Entre as novidades que irão movimentar a eleição proporcional no próximo ano, a presença de quatros ex-prefeitos da Grande Vitória que deixaram os cargos no final do ano passado, acirrando ainda mais a disputa na Câmara de Deputados. Os dois ex-prefeitos do PT João Coser (Vitória) e Helder Salomão (Cariacica) são incógnitas para a disputa. Eles não saíram derrotados, já que encerraram seus segundos mandatos, mas não fizeram sucessores em seus municípios. Embora Coser sinalize a possibilidade de disputar o governo do Estado ou o Senado, para o mercado político a impressão é que ele poderá entrar na disputa de deputado federal. Já o ex-prefeito Helder Salomão deixou a Prefeitura de Cariacica em uma situação política melhor que a do colega de partido, mas a atuação na Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos não vem dando a projeção necessária para alavancar a candidatura. Em favor de Helder há o enorme eleitorado de Cariacica, mas sair com uma votação grande no município vai depender não só do capital dele, mas também do desempenho do atual prefeito do município Geraldo Luzia (PPS), o Juninho, que por enquanto conta com a simpatia do eleitorado. Helder e Coser têm ainda problemas internos para garantir suas eleições. O PT, que hoje tem apenas uma cadeira na Câmara, tem uma saturação de candidatos para a disputa do próximo ano. Também entram na disputa de federal o vice-governador Givaldo Vieira, que vem circulando o Estado em busca de ampliar sua base eleitoral, e a deputada federal Iriny Lopes, que vai brigar pela disputa à reeleição. No maior colégio eleitoral do Estado, a Serra, o ex-prefeito Sérgio Vidigal (PDT) deve sair com uma votação significativa para a disputa, embora sozinho o município talvez não dê todos os votos que ele necessite, até pela rivalidade com outros nomes como o secretário de Esportes do Estado, Vandinho Leite (PSB), que será apoiado pelo atual prefeito Audifax Barcelos (PSB), adversário político de Vidigal. Mas as chances de Vidigal são grandes em conseguir uma das nove cadeiras na Câmara, ainda mais se ele fizer dobradinha com a candidatura a deputada estadual da mulher, Sueli Vidigal (PDT), hoje na Câmara dos Deputados. Já em Vila Velha, o ex-prefeito Neucimar Fraga (PV) tem ainda um capital eleitoral capaz de colocá-lo como um dos favoritos à disputa. Ele perdeu a reeleição para Rodney Miranda (DEM), mas a disputa foi acirrada. Como o prefeito também enfrenta dificuldades em sua gestão, Neucimar poderá conseguir capitalizar no município.
Cai taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais no Espírito Santo
A taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais no Espírito Santo diminuiu de 9,5% em 2004 para 6,7% em 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice caiu 2,8% e se manteve durante este ano menor que a taxa de analfabetismo brasileira, taxada em 8,7%, e maior que a taxa da região Sudeste, de 4,8%, conforme registro do mesmo estudo. A queda, apesar de positiva, retrata que ainda há no estado um contingente de 192 mil analfabetos capixabas. O índice capixaba se mantém menor que Minas Gerais (7,8%) e maior que a do Rio de Janeiro (3,7%) e São Paulo (3,8%). “A taxa de analfabetismo tem se mostrado maior nos grupos de idade mais elevados, porém, esta taxa vem diminuindo em todos os grupos etários ao longo do tempo”, divulgou o IBGE. A taxa de escolarização de crianças de quatro ou cinco anos também ficou acima da média nacional em 2012. Segundo o estudo, a taxa (percentual de estudantes de um determinado grupo etário em relação ao total de crianças do mesmo grupo etário) das crianças dessa faixa etária foi de 88,8% (acima da média nacional de 78,2%), e para as crianças entre 6 e 14 anos de idade foi de 97,9% (abaixo da média nacional de 98,2%). Já para os adolescentes entre 15 e 17 anos, o percentual foi de 81,8%; entre os jovens de 18 a 24 anos foi de 26,8%, e entre as pessoas de 25 anos ou mais, 4%. Em 2012, o ensino superior no Espírito Santo possuía 123 mil estudantes, sendo que a maior parte deles estava matriculada na rede privada (90 mil estudantes ou cerca de 72,9% dos alunos do ensino superior). A rede pública, por sua vez, tinha matriculados 33 mil estudantes (27,1% do total de alunos). Já em relação ao total de 1 milhão de estudantes de ensino fundamental e médio identificados no Estado em 2012 pela pesquisa, 791 mil estavam matriculados na rede pública cursando o nível fundamental e médio. O que correspondia a 79,1% dos estudantes. Do total de estudantes da rede pública, 60,3% dos estudantes identificados em 2012 frequentavam o ensino fundamental, segundo o IBGE.
Conto do Vigário
Os grupos políticos colocados no Estado para a disputa de 2014 juram que desejam oferecer palanque para a presidente Dilma Rousseff, mas os fatos são teimosos. Notícias que circulam aos quatro ventos vendem uma chapa que seria o sonho do vice-presidente Michel Temer, formada por Ricardo Ferraço ao governo; o ex-governador Paulo Hartung ao Senado, e o PT na vice. Mas, ao mesmo tempo, o próprio Ferraço e Hartung, sempre que podem, cutucam e desafiam o governo federal, com críticas e mais críticas. Primeiro o senador, em episódios diversos. Agora Hartung, que “tucanou” de vez. O artigo do ex-governador “expert em economia e gestão” publicado em A Gazeta nesta sexta-feira (27), caberia perfeitamente nas assinaturas do deputado federal César Colnago ou do senador Aecio Neves. Para “malhar” a economia do governo Dilma, falou de “posicionamento anacrônico”, “intervencionismo estatal”, “desconfiança”, etc, etc e etc. Se Dilma já têm dois pés atrás com Hartung, por conta da omissão em eleições anteriores, é melhor abrir o olho ainda mais…o PMDB capixaba não parece nada interessado em restabelecer qualquer relação de confiança com o governo federal. Pelo contrário, o abismo só aumenta. Vai “dar a cara a tapa”, vai… Certo Ao contrário do registrado nos últimos escândalos envolvendo gestores do Estado, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), agiu rápido na polêmica que caiu nas costas do seu então secretário de Turismo, Paulo Renato Fonseca Júnior. Determinou o afastamento dele do cargo, para não atrapalhar as investigações. Por aqui, a regra costuma ser outra: segurar até o limite. Errado O governador Renato Casagrande que o diga. O caso mais evidente talvez seja o do ex-secretário de Justiça Ângelo Roncalli. Mas a lista é extensa. Citados no escândalo do posto fiscal continuam firme e forte no governo – Bruno Negris (Banestes), Neivaldo Bragato (Cesan) e Eduardo Mannato (DER-ES). Ah, o ex-secretário Anselmo Tozi, outro que ocupa cargo de diretoria da Cesan, também responde a processo. O nome do padrinho explica. Retorno O senador Magno Malta (PR) resolveu acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a instalação da CPI do Erro Médico, como já havia ameaçado fazer em junho passado. Assunto que mexe com muita gente, vai render pano para manga, vitrine e holofotes. Retorno II Como resposta ao pedido, o ministro Luiz Fux solicitou ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), informações sobre o caso. Magno diz que Calheiros “tem se omitido e se esquivado de nomear”. O senador republicano não vê a hora de assumir mais esta bandeira. Festival O Diário Oficial publicou ato de criação de quatro novas frentes parlamentares na Assembleia, só nesta semana. Duas do deputado estadual Genivaldo Lievore (PT), com os temas “debate sobre o limite territorial entre Colatina e São Roque do Canaã” e “em defesa da agroecologia”. A terceira, de “acompanhamento do fundo das cidades”, é “obra” de Gildevan Fernandes (PV). E a quarta, “em defesa do setor de bares e restaurantes”, de Marcelos Santos (PMDB). Já perdi as contas do número total. E você? Festival II Tem também mais uma comissão especial, desta vez, para “acompanhar e analisar questões relacionadas à distribuição de ICMS e financiamento dos municípios capixabas: investimento e custeio”. Mas este ato, interessante, não informa o “dono”. Aquela história, eleição chegando, todo mundo quer capitalizar. Correu O prefeito de Guarapari Orly Gomes (DEM) saiu na frente e instituiu seu Fundo de Desenvolvimento Municipal, instrumento necessário para receber recursos do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal. O FEADM é o trunfo de Casagrande para a disputa do próximo ano. Nas redes “A lista dos nove deputados que votaram na Assembleia Legislativa a favor do arquivamento da PEC da Lei da Ficha Limpa: Cacau Lorenzoni [PP]; Claudio Vereza [PT]; Dary Pagung [PRP]; Elcio Alvares [DEM]; Freitas [PSB]; Genivaldo Lievore [PT]; Janete de Sá [PMN]; Luzia Toledo [PMDB] e Marcos Mansur [PSDB]. (Ninja ES – no Facebook) PENSAMENTO: “Erro político não é aquele que você comete. Erro político é aquele que seus adversários dizem que você comete”. Aloizio Mercadante
Quem perdeu?
Tanto no cenário nacional quanto no estadual a criação do Solidariedade e do PROS abriu uma brecha para a migração das lideranças. O quanto os novos partidos vão afetar as composições do próximo ano, saberemos ao fim da próxima semana, quando termina o prazo de transferência. Mas muitas lideranças estão com calculadora na mão, procurando o melhor caminho a seguir para fugir das coligações pesadas que estão sendo esperadas para o próximo ano. Em relação ao Solidariedade, porém, o processo de criação do PDT expôs uma divisão interna que sempre existiu, mas sempre foi contornada pelas lideranças. Agora, com a possibilidade de o PDT perder cerca de 30% de sua bancada na Câmara, a crise no partido se explicita e deve afetar também o Espírito Santo. Nos dois dias que sucederam a liberação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma enxurrada de acusações entre o grupo do presidente do partido, o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi, e o grupo ligado ao histórico Leonel Brizola, que tem como grande defensor no partido o neto do ex-governador do Rio, o vereador Brizola Neto. O vereador acusa Lupi de vender o partido por R$ 2,5 milhões para o PMDB. Na Câmara, circula o boato de que as lideranças estão sendo assediadas até com dinheiro para migrar para o novo partido. Isso porque para que o partido possa receber mais verbas do fundo partidário, a legenda precisa de “engordar” a representação na Câmara. Esse valor cresce à medida que as bancadas crescem. Uma das críticas mais contundentes dos aliados do PDT é que nos estados o partido foi entregue a famílias. Bom, no Espírito Santo, o panorama bate muito bem com essa crítica. Apesar do reconhecimento das lideranças do Estado ao empenho do ex-prefeito Sérgio Vidigal em fazer o partido crescer, nunca houve eleição para a presidência regional do partido. No Espírito Santo, o partido tem oito prefeitos, quatro deputados estaduais e três federais – contando com Manato (de saída para o Solidariedade) –, mas é preciso entender as idiossincrasias envolvidas nessa ocupação de espaço. Porque efetivamente Vidigal é a grande figura do partido e as crises no PDT se acumularam nos últimos anos no Estado com vários escândalos envolvendo seus filiados e a cassação de alguns prefeitos. Quem deve aproveitar a crise para buscar quadros para a disputa no próximo ano é o deputado federal Carlos Manato, que quer entrar na disputa bem longe do PDT. Ao deixar o partido, ele deve arrastar com ele uma boa parcela de aliados, desidratando ainda mais o PDT no Espírito Santo. Fragmentos: 1 – Na base do “a esperança é a última que morre” o pessoal da Rede no Espírito Santo está proibido de conversar com outros partidos. Mas será que dá tempo? 2 – Uma nova ponte irá ligar Cariacica a Vitória. Novas promessas de mais espaço democrático entre os usuários das vias públicas. Bom, a pergunta é velha, mas nunca sai de moda: e o aquaviário, como fica mesmo? 3 – Pela primeira vez o vice-prefeito de Vitória, Waguinho Ito (PPS), assume a prefeitura, mas o momento não é o melhor para quem quer ganhar visibilidade para disputar a eleição de deputado estadual.
Manifestos LGBTs no ES
O Espírito Santo é apontado como um Estado de alto índice de preconceito e homofobia. Estamos em destaque no desrespeito aos direitos humanos, somos campeões em falta de políticas públicas voltadas para a defesa de minorias sociais. Uma análise mais atenta às causas dessa intolerância da sociedade capixaba com os movimentos libertários aponta para o conservadorismo exacerbado, que se alimenta de posturas fundamentalistas religiosas cristãs que, por sua vez, se apoia a ignorância das “ovelhas” e o estelionato político-social de seus pastores – velhacos e espertalhões que desviam a atenção de suas falcatruas perseguindo os LGBTs. Esperar pelo poder público é em vão, já deu pra perceber que mesmo com boa vontade, pouco ou nada foi feito. É importante que levantemos bandeiras, é preciso chamar a atenção de toda a sociedade para a agressão que estamos sofrendo, fisicamente e em nossos direitos civis, o melhor momento para isso são os manifestos LGBTs. Vamos dar a esses eventos mais força política, vamos pautar nossas reivindicações exaustivamente, como o PL122/06, por exemplo. São os manifestos que promovem as mudanças, dão a visibilidade aos nossos legítimos representantes, abrem as portas para sua eleição. Assim organizados, fortaleceremos as nossas propostas e conquistas. É importante pressionar os governantes, mas precisamos de representação política, lutar com as mesmas armas da homofobia, porém ao contrário dos políticos fundamentalistas, de maneira honesta e transparente. Hoje os políticos, na sua maioria, se tornaram sinônimos de desonestidade, bandidos, um peso social, sem contar com a impunidade do cargo que viabiliza o crime. Um bom número de pastores charlatões ocupam programas de televisão e púlpitos das igrejas para extorsão e enriquecimento à custa de promessas que iludem a miserabilidade social – isso é caso de polícia! A associação de religião e política promove uma legislação cúmplice, que aliena e estimula a violência homofóbica. Vá ao manifesto de sua cidade. Levante a voz contra o preconceito e dê voz aos seus legítimos representantes. Estimule e vote em candidatos LGBTs e simpatizantes. Como disse Ney Matogrosso: “ Somos muitos e só precisamos de organização”. Parabéns a Gurapari pelo manifesto, torcida para Débora Sabarah pelo manifesto de Vitória (03/12), e vem aí dia 06/10 o manifesto de Cariacica, 13 de Outubro o Manifesto de Vila Velha e 17 de Novembro o da Serra. Participem! Luiz Felipe Rocha da Palma (Phil Palma) é publicitário. Nas “horas vagas” (às quartas) comanda o programa “Praia do Phil” pela rádio Universitária FM, onde defende os LGBTs e denuncia a homofobia. Fale com o autor: philpublicitario@gmail.com
Vereadores entregam proposta de redução de despesas da Câmara a prefeito de Vitória
A Câmara de Vitória entregou na manhã desta sexta-feira (27) ao prefeito Luciano Rezende (PPS) a proposta redução do orçamento do legislativo para 2014. O objetivo da Casa é economizar R$ 1,1 milhão a menos que estipulado no Plano Plurianual. A proposta foi apresentada pelo presidente da Casa, Fabrício Gandini (PPS), aos demais vereadores, no último dia 17, e aprovada em plenário, no dia 19. O prefeito, em contrapartida, garantiu que a destinação do valor do qual os vereadores estão abrindo mão será decidida pelo próprio Legislativo. A proposta da Câmara é que esse R$ 1,1 milhão economizado seja destinado pelo prefeito a outras áreas, sobretudo a projetos que beneficiem a população, a exemplo do “Botão do Pânico”. Luciano sugeriu que esse montante não fique em caixa único, mas sim que seja destinado a projetos sociais, como o “Vitória Alfabetizada”. A proposta apresentada pelos vereadores estabelece que, em 2014, a Câmara terá um orçamento de R$ 25,2 milhões – R$ 106 mil a menos do que em 2013. Proporcionalmente, também haverá redução. Em 2013, o repasse destinado à Câmara representa 2,02% da receita total do município no ano; em 2014, a fatia preservada à Câmara corresponderá a 1,89% da receita corrente líquida prevista pela prefeitura. Inicialmente, a proposta enviada pela prefeitura à Câmara, por meio do Plano Plurianual, previa um orçamento de R$ 26,3 milhões para o Legislativo de Vitória. Mas, graças ao “Pacto por Vitória” – política de redução de gastos que a Câmara vem promovendo desde o início da legislatura –, a Mesa Diretora concluiu que seria possível trabalhar com uma receita menor em 2014 e fez uma nova proposta, que estabeleceu o patamar de R$ 25,2 milhões. O prefeito destacou, no ato político desta sexta, que contou com a presença de 10 vereadores, que a Câmara está bem organizada. Prova disso, segundo Luciano, é que esta é a primeira vez que ele vê o Legislativo se antecipar e abrir mão de receita prevista para o ano seguinte. Disse, ainda, que a Câmara tem feito mudanças muito significativas – e simultâneas – já no primeiro ano da legislatura.
PMV retira árvores em frente ao Clube dos Oficiais e moradores reclamam
Oito árvores foram retiradas pela Prefeitura de Vitória nessa quinta-feira (26) em frente ao Clube dos Oficiais, na Praia de Camburi, em Jardim da Penha. Moradores do local afirmam que a copa das árvores tinha a mesma altura do último pavimento da nova sede do clube, que está em fase final de construção. Os moradores da região estão indignados com a retirada das árvores que, segundo eles, aliviavam a temperatura elevada do verão com a sombra das copas. “Em época de aquecimento global, de elevação da temperatura, nós precisamos de sombras”, reivindicou Paulo Pedrosa, da Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC). Segundo Pedrosa, as árvores estavam ali há mais de 10 anos. Eles reivindicam que deveriam ter sido consultados sobre o corte e garantem que registraram denúncias no Fala Vitória 156. Também prometem que não vão deixar a prefeitura retirar a única árvore que sobrou no local, próxima ao sinal de trânsito. Valéria Ramos disse ter conversado com os jardineiros que faziam a retirada, que lhe disseram que as árvores estavam doentes. Valéria também relatou que foram plantadas outras árvores no local, mais jovens e de porte pequeno, que não darão a mesma sombra das anteriores. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) informou que sete das árvores eram da espécie Acassia auriculiformis e uma da espécie da Albizia lebbeck. As espécies são originárias da Oceania e Ásia tropical e, segundo o Plano Diretor de Arborização de Vitória, “a presença de espécies potencialmente invasoras como as leucenas, sabiás e acassias australianas em Vitória, ainda, em fase controlável, necessita de planos de manejo devido à ameaça que representam”. De acordo com as Diretrizes de Plantio da Semmam, a espécie Acassia auriculiformis é muito boa para reconstituição de solos, em reflorestamentos, mas não é indicada para o plantio em calçadas porque seu tronco não é resistente a ventos fortes e a planta pode atingir até 20 metros de altura. Já o exemplar de Albizia lebbeck estava com estado vegetativo em declínio, como afirmou o órgão. De acordo com a Semmam, na época em que as árvores foram plantadas por particulares, não havia restrição ao plantio. No entanto, atualmente essas espécies não são mais plantadas em calçadas. A secretaria também informou que alguns exemplares estavam muito próximos aos postes de energia. A Secretaria considerada como distância mínima cinco metros. Os novos exemplares plantados são os Oitis (Licania tomentosa), espécie originária da Mata Atlântica e, segundo a Prefeitura, “é ótima para calçadas de três metros, aceita podas, é resistente a patógenos e parasitas e possui arquitetura de copa bonita e com belo sombreamento”. Outros três exemplares serão plantados na região, em local a ser estudado pela Semmam, para compensar o número de árvores retiradas. A Secretaria informou que a calçada onde as árvores foram retiradas já possui o limite permitido de exemplares.
Justiça condena ex-funcionários da Suppin por esquema de fraudes na venda de lotes
A Justiça estadual condenou cinco pessoas, entre elas, dois ex-funcionários da Superintendência de Projetos de Polarização Industrial (Suppin) por participação no esquema de fraudes na venda de terrenos da autarquia. O juiz Gustavo Marçal da Silva e Silva, da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, condenou todos os envolvidos à perda de cargo ou função pública, bem como declarou a nulidade dos contratos de compra e venda das áreas da denúncia. Nas decisões publicadas nesta sexta-feira (27), o magistrado julgou procedente duas ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público Estadual (MPE). Foram condenados o ex-assessor especial da autarquia, Vicente Santório Filho; o advogado da Suppin Frederico Ângelo Ramaldes; o funcionário de cartório, Ricardo Moreira Barboza; bem como dos supostos beneficiários do esquema, Amaro Coutinho de Oliveira Filho e Edivaldo Comério, que compraram terrenos de forma ilegal. Nos autos do processo, o Ministério Público narra uma série de irregularidades em processo de venda de áreas pertencentes à autarquia no Centro Industrial da Grande Vitória (Civit), localizado no município da Serra, e no Polo Empresarial de Vila Velha, no ano de 2001. Nas denúncias, o órgão ministerial alega que a venda eram realizadas em desacordo com as normas e por valores inferiores ao preço estipulado pela própria Suppin, o que teria causado prejuízo ao erário. Na primeira ação de improbidade (024.10.013883-3), a promotoria acusa os ex-funcionários da Suppin de ter realizado a venda ilegal de uma gleba de terra desmembrada de uma área situada no Cercado das Pedras, em Civit. O MPE afirma que o pagamento foi realizado por Amaro Coutinho na forma de permuta, porém, a área dada como pagamento não estava registrada no nome do comprador e fazia parte de um loteamento em fase de regularização da própria Suppin. Na outro processo de improbidade (024.09.019874-8), o órgão ministerial aponta supostas irregularidades na venda de quatro lotes no Polo Empresarial de Vila Velha, com área total de 9,6 mil metros quadrados, por um valor três vezes inferior ao valor mínimo. A denúncia narra que o réu Edivaldo Comério teria pago R$ 38,8 mil pelos terrenos, enquanto as regras de autarquia não permitiriam a venda por um preço inferior a R$ 145 mil. Sobre a conduta de Ricardo Barboza, ele teria extraído o segundo traslado de uma escritura inexistente. Em ambas as decisões, o juiz vislumbrou a existência de um esquema para a venda irregular dos terrenos. “O [ex-superintendente] Davidson Ribeiro, em razão do cargo que ocupava, detinha o poder de representar legalmente a autarquia, podendo, portanto, negociar os preços e condições de vendas com os terceiros interessados. Tais negociações, conforme prova contida nos autos, eram acobertadas pelos réus Vicente Santório Filho e Frederico Ângelo Ramaldes, que atuavam como advogados, sendo os responsáveis pela elaboração das promessas de compra e venda, bem como das minutas das escrituras públicas”, diz a decisão. Para o juiz Gustavo Marçal, a ligação entre os réus foi comprovada nas interceptações telefônicas realizadas durante as investigações. “Com isso, resta amplamente caracterizado o dolo (culpa) dos requeridos, uma vez que se tratava de um grande esquema para negociar e alienar bens imóveis – lotes da autarquia estadual – em razão de interesses próprios, sem respeito à legislação pertinente, especialmente às regras internas sobre a venda dos lotes”, considerou. Além da condenação à perda da função pública, os denunciados Vicente Santório Filho, Frederico Ramaldes, Ricardo Barboza Moreira e Edivaldo Comério foram sentenciados ao ressarcimento do prejuízo ao erário, no valor de R$ 144.921,00 cada. Foram absolvidos, o ex-superintendente da autarquia, Davidson Ribeiro, que teve declarada a prescrição da denúncia, e do ex-funcionário Marcos Pinto dos Santos, por falta de provas. As decisões ainda cabem recurso por parte do MPE e dos réus.
Vereadores podem aprovar extinção de Conselho Tutelar em Conceição da Barra
Os conselheiros tutelares de Conceição da Barra, no norte do Estado, prometem protestar durante a sessão da Câmara de Vereadores desta sexta-feira (27), às 19 horas, contra a tentativa de fechamento de um dos dois conselhos tutelares que funcionam no município. Conceição da Barra tem dois conselhos, sendo que o da sede atende a nove comunidades e o da região de Braço do Rio mais do que o número da sede. A conselheira tutelar Jurema da Conceição Gonçalves explica que a justificativa do prefeito Jorge Donati (PSDB) para a extinção de um dos conselhos é financeira. Donato estaria querendo cortar despesas. No entanto, ela pondera, o prédio em que funcionam os conselhos, os insumos, equipamentos de trabalho e carros são do governo do Estado. Além disso, o salário dos conselheiros é de R$ 740. “Recentemente, a prefeitura criou três cargos de superintendente. Cada um deles com salário de R$ 8 mil, o que cobre toda a folha do Conselho Tutelar”, compara a conselheira, insinuando que a justificativa de corte do prefeito não condiz com os gastos da administração com outras “prioridades”. Jurema também acrescenta que o projeto que extingue um dos conselhos fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), já que pretende criar cargos para o conselho. No entanto, os conselheiros são eleitos por voto e não indicados para os cargos. Além de criar cargos para o conselho, continua Jurema, o prefeito também justificou que vai criar um Fundo da Criança e do Adolescente, mas esse fundo já existe, porque ele é criado junto com o Conselho Tutelar e o Conselho Municipal de Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Comdeca). “Ele quer criar uma coisa que já existe”, contesta. Jurema lamenta que a matéria vá ser aprovada na Câmara, já que apenas quatro vereadores se opuseram à extinção do Conselho Tutelar. Ainda assim, ela completa, a população vai protestar e exigir que os dois conselhos continuem funcionando.
Minha Casa, Minha Vida: construtoras são denunciadas por cobrança abusiva de taxa
O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) recebeu 571 denúncias contra 30 construtoras e incorporadoras que atuam no Estado. As irregularidades foram apresentadas pelos consumidores durante a consulta pública para manifestação popular quanto à cobrança de taxa de corretagem no programa Minha Casa, Minha Vida. A consulta foi realizada de 26 de agosto a 26 de setembro, e deverá subsidiar a instrução de 14 inquéritos civis públicos que estão em andamento na Procuradoria federal. Classificada como abusiva, a cobrança de comissão de corretagem no Minha Casa, Minha Vida, para o órgão, é injustificável. Não há qualquer serviço, em regra, de corretagem, além do fato de o programa já prever despesas com comercialização. Segundo o MPES, a cobrança é contrária à proposta do programa, que tem finalidade social. Outro fator que corrobora para esse entendimento é que, segundo o Código Civil, em regra, quem paga os honorários do corretor é o vendedor. O procurador da República André Pimentel Filho afirma ter se surpreendido com o número de denúncias. Ele explicou que as denúncias vão instruir os inquéritos civis públicos em andamento. Todas serão analisadas e a Procuradoria pode propor às construtoras a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para devolução da taxa aos consumidores ou até mesmo ajuizar ações cabíveis em razão da cobrança considerada abusiva. “Surpreende, sim, ver que centenas pessoas tiveram que pagar uma taxa que não deveria ter sido cobrada. Antes da consulta tínhamos conhecimento de apenas um caso. E agora temos centenas, verificamos que é muito mais comum essa prática do que se imaginava”. Apesar da Consulta Pública ter sido encerrada, consumidores que se sentirem lesados ainda podem fazer denúncias sobre o caso ao MPF. Basta entrar na página da instituição, clicar em “Faça a sua denúncia” e preencher o formulário. Os interessados também podem ir a uma das sedes do MPF no Espírito Santo. Em Vitória, o MPF fica na Avenida Jerônimo Monteiro, 625, Centro.