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Século Diário

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Ao aceitar disputar o governo do Estado, João Coser manda recado para o PT capixaba

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Nesse domingo (22), o jornal Folha de S. Paulo destacou o nome do ex-prefeito de Vitória João Coser como uma alternativa possível para o partido no Estado, com a possibilidade cada vez mais real de o governador de Pernambuco Eduardo Campos lançar candidatura a presidente, o que poderia afastar o PT do grupo do governador Renato Casagrande (PSB).    Provocado pela movimentação nacional, o ex-prefeito João Coser é destaque dos jornais desta terça-feira (24), afirmando que se essa for a decisão da Executiva Nacional do PT para garantir o palanque da presidente Dilma Rousseff, ele estará à disposição para a disputa.    Para os meios políticos, a fala de Coser tem um foco voltado para dentro do partido e não para o cenário eleitoral do próximo ano.    Isso porque, no mesmo domingo (22), Coser enfrentou fogo cruzado no primeiro debate entre as chapas que disputam a presidência do Partido. O debate, realizado em Guarapari, foi o primeiro de uma série. No evento, Perly Cipriano e a senadora Ana Rita, que também estão na disputa, chamaram o ex-prefeito à responsabilidade.   Na disputa interna, os adversários questionam Coser pelo número de filiações que seu grupo realizou no Estado. Como a eleição é direta, o número de filiados pesa na disputa. Só em Linhares, no norte do Estado, o grupo de Coser teria filiado mais de três mil pessoas. As filiações em massa no Espírito Santo foram alvo de denúncia no PT nacional.   O subsecretário de Direito Humanos do Estado, Perly Cipriano, candidato a presidente pela corrente lulista Construindo um Novo Brasil (CNB)  chegou a responsabilizar Coser pela inércia política que tomou conta do PT capixaba nesta última década.    Essa inércia, segundo Perly, levou o PT no Espírito Santo a abdicar do papel de ser um partido de massa. A ligação do ex-prefeito ao grupo do ex-governador Paulo Hartung também foi questionada. O deputado estadual Claudio Vereza, da corrente Articulação de Esquerda, que tem como candidata a presidente a senadora Ana Rita, surpreendeu, endurecendo o discurso contra Coser. Ele questionou a atuação do ex-prefeito que tem como aliados os útlimos presidentes do partido. Vereza que durante muitos anos foi do mesmo grupo que Coser criticou o caminho seguido pelo grupo de Coser no comando do PT capixaba.   O partido entende que no Espírito Santo a prioridade do PT é a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Mas há uma expectativa das lideranças em manter o partido no palanque do governador Renato Casagrande. Isso porque durante a última década o partido não preparou um nome em condições de disputar o governo.    Coser, que deixou a prefeitura da Capital em viés de baixa, não teria condições eleitorais de levar o pleito. Para as lideranças petistas, o clima pesado levou ao posicionamento de Coser. Se a nacional cogita o nome dele para a disputa, o grupo do ex-prefeito busca vencer a disputa interna para garantir uma movimentação que garanta a ocupação de espaços políticos na disputa do ano que vem.    Coser vinha se colocando como interessado à disputa ao Senado, mas as lideranças do Estado colocam o ex-prefeito como um possível candidato a deputado federal. Nas composições que vêm sendo cogitadas, o PT teria um papel secundário em todos os cenários.    Se Casagrande conseguir repetir o tripé partidário que o elegeu em 2010, com PT, PSB e PMDB, a vaga ao Senado estaria reservada para o ex-governador Paulo Hartung e o PT manteria a vice. Se o PT se unir ao PMDB no próximo ano, a chapa seria puro sangue, com o senador Ricardo Ferraço (PMDB) ao governo, Hartung na disputa ao Senado e o PT novamente na vice-governadoria.  

24/09/2013 / 0 Comments
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Barroso nega liminar em mandado de segurança contra PEC 215

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, negou o pedido de liminar no Mandado de Segurança (MS 32262) para sustar a tramitação do Projeto de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, que transfere do Executivo para o Congresso Nacional a palavra final sobre os territórios indígenas. Para o ministro, não se verifica “ameaça suficientemente forte para que se possa cogitar de uma suspensão do próprio debate sobre o tema”, apesar da coerência jurídica do pedido.   No último dia 8 de agosto, integrantes das frentes de Defesa dos Direitos Humanos e de Apoio aos Povos Indígenas da Câmara dos Deputados entraram com o mandado de segurança e o pedido de liminar, entendendo que a PEC 215 é inconstitucional. Segundo eles, o projeto viola a cláusula pétrea constitucional que rege sobre os direitos e garantias individuais dos povos indígenas. Os representantes das frentes também evidenciam interesses econômicos por trás da revisão das demarcações.    A PEC 215 permite, além da homologação das demarcações pelo Congresso Nacional, a revisão de demarcações já homologadas, incluindo a dos demais territórios tradicionais garantidos constitucionalmente, como terras quilombolas, e ainda Unidades de Conservação (UCs).   Barroso considerou “precipitado e, mais do que isso, uma interferência indevida proibir o funcionamento de uma comissão deliberativa do Congresso Nacional”, depois de opinar que a comissão deve ser um espaço democrático no qual as comunidades indígenas e autoridades públicas envolvidas, bem como titulares de interesses fundiários e negociais, sejam ouvidos. O ministro também considerou que seria “prematuro” o Judiciário interferir em um processo que está em estágio inicial de tramitação.   O ministro havia se reunido no último dia 9 de setembro com membros da Frente Parlamentar Agropecuária da Câmara. Os mesmos parlamentares pressionaram o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), que se comprometeu a instalar a comissão, criada no último dia 10 de setembro, por ato do peemedebista. Os deputados que saíram em favor da causa indígena também pediram que, posteriormente, fossem bloqueadas a tramitação, discussão e votação da PEC.

24/09/2013 / 0 Comments
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Não é por R$ 500

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O que leva um servidor público com mais de três décadas de carreira a pôr toda a sua reputação a perder para embolsar R$ 500 de propina? Vamos tentar entender. Em 1998, o fiscal da Prefeitura de Vitória, Miguel José Neto, durante vistoria a uma obra, constatou que a licença para a construção estava irregular. O fiscal anunciou que infração seria punida com uma multa.    Nestes casos, geralmente, o corruptor costuma dar dicas, de forma mais cifrada ou direta mesmo, para que o candidato disposto a fazer o papel de financiador da corrupção entenda que há duas saídas para o impasse: pagar a multa ou aderir ao “jeitinho” para evitar a autuação.    A remissão da multa, no caso de Miguel, custaria R$ 500, valor obviamente inferior à multa. Afinal, o negócio precisa ser vantajoso para todos. O dinheiro pago iria diretamente para o bolso do fiscal, limpinho, enquanto a prefeitura deixaria de arrecadar o valor da multa. No final das contas, a população ficaria com o prejuízo da corrupção. O dinheiro não arrecadado poderia fazer falta para a saúde, educação e habitação, só para citar três áreas prioritárias. Enfim, iria fazer falta em algum momento para alguém. Mas isso não importa para quem está disposto a ganhar dinheiro fácil.    Nesse caso, o esquema de propina não teve final feliz para o corruptor. O dono da casa ameaçada de multa era um policial federa aposentado. O policial voltou aos velhos tempos da ativa. Filmou a cena do suborno e deu voz de prisão para o servidor.    O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Gustavo Marçal da Silva e Silva, condenou o fiscal da Prefeitura de Vitória à perda do cargo, além de multa cível em ação de improbidade pela cobrança de propina.   A perda da função pública deve ter sido um golpe e tanto para Miguel, que começou a exercer função de fiscal de arrecadação em maio de 1978.   Há quem saia em defesa do fiscal para alegar que o valor irrisório da propina (R$ 500) não deveria jogar na lama mais de três décadas de carreira. Mas que carreira teria tido Miguel? Este teria sido o seu primeiro deslize em 35 anos de carreira? Difícil de acreditar.   A questão submetida ao magistrado não tem a ver com o valor da propina. Não é por R$ 500, 5 mil, 50 mil ou 500 mil. O valor da propina não importa, mas sim a conduta do servidor, que mostrou que é corrupção está no sangue: ou se é ou não corrupto. Não existe meio termo. 

23/09/2013 / 0 Comments
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No encalço

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A Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Marcelo Santos (PMDB), já tem tempo que passou a incomodar alguns setores deste e do governo passado. E a temporada de cobranças não acabou. Passarão por lá, na próxima semana, o diretor-presidente da Cesan, Neivaldo Bragato, e o diretor-geral da Agência Reguladora de Saneamento Básico e Infraestrutura Viária (Arsi), Paulo de Figueiredo – Arsi e Rodosol, tudo a ver, captou? Já no dia 7 de outubro será a vez da diretora-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado, Tereza Maria Sepulcri Netto Casotti. Todos para prestar esclarecimentos. Não tem muito tempo, envolvidos no escândalo do posto fiscal de Mimoso do Sul também tiveram que se explicar na Comissão, assim como foi pedida abertura de investigação sobre a alienação de um terreno em Vila Velha entre o Estado e a EDP Escelsa. Casos que respingam no ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Na lista estão ainda questões de mobilidade urbana que viraram demanda das ruas e recaem sobre o governo Renato Casagrande. Puxar discussões desse nível numa Casa que sempre foi omissa, é uma iniciativa válida. Mas sem aquela gentileza comum aos deputados. É preciso apertar o cerco e colocar muitas questões às claras. Pepinos e absurdos não faltam.    Dupla A candidatura a deputado estadual do ex-prefeito de Guarapari Edson Magalhães, que acaba de se filiar ao DEM, tem a intenção de casar com a candidatura à Câmara dos Deputados de Theodorico Ferraço. Mas o presidente da Assembleia só vai para o páreo se o DEM fechar as portas para uma espécie de candidatura única. Pois, assim, será êxito garantido.  Dupla II Lembrando que Magalhães não esta sozinho nesta empreitada. Carlos Von, que ainda não definiu seu novo partido, vai tentar cadeira na Casa, dividindo os votos com o ex-prefeito em Guarapari. Também morde votos por lá o deputado estadual Sérgio Borges (PMDB).   Ameaça Em Colatina, o nome de Cirilo de Tarso (PSD) já circula como o candidato a deputado estadual que poderá atrapalhar a vida de Genivaldo Lievore (PT). Quem segura o petista em eleição é o prefeito Leonardo Deptulski, que não anda nada bem com a população.    Mais uma Por falar nele, não bastassem as que já existem, sem resultado algum, Lievore protocolou requerimento para a criação da Frente Parlamentar Estadual em Defesa da Agroecologia. O assunto é bom, mas as frentes da Casa só servem mesmo de vitrine.   Repeteco? Tânia Pires, candidata à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), será sabatinada nesta terça-feira (24) na Assembleia. Semana passada ela foi apontada como “faltosa”, mas disse que não foi informada da data. Promete fazer barulho.   A propósito… Quem perdeu a sabatina quente da candidata Marilene Alves Ferreira ainda tem tempo de conferir, nos detalhes. Na página da Assembleia na internet, no link à direita (Eleição Conselheiro do TC-ES), tem tudo ao vivo e a cores.    Fora  O famoso Prêmio Congresso em Foco, que elege os melhores parlamentares do país, será entregue nesta quinta-feira (26), em Brasília. Nas últimas parciais, nada de deputados federais e senadores da bancada capixaba. Mais uma vez, ficaram “mal na foto”.   Voz das redes Está no Facebook do Protesto GV: no Rio de Janeiro começaram a fazer uma campanha escrevendo “Fora Cabral” nas cédulas de dinheiro, deram a ideia de fazer “Fora Casagrande” e “Fora Rodosol”. O que vocês acham?   140 toques “Temos como prioridade a reeleição da Dilma e tenho a certeza que a unidade PT e PCdoB acontecerá tanto em nível nacional quanto estadual”. (Deputada federal Iriny Lopes – PT – no Twitter).   PENSAMENTO: “Nem tudo o que se enfrenta pode ser modificado. Mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado”. James Baldwin

23/09/2013 / 0 Comments
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Dilma vai com quem?

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A movimentação do PMDB, ou melhor, do grupo do ex-governador Paulo Hartung na tentativa de se colocar como alternativa ao palanque presidencial de Dilma Rousseff pode não acontecer. O grupo tenta atrair o PT para costurar uma aliança no Estado.   Mas além da dificuldade que o PT nacional tem com Hartung, pela falta de apoio nas eleições anteriores, a nacional do partido tende a aceitar a proposta do governador Renato Casagrande em se colocar como neutro na disputa.   O governador deu uma demonstração de simpatia com o governo federal ao defender a permanência dos petistas em seu governo, mesmo diante da saída dos socialistas do governo Dilma, Casagrande tenta manter o grupo que o elegeu em 2010 e não abre mão da parceria com o PT no Estado.   O PT capixaba também se esforça para manter a parceria com o governo Casagrande. Com o PMDB ou o PSB o partido terá um papel secundário no processo eleitoral. Mas o espaço político que o partido tem com Casagrande deve pesar nessa discussão.   Até porque o palanque de Casagrande é o único que realmente está colocado para o próximo ano. As chances de Ricardo Ferraço (PMDB) se credenciar como puxador do palanque do grupo é visto como uma condição variável. Vai depender do cenário eleitoral de 2014.   Isso sem falar no fato de que Ricardo Ferraço não é unanimidade dentro do PMDB. As lideranças mais preocupadas com as proporcionais do que com o projeto duvidoso da majoritária podem criar dificuldades para o senador.   Já o governador, além da máquina a seu favor, tem condições de manter o PT ao seu lado.   Fragmentos:   1 – O senador Roger Molina pode conseguir autorização para retornar a La Paz para rever a família. O problema internacional com a Bolívia parece estar caminhando para um desfecho. Mas Ricardo Ferraço (PMDB) ainda quer capitalizar com a situação.   2 – Embora a presidenciável Marina Silva tente manter o otimismo, está cada vez mais distante o sonho da Rede Solidariedade disputar a eleição do próximo ano.   3 – A semana promete ser de muita tensão na Assembleia Legislativa: seja pelo projeto do Plano de Carreira dos servidores, seja pela sabatina dos candidatos a conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCES).

23/09/2013 / 0 Comments
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Imprensa e mensalão

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Quando o ministro novato do Supremo disse que não tinha que se preocupar com as notícias dos jornais do dia seguinte, ele transferiu um tiro certeiro para a imprensa em geral. Quem não sentiu foi a Globo, que desempenha um papel dúbio nas coberturas do governo federal, claro.   É a Globo mesmo que esquece que o Supremo Tribunal Federal tem uma TV própria e que se tivesse algum cidadão interessado em acompanhar as últimas nefastas sessões, poderia fazê-lo no canal oficial da instituição. O telespectador não precisaria dispor de longos minutos no seu principal jornal da noite.   Na verdade, com cobertura de todas ou não, foi criada uma expectativa, pela própria imprensa, sobre o julgamento e que o desfecho não agradou parte da população, digo parte, porque o povão mesmo, esse sustentado com migalhas do governo, não sabe e nunca vai saber de nada.   Mas no fundo, as imagens transmitidas pelas TV, editadas da TV do Supremo, mostrou bem a cara, ou melhor, a fisionomia desses algozes da verdade e da democracia, esses ministros nitidamente vendidos, perdão, vendidos não, compromissados com o Palácio do Planalto e alguns políticos da Congresso Nacional.   Bem, depois da cobertura feita nessa fase, eu, na posição de profissional de imprensa, acho que não se deveria fazer cobertura abrangente do processo seguinte, porque não vale a pena. E digo a todos que, caso tenham se indignado com o resultado, que não adianta, ou melhor, pode adiantar alguma coisa, desde que não votem em ninguém nas próximas eleições, que o voto seja facultativo, como nos países desenvolvidos… ou o Brasil ainda não é?   PARABÓLICAS   O Padre Marcelo Rossi está em quase todas as emissoras do interior do ES com o seu Momentos de Fé.   A Equipe da Band FM Guarapari tem uma equipe bem diversificada, oscilando entre experientes e novatos.   Luis Alberto Patuzzo “esbagaça” narrando futebol. Além do mais tem um bem montado site sobre esportes, com rádio e tudo na net.   Leo Ribeiro está na Sim (central) e pelo visto seguindo os mesmos passos do pai, o internacional técnico José Sardinha.     MENSAGEM FINAL (PARA OS MINISTROS MENSALEIROS)   O homem se distingue dos outros seres pelo seu sentido de justiça. Confúcio

23/09/2013 / 0 Comments
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Fiscal de obras é condenado à perda do cargo após denúncia de corrupção em Vitória

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O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Gustavo Marçal da Silva e Silva, condenou o fiscal da Prefeitura de Vitória, Miguel José Neto, à perda do cargo e ao pagamento de multa cível em ação de improbidade pela cobrança de propina para “aliviar” fiscalização de obra, no final de 2008. É a segunda condenação judicial com base no mesmo episódio contra o fiscal, que também foi sentenciado em uma ação penal pelo crime de corrupção ativa. Na decisão do último dia 13 e publicada nesta segunda-feira (23), o magistrado considerou que a perda da função pública seria o tipo de punição mais adequada à conduta do fiscal, que chegou a confessar o crime durante o curso do outro processo. “Uma vez que não se pode admitir que, na qualidade de fiscal de obras do município de Vitória, o requerido [Miguel José Neto] deixe de fiscalizar objetivando interesses econômicos particulares”, justificou. Na denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE), o fiscal de obras é acusado de ter cobrado propina ao fiscalizar uma obra irregular na residência de um policial federal aposentado, no bairro Tabuazeiro, em dezembro de 2008. O denunciado teria solicitado o pagamento de R$ 500 para não lavrar a multa ao proprietário da residência. Naquela oportunidade, o policial aposentado teria afirmado que não tinha o dinheiro no momento, mas que faria o pagamento imediato de metade do valor combinado e o restante no dia seguinte. Entretanto, o dono da obra irregular filmou a negociação e deu ordem de prisão ao fiscal, quando iria fazer a entrega da “primeira parte” da propina. Na seara criminal, o fiscal Miguel José Neto foi condenado em 2011 à pena de prisão, em regime aberto, e também à perda da função. A defesa do acusado chegou a recorrer ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES), mas a pena de prisão (reduzida dos dois anos e seis meses para dois anos de medidas privativas de liberdade) e de demissão do serviço público foi mantida. Um novo recurso foi apresentado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) no início de junho, mas não tem data para julgamento. No processo de improbidade, o juiz Gustavo Marçal também fez relação da conduta do fiscal com as recentes manifestações populares contra a corrupção nas instituições: “Em tempos como o presente, movidos pela bandeira da moralização das públicas instituições, é preciso desativar a secular conivência e resignação no trato irresponsável da coisa pública, com a fiscalização e punição daqueles agentes que abdicam da adoção de uma postura ética e respeitosa frente às suas obrigações perante as leis, as quais, como cediço, devem sempre ser respeitadas”. Mesmo com o valor da cobrança, o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública destacou o fato de o fiscal ter se utilizado do cargo para obter vantagem pessoal.  “A exploração da fração de poder que lhe é outorgada para captar vantagem que não teria direito é a modalidade de improbidade administrativa mais grave porque é, dentre todas, a que fere de forma mais contundente o interesse republicano. Já que neutraliza o cerne ético do serviço público, abrindo as portas de Tróia para a captura dos bens e interesses públicos por interesses privados”, diz a decisão. Além da condenação à perda do cargo, o magistrado também determinou o pagamento de multa no valor de três vezes da propina recebida pelo fiscal, somando R$ 750,00. As punições têm válidas após o trânsito em julgado da sentença, que também cabe recurso. De acordo com dados do Portal da Transparência da Prefeitura de Vitória, o fiscal de obras continua em atividade na Secretaria de Desenvolvimento da Cidade (Sedec), onde atua como Fiscal de Arrecadação e Serviços desde maio de 1978.

23/09/2013 / 0 Comments
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Greve dos bancários: 227 agências permaneceram fechadas nesta segunda-feira

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A greve dos bancários chegou ao terceiro dia com mais adesões pelo Estado. O Sindicato dos Bancários do Estado informa que foram fechadas 227 agências em todo o Estado, sendo 145 na Grande Vitória e 82 no interior.    O número de agências bancárias fechadas no Estado nesta segunda-feira (23) é 25,2% maior que no primeiro dia da greve, na última quinta-feira (19), que teve 170 agências fechadas. Em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, todas as agências foram fechadas nesta segunda-feira, tanto de bancos públicos quanto privados.    Estão fechadas, em todo o Estado, 63 agências da Caixa Econômica Federal e 69 do Banco do Brasil. Os trabalhos no Centro de Processamento de Dados (CPD) do Banestes e no Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) também estão paralisados.    Dentre os bancos privados, estão fechadas 39 agências, sendo 10 do banco Santander, 11 do Bradesco, 11 do Itaú, cinco do HSBC, além do banco Mercantil do Brasil e do banco Safra.   Já os bancários reivindicam reajuste de 11,93%, que corresponde a 5% de aumento geral mais inflação projetada de 6,6%; Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15; piso salarial de R$ 2.860,21, que é o piso do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese); auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche ou babá no valor de R$ 678 ao mês para cada, equivalente ao salário mínimo.    Além disso, a categoria pleiteia o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários; fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao Projeto de Lei (PL) 4330/04 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe as dispensas imotivadas.    

23/09/2013 / 0 Comments
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Dia D para os servidores da Assembleia nesta terça-feira

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Depois de três assembleias com os servidores do Legislativo nesta segunda-feira (23), funcionários e deputados terão na reunião do colégio de líderes, que acontece nesta terça (24), ao meio-dia, a última chance de entendimento sobre o projeto que estabelece o Plano de Cragos e Salários (PCD) do funcionalismo da Casa.   Depois de um encontro com o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), o sindicato da categoria conseguiu que a Mesa Diretora incluísse o assunto na pauta do colégio de líderes. O sindicato pretende entregar aos deputados um documento pedindo a adequação da tabela dos funcionários efetivos da Assembleia tomando como base de referência a tabela do Tribunal de Justiça do Estado, como fora prometido na elaboração do projeto.   Depois do veto parcial do governador Renato Casagrande à primeira proposta do Plano de Cargos e Salários, um novo projeto foi elaborado e apresentado na última sexta-feira (20).    A nova proposta, porém, causou insatisfação entre os servidores, sobretudo no que diz respeito à remuneração por subsídio. Havia entendimento com o Sindicato da categoria, Sindilegis, de que a tabela de subsídio da Ales seria igual à do Tribunal de Justiça, mas isso não está sendo verificado.    O sindicato observa que o vencimento no Tribunal de Justiça termina em R$ 6,9 mil, e com penduricalhos chega a R$ 9,7mil, enquanto a proposta apresentada pela Assembleia tem o valor final R$ 7,5 mil dentro do modelo de subsídio.   Apesar da promessa do presidente da Casa de que não vai pedir urgência na matéria, que foi lida no expediente desta segunda, a expectativa é de que o projeto seja votado nesta quarta-feira (25). Como o projeto saiu do jeito que governo ditou e a maioria no plenário votará com o governo, a reunião desta terça-feira é a última chance de os trabalhadores conseguirem algum avanço na negociação    Os servidores estão, desde fevereiro, discutindo o Plano de Cargos e Salários, que após ter sido aprovado por unanimidade pelo plenário, no início de agosto, foi vetado pelo governo do Estado. Mesmo tendo a Casa orçamento para fazer o pagamento, o Executivo alegou risco de efeito cascata no funcionalismo púbico para vetar o projeto.    Para os meios políticos, a discussão sobre o PCS dos servidores da Assembleia se transformou em uma disputa política. Desde então, a categoria está em estado de greve e reivindicando a derrubada do veto e promovendo uma série de manifestações na Assembleia, também, questionando a intervenção branca do Executivo no poder legislativo.

23/09/2013 / 0 Comments
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Assembleia define nomes de comissão que vai fiscalizar auditoria na Terceira Ponte

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A Assembleia Legislativa definiu, nesta segunda-feira (23), os nomes dos componentes da frente parlamentar criada para acompanhar a auditoria na concessão do Sistema Rodosol pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A deputada Janete de Sá (PMN) foi escolhida para presidir a frente, cujo pedido de abertura foi apresentado pela própria parlamentar. Os deputados Paulo Roberto Ferreira (PMDB) e Euclério Sampaio (PDT) vão ocupar, respectivamente, a vice-presidência e a secretaria executiva. Durante o expediente da sessão desta segunda, o presidente da Casa em exercício, Luiz Durão (PDT), formalizou a instalação e eleição dos membros da frente, batizada como “Frente Parlamentar de Acompanhamento e Fiscalização da Auditoria do Pedágio”. No papel, o objetivo dos deputados é debater, discutir e propor ações para o acompanhamento da auditoria, iniciada em agosto, no contrato de concessão firmado entre o Estado e a Concessionária Rodosol SA. A proposta de instalação da frente partiu da própria deputada, que acabou se tornando uma das figuras mais criticas pelo movimento que ocupou a sede da Assembleia por 12 dias, em julho último. O grupo pedia a votação do projeto que propunha o fim do pedágio na Terceira Ponte. Apesar de ter participado das negociações com os integrantes do movimento e a cúpula da Casa, a deputada Janete acabou votando pelo arquivamento da matéria, que teve 16 votos desfavoráveis. Chama atenção que a mesma divisão ocorrida na Casa se reflete na composição da frente, cujo cronograma de trabalho não foi divulgado. O secretário-executivo da frente, Euclério Sampaio, foi o autor do Projeto de Decreto Legislativo 69/2013 contra a cobrança de pedágio na Terceira Ponte, enquanto o vice-presidente da comissão, Paulo Roberto, foi um dos primeiros integrantes do chamado G15 (grupo de deputados contra a iniciativa do pedetista, que recebeu a adesão de última hora de Janete). Na justificativa da proposta, a deputada disse que a frente parlamentar iria garantir a Casa o poder de fiscalização previsto na Constituição Estadual. Apesar das limitações impostas aos trabalhos de auditoria que devem seguir às normas do TCE, a parlamentar acredita que o trabalho dos deputados deve garantir um melhor embasamento para a decisão da Justiça na ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual (MPE), que pede a revogação da licitação da concessão, assinado no ano de 1998. Os trabalhos de auditoria no Sistema Rodosol tiveram início na última quarta-feira (7), de acordo com informações do TCE. A área técnica vai analisar um total de 8,5 mil páginas de documentos relacionados ao caso. A auditoria será relatada pelo conselheiro Domingos Taufner, que tem prazo inicial de 90 dias para a apresentação dos resultados. Por ordem judicial, o valor do pedágio da Terceira Ponte foi reduzido durante o período de auditoria. A nova tarifa (R$ 0,80) deve cobrir apenas os custos de manutenção da ponte. Entretanto, o governador Renato Casagrande já garantiu a manutenção da tarifa do pedágio após a conclusão dos trabalhos de auditoria.

23/09/2013 / 0 Comments
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