O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES) manteve, nesta terça-feira (8), a data da sessão de abertura das propostas da nova concorrência pública para a prestação dos serviços de fiscalização eletrônica das vias estaduais, marcada para esta sexta-feira (11). No aviso publicado no Diário Oficial do Estado, a presidente da comissão licitante da autarquia, Fernanda Leal Reis, comunicou a rejeição aos pedidos de impugnação ao texto do edital, apresentados por duas empresas interessadas nos serviços, estimados em R$ 32,28 milhões. No início de setembro, a diretora-geral da autarquia, Tereza Maria Sepulcri Netto Casotti, republicou o texto do edital em atendimento às recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que chegou a suspender o certame após suspeita de irregularidades. O edital prevê gastos na ordem de R$ 32,28 milhões nos próximos 12 meses – esse valor é próximo ao pago à atual detentora do contrato, a empresa paranaense Perkons SA, nos últimos cinco anos. O objeto da licitação prevê a prestação dos serviços em todas as etapas da fiscalização eletrônica, desde a instalação e manutenção dos equipamentos, até o processamento das imagens captadas e a emissão das notificações (multas) após a validação pelas autoridades de trânsito competentes. A licitação foi dividida em dois lotes, cada grupo está listado a um tipo de trecho monitorado. Segundo o edital, o primeiro trecho prevê a fiscalização eletrônica nos corredores metropolitanos nos municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra, ao custo de até R$ 18,32 milhões, enquanto o segundo está relacionado à operação dos radares em rodovias estaduais, por até RS 14,05 milhões. Em ambos os casos, o prazo de execução do contrato previsto é de 365 dias. Desse total, cerca de R$ 8 milhões já estão reservados no orçamento deste ano. O serviço de fiscalização eletrônica no Espírito Santo foi alvo de polêmicas, no ano de 2011, depois da revelação de uma suposta “máfia dos radares” no sul do País. Em março daquele ano, a empresa Perkons foi uma das empresas denunciadas em reportagem veiculado no programa Fantástico, da Rede Globo. Por conta da repercussão da notícia, a Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa chegou a investigar o contrato da Perkons e o DER-ES, que sugeriu o encerramento do acordo. Durante os trabalhos, a diretora-geral do órgão e um diretor da empresa paranaense chegaram a ser ouvidos pelos deputados. Na época, a comissão concluiu pela irregularidade na aplicação de mais de mil multas por radares instalados no município de Domingos Martins (região serrana do Estado) e sugeriu a não-renovação do contrato. Em abril daquele ano, a direção do DER-ES cancelou as multas aplicadas naquele trecho, mas o vínculo com a Perkons acabou sendo estendido. Segundo informações do DER-ES, o Estado possui atualmente 172 faixas monitoradas por 98 equipamentos de radar. São empregados dois tipos de equipamentos: fixo (com ou sem mostrador de velocidade) e o detect. Esse número deverá ser ampliado com a implantação dos corredores metropolitanos dentro do sistema BRT. Os radares atuam no controle de velocidade, avanço de semáforo e paradas sobre faixas de pedestre nas rodovias estaduais, inclusive nos perímetros urbanos.
Na sabatina de candidatos ao TCE, deputados reclamam do governo do Estado
A sessão da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa para a sabatina dos candidatos a conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCES), nesta terça-feira (8), foi marcada pela reclamação dos parlamentares por causa de uma agenda do governo do Estado mesmo horário da reunião, o que impediu a participação dos parlamentares no evento. Tirando a reclamação, o restante da sessão foi bastante tranquilo. Antes de iniciar a sabatina da auditora substituta do Tribunal de Contas do Estado, Márcia Jaccoud Freitas, o presidente da Comissão de Finanças, deputado Atayde Armani (DEM), convocou, em terceira chamada, a advogada Tânia Maria Pires e Pinho e, em segunda chamada, o jornalista e economista Walter Conde Filho, inscritos como candidatos no processo e ausentes nas convocações anteriores. Novamente eles não compareceram à sessão e Armani destacou que os dois candidatos não apresentaram justificativa de ausência. A sabatina da conselheira substituta foi bastante técnica e com surpresas. Já na arguição do promotor de justiça Luiz Renato Azevedo da Silva, segundo a ser sabatinado nesta terça-feira, chamou atenção as declarações de apoio da deputada Aparecida Denadai (PDT), que visivelmente fez campanha para o promotor. Márcia Freitas e Luiz Renato Silva serão os 15º e 16º a serem arguidos. A próxima sabatina será na próxima na terça-feira (15), a partir das 9 horas, e é considerada uma das mais importantes, já que o favorito entre os deputados, o deputado Sérgio Borges (PMDB), deverá ser arguido. O colega de bancada de Borges, Paulo Roberto, também será sabatinado na próxima terça, assim como o auditor do Tribunal de Contas, Marco Antônio da Silva. Vinte e dois candidatos se inscreveram ao cargo de conselheiro do TCE, sendo 17 da sociedade civil e quatro deputados estaduais – Claudio Vereza (PT), Dary Pagung (PRP), Paulo Roberto (PMDB) e Sérgio Borges (PMDB). Eles concorrem à vaga do conselheiro Marcos Madureira, aberta em maio com a sua aposentadoria compulsória por idade. Dessa vez, a vaga é de indicação da Assembleia, mas a Mesa Diretora decidiu que os cidadãos poderiam candidatar-se à vaga.
STF vai analisar situação de terrenos de marinha localizados em Vitória
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai analisar a situação dos terrenos de marinha localizados em Vitória, após a promulgação da Emenda 46/2005, que excluiu do rol de bens da União as ilhas costeiras que são sedes de município. A decisão foi tomada, no final de setembro, pelo Plenário Virtual do STF, ao reconhecer a existência de repercussão geral em recurso interposto pelo Ministério Público Federal (MPF) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). O órgão ministerial pede o fim da cobrança da taxa de marinha em terrenos localizados na ilha de Vitória. De acordo com informações do STF, a relatora do processo, ministra Rosa Weber, verificou a existência de questão constitucional na análise do caso, que está sendo alvo de discussão na Justiça há sete anos. Para a ministra, o assunto dos terrenos de marinha apresenta “relevância do ponto de vista econômico, político, social e jurídico”. “É que o assunto alcança, certamente, grande número de foreiros e ocupantes de terrenos de marinha e acrescidos da ilha de Vitória/ES”, observou a relatora, que foi acompanhada por unanimidade. A discussão teve início em 2006, após o ajuizamento de uma ação civil pública proposta pelo MPF, com o objetivo de extinguir a cobrança da taxa de marinha, de foro (pagamento efetuado por não se ter o domínio pleno do imóvel) e laudêmio (taxa paga à União quando de uma transação com escritura definitiva de compra e venda, em terrenos de marinha) no município de Vitória. O Ministério Público sustenta que a Emenda 46 acabou com a relação jurídica entre os foreiros (quem tem contrato de direito a uso de um imóvel) e ocupantes dos terrenos de marinha localizados em Vitória, “com exceção da porção continental do referido município”, e a União. Com a exclusão das ilhas costeiras do rol de bens da União, a Superintendência de Patrimônio da União (SPU) deveria se abster de efetuar a cobrança dos valores dos residentes na ilha de Vitória. No acórdão questionado, o plenário do TRF-2 interpretou que a redação da Constituição Federal previa que as ilhas costeiras integravam, sem ressalvas, o patrimônio da União, assim como os demais bens arrolados no artigo 20 da norma. Dessa forma, a Emenda 46 não teria produzido efeitos quanto à modificação aos demais bens federais, ou seja, as taxas de marinha continuam a ser cobradas. No início do mês de setembro, o município de Vitória solicitou a sua inclusão como amicus curiae (parte interessada) no processo. Em agosto, o Estado sediou uma audiência pública da Câmara dos Deputados para debater o assunto dos terrenos de marinha. Na ocasião, a Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-ES) entregou um memorial, em que consta argumentos jurídicos demonstrando que a cobrança de taxa de terreno de marinha na ilha de Vitória é inconstitucional. Esse documento ainda deve ser levado ao conhecimento da Suprema Corte.
Nova exposição no Maes apresenta diferentes ideias de ???lugar???
Reunindo projetos aprovados via edital, a exposição Por Territórios e Lugares será aberta no Museu de Arte do Espírito Santo (Maes) na próxima terça-feira (15). A mostra ficará em cartaz de 16 de outubro a 1º de dezembro, promovendo ainda encontros e bate-papo com os artistas em exposição e orientadores. Por Territórios e Lugares apresenta ao público instalações com vídeos, fotografias e arte conceitual de Ivo Godoy, Gui Castor, Mariana Reis e Juliana Morgado, além do Coletivo Monográfico. Na exposição, os artistas trazem propostas contemporâneas que se aproximam ou se distanciam entre si, todas de alguma forma tendo o tema “lugar” como foco. Museu-Ecrã, de Ivo Godoy, apresenta uma série de vídeo-críticas acerca das diferenças existentes na concepção contemporânea de museus, tensionando as relações entre artistas, instituição e espectador. Em m.u.n.d.o., Juliana Morgado realiza uma experiência imersiva. As imagens são de lugares específicos e foram feitas segundo instruções de pessoas que vivem nesses locais e que supostamente os conhecem. A câmera foi fixada ao corpo da artista, na altura do olhar. Ela girou em torno do seu próprio eixo e se manteve assim pelo tempo que agüentou, resultando panoramas sobrepostos em espiral. Já Mariana Reis elabora, em Mutantes, uma leitura silenciosa das questões intrínsecas nas cidades e das relações entre elas e seus habitantes. A artista entra na subjetividade humana para falar das coisas do inconsciente, convidando o espectador a adentrar universos imaginados que se misturam às realidades do mundo. Em Todas as Histórias, Gui Gastor utiliza-se de arquivo audiovisual para recuperar histórias esquecidas e criar memórias falsas ou ficcionais, construindo paisagens imaginativas que se movem através de fatos e ficções. Por fim, o Coletivo Monográfico apresenta Ínfimos Corriqueiros, uma investigação poética da relação entre sujeito e mundo-percebido, a partir da captação de imagens fotográficas e vídeográficas, do registro em croquis, de desenhos e rabiscos e da composição de textos filosófico-poéticos. Ciclo de Palestras | Sábados | 15h 26/10: Juliana Morgado e Gui Castor 23/11: Mariana Reis e Erly Vieira 30/11: Ivo Godoy e Coletivo Monográfico Serviço A exposição Por Territórios e Lugares será aberta na próxima terça-feira (15), às 19h, no Museu de Arte do Espírito Santo – Dionísio Del Santo (Maes). Av. Jerônimo Monteiro, 631, Centro, Vitória. Visitação: de terça a sexta, das 9h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h. Informações: (27) 3132-8390. Até 1º de dezembro.
Novo cenário nacional expõe articulações de Renato Casagrande para 2014
A repercussão no Estado sobre a filiação da ex-senadora Marina Silva nesse sábado (5) ao PSB mostra que o episódio caiu como bomba sobre a cabeça do governador Renato Casagrande. Isso porque, expôs o alinhavo do governador em torno de seu palanque de reeleição, alicerçado no reforço da aliança com o PT e o PMDB. Tanto, que mesmo depois do episódio, lideranças dos dois partidos se movimentam no sentido de procurar um mecanismo para a permanência no palanque socialista. Apesar de o senador Ricardo Ferraço demonstrar seu interesse na disputa ao Palácio Anchieta, a bancada de sete deputados estaduais do PMDB já reafirmou seu interesse em continuar na base de Casagrande. O PT não criou condições nos últimos anos de disputar o governo do Estado, mas mesmo com o movimento do PSB nacional em pedir a saída dos petistas das gestões nos seis estados que os socialistas governam, no Espírito Santo a desocupação dos cargos não foi cogitada pela Estadual do partido. Para os meios políticos, essa posição das lideranças mostra que no cenário atual, na disputa por espaços, e o comando das articulações com as forças políticas mudou de mãos. Se antes o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) dava as cartas na composição das parcerias eleitorais, agora o mercado político reconhece no governador Renato Casagrande o líder do processo. A posição de Casagrande de buscar neutralidade na disputa nacional, mesmo com a pressão socialista, fortaleceu o governador. Hartung não agrega mais a classe política como antes, até porque o ex-governador evita se posicionar sobre o processo eleitoral do próximo ano. Suas desistências de última hora em pleitos passados trazem dúvidas sobre a configuração dos palanques para o próximo ano.
Em assembleia, agentes penitenciários decidem não deflagrar greve geral
Os agentes penitenciários que foram à assembleia geral convocada pelo Sindicato dos Agentes do Sistema Penitenciário do Estado (Sindaspes), nessa segunda-feira (7), decidiram por não deflagrar greve geral. Em vez disso, eles optaram por formar uma comissão com o objetivo de dialogar com o governo do Estado a respeito das demandas da categoria. Além disso, os agentes também deliberaram que vão aguardar resposta do governo sobre o Plano de Cargos e Salários da categoria, que deve ser dada em 25 de outubro. A assembleia foi convocada para deliberar a possível greve dos agentes penitenciários, que ficaram insatisfeitos após a instauração de Procedimentos Administrativos Disciplinares (PADs) contra agentes e diretores sindicais que participaram do manifesto da categoria, em setembro deste ano. Além dos PADs também houve transferências, exonerações de agentes que ocupavam cargos comissionados e intimações para prestar depoimento. O sindicato esclareceu à categoria que, devido à violação do acordo firmado entre os diretores da entidade, o secretário de Estado da Justiça, Sérgio Alves Pereira, e a Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, poderia ser iniciado um movimento de greve geral. O acordo estabelecia que até o fim de setembro seria apresentado o plano de carreira dos agentes e que não haveria retaliações àqueles que participaram do manifesto realizado pela categoria. O Sindaspes considera retaliação aos agentes a transferência de trabalhadores e diretores sindicais, além da instauração de PAD após o manifesto – ocasião em que os agentes deixaram de receber presos em Centros de Detenção Provisória (CDPs) que já operavam acima da capacidade. O presidente do Sindaspes, Antônio Carlos Vilela, que está afastado das funções de agente penitenciário, à disposição do sindicato, é um dos alvos da investigação. Além dele, também terão responsabilidade administrativa apurada o segundo secretário, Fabrício Moreira; o diretor jurídico, Paulo Fernando de Lima Filho; o segundo tesoureiro, Edison Guez Rodrigues; e o primeiro tesoureiro, Roberto Carlos Rodrigues dos Santos. Os agentes e diretores que participaram do ato também foram intimados a prestar depoimento na Divisão de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio da Delegacia e Segurança Patrimonial. Dentre eles está o presidente da entidade, Antônio Carlos Vilela, Fabrício Moreira, Roberto Carlos Rodrigues dos Santos, Edison Guez Rodrigues e Paulo Fernando de Lima Filho. E ainda os agentes penitenciários Sérgio Luiz Chiste, Valdelir do Nascimento, Fábio Mizael Domingos, Leudes Marco Alves, Willians Machado Nascimento e Paulo Sérgio Gonçalves.
Nome aos bois
Não passa sequer uma semana sem vir à tona uma denúncia contra o governo Paulo Hartung (PMDB). Em nossa edição de final de semana, foi publicada uma reportagem sobre mais um caso de suspeita de corrupção. Desta vez, a polêmica se refere ao possível superfaturamento na contratação da empresa Engevix Engenharia, na ordem de R$ 12 milhões. Ou seja, mais uma vez, não se trata de valores irrisórios. O contrato sob suspeição foi firmado pelo Instituto de Obras Públicas do Estado (Iopes), em novembro de 2007, com o objeto da prestação dos serviços de consultoria e fiscalização de engenharia em obras de ampliação e modernização de escolas estaduais. Como bem assinalou o Ministério Público Estadual (MPES) em sua denúncia, a contratação desse tipo de serviço pelo Iopes seria ilegal, uma vez que a própria autarquia teria, entre as suas atribuições, a fiscalização do andamento de obras públicas no Estado. Além dessa particularidade, de contratar uma empresa para atuar numa área que a fiscalização é de sua responsabilidade, há uma série de itens dentro do contrato violentados. De acordo com o órgão ministerial, os supostos itens que foram alvos de superfaturamento representariam 50% do contrato – ou seja, metade do que foi contratado está acima do valor de referência, o que significa prejuízo ao erário. Chama atenção que o contrato, inicialmente orçado em quase R$ 24 milhões, saltou com os aditivos para quase R$ 30 milhões. Importante registrar ainda que essa ação de improbidade foi movida no ano de 2009, mas só agora teve uma decisão prolatada pela Justiça. Só vindo a deixar às trevas dos escaninhos do Poder Judiciário e ganhar os holofotes da mídia quando o Palácio Anchieta já tem um outro governador. O que poderia até mesmo causar certa confusão, já que, com alguma constância, as mazelas do governo Hartung recaem na conta do sucessor, Renato Casagrande. Outro ponto que serve para protegê-lo é a omissão da mídia corporativa em relação aos deslizes do governo anterior. Proteção que permite ao ex-governador circular pelo Estado com pose de um grande gestor. Basta recorrer às manchetes elogiosas e pomposos artigos assinados por Hartung sobre o tema, apesar de todo o estoque de polêmicas, que coleciona episódios semelhantes ou piores em matéria de honestidade. A gravidade dessas denúncias já exige uma compilação para demonstrar o verdadeiro legado do seu governo. Num exercício de história, para que se possa ter uma ideia clara do que foram realmente os oito anos de governo Hartung. Pois, até agora, apesar de encerrado há mais de dois anos, nunca passou por um julgamento, nem mesmo político, graças a uma Assembleia Legislativa subserviente, ao se esquivar de fiscalização e cobrança, bem como da inércia dos órgãos de fiscalização quanto à responsabilização do ex-governador por suas mazelas. Não custa nada relembrar episódios como as denúncias do posto fantasma; das suspeitas de irregularidades em convênios com hospitais filantrópicos; dos presídios construídos por dispensa de licitação; da “caixa-preta” dos incentivos fiscais e o esquema Sincades. Sem falar na situação caótica deixada nos setores consideradas essenciais, como a saúde, educação e segurança pública – este onde o Estado aparece no topo do ranking nacional de violência, seja contra a mulher, seja contra adolescentes e jovens. Mais do que preciso, é fundamental que esse julgamento ocorra e que seja dado nome aos bois. Sob risco da população capixaba não conhecer de fato a sua própria história.
Estaca zero
Todo o esforço do governador Renato Casagrande e os petistas no Estado para defender a manutenção da aliança local entre PSB e PT, mesmo após a relação desandar em nível nacional, foi em vão. A entrada de Marina Silva no PSB, para disputar como vice na chapa do presidenciável Eduardo Campos, caiu feito bomba em solo capixaba. A começar pela obrigação de separar os dois partidos, imediatamente. Primeiro, porque Casagrande não tem mais como repetir o enredo, os argumentos de antes já não servem mais. Agora, o PSB tem palanque nacional. Segundo, o movimento feito pela ex-senadora foi, propositalmente, na intenção de atingir a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff. O novo cenário tira o PT do abrigo do governador e o partido não tem um nome para sair sozinho na disputa ao governo e, assim, carregar o palanque de Dilma. Terá que se apegar ao PR ou PMDB. Já Casagrande não terá a candidatura sepultada, mas terá que se voltar às alianças com os partidos menores, ou seja, perderá força. E a tal chapa com o PMDB, com o ex-governador Paulo Hartung ao Senado, também não cabe mais. As articulações para o processo eleitoral voltam à estaca zero. Terão que ser refeitas. Arquivo Nessa relação PSB e PT, o alvoroço atinge em cheio as pretensões eleitorais do vice-governador, Givaldo Vieira. O petista há meses se beneficia do cargo e da máquina para pavimentar sua candidatura a deputado federal. Vai direto para o arquivo, para manutenção dos interesses socialistas de fazer duas cadeiras na Câmara. Sai do paraíso para o inferno. Lotação Gustavo De Biase, que naufragou da Rede Sustentabilidade junto com Marina Silva, acabou, assim como ela, no PSB. Mas se tem pretensões eleitorais para o próximo ano, a situação pode complicar. Embora com nomes leves na chapa, partido de Casagrande tem candidato à Assembleia Legislativa “saindo pelo ladrão”. Nem aí Guerino Balestrassi lamentar o destino da Rede, sinceramente, não convence. Na hora de deixar as articulações para criação do partido Estado, virou as costas de uma hora para outra, e tchau. Isso porque era o “cabeça” do movimento. Agora, deve achar que fez um gol de placa por ter corrido para os braços do PSDB. Vai dizer que não? Nem aí II Tem outro detalhe: Balestrassi largou as intrigas internas da Rede todas para trás, que renderam desgastes a perder de vista. De um lado seu grupo conservador; do outro o de esquerda, puxado por De Biase. Diferente Na questão dos votos, tem uma distância e tanto entre votar em Marina como candidata a presidente e como vice. Outra coisa: o fato dela aparecer em recentes pesquisas com 16% das intenções, atrás apenas de Dilma, e Campos com 4%, não significa que os números serão somados nessa matemática eleitoral. No Estado… Marina saiu na frente na disputa de 2010 em Vitória e Vila Velha. Mas repetiria o feito? Considerando seus aliados na Rede, por exemplo, embora alguns afinados com o movimento das ruas, são pessoas distantes das urnas já há muito tempo. Entrelinhas Às 16 horas desta segunda-feira (7), o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas deixava o gabinete do prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM). Novidade O jornalista capixaba José Casado estreia nesta terça-feira (8) uma coluna semanal no jornal O Globo. Ótima pedida. 'Remember' O promotor Elion Vargas Teixeira, que fez um bom negócio ao deixar a cadeira de deputado estadual para entrar no Judiciário, volta à Assembleia nesta segunda-feira (7). Vai falar de um assunto que muito interessa a classe política, os critérios de distribuição de vagas – o Estado perdeu três cadeiras na Casa e uma na Câmara dos Deputados. Mas já não passou esse 'timing', gente? Supercadeiras Os desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) ganharão cadeiras novas. Aliás, supercadeiras, com características e preços especiais: R$ 940,00 cada. Multiplicado por dez, a conta ficou assim: R$ 9.400,00. Local Tem concorrentes de Vitória na disputa da 6ª edição do Prêmio Betinho – Atitude Cidadã, destinado a catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis. São três mulheres: Ana Lucia Oliveira dos Santos, Josimeire Jesus dos Santos e Maria do Carmo Cantilio Felipe. A votação é aberta, no site www.coepbrasil.org.br/premiobetinho 140 toques “Já vi políticos saírem pela porta dos fundos, mas entrar pela porta dos fundos é a primeira vez. E foi mais de um caso. Impressionante!”. (Secretário de Transportes de Vitória – Max da Mata – no Twitter). PENSAMENTO: “A coisa mais secretamente temida acontece sempre”. Cesare Pavese
Uma nova eleição
Evidentemente, a filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB fortalece o partido, que está construindo um palanque presidencial alternativo com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Mas há algumas questões a serem discutidas nesse aspecto. Na propaganda do partido, deu para se ter ideia de como Campos é desconhecido do eleitorado. Precisa ampliar sua imagem para além do Nordeste, precisa crescer. Não se sabe qual a capacidade de transferência de votos de Marina Silva para Campos, o quanto ela ainda reserva dos 20 milhões de votos de 2010, e como a migração para um partido sessentão vai desidratar sua imagem. Ao migrar para o PSB, Marina solucionou sua carência de uma sigla para a disputa de 2014, mas deixou transparecer que seu projeto era de poder e não ideológico. Isso pode ter afetado o prestígio da ex-senadora com o movimento de rua de junho passado. No Estado, onde Marina teve um desempenho eleitoral muito forte em 2010, a dúvida é ainda maior. Como o governador Renato Casagrande vai driblar a candidatura própria agora, e como o eleitorado vai entender essa situação. Casagrande é resistente ao palanque socialista à Presidência da República, mas agora a permanência do PT em seu grupo é praticamente inviável. Tanto que o partido já admite a conversa com o PR, mas também mantém o diálogo com o governador. A reunião agendada pelas lideranças do PT capixaba com o governador, antes do episódio desse fim de semana, está mantida. O diálogo e a reflexão neste momento são os principais elementos para se começar a desenhar o novo cenário eleitoral do próximo ano. Fragmentos: 1 – Sérgio Majeski vai ser uma grande aposta do PSDB para a Assembléia Legislativa em 2014. Professor secundarista hà quase 30 anos, pode ser um caminho para conquistar a juventude. 2 – O PT agora admite discutir com o PR a composição para a disputa do próximo ano, mas afirma que quer disputar o Senado com Ana Rita ou João Coser. Mas o partido não tem condição de disputar a vaga. Fabiano Contarato (PR) tem a seu favor a novidade. 3 – A deputada federal Rose de Freitas (PMDB) vem dizendo que vai disputar internamente com Paulo Hartung a condição de se candidatar ao Senado. Mas quem disse que Paulo vai ser candidato?
Outubro importante
Transcorre outubro, mês importante. Nunca se viu tantas datas interessantes reunidas num só período, senão, vejamos. No último dia, se comemora o Dia das Bruxas, mas, em compensação, têm santos importantes para contrabalançar o mês, Santa Terezinha, São Francisco de Assis, N.S.Aparecida e São Judas Tadeu. É mole? As datas comemorativas estão divididas em comerciais e alusivas, datas importantes para a humanidade e para o país, anotem: Dia do Petróleo Brasileiro (riquezas); Dia da Natureza (importante); Dia do Poeta; Dia do Compositor (músicas); Dia Mundial do Lyons; Dia das Crianças (lembradíssima); Dia do Atletismo (saúde); Dia do Mar (que bonito); Dia do Descobrimento da América (seríssima); Dia do Médico (gratidão); Dia da ONU (guerra e paz); Dia do Funcionário Público; Dia do Dentista (ai) e Dia do Comerciário. Realmente, um mês com dias de muitas homenagens, muitas lembranças e outras tantas reverências. Tem mais. Vamos mostrar: Dia do Vendedor, perto do Dia do Vereador (hum!) e Dia do Dentista lembra dor, como o Dia das Abelhas (picadas). Mas o Dia do Barman lembra happy hour. O Dia do Cão lembra o quanto tem desses animais domésticos. Já o Dia da Ave nos remete à liberdade, não é? Prosseguindo com as datas do mês de outubro. Homenagem justa ao Dia do Nordestino, povo aguerrido. O Dia do açougueiro contrasta com o Dia da Ciência. Rende-se homenagem ao Dia do Deficiente. Ah! Olha que importante, o Dia do Teatro Municipal! Dois dias e duas homenagens distintas, Dia do Engenheiro Agrônomo e Dia do Corretor de Seguros. O Dia Nacional da Leitura chama a atenção pela importância. Que coisa, é muita data importante! Tem o Dia do Fisioterapeuta, seguido do Dia da Pecuária (campo e laticínio). Tem o Dia da Normalista (acho quem nem existe mais). O Dia Mundial da Alimentação mexe com os países ricos e subdesenvolvidos. E o Dia do Eletricista, do Estivador, do Pintor, do Arquivista? São importantes demais. Não se pode deixar de render homenagem ao Dia do Controlador de Tráfego Aéreo. Um que lembra o interior, o Dia do Sapateiro. A importância do Dia do Balconista e do Dia do Fisiculturista, enfim, do Dia da FAB. Como se viu, o mês reúne diversas datas importantes, todas dignas de comemoração e homenagens, mas duas neste outubro são realmente especiais para quem escreve, o dia da primogênita e o dia do pai, que a ama, com muito amor. PARABÓLICAS João Vermelho é, disparado, o melhor apresentador de músicas sertanejas do Estado. Faz seu programa por mais de 30 anos em Guarapari. Progresso: a cidade de Linhares tem cinco emissoras de rádio, sendo três FM’s, além de duas estações de TV. O rádio anda mesmo muito mal. Apresentadores reclamando que “os mesmos ouvintes” ligam todos os dias e pedem as mesmas músicas. Isso já vem de anos. Bosco Buery, umas das revelações esportivas dos últimos tempos, continua mostrando seu trabalho na Colina FM, rádio que foi a primeira a lhe dar oportunidade MENSAGEM FINAL “Faça o que julga necessário, sem esperar recompensa. Lembre-se de que uma pessoa estúpida é mau juiz das ações inteligentes”. Tolstoi TRADUÇÃO DO DIA James Blunt – Same Mistake http://www.youtube.com/watch?v=fRUygq7MyAs