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Século Diário

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Estado vai criar mais 550 vagas de agente de Suporte Educacional

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A Assembleia Legislativa aprovou, nessa terça-feira (5), o projeto de Lei Complementar 48/2013, que autoriza a criação de 550 vagas para agentes de Suporte Educacional (ASE). A criação dos cargos e realização de concurso era reivindicação dos profissionais, que chegaram a deflagrar greve no dia 28 de outubro.    As novas vagas elevam o efetivo para mil funcionários, que são responsáveis pelos serviços administrativos das 537 escolas mantidas pelo Estado. A adequação do quadro efetivo deverá acarretar na extinção de 750 contratos temporários de profissionais que atuam como auxiliar de Secretaria Escolar.   Além da criação das vagas, os ASE também aguardam o realinhamento salarial, prometido para o governo para este ano.    Depois da deflagração da greve, representantes dos agentes foram chamados para uma reunião com os secretários de Gestão e Recursos Humanos, Pablo Rodnitzky; e de Educação, Klinger Barbosa; além do subsecretário de Inovação na Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, Charles Almeida; e da gerente do setor de Carreiras e Desenvolvimento do Servidor, Heyde dos Santos Lemos. Na pauta estava a apresentação das etapas do cronograma de alinhamento que já foram cumpridas.    Os secretários alegaram que, do cronograma estabelecido, o governo já realizou o levantamento da base de dados; estudo técnico e financeiro; reunião com entidade representativa dos servidores; e grupo de trabalho, para apresentação de parametrização e alinhamento do trabalho. O encaminhamento dos estudos para análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que seria feito no final de novembro, foi antecipado para a última quinta-feira (1).    Após a reunião foi realizada uma assembleia e os agentes optaram por suspender a greve.    Além da realização do concurso os ASE também pleiteiam a equiparação salarial com os assistentes de Gestão, passando os salários dos ASE de R$ 1.150 para R$ 1.550. Também reivindicam a aprovação do Plano de Cargos e Salários. 

07/11/2013 / 0 Comments
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PT capixaba vai escolher palanque que oferecer candidatura ao Senado

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O encontro nessa quarta-feira (6) em São Paulo entre as cúpulas petistas estadual e nacional teve algumas deliberações importantes para o processo eleitoral do próximo ano no Espírito Santo. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, saiu do encontro com a missão de conversar com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e com o senador Magno Malta (PR).     Falcão já teve um encontro com o governador Renato Casagrande e agora vai ouvir os outros nomes na disputa, que fazem parte da base da presidente Dilma Rousseff. O presidente do PT  tenta buscar a melhor acomodação para o partido no Estado. Embora o articulador do palanque de Dilma, o ex-presidente Lula, não confie na neutralidade do governador e não acredite na densidade eleitoral do senador Ricardo Ferraço, preferindo o palanque estadual puxado por Paulo Hartung, ainda não há nada fechado no partido.    A conversa com Hartung e Malta vai seguir o mesmo caminho do encontro com Casagrande e trata de um tema que foi deliberado do encontro desta quarta. O PT não vai aceitar o papel de vice nas chapas do próximo ano. O partido visa a disputa ao Senado, não pelo cargo, mas por uma questão estratégica de campanha.    Em 2010, o partido ficou com a vice no palanque de Renato Casagrande, indicando Givaldo Vieira. Com isso, não teve o tempo de TV para que a campanha de Dilma no horário dos candidatos ao Senado. Na disputa do próximo ano, com a candidatura ao Senado, Dilma ganharia esse palanque local.    Para o PT capixaba fica então a decisão sobre quem vai ser indicado pelo partido para a disputa ao Senado. A atual senadora Ana Rita Esgário, que ganhou o mandato na suplência de Renato Casagrande, briga no partido para ter o direito a disputar a reeleição.    Mas o ex-prefeito de Vitória, João Coser, quer a vaga. Esse é um dos temas que norteiam a disputa interna pela presidência do partido, que será decidida neste domingo (10). O PT deve definir o nome petista ao Senado até o final deste mês. Além de Ana Rita e Coser, o subsecretário estadual de Direitos Humanos, Perly Cipriano, também concorre ao comando estadual do partido.   Para os meios políticos, a movimentação para que o PT nacional exija a vaga ao Senado no Espírito Santo, parte da estratégia de Coser para conseguir esse espaço na disputa do próximo ano.    No encontro de Dilma com o ex-governador Paulo Hartung e o senador Ricardo Ferraço, os peemedebistas deixaram o Palácio do Planalto afirmando que a reunião teve agenda administrativa, sobre a vinda de Dilma ao Estado e obras a serem anunciadas ou liberadas pela presidente. Mas a justificativa não convenceu, já que agenda administrativa não seria tratada com o ex-governador e sim com o atual. 

07/11/2013 / 0 Comments
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Metade dos conselheiros do TCE responde a ações de improbidade na Justiça

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Dos seis conselheiros efetivos da atual composição do Tribunal de Contas do Estado (TCE), três deles respondem a ações de improbidade administrativa na Justiça Estadual. Além do recém-empossado Sérgio Borges, os conselheiros Sérgio Aboudib e Rodrigo Chamoun figuram em ações judiciais. É o que aponta o levantamento da reportagem de Século Diário, com base em informações fornecidas pelo sistema processual do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Além das denúncias de improbidade contra o trio, dois outros membros do Tribunal já estiveram relacionados a processos na Justiça: o presidente eleito Domingos Taufner teve questionada a posse no cargo de procurador de Contas, enquanto o nome de José Antônio Pimentel figurou durante as investigações da Operação Lee Oswald. Nos meios políticos a situação dos demais conselheiros não minimiza o fato de Borges ter sido condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES), mas afasta a possibilidade de retrocesso na corte, que ainda é formado por Valci José Ferreira – afastado desde 2007 por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Durante a solenidade de posse, realizada nesta quarta-feira (6), o ex-deputado estadual afirmou que está tranquilo em relação a eventuais questionamentos na Justiça sobre a sua nomeação. “Estou tranquilo. Fui eleito limpamente e toda a documentação que precisei colocar, eu coloquei”, garantiu o novo conselheiro. De acordo com fontes ligadas à Assembleia, Borges se refere ao parecer jurídico de um grande jurista da área de improbidade, onde afasta a vinculação da Lei da Ficha Limpa com a indicação de cargos pelo Legislativo, como é o caso da vaga de conselheiro do TCE. A Constituição Estadual aborda somente a necessidade do requisito de conduta ilibada, o que seria afastado somente com o trânsito em julgado da condenação, apostam os defensores do novo conselheiro. Em setembro do ano passado, a 3ª Câmara Cível do TJES manteve uma condenação de 1º grau contra o ex-deputado pelo suposto recebimento de diárias indevidas, no valor de R$ 6,9 mil, entre os anos de 1999 e 2001. Borges aguarda o julgamento de um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele responde ainda a outra ação de improbidade, que segue tramitando na Justiça estadual. Denúncias Além dos episódios relacionados ao ex-deputado, os conselheiros Sérgio Aboudib – ex-chefe da Casa Civil no governo Paulo Hartung (PMDB) – e Rodrigo Chamoun – ex-presidente da Assembleia – também respondem a ações de improbidade. O caso mais grave envolve Aboudib, atual vice-presidente da corte. Ele é acusado de ter garantido o pagamento com dinheiro público de uma multa de R$ 600 mil imposta à ex-diretores do Banestes. Nos autos do processo, o nome de Aboudib consta entre os denunciados pelo fato de ter sido membro do conselheiro do banco estatal à época. Em uma ação popular sobre o mesmo episódio, o juízo de 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual condenou os ex-diretores do Banestes à restituição dos valores ao erário. Foram condenados Roberto da Cunha Penedo, ex-presidente do Banestes; José Teófilo de Oliveira, presidente do Conselho; e Ranieri Feres Doellinger, que permanece como diretor de Relações com Investidores do banco. Já o nome do conselheiro Rodrigo Chamoun aparece em outra ação de improbidade, movida pelo Ministério Público Estadual (MPE), nos autos do processo nº 0030632-94.2007.8.08.0024, que tramita na mesma 3ª Vara. Os fatos estão relacionados às suspeitas de irregularidades durante a passagem de Chamoun, que será o vice-presidente da corte no próximo biênio, na Secretaria de Desenvolvimento Urbano, também no governo Hartung. Ele também figura em uma ação popular relacionada a uma eventual ilegalidade na nomeação de servidora para atuar no Colégio de Procuradores do Legislativo.

07/11/2013 / 0 Comments
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Superporto é necessário, mas em outro lugar

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Até a moqueca capixaba será impactada, caso o porto de águas profundas, porto de contêineres, ou simplesmente superporto de Vila Velha for instalado na região de Ponta da Fruta. A conclusão foi apresentada pelos oceanógrafos Eric Mazzei e João Batista Teixeira, na audiência pública sobre o empreendimento, que aconteceu na tarde dessa quarta-feira (6), na Promotoria de Justiça do município. A previsão é de que até os peixes e outros animais marinhos apreciados na culinária capixaba possam desaparecer devido à instalação do terminal.     Segundo os pesquisadores, atualmente, a região que poderá ser extinta com o projeto é repleta de alagados e abriga remanescentes de Mata Atlântica e de restinga, praias com arrecifes e rica biodiversidade. Igualmente extintos, apontaram, podem se tornar os pescadores, que formam uma comunidade tradicional na região. O ofício da pesca artesanal já não se expande, pois os filhos dos pescadores não querem continuar na atividade, e ainda é prejudicado pela pesca extensiva praticada por pescadores de outros locais.   A área da Ponta da Fruta também abriga formações rochosas que impedem emissões de carbono e compõem a cadeia Vitória-Trindade, que culmina, em alto-mar, no arquipélago de Trindade e Martim Vaz. “Nada do que ouvi até agora justifica um porto deste porte nesta região”, retratou João Batista.    O superporto é uma reivindicação antiga dos trabalhadores portuários. Entretanto, a proposta dos trabalhadores era bem diferente daquela que foi apresentada para implantação na Ponta da Fruta. Eles não queriam que o porto fosse instalado em uma área ambientalmente sensível, mas sim em uma já impactada por porto, como Praia Mole – o que não significa que as leis ambientais devessem ser afrouxadas –, e que sua capacidade fosse gradativamente aumentada, conforme a demanda.    O deputado estadual Claudio Vereza (PT), presente na audiência, foi categórico ao dizer que o superporto não foi apresentado como um projeto para a área de Praia Mole porque a Vale e a ArcelorMittal querem total controle sobre o terminal logístico que, lembrou, é público.    Em apresentação conjunta nessa quarta-feira, os oceanógrafos apresentaram o porto de Roterdã, o maior da Europa, localizado na Holanda, como um exemplo que poderia ser seguido. Apesar de ocupar uma grande extensão, o porto concentra centenas de empresas em apenas um local, não permitindo a degradação de outras áreas, e abastece grande parte do continente. Estratégia muito diferente da que está sendo planejada para o Estado, onde poderão ser construídos até 30 portos, em uma distância considerável entre si e prioritariamente longe da ocupação humana – ou seja, em unidades de conservação. Alessandro Chakal, da Frente Parlamentar Ambientalista da Assembleia Legislativa, lembrou que quase a totalidade desses empreendimentos está ilegal, já que não passou pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC).    Para a instalação do superporto, será necessária a construção de um quebra-mar de cerca de três quilômetros de comprimento; o aprofundamento em mais de 20 metros do canal portuário; e a iluminação constante, inclusive noturna. Das principais preocupações dos moradores da região presentes na audiência, uma gira em torno da perda da praia, que será inviabilizada por conta do projeto; e outra surge por da força da maré que pode se tornar ainda maior. Em todo mês de março, o avanço do mar na praia precisa ser contido com sacos de areia, e a situação pode ainda se agravar caso as correntes marítimas não sejam profundamente estudadas e aplicadas em consonância com o empreendimento.Além disso, a iluminação constante pode deslocar cardumes e concentrar espécies marinhas nas proximidades do terminal, onde a pesca é proibida.   Além das preocupações ambientais, também foram apresentados na audiência os problemas sociais que podem ser acarretados com a chegada do empreendimento de tal porte em uma região ribeirinha, de populações tradicionais e ainda pouco povoada. O historiador e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Luiz Cláudio Ribeiro, apontou que o litoral do Espírito Santo deve ser pensado de forma mais responsável e estratégica, uma vez que o Estado ocupa pouco mais de 0,5% de todo o território nacional. Luiz Cláudio apontou ainda que os lucros produzidos por esse tipo de empreendimento provocam o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), mas não geram riquezas para o povo capixaba. Não à toa, elencou como consequências da chegada do empreendimento o aumento dos bolsões de pobreza, a ocupação desordenada e as ausências de infraestrutura e de empregos para as populações locais, citando os exemplos de bairros como São Pedro, que cresceu a partir da instalação de grandes empreendimentos na Capital.    O historiador descreveu o modelo da implantação do sistema portuário no Estado como, “basicamente, cada empresa constrói o porto que quer para escoar sua própria produção”, e ilustrou como consequências o domínio de grupos econômicos alheios ao interesse público, descumprimento da legislação, desorganização social e política, manipulação de informação, e a discriminação de comunidades tradicionais, a exemplo de pescadores, quilombolas e indígenas, no caso da ocupação do eucalipto no norte do Estado. Ele ainda completou: “Há empresas que, para se livrarem do passado, mudam de nome”, a exemplo da Aracruz Celulose, hoje Fibria, e da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), hoje Vale; e denunciou que existe um mercado de licenciamento ambiental, no qual não são só o governo e as empresas lucram.    O último expositor da audiência foi o cientista político Roberto Garcia Simões, que questionou se realmente o Espírito Santo precisa de um porto de tal porte, se o Estado tem a quantidade de carga que o empreendimento poderá movimentar. “Estamos montando o porto para depois saber o que vem”, retratou. Para Simões, um passo decisivo é conhecer o projeto do empreendimento e questionar ponto a ponto e “desmontá-lo a partir de seu próprio discurso”, opinião que foi compartilhada pelo Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV), cuja representante, Irene Léia, confirmou a intenção de qualificar a sociedade civil, por meio dessas audiências, a questionar o empreendimento e até rejeitá-lo em sua audiência pública oficial.    O representante do Fórum de Desenvolvimento Social da Região

07/11/2013 / 0 Comments
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Silêncio perturbador

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Faz quase 20 meses ou 600 dias que Valdenir Belinelo foi misteriosamente assassinado a facadas. O crime aconteceu no dia 21 de março do ano passado, no distrito de Rio Quartel, próximo a Linhares, norte do Estado. À época, o professor da Ufes dirigia o Hospital Roberto Silvares, em São Mateus.    Familiares e amigos do professor, assim como a população de São Mateus, considerando a grande repercussão do crime, esperavam que a polícia, algumas semanas após o crime, apontasse os suspeitos e desvendasse as circunstâncias da morte de Belinelo.    Nada disso ocorreu. Com a justificativa que as investigações correm em sigilo, o delegado do caso, Fabrício Lucindo Lima, não revelou sequer qual a linha de investigação que a polícia vem seguindo para elucidar o crime.    O mais curioso é que horas depois do crime, o delegado Lucindo “soltou” algumas informações, talvez antes de ser alertado de que deveria se manter calado. À Rádio CBN Vitória, no dia 22 de março de 2012, portanto, no dia seguinte ao assassinato, Lucindo afirmou que a polícia trabalhava com duas hipóteses: crime passional ou de mando.    Sobre a primeira linha de investigação, o delegado deu poucos detalhes. Entretanto, correu um boato que o professor seria homossexual, o que explicaria a passionalidade do crime.    O delegado foi categórico ao afirmar que o professor conhecia o autor do crime. O que ajudou, de certa maneira, a reforçar a tese de crime passional.    Infelizmente, o preconceito social faz a opinião pública inconscientemente “julgar” que o professor procurou “sarna para se coçar”, e encontrou. A tese serve também para diminuir a pressão da opinião pública sobre a polícia, que tinha um crime de repercussão para investigar e precisava dar uma resposta à sociedade, imprensa, amigo e familiares.     Ainda no calor das primeiras declarações, o delegado Lucindo admitiu que a tese de mando estaria relacionada às atividades do professor na direção do Roberto Silvares. Belinelo estaria investigando irregularidades no hospital.   Mas ficou nisso. O delegado disse há 20 meses que não poderia dar mais detalhes para não atrapalhar as investigações.    Hoje não se sabe se as investigações ainda estão em curso, se o delegado ouviu outras testemunhas, se a tese definida pela polícia classifica o crime como mando ou passional, entre outras tantas incógnitas que o delegado mantém escondidas sob o mando do sigilo.    Independente das informações da polícia, o que se sabe é que muita gente permanece indignada com a demora para a solução do crime. Por que um crime de grande repercussão continua sendo cozinhado em banho-maria. Estaria a polícia querendo esconder algo ou proteger alguém?    O delegado gostando ou não, dá margem para esse tipo de especulação. Se Lucindo não quer que o crime vire “conversa de botequim”, ele que se manifeste e revele a quantas anda o caso. Familiares, amigos e todos aqueles que permanecem com a pulga atrás da orelha têm direito de saber quais foram as motivações e que são os responsáveis pela morte do professor. Será que a polícia vai esclarecer o mistério ou o crime entrará para a pilha de inquéritos de homicídios inconclusos que conferem ao Espírito Santo um dos piores índices de resolução de crimes

06/11/2013 / 0 Comments
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Tempo de espera

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Esperamos amealhar fortuna e viver melhor, e deixamos o dinheiro esperando no banco;  esperamos um lugar ao sol, mas está quente e esperamos um lugar à sombra.   Esperar deve ser um dos castigos impostos ao homem quando expulsos do paraíso. Estamos sempre em tempo de espera, uma disfunção da natureza humana. Mal tomamos consciência de que somos tão perecíveis quanto um maço de coentro, começamos a esperar o fim. Com os muitos avanços da ciência, da tecnologia e dos meios de informação, esse fim talvez seja prorrogável, mas pelo menos até o momento em que rabisco essa coluna, é inevitável.   O lindo dia lá fora, embora sempre sujeito a chuvas e furacões,  não me induz a falar no fim. Falo em vida,  e viver é um ato de espera. No mais das vezes, esperamos nove meses para vir ao mundo, e nunca mais paramos de esperar… os primeiros passos, as primeiras palavras, e o grande salto para o futuro – deixar a fralda. Esperamos crescer e ficar igual ao papai ou à mamãe, depois esperamos deixar de parecer com eles – a esperada independência.   Esperamos o primeiro amor e depois dele, os outros. Esperamos o primeiro emprego, o primeiro casamento, o primeiro carro, a primeira casa própria, nem sempre nessa ordem. Esperamos ter filhos, depois netos. Esperamos a promoção e o aumento pro ano que vem. Esperamos a fama, e quando a alcançamos esperamos ser esquecidos. Esperamos amealhar fortuna e viver melhor, e deixamos o dinheiro esperando no banco;  esperamos um lugar ao sol, mas está quente e esperamos um lugar à sombra.  O ser humano é muito indeciso.   Temos grandes e definitivas esperas, como temos as esperas do tipo feijão-com-arroz. Espera-se no sinal para seguir caminho, espera-se na fila do caixa, na fila do restaurante, na fila do cinema, na fila do banco. Espera-se que o ônibus passe vazio e que o avião não atrase; espera-se na lista de espera para uma viagem de última hora, ou na lista dos aprovados daquele concurso público que não chama ninguém. A máquina burocrática sempre espera.   E como estamos sempre esperando o tempo passar, o relógio talvez seja o objeto mais usado no mundo – quantas vezes o consultamos durante o dia? Nosso marcador de esperas é o feitor que nos põe a correr, mas move em câmera lenta tudo que esperamos. Quem bem o define é Machado de Assis, “O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede. Conheço um que já devorou três gerações da minha família”.   Reclamamos de tantas esperas, o tempo que se perde nos engarrafamentos e para encontrar uma vaga, o filme depois dos comerciais,  o aquecimento antes do jogo, o prato pedido no restaurante slow-food, esquecendo que existem pessoas esperando em filas de alimentos, de remédios, de atendimento médico, de vaga em leito de hospital. Ou um milagre dos céus, quando os direitos básicos do ser humano têm que ser esperados. O tempo não espera.     Entre uma espera e outra esperamos a vida melhorar, o país melhorar, o mundo melhorar… Vamos acumulando esperas e esperanças, porque a vida é uma estação onde esperamos, sem relógio e sem passagem com data marcada, que a morte nos esqueça, a velhice não chegue, que os filhos não cresçam, que os netos não desapareçam, que as amizades não decepcionem, que o dinheiro não acabe e o cartão de crédito seja eterno – como o amor e a saúde. É esperar demais? 

06/11/2013 / 0 Comments
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Cada um na sua

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Demorou, mas foi. O governador Renato Casagrande parece finalmente ter se descolado do governo Paulo Hartung (PMDB). O discurso de continuidade que inaugurou sua gestão e foi repetido inúmeras e inúmeras vezes, ao que tudo indica, ficou para trás. Na esteira desse novo cenário, vem a prestação de contas referente a mil dias do atual governo. O teor do extenso material, que ganhou versão impressa em formato de revista e foi divulgado amplamente na imprensa, delimita o antes e depois das ações do governo, agora com a marca em 2011. Por muito tempo, sempre que apresentava seus investimentos ou projetos, Casagrande voltava lá atrás, nas gestões Hartung, como se seus passos fossem sequenciais aos do antecessor. Agora, mais do que mostrar que anda com suas próprias pernas, é com esse material que o governador pretende se aproximar da população. Pois veja só, um milhão de revistas com a prestação de contas foi distribuído por ai. O alto investimento não é à toa. Casagrande aproveita o vento a favor. 2014 está logo ali.   A limpo E a tal sandália da humildade que Hartung recomendou à presidente Dilma Rousseff em 2010? A petista aproveitou a reunião desta quarta-feira (6) para tirar satisfação? Aliás, o que não falta é roupa suja para Dilma lavar com Hartung.    Virou o disco O discurso do retrocesso explorado pela mídia corporativa e setores da sociedade civil organizada deu lugar à cordialidade na posse de Sérgio Borges (PMDB) como conselheiro do Tribunal de Contas, na tarde desta quarta. Ele agora é dono de uma cadeira, quer queiram ou não.   Esquiva O presidente eleito do órgão, Domingos Taufner, que acabou falando demais antes da votação na Assembleia Legislativa que consolidou Borges na vaga, desta vez achou por bem ficar quieto. Melhor assim.   Lugar certo Os familiares de Borges foram devidamente acomodados pelo cerimonial do TCE. Nada de ocupar o espaço destinado aos profissionais da imprensa.   Marcou presença A presidente da Câmara de Anchieta, Dalva da Matta (PDT), que corre de todo mundo para não responder às denúncias de irregularidades em sua gestão, “deu as caras” na posse de Borges. Quem é vivo sempre aparece.   Mais Já dos antigos colegas de plenário do ex-deputado, compareceram Da Vitória (PDT), Eustáquio de Freitas (PSB), Gilsinho Lopes (PR), Sandro Locutor (PPS) e Gildevan Fernandes (PV), que chegou atrasado, já nos cumprimentos.    Rezou uma missa O escolhido, de surpresa, para fazer o discurso de boas-vindas ao novo conselheiro foi o ex-deputado Rodrigo Chamoun (PDB). A ideia era ser rápido no gatilho, mas lá se foram dez minutos de ladainha.   Nada demais Sobre a história da posse relâmpago, que seria para evitar contestação da escolha na Justiça, o presidente Sebastião Carlos Ranna, fez questão de afastar qualquer ineditismo na medida. Ele lembrou do caso do próprio Taufner, nomeado num dia pelo governador, e empossado no outro.   Coser, não! Chama atenção um panfleto de campanha de Décio Marques para a presidência do PT da Serra. Ao se referir à disputa para a presidência regional do partido, ele pede votos para a senadora Ana Rita ou para o subsecretária de Estado de Direitos Humanos, Perly Cipriano. Tudo menos o ex-prefeito João Coser.    Cada uma… Os vereadores de Vila Velha aprovaram, em sessão nessa terça-feira (5), projeto de lei de autoria de Anadelso Pereira (PTN) que prevê atendimento prioritário a idosos, gestantes e pessoas com deficiência em unidades de saúde pública e privada no município. Mas isso já não é lei?   140 toques “O imposto incidente sobre as bicicletas é de 40,5% em média, contra 32% dos tributos para automóveis. Absurdo!”. (Deputado federal César Colnago – PSDB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Ao homem livre não faz falta um deus”. Vladimir Nabokov

06/11/2013 / 0 Comments
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Caminho errado

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O encontro da presidente Dilma Rousseff com o senador Ricardo Ferraço e o ex-governador Paulo Hartung  nessa quarta-feira (6), é um indicativo de que, como ela mesma afirmou, a aliança nacional entre PT e PMDB vai se sobrepor às articulações locais para a eleição do próximo ano. Enquanto os acordos de gabinete são costurados em Brasília, as lideranças que atuam nos partidos no Estado ainda resistem em deixar o palanque do governador Renato Casagrande (PSB).    Essa movimentação da presidente revela a apreensão do grupo em relação à reeleição de Dilma no próximo ano. O ex-presidente Lula é quem está articulando os palanques de Dilma nos Estados. Embora o Espírito Santo não traga mudanças significativas para o resultado da eleição, a manobra consiste em enfraquecer os aliados de Eduardo Campos, no caso o governador Renato Casagrande.  Mas a estratégia do PT parece equivocada em vários aspectos:   1. Casagrande se comprometeu com a neutralidade, o que serviria muito bem ao palanque de Dilma, já que os petistas no palanque de Casagrande poderiam muito bem fazer a campanha para a presidente.    2. O governador lidera a corrida eleitoral e deve ampliar sua margem com o reforço dos prefeitos e candidatos proporcionais, que querem permanecer em seu palanque. Os prefeitos são os principais indutores de votos nos municípios, podendo fortalecer muito mais a campanha presidencial.   3. A presidente Dilma parece ter esquecido que o então governador Paulo Hartung tirou foto com ela na frente do Palácio Anchieta, mas se esquivou de fazer campanha para a petista em 2010. Ele também saiu pela tangente na hora de fazer a campanha do segundo turno para Lula em 2006.    4. O grupo de Hartung sempre responsabilizou o governo federal pelos problemas estruturais no Estado, como a obra do aeroporto de Vitória. Mesmo com a avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as irregularidades do consórcio e das empreiteiras do Estado na obra, o então governador Paulo Hartung jogou a culpa pelo atraso das obras nas costas do governo federal.   Essas entre outras situações mostram que o PT nacional está escolhendo um caminho tortuoso para a eleição. Somado ao fato de o eleitorado capixaba não ser simpático à candidatura petista. Lula e Dilma já amargaram derrotas por aqui. Se a estratégia é confiar que Hartung vai erguer um palanque fiel no Espírito Santo para a presidente, seria melhor pesquisar o histórico da relação do governador com a classe política do Estado e de fora antes de bater o martelo.    Fragmentos:   1 – Na próxima segunda-feira (11), às 19 horas, o PSDB realiza um evento no Guararema Clube, em Linhares. As lideranças do partido esperam reunir militantes dos municípios vizinhos: Aracruz, Fundão, Ibiraçu, João Neiva, Rio Bananal, Sooretama e Vila Valério.    2 – Com a ida de Sérgio Borges para o Tribunal de Contas, o governador Renato Casagrande finalmente encaixa Esmael Almeida em um espaço político. Ele vinha procurando uma forma de acomodá-lo desde sua saída da Assembleia no início do ano, quando Rodrigo Coelho (PT) retornou para o Legislativo.   3 – Um fórum empresarial em Vila Velha vai reunir na semana que vem o governador Renato Casagrande e o antecessor e futuro (provável) adversário em 2014 Paulo Hartung, no Centro de Convenção do município. 

06/11/2013 / 0 Comments
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Câmara do TJES arquiva queixa-crime movida contra prefeito Luciano Pereira

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A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) determinou, nesta quarta-feira (6), o arquivamento de uma queixa-crime contra o prefeito de Barra de São Francisco (região noroeste), Luciano Pereira (DEM). De acordo com informações do TJES, a representação criminal foi movida pelo professor Alencar Marim, ex-secretário municipal de Assistência Social, que foi acusado pelo demista de supostas irregularidades em contratações da pasta, na administração passada. Nos autos do processo, o professor acusa o prefeito de ter feito acusações contra ele mesmo sabendo da inocência do então secretário, o que teria sido comprovado após investigação feita pela Polícia Civil. No voto, o relator do caso, desembargador Ney Batista Coutinho, acolheu o parecer do procurador de Justiça Fernando Antonio Zardini, que pedia o arquivamento sob alegação de que a suspeita era fundada. De acordo com a ação, o prefeito Luciano Pereira teria pedido, por meio de ofício de gabinete, que fosse aberto inquérito para apurar a contratação de um coffee break para duas mil pessoas num evento promovido pela Secretaria de Assistência Social, pelo valor de R$ 7,9 mil. Para o representante do Ministério Público Estadual (MPE), “havia elementos para suspeitar de ilegalidades, fato que afasta a presença do elemento subjetivo do tipo, ou seja, que o denunciante (Luciano Pereira) tivesse ciência da inocência do suposto acusado”. O comum era que esses eventos não reunissem mais de 50 pessoas, diz o parecer. Em seu voto, o desembargador Ney Coutinho considerou que a atitude de Luciano Pereira representou uma medida inerente às funções do cargo. “Eis que o seu silêncio quanto a possíveis irregularidades no âmbito da administração pública municipal ensejaria a sua responsabilização criminal e administrativa”, justificou o magistrado, que foi seguido pelos demais membros do colegiado.

06/11/2013 / 0 Comments
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Dilma se reúne com peemedebista para fechar acordo para 2014

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A presidente Dilma Rousseff se reuniu na manhã desta quarta-feira (6) com o ex-governador Paulo Hartung e o senador Ricardo Ferraço para fechar com o PMDB, por cima, uma aliança para a disputa do próximo ano. A reunião teria sido articulada pelo ex-presidente Lula, que vem se firmando como articulador do palanque de Dilma nos estado.    Para o grupo do ex-governador Paulo Hartung, a união por cima é interessante porque atrai para seu palanque o PT, desmanchando a trinca partidária que forma o núcleo duro da base aliada do governador Renato Casagrande. Já o governo federal quer isolar o PSB do governador capixaba para atingir a candidatura do presidenciável Eduardo Campos, governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB.   A dificuldade estava no fato de o PT preferir a candidatura de Paulo Hartung, por ter mais densidade eleitoral, em vez da do senador Ricardo Ferraço. Para os meios políticos, uma estratégia equivocada do PT, dada a falta de fidelidade do ex-governador Paulo Hartung com o palanque petista na disputa presidencial nas eleições anteriores.    Ainda assim, a preocupação do PT nacional em não conseguir a reeleição da presidente Dilma Rousseff tem feito com que as escolhas nos estados superem outras divergências. Nesse contexto, a disputa no Espírito Santo ganha foco, porque, apesar de o eleitorado de 2,6 milhões de eleitores não influir no resultado da eleição, é um campo de disputa do PSB, o único no Sudeste governado por um socialista, o que passa a ter um valor simbólico.   Mesmo com a disposição de Renato Casagrande em erguer um palanque neutro no Estado, Lula e Dilma devem fechar o acordo, garantido pelo vice-presidente Michel Temer, ao lado do PMDB capixaba. Ainda que Hartung e Ferraço sejam hoje parte de um grupo minoritário no PMDB do Estado, a costura por cima garante o palanque de Dilma.   Outro problema é que no Espírito Santo, tanto o PT quanto o PMDB querem permanecer no palanque de Casagrande na disputa à reeleição no próximo ano. Por isso, a necessidade de se fazer uma costura por fora, obrigando os partidos no Estado a seguirem a orientação das nacionais. 

06/11/2013 / 0 Comments
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