Equipes do Ministério Público Estadual (MPE) e da Receita Estadual deflagraram, na manhã desta terça-feira (22), a Operação Lombardia com o objetivo de desarticular um grupo criminoso acusado de sonegação fiscal no comércio varejista. Esse grupo, fomentado a partir da rede de lojas Distribuidora São Paulo, teria causado um prejuízo aos cofres públicos de R$ 6,5 milhões por meio da utilização de “laranjas” para a ocorrência de fraudes, bem como a realização de vendas sem a emissão de notas fiscais. De acordo com informações do MPE, foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão de documentos em lojas da distribuidora na Grande Vitória, residências dos responsáveis pelas fraudes, dois escritórios de contabilidade e uma empresa responsável pelo desenvolvimento de softwares utilizados pela empresa. Também foi cumprido ainda um mandado de prisão contra o proprietário da distribuidora, que não teve o nome divulgado. As investigações foram desenvolvidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao MPE, e pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) que, em conjunto, colheram provas e indícios do envolvimento do empresário e seus familiares, além de pessoas que teriam sido utilizadas como “laranjas”. O esquema consistiria na utilização dos dados desses “laranjas” para a abertura de empresas e fraudar o faturamento para que as mesmas fossem optantes pelo Simples Nacional. Além das fraudes fiscais no enquadramento das atividades, os órgãos de fiscalização também indicaram a ocorrência de sonegação fiscal na compra e venda de mercadorias sem nota fiscal. A estimativa é de que o prejuízo fiscal ultrapasse R$ 6,5 milhões nos últimos anos, de acordo com a assessoria de imprensa do MPE. Ao todo, participaram da operação quatro membros do Ministério Público e 31 auditores fiscais da Receita Estadual com o auxílio de 56 policiais militares. As equipes devem analisar o material apreendido, bem como os depoimentos de investigados e testemunhas. Os crimes investigados estão previstos nos artigos 288 (associação criminosa) e 299 (falsidade ideológica) do Código Penal, na Lei nº 8137/1990 (crimes contra a ordem tributária) e Lei nº 9613/1998 (lavagem de dinheiro). Em nota, o Ministério Público informou que o órgão vai intensificar a fiscalização em empresas suspeitas de utilizarem “laranjas” em seus quadros para praticar fraudes e manterem-se de forma fraudulenta no Simples Nacional. “Com a aproximação do Natal, em parceria com o Procon Estadual, será intensificada a fiscalização para evitar sonegações fiscais e lesões aos direitos do consumidor, já que se trata de um período de muitas vendas do comércio”, afirma o texto. Nessa segunda-feira (20), a Receita Federal deflagrou a Operação Lipocromos, que resultou na apreensão de produtos importados sem nota fiscal e irregularmente. A estimativa é que as mercadorias recolhidas em quatro lojas e um depósito, localizados no Norte do Estado e na Grande Vitória, cheguem a somar algo em torno de R$ 3,2 milhões. Aação contou com o apoio de equipes da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Exército Brasileiro.
Festival cultural em Goiabeiras dá destaque ao congo
Salvo a Festa de São Benedito, no final de dezembro, ou outras apresentações pontuais aqui e ali, geralmente realizadas pelo poder público, a cultura popular de Vitória não tem onde se mostrar. Daí a importância desta 4° Festival Cultural de Vitória, que este ano confere um destaque especial ao congo. O festival acontece nesta sexta-feira (25), sábado (26) e domingo (27), na mesma estrutura da Festa das Paneleiras, que também acontece ali neste fim de semana. Ou seja, os congueiros da Banda Panela de Barro e da tradicional Banda de Congo Amores da Lua, do mestre Reginaldo Sales, terão o prazer de se apresentar para um público bem grande. O festival é também uma celebração das raízes culturais de Goiabeiras, região em que se produz as panelas de barro, um dos mais fortes símbolos da identidade cultural capixaba. Também de sexta a domingo, acontece a 20ª Festa das Paneleiras. Grupos de sucesso nacional vão se apresentar no evento, como Fundo de Quintal e Jeito Moleque. Na sexta, a partir das 20h30, tem Grupo Opção, Allan Vieira e Fundo de Quintal. No sábado (26), tocam Explosão do Pagode, Andrinho, De Bem com a Vida e Jeito Moleque. Domingo, encerrando a festa, tem show com Clube do Samba. Programação Sexta-feira (25) 20h: Banda Panela de Barro Sábado (26) 12h: Apresentação da banda Banda Mirim da Unidos de Boa Vista 20h: Unidos de Boa Vista Domingo (27) 12h: Encerramento do festival com Amores da Lua Serviço O 4º Festival Cultural de Vitória acontece desta sexta-feira (25) a domingo (27) no espaço em frente á faculdade Multivix, em Goiabeiras. Entrada franca.
CMA deliberará na próxima semana pulverização aérea de agrotóxicos
A definição de limites específicos para a pulverização aérea de agrotóxicos, regularizada no Projeto de Lei (PL 681/2011), de autoria da senadora Ana Rita (PT), deverá ser deliberada na próxima semana pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado. Na votação da último semana, o senador Sérgio Souza (PMDB-PR), suplente na CMA, pediu vistas do projeto. No texto original da matéria, a senadora propunha que fosse proibida a pulverização aérea de agrotóxicos para toda e qualquer finalidade. Já as sugestões do relator, o senador Anibal Diniz (PT-AC), atendem aos interesses dos ruralistas. Além de propor que seja feito um substitutivo para que as restrições e proibições sejam estabelecidas a partir da regulamentação da Lei dos Agrotóxicos (Lei 7.802/89) e de ter votado favoravelmente ao projeto, Anibal Diniz foi contrário à proibição total da pulverização aérea e ainda disse que esse procedimento pode ser “necessário” para controle de doenças ou pragas em regiões extensas ou de difícil acesso. Outra manobra ruralista usada pelo senador foi a de recusar a proposta de proibição do registro de agrotóxicos elaborados com os componentes glifosato, cihexatina, endosulfan, abamectin, fosmete, parathion, metamidofós, forate, triclorfom, carbofuram, paraquate e latofemcujas. Ana Rita, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), prometeu avaliar, após sugestão do deputado estadual por Goiás, Mauro Rubem (PT) em audiência pública, a possibilidade da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o uso indiscriminado de agrotóxicos pelo setor do agronegócio, que recebe grandes investimentos e incentivos do governo federal, em detrimento da valorização da agricultura familiar, que respeita o meio ambiente e a saúde humana em suas produções. Embora não seja o maior produtor agrícola, o Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos desde o ano de 2008, e o Espírito Santo é o terceiro estado na aplicação desses químicos, que contaminam a fauna, a flora e os lençóis freáticos. Os movimentos sociais do campo têm denunciado constantemente ataques com o uso desses venenos sofridos pela população capixaba. Os movimentos defendem a proibição da comercialização, uso e aplicação de agrotóxicos que já são proibidos fora do Brasil e a proibição da pulverização aérea em municípios do norte capixaba, onde já foram registrados graves casos de contaminação nos últimos anos. Ana Rita também é autora do projeto de lei (PL 679/2011), em tramitação da Comissão de Agricultura (CRA), que cria a Política Nacional de Apoio ao Agrotóxico Natural, para estimular a pesquisa e a utilização de insumos não sintéticos e não artificiais, com a utilização de produtos do meio ambiente.
Expansão da Aracruz Celulose é discutida em audiência pública
Uma audiência pública discutirá, nesta quarta-feira (23), o relatório de impacto ambiental apresentado pela Aracruz Celulose (Fibria) para o plantio de eucalipto nos municípios de Pinheiros, Montanha, Ponto Belo e Mucurici, no extremo norte do Estado, no projeto chamado “Bloco II”, apresentado ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) para obtenção do licenciamento ambiental. O plano total compreende quatro blocos, com um total de 17.017,75 hectares pertencentes ao Grupo Simão, que serão explorados durante 14 anos pela Aracruz. Se essa área fosse destinada à reforma agrária, seria possível assentar mais de 800 famílias que, além de produzir alimentos saudáveis, sem uso de agrotóxicos, poderiam gerar até quatro empregos, chegando a pelo menos 3.200 empregos diretos, uma somatória muito maior do que os empregos gerados pela empresa. Com os eucaliptais, é gerado apenas um posto de trabalho a cada 30 mil hectares, enquanto a agricultura camponesa gera pelo menos um emprego por hectare. Os estudos ambientais apontaram que parte das terras está dentro dos limites de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade e do Corredor Ecológico Córrego do Veado, em uma região de Mata Atlântica. Foi, inclusive, constatado por pesquisadores da Associação de Amigos do Museu de Biologia Mello Leitão (Sambio) que a biodiversidade da Reserva Biológica (Rebio) Córrego do Veado, em Pinheiros, sofre ameaça devido à seca permanente da região, impacto decorrente da monocultura do eucalipto e ainda da pecuária extensiva. Na mesma situação estão, ainda, a Rebio Sooretama, que engloba áreas dos municípios de Linhares, Jaguaré, Sooretama e Vila Valério; e Córrego Grande, em Conceição da Barra. Os pesquisadores classificaram a sub-bacia do Córrego Santo Antônio, que alimenta a Rebio Córrego do Veado, como em situação ‘trágica”. Os movimentos populares buscam ampla participação dos militantes da região na audiência desta quarta, às 17 horas, que será no Ginásio Poliesportivo Nascimento Inácio, no município de Mucurici, diferentemente da que aconteceu na semana passada para discutir projeto da Suzano Papel e Celulose também para o extremo norte do Estado, em um cerimonial de Montanha. A escolha do local, privado, foi amplamente repudiada pelos movimentos sociais do campo, que estão preparando uma nota de repúdio e um abaixo-assinado contra a os monocultivos. Em agosto último, a Aracruz requereu ao Idaf novas licenças Prévia (LP) e de Operação (LO) para expandir os plantios nas proximidades da Bacia Hidrográfica do Rio Itaúnas, nos municípios de Montanha e Pinheiros. Após ocupar todas as áreas permitidas para tal uso nos municípios de Aracruz, Conceição da Barra e São Mateus, onde também se apropriou dos territórios indígenas e quilombolas, a empresa avança em direção ao extremo norte, que já enfrenta graves impactos decorrentes da monocultura do eucalipto e ainda da pecuária extensiva, a exemplo da escassez de água. Em Montanha, havia um projeto de lei que permitiria o aumento da monocultura de eucalipto de 15% para 25% da área total do município, mas uma mobilização de 500 integrantes da Via Campesina conseguiu suspender a sessão em que a matéria seria votada. Segundo informações de bastidores, a matéria é resultado de articulação entre o prefeito do município, Ricardo Favarato (PMN), e a Aracruz Celulose.
Nota vermelha na educação
O jornal Folha de S. Paulo, na edição do último sábado (19), trouxe mais uma reportagem da série especial que avalia a gestão dos governadores. O título da reportagem que avalia o governador Renato Casagrande chama a atenção para a queda dos indicadores do governo socialista na educação: “Governo amplia receitas, mas indicadores do ensino pioram”. O texto mostra a desaceleração dos investimentos que teriam caído de 29,7% (2011) para 25,4% (2013) – o limite mínimo legal é de 25%. O governo rebateu. Explicou que os investimentos se concentram no segundo semestre, e que até o final deste ano esses patamares devem subir para a faixa de 28%. Com relação aos percentuais investidos, o governo foi convincente. O problema, no entanto, está nos indicadores de qualidade. Por exemplo, no último Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), de 2011, a nota do Espírito Santo ficou em 3,6 — abaixo da média nacional (3,7), e bastante distante da meta fixada para o Estado: 5,6. Mas não é só no Ideb que o desempenho da educação capixaba deixou a desejar. O Globo desta segunda-feira (21) traz uma extensa reportagem que cruza os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na prova de redação e as desigualdades sociais. A reportagem do jornal carioca mostra que quanto maior a renda da família melhor é a nota do candidato na redação. Os candidatos de famílias que ganham até um salário mínimo alcançaram nota média de 460 pontos no Enem de 2011; enquanto os de famílias com 15 a 30 mínimos de renda somaram 642 pontos – uma discrepância de 40%. No Espírito Santo esse índice de desigualdade chegou a 44%, ou seja, quatro pontos acima da média nacional. O Piauí foi o estado que registrou a maior diferença: 50%. Em Santa Catarina, na outra ponta da tabela, a discrepância foi de apenas 27%. O dado é preocupante. A prova criada justamente para democratizar o acesso ao ensino superior reduz as chances dos mais pobres. Por trás desse dado de desigualdade estão outras deficiências. Um dos especialistas ouvidos pela reportagem, o coordenador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins Farias, diz que os jovens de famílias de baixa renda vivem em condições socioeconômicas desfavoráveis que afetam o aprendizado. Farias lista problemas como a falta de espaços adequados em casa para o estudo, baixo acesso a livros e até mesmo o vocabulário limitado dos pais como fatores que que podem empurrar para baixo a nota na redação. Farias chama atenção para o fato de muitos alunos de baixa renda, oriundos da rede pública, desistirem da redação, que é aplicada no segundo dia de prova. O especialista diz que o dado deve servir de alerta para o poder púbico. Ele diz que os alunos de famílias mais pobres, antes de fazer a prova de redação, acham que não terão chances de aprovação ou, mesmo que sejam aprovados, não poderão se manter financeiramente no ensino superior. Na área de segurança, a reportagem da Folha reconhece que o governo Casagrande obteve avanços, com redução de 14 pontos nas taxas de homicídios. De fato, em relação ao governo de Paulo Hartung, Casagrande tem feito investimentos mais maciços na segurança, como, por exemplo a promoção de concursos para repor os efetivos das policias Civil e Militar, abandonados pelo antecessor, que após oito anos de mandato deixou o Espírito Santo na vexatória posição de segundo Estado mais violento do Brasil e líder absoluto nos homicídios de mulheres. Há de se destacar que o governo Casagrande criou o Estado Presente, que não é um programa capaz de equilibrar as forças do poder público com o crime organizado nas periferias — que continua cooptando os jovens para a criminalidade —, mas que, pelo menos, é uma tentativa de se oferecer algo para os jovens pobres e sobretudo negros, principais vítimas e atores dos homicídios no Estado.
Bola da vez
O PT capixaba, que até outro dia não tinha em quem se segurar, virou o assediado do pedaço. A ponto de uma festa de aniversário do deputado estadual Rodrigo Coelho, que nem é aquele petista tradicional e tal, virar um ato político em Cachoeiro de Itapemirim nesse domingo (20), com a presença das principais lideranças dos grupos que estão atrás do apoio do partido e em plena disputa de poder no Estado: o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) – acompanhado do senador Ricardo Ferraço – e o atual Renato Casagrande. O cenário é resultado da recuperação de popularidade pela presidente Dilma Rousseff, depois do “baque” sofrido durante os protestos que ganharam o País. A onda agora é representar o palanque da petista. Para isso, Casagrande diz que ficará neutro na disputa presidencial, com o aval de Eduardo Campos, numa tentativa de mostrar que manterá firme e forte sua aliança com o PT. Já Hartung responde do outro lado, como sempre “por cima”, anunciando reunião com o ex-presidente Lula. O interessante, porém, é que nem sendo disputado, o PT sairá da condição de coadjuvante no processo eleitoral do próximo ano. Os pretendentes não têm nada demais a oferecer, a não ser mesmo uma vice. Com risco, ainda, de o ex-prefeito João Coser conseguir “limar” a senadora Ana Rita do processo natural de reeleição. A noiva da vez vai acabar do jeito que está: sem dotes. Sai, mas não sai Os secretários interessados em disputar a eleição de 2014 e que precisam se desincompatibilizar do cargo até abril próximo já mexem os pauzinhos para garantir seus aliados na sucessão. Pois, assim, receberão apoio na disputa. Uma movimentação dessa rola na pasta de Turismo, do petista Alexandre Passos. Pensadores Só tinha “filósofo” no encontro do PR da Serra nesse sábado (19). Magno Malta, Gilsinho Lopes, Heliossandro Matos e Gideão Svensson soltaram cada frase, que vou te contar… Pensadores II Uma “deixa”: “quando eu era criança, via minha mãe cortar toda a samambaia que tinha na nossa casa. Um dia eu fiquei triste e perguntei por que ela tinha deixado a planta sem nada e ela me explicou que isso era preciso para a planta crescer mais forte. Foi assim com o PR. Todo mundo achou que ele estava morto, mas agora está mais forte”. Autor: Magno. Polêmica Os panfletos distribuídos pelo deputado estadual por Minas Gerais Fábio Cherem (PSD), em defesa do voto distrital, e que agora serão alvo de investigação, também circularam pelo Espírito Santo, com simulação de votos para os deputados federais Paulo Foletto (PSB) e Iriny Lopes (PT). Polêmica II No caso do socialista, com os seguintes dizeres: “bom para o deputado federal Paulo Foletto, bom para o povo do Distrito Federal Colatina”. Tudo em papel de alta qualidade e bancado com dinheiro público. Tem até selo oficial da Assembleia de Minas. Respeito é bom… Moradores da Grande Paul, em Vila Velha, que lutam contra a instalação de novos tanques de combustível e soda cáustica na região, levaram um “bolo” do secretário de Desenvolvimento Econômico, Roberto Ribeiro Carneiro. Ele marcou de ir até a comunidade conversar, confirmou presença, mas não apareceu. E sequer ligou depois para justificar. Por falar em Carneiro… O secretário é diretor e gerente comercial da Ecovila Empreendimentos, empresa do ramo imobiliário. Que vem a ser o setor preferencial do prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM). As alterações no PDM falam por si. Dinheiro sobrando O Ministério Público do Estado (MPES) adora esbanjar. Desta vez, contratou a empresa Cativa Comunicação para, veja só, fazer clipping de noticiário diário das mídias com as matérias divulgadas na imprensa relacionadas à instituição. Valor: R$ 156.649,92, pelo prazo de um ano, o que dá R$ 13 mil por mês. Salgado, hein! Dinheiro sobrando II A propósito, a Comunicação do MPES já não deveria fazer esse serviço? Nas redes “Ninja ES no RJ acompanhando o leilão do pre sal do campo de Libra!”. (Ninja ES – no Facebook). PENSAMENTO: “Quanto a terra balança aos pés do governo, não é uma boa ideia manter-se rijo”. Furst Von Metternich
Edições do dia 17
Leio diariamente os dois únicos e principais jornais do Estado por força da minha função no rádio. No último dia 17, não sei por que, me deparei com duas edições das mais palpitantes. Tem dias que os jornais são sofríveis nas suas informações, mas este dia não. A capa da Gazeta lembra seu fundador ao estampar foto: “finaliza Lindemberg”, protesto em grafite sobre a rodovia inacabada, em Vila Velha. Já a Tribuna, popular como sempre, mostra foto dos jogadores do Flamengo, que comemoravam vitória da noite anterior. Nas edições deste dia, a banalização da vida é mostrada com o pai que matou a filha para se livrar da pensão e de uma menina que matou a outra por fofoca. Será que quem leu parou para pensar? O grosso do interesse de leitura estava em política. Romário, o deputado, chamar os caras da Fifa e da CBF de “ladrões” não é novidade, só que ele tem coragem de falar, outros não. Ah! E também rotulou Ronaldo e Bebeto de ignorantes. Sobre disputa para ir para o Tribunal de Contas, faz a gente ter nojo da política, onde, eles, políticos, passam o tempo todo pensando em terminar seus dias ali, como se fosse um prêmio. E é. Ridículo isso. Nesse dia, deram destaque ao pedido de demissão de um diretor da Cesan (Neivaldo Bragato). Se foi para tentar uma disputa política, como se comenta, e mesmo sem nunca ter sido político, já está eleito, pois vai contar com a estratégia de PH. É gente dele. Duas novidades, o aumento de mais 12 municípios no Estado, e as mudanças no Código do Consumidor em benefício aos consumidores. O senador Ricardo Ferraço (PMDB) foi o único da bancada capixaba contra a criação dos municípios. Já Obama respirou aliviado nesse dia com suas contas aprovadas pelo senado americano, aliviando o mundo, inclusive o Brasil. Outras coisas corriqueiras estavam nas edições de nossos briosos jornais desta data de outubro. Coisa rara. PARABÓLICAS A Comissão de Constituição e Justiça finalmente aprovou proposta que torna a carteira de radialista válida como documento de identidade em todo Brasil. A locutora Bruna Carla, conhecida no norte do Estado, pois atuou em muitas FMs, está meio desiludida com o rádio. Mas é só por um momento. Tomara! Mesmo em meio a indefinições, parece que agora os sistemas DRM, da Alemanha e HRRadio, dos Estados unidos, serão aplicados no sistema de rádio digital do país. Felipe Salvador já está com CD pronto, a exemplo Cedric Mathias. Ambos são de Vitória e atacam de músicas bem populares. MENSAGEM FINAL Todos nós não temos o mesmo talento, mas todos nós deveríamos ter a mesma oportunidade de desenvolver os nossos talentos. John Fitzgerald Kennedy
Superintendente garante vistorias e MST desocupa Incra
Os militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) desocuparam, na manhã desta segunda-feira (21), a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em São Torquato, Vila Velha, onde estavam acampados desde a última terça-feira (15). A desocupação se deu após as discussões feitas durante o fim de semana com o superintendente do órgão, José Cândido Rezende, que expôs a situação financeira do Incra e disse que só havia condições de fazer uma vistoria pleiteada pelos sem-terras. Segundo Roberto Reis, da direção estadual do MST, o superintendente esteve disposto a abrir o diálogo e não parecia querer efetivar a reintegração de posse, como havia sido anunciado na última sexta-feira (18). Assim, foi possível que houvesse uma reunião entre os militantes e funcionários responsáveis. Os militantes, então, decidiram que o trabalho deverá ser feito primeiramente nas fazendas São Mateus (pertencente ao Grupo Simão), Boa Vista e Casa de Tábua, localizadas em Ecoporanga, norte e noroeste do Estado, por serem ocupadas por mais tempo pelos acampados. Ficou para o primeiro semestre de 2014 a vistoria das seis áreas do município de Água Doce do Norte, que foram identificadas pelos militantes do acampamento Olga Benário. Na sexta-feira (18), eles haviam prometido manter a ocupação até esta segunda, quando haveria a oficialização de um pedido de reintegração de posse feito pelo superintendente ao Ministério Público Federal (MPF-ES). Entretanto, no sábado (19), o superintendente procurou as lideranças do MST no local e propôs a negociação, que foi feita em assembleia com todos os ocupantes no domingo (20). Os militantes já voltaram ao seu ponto de partida inicial, em Ecoporanga, e prometem voltar caso os acordos não saiam como o esperado. Dessa forma, não haverá, por enquanto, programação de protestos nesta semana em Vitória. Cerca de 160 militantes ocuparam inicialmente a sede do Incra, em apoio à Jornada Nacional realizada em conjunto com outros movimentos sociais do campo, como o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), que teve uma extensa agenda de mobilizações e reuniões durante os três primeiros dias da semana passada na Capital. Na sexta-feira, os militantes tiveram as respostas efetivas que esperavam sobre os processos de reforma agrária em tramitação no Estado. O MPF prometeu acionar a Justiça Federal de São Mateus, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim para resolver as questões pendentes nessas regiões. Com uma data definida, o MST será chamado para as audiências que julgarão os casos da fazenda Lambari, em Guaçuí; da fazenda Santa Maria, em Presidente Kennedy; e da revisão dos processos das terras requeridas pelo movimento nos municípios de São Mateus e Colatina.
TJES derruba proibição da comercialização de biscoito recheado feito com soja transgênica
A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) deu provimento ao recurso da multinacional Nestlé do Brasil Ltda contra a decisão de ato do Procon Municipal de Vitória, que determinou a suspensão da venda do biscoito recheado Bono, sabor morango, que não trazia a informação do uso de soja transgênica no rótulo. Os desembargadores avaliaram que o produto ainda estava sendo investigado pelo suposto problema na rotulagem, o que não poderia justificar a retirada imediata do biscoito do mercado. Durante o julgamento realizado nesta segunda-feira (21), o relator do recurso, desembargador Telêmaco Antunes de Abreu Filho, considerou que a medida tomada pelo órgão de proteção de Vitória foi desproporcional. “Nesse passo, no território brasileiro permite-se a comercialização de produtos produzidos a partir de organismos geneticamente modificados, de forma que, em sendo a comercialização lícita, a determinação de retirada do produto do mercado é irrazoável, pois, além de não atender ao direito do consumidor, causa enormes prejuízos materiais e imateriais”, pontuou o magistrado. Esse mesmo recurso havia sido rejeitado pelo juiz Cristóvão de Souza Pimenta, da Vara da Fazenda Pública Municipal, em setembro de 2011. Na época, ele considerou que o ato foi baseado na legislação consumerista, razão pela qual não se poderia concluir na existência de arbitrariedade ou ilegalidade por parte do órgão fiscalizatório. “Insta salientar que os produtos e serviços oferecidos no mercado de consumo não poderão acarretar riscos à saúde e a segurança dos consumidores, daí porque o município tem o dever de adotar as providências que entender cabíveis”, considerou. Nos autos do recurso ao Tribunal de Justiça, a multinacional Nestlé afirma que quando a ação original foi ajuizada, em abril daquele ano, o produto estava passando por uma investigação administrativa no Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) por suposta violação de informação. Na embalagem, ao avisar sobre a composição do biscoito, faltavam os dizeres: contém Organismo Geneticamente Modificado (OMG). A empresa defende que o Procon da Vitória não poderia determinar a suspensão da venda do produto, bem como a sua retirada das prateleiras dos supermercados antes que a DPDC tomasse alguma providência. No julgamento, o desembargador Telêmaco Antunes tentou ainda ponderar que o órgão de fiscalização é fundamental para o controle da boa-fé e da probidade das atuações no mercado. Contudo, a venda do biscoito recheado, produzido a partir de soja geneticamente modificada, foi liberada em todo município. Essa não foi a única questão envolvendo a comercialização do mesmo biscoito no âmbito do Poder Judiciário. No ano passado, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) entrou com uma ação civil pública para obrigar a empresa a informar, de forma expressa e legível, a utilização de organismos geneticamente modificados (OGM) na composição de seus produtos, indicando o percentual da modificação. Em outubro do ano passado, o pedido de liminar foi acatado pelo juiz Ducatti Lino Machado, da 39ª Vara Cível da Capital, que determinou a inclusão do sinal gráfico designativo de alimento transgênico (T, em letra minúscula, inserido em triângulo com fundo amarelo), acompanhado da expressão “transgênico” no rótulo do produto sob pena de multa de R$ 5 mil por produto desconforme encontrado no mercado. Na apreciação do mérito, o juízo condenou a empresa à obrigação de fazer constar a informação sobre a modificação genética de ingrediente no rótulo de seus produtos, também sob pena de multa. A sentença ainda está em fase de recurso.
Justiça estadual decreta falência de terminal logístico em Cariacica
O juiz da Vara de Recuperação Empresarial e Falência da Capital, Braz Aristóteles dos Reis, decretou a falência da empresa Terminal de Cargas Gerais (TCG), terminal logístico localizado em Jardim América, no município de Cariacica. Na decisão publicada nesta segunda-feira (21), o magistrado acolheu ao pedido dos sócios da empresa, que solicitaram a declaração de falência – quando o valor do passivo supera o total dos ativos de uma companhia. A estimativa é de que as dívidas do grupo sejam de R$ 18,91 milhões, enquanto o patrimônio está avaliado em apenas R$ 3,49 milhões. De acordo com a decisão, o juiz nomeou um administrador judicial (José Euclides Ferreira Júnior) para cuidar da massa falida da TCG, criada no ano de 1996. Apesar da declaração da falência do negócio, a empresa deve continuar atuando provisoriamente até a conclusão dos serviços inacabados, em especial, de descarga e devolução das mercadorias e cargas aos clientes que, na data da decretação da falência (fixada no dia 19 de setembro de 2013), ainda se encontrem no terminal. Também foram suspensas todas as ações de conhecimento e execução (quando a dívida é cobrada judicialmente) contra a empresa declarada falida, bem como o levantamento de todos os bens da companhia que deverão servir para a futura reparação dos credores habilitados no processo. Durante a tramitação de ação de falência, os bens dos seis sócios da empresa também ficarão indisponíveis. Nos autos do processo, os sócios da TCG alegaram que a empresa sofre com os reflexos causados pela crise internacional, iniciada no último trimestre de 2008, que teria causada uma “drástica redução do volume de exportação realizado por seus clientes”. A empresa fica situada nas proximidades da Estação Pedro Nolasco, que fica a poucos quilômetros dos portos de Vila Velha, Capuaba e de Vitória (na outra margem da Baía de Vitória). Os empresários sustentam ainda que a empresa passou a conviver em um “ambiente extremamente competitivo”, o que teria motivado uma forte redução nos preços praticados pelo mercado. Eles afirmaram ao juízo que o quadro econômico desfavorável teria se somado ao ambiente de empréstimos contraídos a “juros exorbitantes”, o que teria criado o “estado de crise econômico-financeiro irrecuperável”. Os sócios da TCG estimam que as dívidas atingiram R$ 18.912.979,78 em julho deste ano, sendo que o patrimônio (ativos) da empresa estaria avaliado em R$ 3.499.527,12, o que “impossibilitaria de modo irreversível de prosseguir a atividade empresarial”. Na decisão, o juiz Braz Aristóteles entendeu que o processo de autofalência não exige maiores explicações. “Basta tão somente comprovar que o seu passivo é maior do que o ativo, ou seja, que o seu patrimônio é insuficiente para fazer face aos seus débitos. É o caso. O requerente apresenta documentos que comprovam esta realidade. Registro, no entanto, que na hipótese de existir alguma prática de ilícito, como previsto na norma legal, tal fato terá o tratamento determinado pela lei com as respectivas consequências”, avaliou. O magistrado também concedeu o prazo de cinco dias ao Ministério Público, bem como as Fazendas Públicas federal, estadual e dos municípios da Grande Vitória para que se manifestem, caso queiram, sobre o processo de falência.