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Século Diário

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Costuras nacionais amarram a eleição no Espírito Santo

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Nerter Samora e Renata Oliveira   O governador Renato Casagrande tenta desatar o nó criado com as movimentações do presidente de seu partido, o governador de Pernambuco Eduardo Campos. Papo de Repórter analisa as influências do cenário nacional na disputa de 2014 por aqui.   Nerter – Muita coisa mudou nas articulações da classe política para a disputa eleitoral do próximo ano, com a filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB, no último sábado (5). O cenário eleitoral nacional, que já vinha influenciando fortemente nas movimentações locais, agora se tornou um norteador para as composições no Estado. Em meio a toda essa efervescência, o governador Renato Casagrande tenta ainda manter unido o grupo que o elegeu em 2010, mas essa parece ser uma tarefa inglória, não é?   Renata – Membro importante do PSB nacional, o governador capixaba teve um duro embate recentemente com os caciques socialistas, na tentativa de desvencilhar a eleição presidencial das articulações locais. Mas o máximo que conseguiu foi adiar uma tomada de decisão para março do ano que vem. Até lá, ele vai depender muito das arrumações feitas e ter jogo de cintura para manter o diálogo com as lideranças aqui. Até porque, embora seja hoje o grande líder político do Estado, as arrumações não dependem apenas de sua vontade.    Nerter – Evidentemente o PSB Nacional cobra, e deve intensificar essa cobrança a partir da composição com Marina, um posicionamento de apoio do governador do Estado. Casagrande é partidário e sua postura de neutralidade pode não se sustentar, na medida em que o presidenciável socialista começar a querer circular pelo Estado. Vai ficar estranho se o governador se abster da companhia do pernambucano. Uma vez juntos, vai ficar difícil dissociar a identidade partidária entre eles. Casagrande pode até ficar nessa de ser neutro, mas mesmo que não abra a boca, não tem como evitar a aproximação.   Renata – Eduardo Campos, que não é bobo nem nada, já começou a fechar o cerco. Vem ao Estado, marca território, e certamente voltará. Mas a pressão não vem só do PSB. O PT, que não construiu projeto para o Estado, tem como meta a reeleição de Dilma e quer um compromisso de Casagrande com o palanque petista. Como Marina e Campos alinhavam um palanque de oposição, com o objetivo de pôr fim à dicotomia PT-PSDB, a tendência é de que endureçam o discurso, embora eu ache muito complicada uma ex-ministra do governo PT e um aliado político desde 1989 conseguirem convencer o eleitor de seu palanque oposicionista. Mas o PT não gosta da ideia e vai também pressionar o governador. Para isso, admite até que pode conversar com Magno Malta, do PR, que mesmo com bandeiras políticas diferentes, tem uma disposição governista… e voto.   Nerter – Quem está quietinho, só observando, é o PMDB. O partido fez uma costura por cima, no encontro com o vice-presidente, Michel Temer, e o senador Valdir Raupp, presidente do partido. O senador Ricardo Ferraço reafirmou com os companheiros aqui, a definição de Brasília, mas encontrou um pedregulho no caminho. Mesmo depois de toda essa reviravolta nacional, a bancada do PMDB na Assembleia Legislativa continua firme em seu propósito de permanecer no grupo do governador Renato Casagrande. Entende que assim será mais fácil garantir a reeleição de pelo menos parte dos deputados estaduais. A imposição de uma posição para o próximo ano, pautada apenas na discussão majoritária, não será aceita, os deputados querem discutir democraticamente seu futuro político. Mas os caciques do partido no Estado sabem que se a coisa apertar no lado do PSB, a aliança entre PT e PMDB vai ficar mais forte do que nunca.     Renata – Exatamente. Aí o grupo de Ricardo Ferraço e Paulo Hartung terá a justificativa que precisa para se colocar como a grande alternativa para o palanque presidencial no Estado. Atrairá o PT, alinhavando um palanque contrário à reeleição do governador Renato Casagrande. Se a decisão vier de fora, os deputados não terão o que fazer senão aceitar a acomodação que lhes será oferecida dentro do palanque próprio.   Nerter – Quem também observa a movimentação é o PSDB. Aliás, o silêncio do candidato do partido ao governo do Estado, Guerino Balestrassi, é ensurdecedor. Os tucanos acreditam que a entrada de Marina Silva na aliança com o PSB vai levar a disputa presidencial para o segundo turno. O problema é que para os analistas políticos nacionais, essa aliança prejudica mais o candidato tucano do que a presidente Dilma. Há ainda essa confusão no ninho da pomba sobre quem será mesmo o candidato. Eduardo tem 4% de intenção de votos, pode crescer com a propaganda eleitoral e o início da campanha, mas quanto? Marina está em segundo, mas será vice. O capital de Marina, se é que não sofreu desgaste com a entrada no PSB, é próprio. A transferência para Eduardo é uma incógnita. Se Marina virar candidata pelo PSB, um partido sessentão em vez de um projeto ideológico, como se propunha a Rede Sustentabilidade, corre o risco de ser taxada de oportunista.    Renata – Aparentemente, a candidatura de Aécio Neves não está decolando. Balestrassi vem tentando convencer o próprio ninho tucano de sua disposição. Mas não se sabe até que ponto as articulações de bastidores vão manter Balestrassi na disputa. Parece que o mercado político vai mesmo ter que esperar até março para saber como se comportar na eleição do próximo ano.   Nerter – Esses são alguns dos novos componentes neste complicado jogo eleitoral de 2014. Isso no sentido partidário. É importante destacar que o governador Renato Casagrande não está parado, circula por todo o Estado, entregando obras e equipamentos, assinando ordens de serviço. Ou seja, fazendo a “máquina” funcionar. Nesse sentido, ele diminui as chances de um outro “abril sangrento”, quando o cenário nacional impôs as condições para a disputa local. Enquanto isso, vamos continuar acompanhando e registrando todos os movimentos nos bastidores políticos. Renata – É isso mesmo, a disputa está apenas começando!

13/10/2013 / 0 Comments
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Trabalhadores portuários da Codesa e do TVV paralisam as atividades nesta terça-feira

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Os trabalhadores portuários que atuam na Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e no Terminal de Vila Velha (TVV), administrado pela Log-In Vale, devem paralisar as atividades nesta terça-feira (15), por 24 horas. O Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), que representa os trabalhadores dos dois terminais, reivindica o fechamento dos Acordos Coletivos de Trabalho, que têm data-base em 1º de março.   Apesar de já terem sido realizadas diversas rodadas de negociação, não houve avanços significativos para os trabalhadores, por isso, a única saída foi deflagrar a paralisação simultaneamente nos dois terminais, para chamar a atenção dos empresários.    Os itens de impasse nas negociações com as duas empresas referem-se às cláusulas de ordem econômica. Na Codesa, algumas reivindicações são ganho real de 2%; auxílio-educação para filhos matriculados no ensino fundamental até os 15 anos; e tíquete-refeição e alimentação no valor de R$ 900.   Já no TVV, as negociações têm sido feitas na Justiça, já que mesmo após duas greves realizadas em junho no terminal, a empresa não cedeu e continua intransigente na negociação com os trabalhadores. O Suport-ES reivindica 6,77% sobre todas as cláusulas econômicas que tenham remuneração como parâmetro, mas a empresa só oferece  esse percentual sobre salários. Além disso, propõe cartão alimentação de R$ 400 – a empresa quer manter os atuais R$ 300.

13/10/2013 / 0 Comments
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Jornada Nacional reunirá 1.500 pequenos agricultores em Vitória

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Nesta semana, os militantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) organizarão manifestações em todo o país com o objetivo principal de dialogar com a sociedade sobre a soberania alimentar, já que o movimento entende que ela é essencial para a qualidade de vida do povo do campo e da cidade.   Soberania alimentar é uma das principais lutas do MPA, e significa a produção e comercialização de comida diversificada, sem uso de venenos, que respeite o meio ambiente e a cultura local. A soberania alimentar também é apontada como a solução para o combate à fome, que aflige 50 milhões de brasileiros todos os dias. Para o MPA, é uma contradição que um país onde milhões passam fome abrigue multinacionais que atingem lucros exorbitantes, produzidos no próprio país.   As manifestações serão realizadas em 15 estados até a sexta-feira (18), sendo que o dia 16, quando é celebrado o Dia Internacional da Soberania Alimentar, é tido como o “dia D” da jornada.   No Espírito Santo, mais de 1.500 camponeses sairão de 30 cidades em direção à Capital, na segunda-feira (14), onde se concentrarão no Sindicato dos Bancários (Sindibancários/ES), a partir das 18h. À noite, haverá uma celebração com os sindicatos urbanos e demais parceiros de luta. O retorno aos municípios do interior acontecerá somente na quarta-feira (16).   Uma audiência com o governador Renato Casagrande está sendo pleiteada para terça-feira (15). Nesta reunião, os militantes tratarão de assuntos que já são debatidos com o governo há mais de dois anos – sem respostas nem ações efetivas. Algumas delas são a melhoria da educação no campo, a reforma agrária e a necessidade do investimento estrutural no campesinato, que são essenciais à promoção da soberania alimentar. No mesmo dia, também haverá a entrega de cestas de alimentos saudáveis, produzidos sem agrotóxicos, nas propriedades dos militantes do MPA.   Desde 1991, o governo do Estado não destina novas terras à reforma agrária, abandono que descontenta uma série de militantes do campo. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e o MPA criticam os investimentos feitos em programas destinados ao campo, que somente beneficiam grandes propriedades destinadas à exportação e que, logicamente, fazem uso contínuo de agrotóxicos, visando ao lucro, não a qualidade alimentar. Para os militantes, é claro saber de que lado – da agricultura familiar ou do agronegócio – o governo está. As lavouras de eucalipto e de cana de açúcar são apontadas, em território capixaba, como as principais vilãs da reforma agrária.

13/10/2013 / 0 Comments
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Câmara de Vitória debate gratuidade em estacionamentos em shoppings

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A gratuidade em estacionamentos de shoppings de Vitória será tema de audiência pública nesta segunda-feira (14), às 18h30, na Câmara de Vitória. A proposta, do vereador Davi Esmael (PSB), pretende discutir a antiga polêmica, com a presença de representantes do poder público, sociedade civil e usuários, para definição de competências.  Para Esmael,  é preciso saber se o Poder Público tem competência para impor restrição ao uso, gozo e função da coisa pertencente a particular (exploração de estacionamento em estabelecimentos comerciais), ou se a competência de gerir esta causa é da União.   O vereador afirma que o assunto já foi discutido anteriormente, porém sem qualquer solução. A ideia é encontrar um equilíbrio entre o direito do usuário e da empresa, para que se possa haver um acordo entre as partes.   Entre as propostas apresentadas por ele está a de que os clientes que gastarem valor superior ao da taxa devem ter direito à gratuidade da mesma.  “Se esta regra fosse implantada, os clientes precisariam comprovar os gastos por meio de notas fiscais”, disse ele. As notas, no caso, deverão ser datadas. “Em alguns estados, a gratuidade só ocorre em caso de permanência máxima de seis horas no interior do estabelecimento comercial. Caso ultrapasse esse tempo, é pago o valor previsto na tabela de preços do estacionamento”, disse o vereador.

13/10/2013 / 0 Comments
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Câmara lançará canal de atendimento ao cidadão para fiscalizar serviços oferecidos pela Prefeitura de Vitória

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Segundo os vereadores de Vitória, os moradores que não estiverem satisfeitos com a qualidade dos serviços prestados pela Prefeitura Municipal poderá entrar em contato com o Fiscaliza-Vitória, novo canal de atendimento da Câmara para receber as queixas da população, permitindo a Casa realizar a fiscalização dos serviços do Poder Executivo.    O serviço, que será gerido por uma Direção de Fiscalização já conta com 10 servidores da Casa e atenderá pelo número 162 e a ligação será gratuita. O serviço irá funcionar das 8 às 18horas.    A nformação é que técnicos e servidores foram remanejados de outros departamentos e que 15 pessoas ficarão à disposição da fiscalização das reclamações. Além disso, duas pessoas ficarão no atendimento à população.    De acordo com o presidente da Câmara, Fabrício Gandini (PPS) , a medida devolverá à Casa uma característica constitucional: a de fiscalizar os atos da prefeitura. De acordo com ele, a estrutura da Câmara, como encontrado pela nova ou reeleita leva de vereadores, era voltada sobretudo para legislação.    Segundo os vereadores, assim que as demandas chegarem à central telefônica serão repassadas para a Direção de Fiscalização e de lá, encaminhadas aos vereadores que terão o dever de chegar, in loco, a procedência da denúncia.    De posse de dados concretos, os vereadores poderãocobrar efetivamente ações da Prefeitura de Vitória, incluindo prazos.   O lançamento do serviço será feito no dia 17 de outubro,  na Sede Social do Clube Álvares Cabral, em Vitória, às 9h.   

13/10/2013 / 0 Comments
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Acidentes de percurso

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Foram necessários acidentes políticos para que se pudesse conhecer  quem anda melhor em matéria de controle político: o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) ou o governador Renato Casagrande. Os acidentes políticos ao qual me refiro são o delegado Fabiano Contarato, filiado ao PR, e a composição de Marina Silva com o PSB de Casagrande. ?? nítida a vantagem de Renato sobre o ex-governador. Conseguiu reunir em torno dele a maior parte dos partidos, a ponto de alcançar o próprio PMDB de Hartung. A movimentação deixou instável o PT, que agarra-se a ele por força do pleito presidencial. Pode haver oscilação? Claro que pode! O ex-governador Paulo Hartung, para salvar o seu projeto, busca o outro lado da Marina e da presidente Dilma: Aécio Neves (PSDB). Nessa direção, mandou dois homens seus para dentro do ninho tucano e botou o número dois do ???hartunguismo???, Neivaldo Bragato, para tomar conta do DEM. A ideia desse comentário, como deve perceber o leitor, busca situar, diante da nova realidade política, Casagrande e PH, sem incluir a novidade Contarato e suas consequências em cima deles. Como, por exemplo, reaquecer a candidatura do senador Magno Malta (PR) ao governo do Estado.   Obstáculo O delegado Contarato está realmente a caminho de intrometer-se no cenário, com sua candidatura ao Senado, capaz de desestimular PH em disputar a única cadeira que estará em jogo em 2014. Pois seria pegar pela frente quem vem com o carimbo da rede social. Discurso redondinho, uma história rica e uma incrível disposição para embate.    No rastro… Pode vir a candidatura de Magno ao governo. E isso é tudo que não deseja o governador Renato Casagrande e, muito menos, Paulo Hartung.    Teste A dupla do PR certamente colocará à prova as elites capixabas, que de longe investem para se livrar do senador, tramando contra ele nos processos eleitorais.   E o PT? O partido hoje é refém do esquema da reeleição de Casagrande. Tanto que, na reunião de sábado da direção do PT com o governador, ele voltou a afirmar que vai manter a neutralidade nas eleições presidenciais.   E o PT II? Repetiu, também, que pretende manter o núcleo central de sua candidatura, com o PT e o PMDB. Mesmo à revelia das circunstâncias criadas por Contarato e Marina.     Dilma O pessoal do PT que foi ao encontro defendeu o palanque de Dilma, deixando bem claro para o governador a necessidade de assegurar um bom resultado eleitoral. Traduzindo: neutralidade, quando o caso é Eduardo Campos. Com relação à presidente Dilma, não.    Reação A surpresa do encontro ficou por conta de um petista, com a matéria do jornal A Tribuna em mãos, em que foram divulgadas as declarações do  presidente estadual do PSB, Macaciel Breda, de que a prioridade é pela eleição de Eduardo Campos. ???Que amigo!???, lamuriou o governador, na mesma hora.    PENSAMENTO ???Não somos apenas o que somos no presente, mas o que fomos ontem???. Josephine Herbst

12/10/2013 / 0 Comments
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Muitas minorias

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Um belo texto de William Shakespeare diz em determinado momento que “não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam”. A frase parece pertinente quando se observa como a população brasileira está insatisfeita com a política institucional que se apresenta. Em junho passado, uma multidão sem precedentes foi às ruas. Pediu mudanças, mudanças profundas. Com uma forte rejeição às velhas práticas políticas, foi um grito de “chega!”. Promessas foram feitas, de mudanças, de reforma, de mais participação popular. Cerca de quatro meses depois, porém, o que se percebe é que tudo continua como antes. O movimento foi criminalizado, agentes do governo se infiltraram nos movimentos, a imprensa ajudou a pesar a mão contra os manifestantes. E a arrogância daqueles que se julgam os donos do poder, porque “foram eleitos pelo povo”, continua passando por cima do sentimento de revolta. No Congresso Nacional, índios estão sendo novamente marginalizados, como também foram as mulheres,  os negros, os homossexuais. São muitas minorias que gritam, esperneiam, mas, como diz a frase, “algumas pessoas simplesmente não se importam”. Se importam apenas em defender o agronegócio, as poluidoras, as indústrias, a sua religião, a intolerância. Passados 513 anos da invasão do Brasil pelos europeus, uma parcela muito pequena, que chamamos de elite política, continua dando as cartas, passando por cima de direitos humanos e trabalhistas, protegendo o mercado e alimentando  a permanência daqueles que usurparam do povo o controle de suas próprias vidas. O povo sabe sim o que quer. Quer saúde, educação e, principalmente, democracia. E isso não é demagogia. É o cansaço diante da espera pela atuação daqueles que se dizem os legítimos representantes da população. O fato de termos eleito representantes nas instâncias de poder, não tira o poder de decisão do povo. Se os representantes do povo não estão correspondendo, se as instâncias judiciais permitem que políticos “ficha suja” continuem na vida pública e vencendo por voto de cabresto, cabe à população cobrar, sim, uma democracia plena. É preciso vencer o discurso criminoso do “combate à baderna”. É preciso fortalecer os fóruns, participar dos debates populares, os grupos de acompanhamento legislativo e, principalmente, incentivar a entrada na política de lideranças que estejam realmente compromissadas com os interesses da população. Gente de bem há, cabe ao eleitor não se corromper mais por falsas promessas e não vender seu voto a troco de banana. É preciso se apoderar da rua, das instâncias de poder e cobrar participação. Se não for dada por bem, que não cale o grito das ruas.

12/10/2013 / 0 Comments
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Agências bancárias serão reabertas na próxima segunda-feira no Estado

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Reunidos em assembleia geral na noite dessa sexta-feira (11), os bancários do Estado aprovaram a contraproposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e encerraram a greve que já durava 23 dias. Com a decisão, as agências serão reabertas na próxima segunda-feira (14). Entre os principais pontos, a contraproposta da Fenaban eleva para 8% o índice de reajuste sobre os salários e as verbas, e para 8,5% sobre o piso salarial. A proposta de PLR foi mantida em 90% do salário, mais parcela fixa de R$ 1.694,00 (limitado a R$ 9.011,76), com aumento da PLR adicional, que passa de 2% para 2,2% do lucro líquido, dividido linearmente.   “Foram necessários 23 dias de greve para arrancar dos banqueiros uma proposta que garantisse avanços importantes na Convenção Coletiva dos Trabalho (CCT). A unidade e a mobilização da categoria foram fundamentais nesta Campanha Salarial, fazendo dessa greve uma das mais fortes dos últimos anos”, disse Carlos Pereira de Araújo, coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES e membro do Comando Nacional de Negociação.   Após forte debate que apontava para posições divergentes sobre as propostas, os bancários dos bancos públicos federais aprovaram os acordos específicos da Caixa e do Banco do Brasil. A orientação da diretoria do sindicato foi pela rejeição das proposta e manutenção da greve, mas a maioria da plenária votou pela aprovação, colocando fim ao movimento paredista.   Por orientação do Banco, os gerentes compareceram em peso na assembleia e conseguiram impor a posição das instituições financeiras. Eles foram criticados pelos colegas. “A aprovação dessa proposta rebaixada é uma derrota para os bancários da Caixa e do BB, que depois de uma luta tão intensa, são vencidos pelos colegas gerentes, que aprovam uma proposta que não atende minimamente às reivindicações das minutas específicas dos bancos públicos. Isso significa que a nossa luta continua Temos ainda muitos desafios e vamos em busca de novas conquistas”, afirma a diretora Rita Lima.   Banco do Brasil   Na votação específica dos trabalhadores do BB,  foram 42 votos a favor da proposta de acordo  e 24 contrários. Para a diretora do Sindicato, Goretti barone, a proposta é insatisfatória.”Essa proposta é vergonhosa, não queremos apenas salários, queremos dignidade, e temos muito o que avançar no BB para garantir condições de trabalho adequadas.   Thiago Duda, também diretor do Sindicato, compartilha a opinião e lamenta a decisão. “Essa proposta não traz nenhum grande avanço, apenas questões que poderiam ser resolvidas nas mesas temáticas, não fosse a truculência de uma das piores gestões do BB, em todos os seus 205 anos. Com 23 dias de greve deveríamos ter um acordo que garantisse respeito, o combate efetivo ao assédio moral, às metas e o atendimento efetivo das reivindicações dos bancários. Isso nós não conseguimos alcançar”, afirma Thiago.   Caixa   A votação dos bancários da Caixa foi mais acirrada, com 36 votos pela aprovação e 31 pela rejeição da proposta do banco.   “Digo com tristeza que nunca vi tamanho desrespeito com os trabalhadores em greve. Esse acordo é imoral, indecente. São os trabalhadores desse banco que fazem da Caixa um dos maiores bancos que atuam neste País, mas ainda assim não são em nada valorizados.   Essa proposta não nos atende em nossas principais pautas”, diz Rita.   A diretora Renata Garcia também criticou a decisão. “É absurdo votarmos uma proposta que sequer foi discutida nacionalmente, por intransigência do banco. É um desrespeito completo. Os trabalhadores da Caixa estão no limite. Os tesoureiros estão sendo massacrados, adoecendo a cada dia, não podemos mais aceitar essa situação. O nosso desafio daqui pra frente será ainda maior e temos que ter a certeza de que a única solução é a luta coletiva”, conclui Renata.

12/10/2013 / 0 Comments
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Julgamento de agravo pode promover nova mudança na Assembleia

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A instabilidade da Lei da Ficha Limpa ecoa mais uma vez no plenário da Assembleia Legislativa. Nessa quinta-feira (10), entrou na pauta de julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o agravo de instrumento em relação à decisão do Tribunal de dezembro de 2011, que validou os votos do ex-deputado Gilson Gomes. O caso, que está sob a relatoria do ministro Marco Aurélio de Mello, pode mudar mais uma vez a composição do plenário da Casa. A deputada estadual Aparecida Denadai (PDT) entrou na Assembleia com a recontagem de votos, já que, na época, Gilson Gomes estava no PSDC, partido coligado ao PDT. Com a validação dos 10.422 votos de Gomes, esses foram computados para a coligação. Wanildo Sarnáglia (PTdoB), que havia sido eleito, perdeu a cadeira. O novo julgamento pode reverter a situação e tirar Aparecida da Assembleia, às vésperas do ano eleitoral. Em 2011, por maioria de votos, os ministros do TSE entenderam que o Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE) considerou que Gomes ressarciu o erário e pagou a multa estipulada, embora não tenha sido o ordenador da despesa irregular, e agiu de boa-fé no episódio em que foi apontada irregularidade insanável em prestação de contas da Assembleia Legislativa, em 2003, quando era secretário da Mesa Diretora. Essa não foi a única mexida no plenário da Assembleia. Logo no início do mandato, o TSE validou os votos do ex-deputado Luiz Carlos Moreira (PMDB), que foram computados para a coligação PMDB, PT e PSB. Nesse caso, a cadeira retirada foi a do PP, que havia ganhado a representação com o ex-deputado Nilton Baiano. Quem assumiu a vaga foi a peemedebista Solange Lube.

12/10/2013 / 0 Comments
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Coordenador do Fejunes propõe debate profundo sobre a desmilitarização das polícias militares

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O coordenador do Fórum Estadual da Juventude Negra (Fejunes), Luiz Inácio Silva da Rocha, o Lula, propôs um debate profundo sobre a desmilitarização das polícias militares no Brasil, em audiência pública para que debateu os homicídios de jovens negros no País, realizada nessa quinta-feira (10) no Senado. “Precisamos ampliar essa discussão. Não podemos admitir que as polícias militares permaneçam como força auxiliares das Forças Armadas, formada numa lógica de guerra, e veja a juventude negra como inimiga interna”, reforçou Lula. O pleito de Lula faz coro às demandas dos protestos que ganharam as ruas no país e que resultaram em graves conflitos, em decorrência das ações truculentas da polícia contra manifestantes. Inúmeros episódios foram registrados no Espírito Santo, resultando inclusive em prisões arbitrárias e aleatórias. A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), que presidiu a sessão, se comprometeu a realizar uma nova audiência pública para debater especificamente essa questão, com intuito de subsidiar a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51, que já tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sobre o tema.   O sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, coordenador da área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) e coordenador do Mapa da Violência, esteve presente no debate e salientou que  há uma escalada da violência homicida no Brasil que atinge barbaramente a juventude negra, o que ele considerou inaceitável para uma sociedade democrática.    A senadora Ana Rita (PT), propositora da audiências, apresentou uma pesquisa inédita de opinião pública do Data Senado sobre a violência contra a juventude negra. Ana Rita destacou, entre os inúmeros dados apresentados, a percepção de mais da metade dos entrevistados, de que a sociedade se choca menos como a morte violenta de um jovem negro do que em relação à morte de um jovem branco.    Segundo o Mapa da Violência 2013 – Homicídios e Juventude no Brasil, o Espírito Santo está no topo do ranking de mortes de jovens negros no País. Em 2011, ano usado como base de pesquisa, a taxa no Estado ficou em 144,6 mortes violentas de jovens negros por grupo de 100 mil, enquanto a taxa entre jovens brancos ficou em 37,3. Nos dois casos, o Espírito Santo é o segundo do País. No caso de homicídios de jovens brancos, fica apenas atrás do Paraná, e de jovens negros é o segundo. Alagoas lidera.   O próprio estudo caracteriza a taxa do Estado como inaceitável e deixa claro a seletividade de jovens negros como vítimas preferenciais de homicídios. O Mapa também aponta que, se os índices de homicídio do País estagnaram em uma década, ou mudaram pouco, “foi devido a essa associação inaceitável e crescente entre homicídios e cor da pele das vítimas, pela concentração progressiva da violência acima da população negra e, de forma muito especial, nos jovens negros. E o que alarma mais ainda é a tendência crescente dessa mortalidade seletiva”.    

12/10/2013 / 0 Comments
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