O diretor da empresa Espaço Construtora, José Eduardo Kossatz rebateu as afirmações do diretor-geral do Instituto de Obras Públicas do Estado (Iopes) sobre a troca de modelo das telhas da área de ampliação do Terminal de Vila Velha, que estaria atrasando a reinauguração da obra. Segundo Kossatz, a obra só não foi finalizada ainda porque não há autorização do próprio Iopes e da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória, (Ceturb-GV). “A história não é essa”, afirmou Kossatz, rebatendo a versão do diretor-geral do Iopes, Luiz Cesar Maretto Coura, que acusa a empresa de ter utilizado uma telha mais barata na cobertura do terminal. O material, segundo Coura, não estava previsto no projeto. Kossatz contesta. “Utilizamos a telha prevista em planilha, o Iopes e a Ceturb-GV receberam, pagaram e viabilizaram a implantação. Agora, quatro meses depois estão contestando o material, mas isso também foi resolvido”, explicou. Luiz Cesar Maretto Coura rebate. “A execução do telhado diverge com o que foi contratado. A empresa já foi notificada e se recusa a aceitar essa alteração”. Nesta quinta (17), Coura afirmou à reportagem de Século Diário que a empresa teria um prazo até 30 de outubro para efetuar a troca das telhas. Entretanto, segundo Kossatz, após a reclamação do órgão sobre as telhas foi realizada uma reunião onde ficou pactuado que a empreiteira instalaria um forro de PVC na área ampliação do Terminal de Vila Velha. Mas, até agora, a ordem de serviço não teria sido emitida pelo Iopes. “Não existe prazo dado pelo Iopes, nem essa história de que utilizamos telha mais barata para a execução da obra. O que ocorreu foi um acordo para colocar o forro e que não pode ser feito enquanto não houver uma autorização para isso”, afirmou o empresário. Kossatz explicou que o projeto licitado em outubro de 2010 e iniciado em junho de 2011 possui especificações diferentes de telha: uma no projeto arquitetônico, outro no memorial e outra na planilha. “Adotamos o que veio na planilha. A equipe de fiscalização do Iopes e da Ceturb-GV receberam o material, pagaram e viabilizaram a instalação. Agora, quatro meses depois houve a reclamação por parte deles”. Com cinco meses de atraso, a obra que deveria ser entregue em maio inclui ainda duas etapas de modernização do Terminal de Vila Velha, que também estão atrasadas, segundo o diretor da Espaço Construtora, devido a indefinições do projeto. “Este projeto precisa ser finalizado e planilhado, sem isso, não tem como continuar”, disse o empresário.
Juiz rejeita denúncia de improbidade contra ex-prefeito interino de Vila Pavão
O juiz da 1ª Vara Cível de Nova Venécia, Maxon Wander Monteiro, rejeitou duas ações civis públicas movidas contra o ex-prefeito interino de Vila Pavão (ambos na região noroeste do Estado), Valdez Ferrari (PSDB). Nas decisões publicadas no início dessa semana, o magistrado negou a existência de irregularidades em atos do então vice-prefeito, que assumiu o comando do município entre junho e setembro de 2012. As ações foram movidas pela própria Prefeitura, logo após o retorno do afastamento judicial do então prefeito Ivan Lauer (PMDB). Em ambos os casos, o juiz Maxon Monteiro criticou a falta de justa causa nos processos, que denunciavam a suposta prática de irregularidades no reajuste do valor das diárias de funcionários públicos e pela fabricação de manilhas para produtores rurais do município. Para o magistrado, as denúncias podem ser atribuídas a mais um capítulo na guerra política vivida no município no ano eleitoral. ???Todavia, independentemente de qualquer rivalidade no âmbito político do município, registre-se que o Poder Judiciário não se presta à satisfação de anseios políticos outros, não podendo ser utilizado, em nenhuma hipótese, como instrumentos de vingança no âmbito da ação civil pública???, diz a decisão. Sobre o mérito das acusações, o magistrado considerou que a edição do Decreto Municipal nº 423/2012, que regulamentou a concessão de diárias dos servidores do Poder Executivo, não apresentou qualquer irregular sob justificativa de que os valores até então vigentes já estariam defasados. ???Saliento que não há de se criar celeuma quanto à natureza jurídica da diária, uma vez que esta possui inquestionável caráter indenizatório???, avaliou. Em relação à construção de manilhas para terceiros, o juiz Maxon Monteiro avaliou que era uma ???prática rotineira??? realizada pelo município como forma de fomento às atividades dos cidadãos que forneciam todo o material de construção, sendo o poder público responsável apenas pela fabricação e transporte até o local de instalação dos equipamentos. As decisões ainda cabem recurso por parte do município e do Ministério Público Estadual (MPE), que se manifestou pela rejeição de ambos os processos.
Guarapari sanciona lei que sistematiza o programa Mais Médicos
O município de Guarapari sancionou a lei que autoriza as ações referentes à efetiva execução do programa federal Mais Médicos, que aguarda sanção da presidente Dilma Rousseff. As ações fazem partem das obrigações contidas no termo de adesão firmado entre o Ministério da Saúde e o município para o recebimento de médicos que atuam na saúde básica em Guarapari. De acordo com a Lei Municipal 3636/2013, Guarapari deve assegurar aos médicos moradias que tenham condições de habitação e segurança e atenda ao padrão médio de moradia da localidade; alimentação adequada e fornecimento de água potável; e transporte adequado e seguro. Guarapari foi o primeiro município do Estado a sancionar lei com o objetivo de atender às exigências do Ministério da Saúde para o programa Mais Médicos. No Espírito Santo, 55 municípios aderiram ao programa – 71% do total de prefeituras do Estado. Juntas, estas cidades apresentaram demanda e capacidade para terem 510 médicos atuando na atenção básica. Em todo o País são 1.020 profissionais distribuídos em unidades de saúde do interior e nas periferias de grandes cidades, beneficiando mais de 3,5 milhões de pessoas. A maioria (61%) dessas pessoas vive nas regiões Norte e Nordeste. Nesta quarta-feira (16) o Senado aprovou a MP que institui o programa, que tramitou na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 26/2013. De acordo com o documento, o Ministério da Saúde será o responsável pela emissão do registro profissional de médicos formados no exterior. Os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) permanecerão com a responsabilidade de fiscalizar o trabalho dos médicos do programa. Com o término do módulo de avaliação que os médicos cubanos selecionados na segunda etapa do programa fazem em Guarapari, previsto para acabar na próxima sexta-feira (25), o quadro de médicos atuando na atenção básica à saúde no Estado deve aumentar. Os profissionais cubanos passam por aulas de Saúde Pública e Língua Portuguesa e também devem visitar unidades de atenção básica à saúde tanto em Guarapari quanto em municípios vizinhos, como Anchieta, no sul do Estado.
Magno Malta está decidido a disputar o governo em 2014
O senador Magno Malta (PR) vai mesmo disputar o governo do Estado na eleição do próximo ano. Com ainda quatro anos de mandato em Brasília, o senador aposta que a receptividade de sua candidatura dá musculatura para que entre na disputa e o discurso já está bem alinhavado para enfrentar os possíveis adversários na eleição. Na verdade, Malta retoma o projeto inicial de disputar o governo, tanto que no início do ano decidiu circular pelo Estado para testar sua musculatura eleitoral para 2014. A discussão foi adiada, porém, com o convite de lideranças regionais e de dentro do próprio PR nacional que iniciaram o projeto para que ele disputasse a presidência da República. O parlamentar afirma que ouviu dessas lideranças que as bandeiras de luta defendidas no Senado lhe davam condições de encabeçar a candidatura presidencial. O partido, porém, ainda não tem convicção de que tem condição de ser uma alternativa de poder em nível nacional. Posição que o senador não concorda já que há uma repercussão nacional com relação às suas bandeiras de luta. Além disso, acredita que a identificação do público evangélico com a imagem de uma candidatura teria condições de estabelecer o confronto eleitoral com a ex-senadora Marina Silva, que vai para o páreo do próximo ano apoiando o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). Mas passada a discussão nacional, o senador voltou a trabalhar no projeto estadual. O discurso para sua entrada na disputa também já está alinhavado. O senador acredita que tem um compromisso com o Estado, seu berço político, e pretende construir um discurso que contrapõe o cenário político atual do Estado. Malta afirma que há uma grande identidade do eleitorado com sua imagem e que pretende ir para o confronto contra o que chama de “condomínio fechado das empresas no Estado”, que resultou nos dois governos de Paulo Hartung, ligado ao palanque que o senador Ricardo Ferraço (PMDB) tenta construir para o próximo ano; e do governador Renato Casagrande. O senador vai para o confronto direto com os políticos que estão dentro desta lógica de “condomínio elistista” à qual se refere. Sobre o fato de ter sido eleito em 2010 ao lado de Casagrande e Ricardo, não interfere em seu discurso para o próximo ano, já que seu companheiro de palanque ao Senado fez campanha por fora pedido votos para a então candidata Rita Camata (PSDB) .
Caso Lineart: STJ nega liminar que pedia trancamento de ações penais
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, nessa quinta-feira (17), o pedido de liminar feito pelo ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa, André Luiz Cruz Nogueira, que pleiteava o trancamento das ações penais do Caso Lineart. A defesa sustenta que as provas obtidas por meio da quebra de sigilo fiscal sem autorização judicial seriam ilegais. No entanto, a ministra Maria Thereza de Assis Moura solicitou mais informações ao tribunal de origem antes de examinar o mérito da questão, que se confundiria com o próprio pedido liminar. Na decisão, a ministra da 6ª Turma do STJ cobrou o envio das informações pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES) e os juízos de 1º grau sobre as ações relacionadas ao suposto esquema de desvio de verbas na Assembleia, durante a chamada Era Gratz. Nas quase 70 ações penais sobre o escândalo, o Ministério Público Estadual (MPE) – autor das denúncias – teria utilizado o relatório da Receita Federal, que revelaria as supostas fraudes em pagamentos da Casa, como a principal peça da acusação. No recurso em habeas corpus (RHC 41931), a defesa de André Nogueira sustenta que a quebra de sigilo fiscal da empresa Lineart – de propriedade de irmãos do ex-diretor – não teria sido precedida por ordem judicial, o que tornaria a prova nula. Essa questão também foi levantada pela defesa durante o julgamento na Justiça estadual, que recusou o pedido sob alegação de que não houve a quebra de sigilo, mas somente a “troca de dados entre a Receita Federal e as instituições financeiras”. Na peça, a defesa do ex-diretor assinala que o TJES estaria “tentando embolar os fatos” ao dizer que as provas se referiam à empresa Lineart em um primeiro momento e, em seguida, que as mesmas provas para a deflagração de novas investigações devido ao fato da própria Assembleia ter feito o envio de documentos contábeis para o órgão. O advogado de André Nogueira sustenta a tese de que, neste contexto, essas provas independentes também seriam ilícitas por derivação. Por conta dessa controvérsia, a ministra Maria Thereza Moura preferiu não se manifestar antes do recebimento de todos os elementos dos processos: “Na origem foi apontada a ocorrência de prova independente. Desta maneira, na espécie, a fim de se afastar a conclusão já alinhada seria necessário o cotejo de provas, expediente que não se coaduna com este átrio processual. Ainda que assim não fosse, a questão a ser analisada em sede liminar imbrica-se com o próprio mérito da insurgência, cuja resolução demanda uma apreciação minudente dos autos e julgamento pelo Órgão Colegiado, juiz natural da causa”. Caso Lineart De acordo com a denúncia ajuizada pelo MPE, o ex-presidente da Assembleia, José Carlos Gratz, teria comandado junto com o seu ex-diretor-geral André Nogueira um esquema de desvio de verbas públicas por meio da empresa Lineart – que acabou batizando esse rol de processos. O “Caso Lineart” é composto por um conjunto de 58 processos criminais, de acordo com os dados do TJES, que versam sobre denúncias de fraudes na chamada Era Gratz. Segundo as investigações, a Lineart recebeu cerca de R$ 4,1 milhões dos R$ 26 milhões que constam no relatório da Receita Federalm sobre as atividades financeiras da Assembleia entre os anos de 1999 e 2002. Foi revelado durante a apuração que a maior parte desse dinheiro que seria destinada a pagamentos para fundações acabou entrando na conta de familiares de Nogueira e foram utilizados para a compra de imóveis, automóveis e embarcações. Em julho de 2011, a juíza da 8ª Vara Criminal de Vitória, Cláudia Vieira de Oliveira Araújo, condenou o ex-deputado e o ex-diretor a 25 anos de prisão por fraudes em repasses para a editora. Na sentença ainda em fase de recurso, a magistrada avaliou que o desvio de dinheiro público foi efetivado pela “simulação de pagamentos” a entidades e associações.
Na contramão da crise, prefeito começa gestão com 85 obras
Nem mesmo a crise com o fim do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), que retirou do município de Viana R$ 5 milhões, fez o prefeito Gilson Daniel (PV) perder o otimismo. Com vários projetos embaixo do braço, conseguiu captar recursos, e com ajustes nos recursos do próprio município, realizou 85 obras na cidade de janeiro até este mês. Em entrevista a Século Diário que vai ao ar neste sábado (19), o prefeito de Viana fala das realizações na cidade e de como vem driblando a crise de início de mandato, com criatividade e sem medo de pedir ajuda. Para isso, conta com o conhecimento técnico na formulação de projetos e com a busca por captação de recurso com os governos do Estado e federal. Antes da eleição, Gilson Daniel trabalhava como consultor de várias prefeituras, por isso, conseguiu superar uma das maiores dificuldades dos municípios na área de captação de recursos, que é a elaboração de projetos. Com essa vantagem, ele já foi a Brasília buscar recursos para a construção de habitações populares e aderiu ao programa Mais Médicos. Também buscou apoio de deputados estaduais e federais, inclusive dos que não estiveram em seu palanque em 2012. Gilson Daniel falará também sobre a repercussão política e social da recusa da Câmara de Vereadores ao projeto de destinação de R$ 1,3 milhão do orçamento do município para a reforma de postos de saúde e escolas e compra de materiais didáticos. E, ainda, das alternativas buscadas para que a população não seja prejudicada com o entrevero político entre Executivo e Legislativo.
Comissão aprova expropriação de terras em que haja flagrante de trabalho escravo
A Comissão Mista Especial para Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição aprovou, nesta quinta-feira (17), o anteprojeto de lei que regula a expropriação de propriedades urbanas e rurais nas quais fique comprovada a exploração de trabalho escravo. No mesmo dia da aprovação pela comissão, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) informou ao Plenário do ato. Ele salientou que a minuta do projeto define com muito rigor e nitidez o que é trabalho escravo ou análogo, para não gerar insegurança no setor produtivo. A PEC 57/1999, conhecida como PEC do Trabalho Escravo, que estava em discussão na comissão mista, e a regulamentação dela podem ser pautadas na próxima semana no Senado. A batalha pela regulamentação da PEC já se arrasta por 14 anos no Congresso Nacional e sofre a pressão daqueles que não querem a regulamentação para que não seja apreciada em Plenário. Mesmo após a votação no Senado, o texto de regulamentação da PEC ainda deve ser enviado para a Câmara Federal. O senador Romero Jucá afirmou, durante o anúncio da aprovação pela comissão, que vai solicitar ao presidente da Câmara, deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que dê atenção especial ao tema, para que a regulamentação seja aprovada o mais rápido possível. Mesmo com os sucessivos flagrantes de exploração de mão de obra, há quem se oponha a essa ideia com o subterfúgio que em teoria, os trabalhadores teriam o poder de escolha. Ou, ainda, que a realidade encontrada no trabalho degradante poderia ser melhor do que aquela do desemprego. No entanto, nos moldes como se configura atualmente, a exploração do trabalho escravo é ainda pior do que o praticado no passado. Da forma como vem sendo explorado na atualidade, o trabalho escravo se torna ainda mais cruel do que quando era legalizado. Até 1888, os escravos eram tratados como bens, passados entre parentes, como herança. O trabalho escravo contemporâneo é baseado na humilhação; no cerceamento de liberdade física, moral ou psicológica; na servidão por dívida, que se caracteriza pelo endividamento do trabalhador pelo empregador com cobrança de despesas indevidas; por condições degradantes de trabalho e jornada exaustiva.
Uma história de crimes e racismo nos EUA dos anos 60
O diretor Lee Daniels alcançou fama mundial com o drama social Preciosa – Uma História de Esperança (2009), que levou os Oscars de os Oscars de atriz coadjuvante e roteiro. Contrariando expectativas, inclusive as próprias, ele fez com o suspense Obsessão um filme de enredo mais intricado e orçamento mais modesto. No Brasil, onde esteve há pouco para divulgar seu novo filme, Mordomo da Casa Branca, um retrato da luta racial nos Estados Unidos exibido no Festival do Rio, Daniels defendeu Obsessão, também uma história de racismo, mas não tão ostensiva. Tudo se passa na Flórida dos anos 60. Ward é jornalista de um grande jornal e precisa retornar para sua pequena cidade para fazer a cobertura da prisão de Hillary Van Wetter, acusado e condenado à morte pelo assassinato do xerife local, que, quando vivo, atraia o ódio da comunidade pelas mortes que cometia. Os problemas começam quando seu irmão mais novo, Jack, começa a se envolver com Charlotte, uma loira de ar vulgar, misteriosa e mais velha, que mantinha contato com o prisioneiro. Obsessão é baseado no best seller escrito por Pete Dexter e Daniels registra na tela o quadro violento do sul norte-americano, região, sobretudo na época retratada, sabidamente racista. Serviço Obsessão (The Paperboy, EUA, 2012, 107 minutos, 16 anos) Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h. Terça não haverá sessão.
Neutralidade de Casagrande não será adotada pelo PSB capixaba
O presidente do PSB capixaba, Macaciel Breda, recentemente já expressou o comprometimento do partido no Estado com a campanha do presidenciável socialista, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Mesmo diante da postura de seu principal expoente no Espírito Santo, o governador Renato Casagrande, de colocar-se neutro na disputa presidencial do próximo ano, a posição do partido parece estar bem definida. No partido há aqueles que defendem a posição do governador, com o discurso de que esse posicionamento transcende o processo eleitoral de 2014. Essa visão corresponde, principalmente, aos filiados mais recentes. Os militantes mais antigos do partido não estariam dispostos a trabalhar intensamente pelo palanque socialista. Essa postura ficou evidente no discurso do vereador da Serra, Antônio Boy do INSS, na tribuna da Casa, que garante correr o Estado para divulgar a campanha socialista e pedir votos para Eduardo Campos. O vereador, como mostra matéria publicada nesta sexta-feira (18) no jornal A Tribuna, entende que não pode compactuar com a neutralidade de Casagrande em um momento tão importante para o partido nacionalmente, principalmente depois da filiação da ex-senadora Marina Silva. Em visita ao Estado nessa segunda-feira (14), Campos foi saudado pela juventude socialista, com grito de “um passo à frente, Campos presidente!”. Essa manifestação mostra que a militância do partido também vai apoiar a candidatura do pernambucano à Presidência. A posição dentro do PSB pode aumentar a pressão sobre o governador e dificultar seu projeto de neutralidade. Casagrande pretende não subir nem no palanque de Eduardo Campos, nem de Dilma Rousseff (PT), mantendo contato com as duas lideranças, com o objetivo de manter em seu grupo o PT e o PMDB, que estão no palanque de reeleição da presidente Dilma, favorita na disputa até aqui. Se o PSB vai pressionar Casagrande pelo apoio à candidatura própria, o PT vai cobrar a parceria com os socialistas que vem sendo mantida desde 1989, na primeira candidatura de Lula a presidente da República. No Estado, os partidos ao lado do PMDB, PR e PDT compartilharam nos últimos anos o comando dos principais municípios da Grande Vitória. O PT tem duas secretarias e o vice-governador na gestão de Renato Casagrande.
Orquestra de câmara italiana se apresenta no Carlos Gomes
Na quarta-feira (16), iniciou-se pela Argentina o giro da orquestra de câmara italiana Interpreti Veneziani, que se apresenta no Espírito Santo semana que vem pela série Concertos Internacionais, programa Cultura na Escola que vem sendo patrocinado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Fundação Jônice Tristão, dentre outros. Serão cinco apresentações no total. Os músicos italianos tocam em Vitória no dia 24 de outubro, quinta-feira, às 14h30 (concerto didático) e às 20h (apresentação aberta ao público), esta ao preço de R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira) e ambas no Teatro Carlos Gomes, como vem acontecendo sempre na capital. Dia 25 é a vez de Venda Nova do Imigrante, no Centro Cultural. Desta feita os horários serão de 15h e 19h, sempre com entrada franca. No sábado, 26, a turnê se encerra em Afonso Cláudio com uma única apresentação para o público em geral, às 19h, também nesse caso sem cobrança de ingressos. Os membros da orquestra fundada em 1987 no Norte da Itália e que estará no Espírito Santo agora são os seguintes: violinos: Paolo Ciociola, Guglielmo De Stasio, Sebastiano Maria Vianello, Pietro Talamini e Nicola Granilllo; viola: Giuseppe Curri; violoncelo: Davide Amadio; contrabaixo: Angelo Liziero e cravo: Paolo Cognolato. Os Interpreti Veneziani fizeram sua estreia, conquistando prestígio imediatamente, devido à “exuberância jovem e ao brio tipicamente italiano que caracteriza suas apresentações”, segundo a crítica da época, quando o grupo foi criado, em 1987. É essa a próxima orquestra a se apresentar no Espírito Santo na série Concertos Internacionais, programa Cultura na Escola. O talento dos membros deste grupo, sua proficiência como músicos solistas e de conjunto, e o alto nível de suas interpretações valeram aos Interpreti Veneziani um entusiástico boas-vindas tanto do público quanto da crítica italianos e do restante da Europa. O programa traz obras de Antonio Vivaldi, Sebastiano Maria Vianello, Guglielmo De Stasio, Tarquinio Merula Ruggiero, Haendel-Halvorsen e Paolo Ciociola.