A oitava edição do movimento “Não é por 20 centavos, é por direitos ES” tinha tudo para acabar na paz, não fosse, mais uma vez, a ação truculenta da polícia, que quis dar aos manifestantes uma prova de autoritarismo. A reportagem de Século Diário, que fez a cobertura do protesto desde as 17 horas, não registrou um único ato de vandalismo durante a marcha, que partiu por volta das 19h00 da Avenida Mascarenhas de Moraes, em frente ao prédio do Diário Oficial, em direção à Rede Gazeta, local onde aconteceria o ato principal. Depois de passarem 15 minutos gritando palavras de ordem contra o grupo de comunicação capixaba, que é afiliado à Rede Globo, e lançando aviõezinhos de papel em direção ao prédio da Gazeta, os manifestantes abriram uma discussão para debater os rumos do protesto. O local escolhido foi o Centro de Convenções Vitória, onde supostamente estaria o governador Renato Casagrande. Se o governador estava ou não no evento ninguém do grupo pôde conferir. A “ratoeira” armada pelos policiais, na proximidade do Hospital da Polícia Militar (HPM), na Avenida Joubert de Barros, deixou os manifestantes encurralados. Neste momento, a polícia iniciou uma operação pente-fino, fazendo uma revista completa nos pertences e corpos dos manifestantes. “Nada justificou a ação da polícia. O protesto era pacífico. Não houve nenhum registro de violência. Por isso a ação truculenta da polícia em colocar todos sentados no asfalto e sair revistando um por um pegou todo mundo de surpresa”, afirma Flávia Bernardes. No momento da revista, a repórter conta que se identificou à polícia como jornalista. Mostrou a crachá e disse que estava fazendo a cobertura do protesto. Foi ignorada. Uma PM foi destacada para revistar a jornalista. “Não estava usando máscara, pelo contrário, estava com o crachá com uma foto bem visível no pescoço identificando a minha função. Tentei argumentar que outros profissionais de imprensa não estavam sentados no chão. Queria apenas me juntar a eles e terminar o meu trabalho. Fui cerceada do meu direito de trabalhar”. Flávia Bernardes se referia à repórter de um jornal que não foi revistada pela polícia nem obrigada a se sentar no asfalto. Segundo a jornalista de Século Diário, não houve diálogo com a polícia. Antes de dar início ao ato vexatório, o oficial que comandava a “batida” agradeceu a compreensão de todos e disse que ninguém tinha com que se preocupar: “Será apenas uma revista”, explicou. “Eu tinha com que me preocupar. Estava encurralada em uma rua com um batalhão de policiais. Havia polícia à esquerda, à direita, em frente e atrás de mim, sem que eu entendesse o objetivo daquela ação. Na hora você não sabe se os policiais vão sair marchando em sua direção atrás de escudos e capacetes lançando bombas e atirando balas de borracha”. Sem escolha, a repórter permaneceu entregue a Deus dará. “Fiquei sentada no meio da rua, como se fosse manifestantes, igualmente indignada com a situação, aguardando para tomar um sacolejo. Em outras palavras, me preparando para pior. ‘Pernas afastadas. Mais afastadas, por favor, senhora’, pediu a policial dando um biquinho nos meus pés com sua botina. Mão na cabeça, mão pra cá, mão pra lá, e, finalmente, um ‘pode ir senhora’”. Depois de ser revistada, a repórter ainda teve chance de assistir, de longe, o fotógrafo Syã Fonseca sendo submetido ao mesmo procedimento. Somente alguns minutos depois a equipe de Século foi liberada. “Digo libertada porque enquanto estávamos ali não podíamos sair para canto nenhum. Estávamos, para todos os efeitos, detidos”, relata a repórter. Quem foi liberado ou libertado pode seguir seu caminho. Mesma sorte não teve um rapaz que foi preso após ser “flagrado” com uma garrafa de gasolina. O manifestante conhecido como Jmmy acabou sendo preso. A namorada de Jimmy jurava de pés juntos que a gasolina foi “enxertada” na mochila dele. A informação é de que o rapaz está detido no Centro de Detenção Provisória de Viana. A reportagem de Século Diário, retomando o trabalho de cobertura, tentou apurar o motivo da prisão. “Abordei o oficial, me apresentei e perguntei quantas pessoas haviam sido detidas e os motivos da prisão. Em vão. Também fiquei sem saber o nome do oficial, que não quis se identificar”: ‘Qual lei que me obriga a dizer meu nome. Temos os vídeos. Por isso as pessoas foram presas’”, disse o policial à repórter em tom presunçoso, típico daqueles que não precisam dar satisfação a ninguém, quanto mais a uma repórter que até minutos atrás estava “pagando geral” . Sindijornalistas solta nota de repúdio Sobre o cerceamento à liberdade de imprensa ocorrido ontem. Mais uma vez a PM de Casagrande agiu com truculência e falta de respeito com a imprensa no protesto de hoje. Mesmo portando identificação, profissionais do Século Diário foram truculentamente abordados, detidos e revistados, sendo tratados como se fossem bandidos. A SESP, mais uma vez, desrespeitou o que nos garantiu em reunião, que todos os policiais estariam sempre identificados. Hoje, o comandante da operação se negou a se identificar quando a imprensa o abordou. “Não existe lei que me obrigue a me identificar”. No entanto, esses mesmos policiais sem identificação, abordaram e obrigaram que manifestantes se identificassem, inclusive tirando foto dos rostos desses. Repúdio total à mais esta ação violenta e desproporcional. O Sindicato dos Jornalistas repudia qualquer tentativa de cerceamento à liberdade de imprensa.
Estados se organizam em bloco para lutar por vagas proporcionais
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes acatou os requerimentos de três estados de participação como amicus curiae na ação movida pelo Espírito Santo contra a redução das vagas proporcionais para a eleição do próximo ano. O despacho do ministro considera as petições da Paraíba, Pará e Paraná. Os três estados, assim como o Espírito Santo, tiveram redução de suas vagas na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas. Segundo o despacho do ministro, o pedido foi aceito tendo em vista a relevância da questão constitucional discutida e a representatividade dos entes postulantes A ação foi movida pelo Estado em abril deste ano, por conta de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), daquele mês redistribuindo as vagas na Câmara e nas Assembleias com base no censo do IBGE de 2010. Pela resolução do TSE, Ceará e Minas Gerais terão mais duas cadeiras cada um. Por sua vez, Amazonas e Santa Catarina aumentam sua respectiva bancada em um deputado federal. Já os Estados da Paraíba e Piauí sofrem a maior redução de bancada. Perdem dois deputados federais cada um. Já Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Alagoas e Rio Grande do Sul perdem um deputado na Câmara na próxima legislatura. Apesar do reforço a expectativa não é boa para o Estado, já que a Procuradoria Geral da República (PGR) e a Advocacia Geral da União (AGU), consultadas pelo relator, opinaram pela rejeição do argumento capixaba de que a decisão deve ser do Congresso Nacional e não da Justiça Eleitoral. Caso não seja revertida no Supremo, a Resolução aumentaria o cociente eleitoral no Estado e reduziria as vagas no Legislativo em 30%, ficando a bancada na Câmara com nove deputados federais em vez de 10 e 27 deputados estaduais em vez de 30.
Violência contra a mulher: TJES lança Juizado Itinerante da Lei Maria da Penha
Na manhã desta quinta-feira (12) foi inaugurado, no Tribunal de Justiça do Estado (TJES), o primeiro Juizado Itinerante da Lei Maria da Penha, que vai funcionar em um ônibus que percorrerá as comarcas do interior do Estado, principalmente aquelas que não têm Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. A solenidade teve a presença da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), além do presidente do Tribunal de Justiça, Pedro Valls Feu Rosa; do governador Renato Casagrande; da senadora Ana Rita (PT-ES), que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Casa; da deputada federal Iriny Lopes (PT-ES); e da juíza Hermínia Maria Silveira Azoury, responsável pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJES. A ministra Eleonora Menicucci ressaltou que o Estado está dando a volta por cima no combate à violência contra a mulher. Além da inauguração do Juizado Itinerante, a ministra também veio ao Estado para assinar o termo de adesão ao programa “Mulher, Viver sem Violência”, do governo federal, com o governador Renato Casagrande; o prefeito de Vitória, Luciano Rezende; o presidente do TJES, Pedro Valls Feu Rosa; o defensor público-geral do Estado, Gilmar Alves Batista; e o procurador-geral do Ministério Público Estadual (MPES), Eder Pontes da Silva. A SPM vai doar ao Estado os dois primeiros ônibus de Unidade Móvel para Mulheres em Situação de Violência no Campo e na Floresta. O objetivo é que os veículos circulem pelo interior do Estado, facilitando o acesso das mulheres à Lei Maria da Penha e a serviços de prevenção à violência. Eleonora disse que muito do compromisso do Estado contra a violência contra mulheres se dá pela luta da juíza Hermínia Azoury, que também é idealizadora do Botão do Pânico, iniciativa inédita no País que consiste em um dispositivo dado a mulheres vítimas de violência doméstica e com medida protetiva que deve ser acionado em caso de aproximação do agressor. A ministra se disse impressionada com o resultado de cinco prisões desde que o programa foi lançado, em abril deste ano. Ela salientou, também, que políticas públicas se fazem com a participação da sociedade civil e que nada se resolve se não houver debate, conversa e diálogo. A senadora Ana Rita disse que, desde a passagem da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CMPI) da Violência contra a Mulher pelo Estado, em maio de 2012, muitas medidas foram tomadas para tentar reduzir a violência contra a mulher. Neste período foi inaugurado o plantão da Delegacia da Mulher, foi dada posse a 68 defensores públicos que também vão atender mulheres vítimas de violência doméstica, o TJES designou psicólogos e assistentes sociais para fazer o atendimento de mulheres também no interior do Estado, a implementação do botão do pânico e, finalmente, a entrega do Juizado Itinerante. A senadora, que foi relatora da Comissão, ressaltou que ainda há muito a ser feito. “Precisamos reunir esforços para que as políticas públicas sejam interiorizadas”, afirmou ela, completando que um dos levantamentos da CPMI apontou faltam recursos para a implementação de políticas públicas. A deputada federal Iriny Lopes, que foi antecessora da ministra Eleonora Menicucci, ressaltou que a violência contra a mulher é promovida exclusivamente por uma questão de gênero. Ela salientou, também, que o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos das Mulheres – presidido por Daniela Rosa de Oliveira – é um avanço, mas o que as mulheres merecem é uma Secretaria Estadual da Mulher.
Internações no SUS por doenças respiratória totalizaram gastos de R$ 21 milhões em 2012
No ano passado, os gastos com internações no Sistema Único de Saúde (SUS) por doenças respiratórias no Espírito Santo somaram um montante de R$ 21,18 milhões. Só de internações em decorrência de insuficiência respiratória foram 713 atendimentos que demandaram R$ 2,7 milhões; de asma foram gastos pouco mais de R$ 1 milhão em 1.904 atendimentos; e por outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas foram 1.180 atendimentos, com um gasto de quase R$ 974 mil. Essas doenças são, respectivamente, a terceira, quarta e quinta que geram mais gastos na saúde pública do Estado. As doenças pulmonares obstrutivas crônicas podem ser causadas pela exposição excessiva e contínua à poeira e à poluição, além de exposição e hábito do tabagismo. Já os gastos com internações por “doenças da pele e do tecido subcutâneo” totalizaram R$ 2,5 milhões e “oncologia e outros” R$ 727 mil, somando R$ 3,25 milhões. Os dados foram apresentados pelo deputado estadual Hércules Silveira (PMDB) na audiência pública dessa quarta-feira (11) sobre o pó preto. São uma resposta ao Requerimento de Informações enviado em abril desse ano ao secretário de Estado de Saúde, Tadeu Marino, para esclarecimento sobre os gastos do SUS com doenças de pele e do aparelho respiratório no Estado em 2012. O requerimento foi enviado atendendo à demanda do grupo SOS Espírito Santo Ambiental, após a audiência pública sobre o pó preto realizada no primeiro semestre deste ano. Os relatos de doenças respiratórias, sobretudo a asma e a rinite alérgica, também foram destaque nas falas de representantes da sociedade civil organizada presentes na audiência pública dessa quarta-feira, que relataram o incômodo causado pela poluição e a irritabilidade gerada pelo pó preto. Os dois primeiros gastos na lista ficam por conta da pneumonia por micro-organismo Não Especificada (NE), que somaram R$ 7 milhões em 7.362 atendimentos, e pneumonia bacteriana Não Classificada em Outra Parte (NCOP), com gastos de R$ 3 milhões em 3.951 atendimentos. Os atendimentos ambulatoriais por doenças respiratórias somam um total de 1.206.868, com um gasto de R$ 342.428,94. Aqui, mais uma vez, os atendimentos por asma predominantemente alérgica são o destaque: 1.132.174 atendimentos, com custo de R$ 3.502,23. Os valores gastos são considerados “muito, muito altos” pelo deputado. Hércules, que é médico, destacou, ainda, que não é possível determinar quais dos casos atendidos foram ou não provocados pela poluição, mas isso poderá ser investigado pelo Ministério Público Estadual. O deputado assegurou que enviará uma cópia do documento ao MP solicitando uma apuração mais precisa dos casos. Ele também apontou que o MP pode pedir uma perícia das internações e procedimentos para saber quais quadros foram provocados ou agravados pela poluição do ar, não somente por partículas sólidas (pó preto), mas também pelos gases poluentes. Segundo Hércules, até mesmo casos de câncer podem ter como origem a poluição.
Lee Oswald: mantida proibição da contratação de empresas acusadas de fraudes em Kennedy
O juiz da comarca de Presidente Kennedy (litoral sul do Estado), Marcelo Jones de Souza Noto, manteve as restrições para a contratação de empresas acusadas de fraudes na Operação Lee Oswald com a prefeitura do município. Na decisão prolatada nesta quinta-feira (12), o magistrado manteve a proibição da assinatura de novos acordos com as microempresas J.A.Galito ME, Diogo Nicoli Fontana ME e Paulo César Pessoa ME até o julgamento final da ação penal, que foi recentemente dividida em dois “blocos”. “Para resguardar a moralidade da administração pública, bem como a transparência e lisura dos contratos entre a municipalidade e pessoas jurídicas, sediadas no município ou fora dele, convém que as empresas alvo de investigação judicial não sejam autorizadas a celebrar contratos com o município até que, se for o caso, consigam provar no curso desta ação que as contratações por elas levadas a cabo revestiram-se de legalidade, e em consequência, de tal modo, venham a resgatar sua credibilidade”, avaliou o magistrado Na mesma decisão, o juiz Marcelo Noto atendeu ao pedido da defesa do ex-prefeito do município, Reginaldo Quinta (PTB), acusado de chefiar a quadrilha que atuava nas fraudes em contratos, para liberar o saque de vencimentos retidos por ordem judicial. O magistrado indicou que as verbas de natureza salarial seriam impenhoráveis, motivo que determinou a expedição de alvará judicial para o levantamento da quantia bloqueada nas contas do petebista. O juiz determinou ainda o retorno às atividades da ex-secretária municipal, Geovana Quinta Costalonga, sobrinha do ex-prefeito, que chegou a ser pressa durante a operação policial, deflagrada em abril do ano passado. Com isso, Geovana – que é enfermeira concursada do município – pode retomar o cargo efetivo, mas continua proibida de assumir “quaisquer cargos ou funções de confiança/comissionados”. Na época das investigações, Geovana era responsável por três pastas – Assistência Social, Educação e Habitação –, além de ser apontada como a principal herdeira política do tio – que acabou elegendo outra sobrinha, a atual prefeita Amanda Quinta Rangel (PTB). Por conta do cargo efetivo, a ex-“supersecretária” de Kennedy também deve responder a uma ação penal em separado de Reginaldo Quinta e dos réus que não tem relação com a administração pública. Em outra decisão prolatada no final de agosto, o juiz Marcelo Noto determinou o desmembramento (divisão) das ações penais da Lee Oswald em dois “blocos”: o primeiro com servidores públicos, militares ou que exerciam função pública na época da denúncia; e o segundo formado por agentes políticos, empresários e pessoas acusadas de atuarem como laranjas no esquema. Os dois processos vão tramitar na comarca do município após a descida dos autos da ação penal (então única) do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), onde era relatado pelo presidente da corte, desembargador Pedro Valls Feu Rosa. De acordo as investigações da Polícia Federal, o bando é acusado de fraudes em 21 contratos que chegam a R$ 55 milhões. Deste total, pelo menos R$ 9,5 milhões já teriam sido identificados como alvo de sobrepreço. Durante a operação policial, deflagrada no dia 19 de abril de 2012, foram presas 28 pessoas, entre elas o então prefeito Reginaldo Quinta, que teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores em decorrência das denúncias, além de secretários municipais e empresários apontados como participes nas irregularidades.
Grupo de Hartung vira alternativa para processo eleitoral no Estado
A movimentação do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) para o controle do processo eleitoral do próximo ano no Estado agora é externa. É o que mostra a nota publicada na coluna de Ilimar Franco, reproduzida nesta quinta-feira (12) no jornal A Gazeta. Nota semelhante também foi publicada na coluna de Cláudio Humberto, em A Tribuna. O que mostra que a matriz da informação é a mesma. Segundo Ilimar, o PMDB estaria buscando apoio para erguer um palanque para a presidente Dilma Rousseff. O governador Renato Casagrande (PSB) teria decidido apoiar a candidatura do presidente do partido dele, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, à presidência da República. Um cenário bem diferente do que acontece no Estado, já que o governador vem tentando criar um cenário de consenso para sua reeleição. Casagrande defende uma postura de neutralidade em relação à disputa presidencial, que acolheria aliados tanto de Dilma como de Eduardo Campos em seu grupo. As colunas reproduzem uma discussão que vem sendo ventilada nos meios políticos, com uma chapa que traria o senador Ricardo Ferraço (PMDB) na disputa ao governo e o ex-governador Paulo Hartung ao Senado. A composição contaria ainda com o PT na vice, provavelmente com o ex-prefeito de Vitória João Coser. Essa alternativa oferecida ao PT nacional, porém, traz desconfiança tanto na cúpula petista quanto no governo federal. Isso porque o grupo de Hartung nunca se empenhou para ajudar o PT na disputa presidencial nem nas disputas com o presidente Lula, nem na primeira eleição de Dilma. No PT capixaba, porém, o grupo do ex-governador não deve encontrar resistência para fazer uma composição. Até entre as correntes oposicionistas à atual gestão, o reforço para o palanque de Dilma é bem-vindo. Mas para o candidato a presidente do PT estadual, Perly Cipriano, isso não significa que o partido terá de se submeter a regras que não beneficiem o partido na disputa do próximo ano. Além de garantir a reeleição de Dilma, o partido quer uma composição que garanta a competitividade na disputa proporcional. O PT quer manter sua representatividade na Câmara, onde ocupa uma cadeira, e na Assembleia, com uma bancada de cinco deputados.
Sociedade civil clama por CPI em audiência pública sobre o pó preto
Nos corredores da Assembleia Legislativa, duas assessoras trocavam figurinhas. “Se prepara, porque o 'bicho vai pegar' na hora das perguntas”, disse uma a outra. E foi o que realmente aconteceu nessa quarta-feira (11), na audiência pública sobre o pó preto, após as apresentações da secretária de Estado de Meio Ambiente, Diane Rangel; do secretário de Meio Ambiente de Vitória, Cleber Guerra; do diretor-presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Tarcísio Foëger; da Vale, feita pelo gerente de Meio Ambiente Romildo Fracalossi; e do também gerente de Meio Ambiente da ArcelorMittal, Guilherme Correa de Abreu. Tentando empurrar à população a ideia de que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pó Preto não resolveria o problema da poluição do ar, o deputado Claudio Vereza (PT), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista e propositor da audiência, foi confrontado por vários dos representantes da sociedade civil organizada que, inclusive, o convidaram, juntamente a toda a bancada petista da Assembleia, a assinarem o pedido de abertura da CPI. Não houve sequer um representante de entidade externa à Casa, envolvida e atingida pelo pó preto, que não mencionasse e fizesse coro ao pedido de reabertura da comissão. Entre elas, a SOS Espírito Santo Ambiental, a Associação Nacional dos Amigos do Meio Ambiente (Anama), o Conselho Popular de Vitória (CPV) e a Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC). Por que não? Marco Delmaestro, representante do grupo SOS Ambiental, foi o último a palestrar, mas não menos importante. A entidade, notavelmente a mais aplaudida da noite, apresentou um de seus clássicos vídeos com fotografias e filmagens, inclusive noturnas, das emissões diárias da Ponta de Tubarão, na Praia de Camburi. Dessa vez, o vídeo começava com um questionamento: “CPI do pó preto… Por que não?”. Em seguida, a frase “o cidadão fazendo o papel do Estado”, referindo-se ao processo de fiscalização feito pelos manifestantes às poluidoras, gerou burburinho entre os presentes no plenário Dirceu Cardoso. Ao final das imagens exibidas, a entidade pediu que o governador Renato Casagrande aja em conformidade com a legislação, assumindo o dever de proteção ao meio ambiente e à qualidade de vida do cidadão como relata, por exemplo, o Artigo 225 da Constituição Federal: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações”. O painel digital apresentou pequenas falhas durante as apresentações anteriores mas, ironicamente, exatamente na parte da apresentação do SOS em que se falava na ineficácia das audiências públicas, o texto foi praticamente todo apagado da tela por uma “falha” no telão. “Parece um vírus”, comentaram, rindo, pessoas em meio ao público. Após Delmaestro, José Marques Porto, da mesma entidade, assumiu a palavra para entregar um documento com uma série de questionamentos pertinentes tanto aos órgãos públicos como às poluidoras. Posteriormente, o representante da Arcelor prometeu responder, por escrito, a cada uma das questões levantadas. Porto também mostrou que o SOS Ambiental se decepcionou com a postura do Ministério Público Estadual (MPE) em não comparecer à plenária e em continuar sem dar respostas à sociedade civil; e pediu providências ao “Big Brother Vale”, o caso de espionagem denunciado pelo ex-gerente de inteligência André Almeida, que partiu de dentro da companhia a artistas e militantes políticos que se expressavam contrários às atividades da poluidora. O representante da Vale, Romildo Fracalossi, disse que a Vale está investigando as denúncias feitas pelo ex-funcionário. Em resposta a um vídeo exibido pela mineradora Vale, Neilson Guimarães, também integrante do SOS Ambiental, evidenciou a participação equivocada de funcionários públicos – como Aladim Cerqueira, ex-presidente do Iema, além de Paulo Esteves, representante de várias associações de moradores da capital – na propaganda da mineradora. “É preciso saber separar as funções”, disse. No vídeo, ambos falam da “boa relação” entre a mineradora, a sociedade civil e o meio ambiente. Neilson ampliou suas críticas a “todos os governos que não defenderam a população”, e não apenas ao atual. Segundo ele, a Vale, com a qualidade de profissionais que dispõe, sabe as consequências que o passivo de minério, descartado indiscriminadamente entre os anos de 1969 e 1984 na ponta de Tubarão, traz à sociedade, mas não divulga essa informação. A ArcelorMittal também tentou emplacar, mais uma vez, a eficiência de sua barreira verde, comparando fotos da década de 80 com fotos atuais. Essas, claro, de um ângulo diferente, que evidenciasse mais a vegetação do que a degradação provocada pela siderúrgica na beira da praia – uma forma de vender a falsa ideia de evolução no quesito ambiental. A todo momento, os representantes da sociedade civil lembraram que não estão lutando pelo fechamento da Vale ou da Arcelor, mas sim por uma melhor qualidade de vida para o cidadão capixaba. Em determinado momento, até o representante da siderúrgica confessou que a poluição expelida na Ponta de Tubarão incomoda a ele e a sua esposa. Promessas O deputado estadual Gildevan Fernandes (PV), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia que, aliás, não assinou a CPI do Pó Preto, mandou recado por meio de Vereza, tentando justificar uma ausência sem justificativa. “Temos deputados do PV que pouco representam o meio ambiente”, retratou Evandro Figueiredo, secretário da Associação de Moradores do bairro Jardim Camburi, classificado por ele e pelos demais moradores como “o bairro que mais sofre com o pó preto”. Evandro também cobrou maior transparência nos processos e na divulgação de resultados de estudos – a secretária Diane Rangel respondeu que os estudos são públicos , mas não são publicados, o que quer dizer que qualquer cidadão pode ter acesso a eles mediante solicitação. O secretário da associação de moradores de Jardim Camburi também citou o caso da Usiminas, em Ipatinga, que por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi obrigada a instalar na cidade um painel digital de monitoramento
Poder dodinheiro
O PSDB barrou, nesta quarta-feira (11), na CCJ do Senado, a aprovação do projeto que proíbe o financiamento de campanhas eleitorais por empresas, de autoria do senador Jorge Viana (PT-AC). A proposta limitaria ainda as doações feitas por pessoas físicas em R$ 1.700,00 para cada cargo. Agora, vai direto para a gaveta. Vetar as doações eleitorais de empresas é o principal ponto da reforma política, também barrada pelo Congresso Nacional, que preferiu lançar o debate para bem longe, lá em 2015. A senadora Ana Rita (PT) saiu em defesa da proposta, mas ela e alguns “gatos pingados” são vozes vencidas. A maioria está muito interessada no dinheiro das empresas, que favorece o lobby, os “conchavos” e a omissão da classe política em relação ao setor empresarial. O Espírito Santo não poderia servir de exemplo melhor. As poluidoras Vale, ArcelorMittal e Aracruz Celulose (Fibria) “compram” a classe política em cada eleição, tanto proporcional quanto majoritária. E detalhe: o investimento sai bem baratinho. Por essas e outras, que iniciativas como a CPI do Pó Preto não andam. Afinal, quem está dentro do sistema sabe muito bem como funciona: eu te ajudo hoje, você me deve amanhã. Poder do dinheiro II Vale o registro do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), relator da matéria: o presidente dos EUA, Barack Obama, obteve R$ 700 milhões de doações de pessoas físicas, sem contribuições de empresas. Ou seja, é possível. Voltinha Não é por nada não, mas o que a deputada federal Sueli Vidigal (PDT) está fazendo em Bogotá com ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT)? Diz ele que estava a trabalho…e Sueli? Na cola A propósito, o Estadão publicou, nessa terça-feira (10), matéria sobre um monitoramento que teria sido realizado pela PF a Vidigal em almoço com a economista presa temporariamente Jorgette Maria Oliveira, presidente da ONG sob suspeita de desvio de R$ 18 milhões de um convênio de R$ 47,5 milhões com o Ministério do Emprego e Trabalho. Investigação estaria incluída na Operação Pronto Emprego, deflagrada na semana passada. A Operação Esopo veio na sequência. Passou a época Certa hora, no meio da discussão na sessão da Assembleia Legislativa nessa terça entre os deputados estaduais Hércules Silveira (PMDB) e Atayde Armani (DEM), o peemedebista soltou esta: “vamos lá fora”. De início, parecia até uma convocação para as vias de fato, como nos tempos de escola. Nada disso. A frase terminou assim: “vamos lá fora ver o que a rua está querendo”. Ah, bem. Livro dos recordes O petista Givaldo Vieira (PT) faz história. Já é apontado como o vice-governador que mais utiliza o aparelho de Estado para rodar os municípios capixabas. E, claro, fazer aquela exposição da imagem. Gastos a perder de vista. Estranho Enquanto a Rede Sustentabilidade de Marina Silva e o Solidariedade de Paulinho da Força se desdobram para conseguir registro no TSE, surge outro partido novo correndo por fora, já com todos os votos necessários para ser validado. Procura-se, no Espírito Santo, algum político do Partido Republicano Social (PROS). ‘Deixa’ A vereadora de Nova Venécia Gleyciaria Bergamin (PRP) pega carona no pedido de CPI para investigar a Mesa Diretora da Câmara entre os anos de 2001 e 2002 e recolhe assinaturas para ampliar a história. Quer uma CPI que apure os atos de todos os presidentes entre 2001 e este ano. Ela diz que sempre houve excessos. Exemplo Outro dia, o Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) criticaram decisão judicial que agride o princípio da Liberdade de Imprensa. Enquanto isso, no Estado, o Sindijornalistas-ES nada fala da “turma dos danos morais” e a censura imposta a Século Diário, que permanece mais viva do que nunca. É isso mesmo? Nas redes ''Outra vez, outra vez, 'tô' na rua outra vez…'' (Não é por 20 centavos, é por direitos – no Facebook). PENSAMENTO: “Você não aprende a manter firme sua posição no mundo ficando de guarda, mas atacando e sendo por sua vez atacado”. George Bernard Shaw
Duas frentes
O encontro do ex-governador Paulo Hartung com o vice-presidente Michel Temer, cacique do PMDB nacional, traz mais um ingrediente ao já confuso cenário eleitoral que se projeta para 2014. Embalados pelo crescimento da popularidade da presidente Dilma Rousseff, o ex-governador parece trabalhar em duas frentes. Uma nas articulações estaduais e a outra no sentido de dar um xeque-mate nos demais palanques oferecidos ao PT nacional no Espírito Santo. No Estado, o lançamento da candidatura do tucano Guerino Balestrassi, aliado de Hartung ao governo, e as investidas do senador Ricardo Ferraço (PMDB) sugerindo uma entrada na disputa também, desmontam a tentativa de Casagrande em remontar o palanque de unanimidade que deu sustentação a Hartung em seus dois mandatos e elegeu o socialista em 2010. Nacionalmente, o cenário contribui para a movimentação de Hartung. Diante da dificuldade de Renato Casagrande em se livrar da pressão sofrida pela candidatura à presidente do governador de Pernambuco Eduardo Campos, o governador capixaba não convence o PT nacional sobre as vantagens de seu palanque “neutro”, como vem prometendo. O PT nacional já conta como irreversível a candidatura de Campos e vem indicando aos diretórios estaduais que lancem candidaturas próprias ao governo em Estados governados pelo PSB, como é o caso do Espírito Santo. Ai entra o papel do PMDB. Como o PT capixaba não se preparou para essa realidade e não teria um nome para a disputa, Hartung oferece uma alternativa para essa lacuna. Além de Casagrande, a aproximação com o PT nacional inibiria também a candidatura de Magno Malta (PR). O senador foi procurado pela cúpula petista no início do processo como solução para a impossibilidade de PT e PSB caminharem juntos no Espírito Santo. Como o PMDB é parceiro preferencial do PT nacional, o partido oferece uma solução para o partido no Estado evitando assim a parceria com Malta, que tem resistências dentro do PT capixaba. A estratégia é boa, mas resta uma dúvida: será que o PT nacional e a própria Dilma vão esquecer o desempenho de Hartung em 2002, 2006 e 2010 em relação à disputa presidencial? Fragmentos: 1 – O clima está começando a ficar pesado em relação à escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCES). Mas no plenário persiste a ideia de que um deputado será escolhido. 2 – Se o Palácio Anchieta estava achando que conseguiu contornar a crise na Assembleia Legislativa, o boicote aos projetos de cargos e salários da Fames e do DER mostrou que não é bem assim. 3 – A expectativa da militância do PT cresce com os debates para a presidência do partido entre as três correntes que concorrem ao comando. Essa história de favoritismo de João Coser pode não ser tão consolidada.
Polícia faz ‘armadilha’ e encurrala manifestantes que protestavam pacificamente
Acompanhe o protesto do movimento “Não é por 20 centavos, é por direitos ES” desta quarta-feira (11). Veja fotos abaixo. 23h52 – Manifestantes pedem nas redes sociais que as pessoas disponíveis façam vigília em frente ao batalhão do Corpo de Bombeiros na Enseada do Suá. Eles afirmam que o rapaz preso estaria no local. Há comentários de que a polícia estaria planejando levar o manifestantes para Centro de Detenção Provisória de Viana. 22h50 – A Secretaria de Segurança confirmou até o momento uma prisão. O manifestante, segundo informações preliminares da polícia, estaria portando na mochila garrafas de gasolina. Na página do “Não é por 20” no Facebook, os manifestantes desmentiram a versão da polícia. Eles alegam que foi a própria polícia que “plantou” as garrafas de gasolina na mochila do ativista para incriminá-lo. 22h05 – Segundo os manifestantes, um policial (P2) que estaria infiltrado no meio do grupo lançou uma pedra contra a porta da Assembleia, mas o vidro não chegou a quebrar. Os próprios manifestantes, desconfiados, foram atrás do suposto P2 mas não conseguiram alcançá-lo. O tumulto foi o pretexto que a PM esperava para ir para cima dos manifestantes. Rapidamente os policiais dispersaram a concentração que se formava em frente à Assembleia e se perfilaram na entrada do prédio. Neste momento o ato foi finalizado. 21h30 – Ao verem os policiais, os manifestantes dão meia volta e seguem para a Assembleia Legislativa, onde ainda acontece a audiência pública sobre o pó preto. Eles tentam entrar na Casa. 20h40 – O grupo resolve mudar o destino do protesto e segue para a Terceira Ponte. Há pelo menos 30 viaturas da polícia na Praça do Pedágio, aguardando os manifestantes. 20h22 – Os manifestantes decidem seguir para o Centro de Convenções. 20h20 – O grupo se reorganiza para decidir o destino do protesto. Os destinos sugeridos são a Terceira Ponte, Assembleia e o Centro de Convenções, onde estaria acontecendo um evento com a presença do governador. 20h15 – Muitas pessoas estão gritando e chorando. Eles dizem que amigos foram presos sem motivo. A polícia confirma as prisões, mas não informa os motivos tampouco o número de detidos. Apenas que eles estão sendo encaminhados para o DPJ de Vitória. As prisões aumentam a revolta dos manifestantes, que alegam que não houve motivo para a ação autoritária da polícia. 20h10 – Os manifestantes que estavam usando máscaras ou panos cobrindo o rosto são tratados com mais truculência pela polícia. Os policiais tiram as máscaras e ordenam que m PM-câmera faça as imagens do rosto do manifestante. 20h02 – Enquanto a polícia faz a revista os manifestantes gritam palavras de ordem contra a truculência da PM. Há notícia que algumas pessoas foram presos. O oficial que comanda a operação não quis informar quantas pessoas foram presas. Ele se negou a se identificar à reportagem. “Nào existe lei que me obrigue a me identificar. Há cerca de 100 policiais envolvidos na operação. 19h58 – A repórter (Flávia Bernardes) e o fotógrafo (Syã Fonseca) de Século Diário estão “detidos”. Eles alegaram à polícia que estão trabalhando, mas foram ignorados. Os dois são revistados (“pagam geral”). Como a polícia não encontrou nada com os profissionais de SD, eles foram liberados para um lado da rua. O mesmo procedimento está sendo repetido com os outros manifestantes. 19h55 – Ao entrarem na rua Joubert de Barros, em frente ao Hospital da PM, os manifestantes são surpreendidos por uma arapuca da polícia. A PM fechou as saídas da rua e obrigou os manifestantes a se sentarem no asfalto. O clima esquentou de vez… 19h52 – O clima continua tenso e os manifestantes seguem entoando palavras de ordem: “Eu não acho mas o Casagrande acha que o povo precisa de bala de borracha”. 19h50 – A se dirigir para as ruas laterais, sentido (Avenida Leitão da Silva) Centro de Convenções, os manifestantes se deparam com um grande número de policiais. O Batalhão de Missões Especiais (BME) está apostos e o clima começa a ficar mais tenso. Um policial filma o protesto. 19h47 – Os manifestantes comentam que o governador Renato Casagrande está participando de uma cerimônia no Centro de Convenções de Vitória. Eles iniciam um debate para decidir se o grupo seguirá para o evento. 19h46 – Até o momento não houve registros de confrontos entre manifestantes e PM. Algumas pessoas que participam do protesto disseram que tiveram as bolsas e mochilas revistadas por policiais enquanto estavam no ponto de ônibus na Avenida Beira_mar se dirigindo para o protesto. 19h45 – Depois de 15 minutos de protesto em frente ao prédio da Gazeta o grupo começa a se dispersar. Como planejado nas redes sociais, os manifestantes lançaram aviões de papel em direção ao prédio da Gazeta. O ato fazia uma menção ao 11 de Setembro e o ataque às Torres Gêmeas de Nova York. 19h30 – Manifestantes gritam palavras de guerra. Alguns usam carrinhos de supermercado para forçar o portão da Rede Gazeta. Mas a ação é apenas simbólica. 19h29 – Manifestantes chegam ao prédio da Gazeta. A PM acompanha o protesto de prontidão. Seguranças particulares estão dentro do prédio da Rede. 19h10 – o grupo iniciou a marcha com bastante animação, entoando gritos de guerra e cantando. O trajeto até o prédio da Rede Gazeta é curto. 19h05 – Uma bateria chegou para animar a marcha. Eles estão gritando gritos de guerra. “A Gazeta vai cair”, em menção ao grupo de comunicação, já que o alvo do protesto é o prédio da Gazeta, também em Bento Ferreira. 19h00 – Chegaram novos grupos. Agora cerca de 80 pessoas estão em frente ao DIO-ES. Há um grupo de seis mascarados vestidos ao estilo Black Blocs. 18h40 – o oficial que comanda a operação está tentando convencer os manifestantes a não usar a avenida Mascarenhas de Moraes. A polícia pede para o grupo usar as ruas paralelas para chegar