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Frente Ambientalista da Câmara também discutirá o novo Código da Mineração

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O novo Código da Mineração (Projetos de Lei 37/11 e 5.807/13) também será discutido do ponto de vista ambiental em outra reunião nesta semana, desta vez da Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara dos Deputados, na quarta-feira (6). Um dia antes, está marcada audiência pública da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia.   Na reunião desta quarta-feira, deverão estar presentes o relator do PL, deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), e ambientalistas. O parecer do relator poderá ser votado pela comissão especial do código no mesmo dia. Se houver aprovação, o texto ainda precisará passar pelos plenários da Câmara e do Senado.   Os ambientalistas estão descontentes com o novo código, apontado como um retrocesso socioambiental por priorizar questões econômicas da exploração mineral e menosprezar o meio ambiente e as comunidades impactadas.    Levantamento da Rede Brasileira de Justiça Ambiental mostra que, em alguns casos, até 90% dos atuais territórios indígenas estariam em risco devido à exploração mineral. Segundo a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), mais de cinco mil pedidos de lavra em terras indígenas já foram apresentados ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) por mineradoras que, para atuarem, precisam da regulamentação do PL 1.610/96, que dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas e está em análise no Congresso.   Formando por entidades dos movimentos sociais, o Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração quer incorporar ao novo código sete pontos consensuais: democracia e transparência na construção e na aplicação da política mineral; definição de áreas livres de mineração; direito a consulta e vetos das comunidades afetadas; plano de fechamento de minas; definição de taxas e ritmos de exploração; respeito e proteção aos direitos dos trabalhadores; e mineração em terras indígenas que respeite a Convenção 169 (da OIT) e esteja subordinada à aprovação do Estatuto dos Povos Indígenas. O relator disse estar aberto ao debate, mas segundo a Agência Brasil, vê “dificuldade em colocar leis ambientais e trabalhistas em um projeto como este”.   Na contramão das opiniões expressas pelos ambientalistas, o assessor da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Marcel Stenner, afirmou que a legislação atual dá pouco tratamento para a questão ambiental, diferente do projeto do governo. A afirmação foi contraposta pelo coordenador da Frente Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA). Para ele, o código está a favor das empresas, não da sociedade.   Em debate na comissão especial do código, os debatedores alertaram para o elevado passivo ambiental da mineração no Brasil. Dentre eles, a poluição de recursos naturais e os perigos a qual os cidadãos são expostos. Na mesma reunião, o Ministério Público disse estar empenhado em fazer um mapeamento nacional das áreas degradadas pela atividade mineral nas últimas décadas. O novo Código beneficia as “gigantes” do setor, como a Vale e Aracruz Celulose (Fibria).   Mudanças   O novo Código propõe o aumento da alíquota da Contribuição Financeira sobre Exploração Mineral (Cfem), que é paga pelas empresas que atuam no setor a título de royalties pela exploração dos recursos. A alíquota máxima passará de 2% para 4%, incidindo sobre a renda bruta das empresas e não mais sobre o faturamento líquido. A distribuição dos recursos da Cfem continuam as mesmas (12% para a União, 23% para os estados e 65% para os municípios onde ocorre a lavra). O projeto também dispensa licitação para exploração de minérios destinados à construção civil (argilas para fabricação de tijolos, telhas, rochas ornamentais, água mineral) e minérios empregados como corretivos de solo na agricultura – nesse caso a autorização valerá por 10 anos, podendo ser estendida pelo mesmo período.   Também é criado, pelo novo texto, o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), órgão assessor superior da Presidência da República, responsável por formular políticas públicas e incentivar investimentos privados no setor mineral. O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) será transformado na Agência Nacional de Mineração, autarquia especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que terá autonomia administrativa e financeira e será responsável por regular, fazer a gestão das informações e fiscalizar o setor mineral.   Em 2010, houve polêmica em torno dos royalties, que deveriam ser pagos para benefício da população brasileiro a partir da exploração mineral, como acontece com o petróleo. Foi considerado que os dois setores não são comparáveis, já que a grande produção mineral se destina basicamente à exportação e, como não se exporta imposto, a arrecadação é comparativamente menor do que no setor de petróleo.   No novo código, as concessões de pesquisa e lavra terão um prazo de 40 anos, que poderá ser renovado a cada 20 anos. Para cada renovação, o detentor da concessão deverá provar um ritmo mínimo de exploração, o que significará ainda mais degradações ambientais.

04/11/2013 / 0 Comments
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Ex-prefeito de Nova Venécia tem direitos políticos suspensos por doação ilegal de terreno

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O juiz da 1ª Vara Cível de Nova Venécia (região noroeste do Estado), Maxon Wander Monteiro, condenou o ex-prefeito do município e ex-deputado estadual Wilson Luiz Venturim, o Japonês (PP), à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de três anos em função da doação ilegal de um terreno no ano de 2010. A sentença em uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) foi assinada no início de outubro e publicada nesta segunda-feira (4). A decisão ainda cabe recurso e a aplicação da pena só deve acontecer após o trânsito em julgado do caso. Na denúncia, o Ministério Público acusa o ex-prefeito de ter feito a doação irregular, isto é, sem a realização de licitação, de um imóvel do município para a empresa Dona Granitos Ltda, que também foi condenada pelo juiz à proibição de contratar com o poder público pelo mesmo prazo. O terreno em questão está situado no Pólo Agroindustrial “Marconi Cipriano Gama”, com área de 1.264,20 metros quadrados, que não teria sido sequer transferido formalmente à empresa, conforme argumentou a defesa de Japonês. Entretanto, o magistrado entendeu que a simples adoção da modalidade da dispensa de licitação durante o procedimento administrativo aberto para a eventual doação da área seria suficiente para a caracterização dos atos de improbidade. Com isso, não seria preciso à formalização do negócio para resultar na condenação do ex-prefeito e da empresa beneficiária. “Evidentemente, tratando-se de mera tentativa, deverá a pena decrescer de modo considerável, prestando respeito, por conseguinte, ao que reza o parágrafo único do próprio artigo 12, da Lei de Improbidade Administrativo [que prevê a fixação da pena de acordo com a conduta do agente público]”, observou. Sobre a alegada dispensa de licitação, o juiz entendeu que a prefeitura não atendeu a todos os requisitos legais, como a avaliação prévia do imóvel, a existência de lei autorizativa ou abertura de concorrência: “É de ver-se que hipótese alguma destas em estudo se mostram existentes neste processo […] Além disso, a desobrigação de procedimento licitatório é situação excepcional, fazendo crer que é do verdadeiro interesse público primário a licitação, haja vista que se trata de instituto cabal para examinar propostas de outras empresas interessadas no terreno, e assim escolher, fatalmente, aquela de melhor interesse para a coletividade”. Na mesma ação, o juiz Maxon Monteiro julgou improcedente à denúncia contra a empresa Gilcimar Belmonde Checon ME, que não teria qualquer relação com a transação. A decisão ainda cabe recurso por parte dos réus e do autor da ação. Já os efeitos da sentença só devem entrar em vigor após o trânsito em julgado do processo.

04/11/2013 / 0 Comments
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Bloco partidário dobra de tamanho de olho na Câmara e Assembleia

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Reunidas na manhã desta segunda-feira (4) em Vitória, lideranças de 10 partidos fecharam questão sobre a disputa eleitoral do próximo ano para Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. O bloco de cinco partidos formado por PTC, PHS, PSL, PRB e PTdo B ganhou a adesão de outros cinco e deve sair com chapa completa para as duas disputas.    Passam a fazer parte do bloco o PP, o PSDC, o SDD (Solidariedade), o PSD e o PRTB. Juntos os partidos querem conseguir seis das 30 vagas de deputado estadual e duas cadeiras na bancada capixaba na Câmara dos Deputados. No próximo dia 14, o grupo realizará um evento na Assembleia Legislativa para firmar um protocolo de intenções.   A chapa de federal ganha alguns puxadores de voto, mas nenhum deles causa desequilíbrio para a coligação, o que garante as chances dos demais concorrentes. O único nome com mandato a disputar pelo grupo é o deputado federal Carlos Manato (SDD).    Da Câmara de Vitória, dois vereadores engrossam a chapa: Devanir Ferreira, pelo PRB, e Rogerinho (PHS). O secretário de Transportes de Vitória, Max Da Mata (PSD), segundo vereador mais votado, também está no grupo, reforçando a chapa. O PP vai para a disputa com o ex-deputado federal Marcus Vicente. Já no PRB o ex-deputado Capitão Assumção é o aspirante a uma cadeira na Câmara.   A ideia do grupo é fugir das coligações pesadas com grandes puxadores de voto, o que causaria desequilíbrio e assustaria os aliados. Fechado em bloco o grupo deve ficar no palanque do governador Renato Casagrande para a disputa do próximo ano. Mas com o tamanho e condições eleitorais, o bloco pode chamar a atenção dos outros candidatos ao governo. 

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Senadores podem travar uma batalha à parte na eleição de 2014

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Na eleição do próximo ano, os senadores Ricardo Ferraço (PMDB) e Magno Malta (PR) poderão travar uma batalha à parte. Esse enfrentamento pode ter projeção não só para a eleição do ano que vem, mas quando os parlamentares estiverem disputando a reeleição para os mandatos, em 2018.    Na pesquisa do Instituto Futura, publicada nesse domingo (3), em A Gazeta, o republicano se saiu melhor, o que para os meios políticos é a grande preocupação do grupo do peemedebista. Perder para o governo do Estado não preocuparia tanto como chegar depois do senador do PR, o que aconteceria se a eleição fosse hoje.    Tanto na estimulada quanto na espontânea Magno Malta fica à frente de Ferraço. Sem os nomes colocados, o republicano fica dois pontos e meio à frente de Ferraço. Na estimulada, a diferença é ainda maior, mas de sete pontos percentuais.    Independentemente de quem for eleito no próximo ano, a briga entre Ferraço e Malta será uma disputa pelo prestigio eleitoral. Em 2010, por causa do projeto de unanimidade política, os eram candidatos ao senado no grupo do governador Renato Casagrande. Mas a parceria não se concretizou nas ruas.    Na eleição passada, cada coligação podia ter duas candidaturas ao Senado, já que duas cadeiras estavam em disputa. O senador Magno Malta saiu da disputa reclamando que fez campanha do segundo voto para Ricardo Ferraço, mas que a contrapartida não aconteceu.    O peemedebista teria feito campanha de segundo voto para a candidata do PSDB, Rita Camata, informalmente, para desidratar a candidatura do republicano, que é desafeto do ex-governador Paulo Hartung, que por sua vez, é aliado de Ricardo Ferraço.   A disputa entre os dois senadores pelo governo do Estado serviria como uma disputa à parte em relação à capilaridade política de cada um e projetaria o futuro na disputa por suas vagas no Senado. 

04/11/2013 / 0 Comments
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Agentes penitenciários reivindicam instalação de unidade prisional exclusiva

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O Sindicato dos Agentes do Sistema Penitenciário do Estado (Sindaspes) reivindica, há mais de um ano, a criação de uma unidade prisional para abrigar exclusivamente os agentes, assim como já existe para policiais civis e militares. Um acordo chegou a ser feito com o ex-secretario de Estado de Justiça, André Garcia (hoje secretário de Segurança), mas até hoje, se queixam os agentes, a proposta não saiu do papel.    De acordo com o Sindaspes, o atual secretário de Justiça, Sérgio Alves Pereira, era subsecretário da pasta na ocasião do acordo e estaria ciente do pleito dos agentes.    A entidade chegou a enviar um documento à Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) sugerindo que a unidade fosse instalada em uma ala desativada no Complexo Penitenciário de Viana, onde ficavam os presos com doenças contagiosas. Na época, André Garcia teria concordado com a sugestão, mas a proposta nunca avançou.    Em março deste ano, quando o atual secretário assumiu a pasta, o Sindaspes voltou a cobrar a instalação da unidade. Atualmente existem oito agentes presos no Estado, todos em unidades comuns.    Mesmo que os agentes fiquem separados dos demais presos, eles ainda estão vulneráveis nas unidades. Em caso de rebelião, agentes penitenciários que estão presos são os primeiros feitos reféns.    O Sindaspes também questiona o fato de outros operadores de segurança terem direito a prisões especiais, enquanto os agentes não. Os policiais militares, por exemplo, ficam detidos no Quartel do Comando Geral (QCG), em Maruípe e os civis na unidade chamada Alfa 10, que fica na delegacia do Centro de Vila Velha.    Para o Sindaspes, a Sejus não tem preocupação com a integridade física e mental dos agentes ao não instalar unidade para agentes penitenciários, deixando-os no sistema com os outros presos.  Por outro lado, a Sejus alega que está em fase de conclusão o projeto para a construção da unidade que vai atender, além de agentes penitenciários, policiais militares, advogados e operadores de segurança pública. De acordo com o secretário Sérgio Alves Pereira, o projeto deve ser finalizado e enviado ao Instituto de Obras Públicas do Estado (Iopes) até o fim deste mês.    Ele conta que o a construção da unidade estava prevista no panejamento estratégico da pasta e deve ser instalada no terreno do Centro de Formação e Aperfeiçoamento (CFA) da Polícia Militar, em Cariacica, já que este tipo de unidade deve ser construída em terreno militar. “O mais provável é que as obras estejam concluídas no primeiro semestre de 2015”, estimou o secretário.    Sérgio Alves também disse que a gestão vai ser compartilhada entre a Sejus e a PMES. Enquanto a unidade não é construída, os agentes penitenciários ficam presos no Complexo Penitenciário de Xuri, em Vila Velha, separados dos outros presos, no chamado “seguro”.  

04/11/2013 / 0 Comments
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Casagrande se credencia à reeleição superando problemas administrativos

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As primeiras pesquisas sobre o processo eleitoral do próximo ano, mostram que o governador Renato Casagrande superou as crises em seu governo e segue confortável para o início do processo de conquista da reeleição. Mesmo diante da fragmentação do sistema de unanimidade, ele continua agregando as forças políticas em torno de seu palanque. Na pesquisa do Instituto Futura publicada no jornal A Gazeta neste domingo (3), o governador mantém a dianteira contra os demais nomes na disputa.    Chamou a atenção o fato de na pesquisa espontânea, o governador Renato Casagrande estar sete pontos percentuais à frente do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Esse dado contrapõe a ideia de que se o PMDB mudar o cabeça de chapa, a situação se reverte. O levantamento mostra que contra Ricardo Ferraço (PMDB), Casagrande venceria no primeiro turno, já enfrentando Hartung, a disputa teria dois turnos, mas novamente a vitória seria do governador atual.    Para os meios políticos, a posição de Renato Casagrande se deve à reversão de um discurso disseminado nos meios políticos de que o governador seria um bom político, mas fraco na parte administrativa. Ao tomar posse em 2011, o socialista assumiu junto com o mandato as dívidas e os gargalos deixados pela administração de Hartung, sobretudo na área social,  saúde, educação e principalmente na segurança. Os problemas legados por Hartung nessas áreas foram contabilizados na conta do atual governador.    Além disso, Casagrande passou boa parte de seu mandato envolvido com as questões das perdas dos recursos federais. Na segunda parte do mandato, porém, o governador passou a investir nas áreas sociais e no socorro às prefeituras do Estado, o que pode ter revertido a imagem que vinha sendo construída de mau gestor e contribuído para o crescimento de seu capital eleitoral com a população.    Já para Hartung, que contou com o apoio de parte da imprensa na construção da imagem de um governo forte, que deixou o Palácio Anchieta com um alto índice de aprovação, o posicionamento na disputa ao governo não é boa. Sem o desgaste da imagem de Casagrande, Hartung perderia o discurso de enfrentamento de seu sucessor.      No levantamento para a disputa ao Senado, o peemedebista aprece em uma condição privilegiada, o que para os meios políticos não condiz com o resultado para o governo. Independentemente disso, a situação não é tão confortável dado o cenário que é projetado pela pesquisa. Os outros nomes citados – João Coser (PT) e Rose de Freitas (PMDB) – têm um desempenho já esperado, porque são conhecidos do mercado político.    A novidade do pleito, porém, é o delegado de Delitos de Trânsito, Fabiano Contarato (PR), que mal se colocou como candidato e já aparece em condição de disputa, podendo crescer com o início do processo eleitoral e ainda mais se houver uma agregação do grupo do senador Magno Malta (PR), também contado para a disputa ao governo. 

04/11/2013 / 0 Comments
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Personalidades da cultura capixaba recebem Comenda Rubem Braga

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Nesta terça-feira (5), em comemoração ao Dia Nacional da Cultura e ao Dia da Cultura Capixaba, o governo estadual concede a Comenda Rubem Braga a dez personalidades locais, em reconhecimento à contribuição delas para o desenvolvimento da cultura no Estado, preservando e difundindo as mais diversas manifestações em todas as suas modalidades e formas. A solenidade será realizada no Palácio Anchieta, em Vitória.    Diante da necessidade de reconhecimento público das ações, da história e da memória de artistas, profissionais e autoridades de destaque no cenário cultural do Espírito Santo, a Comenda Rubem Braga foi criada em 27 de março deste ano, a fim de conceder medalha e diploma a cinco personalidades, anualmente, sempre no dia 5 de novembro.   Excepcionalmente neste ano em que foi criada, a comenda será oferecida a dez personalidades, indicadas pelo secretário de Estado da Cultura, Maurício Silva. Os homenageados são: Marien Calixte (gestão pública e música); Tertolino Balbino (folclore); Ednardo Pinheiro (teatro); Lenira Borges (dança); Alair Tedesco (meio ambiente); Natércia Lopes (ópera e canto lírico); Maestro H.O. (bandas civis); Raphael Samu (artes plásticas); Bernadette Lyra (literatura); e Orlando Bomfim Netto (audiovisual).   Paralelamente à entrega da Comenda Rubem Braga, serão lançadas nove publicações contempladas em 2011 pelos editais da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Seis delas foram premiadas no Edital 007/2011, para edição e difusão de obras literárias, e três pelo Edital 008/2011, para criação e publicação de revistas em quadrinhos.   Cada livro sai com uma tiragem de mil exemplares, enquanto as HQs terão 500. Os autores têm direito a 200 exemplares, e os demais volumes serão distribuídos durante a noite de autógrafos e, depois, destinados às bibliotecas da rede pública estadual, incluindo as escolas.   No gênero conto, serão lançados História de Amor Recolhidas ao Acaso, de Mara Coradello, e Contos e Microcontos, de Sarah Vervloet. As antologias de crônicas são Palavras Mudas, de Marcelo Grillo, e Baliza de Navio, de Natasha Siviero. Na literatura infantojuvenil, estão O que É que Tinha no Sótão?, de Bith, com ilustrações de Hélio Mattos Jr, e As Crônicas de Filó, de Micheli Moulin   A nona arte está representada pelas HQs Signo de Câncer, de Felipe Cazelli & Abel; Veneno Paraíso, de Ayla Lourenço, Isabela Bimbatto e João Chagas; e Ladeira Futebol Clube, de Rodrigo Nogueira Brito.   Serviço A Entrega da Comenda Rubem Braga e lançamento das obras acontecem nesta terça-feira (5), a partir das 19h30, no Salão São Tiago, Palácio Anchieta. Praça João Clímaco, Cidade Alta, Centro, Vitória. Entrada franca.

04/11/2013 / 0 Comments
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Reportagem especialFé e esperança

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Texto: Henrique Alves Fotos: Rogério Medeiros   A senhorinha travava uma luta que parecia vã contra a chuva fria que caía com generosidade. Curvada aos pés do amarelo vivo da sepultura, escondia-se sob a sombrinha, escorando o cabo entre os braços para as mãos se ocuparem em riscar o fósforo e acender a caixa de vela.  Era pequena, os cabelos brancos presos com desleixo. O vestido vermelho de bolinhas brancas dava-lhe uma aparência ainda mais frágil.    As circunstâncias desfavoráveis – a chuva, um vento leve, o corpo frágil, o espaço exíguo – pareciam fazê-la mais obstinada. Riscou um, dois, três, quatro, muitos fósforos enquanto a chuva banhava a superfície da sombrinha. De repente o fogo vingou. A idosa depositou a caixa no nicho, ciciou algo entre lábios, empertigou-se e foi embora.   A chuva amainava quando ela deixou o túmulo da cigana Adélia Gomes Kostichi, os passos miúdos evitando as poças e a lama da trilha de paralelepípedo do Cemitério Santo Antônio, em Vitória. Perguntei por que ela viera até ali, naquele dia. “Obrigação. Apenas obrigação”, foi o que respondeu, um tanto arredia. Baixou a cabeça e encerrou-se em silêncio.    Esse sábado (2) foi um típico Dia de Finados: um cinza tingia soturnamente o céu e uma chuva regava tristemente a terra. No Santo Antônio, em especial, também foi um típico Finados para o jazigo mais visitado do cemitério.    Entre 8h e 12h, a cigana recebeu inúmeros devotos. Sim, devotos: este não é um termo exatamente inadequado. Edith Magalhães, uma sorridente senhora de 79 anos, católica, visita a cigana de 15 em 15 dias. Desde os 14 anos. “Todo mundo tem devoção por ela”, diz, simpática, após depositar um ramo de margarida sobre o túmulo.   Balas, moedas, pulseiras, broches, esmaltes, garrafas d’água, lenços e uma exuberância de flores e rosas, naturais e artificiais, se espalham pela superfície do túmulo, uma caixa hermética de concreto pintada de amarelo-ouro.    A cena é comum em dias normais. Os funcionários do cemitério testemunham visitas em qualquer dia, que se multiplicam em Finados, junto com as oferendas.    A dona de casa Maria da Penha Lima foi visitar entes queridos e a cigana. Com uma rosa na mão, chegou, sussurrou palavras breves e deixou um rosa sobre o túmulo. Católica, não sabe explicar sua atitude. Mas revela gostar da cigana. “Dizem que ela faz milagres”.   Marluce Sá (acima), uma senhora que alisa panelas no Galpão das Paneleiras, em Goiabeiras, também é católica e dá explicação semelhante para sua devoção à cigana. “É pela magia dela. A cigana tem magia”. Ela havia acendido velas, mas a traquinagem dos garotos que tiram um trocado lavando os jazigos as apagou.    Um batia o pé no chão para levantar água contra as velas. Meia hora depois Marluce retorna. “Eles mexem com o que não conhecem”, diz numa voz complacente. E reacendeu as velas.   Maria da Penha diz que já ter sido atendida pela cigana. O pedido mais recente diz respeito ao marido, ferroviário aposentado há 13 anos pela então Companhia Vale do Rio Doce, onde entrou em 1976. Hoje a família luta na Justiça por direitos trabalhistas relativos à aposentadoria dele. A leveza do semblante transmite confiança e fé.   O sorriso de Edith ou a tranquilidade de Maria quase sempre dão lugar a fisionomias pesarosas como a da dona Elizabeth Muzzi, que derramou algumas lágrimas enquanto contava sua história.    Servidora pública aposentada, trabalhou como agente penitenciária no Complexo Penitenciário de Viana, numa Unidade de Internação Provisória (Unip) e na Unidade de Internação Socioeducativa (Unis). Não tinha problemas com os internos. Ao contrário: ela diz que era adorada por eles. Mas um acidente vascular cerebral (AVC) interrompeu sua carreira.   Há seis meses, perdeu a irmã, que lhe ajudou a criar os dois filhos. Um atropelamento na Avenida Vitória. Elizabeth parece que ainda não se refez. Ela recorda que, enquanto trabalhava, a irmã, que morava na Glória, em Vila Velha, ia para Caratoíra cuidar das crianças. Há uma década Elizabeth deposita oferendas no túmulo de Adélia; quando chegou, afagou com a mão direita a placa de granito inscrita com o nome da cigana.    Buscava um pouco de alívio para a alma   Aquele amarelo vivo coberto de objetos se destaca facilmente na paisagem do cemitério, em que prevalece o jogo sisudo de preto e branco dos mármores em que os únicos objeto de adorno são alguns crisântemos, lírios ou margaridas, dispostos parcimoniosamente.    Destaca-se também pela localização, praticamente à beira do acesso lateral ao cemitério, atraindo sem esforço a atenção de quem entra ou sai. Enquanto Edith celebrava aos quatro ventos sua devoção à cigana, duas elegantes madames que deixavam o Santo Antônio estacaram para ouvir a conversa. Mostravam interesse. Finalmente, desviaram o caminho e foram ao túmulo, qual turistas. Permaneceram um breve tempo, trocando comentários.   “Olha que trem feio”, disse outra mais tarde ao deparar com o berrante túmulo, também ao deixar o Santo Antônio. “Ela era vaidosa, tomava cervejinha”, comentou, sozinha, surpreendida tanto pela quantidade de acessórios para adorno quanto pelo latão de Skol 550ml, que, no geral, semeava um cenho franzido em muitos transeuntes, habituados à tradição da oferta de flores e rosas.   Um mistério absoluto envolve a vida de Adélia Kostichi. Nos registros do cemitério, a única informação é de que ela foi enterrada em 12 de fevereiro de 1955. Quem deu entrada foi Miguel Kostichi, um parente, provavelmente.     Nas poucas vezes que a chuva cedeu, um grupo formava-se em torno da sepultura. Eram mergulhos solitários em busca de conforto, quando debaixo do céu cinza só há mágoa e desavença.    Homens e mulheres, católicos ou não, se avizinhavam da cigana em passos respeitosos. Uma mulher beijou a rosa vermelha antes de deitá-la sobre o túmulo; outra, olhos cerrados, braços abertos e mãos espalmadas, sussurrava com fervor.    Um casal de motociclistas chegou, capacetes nas mãos, envergando uma pesada vestimenta preta de calça e casaco contra a chuva. Ela permaneceu

03/11/2013 / 0 Comments
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Empresário capixaba é acusado de improbidade por fraudes em Minas Gerais

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O empresário capixaba Mateus Roberte Carias, sócio das empresas Urbis e Digicorp (que operava o esquema mineiro), está respondendo a uma ação de improbidade administrativa no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) pelo desvio de verbas públicas em prefeituras locais. Ele foi preso durante a Operação Violência Invisível, deflagrada pela Polícia Federal em julho deste ano. Carias também é investigado por fraudes na recuperação de créditos tributários em prefeituras capixabas, levantadas pela Operação Camaro. Apesar das irregularidades no Espírito Santo terem sido apuradas em abril do ano passado – mais de um ano antes da operação em Minas Gerais –, o inquérito policial ainda não foi concluído. Chama atenção que os supostos crimes cometidos no estado vizinho guardem relação com as apurações da Operação Camaro, que resultou no ajuizamento de uma única denúncia de improbidade em relação às suspeitas em contrato no município de Cachoeiro de Itapemirim (região sul capixaba) e de desdobramentos no Tribunal de Contas do Estado (TCE). De acordo com informações do TJMG, o empresário capixaba foi denunciado juntamente com a mulher, Rosilene Trindade Rodrigues Carias, que aparece como sócia da empresa Digicorp Consultoria e Sistemas Ltda, além do colaborador do esquema Ademilson Emídio de Abreu – também um dos presos na Camaro, além do representante comercial Marcos Vinicius da Silva, da servidora pública Ana Lúcia Andrade de Aguiar Gomes, além dos contadores Robson Luiz Veloso e Antônio José Lima Oliveira. A ação de improbidade (0069849-85.2013.8.13.0351) tramita na comarca de Janaúba (norte de Minas Gerais), um dos 11 municípios do estado mineiro alvo da operação policial.  Segundo as apurações da PF, o empresário capixaba foi indicado como o mentor da organização criminosa que desviava recursos públicos, por meio da negociação fraudulenta de precatórios falsos e usados para a compensação de dívidas tributárias dos municípios junto à União. A estimativa é de que o esquema tenha causado um prejuízo de até R$ 70 milhões às prefeituras. No Espírito Santo, o empresário Mateus Carias também figura como o principal membro por trás do esquema de fraudes, que consistia na prestação do serviço de recuperação de créditos tributários supostamente pagos a mais. No entanto, a Receita Federal verificou que a maior parte desses valores havia sido recolhida corretamente e não era passível de recuperação pelos municípios, porém, a empresa já havia recebido o pagamento que variava entre 15% e 20% do total recuperado.   Entre os anos de 2007 e 2011, a Receita detectou que as prefeituras contratantes realizaram compensações próximas a R$ 245 milhões, o que garantiria uma arrecadação para a quadrilha estimada entre R$ 36,7 milhões e R$ 49 milhões. Apenas no Estado, a Urbis faturou cerca de R$ 7 milhões, de acordo com levantamento do Ministério Público de Contas (MPC), que apresentou representações contra contratos em prefeituras capixabas. No final de 2011, a empresa capixaba havia sido alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Ipatinga, em Minas Gerais. Os trabalhos foram iniciados após a suspeita de fraudes em sete itens prevista no contrato da Urbis com a prefeitura. No relatório final das investigações, apresentado em março deste ano, os vereadores concluíram que cinco dos itens eram irregulares. Segundo informações do site da Câmara de Ipatinga, somente a prefeitura municipal fez pagamento irregulares na ordem de R$ 19 milhões.

03/11/2013 / 0 Comments
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Casal Lorenzoni é alvo de ação no TRE por compra de votos

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O deputado estadual Cacau Lorenzoni e a mulher, a ex-prefeita Eliane Paes Lorenzoni (ambos do PP), são alvos de uma ação penal, movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES). O órgão ministerial acusa o casal da prática de compra de votos no pleito de 2008, quando Eliane foi eleita para comandar a Prefeitura de Marechal Floriano (região serrana do Estado). A defesa aposta na mudança do posicionamento de uma testemunha-chave no processo, que voltou atrás na denúncia e disse que mentiu à Justiça para prejudicar o casal. A ação penal (AP 12838) tramita no tribunal desde o último dia 19 de setembro, sob relatoria do juiz eleitoral Gustavo César de Mello Calmon Holliday. Na denúncia, o órgão ministerial acusa o casal de ter promovido uma doação de material de construção a eleitoras em troca de votos, no pleito municipal de 2008. As investigações foram iniciadas pela Polícia Federal após o recebimento de denúncia de terceiros pelo Ministério Público Estadual (MPES). Os relatos davam conta que o deputado, que também é ex-prefeito de Marechal Floriano, teria oferecido “vales” para eleitores que davam direito à retirada sem custo de produtos em uma loja de material de construção no município. Para os representantes do MPE, pelo menos quatro testemunhas teriam comprovado que o deputado e a esposa ofereceram os materiais, supostamente entregues na casa de uma pessoa, onde foram apreendidos pela polícia. No entanto, a defesa de Cacau e Eliane Lorenzoni contesta a origem do material, que teria sido adquirido por adversários políticos do casal com o objetivo de incriminá-los. Essa tese seria reforçada pela ausência de registro de compra dos materiais e da mudança de depoimento de uma dessas quatro pessoas – que foram arroladas pela procuradoria para prestar depoimento na ação penal. Constam nos autos do processo, uma Ata Notarial (espécie de registro de declarações feita pela própria pessoa em cartório) em nome do encarregado José Euder Arrebola, 54 anos, uma das testemunhas-chave do processo, onde confessa ter mentido ao declarar que presenciou a compra ou doação do material de construção. Ele afirma que fez as denúncias com o objetivo de prejudicar o casal. O encarregado disse ainda, no documento, que era o coordenador de campanha do atual prefeito Lidiney Gobbi (PSB) – derrotado por Eliana Lorenzoni naquele pleito. De acordo com José Euder, as denúncias feitas à época eram “totalmente infundadas e não correspondem à verdade fática”. No documento, registrado no Livro 102 às folhas 005/006 no Cartório do 3º Ofício de Notas de Vila Velha e anexado nos autos do processo no TRE, a denúncia seria fruto de uma armação política contra Cacau Lorenzoni e sua mulher. Ele afirma que as outras testemunhas eram diretamente ligadas ou familiares de pessoas que trabalhavam na campanha do atual prefeito, que é acusado de ter tramado as acusações. A reportagem levantou que o encarregado chegou a compor, em maio de 2011, o diretório estadual do PTB junto com o atual prefeito Lidiney Gobbi, que era então filiado à sigla. Na época do ajuizamento da ação penal, o deputado Cacau Lorenzoni contestou às acusações. Em entrevista à imprensa local, o ex-prefeito de Marechal Floriano afirmou que uma denúncia semelhante já havia sido julgada improcedente pelo Juízo Eleitoral do município. Na defesa entregue ao TRE, a defesa do casal pediu a absolvição sumária dos réus sob alegação de nulidade na investigação – que deveria ser submetida ao tribunal por conta do foro especial de Cacau e Eliane Lorenzoni, respectivamente, nos cargos de deputado e prefeita na época do início das apurações – e da impossibilidade de rediscussão de um tema já examinado (princípio do non bis in idem). A reportagem de Século Diário tentou localizar o prefeito Lidiney Gobbi, mas até o fechamento desta reportagem não teve retorno. 

03/11/2013 / 0 Comments
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