propostas para uma reforma política no País. O tema é muito complexo, já que se trata de medidas que mexem no conforto de muita gente em Brasília. Algumas propostas são muito boas, mas dada a complexidade de ter de se cortar na própria carne, resta a dúvida se o projeto vai passar pelos congressistas.    A proposta propõe o fim da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos; o voto facultativo;, a coincidência das eleições municipais com as estaduais e federal a partir de 2018; e fim das coligações proporcionais. Também estabelece a realização de um referendo, a ser realizado no segundo turno do pleito de 2014, para a mudança do sistema eleitoral.   Mexer na questão da reeleição é um tema complicado. Muitas vezes, quatro anos realmente não são suficientes para se desenvolver um projeto político e, se o sucessor for da oposição, há sempre o risco de tudo voltar à estaca zero.    A união das eleições, por um lado, é interessante pela economia, por outro, pode confundir a cabeça do eleitor, já que a lista de candidatos será enorme. O fim das proporcionais, bom esse é um tema que cabe até uma análise à parte.    É uma pena a discussão sobre o financiamento de campanha não ter sido aprofundada. Essa é a verdadeira lacuna a ser fechada no sistema político-eleitoral brasileiro. Enquanto a conta for paga pela iniciativa privada, os parlamentares e executivos vão estar atrelados a grupos econômicos, defendendo em suas esferas de poder o interesse de poucos em detrimento do desejo da maioria.    Como bem lembrou a ex-vereadora de São Paulo Soninha Francine (PPS), em sua passagem pelo Estado esta semana, o sistema é confuso, é presidencialista com características parlamentarista, o que deixa o Executivo refém do Legislativo. Sem a moralização da classe política, essa relação vai continuar se dando na base da barganha de cargos e o País continuará vivendo seus entraves de desenvolvimento.    A discussão da reforma dá novas regras para o sistema eleitoral, mas faz a reflexão sobre o que foi cobrado nas ruas em junho passado, não olha para si e procura entender o porquê da rejeição à classe política. Tenta fazer de conta que não percebe o olhar de desconfiança do eleitor e continua vivendo em uma bolha. 

09/11/2013 / 0 Comments
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TJES reforma decisão, mas mantém condenação de ex-prefeito de Laranja da Terra

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A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) julgou parcialmente procedente um recurso interposto pela defesa do ex-prefeito de Laranja da Terra (região serrana) Cláudio Pagung (PMDB), condenado em 1º grau em uma ação de improbidade por irregularidades na contratação de transporte escolar em 2002. No julgamento, o colegiado afastou a pena de perda dos direitos políticos, mas manteve a condenação de ressarcir o erário – medida que pode enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa. Durante o julgamento no colegiado, o desembargador substituto Fernando Estevam Bravin Ruy, relator da apelação, afastou a hipótese de enriquecimento ilícito e de dano ao erário na contratação emergencial de uma empresa de ônibus. Contudo, foi mantida a alegação de superfaturamento em um dos contratos, o que implicou na manutenção da obrigação do ex-prefeito e mais duas pessoas de ressarcirem aos cofres públicos em R$ 10,45 mil. O relator considerou que a contratação emergencial teve a autorização do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que orientou o então prefeito a contratar duas empresas do município pelo período de até 60 dias, para evitar a descontinuidade do serviço até a finalização de uma licitação para esta finalidade. “Não basta a mera ilegalidade do ato, mas faz-se necessário a prova do efetivo prejuízo ao erário ou do enriquecimento ilícito e, ainda, do dolo ou da má-fé do agente público”, alegou o desembargador substituto em relação à falta de provas de crime no processo. Sobre a acusação de superfaturamento, o relator vislumbrou a ocorrência de pagamentos a mais para uma das empresas contratadas, a Viação Rigamonte Ltda, também condenada no processo. Bravin Ruy considerou que o contrato original previa uma quilometragem diária de 669,8 quilômetros, porém, a área técnica do TCE teria constatado que o trecho percorrido seria de apenas 558 quilômetros, o que teria onerado os cofres públicos indevidamente. “A defesa [do ex-prefeito] argumentou que a diferença é muito pequena para ser considerada e que o próprio TCE assim interpretou. Contudo, tal alegação não tem o poder de eximir o apelante [Cláudio Pagung] de sua responsabilidade, pois o valor gasto a mais do erário não é desprezível, ainda mais levando-se em consideração o tamanho do município de Laranja da Terra”, afirmou o desembargador substituto, que levou em consideração o fato do próprio ex-prefeito ter sido condenado e pago a multa imposta pelo Tribunal de Contas pelo episódio. “Desta forma, analisando-se os contornos fáticos da hipótese em julgamento, seus reflexos perante a sociedade e o órgão público, bem como levando-se em conta a conduta do ex-prefeito e o caráter pedagógico de que se devem revestir as penalidades, passa-se à análise de cada uma das sanções impostas ao apelante. […] A cassação de direitos políticos também é medida drástica, devendo ser aplicada em hipóteses excepcionais, após o trânsito em julgado da ação de improbidade administrativa, ou nas situações descritas na Constituição Federal”, ponderou Bravin Ruy, que teve o voto acompanhado pelos demais membros do colegiado. Na sentença de 1º grau, prolatada em março do ano passado, a juíza da Vara da comarca, Trícia Navarro Xavier Cabral, havia acolhido os termos da ação de improbidade movida pelo Ministério Público Estadual (MPES) para condenar o ex-prefeito e mais duas pessoas (Ivany de Fátima Rigamonte Dettmann e Florentin Dummer) às penas de suspensão dos direitos políticos por cinco anos, ressarcimento do dano ao erário e a proibição de contratar com o poder público. Mas apesar da revogação dos efeitos da condenação à suspensão dos direitos políticos, o ex-prefeito de Laranja da Terra e os demais réus podem ter problemas com a Justiça Eleitoral. Uma vez que a manutenção da condenação por improbidade pela Câmara do TJES os enquadra nos dispositivos da Lei da Ficha Limpa, que prevê a inelegibilidade de agentes políticos que foram alvos de condenação por órgão colegiado.

09/11/2013 / 0 Comments
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SOS Ambiental cobra respostas do Iema sobre déficit de infraestrutura

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Dois pedidos de esclarecimento foram protocolizados pelo grupo SOS Espírito Santo Ambiental no Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), requerendo respostas oficiais sobre o sucateamento dos laboratórios de análise e a compra do aparelho coletor de PM 2,5, as chamadas partículas respiráveis, que causam danos à saúde. Os documentos são assinados pelo coordenador da entidade, Eraylton Moreschi.   No primeiro deles, direcionado ao diretor presidente do Iema, Tarcísio Foeger, o grupo diz que soube que o órgão está sem laboratórios de análise de água, “coisa mais básica que um órgão de gestão ambiental deve ter”, e que uma denúncia desse tipo no município de São Mateus teve suas análises terceirizadas. Assim, pede esclarecimentos e define que “o Iema está em estado de caos”.   Outra denúncia séria, enviada pelo mesmo requerimento, foi de que, pelo mesmo déficit de infraestrutura, não há informações sobre a poeira sedimentada desde o mês de março deste ano. O grupo ainda questiona a falta dos relatórios da qualidade do ar desde o ano de 2007.   No segundo documento, o SOS requer informações oficiais e notas fiscais que comprovem a data de compra, de entrega e há quanto tempo estão aguardando pela instalação dos coletores de PM 2,5. O grupo apresenta informações do próprio site do Iema, em que é afirmado que dois coletores seriam instalados em 2010.   Na reunião do GTI Respira Vitória dessa quinta-feira (7), foi dito pelo diretor presidente do Iema que o edital para a instalação dos equipamentos de medição das PM 2,5 seria reaberto. Segundo Alexsander Silveira, coordenador do Centro Supervisório da Qualidade do Ar do órgão, nenhuma empresa quer assumir os riscos de instalar os equipamentos, porque essa operação pode danificar os outros equipamentos que, atualmente, fazem a medição dos outros tipos de partículas. Na ocasião, Alexsander informou que foram comprados três equipamentos para a partícula mais fina, cada um pelo preço de R$ 1 milhão, e que estes estavam empacotados há dois anos, informação que diverge da apresentada pelo site do instituto.   Um terceiro ofício, questionando sobre quando haverá as medições de tal partícula, foi enviado à secretaria executiva do GTI pela Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares do Espírito Santo (Famopes), pelo Conselho Popular de Vitória (CPV), pela Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC) e pela Família de Assistência e Socorro ao Meio Ambiente (Fasma). 

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Publicação de ato oficial dispensa agência de publicidade, decide Tribunal de Contas

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O plenário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) decidiu, na sessão dessa quinta-feira (7), que a publicidade de atos oficiais dispensa a contratação de uma agência de publicidade pelos municípios. O entendimento foi adotado em resposta a uma consulta feita pela prefeitura de Governador Lindenberg, na região norte capixaba. Para o relator do processo, conselheiro Sérgio Aboudib, a publicação de atos administrativos não exige que o fornecedor tenha as qualificações técnicas para a sua realização – diferentemente do que ocorre com a publicidade institucional. Segundo o conselheiro, a publicação de atos administrativos, como extratos de contratos, licitações e informativos referentes à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não se enquadra no conceito de publicidade. Dessa forma, não haveria a necessidade de contratação de agências de publicidade para a execução da atividade. Nesses casos, o gestor deverá seguir o que prevê a Lei nº 8.666/1993 (Lei de Licitações), afirmou Aboudib, que atendeu o parecer da área técnica do tribunal. O conselheiro ainda diferenciou a publicidade legal ou oficial da publicidade institucional. Segundo ele, citando parecer da área técnica, a publicidade oficial decorre da necessidade de dar transparência aos atos administrativos, prevendo-se, como consequência por sua não realização, a ineficácia ou invalidade do ato administrativo. De outro lado, a publicidade institucional visa à divulgação de campanhas, programas e notícias sobre as atividades de governo. Nos casos de publicidade institucional, o gestor deve ser atentar, na fase de contratação, à exigência das qualificações técnicas da agência, uma vez que é necessário o estudo, a criação, a concepção e atos criativos, como dispõe a Lei Federal nº 12.232/2010. A norma dispõe que os serviços de publicidade envolvem trabalhos de natureza essencialmente intelectual, o que justificaria a utilização dos tipos de licitação ‘melhor técnica’ ou ‘técnica e preço’.

09/11/2013 / 0 Comments
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