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Fecha-se um ciclo e abre-se outro

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Bem que o Instituto Futura procurou colorir a realidade com tons mais brandos para amenizar o revés do ex-governador Paulo Hartung na pesquisa de intenção de votos para o governo do Estado. Quem bateu os olhos menos atentamente nos gráficos e manchetes do jornal A Gazeta desse domingo (3) pode ter chegado à seguinte conclusão: Hartung ainda é o único que tem forças para tomar de Casagrande a cadeira mais alta do Palácio Anchieta nas eleições de 2014.   Mas quem observou os dados da pesquisa como mais critério — levando em consideração que o instituto em questão não é o mais primoroso quando o assunto é pesquisa, e que o pesquisado, no caso Hartung, é velho amigo da casa — percebeu que na espontânea, que é o indicador que pode ser interpretado como declaração real de voto, o governador Renato Casagrande (PSB) dá uma “lavada” em Harung.    Nada, nada, o socialista aparece sete pontos à frente do antecessor. A diferença beira os 200 mil votos. Sem contar que o atual governador provavelmente ainda não atingiu a sua curva mais aguda de crescimento, enquanto Hartung estaria batendo no teto ou bem próximo dele.   O que se apreende da pesquisa é que Hartung sofreu um baque com o resultado. Embora o Futura, numa tentativa de mostrar que a lavoura ainda não está perdida, aponte que Hartung é o único que tem fôlego para encarar Casagrande num eventual segundo turno e vencê-lo. A pesquisa, que considera margem de erro de 3,5%, mostra que os dois estariam tecnicamente empatados. Informação que ressuscita o ex-governador e o mantém vivo no jogo.    A página contigua à matéria da corrida ao governo traz um panorama da disputa ao Senado. O cenário confirma Hartung soberano, com quase 60% das intenções de votos. Moral da pesquisa: Hartung é o único capaz de endurecer a disputa ao governo com Casagrande, mas, se preferir disputar o Senado, a vaga seria praticamente dele. Pode entrar na disputa com os dois pés nas costas que venceria qualquer candidato.    Na verdade, as coisas não são bem assim. O próprio Futura, na edição de sábado (2) de A Gazeta, mostrou que a popularidade de Casagrande está em ascensão: 66% de aprovação. A 11 meses das eleições, com a máquina na mão e correndo o Estado de ponta a ponta para abastecer o caixa dos municípios, o candidato do PSB tende a melhorar esse índice durante os próximos meses.    De outro lado, Hartung enfrenta dificuldades para alinhar o PMDB da planície, sem a caneta na mão. Basta olhar o movimento “rebelde” da bancada estadual do partido, que toda a semana faz questão de se reunir com Casagrande para ratificar o apoio ao governador. Variáveis que apontam que o cenário não é nada favorável para o grupo de Hartung.    A pesquisa ainda “esquece” de mostrar qual seria a rejeição espontânea de Hartung, dado que de fato indicaria a quantas anda a popularidade do avaliado. Na estimulada, Hartung aparece com a menor rejeição entre todos os possíveis candidatos. Sabe-se lá a ordem que foi apresentada a relação de candidatos ao entrevistado, que podia citar mais de uma opção na resposta.    É por essas e outras que pesquisas são repletas de subjetivismo e carentes de coerência. Tem de ser avaliadas com os dois pés atrás.    Polêmicas à parte, o fato é que para quem gozava de uma aprovação maciça quando deixou o governo, em 2010, Hartung deve ter ficado decepcionado com os números. É verdade que esse cenário já vinha se desenhando e que, aos poucos, aquela popularidade retumbante e o prestígio com a classe política foram se esvaindo ano a ano depois que o peemedebista desceu pela última vez as escadas do Anchieta.    Descontando a miopia de alguns dados da pesquisa, o fato é que o Espírito Santo tem uma nova liderança: Casagrande. Hartung, aos poucos, terá que aceitar que o posto de líder soberano, que parecia intocável, perenal, quase vitalício, também é cíclico. Para abrir um novo ciclo é preciso que outro se feche. 

04/11/2013 / 0 Comments
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Era uma vez

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Mesmo com o Instituto Futura e o jornal A Gazeta tentando melhorar a situação do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) por conta dos números da pesquisa ao governo do Estado divulgada nesse domingo (3), o cenário mostra que finalmente surgiu um novo personagem na política capixaba capaz de derrubar o título de imbatível por tantos anos atribuído ao ex-governador: chama-se Renato Casagrande. Muito mais do que os índices apontados na estimulada (tendência de voto), em que o governador aparece 5,1% na frente de Hartung, merece destaque o resultado da espontânea, que aumenta essa diferença para 7%, abrindo uma frente e tanto para esse tipo de abordagem, que é declaração de voto, ou seja, decide eleição. Considerando o universo de cerca de 2,4 milhões de eleitores no Espírito Santo, são 174 mil votos a mais para Casagrande, que tem a máquina na mão e chances de crescer até o pleito de outubro de 2014. Com outro detalhe: o Futura e A Gazeta são antigos parceiros de Hartung. Quer dizer, esses números podem ser ainda mais desfavoráveis ao ex-governador. Lembra da recente pesquisa Enquete/ATribuna, que sequer publicou cenário com Hartung ao governo, o que levantou suspeitas de queda do ex-governador? Pois então, está mais do que explicado.    Ensaiado Interessante também o posicionamento do senador Ricardo Ferraço (PMDB), que aparece com 14,1% no cenário sem Hartung. Posando de pré-candidato, ele admite em A Gazeta, nesta segunda-feira (4), que “Hartung é mais forte” e terá que “ser humilde” caso o cabeça de chapa seja o aliado. Faz parte do show para levantar a bola do ex-governador.   Ensaiado II Tem outra: quem decidiu que Ferraço é pré-candidato? O andar de cima, a Nacional do PMDB, dá sinais de que deseja Hartung na disputa. Já a base do partido quer ficar com Casagrande. Não tem consenso nem nada parecido e o senador já bateu o martelo, por conta própria?   Que coisa… Mais uma vez, a senadora Ana Rita (PT), detentora do mandato, não é considerada em nenhum cenário ao Senado. Somente o ex-prefeito João Coser, que disputa contra ela o comando do partido no Estado, no próximo domingo (10). Péssimo isso, hein?!   Reta final A propósito, nesta segunda-feira (4), às 19 horas, ocorre mais um debate entre os candidatos à presidência regional do PT, na Câmara de Vila Velha. Também é candidato ao posto o subsecretário de Estado de Direitos Humanos, Perly Cipriano.    Reta final II Ana Rita, novamente, vai para um evento como este engasgada com as manobras que ignoram seu direito à reeleição.   Circulando A Secretaria da Casa Militar contratou a empresa Vipesa – Vitória Produtos para Aeronaves, para o fornecimento de 25 mil litros de combustível, o que representa ao todo R$ 154.750,00. Sabe como é, o motor do helicóptero do governo do Estado nem esfria, de tanto que o povo roda – que diga o vice-governador Givaldo Vieira (PT)!   Cegos em tiroteio Em Vitória, filiados do PSB e da Rede Sustentabilidade realizam a primeira executiva ampliada das siglas nesta quarta-feira (6), na Assembleia Legislativa. Desde que a ex-senadora Marina Silva se uniu ao governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, os marineiros ficaram perdidinhos por aqui.   Aderiu O deputado federal Jorge Silva (PROS) entrou na onda das frentes parlamentares. Na Câmara dos Deputados, lançará uma de “atenção integral à saúde do homem”, nesta terça-feira (5), em comemoração ao Novembro Azul, campanha de prevenção ao câncer de próstata. Está atrás de holofotes.   140 toques “O governo do Estado está prestes a pagar a conta do evento da Vogue [R$ 180 mil] no Shopping Vitória [8/10]. O que é muito estranho, pois o shopping é uma empresa privada e deve realizar seus eventos de promoção comercial com recursos próprios”. (Moqueca Mídia – no Facebook).   PENSAMENTO:  “Sem alienação, não haveria política”. Arthur Miller

04/11/2013 / 0 Comments
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História de valor

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Acho um defeito o rádio não ter seu arquivo sonoros. Não sei se porque é um veículo centenário e deixou isso pra lá, se preocupando apenas com sua trajetória majestosa de carisma ou por não ter a consciência que o registro é uma fonte inesgotável de riqueza no tempo.   O fato é que as rádios às quais trabalhei pouquíssimas guardaram, ou melhor, guardavam ou ainda guardam alguma coisa. Sei também que é difícil ao radialista gravar e guardar um determinado conteúdo, talvez até culpa do imediatismo ou da pressa. Radialista sempre tem pressa.   Na realidade, você ter registrado grandes nomes que trabalharam na sua rádio, ter guardado trechos de determinados programas, seja de esporte, social ou policial, ter arquivado falas importantes de alguns políticos, captadas em reportagens ou até mesmo em entrevistas de estúdios. O fato é que tudo deveria ser guardado.   Talvez agora, com o advento da internet, e dos computadores com memórias exacerbadas, as emissoras passem a guarda coisas importantes de sua programação. Imaginem vocês se isso tivesse acontecido desde início? Teríamos um acervo muito mais importante que o da televisão, no tocante à documentação.   Faço um alerta para esse pormenor: o dever de arquivar determinados conteúdos, não todos, pois há muita porcaria sendo feita, sendo tocada, sendo falada no rádio, mas as que poderiam representar alguma forma de pesquisa, de utilidade acadêmica e até mesmo para repassar nos programas atuais. Isso é riqueza. Isso é saber fazer rádio.   PARABÓLICAS   Alcimar Lopes hoje atua como assessor parlamentar, mas se diz com muita saudade do rádio. Disse que um dia volta, pois as saudades são muitas.   Dia destes vi um comercial com a voz de Torino Marques na TV Gazeta, provando que bom locutor fala em qualquer lugar.   Michel Barth e Ronaldinho Rangel são os responsáveis por quase todas emissoras SimSat das regiões norte e noroeste   E os partidos políticos continuam a insistir em entregar erradamente seus materiais nas emissoras   MENSAGEM FINAL   A diferença entre a palavra certa e a palavra quase certa é a mesma diferença entre um relâmpago e um vaga-lume. Mark Twain  

04/11/2013 / 0 Comments
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Não colou

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O ex-governador Paulo Hartung chegou ao governo em 2003 com o discurso do combate ao crime organizado, da faxina ética do Estado e entregou o Palácio Anchieta a Renato Casagrande em 2011 com o discurso da “casa arrumada”. Mas ao tomar posse, Casagrande achou uma gaveta cheia de contas sociais para pagar e um “colchão” que não era exatamente como o antigo dono da casa afirmava.    Assumiu as dívidas, freou os investimentos e enfrentou uma série de dificuldades com cortes de recursos federais, mas aos poucos foi trilhando um caminho político e administrativo próprio. É verdade que também vacilou, mantendo práticas e agentes do governo passado em sua equipe. Também mostrou muito pouco trato na lida com a população.    Paralelamente, enfrentou uma central de boatos de que era “fraco”, que não tinha o desempenho esperado pelo governo passado, que não tinha controle político do Executivo, e que faltava profissionalismo na gestão.    Mas Casagrande deu uma acelerada neste terceiro ano de mandato e conseguiu reverter o desgaste inicial. O eco das ruas não afetou as movimentações, e a classe política, incluindo a base peemedebista, se recusa a sair de seu palanque.    O fato e que hoje a situação é boa para Casagrande e ruim para Hartung. O ex-governador tenta pregar um discurso de excelência e tende a ficar o período eleitoral inteiro fazendo comparação entre o atual governo com suas realizações.    Mas uma lupa sobre o governo Paulo Hartung vai mostrar poucos avanços na área social. De mais a mais, o eleitor não gosta de ser cobrado pelo voto dado, quer saber o que o candidato vai oferecer para o futuro. Para quem deixou o governo com um índice tão bom de avaliação, os três anos de planície diminuíram muito o capital político do ex-governador.   O discurso de excelência não convenceu e voltar a bater na tecla do crime organizado também não cabe, o rótulo não pega em Casagrande. Então, é preciso encontrar outro caminho de enfrentamento. A estratégia parece ser inflar seu capital para o Senado agora e esperar as movimentações futuras.    Agora, se Casagrande conseguir atrair o senador Magno Malta (PR) para seu palanque, vai fica difícil enfrentá-lo na disputa eleitoral do próximo ano.    Fragmentos:   1 – Na próxima quarta-feira (6) o membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, realiza em Vitória seminário com o tema “Universidade e luta de classes: os desafios da Reforma Agrária Popular”.    2 – O evento será aberto à participação e terá início às 19 horas no auditório Manoel Vereza, no CCJE, Campus Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).   3 – Entre os deputados estaduais, a disputa para conselheiro do Tribunal de Contas (TCES) está mesmo entre Sérgio Borges (PMDB) e Cláudio Vereza (PT), com vantagem para o peemedebista.

04/11/2013 / 0 Comments
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Tamar estuda impacto das mudanças climáticas às tartarugas no Estado

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O Projeto Tamar iniciou o monitoramento anual às suas bases no Espírito Santo, na Bahia, em Sergipe e no Rio de Janeiro, na temporada 2013-2014, para avaliar os impactos das mudanças climáticas nas populações de tartarugas cabeçudas (Caretta caretta) e tartarugas de pente (Eretmochelys imbricata).   Para isso, foram instalados dataloggers, dispositivos eletrônicos que medem a temperatura e a umidade das praias, permitindo um acompanhamento constante das variações térmicas nesse bioma. Segundo o Tamar, os dados ajudarão no planejamento de estratégias para a conservação das espécies e será possível entender os impactos causados pelas mudanças no clima às tartarugas e aos habitats brasileiros. Esse estudo é desenvolvido em parceria com a pesquisadora Mariana Fuentes, da James Cook University, na Austrália.   Outro problema que atinge as tartarugas estudadas, identificado na temporada passada, é a desorientação causada tanto a filhotes como fêmeas de tartaruga pela fotopoluição, ou seja, o excesso de iluminação artificial próximo às áreas de desova, que atrai os animais para o lado oposto do mar, muitas vezes causando mortes, sobretudo por atropelamentos.  O Tamar informou que já contatou a Prefeitura de Linhares para ajustes em refletores e luminárias em pontos onde foram detectadas tartarugas desorientadas. O objetivo é definir uma metodologia para combater tal poluição em áreas de desova, além de aprimorar a coleta de dados e sensibilizar a população para a questão.   Outra pesquisa desenvolvida em território capixaba, que tem relação com outras semelhantes na Bahia e em Pernambuco, busca determinar padrões reprodutivos das tartarugas nos ninhos que existem ao redor da foz do Rio Doce, onde as fêmeas são marcadas e recapturadas.   A base do projeto em Regência fica localizada em meio à Reserva Biológica (Rebio) Comboios, mesmo local onde a Petrobras instalou os tonéis do Terminal de Regência, que não funcionam devido à baixa produtividade dos campos de petróleo da região. O lugar também é reconhecido internacionalmente como o único ponto de concentração de desovas da tartaruga-de-couro (Dermochelys coricea) e, nacionalmente, como o segundo ponto de desovo da tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) e sofre com os impactos do gasoduto Cacimbas-Vitória, empreendimento da estatal.    O Projeto Tamar foi, recentemente, considerado um exemplo de greenwashing (lavagem verde) com relação à Petrobras, uma das principais patrocinadoras do projeto, pelo pesquisador da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), Marcelo Calazans, em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos (IHU).

04/11/2013 / 0 Comments
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Como previsto, Assembleia elege Sérgio Borges para o Tribunal de Contas do Estado

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Em uma votação tranquila e sem surpresas, o deputado estadual Sérgio Borges (PMDB) foi eleito pela Assembleia Legislativa na sessão desta segunda-feira (4) o novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCES). Ao todo, 22 deputados votaram. Borges recebeu 16 votos, e com o quorum qualificado não precisou de segundo turno para ser eleito.    O segundo candidato mais bem votado foi o também deputado estadual Claudio Vereza (PT), que recebeu quatro votos dos colegas de bancada. O deputado Rodrigo Coelho quis encaminhar a votação pela bancada, mas foi lembrado pelo presidente que, como se tratava de eleição, não poderia fazê-lo, apenas manifestou-se sobre o tema, dizendo que a candidatura de Vereza não fora uma indicação do partido e sim uma escolha do próprio deputado, mas ratificou a trajetória de vida de Vereza e pediu que os colegas votassem no petista.    Dos 16 candidatos de fora da Casa, dois receberam votos. O perito criminal Deusvaldo Resplande de Carvalho recebeu voto do deputado Hércules Silveira (PMDB), que adotou o pedido da sociedade civil para que candidatos de fora da Assembleia pudessem disputar a eleição.    Boa parte dos candidatos de fora do Legislativo acompanhou a eleição de dentro do plenário. Os deputados-candidatos, como fora aprovado na semana passada, se declararam impedidos de votar.    O peemedebista indicou sete candidatos de fora da Assembleia. Já o deputado Euclério Sampaio (PDT) votou no advogado Ivan de Almeida Ferreira Júnior. Antes da votação, que foi o segundo item da ordem do dia, o pedetista já havia ocupado a tribuna da Assembleia para declarar que faria uma votação em um candidato de fora da Casa, seria segundo ele, “uma escolha técnica”. Os deputados Dary Pagung (PRP) e Paulo Roberto (PMDB) não receberam nenhum voto dos colegas.    As deputadas Aparecida Denadai, do PDT, e Solange Lube, do PMDB, estavam ausentes e o Cacau Lorenzoni (PP), licenciado. Mas quem surpreendeu foi o presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), que se absteve da votação alegando foro íntimo. O demista havia confirmado a possibilidade de votação por parte do presidente da Mesa Diretora.   Agradecimentos    Ainda durante a votação, os colegas de plenário já davam os parabéns ao novo conselheiro. Borges, em seu discurso, agradeceu a Deus e à família. Disse que pretende contribuir para a transparência no Tribunal e que quer atuar de forma justa na corte. “Espero que não seja motivo de cometer injustiça com ninguém”, destacou o deputado.    Em entrevista coletiva, Borges afirmou que ficou muito feliz com a eleição porque foi a primeira vez que um conselheiro foi escolhido pela Assembleia. Das outras vezes, lembrou, houve nomeação. Na disputa pela vaga, desta vez, havia 20 candidatos e ele foi escolhido. Ao ser questionado sobre a estratégia usada, o deputado disse apenas que, assim como os outros, apenas pediu voto. “Fui mais convincente”, afirmou.    O peemedebista foi questionado se não temia questionamentos de outros candidatos sobre uma condenação de improbidade. O deputado afirmou que tem parecer favorável à sua absolvição e que agora o caso está no Superior Tribunal de Justiça (STJ), destacou que a “contestação faz parte da democracia”, mas que “só existe condenação depois que o processo tramita em julgado”.    Borges parabenizou todos os 20 candidatos, dizendo que todos tinham condição de assumir a vaga. Sobre o problema de saúde, o parlamentar disse estar fazendo tratamento médico e está confiante na recuperação total. O peemedebista também falou das conversas que já vem mantendo com os demais membros do tribunal. “Como presidente da Comissão de Finanças da Assembleia já faço o acompanhamento do Tribunal”, mas destacou que ainda terá muito a aprender no novo cargo.    Ele elogiou o trabalho do presidente Carlos Ranna e afirmou que o sucessor Domingos Taufner tem a responsabilidade de avançar no processo de transparência que vem sendo feito no tribunal.    Mudanças   Assim que a decisão da Casa for publicada no Diário Oficial e o deputado nomeado no Tribunal de Contas, a Assembleia deve convocar o suplente de Borges para a vaga, o ex-deputado Esmael de Almeida.    Com isso, a bancada do PMDB permanece do mesmo tamanho, com sete deputados estaduais. Borges também terá que se desfiliar do PMDB, partido que integra desde 1967. Deixará de comandar, portanto, a municipal do partido, que ficará a cargo do vice-presidente José Maria Pimenta.    Quanto à liderança do governo na Casa, que Borges vinha ocupando desde o início do governo de Renato Casagrande, em 2011, também ficará vaga. O mais cotado é o ex-líder do governo Paulo Hartung, deputado Elcio Alvares (DEM).    Já na Comissão de Finanças, o vice-presidente, deputado Atayde Armani (DEM), deve ser oficializado na presidência. Ele vai comandar as discussões sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano.    A vaga de conselheiro no Tribunal de Contas foi aberta em maio passado, com a aposentadoria do conselheiro Marcos Madureira, que completou 70 anos de idade.    Aos 65 anos de idade Borges tem mais cinco anos no Tribunal antes da aposentadoria compulsória. Para o plenário, por conta da idade, Borges seria um caminho mais curto para novas vagas no TCES.    Reeleito em 2010 para o quarto mandato consecutivo na Assembleia, Sérgio Borges é formado em engenharia. O conselheiro eleito teve passagem por várias instituições públicas do Estado. Foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Cesan, também presidiu a empresa de 1983 a 1987. Também presidiu a antiga Telest. De março de 1996 a março de 1998 presidiu o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).    Em 1998 pelo PMDB elegeu-se pela primeira vez deputado estadual. Foi vice-presidente da mesa diretora da Assembeia de 2005 a 2006, e está à frente da Comissão de Finanças desde 2007.     Veja como cada deputado votou:   Aparecida Denadai (PDT) – Ausente Atayde Armani (DEM) – Sérgio Borges Cacau Lorenzoni (PP) – Licenciado Cláudio Vereza (PT) – Impedido Da Vitória (PDT) – Sérgio Borges Dary Pagung (  PRP) – Impedido Hércules Silveira (PMDB) – Deusvaldo Resplande de Carvalho

04/11/2013 / 0 Comments
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Ciclovia em trecho do Porto de Vitória entra em processo de licitação ainda este ano

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O projeto que prevê a implantação da ciclofaixa no trecho que compreende os cinco armazéns do Porto de Vitória, no Centro, será entregue até o final de novembro para a Secretaria Municipal de Obras (Semob). A promessa foi feita pelo Secretário de  Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana, Max da Mata, durante audiência pública realizada por iniciativa do vereador Vinicius Simões (PPS), na Câmara de Vereadores.    A audiência foi realizada na sexta-feira (1), e nesta segunda (4) Simões anunciou a criação de uma Frente Parlamentar para acompanhar a implantação de ciclofaixas e ciclovias na região. A comissão, além de Simões, será formada pelos vereadores Rogerinho Pinheiro (PHS), Wanderson Marinho (PRP), Fabrício Gandini (PPS) e Davi Esmael (PSB).   A medida deverá garantir o cumprimento dos prazos e o acompanhamento das implantações de ciclofaixas e ciclovias prometidas pela administração pública. A primeira tarefa da nova frente será  justamente acompanhar a implantação da ciclofaixa no Centro de Vitória.    A partir da entrega do projeto, em novembro deste ano, o processo de licitação deverá levar até dois meses para a assinatura do contrato, mas somente a Semob poderá informar o prazo para a conclusão das obras depois de analisar o projeto.    “Foi uma boa audiência. É importante porque este trecho das docas do porto é o mais perigoso. Morre um ciclista a cada seis meses nesta região”, alertou Detinha Son, do movimento Ciclistas Urbanos Capixabas (CUC)   De acordo com a ciclista, em 2008, um levantamento apontou que cerca de mil ciclistas passam por esta região apenas nos horários de pico e muitos deles são ciclistas de Cariacica que trabalham em Vitória.    Além do projeto da ciclofaixa no Centro, o secretário de Transporte também falou sobre da expectativa de implantação da ciclofaixa dominical que vai do Tancredão, no bairro Mario Cipreste, até o final da Praia de Camburi. Projeto que deve sair do papel até dezembro deste ano.                  

04/11/2013 / 0 Comments
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Senado pode votar relatório que regulamenta greve de servidores nesta quinta-feira

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A Comissão Mista de Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição Federal do Senado pode votar, nesta quinta-feira (7), o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sobre a regulamentação do direito de greve dos servidores públicos, previsto no inciso VII do artigo 37 da Constituição.    A partir da regulamentação ficaria proibida a greve nas Forças Armadas, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, exigindo que os demais profissionais de segurança pública atuem com 80% do contingente. Outras 22 categorias de serviços essenciais, como assistência médico-hospitalar e ambulatorial, distribuição de medicamentos, transporte público, defensoria pública, tratamento de água e esgoto e distribuição de energia devem, de acordo com o texto, manter 60% dos servidores trabalhando.   A proposta estabelece que a greve deve ser comunicada à população com 15 dias de antecedência com motivos e com o atendimento alternativo que será oferecido. Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos), Gérson Correia de Jesus, a regulamentação pode desmobilizar os trabalhadores. “Se comunicação com três dias já é complicada, com 15 desarma os trabalhadores”, diz ele.      Ele salienta que a legislação estadual que garante o direito de greve dos servidores estaduais é muito mais completa do que a regulamentação da Constituição. A lei 7.311/02 estabelece que a comunicação, por escrito, aos chefes dos três poderes públicos, à população e ao dirigente do órgão ou secretaria deve ser feita com antecedência mínima de 48 horas.    A proposta determina ainda que as ações judiciais envolvendo greve de servidores públicos serão consideradas prioritárias pelo Poder Judiciário, ressalvados os julgamentos de habeas corpus e de mandados de segurança. Julgada a greve ilegal, o retorno dos servidores aos locais de trabalho deverá ocorrer em prazo de até 24 horas contado da intimação da entidade sindical responsável.   A norma estadual estabelece também que sejam mantidas equipes de servidores públicos, sempre que houver serviços e atividades em que a paralisação resulte em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades quando da cessação do movimento grevista; além da garantia do atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, assim entendidas aquelas que coloquem em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população.   

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‘Volta à Ilha’ quer conscientizar população e tirar ciclistas da marginalidade

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No próximo dia 10 de novembro será realizada a “Volta à Ilha”, um passeio proposto por um grupo que quer fomentar o espaço dos ciclistas de Vitória, assim como combater a marginalização daqueles que se equilibram sob duas rodas se esquivando dos veículos por ruas e avinidas da cidade. De acordo com o evento criado no Facebook, o passeio será importante para que os ciclistas formulem propostas em acordo com a percepção e da experiência na cidade.    “Podemos formular propostas a partir da percepção e da experiência na própria cidade. Nos diferentes espaços, da praia ao mangue, das dificuldades e problemas estruturais nas ciclovias, a ausência de campanhas educativas e radares nas principais avenidas”, defende o grupo de ciclistas que criou o evento.    Através de um vídeo publicado na página do evento os ciclistas alertam para o aumento da motorização em detrimento ao respeito aos ciclistas, ao meio ambiente e as cidades e convidam a população para uma reflexão sobre os acidentes envolvendo ciclistas registrados no último mês.   Segundo o grupo de ciclistas, a “Volta à Ilha”, que está em sua oitava edição nasceu de uma busca por uma melhor relação com a cidade de Vitória, sobretudo, com espaços que não fazem parte dos trajetos do cotidiano.    “Um evento como esse tem seu lado lúdico e de lazer, mas também é essencial para diminuir as distâncias da cidade, tanto pelo deslocamento quanto pelo conhecimento do território que o ciclista passa a conquistar”, disse o ciclista Thairo dos Reis Pandolfi.    De acordo com Pandolfi, a bicicleta, diferente do carro, permite atravessar territórios sem os fechamentos e a velocidade condicionados a outros modais, reforçando o sentimento de pertencimento entre cidade e população, tornando assim, mais natural e participação da sociedade nos processos construtivos da cidade.     “É o urbanismo emergente, de baixo para cima, onde todo cidadão tem um papel importante e grande na construção da cidade. Vitória é plana e tem a dimensão perfeita para ser a cidade do futuro da bicicleta e com isso, ser a cidade da qualidade em fluxos urbanos, saúde, relacionamento, entre outros pontos importantes para a qualidade de vida do cidadão”, ressaltou Thairo.    Em sua oitava edição, o evento, explica o grupo, traz como alerta à marginalização do uso de bicicletas na cidade e chama a atenção para os três últimos acidentes registrados na Grande Vitória no mês de outubro – todos fatais. Para os ciclistas é preciso reverter este problema com políticas públicas que encorajem o uso da bicicleta.    A frase “construa e eles virão”, que faz referência à implantação de ciclovias e o aumento de ciclistas nas ruas da Holanda, também é incentivado pelos ciclistas. Eles lembram que o aumento de ciclovias no país nórdico tornou a região a mais segura para se pedalar em todo o mundo, além de alterar a realidade da região que abriga o maior número de ciclistas no mundo.    Assim como ocorreu na Holanda, cobram os ciclistas, é preciso que os gestores ouçam a recusa pública sobre a quantidade de espaços entregues para o tráfico motorizado, como é o caso, por exemplo, da divisão da Praça do Cauê, duramente criticada pela sociedade civil organizada, como é o caso do coletivo Ciclistas Urbanos Capixabas (CUC).   Além de focar na necessidade dos ciclistas, a “8º Volta à Ilha”  contará com uma mini oficina para os ciclistas.  “Iremos aprender a consertar aquele inconivente pneu furado e como trocar a câmara de ar da sua bicicleta. Tudo isso com autonomia, praticidade e segurança”, divulgou o grupo de cliclistas.    Esta será a “8º Volta a Ilha” realizada pelo grupo de ciclista de forma aberta e ampla. “Todo ciclista pode se sentir parte em potencial dessa iniciativa”, disse o ciclista Thairo dos Reis Pandolfi.    Serviço: Data: 10 de novembro de 2013  Horário: 13h30 Local de partida: em frente ao Banco do Brasil/ Av. Dante Michelini, em Vitória

04/11/2013 / 0 Comments
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Juíza confirma prorrogação de liminar que reduziu valor do pedágio na Terceira Ponte

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A juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Heloísa Cariello, confirmou nesta segunda-feira (4), a prorrogação dos efeitos da decisão liminar, que determinou a redução no valor do pedágio cobrando no pedágio da Terceira Ponte. Na decisão, a magistrada levou em consideração a manifestação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que prorrogou a realização da auditoria no contrato de concessão do Sistema Rodosol por mais 90 dias. A previsão é de que os trabalhos sejam encerrados somente em fevereiro de 2014. No documento, a juíza intimou a concessionária Rodovia do Sol SA, que administra o trecho da rodovia ES-060, para que cumpra a determinação e mantenha o atual valor do pedágio (fixado em R$ 0,80 para veículos leves e outras faixas de cobrança baseadas na tarifa padrão) a partir desta sexta-feira (8), data em que venceria o prazo inicial da auditoria. Antes da liminar, o valor do pedágio da ponte havia sido fixado em R$ 1,90. Tramita na vara uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra a assinatura do Contrato de Concessão 001/1998, firmado entre o Estado e a concessionária Rodosol SA – que administra a Terceira Ponte e um trecho da rodovia estadual. A auditoria deve servir como prova documental no exame final do processo, que tramita há quase 15 anos. A prorrogação da auditoria foi aprovada na última semana pelo plenário do Tribunal de Contas. A medida atendeu a uma solicitação da área técnica do tribunal, que alegou a existência de atraso na entrega de documentos e informações solicitadas durante a fase de execução da auditoria. Os trabalhos foram iniciados no dia 7 de agosto, após a aprovação do pedido de auditoria feito pelo governador Renato Casagrande após a repercussão das manifestações populares, iniciadas no mês de junho. Para a realização do trabalho, o tribunal instituiu uma equipe multidisciplinar composta por auditores de controle externo do TCE com formação nas áreas jurídica, de engenharia, de contabilidade, economia e tecnologia da informação. Caso os trabalhos apontem alguma irregularidade no contrato, os responsáveis serão citados para apresentação de justificativas no prazo de 30 dias, como garantia do contraditório e da ampla defesa. Após a apresentação da justificava, deverá ser feita uma Instrução Técnica Conclusiva (ITC). Ao final, o relatório será encaminhado ao Ministério Público Especial de Contas (MPC) para formulação de parecer e, em seguida ao relator designado, até o momento, o conselheiro Domingos Taufner, para elaboração do voto. Entretanto, Taufner – eleito para a Presidência da corte para o próximo biênio 2014/2015 – não deve sequer participar do julgamento em função da vedação prevista no Regimento Interno do TCE. Pelas normas, o caso deve ser encaminhado para o substituto legal, o atual presidente, conselheiro Sebastião Carlos Ranna. Posteriormente, o caso segue para julgamento em plenário.

04/11/2013 / 0 Comments
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