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PSB rompe com Dilma e inviabiliza reedição do arranjo da unanimidade no Estado

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Aconteceu o que o governador Renato Casagrande mais temia. O presidente do PSB, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, comunicou à presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira (18) que o partido não faz mais parte do governo do PT.    Campos, virtual pré-candidato a presidente da República, após se reunir por cerca de 40 minutos com a presidente, publicou no site do PSB a mesma carta entregue a Dilma, que explica os motivos que levaram o PSB a entregar os ministérios da Integração Nacional, dos Portos e outros cargos que o partido ocupa nos primeiros e segundo escalões do governo federal.    Na carta, Campos não nega que o PSB tem a intenção de lançar candidato a presidente em 2014, embora despiste que essa é uma discussão que o partido só fará no ano que vem.    O anúncio, apesar do tom elegante da carta, significa o rompimento de uma parceria de mais de 10 anos com o PT. No Estado, a decisão do PSB tem impactos diretos e devastadores no projeto de reeleição do governador Renato Casagrande, que ainda sonhava em reeditar o arranjo da unanimidade que o elegeu de maneira retumbante ainda no primeiro turno das eleições de 2010.    Isso explica por que Casagrande sempre foi refratário ao projeto de Eduardo Campos de se candidatar a presidente da República. Á época, Casagrande chegou a declarar publicamente que julgava extemporâneas as movimentações de Campos.    Na verdade o governador capixaba sabia do prejuízo que a candidatura socialista poderia representar para o seu arranjo político. Tanto que Casagrande, ao perceber que o projeto de Campos era irreversível, passou a defender a tese da neutralidade, tentando manter a aliança com o PT e PMDB blindada às movimentações nacionais.    O mercado político, no entanto, já vinha prevendo que o desfecho do projeto de Campos resultaria no rompimento com o governo federal. Isso também explica as recentes declarações do senador Ricardo Ferraço (PMDB), que passou a alimentar a hipótese de se lançar candidato ao governo. O senador chegou a afirmar, inclusive, que o arranjo da unanimidade já não correspondia ao atual cenário político.    Além do rompimento do PSB com o governo Dilma praticamente selar a candidatura de Campos, a decisão afasta de vez as chances de Casagrande em manter o PT no seu arco de alianças.    Imediatamente ao anunciou de Campos, os caciques do PSB já mostraram seus dentes aos petistas. Em declaração nesta quarta (18) ao jornal O Globo, o líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS), afirmou que a decisão foi tomada como reação às críticas que o partido vinha sofrendo por parte de governistas que acusavam o PSB de estar dentro do governo mas fazendo críticas permanentes à presidente Dilma . Sem rodeios, Albuquerque disse que o PSB quer ficar livre para tomar a decisão de ter candidato a presidente da República. “O apoio ao governo vai depender dos temas e das pautas. Não vamos virar oposição radical, mas quem não está no governo não é da base. Somos um partido independente”, disse ao jornal carioca.   O deputado gaúcho voltou a provocar os petistas, defendendo que eles também entreguem os cargos que possuem nos seis governos de estado comandados pelos socialistas, incluso o Espírito Santo. “O PT que nos cobrou aqui (no plano nacional), é o que ocupa cargos em nossos governos, mesmo tendo disputado contra nós, então eles deveriam ser coerentes”, disse Albuquerque ao Globo.    Esse será outro imbróglio para Casagrande. A tendência é de que a nacional aumente a pressão sobre os governadores socialistas. Apesar de Campos ter prometido que o partido só tratará de eleição em 2014, as movimentações políticas com vistas ao processo eleitoral do próximo ano já estão em curso.   Se de fato Campos quisesse deixar a discussão sucessória para o ano que vem, teria ouvido os apelos do ex-presidente Lula, que se desdobrou para convencer o governador pernambucano a não abandonar Dilma agora.   O fato é que a candidatura de Eduardo Campos está lançada e Casagrande em breve terá que escolher um caminho: ou abandona de vez o projeto da unanimidade e passa a considerar a hipótese de ter o PMDB e o PT como adversários em 2014, ou continua negando os fatos e insistindo na tese de que só tratará do assunto eleições no ano que vem. Se ficar marcando passo, corre o risco de perder o bonde e as eleições.    Leia a íntegra da carta do PSB à presidente Dilma   Brasília, 18 de setembro de 2013   À Sua Excelência Senhora Dilma Rousseff   Em mãos.   Senhora Presidenta,   Desde 1989, quando da criação da “Frente Brasil Popular”, o Partido Socialista Brasileiro integra, juntamente com o Partido dos Trabalhadores e outros do campo da esquerda, a base política e social que, durante as sucessivas eleições presidenciais de 1989, 1994, 1998 e no segundo turno de 2002, apoiou e, finalmente, levou àPresidência da República, o companheiro Luís Inácio Lula da Silva, cujo governo contou com nossa participação, colaboração e  sustentação, no Executivo e no Parlamento.    Convidado a ocupar funções governamentais, nosso  Partido contribuiu para os avanços econômicos e sociais proporcionados ao País pelo governo do honrado Presidente Lula, dedicando seus melhores esforços e sua total lealdade nos momentos mais difíceis dos oito anos de mandato.   Em março de 2010, embora contássemos com um pré-candidato àpresidência da República e fosse desejo manifesto de nossa base e das lideranças do partido o lançamento de candidatura própria, o PSB, a partir de uma profunda reflexão e discussão política com o companheiro Lula, abdicou dessa legítima pretensão e decidiu integrar a frente partidária que apoiou a candidatura de Vossa Excelência àPresidência da República.   Quando da formação do governo, Vossa Excelência convidou-nos para discutir nossa participação, ocasião em que manifestamos a possibilidade de apoiar sua administração sem necessariamente ocupar cargos. Vossa Excelência, entretanto, expressou o desejo de quadros do PSB na Administração, com o que concordamos sem apresentar condicionantes.   Neste momento,

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Defensoria e MPE acionam Estado para criar vagas para ressocialização de adolescentes

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A Defensoria Pública e o Ministério Público Estadual (MPE) ajuizaram nessa terça-feira (17) uma ação civil pública contra o Estado do Espírito Santo e o Instituto de Atendimento Socioeducativo do Estado (Iases). A ação tem o objetivo de garantir a abertura de novas vagas para a ressocialização de adolescentes em conflito com a lei. No processo, eles pedem a concessão de medida liminar para a abertura de pelo menos cinco unidades com 100 vagas para a execução de medidas socioeducativas de semiliberdade na Grande Vitória, sendo 80 para adolescentes do sexo masculino e 20 para feminino, em até 90 dias.   Ao todo, os representantes da Defensoria e do MPE pedem à Justiça que reconheça a obrigatoriedade do Estado na apresentação de cronograma de criação e manutenção de vagas de semiliberdade para os próximos cinco anos, de janeiro de 2014 a dezembro de 2018. A intenção é de que 628 vagas estejam funcionando até o final deste período, ou seja, com a criação de mais 100 vagas por ano.    Atualmente, o Estado possui apenas 28 vagas para execução de semiliberdade – nenhuma delas para adolescentes do sexo feminino.   Na ação, os defensores e promotores de Justiça alegam que o número atual de vagas é “inconcebível” para um Estado com mais de 3,5 milhões de habitantes.  “Apesar do alto número de atos infracionais praticados no Estado, os réus não se aparelharam de forma adequada para receber o contingente de socioeducandos que necessitam dessa intervenção Estatal intermediária antes de voltarem à plena convivência comunitária”, alegam.   Pelo regime de semiliberdade, os adolescentes devem trabalhar ou estudar durante o período do dia e retornam para as unidades no período noturno. Hoje, somente duas unidades podem executar este regime, a Casa Monte Belo, na Serra, com 12 vagas, e a Casa Marista de Semiliberdade, em Vila Velha, com capacidade para 16 adolescentes. “As vagas para semiliberdade são oferecidas em número 30 vezes menor do que o disponível para internação”, cita a ação, traçando um paralelo com o total de reeducandos submetidos ao regime fechado (cerca de mil adolescentes) com as vagas previstas (850 ao todo).   Os autores da ação citam o fato de adolescentes terem recebido o benefício da semiliberdade, mas os juízes das Varas de Infância e Juventude são forçados em convertê-la em medida de liberdade assistida e até mesmo de internação, medida que deveria ser excepcional que acabou se tornando regra. “Mesmo assim, vários adolescentes passam meses aguardando a abertura de vagas para a semiliberdade em regime de internação e, portanto, sofrendo sanção mais dura do que aquela que já lhe foi imposta”, denunciam.   A nova denúncia expõe o grau de precariedade no sistema de ressocialização de adolescentes em conflito com a lei. No início deste mês, a Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) renovou medidas provisórias contra o Estado brasileiro – neste caso, o Estado do Espírito Santo – por violações no sistema socioeducativo capixaba. As medidas foram impostas no ano de 2009 por conta das violações na Unidade de Internação Socioeducativa (Unis), de Cariacica, que já foi renovada quatro vezes sem que nada fosse feito para mudar o quadro.   Essa mesma unidade também foi alvo de uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em julho passado, onde pediu o fechamento da Unis feminina, apontada como a pior estrutura física entre as que foram visitadas pelo órgão de controle.    O Estado alega que está construindo uma nova unidade que atenda aos preceitos do Sistema Nacional de Socioeducação (Sinase). No entanto, a construção de novas unidades de internação, sem a realização de investimentos em outros regimes de ressocialização, acaba demonstrando a falência das políticas públicas para crianças e adolescentes, sobretudo, àqueles em áreas de vulnerabilidade social.   “Apesar de todo o regramento, os réus insistem em não instalar e construir a quantidade adequada de unidades à demanda que lhes é impingida (exigida). Em verdade, após fazer a ‘escolha trágica’ de não realizar os necessários investimentos no sistema socioeducativo, não mais pode o administrador se valer da ‘Cláusula da Reserva do Possível’ (entendimento jurídico que versa sobre a possibilidade exigir do Estado somente aquilo que é razoável esperar) para justificar a violação de princípio de maior importância que questões orçamentárias, qual seja, o da Dignidade da Pessoa Humana”, concluem os autores da peça.   Assinam a ação civil pública (0035484-54.2013.8.08.0024), que tramita sob segredo de Justiça na 2ª Vara da Infância e da Juventude de Vitória, os defensores públicos Fábio Rodrigues Sousa, Adenildo Lucchi, Renata Beatriz Nemer, bem como pelos promotores de Justiça, Valéria Barros Duarte de Morais, Andrea Teixeira de Souza e Olga Maria Spalenza Rosa.

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TJES orienta magistrados a comunicarem presídios sobre progressão de pena

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A Coordenadoria das Varas de Execuções Penais e Criminais do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) está orientando a magistrados de conhecimento e servidores das varas criminais de todo o Estado a oficiarem às unidades prisionais, onde estejam recolhidos seus réus, todas as vezes em que for aplicada detração de pena na sentença condenatória. A medida facilita que os detentos tenham a progressão de regime e contribui para o andamento do processo e também para controlar a lotação das unidades.    O que vem acontecendo atualmente é que mesmo os magistrados naturais já tendo aplicado a diminuição no tempo da pena para réus e consequente progressão de regime, os presídios não fazem a transferência do reeducando, obrigando as Varas de Execuções Penais a fazerem o trabalho novamente.    Isso acaba por provocar também a lotação excessiva das unidades, além da “cadeia vencida”, que é o termo popular dado à demora em transferência ou progressão de regime de presos.    Para adequar magistrados e servidores à Lei 12.736/2012, publicada em 3 de dezembro de 2012, que normatiza a aplicação da detração de pena, a Escola da Magistratura do Estado (Emes) aplica curso de Sistema de Execução Penal (Siep).   O primeiro curso, já sob os efeitos da nova legislação, foi aplicado no mês de junho deste ano, em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado e reuniu servidores de outras Comarcas da região. A maioria dos juízes já está fazendo a detração, mas falta a comunicação aos presídios para que seja dada efetiva celeridade aos processos.    

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Clima esquenta na sabatina de candidatos a conselheiro do Tribunal de Contas do Estado

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O clima ficou pesado na sessão da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa na tarde desta quarta-feira (18) para a escolha do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCES). A candidata Marilene Alves Ferreira comprou briga com a Casa ao criticar os deputados em relação à escolha.    A candidata de 54 anos, formada em direito, que atua como auxiliar de serviços no Tribunal de Contas do Estado, questionou a moralidade da escolha afirmando que há falta de isonomia nas perguntas feitas aos deputados-candidatos e aos demais postulantes à vaga aberta em maio com a aposentadoria do conselheiro Marcos Madureira.   Marilene levantou a suspeição dos deputados José Esmeraldo e Marcelo Santos, ambos do PMDB, alegando que eles têm interesse na questão, já que têm parentes atuando no Tribunal de Contas. O deputado Atayde Armani (DEM), presidente interino da Comissão, não acatou as alegações da candidata, afirmando que ela deveria fazer um requerimento à Mesa Diretora da Assembleia.   As afirmações da candidata em seu discurso de apresentação causaram um enorme desconforto entre os membros da comissão. A servidora do TCE destacou que Esmeraldo recorrendo a subterfúgios, em brechas da lei, dando a entender que ele estaria fazendo perguntas “decorebas” para tentar prejudicar os candidatos.    O deputado José Esmeraldo foi o primeiro a fazer perguntas para a candidata e reagiu às críticas. O peemedebista afirmou que “nunca viu ninguém com tanto ódio no coração”. Ele chegou a chamar a candidata de “folgada”. Os dois passaram a trocar farpas e o presidente teve de interromper a sessão para acalmar os ânimos.    Até o deputado Hercules Silveira (PMDB) que abonou a indicação de boa parte dos candidatos da sociedade civil, não gostou do tom da postulante. Ele se queixou da forma como Marilene se dirigiu à Assembleia. Ao fim de sua sabatina, a candidata pediu desculpas pelos excessos que teria cometido, mas embora tenha generalizado, se referia à situação de certa forma “coronelista” que se dá à política brasileira.    Ela afirmou também durante a sabatina que entende que há poucas chances de ser escolhida conselheira, mas que suas afirmações são um retrato da indignação das ruas.    Pagung   O deputado estadual Dary Pagung (PRP) foi o primeiro a ser sabatinado nesta quarta-feira. Em sua apresentação, ele fez um levantamento da situação financeira do Estado em 2003 e destacou a atuação do ex-governador Paulo Hartung no período, tentando se inserir no discurso de reconstrução do Estado, que garantiu os dois mandatos do ex-governador. A estratégia foi parecida com a do deputado Claudio Vereza, sabatinado nessa segunda-feira (16), que também se colocou como um dos protagonistas da reconstrução do Estado.   Pagung destacou também sua formação em direito público, além dos dois mandatos de vereador em Baixo Guandu, sua terra natal, e os dois mandatos de deputado estadual. Dary não teve problemas para responder às perguntas, exceto as do deputado José Esmeraldo. Muito genérico e lacônico, o deputado não se fez entender muito bem nas suas formulações.   A terceira candidata a ser sabatinada, Tânia Maria Pires e Pinho, simplesmente não compareceu. Armani suspendeu a sessão para esperar a candidata, mas teve que cancelar a sessão. A próxima sabatina dos candidatos a conselheiro do Tribunal de Contas será na próxima terça-feira (24).

18/09/2013 / 0 Comments
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Em Vitória, colar cartazes em pontos de ônibus ou patrimônios poderá resultar em inquérito

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Quem colar cartazes em abrigos de ônibus ou patrimônios de Vitória a partir desta quarta-feira (18) irá responder a inquérito policial. Os responsáveis serão convocados a depor a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente e Patrimônio Cultural e poderão receber as sanções previstas na legislação. Segundo a Prefeitura de Vitória, a medida é necessária pois a Lei Municipal nº 5.086, que prevê multa nesses casos, não é respeitada, mesmo após mutirões de limpeza e ações educativas nos bairros da Capital.   Assim, a Secretaria Municipal de Serviços (Semse) encaminhou para a delegacia denúncia e solicitação de responsabilidade criminal dos infratores que depredam patrimônio público. A solicitação tem como nase a Lei Federal nº 9.605, artigo 65. Caso sejam condenados, os responsáveis poderão sofrer pena de detenção de três meses a um ano. Além disso, deverão executar a limpeza total e pintura e ser multado em mais de R$ 7 mil.   De acordo com o secretário municipal de Serviços, Alex Mariano, ações educativas tem sido realizadas para orientar as pessoas de que não podem colar cartazes, riscar ou pintar muros, postes ou abrigos de ponto de ônibus.    A proibição, entretanto, recebe algumas críticas de grafiteiros do Estado. Este ano, por exemplo, o projeto “Pontos de Arte”, que tem a participação de 25 artistas, foi praticamente extinto na cidade. Na ocasião a prefeitura apagou as obras feitas nos abrigos de ônibus da cidade sob protestos dos artistas e da população. Durante as discussões sobre o tema, o prefeito Luciano Resende (PPS), chegou a afirmar que apenas os cartazes seriam retirados dos abrigos dos pontos da Capital e agora a expectativa, segundo os artistas, é de que o Executivo atue com bom senso em relação às obras espalhadas pela cidade.  Segundo a Prefeitura, somente este ano foram emitidos 28 autos de infração e retirados mais de 600 cartazes nas vias da Capital.   

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Câmara aprova moção de repúdio à instalação de tanques em Paul

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Os vereadores de Vila Velha assinaram nesta terça-feira (17) uma moção de repúdio à empresa Liquiport S/A, responsável pelo projeto que pretende instalar 30 tanques de armazenamento de combustível em Paul, Vila Velha. A manifestação dos vereadores acontece após o deputado Euclério Sampaio (PDT) apresentar decreto legislativo pedindo a suspensão das licenças para a instalação dos novos reservatórios na região.     A instalação de novos tanques afetam os moradores dos bairros Paul, Argolas, Morro do Atalaia e comunidades vizinhas, que já convivem com os tanques da empresa Nascon há mais de cinco anos, na mesma região.      Mesmo assim, a Liquiport S/A  já iniciou a instalação de cinco tanques na região, de um total de 30 tanques previstos, com autorização do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). De acordo com os moradores, a empresa não realizou Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) exigidos pela legislação.   Na moção de repúdio, os vereadores alertam que a vida de milhares de moradores está em risco. “Eles já não conseguem dormir a noite devido à construção dos tanques”, destaca em trecho da moção.      Os problemas envolvendo a construção de tanques na região é antigo. Os moradores lutam há cinco anos para que as autoridades determinem a transferência do empreendimento para outro local. “Tem tanque de combustível localizado a 15 metros das residências. E como o bairro só tem uma entrada e uma saída, em caso de explosão, muita gente pode ficar presa.  Os tanques representam grande perigo, principalmente por estarem sendo construídos em área residencial. Isso é um absurdo. A situação é gravíssima e fica pior devido às várias irregularidades envolvendo a instalação destes tanques”, advertiu o vereador Anadelso Pereira (PTN).   De acordo com vereador , as obras da Liquiport S/A já foram paralisadas, mas a comunidade quer que a empresa encontre outro local para instalar esses reservatórios, longe de áreas residenciais. Os moradores temem uma tragédia de grandes proporções no local, a exemplo das que ocorreram em Duque de Caxias (RJ) e Cubatão (SP).    Os vereadores prometem cobrar providências junto à Prefeitura , ao Iema e aos demais órgãos públicos sobre o licenciamento do empreendimento.    “Temos que analisar todo o processo de licenciamento ambiental que permitiu o funcionamento desses tanques na comunidade. Não é possível que este projeto estivesse sendo executado de forma regular, já que expõe ao risco milhares de moradores locais e ainda opera com a possibilidade de catástrofes ambientais, em caso de vazamento de combustível. Deve ter alguma coisa errada. Esses tanques jamais poderiam ser instalados na região, que já sofre os impactos das operações portuárias, mesmo sendo uma região residencial de grande importância histórica para Vila Velha”, ressaltou João Artem (PSB).

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SOS Ambiental cobra respostas de questões apresentadas em audiência pública

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Foram protocolados, nessa terça-feira (17), na Assembleia Legislativa, ofícios do grupo SOS Espírito Santo Ambiental direcionados aos deputados Claudio Vereza (PT), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista da Casa, e Theodorico Ferraço (DEM), presidente da Assembleia, cobrando respostas dos questionamentos apresentados e entregues em documento na audiência pública sobre a poluição do ar realizada na última quarta-feira (11).   No documento direcionado a Ferraço, o grupo discorda da afirmação feita pelo deputado sobre a “impossibilidade de adoção de providências no âmbito desta Assembleia Legislativa”. Ao contrário, a entidade alega que a Casa “pode e tem muito a fazer no combate à poluição e em favor da saúde e qualidade de vida do cidadão capixaba”.   Também ao contrário do que pediu a sociedade civil na audiência pública, e mesmo anteriormente, o deputado Cláudio Vereza manteve sua posição contrária à abertura da CPI do Pó Preto e em prol das audiências públicas. Ele pretende realizar mais seis delas – dia 25 deste mês (papel dos municípios); e 2 (papel das empresas), 9 (ótica da sociedade civil), 16 (emissões veiculares) e 23 (fontes emissoras) de outubro.    Os questionamentos feitos na audiência são referentes a funcionamentos e funções, executadas ou não, de órgãos públicos como o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e Ministério Público do Estado (MPES). Há, também, perguntas direcionadas às poluidoras Vale e ArcelorMittal, aos deputados da Casa e ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema). O SOS Ambiental também quer esclarecimentos sobre os episódios das denúncias do relatório da Associação dos Servidores do Iema (Assiema) e das emissões geradas nos carregamentos de grãos no Porto de Tubarão.   Na audiência pública do último dia 11, José Marques Porto, representante do grupo na Assembleia, apresentou alguns dos questionamentos sobre as emissões do carregamento de grãos – sobretudo porque não foi dada uma resposta sobre a presença de agrotóxicos nesses produtos – e sobre as medições de qualidade do ar – o Iema não deixou claro quais são os critérios avaliados para que algumas medidas sejam consideradas de “poucos danos à saúde”.   Presente na ocasião, o gerente de Meio Ambiente da ArcelorMittal, Guilherme Correa de Abreu, prometeu responder, por escrito, aos questionamentos pertinentes à siderúrgica. A promessa também foi feita por Diane Rangel, secretária estadual de Meio Ambiente, que disse não ter a resposta para todas as questões levantadas pelo grupo – que, há mais de um ano, protocola na Seama e no Iema arquivos com diversas imagens da poluição na Ponta de Tubarão – e prometeu reunir todos os questionamentos para uma “resposta sistêmica”.

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Ex-prefeito de São José do Calçado é condenado a 24 anos de prisão por mando na morte de vereador

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O ex-prefeito de São Jose do Calçado, na região do Caparaó, Alcemar Lopes Pimentel, foi condenado a 24 anos de prisão, sem a possibilidade de recorrer em liberdade, pelo mando no assassinado do vereador Warley Lobo Teixeira. O crime ocorreu no município em 2010.    O julgamento, realizado em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, durou 26 horas e foi encerrado por volta das 13h40 desta quarta-feira (18). O acusado de ser o intermediário do crime, Enéias Borges, também foi julgado e condenado a 23 anos de prisão, sem a possibilidade de recorrer em liberdade.    Os familiares do vereador, que acompanharam o julgamento do início ao fim consideraram a sentença satisfatória e saíram do fórum com a sensação de dever cumprido. Eles também parabenizaram o trabalho do Grupo Especial de Trabalho em Persecução Penal dos Crimes Dolosos contra a Vida e de Auxílio aos Promotores de Justiça das Varas Criminais do Tribunal do Júri (GETPEJ), do Ministério Público do Estado (MPES), que não deixou brechas para questionamento no júri.    Alcemar e Enéias foram condenados por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.    O vereador foi assassinado por volta de 21h15 do dia 21 de fevereiro de 2010, após estacionar o carro na Praça Governador Bley, próximo à residência dele, em São José do Calçado.    As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público apontaram que o crime havia sido encomendado, já que o vereador havia denunciado irregularidades cometidas pelo então prefeito ao MPES e ao Ministério Público Federal (MPF).    De acordo com a denúncia, Warley pretendia entregar um dossiê comprovando atos de improbidade praticados pelo ex-prefeito aos promotores de Justiça. Entre a contratação do executor pelo mandante e o assassinato, o MPES e a polícia apuraram que se passaram 15 dias.    Depois de ser preso em flagrante, Fernando Mauricio de Souza confessou que havia cobrado R$ 30 mil para assassinar o vereador. Após atirar em Warley, o executor fugiu em uma moto, que quebrou a poucos quilômetros de onde havia ocorrido o homicídio. O intermediário, que estaria acompanhando toda a ação, teria dado fuga a Fernando em um carro. O executor foi condenado a 19 anos de prisão em 2012.   Já o ex-prefeito foi preso no município de Bicas, em Minas Gerais, uma semana após ter fugido.

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MPF-ES denuncia Mateusão e Doutor Chicô por desvio de verbas do Bolsa Família

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O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) denunciou os ex-prefeitos de Pedro Canário Mateus Vasconcelos, o Mateusão, e Francisco José Prates de Matos, o Doutor Chicô, pela utilização indevida de recursos do Índice de Gestão Descentralizada (IGD) do Programa Bolsa Família.    Na ação de improbidade, o procurador da República em São Mateus, Leandro Mitidieri, pediu a decretação da indisponibilidade dos bens dos ex-prefeitos, bem como o pagamento de multa após o julgamento final do caso.    De acordo com informações do MPF-ES, os recursos foram aplicados em ações que não tinham qualquer relação com os objetivos do programa do governo federal. Entre as irregularidades, constatou-se que a verba do IGD foi transferida para outra conta sem comprovação de destinação do dinheiro. Durante a gestão de Mateusão, os recursos teriam sido utilizados para a compra de um veículo utilitário Kombi por um valor 20% superior ao preço de mercado.   Segundo a denúncia, uma irregularidade comum às duas gestões foi a utilização do dinheiro do IGD para a contratação de serviços de publicidade e confecção de material gráfico. O representante do MPF/ES alega que a prefeitura do município não apresentou os documentos solicitados pela Controladoria Geral da União (CGU), como relações de bens a serem adquiridos, edital de licitação, documentos das empresas participantes, atas de licitação, mapas de apuração de preços e contratos celebrados com as empresas vencedoras.   Nos autos do processo, a procuradoria sustenta que os ex-prefeitos teriam praticado atos de improbidade e de lesão ao erário, já que as verbas poderiam ter sido utilizadas para o desenvolvimento de ações já estabelecidas pelo programa, que consequentemente ficaram desfalcadas. O Ministério de Desenvolvimento Social, que é responsável pelo Bolsa Família, orienta que os recursos do IGD sejam vinculados à gestão dos benefícios, acompanhamento das famílias inscritas no programa, cadastramento de novas famílias, além da implementação de programas complementares ao Bolsa Família nas áreas de alfabetização e capacitação profissional.   “Também foram feridos os princípios da legalidade e da impessoalidade, já que houve violação das normas que regulamentam e instruem os gestores quanto à utilização dos recursos repassados aos municípios e os serviços contratados não tiveram, de fato, qualquer relação com as atividades desenvolvidas no âmbito do Bolsa Família. Pelo contrário, foram utilizados para autopromoção dos gestores”, diz a nota publicada no site do MPF/ES.   Mateusão continua foragido da Penitenciária de Linhares (norte do Estado) há três semanas. O ex-prefeito de Pedro Canário e Conceição da Barra, que cumpria pena em regime semiaberto, saiu para trabalhar na manhã do dia 30 de agosto e não retornou ao presídio. Familiares de Mateusão alegam que ele pode ter sido sequestrado a mando de rivais políticos. No entanto, para a Justiça, o ex-prefeito é um foragido. 

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Trabalhadores dos Correios do Estado aderem à greve nacional da categoria

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Os trabalhadores dos Correios no Espírito Santo, depois de audiências em todo o Estado, realizadas nesta terça-feira (17), decidiram ingressar na greve nacional da categoria. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 15% e reposição da inflação, a pauta da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) também pleiteia uma reposição das perdas salariais acumuladas de 1994 a 2002 de 20%, a reparação e o aumento linear de R$200, o adicional noturno, a antecipação da gratificação natalina, horas extras, anuênio, e a não privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrados (ECT).    A greve dos trabalhadores dos Correios já vigora em quase todo o País. Nos estados de Rondônia, Acre, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo os trabalhadores não aderiram ao ainda não haviam decidido a adesão até a tarde desta quarta-feira (18), sendo que em São Paulo e no Rio de Janeiro os diretores da Fentect suspenderam as liberações sindicais e aderiram à greve.    A categoria também tem antigas reivindicações, como a redução da jornada de trabalho dos atendentes para seis horas, segurança nas agências e entregas de correspondências pela manhã. Os trabalhadores também cobram a realização de concurso público e defendem o plano de saúde para a categoria sem modificações.    Em audiência de conciliação realizada nesta terça-feira a ECT apresentou a mesma proposta da reunião da última quarta-feira (12) que foi de reajuste de 8% e de 6,7% para os vales-refeição, alimentação, auxílio-creche ou babá e auxílio para dependentes de cuidados especiais, além do crédito extra de 23 vales a serem pagos em dezembro (para admitidos até 31 de julho), que totaliza R$ 650,65, e vale-cultura de R$ 50.     A proposta foi negada pela Fentect e a paralisação mantida. Além disso, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) indeferiu pedido liminar impetrado pela ECT que pedia a suspensão do movimento grevista.    O ministro Antônio José de Barros Levenhagen instrutor do dissídio, considerou que o pedido para suspender a greve “não se sustenta juridicamente” porque o artigo 9º, caput, da Constituição da República “assegura o direito de greve a todos os trabalhadores”, cabendo a eles “decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”.

18/09/2013 / 0 Comments
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